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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

HISTORIADORES NÃO-CONFORMISTAS

Foi no início do século passado que os grandes complexos de mídia do mundo ocidental passaram a obedecer a uma orientação coordenada, que até os dias de hoje vem persistentemente atuando na consecução dos seus objetivos. É a conspiração em andamento. Tentaram ridicularizar os que a denunciavam, ou, se a denúncia partisse de personalidade importante, esta era eliminada. John Kennedy que o diga...

Não há como deixar de reconhecer que por algum motivo a Alemanha constituía um obstáculo aos anseios dos maquinadores dessa grande trama. E não foi só a Alemanha nacionalsocialista que representava tal empecilho, esta apenas retardou os efeitos que o Tratado de Versailles deveria ter consumado.

Assim já na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) as baterias da mídia amestrada, esta arma pérfida que deforma a opinião pública, foram dirigidas contra este país, contra o seu povo, seu Kaiser e seus soldados. As ilustrações mostram como eram representados.

E a História passou a ser uma via de mão única.

Mas nem todos os historiadores se conformaram com esta obrigação de ver os acontecimentos por uma só ótica. Foi justamente nos Estados Unidos que se uniram no início dos anos vinte do século passado alguns historiadores que pretenderam preservar os fundamentos da verdadeira pesquisa histórica. A partir de então eram chamados de revisionistas, que nada tinham de “nazistas”, alcunha corrente na linguagem de hoje.

Entre estes revisionistas se destacaram Sidney Bradshaw Fay, Walter Millis Hartley Graton, Charles Beard, David L. Hoggan  e Harry Elmer Barnes. Este último, falecido em 1968, era um dos mais honrados historiadores americanos. Lecionou nas universidades Columbia, Syracuse e outras de Colorado e Indiana. Era membro da American Historical Association, da Academy of Political Science, da Society of American History. Escreveu mais de 70 livros. Sua produção intellectual estendeu-se às áreas da História Cultural, à Sociologia, à Criminalogia, à Historiografia e, principalmente, à História Política do século 20. Para Barnes o revisionismo implicava em busca honesta da verdade histórica e em desacreditar mitos enganadores, que constituem barreiras contra a paz e boa vontade entre nações.

Decididamente Barnes combateu a propaganda sobre atrocidades que os soldados do Kaiser teriam cometido, tais como “decepar as mãos de crianças” por onde passavam, citando inclusive o primeiro ministro inglês Lloyd George, que assegurou que nunca alguém teria visto uma criança assim maltratada.

Barnes atribuiu a responsabilidade pela deflagração das duas guerras mundiais à Inglaterra. Sobre a política alemã precedente à Segunda Guerra Barnes disse: “Hitler estava longe de pretender desencadear uma guerra de agressão precipitada contra a Polônia. Durante a crise de agosto de 1939 ele se esforçou em evitar uma guerra ainda mais do que o Kaiser o fizera na crise de julho de 1914.” Por outro lado Barnes também culpou os dois presidentes americanos, Wilson na primeira e Roosevelt na segunda guerra, de terem incitado as duas nações europeias, Inglaterra e França, ao enfrentamento bélico com a Alemanha. Ambos teriam se guiado principalmente por interesses econômicos.

A comunidade de historiadores estabelecidos foi acusada por Barnes de seguir a lei do menor esforço, uma vez que estes preferem simplesmente repetir o que a opinião pública deles espera. Isto não se coaduna com o que se exige de uma atitude científica séria.

Parece que Johann Wolfgang Von Goethe já teve uma premonição quando escreveu em 1828: “Devemos repetir a verdade constantemente, porque o equívoco também é sempre pregado ao nosso redor e isto, não pelo indivíduo, mas pela multidão. Nos jornais e enciclopédias, nas escolas e universidades, em toda parte o equívoco está por cima, sentindo-se bem e confortável em ter a maioria ao seu lado.”

Toedter

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