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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

NOTICIA ANTIGA, MAS SERÁ QUE MUDOU ALGUMA COISA?

Candidato a vereador em Caxias do Sul é suspeito de calote

Fábio Kucera, do PTB, teria se apropriado de R$ 13,5 mil

Roberto Carlos Dias | roberto.dias@jornalpioneiro.com.br
O conselheiro tutelar e candidato a vereador pelo PTB caxiense Fábio Vieira Kucera e sua companheira, Karili da Silveira Motta, ex-assessora do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica), são suspeitos de terem se apropriado indevidamente de R$ 13,5 mil.

O dinheiro é referente ao seguro obrigatório por Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (Dpvat) a que tem direito o servente de obras Antônio Renato Sampaio da Silva, 45 anos.

Residente no bairro Cânyon, Antônio teve a filha Sônia Sampaio da Silva, 23, morta por atropelamento dia 16 de junho de 2007. Os dois filhos dela, de quatro e sete anos, ficaram sob a guarda do avô. Os três moram em uma casa de peça única em situação de vulnerabilidade social e são auxiliados pela Fundação de Assistência Social (FAS).

— Em outubro, o Fábio e sua mulher me levaram no cartório dizendo que iriam conseguir uma pensão para as crianças, mas para isso eu precisava assinar um papel. Como não sei escrever, coloquei o dedão no papel. Não sabia que era uma procuração para me representar em todas as situações — relembra Antônio.

Kucera teria se comprometido a requisitar o seguro, benefício federal a que tem direito familiares de mortos em acidentes. Para isso, em março deste ano ele contratou o advogado Alexander Pinheiro. O dinheiro foi depositado dia 9 de junho na conta de Antônio, mas o operário, analfabeto, não o recebeu.

— Queria aumentar a casa, comprar roupas para as crianças e fazer uma poupança para eles. Eu acreditei no Fábio porque ele era conselheiro tutelar. Depois que descobri que tinha sacado o dinheiro, ele nunca mais apareceu na minha casa — desabafa.

Pinheiro conta ter descoberto que o dinheiro foi sacado por Kucera quando procurou o servente para saber o que havia feito com os R$ 13,5 mil. Por lei, quem tem a guarda de menores deve informar ao Ministério Público (MP) como o dinheiro foi empregado. Como havia passado mais de 30 dias do saque e o operário não fez a declaração, o advogado resolveu alertá-lo.

— Soube que não havia recebido o dinheiro e nem tinha o cartão magnético bancário. Fomos até o banco, onde descobrimos que Fábio Kucera fez o saque. Liguei para o conselheiro tutelar, ele admitiu o saque e disse que iria conseguir o dinheiro para pagar seu Antônio — diz o advogado.

Pinheiro e Antônio comunicaram o MP e registraram ocorrência policial. Uma ação judicial de cobrança e dano moral tramita na 1ª Vara Cível e o inquérito policial está a cargo do titular do 1º Distrito Policial, delegado Vitor Carnaúba. Ninguém depôs até agora.

Os saques 

Conforme extrato fornecido pela Caixa Econômica Federal e anexado à ação judicial, foram efetuados seis saques e pagamento de contas por código de barras. No documento, a conta-poupança de número 244.921-9 está em nome de Antônio Renato Sampaio da Silva

— Dia 9 de junho de 2008: no documento, consta o depósito de R$ 13.500 nesta data
— Dia 9 de junho de 2008: no mesmo dia foi feito saque de R$ 1.000 em caixa 24 Horas
— Dia 10 de junho de 2008: houve outro saque de R$ 1.000 e o pagamento de contas no valor de R$ 2.160,33, sendo uma de R$ 1.655,57 e outras duas estipuladas em R$ 197,44 e R$ 307,32
— Dia 11 de junho de 2008: saque com cartão no caixa no valor de R$ 7.000, com recibo assinado por Fábio Kucera
— Dia 12 de junho de 2008: saque de R$ 1.000 em caixa 24 Horas
— Dia 16 de junho de 2008: saque de R$ 1.000 em caixa 24 Horas
— Dia 19 de junho de 2008: saque de R$ 338 em caixa 24 Horas
— Total sacado: R$ 13.498,33

Desmentido

O candidato e conselheiro Fábio Kucera diz que pediu a um amigo que entregasse o dinheiro ao servente de obras. Procurado pelo jornal, esse amigo, não identificado por não ter sido incluído no processo, nega e acusa Fábio de ser mentiroso.

Contrapontos 

O que diz o candidato a vereador e conselheiro tutelar no exercício do segundo mandato, Fábio Kucera (PTB):

—  Não fiquei com esse dinheiro. Não paguei contas particulares, nem me apropriei desses valores. Isso é um absurdo, uma conspiração política para abalar a minha campanha. Fiz os saques e confiei a uma terceira pessoa que eu considerava como irmão para pagar o seu Antônio. Não sabia que ela não tinha entregue. Quando for intimado pela Justiça, vou me defender e apresentar todos os documentos necessários.

O que diz a mulher de Fábio Kucera, Karili da Silveira Motta:

— O Fábio confiou em uma pessoa que era como irmão para efetuar o pagamento ao seu Antônio. Podem conferir e investigar as nossas vidas. Por que estão acusando o Fábio faltando menos de um mês para as eleições?

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