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terça-feira, 30 de agosto de 2011

O Mito Loki

 

Por Körbes Hauschild

Muito bela é a versão nórdica sobre o mito Europeu, é também relativamente conservada em muitos pontos. O problema são os detalhes adulterados pela História.

Não só Wotan é o herói anti-deus, ao invés de Demiurgo, mas Loki, além de traidor é imperfeito, bem o contrário do que se diz. Os deuses leais como Wotan são o oposto de Loki, lutam pelo alcance nacional dos Céus, enquanto o bando de Loki pretende destruir as portas do Inferno para que ninguém escape dele. Loki é a versão demiúrgica da tradição nórdica.

A atribuição de inteligência e niilismo à Loki (Loke, Luk) se dá provavelmente pelo fato de servir à Criação. Loki criou o mundo, de fato; aprisonou outros deuses nele, e a última coisa que quer é deixar que escapem dele. Loki, quando vê sua criação perdendo sentido e que os deuses aprisionados nela encontraram uma porta de saída, libera a Ragnarök, a Batalha Final, o Juízo Final, para usar suas últimas forças contra a fuga dos deuses; e é aí que perde o equilíbrio sobre sua própria obra, ordena esmagar o próprio universo com remorso, procura castigar a todos que comeram do Fruto Proibido (a Sabedoria), e assim destruir todas as portas com os deuses dentro do Inferno; no fim consegue a morte de Wotan. Mas não se enganem, Wotan está pré-destinado à morrer em todos os ciclos por todos os semi-deuses presos, é assim que se liberta da carne para voltar a liderar no Valhalla, e neste lugar é que retoma as estratégias, já preparado para reencarnar no Inferno novamente.

A prova de que Loki é imperfeito está nas leis universais, nas influências que passa. São todas imperfeitas, e é pelos ‘buracos’ e ‘espaços em branco’ que os deuses leais conseguem se mover e atribuir uma estratégia de fuga em massa. Os universos paralelos, quando por falta de sincronia se encontram, deformando a física de ambos, acentuam a deficiência do criador. A própria física real pode ser contestada, e isso é um defeito na obra.

Outro problema é Loki ser admirado pelo homem moderno como niilista. Como se tal visão de mundo fosse parte de grande caráter. É que hoje, o homem niilista é aquele deficiente físico que não pega sol, mas aceita as políticas sinárquicas, é o chamado “nerd” que crê-se malvado e correto usando símbolos satanizados comprados no mercado, é o que sabe matemática porém não sabe fritar um ovo. Pois exatamente assim é Loki, se vangloria tentando aparecer como um Grande Arquiteto obscuro e místico, e a falta de raciocínio amplo o faz criar coisas imperfeitas e cruéis. Não é coincidência que no mundo moderno a arte é destruidora e feia, desagradável, muito distinta à arte dos tempos antigos da Europa ou então das de cavalaria medievais.

Loki é adorado por muitos povos, ele elege povos para servir de lacaios na Guerra Eterna. Esses lacaios tentam agregar o mundo inteiro, tomar o controle, para enganar assim à todos e tirar a capacidade de fuga, acabando com suas crenças e mitos originais. Se o homem moderno ficou refletido por Loki em questão de tempo, o contrário da Europa original de Wotan, se conclui que a causa da destruição cultural massiva é estrangeira e não necessariamente interna (a não ser que a preguiça seja religiosamente um problema interno, mas não é).

E essa visão é compartilhada pelos mitos de toda a Europa, com a diferença dos nomes. Em todo o continente temos líderes divinos declarando guerra e Libertação contra um deus “inteligente” e gigante, simbolizando a obra e a supremacia universal. Podemos encontrar algo parecido também em alguns povos da América. Apollo, Lúcifer e Ketzal-Coatl são também Wotan.

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