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sábado, 13 de agosto de 2011

ALGEMAS PARA QUE TE QUERO

O homem de bem perseguido injustamente pelo Estado padece moralmente. 
O criminoso perseguido justamente, não tem moral para sofrer. (BSchopenhauer)


O mais novo penúltimo escândalo de corrupção emergido na versão III do Desgoverno da Idade das Trevas, a Operação Voucher, que investiga a liberdade de expressão contábil que  desviou recursos públicos no Ministério do Turismo, atualmente sob tutela de Pedro Novais (sendo que antes, no período-alvo da investigação, estava sob os auspícios da petista Marta Suplicy) rende mais encrenca para dona presidente do que o antepenúltimo escândalo, o da Agricultura, pasta comandada por Wagner Rossi. Enquanto nesse, mexia-se no vespeiro do todo-poderoso aliado PMDB, o primeiro, mesmo estando sob o comando do partido de Michel Temer e José Sarnei*, atingiu diretamente o PT, através de Dona Marta.

De cara, impossível não associar à mais uma autofagia, a briga intestina do PT pela disputa da chance de se disputar a prefeitura de São Paulo. Haddad, o desministro da deseducação destepaiz, é pré-candidato declarado, com declarado apoio do Expirado. No fim de semana passado, dona Marta tascou o malho, sem dó ou piedade, em Haddad. "A candidata natural sou eu. O candidato ungido é ele (Fernando Haddad). Lula não é maior que o processo nem que a conjuntura" disse dona Marta, e pronto! Bastou para que ela recebesse um aviso: "tu tens telhado de vidro, te aquieta." Um dos investigados da Operação Voucher, o Número 2 do Turismo, foi seu homem de confiança, quando chefiou a pasta. Daí, dona valentona foi-se esconder no banheiro.

Serviu, também, a deflagação da Operação Voucher, para jogar luz sobre a forma como a Polícia Federal vem sendo desprestigiada pelo ministro da Justiça, o porquinho (o último com a casinha de pé), José Eduardo Cardozo. O jornalista investigativo (como poucos nestepaiz) Lúcio Vaz relata, na IstoÉ dessa semana, o descontentamento de um, com o outro. E vice-versa. Se é que me entendem: PF versus Cardozo. O Palácio do Planalto avalia, segundo a reportagem, que a PF cometeu um ataque pessoal ao ministro - e ao desgoverno - com essa Operação.

A lógica petralha, claro, é a lógica da esquerdopatice. É a lógica do Expirado, O Inimputável, segundo a qual, companheiro é companheiro e filho da puta é filho da puta, o que significa que companheiro não só não pode ser investigado, como qualquer acusação de suspeita de má conduta - mesmo que comprovada - contra companheiro, é golpe. Lúcio Vaz, com grande acerto - in my opinion - classifica a troca de declarações de ambos os lados, via imprensa, durante a semana, como "bateram bate-boca publicamente". Dentre os motivos - públicos - da celeuma, estão o uso das algemas na condução dos investigados à prisão, e a divulgação das fotos das respectivas prisões. Dona presidente se disse indignada e considerou "inaceitável" a divulgação. Desde o primeiro momento, a imprensa genuflexa voluntária altiva, leal escudeira, colheitadeira das notícias plantadas pela Assessoria de Imprensa do Planalto, já propagava que a operação era um abuso por parte do Judiciário, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal

Seguindo a expiração citada acima, concluímos que há bandido comum, aquele que, mediante suspeita de ter cometido um crime, é algemado e conduzido em viatura para a delegacia, e há o bandido petralha-companheiro, aquele que, a exemplo do que Expirado disse sobre Sarnei*, não é pessoa comum. Companheiro, mesmo sendo, geralmente, culpado, é inocente, porque é companheiro. Não são cidadãos comuns... A eles, não vale a aplicação dos rigores da lei.

Tempo bicudos, em que grassa a corrupção, muito além da incompetência administrativa desta atual versão das Trevas que nos desgoverna. E tempos bicudos, onde não se pode apontar as falhas, os erros, a inoperância e a bandidagem do mesmo desgoverno. Porque, instruiu o Expirado, configura-se um golpe contra a democracia, preconceito contra o "trabalhador" e desrespeito à sua herança.

De fato, como a presidente foi eleita com a propaganda, o empenho pessoal - apesar de o cofre ser do estado - e a garantia do Expirado de que tudo que houve de bom foi por obra e graça de seu governo, seria tudo isso de bom, a herança que a de cujus herdaria. Então, podemos concluir que, logicamente, tudo o que há de mal também é de responsabilidade do desgoverno das Trevas. Vindo lá da versão I, que tomou de assalto estepaiz, de 2003 até agora. 

"Só a afetividade explica estepaiz: analfabeto-afetividade, governismo-afetividade, oposito-afetividade, estocolmo-afetividade..." segundo BSchopenhauer. E a propósito disso, o ativista do projeto Cidadania, Futuro e Democracia, o mineiro Rodrigo Crivellari cravou, determinantemente, nesse sábado: "Cheguei a uma conclusão. O Brasil está vivendo um momento Corrupto-afetivo".