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terça-feira, 28 de junho de 2011

A NOTÍCIA PROIBIDA DE SER DIVULGADA


O suicídio do general Valter BischoffPor José Geraldo PimentelCap Ref EB


A imprensa não noticiou o suicídio do general Valter Bischoff, fato ocorrido em Brasília. Alguns sites transcreveram a nota escrita por Félix Maier (site Usina de Letras), seu amigo particular. Surgiram interpretações na Internet dando uma causa escabrosa para a atitude estremada do oficial. Essas informações não puderam ser confirmadas, dado que o suicídio foi abafado. Eu, no meu site, transcrevi os fatos baseados nos e-mails de pessoas que estiveram próximas do local da tragédia. Comentaristas conhecidos como Cláudio Humberto e Ancelmo Gois, papas da informação em primeira mão, emudeceram.
Não é certo negar-se o direito da imprensa informar para os seus leitores os acontecimentos. Essa proibição revela a fragilidade dos nossos meios de comunicação.


No Brasil a imprensa é livre, mas até certo ponto. Uma ameaça de fechar as portas para contratos de publicidade institucional, e a mordaça está aplicada. Ninguém quer tirar de circulação o seu veiculo de informação por falta de publicidade.
A ‘pedido’ do (a) missivista Ananda Tostes retirei de minha matéria a parte que não chegou a ser confirmada oficialmente. Este cidadão ou cidadã poderia ser mais formal. Ameaças de processos, ressarcimentos por danos morais e outras filigranas jurídicas, são coisas de ditaduras fascistas.
"Não existe liberdade de imprensa pela metade". Já disse o ministro do Tribunal Superior Militar, Artur Vidigal de Oliveira.


Faço este ajuste no texto em respeito aos familiares do morto. Mas no momento que me chegarem documentos comprobatórios do que realmente aconteceu, -resultado da perícia técnica, testemunhos, etc., - voltarei à carga.
O silêncio gera especulações, e a verdade passa a ser meia verdade.


Não me cabe fazer juízo de valor sobre a natureza do suicídio. Não vejo desdouro e nem covardia o indivíduo dar cabo de sua própria vida. É preciso muita coragem para chegar a este ponto. Se um dia me sentir na contingência de apelar para o suicídio, tenho certeza que o farei, e não me sentirei um covarde no momento do ato extremo.
O general Valter Bischoff é o terceiro oficial graduado que se suicida nos últimos anos. E nem será o último.


Fazer crer que a dor de uma família de um general é maior do que o sofrimento de outra família de menor projeção na mídia, é um ato de discriminação. É prepotência, incabível em qualquer sistema de governo. Ou a democracia em que vivemos é de mentirinha? A verdade só é válida para os outros? As mazelas de nós militares e as patifarias dos que nos governam, são sagradas?
O Exército não pode ocultar a verdade sobre a morte do general Valter Bischoff. Os bizus que circulam no meio militar são muito fortes. Os generais que se mataram no Haiti e em Juiz de Fora também tiveram as causas de suas mortes escamoteadas. Isso não é bom para a democracia e para uma instituição séria como as Forças Armadas. Esconder a verdade, só deixa as especulações prosperarem!

Se o Exército fosse menos ‘cuidadoso’ em esconder os fatos que acontecem com seus quadros, não haveriam questionamentos. Os fatos são fatos e acontecem. Não tem como esconder! Dá menos trabalho falar a verdade, do que depois querer remediar o que deixou de ser dito.
Pergunto: Por que as nossas autoridades militares aceitam caladas todos os tipos de provocações contra a instituição militar e se fazem de ‘macho/man’ contra a imprensa, negando-lhe o direito de noticiar fatos que acontecem eventualmente na vida de um militar? Será que a pessoa física é mais importante do que a instituição militar?


O militar é um cidadão como qualquer outro indivíduo. Tem suas fraquezas, suas paixões, seus arroubos, traem e matam por amor; do contrário a instituição militar seria formada por robôs. É bom que o militar demonstre os seus sentimentos, porque se mostra exatamente igual à qualquer cidadão de carne e osso!

Abomino os certinhos. Desprezo os que acham que o militar não pode errar por ser um soldado! Errar no sentido do ser humano. Não nas práticas delituosas useiras e vezeiras dos nossos políticos e empresários pouco afeitos à moralidade pública.


Todos amamos e gostamos de ser amados! Quem nunca errou que atire a primeira pedra. Os falsos puritanos imaginam que ser um soldado, é ser um eunuco. “Se é casado, não trai!” Apelam. Não existem homens exemplarmente fiéis. Mulheres comportadas, só até receberem a primeira cantada. Se são muito quietinhas, são as mais vulneráveis! (Não vão as mulheres quererem avançar sobre mim com um rolo de amassar trigo! Se querem uma desforra, procurem-me com carinho. Sou igual a um bebê chorão. Adoro um colo de mulher!).


Nem as patricinhas do clube das certinhas, que interferem na indicação dos candidatos ao generalato, conseguem acertar em seus julgamentos. (Antes que duvidem desta observação, a informação partiu de um conceituado oficial general!).


- Este não pode ser promovido, porque é um comedor. Diz uma das presentes à reunião.
- Ah! Este já devia ter saído general. É uma moça! Imagina ele ser uma galinha! Defende uma observadora.
Engano completo. Na hora da seleção ao quadro do generalato, os coronéis, todos, transformam-se nuns santinhos. Santinhos de pau oco! Só suas esposas que sabem da verdade!
As patricinhas reúnem-se no Santo Ofício e fazem a seleção preliminar dos oficiais que poderão ter acesso ao generalato. São rigorosas na seleção. Não admitem que um Don Juan entre no ciclo de seus maridos. ‘Uma laranja podre contamina todo o cesto.’ Neste ponto concordo com elas. Na preservação do cesto de laranjas!


Feita a seleção preliminar, os aprovados reúnem-se com as esposas e começam a fazer planos para o futuro. Seleção do taifeiro, do estilo da casa onde passarão a morar, do modelo do carro e a aquisição do novo enxoval. Claro: A escolha do carregador de mala! (Vulgarmente chamado ‘ajudante de ordem’!). Problemas com a situação da tropa, nem depois de oficialmente promovidos. Cansa pensar em baixos salários, em interstícios e promoções para graduados. O ministro da Defesa que resolva! Se veste um uniforme de general, deve ter competência para gerenciar a instituição militar. E lavam as mãos!


O rigor na seleção dos candidatos ocorre no acesso ao generalato. Depois passa a pesar para as promoções futuras o grau de habilidade em lidar com as circunstâncias, como ser mais bajulador, cumprir rigorosamente as ordens do comandante de área, do ministro da Defesa, etc.

Uma cadeia de superiores a quem deve obediência. O passo seguinte, - que dá maior visibilidade ao futuro candidato ao posto imediato, - é fazer parte do clube dos ‘mercadores de medalhas’! Distribuir o maior número de medalhas para os ex terroristas e guerrilheiros. Tem agraciados que nas formaturas carregam medalhas no bolso, pois não sobra espaço no peito para tantas insígnias militares. E para não deixar passar em branco a presença dessas medalhas, deixam parte da fita do lado de fora do bolso. É como dizer: “Aqui tem mais medalhas!” Mais uma forma de dar visibilidade ao candidato é freqüentar finais de banquetes. Cumprimentam os presentes e depois passam na cozinha.


- Moço. Diz para o maître. Estou indisposto. Prepara uma quentinha para levar para casa. Janto depois.
Estes senhores são ‘persona non grata’ nas reuniões comuno-petistas. Comem as sobras de banquete!
O artifício tem levado muitos generais a ultrapassar as medidas da cintura.
No hospital o endocrinologista recomenda.
- General, o senhor tem que cuidar mais da saúde. Está acima do peso. Diminua a quantidade do alimento e faça caminhadas!
- Eu, caminhar? Putz grill!

Para muitos, os generais são umas máquinas de cumprir ordens. Disciplinados!
Os muitos disciplinados são por natureza uns covardes. Uns ‘Gados fardados’! O dia 31 de março último desnudou a maioria deles!
Vivam os que amam; e por amar, são capazes de matar! Mas não matem! Quem ama verdadeiramente, não mata! E nem se suicida. Continuem vivos para amar!

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