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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

JOHANNES HEESTERS



MORRE O ARTISTA AOS 108 ANOS

Nasceu na Holanda em 1903 e, inicialmente, a família pensava em fazer dele um sacerdote. Entretanto logo chamaram atenção seus dotes artísticos e vocais. Aos 17 anos estréia modestamente no teatro de Amsterdam e fica na equipe durante os seis anos seguintes. Ao mesmo tempo procura desenvolver sua voz em aulas de canto. Em 1924 dá seus primeiros passos como cantor de opereta. Aos 27 anos casa com Louise Ghijs, com quem teve duas filhas que também seguiram a carreira artística.

Em sua terra natal aproveitou todas as oportunidades para exibir seu talento e em 1934 se candidata, e é aceito, na Ópera Popular de Viena onde logo se torna o xodó do público. Não demora para que seja descoberto pela indústria cinematográfica. Bem apessoado, charmoso, disciplinado e confiável Heesters torna-se uma personalidade de primeira grandeza no ambiente artístico e musical a Alemanha. Durante a Segunda Guerra trabalhou na Alemanha, mas sempre permaneceu holandês e não há notícia de que isto tivesse prejudicado sua carreira.

Foram inúmeros os discos que gravou. Sua carreira foi única e exemplar. Em 1996, portanto com quase 93 anos, ainda subia ao palco em Berlim representando um papel durante várias horas por noite.

Após a morte de Louise, sua primeira esposa, contraiu novo matrimônio em 1992 com sua colega de trabalho Simone Rethel, que desde então lhe foi afetuosa companheira.

As canções que gravou se tornaram inesquecíveis, apesar de sofrerem hoje o mais severo boicote. Todas elas falam da felicidade que o amor nos traz. Todas falam da admiração que o homem tem pela mulher, a quem Deus deu toda aquela feminilidade, encanto, graça e formosura, qualidades que nos levam ao Siebten Himmel – Sétimo Céu.

Creio que a esta altura meus caros leitores já começaram a perceber o porquê desta personalidade ter lugar neste blog. E um lugar de destaque, abrindo os ensaios deste ano.

O trabalho de Heesters certamente contribuiu para embelezar o relacionamento entre os gêneros. Ele hoje deve ser considerado um politicamente incorreto. Heesters atuou num tempo em que a receita que o homem auferia bastava para sustentar economicamente a família. Não era preciso arrancar do lar os filhos na mais tenra idade e entregar sua criação e educação a terceiros, porque a mãe tem que complementar o salário do pai.

As letras das canções incentivavam o respeito e a admiração entre os sexos, em flagrante contrariedade com o “gender mainstreaming” atual, que faz com que até a palavra MÃE chega a ser proibida, porque acentuaria a diferença entre os gêneros. O máximo a que chegam as letras de hoje é um “ai se eu te pego...”

Sei que me chamarão agora de saudosista. Nada contra, sempre os mais velhos exaltam o passado, mas acredito que o que mais pesou na escolha deste ensaio foi a preocupação com o futuro.

De qualquer forma, um grande OBRIGADO ao holandês cantor!

Toedte

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