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sábado, 13 de agosto de 2011

Liberdade ou libertinagem?



Com referência ao que aqui publicamos sobre a questão das drogas, quando procuramos desmistificar a utopia de que maconha é “apenas” uma droga “leve” (utopia pregada por certa mídia e até por certos figurões da política nacional), além de congratulações — que agradeço de coração — recebi três e-mails objetando nossa posição. Eis as afirmações principais de cada um dos signatários:
1) “Você é que está metendo o nariz num assunto que não conhece. O baseado (maconha) não pode ser comparado às drogas pesadas, como a cocaína, heroína, crack e oxi”.

2) “Você, que parece ser católico retrógrado, sabe muito bem que não existe nenhum mandamento de Deus ordenando ‘Não se drogar’”.

3) “A liberdade é um bem, cada um tem a liberdade de se manifestar como quiser e de fazer o que der na telha. O que não se pode é restringir a liberdade de alguém, nem mesmo de uma criança. Os pais devem deixar os filhos crescer livremente sem coibir-lhes em nada”.

Aqui inicio a réplica, concedendo aos três prezados contestadores direito à tréplica.
1) Nosso primeiro contestador certamente conhece o provérbio popular: “Por um simples cravo se perde uma ferradura; por uma ferradura se perde um cavalo; por um cavalo se perde um cavaleiro; por um cavaleiro se perde um exército inteiro”. Por uma simples “tragada” pode-se perder um cavaleiro... Por uma simples fumaça, a desgraça...

Normalmente não se chega ao fundo do poço da desgraça pulando de cabeça diretamente; vai-se escorregando aos poucos, começando pela “droga leve”. Está é a porta de entrada para as “drogas pesadas”.

Em posts anteriores, publicamos diversos depoimentos testemunhando como é comum encontrar drogados inveterados que começaram “apenas” fumando a cannabis — que assim poderíamos definir: maconha é uma erva que aumenta a vontade de fumar... maconha.

Sim, não sou especialista no assunto drogas, mas posso opinar fundamentado naqueles que o são. Foi o que fiz, além de transcrever depoimentos de especialistas. Aliás, aproveito para aqui publicar mais um:
“Nos últimos vinte anos, tenho atuado na repressão a entorpecentes e sou testemunha do flagelo que assola as famílias cujos entes e amigos que se envolveram já não possuem mais futuro. É uma geração devastada pelo caminho sem volta daqueles que decidiram desafiar um inimigo perigoso — o crack. Desafiaram por livre vontade. Para as famílias que têm entes envolvidos com drogas duvido que as palavras ‘liberar’ e ‘descriminalizar’ soem bem. É errado o olhar romântico e vesgo que se dá a usuários de maconha. Ninguém começa com crack. A porta de entrada é a maconha”.

Renato Cabral Maciel
Agente de Polícia Federal
Vila Velha – ES


Amy Winehouse - período normal e período viciada em drogas 
2) Sim, não existe um 11º mandamento de Deus preceituando “Não se drogar”. Mas, assim como não posso atentar contra a vida de outrem — 5º Mandamento, “Não Matar” —, não posso atentar contra a minha própria vida, que não é propriedade minha, mas do Criador de todas as coisas. Ora, se a droga destrói o homem, podendo inclusive levá-lo à morte, quem se droga atenta contra o mandamento divino. Memento cantora inglesa Amy Winehouse, morta, com apenas 27 anos, por overdose. Na foto à direita, ela antes de ter experimentado qualquer tipo de droga.

Além de infringir o 5º mandamento, transgride-se o 1º dos mandamentos: “Amar a Deus sobre todas as coisas”. Quem não ama a Deus, ama os prazeres da vida sobre todas as coisas e acabará por odiar a Deus. Os homens não somos livres para afrontar as Leis de Deus, mas, pelo contrário, devemos nos submeter a elas, até mesmo para alcançar a verdadeira felicidade. Disso podemos concluir que uma lei humana — como uma eventual legalização da droga — não pode contrariar a Lei divina. E, se porventura for aprovada tal lei, não se é obrigado a respeitá-la, ela é nula, pois, acima de tudo, devemos obediência a Deus.
A cantora inglesa, várias vezes flagrada sob efeito de drogas
   
3) Reafirmo que não nego que a liberdade é um bem e que respeito a “liberdade de expressão” dos contestadores, desde que esta não atente contra a ordem natural e contra as Leis divinas. Não posso forçá-los a aceitar nossa posição, nem impedi-los de meter o nariz onde quiserem, nem mesmo para cheirar as drogas que condenamos. O que não se pode aceitar são a perversão e o abuso da liberdade — por exemplo, como ocorre com a “Marcha pela legalização da maconha”.

Parece que esse terceiro contestador está confundindo “liberdade” com “libertinagem”, pois não se tem a liberdade de fazer o que “dá na telha” — por exemplo, a liberdade de cometer um estupro porque “deu na telha”; ou meter a mão da carteira de alguém porque “deu na telha”. Pensando como refutar esse falso conceito de liberdade, lembrei-me de um artigo que redigi para a revista "Catolicismo" (edição de outubro/1999), que parece responder à questão. (Segue sua transcrição).



É preciso saber dar e negar

Falso conceito de liberdade leva à escravidão aos vícios.
Liberdade: direito de se fazer tudo que a lei de Deus permite.