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domingo, 31 de março de 2013

LEGIO VICTRIX: O Juche como Ideologia de Terceira Posição

LEGIO VICTRIX: O Juche como Ideologia de Terceira Posição: por Hong Kyung-Ji e Paul Shepard O Juche é a ideologia estatal da RDPC - a República Democrática Popular da Coréia. Ele é...

Mídia Sem Máscara - Intelectuais e raça - o estrago incorrigível

Mídia Sem Máscara - Intelectuais e raça - o estrago incorrigível

quarta-feira, 27 de março de 2013

terça-feira, 19 de março de 2013

Gramsci , o doutrinador

 
Para quem talvez ainda não conheça a estratégia do doutrinador italiano, ativista político e filósofo Antonio Gramsci, é bom deixar bem claro, pelo menos em poucas palavras, o que ele preconizava. Segundo o líder comunista, falecido em 1937, após passar anos na cadeia elaborando sua estratégia, a instauração de um regime comunista em países com uma democracia e uma economia relativamente consolidadas e estáveis, não podia se dar pela força, como aconteceu na Rússia, país que sequer havia conhecido a revolução industrial quando foi aprisionada pelos bolcheviques. Seria preciso, ao contrário, infiltrar lenta e gradualmente a idéia revolucionária (sem jamais declarar, que isso estava sendo feito), sempre pela via pacífica, legal, constitucional, entorpecendo consciências e massificando a sociedade com uma propaganda subliminar, imperceptível aos mais incautos que, por sinal, representam a grande maioria da população.
O objetivo somente seria atingido pela utilização de dois expedientes distintos: a hegemonia e a ocupação de espaços.

A hegemonia consiste na criação de uma mentalidade uniforme em torno de determinadas questões, fazendo com que a população acredite ser correta esta ou aquela medida, este ou aquele critério, esta ou aquela análise de situação, de modo que quando o Comunismo tiver tomado o poder, já não haja qualquer resistência. Isso deve ser feito, segundo ensina Gramsci, a partir de diretrizes indicadas pelo intelectual coletivo (o partido), que as dissemina pelos intelectuais orgânicos (ou, formadores de opinião), sendo estes constituídos de intelectualóides de toda sorte, como professores principalmente universitários (porque o jovem é um caldo de cultura excelente para isso), a mídia (jornalistas também intelectualóides) e o mercado editorial (autores de igual espécie), os quais, então, se encarregam de distribuí-las pela população.
É essa hegemonia, já adredemente fabricada, que faz com que todos os brasileiros, independentemente da idade, da condição sócio-econômica e do grau de instrução que tenham atingido, pensem de maneira uniforme sobre todo e qualquer assunto, nacional ou internacional.
O poder de manipulação é tamanho que até mesmo o senso crítico fica completamente imobilizado, incapaz de ajudar o indivíduo a analisar as questões de maneira isenta.
Os exemplos são numerosos: do desarmamento, ao aborto, da eutanásia, do movimento gay às políticas sociais, do racismo ao trabalho escravo, da inculpação social pelos crimes individuais à aceitação do caráter social de movimentos comprovadamente guerrilheiros (FARC, MST, MLST, MIR, ETA, etc.), todos eles visando destruir, por completo, valores que a sociedade tinha entranhados em sua alma, mas que, justamente por isso, não servem aos interesses do partido.
É que esses valores representam um conjunto de virtudes diametralmente opostas aos conceitos que o partido deseja inserir no corpo social e que servirão de embasamento para as transformações que pretende implantar.
Uma vez superada a opinião que essa mesma sociedade tinha a respeito de várias questões, atinge-se o que Gramsci denominava superação do senso comum, que outra coisa não é senão a hegemonia do pensamento.
Cada um de nós passa, assim, a ser um ventríloquo a repetir, impensadamente, as opiniões que já vêm prontas do forno ideológico comunista. E quando chegar a hora de dizer agora estamos prontos para ter realmente uma democracia (que, na verdade, nada mais é do que a ditadura do partido), aceitaremos também qualquer medida que nos leve a esse rumo, seja ela a demolição de instituições, seja ela a abolição da propriedade privada, seja ela o fim mesmo da democracia como sempre a entendemos até então, acreditando que será muito normal que essa volta à pseudo-democracia, se faça por decretos, leis ou reformas constitucionais. Afinal, Hitler, também não foi eleito pelo povo e não passou a ditar normas legais?! É exatamente a superação do senso comum, que fez com que todos acreditassem piamente que a contra revolução de 1964, não passou de um ato impensado dos Militares que, à falta do que fazer, decidiram implantar uma ditadura.
Como uma única palavra não foi dita sobre a ditadura que esses mesmos comunistas estavam praticamente conseguindo implantar naquela época (como haviam tentado em 1935 e como voltariam a tentar entre o final dos anos 60 e meados dos 70), ficou impossível ao brasileiro médio compreender que a intervenção das Forças Armadas veio justamente impedir que aquela desgraça se concretizasse. E, se elas não intervém também agora, é porque o povo, já completamente anestesiado, não tem nem forças para ir às ruas exigir tal providência.
É exatamente essa hegemonia de pensamento, que pôde imprimir nos brasileiros a idéia de que só o Estado pode resolver seus problemas mais comezinhos, o que tem causado um gigantismo antes nunca visto, com o crescente aumento da carga tributária para sustentá-lo.
A cada dia são criadas mais delegacias especializadas, mais conselhos, mais isso e mais aquilo para controlar e fiscalizar as ações de cidadãos, antes livres. É exatamente ela, a hegemonia gramsciana, utilizada pelo PT que inculcou em todos os cidadãos a crença de que os sem-terra foram massacrados pela Polícia Militar em Eldorado do Carajás, no Sul do Pará, quando na verdade a fita de vídeo original, contendo a gravação do episódio, mostrava claramente que eles agiram em legítima defesa diante de um número muito maior de sem-terras que, armados com foices, enxadas e até mesmo revólveres (como aparece naquela fita), avançou para cima dos policiais. É exatamente isso que fez espalhar a crença de que os fazendeiros são todos uns malvados e escravizadores de pobres trabalhadores indefesos, servindo, assim, de embasamento para que, em breve, o direito à propriedade seja eliminada da Constituição, se nela for encontrado algum tipo de trabalho escravo, cuja definição legal nem mesmo existe.
É exatamente isso que autorizou todos os brasileiros a imaginar que o Brasil é um país racista, a despeito de contar com o maior número de mulatos do planeta e de jamais ter sido registrado um único caso de desavença entre negros e brancos por causa da raça, como acontece nos Estados Unidos e na África do Sul. E é também graças à força da hegemonia, que ninguém parou para pensar que todas as desavenças já havidas entre negros e brancos entre nós, iniciaram-se por motivos fúteis, que vão do futebol à briga por ciúmes, muitas vezes regadas a uma boa caninha, nada tendo a ver com a cor da pele, já que também ocorrem da mesmíssima maneira entre indivíduos da mesma raça.
Evidente que, depois do que estou escrevendo, nada impede que se fabrique uma briga por causa da raça, com notícias em todos os jornais, para servir de prova do racismo por aqui. Isso nada mais seria do que o intelectual coletivo, agindo para o bem de sua própria causa.
É exatamente essa superação do senso comum, que fez com que a maioria acreditasse que as armas de fogo matam mais do que os acidentes de trânsito ou a desnutrição crônica infantil, malgrado os índices infinitamente superiores de mortes por estas duas causas, sem que medida alguma seja tomada para eliminá-las ou diminuí-las e sem que nenhuma propaganda incisiva seja feita para alardear tais descalabros.
A maciça propaganda do desarmamento foi, portanto, uma mentira descarada que salta aos olhos dos que realmente os têm. É exatamente isso que fez com que todos odiassem Bush e os norte-americanos e, inversamente, amassem de paixões Fidel Castro – Hugo Chavez, e vissem os terroristas iraquianos como meros resistentes contra o imperialismo americano.
É exatamente isso que fez com que todos pensassem que o Comunismo acabou, com a queda do Muro de Berlim e a desintegração da União Soviética, quando na verdade ele está hoje mais vivo do que nunca, principalmente em nosso continente, é só querer ver.
É exatamente isso que faz com que todo mundo se escandalize com assassinatos de fiscais do trabalho, como ocorrido em Unaí, ou de Irmã Dorothy Stein, no Pará, só para ficar em exemplos mais recentes. Essa escandalização foi sutilmente preparada para que todos os despreparados ficassem indignados com tamanha brutalidade, como se esta tivesse sido o resultado de uma reação iníqua à cândida e legal atuação do Estado ou de ONGs a ele atreladas.
É exatamente isso que permite que aceitemos, como a coisa mais natural do mundo que se chame chacina a morte de dois ou três sem-terras, enquanto que a morte de dois ou mil fazendeiros continuará sendo chamada de morte, simplesmente.
E tem sido exatamente isso, enfim, que permite várias outras opiniões uniformes que não passariam pelo crivo do juízo crítico caso ele ainda encontrasse forças para entrar em ação.
Mas como encontrar forças com tamanho rolo compressor a aplainar toda e qualquer opinião sobre o que quer que seja?! Daí a facilidade com que chavões do tipo justiça social, cidadania, construção de uma sociedade justa e igualitária, direitos humanos, etc., que só servem para estimular a velha luta de classes proposta por Marx e Engels, em seu Manifesto Comunista – 1848, passaram a habitar o imaginário popular. Afinal, são eles, os comunistas, que não desistem nunca!
A outra técnica Gramsciana, amplamente utilizada pelo PT é denominada de ocupação de espaços. Já dava mostras tão evidentes de visibilidade entre nós, com a nomeação de mais de 20 mil cargos de confiança pelo PT, em todo o território nacional (só para cargos federais), que nem mesmo precisaria ser novamente denunciada. O que faltava, entretanto, era fazer a conexão com a primeira técnica – a hegemonia.
Ora, sabendo que a superação do senso comum é tarefa dos intelectuais orgânicos importa reconhecer a necessidade de que eles estivessem em toda parte como erva daninha. Daí a nomeação, pelo intelectual coletivo, para todos os escalões do desgoverno petista (federal, estaduais ou municipais), de pessoas alinhadas com a ideologia do partido. Não foi à toa que o presidente Lula colocou nos ministérios vários derrotados pelo povo nas eleições estaduais e municipais como: Olívio Dutra, Tarso Genro, Humberto Costa, além de outros que de há muito estão comprometidos com o Comunismo, inclusive com vinculações internacionais. Basta ver como e o quê aconteceu e acontece no Foro de São Paulo e no Fórum Social Mundial, bem como quem são os seus patrocinadores e entidades integrantes, sabidamente criminosas.
A conclusão é tão lógica e óbvia, que chega a ser surpreendente que a ela ainda não tenham chegado todos os brasileiros, principalmente muitos daqueles que ostentam diploma de doutor e que têm, por isso mesmo, a obrigação moral de alertar seus compatriotas.
Só se pode entender sua adesão incondicional às táticas gramscistas por uma de duas razões: ou porque, apesar de doutores, são, na verdade, ignorantes da pior espécie, deixando-se levar por uma esparrela dessa, ou porque estão a serviço da engenhoca. Não há outra explicação!
O Brasil talvez seja o País no mundo onde a estratégia gramscista de tomada do poder utilizada pelo PT, mais se encontra avançada. A eleição de Lula foi apenas mais um passo numa estratégia muito mais densa.
O Brasil atualmente não possui uma oposição política onde impere a pluralidade de idéias, estamos atolados na unanimidade dos desesperados, a prova disto é que a esquerda se radicaliza cada vez mais.
O que é ainda mais demonstrativo do atual avanço da Revolução Gramscista, utilizado pelo PT no Brasil, é que a consciência individual está sendo substituída pela idéia do politicamente correto e do relativismo moral, os exemplos são gritantes: Sem-Terras armados invadindo fazendas produtivas e grandes empresas multinacionais de pesquisas são vítimas; fazendeiros ao se defenderem são criminosos; os traficantes que estão incitados numa guerra civil no Rio de Janeiro e São Paulo, são vítimas do sistema, sequer chegam a ser culpados; nós, os cidadãos que respeitamos as Leis, também devemos ser um pouco responsabilizados por estes atos (assim nos diz a mídia, todos os dias); os pastores e padres que falam contra o aborto e o homossexualismo são monstros comedores de crianças, os ditos freis que embalados na teologia da libertação, afirmam que Cuba é o paraíso na terra, não importa os dezessete mil mortos, são expoentes máximos da cristandade.
Analisem agora friamente e com a razão essa afirmativa: Nenhum presidente na História do Brasil, teria se mantido no Poder, se houvesse sido acusado de pelo menos metade das irregularidades e dos crimes cometidos de fato pelo Partido dos Trabalhadores, sob a benemérita liderança do Senhor Luís Inácio Lula da Silva. Ou por exemplo, o caso Waldomiro Diniz que é uma gota d’água no oceano;-muito mais difícil de explicar são as irregularidades no Programa Fome-Zero, ou os abusos totalitários contra o patrimônio público cometidos por diversos membros do desgoverno Lula-Dilma (onde até a cadela do presidente, passeava de carro oficial tranqüilamente),-o caso do Mensalão, amplamente discutido e comprovado em CPI e, devidamente denunciado pelo Procurador Geral da República;-o caso de caixa dois do PT (verbas não contabilizadas) e, que o próprio presidente em entrevista confirmou ser esta, uma prática de rotina no Brasil; envio de dinheiro ao exterior de forma ilícita;-quebra de sigilo bancário, telefônico e postal, de um simples caseiro que ousou denunciar um Ministro do desgoverno Lula e, as alianças sinistras entre o PT e as FARC (Colombianas), MIR (Chileno), PCC (Partido Comunista Cubano), ELN (Exército de Libertação Nacional), FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional), PRD (Partido da Revolução Democrática), FMLN (Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional), URNG (União Revolucionária Nacional da Guatemala), dentre outros.
O que me causa estranheza nestas alianças sinistras, é o quase segredo absoluto que impera sobre os fatos ocorridos no Foro de São Paulo, onde não se viu ou vê, nenhum comentário mais acirrado da mídia especializada (ou não), ou até mesmo um ato de repúdio de nossas Forças Armadas, sobre tais acontecimentos no mínimo suspeitos.
Parece até que tudo está cor de rosa, neste mar de lama chamado Brasil!
Qualquer debate hoje no Brasil que envolva a Política Nacional, especialmente após os efeitos da queda do Muro da Vergonha, só pode ser considerado sério se discutido desde o ponto de vista da Revolução Gramscista, não por imposição ideológica, mas por verificação histórica, caso contrário tudo que teremos é um exercício de abstração teórica cujo conteúdo e implicações práticas não terão mais significação que uma discussão acalorada de mesa de bar.
Isto é exatamente em que será resumida a essência da intelligenzia nacional, quando todos os brasileiros se tornarem, sob as graças de Antonio Gramsci, intelectuais orgânicos, cuja única verdade é a mentira do partido. É dogmática ou romantizada a crença de que o homem é um fruto homogêneo de seu meio. Todavia, é deste último que a maioria das pessoas retira seus principais pontos de referência, distinguindo-se como indivíduos em sociedade. Raros são os homens que conseguem olhar dentro de si e não apenas em sua volta.
Por isso, reafirmo que o PT não tem Plano de Governo. Tem é Plano de Poder, adaptado-se ao projeto de instauração da Nova Ordem Mundial!

Conheça a história do campo de concentração soviético Gulag, a escola de Hitler!!!

segunda-feira, 18 de março de 2013

O Racismo de Karl Marx


Walter Williams
© 2006 WorldNetDaily.com

Karl Marx é o herói de alguns líderes sindicalistas e organizações de direitos civis, inclusive aqueles que organizaram o recente protesto contra a legislação de imigração que foi proposta nos EUA. É fácil ser marxista para alguém que não leu o que Marx escreveu. A maioria das pessoas que leram concorda que as predições de Marx acerca do capitalismo demonstraram estar totalmente erradas.

O que a maioria das pessoas não sabe é que Marx era totalmente racista e anti-semita. Ele não dava importância aos mexicanos. Com relação à anexação da Califórnia depois da guerra entre o México e os Estados Unidos, Marx escreveu: “Sem violência, não dá para se chegar a realizar nada na historia”. Então ele diz: “Será que é falta de sorte que a magnífica Califórnia tenha sido tomada dos preguiçosos mexicanos que não sabiam o que fazer com ela?” Friedrich Engels, co-autor com Marx do Manifesto do Partido Comunista, acrescentou: “Nos Estados Unidos, testemunhamos a conquista do México e nos alegramos com isso. É para o interesse de seu próprio desenvolvimento que o México seja colocado sob a tutela dos Estados Unidos”. Pode-se achar muitas das idéias de Marx num livro escrito pelo ex-comunista Nathaniel Weyl, intitulado “Karl Marx, Racist” (1979).

Numa carta de julho de 1862 para Engels, em referência a Ferdinand Lassalle, seu competidor político socialista, Marx escreveu: “…é agora completamente evidente para mim que, como provam a formação de seu crânio e seus cabelos, ele descende dos negros do Egito, presumindo que sua mãe ou avó não tinha cruzado com um preto. Ora, essa união de judaísmo e germanismo com uma substância negra básica deve produzir um produto peculiar. A impertinência do camarada é também característica dos pretos”.
Engels também tinha muitas das convicções filosóficas raciais de Marx. Em 1887, Paul Lafargue, que era o genro de Marx, havia se candidatado a uma vaga num distrito de Paris que continha um zoológico. Engels afirmou que Paul tinha “um oitavo ou um décimo de sangue de preto”. Numa carta de abril de 1887 para a esposa de Paul, Engels escreveu: “Estando em sua qualidade como preto, um grau mais próximo do resto do reino animal do que o resto de nós, ele é sem dúvida alguma o representante mais adequado desse distrito”.

Marx e Engels tinham em comum uma idéia muito comum em toda a historia da humanidade até hoje: a idéia de que algumas pessoas são dotadas com inteligência e sabedoria superior, e foram nomeadas para impor à força essa sabedoria nas massas.

Dr. Walter E. Williams é um americano negro, professor de economia na Universidade George Mason em Fairfax, Va, EUA.

Guri de Uruguaiana - Esse Taura Sou Eu

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EDUCAÇÃO NO PAÍS QUE NÃO VALORIZA O CONHECIMENTO - OLAVO DE CARVALHO

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EXPANDIR A CORRUPÇÃO É ESTRATEGIA REVOLUCIONÁRIA - OLAVO DE CARVALHO

quinta-feira, 14 de março de 2013

quarta-feira, 13 de março de 2013

NOVA PETRÓPOLIS - Festa do Galeto se funde à história de Linha Imperial




49ª edição ocorre neste final de semana
Festa do Galeto serve seis variedades de frango | Créditos: Jéssica R. Weber/ Arquivo
 Nova Petrópolis - A Linha Imperial é conhecida por eventos que irrompem a história da localidade, virando sinônimo de tradição. Isso acontece com o Baile de Carnaval, com a Festa dos Sócios da Concórdia, junto à disputa de tiro ao alvo e bolão, e até mesmo com a Festa do Leitão, mais recente, porém já consagrada. Não seria diferente para a Festa do Galeto, que neste ano chegará a 49ª edição.
O evento que acontece neste domingo no pavilhão da Paróquia São Lourenço Mártir foi realizado pela primeira vez em 1964 para incentivar a criação de frangos na Linha Imperial. Conforme entrevista concedida pelo então membro da diretoria Guido Neumann em 1972, justamente no ano em que a festa inaugurou o novo pavilhão da comunidade, quando havia falta de carne de gado, as lideranças precisavam motivar o colono a criar galhinhas, e viu-se na festa foi uma saída. "A própria comunidade financiou a compra dos primeiros franguinhos, e o padre da Paróquia São Lourenço Mártir, na época, Arsênio Schmitz, foi quem cuidou", disse Guido, que hoje, com 79 anos, mora no Centro, mas não deixa de prestigiar o evento. Depois disso, o pároco parou de cuidar dos frangos e a comunidade mesma, já tendo seus galinheiros, começou a prover a festa. Assim como na época, a festa realizada neste final de semana reverte os lucros a favor da comunidade católica, e a missa da manhã e presença de bandinha típica continuam sendo indispensáveis.
49ª EDIÇÃO
Neste domingo, dia 17, acontecerá a 49ª edição da Festa do Galeto no Pavilhão de Festas da Igreja Católica de Linha Imperial. Às 10 horas, terá missa festiva e, após, será servido almoço com seis variedades de frango, além de massas e saladas. O cartão custará R$ 18,00 na hora. Mais informações podem ser obtidas pelo fone (54) 3298-1061.  


Créditos: Jéssica R. Weber

IMB - Explicando o livre mercado para um ignorante econômico

IMB - Explicando o livre mercado para um ignorante econômico

quinta-feira, 7 de março de 2013

Tempos dificeis

Nesta noite de quinta feira dediquei meu tempo para ver o que o que sempre soube que é obvio...telejornal distorcendo e manipulando informações.
Começo pelo funeral do Chavez... O JN informou sobre o embalsamamento do feretro para exibição permanente no museu da academia militar assim como foi feito com Lenin e Mao. Até aí tudo bem, mas o tom dramático de mito, exposto pelo ancora até parece que foi um presidente(ditador) que só trouxe benefícios ao seu país. Contrariamente e assim como acontece no Brasil, Chavez está deixando um legado de violência, pobreza, ignorancia mas certamente irá figurar no rol dos piores chefe de governo que a historia já teve. Acrescento a presença do Lullatico ao funeral acompanhando a presidanta...pagou passagem ou viajou de carona com o suado dinheiro publico? Quantos petistas será que a presidanta carregou para passear na Venezuela? Nunca saberemos.
Mas vamos mudar de assunto...Explicito para poucos. a desqualificação dos estudantes e a qualidade do ensino nacional. O emburrecimento no ensino médio dos estudantes na disciplina de matemática, MAS QUE NA VERDADE É EM TODAS, em nenhum momento citaram as metodologias e didáticas freirianas falidas para ensinar o alunado e muito menos a legislação do MEC que proíbe o uso da meritocracia e da autoridade intelectual do professor, porem nas entrelinhas a informação deixou a entender que os professores são os culpados...como sempre alguém tem de pagar o pato, alias construtivismo só serve para imbecilizar a médio prazo gerações de estudantes e futuros cidadãos, porem quero ver estes que estão aí imbecis pelo sistema de ensino socialista do governo pagarem e sustentarem o elefante branco que é o estado petista.

sábado, 2 de março de 2013

Doutrinação Ideológica Escolar: Apostila Objetivo 2012




Mais um atento - e atencioso -  leitor, o estudante Gustavo Milano Beserra,  trouxe-nos uma nova denúncia sobre doutrinação ideológica em livros didáticos. Desta vez, trata-se da apostila pré-vestibular do curso Objetivo 2012.  
Meus caros - façam assim mesmo como ele fez: fotografou as páginas e destacou os trechos considerados tendenciosos com caneta marca-texto. 
Por Klauber Cristofen Pires


E agora, sem delongas, vejamos o que diz a apostila, a começar pela página 54, transcrito abaixo:
 "Além de fornecer os funcionários preferidos ao Estado, o clero encarregou-se de fazer a análise das relações sociais do feudalismo. Insistia que a sociedade tinha um caráter estático  por determinação divina, cabendo a cada um viver dentro da posição que lhe fora determinada por Deus. Essa visão enquadrava-se perfeitamente dentro dos interesses dominantes do mundo feudal."  

Agora teremos um caso recorrente de como um único parágrafo contendo inverdades muitas vezes exige uma longa exposição refutativa. Comecemos a avaliá-lo não por sua substância, mas pelo seu espírito: o que temos acima é uma versão da história revisada segundo a teoria marxista da superestrutura e da infraestrutura. Notem como a desonestidade intelectual já se infiltra, sorrateiramente!
Karl Marx defendia que a “infraestrutura”, isto é, o modo de produção dos meios materiais de existência, condiciona todo o processo da vida intelectual, social e política, ou seja, a “superestrutura”, sendo esta, por sua vez, não mais que um conjunto de discursos cujas intenções  remetem à defesa dos interesses da classe dominante.
Para refutar tamanha bobagem, cito Ludwig von Mises, Olavo de Carvalho e Nivaldo Cordeiro:
É um paradoxo afirmar que uma doutrina falsa possa ser mais útil do que uma doutrina correta.
Os homens usam armas de fogo. Para aprimorá-las, desenvolveu-se a balística. Mas é claro que, precisamente porque desejavam uma maior eficácia, fosse para caçar animais, fosse para se matarem uns aos outros, procuraram desenvolver uma teoria balística correta. De nada serviria uma balística meramente "ideológica".

 Como será que, pensando por exemplo na embriologia dos gatos ou na lei de queda dos corpos, posso produzir um discurso que, no fim das contas, nada diz sobre gatas prenhes ou bolas que caem, mas apenas afirma o direito que minha classe social tem de viver no bem-bom à custa da exploração das outras classes? 

O fundamental é que ocorre precisamente o contrário da primeira assertiva – a de que a infraestrutura determina a superestrutura. Não é casual que o capitalismo é gestado no Ocidente judeu-cristão e isso Marx não poderia ter colocado em evidência, tão prisioneiro que estava em seus esquemas mentais de ódio a tudo que fosse religioso.
... 
A notável contribuição de Peyrefitte é deslocar a discussão da Economia para a Etologia na definição do determinante para a decolagem do processo de desenvolvimento. O fundamental é a criação de um ambiente de confiança na relação entre os indivíduos e o Estado e entre os próprios indivíduos.

Vamos agora à matéria: será verdadeiro que a Igreja Católica se ocupava de manter a sociedade em um permanente estado estático para defender os interesses dominantes do feudalismo? Aos fatos:
O método das partidas dobradas, que até os dias atuais estrutura toda a Contabilidade, foi criado pelo monge franciscano Luca Pacioli, em 1494. A “solmização”, ou seja, a nomenclatura das notas musicais – dó, ré mi, fa, sol, la si, foi criada pelo monge Guido A’rezzo, no séc. XI. O Professor Thomas Woods Jr (Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental – Ed. Quadrante) nos revela que, ao longo do medievo, os monges e Padres drenaram os pântanos europeus, irrigaram terras secas e trataram das rochosas e montanhosas, transformando-os em lugares sãos para moradia e prósperos para a agricultura e criação de animais. Foram os pioneiros na produção de vinho, cerveja e mel, e inventaram queijos, bebidas (olha o champagne aí, gente) e métodos de conservação de alimentos. Exploraram a energia hidráulica e levaram água potável para as cidades. No Século XI, um monge chamado Eilmer voou mais de 180 metros em um planador. O primeiro relógio que se tem notícia foi criado pelo futuro Papa Silvestre II, aproximadamente no ano 996.  Pesquisas antropológicas em ruínas de altos-fornos construídos pelos monges revelaram uma quantidade muito baixa de ferro, comparável aos dos dias atuais, o que testemunha seus elevados conhecimentos de metalurgia. Os jesuítas contribuíram para o desenvolvimento dos relógios de pêndulo, pantógrafos, barômetros, telescópios refletores e microscópios, e trabalharam em campos científicos tão variados como o magnetismo, a ótica e a eletricidade. Observaram, em muitos casos antes de qualquer cientista, as faixas coloridas na superfície de Júpiter, a nebulosa de Andrômeda e os anéis de Saturno (p. 94 e 95). Estudaram a circulação sanguínea, as marés e introduziram os sinais mais e menos na matemática. Os princípios jurídicos do Devido Processo Legal, do contraditório e da ampla defesa provém do Direito Canônico, e a teoria econômica subjetiva do valor teve sua semente plantada pelos escolásticos tardios espanhóis. Basta? Pois tomem o tiro de misericórdia: foi a Igreja Católica quem inventou o sistema universitário e com ele o princípio da autonomia acadêmica. Segundo o Professor Thomas Woods Jr, obra citada:

Nos Tempos da Reforma, havia oitenta e uma universidades. Trinta e três delas possuíam estatuto pontifício; quinze estatuto real ou imperial; vinte gozavam de ambos, e treze não tinham nenhuma credencial (p. 47)

Possuir estatuto pontifício significava que os diplomas dos bacharéis eram aceitos como válidos em toda a cristandade, ao passo que o estatuto real ou imperial conferia o reconhecimento dos diplomas dentro das fronteiras nacionais.
Agora, responda quem for capaz: Como poderia ser estática uma sociedade com tantas universidades  - e universidades onde professores e alunos estudavam verdadeiramente - e tantas invenções?
Sigamos avante, agora à página 55:

Não podemos esquecer o fato de que a Igreja foi a grande mantenedora da cultura durante o Período Feudal, apesar de o fazer de forma que justificasse suas ideias e dogmas”.

Notemos o erro de concordância “apesar de o fazer” com “foi a grande mantenedora...” . Estamos falando aqui de uma apostila de pré-vestibular! Ora, mas que preciosismo de minha parte, não é mesmo?
Voltemo-nos então ao cerne da questão, mas antes aqui permitam-me apresentar o que chamo de paradoxo da teoria marxista dos conceitos de infra-estrutura e superestrutura: em uma sociedade livre, como a Ocidental, é certo admitir que certos discursos pretendam defender interesses, seja de forma ostensiva ou dissimulada. O erro de Karl Marx, além de ter olhado o cu da minhoca e concluir ter ali visto sua cabeça, foi sentenciar unilateralmente que todo e qualquer discurso seja eivado de intenções inconfessas de um pensamento classista por parte do interlocutor. Tome-se por exemplo primordial sua própria biografia, eis que o barbudão jamais foi operário. Todavia, a história nos tem mostrado que o contrário é que é verdadeiro, ou seja, que absolutamente toda e qualquer forma de pensamento expressa nos diversos regimes socialistas sempre foi submetida ao prévio crivo censor ideológico. Portanto, é justo afirmar que nos regimes socialistas prevalece, sim, a existência de uma rígida “superestrutura” que tem por único objetivo manter a “infraestrutura” do sistema de produção coletivista estatal.
Bem diferentemente, a Igreja Católica desenvolveu a escolástica,  um método que consistia fundamentalmente em contrapor e defender com toda a honestidade possível todos os prós e contras  acerca de qualquer teoria.
Assim nos ilustra Thomas Woods Jr:
Contrariando a impressão geral de que as pesquisas estavam impregnadas de pressupostos teológicos, os estudiosos medievais tinham um grande respeito pela autonomia de tudo quanto se referisse à filosofia natural,...
Edward Grant (Deus e a razão na Idade Média, apud Woods), p. 53:
“exigia-se dos filósofos naturais das faculdades de artes que se abstivessem de introduzir teologia  e temas de fé na filosofia natural”
Mais ainda, de Woods:
Um irmão dominicano pediu a Alberto Magno, o mestre de São Tomás de Aquino, que escrevese um livro de física que os pudesse ajudar a entender as obras de física de Aristóteles. Temendo que esperassem um trabalhgo entremeado de ideias teológicas, Alberto magno rejeitou antecipadamente a ideia, esclarecendo que as ideias teologicas pertencviam aos tratados de teologia, e não aos de física. P. 54/55.
Vamos em frente? Peguemos a página 73:
A Contrarreforma
“Conjunto de medidas destinadas a combater o protestantismo, por meio da educação, da catequese e da Inquisição. No primeiro caso, o que se pretendia era difundir o ensino nas regiões atingidas pela Reforma, de modo a recuperar pelo menos as novas gerações. No segundo caso,  a intenção era conseguir novos adeptos para a Igreja nas terras recém-descobertas no Novo Mundo; neste caso, converter os índios era uma maneira de combater os protestantes. Finalmente cabia à Inquisição (Ou tribunal do Santo Ofício) perseguir, nos países que ainda não tivessem sido dominados pela Reforma, os adeptos das novas doutrinas. A perseguição era feita de maneira cruel e servia aos propósitos do poder político nos Estados em que ela se realizou (Espanha, Portugal e Itália).”
Expor ao estudante leigo um fenômeno complexo como o foi a Contrarreforma com o simplismo  maniqueísta do parágrafo acima remete-nos novamente ao flagrante da desonestidade intelectual.
Os autores citam a educação e a catequese com a denotação de ilegítimas, antiéticas, imorais e reacionárias. Desde quando transmitir ideias pacificamente pode ser considerado imoral ou ilegítimo? Ora, a Igreja sempre se imbuiu de sua função missionária, porquanto este parágrafo dá a entender, absurdamente, que passaram a ser realizadas como uma resposta aos movimentos protestantes. No Brasil, milhares de indígenas foram libertados da ignorância neolítica e abandonaram costumes bárbaros como o infanticídio e a antropofagia para se tornarem seres humanos civilizados, produtivos e pacíficos, e os jesuítas aqui não se armavam mais do que com a Bíblia e outros livros, tendo acontecido até mesmo o caso de alguns terem virado almoço.
Quanto a servir “aos propósitos do poder político nos Estados em que ela se realizou (Espanha, Portugal e Itália)”, vale lembrar que a história é repleta de casos que testemunham justamente o contrário: o Padre dominicano Francisco de Vitoria (1485-1546), que foi quem começou a tradição escolástica espanhola de denunciar a conquista e particularmente a escravização dos índios pelos espanhóis no Novo Mundo; em 1598, o Padre Juan de Mariana publicou sua obraDe rege et regis institutione (Sobre o rei e a instituição real), na qual ele afirmava que qualquer cidadão poderia justificadamente matar um rei que criasse impostos sem o consentimento das pessoas, confiscasse a propriedade dos indivíduos e a desperdiçasse, ou impedisse a reunião de um parlamento democrático; o rei Henrique VIII fundou o Anglicanismo porque foi desautorizado pelo Papa Clemente VII a divorciar-se de Catarina; e sem esgotarmos os nossos exemplos, cito ainda o Marquês de Pombal, que desapropriou inúmeras terras  e edifícios da Igreja Católica (entre os quais cito o Convento dos Mercedários, em 1794, onde hoje funciona a Alfândega do porto de Belém) e substituiu compulsoriamente o ensino religioso pelo ensino estatal, o que gerou a revolta e inconformidade de praticamente toda a sociedade.
Quanto à legação de uma sanha persecutória e violenta aos adeptos das novas doutrinas, recorro ao filósofo Olavo de Carvalho, que nos ensina, por seu artigo  Ludibriando os católicos:
Não deixa de ser útil lembrar que a Igreja, desde sua fundação, teve de lutar menos contra os seus inimigos ostensivos do que contra os seus falsificadores. Tal é, aliás, a definição de "heresia", palavra que hoje tantos usam sem conhecer-lhe o significado: não qualquer doutrina anticatólica, ou não católica, e sim a falsa doutrina católica oferecida indevidamente em nome da Igreja. Lembrem-se disso quando algum professorzinho aparecer alardeando que a Igreja "perseguia doutrinas adversas". Heresia não é divergência de idéias, é crime de fraude. Da Antigüidade até hoje, gnósticos, arianistas e tutti quanti jamais hesitaram em fingir-se de católicos para vender, sob roupagem inocente, as idéias mais opostas e hostis aos ensinamentos de Cristo. Com freqüência, obtiveram nesse empreendimento sucessos espetaculares, embora passageiros. Ainda no século XIX praticamente todos os seminários da França e da Alemanha ensinavam, com o nome de teologia católica, uma pasta confusa de idéias cartesianas, iluministas e românticas, na qual os jovens aprendizes, iludidos pelos prestígios intelectuais do dia, não enxergavam nada de maligno. Foi só a decisiva intervenção do Papa Leão XIII que acabou com a palhaçada, mediante a bula "Aeterni Patris" (1879), que restaurou o ensino da teologia católica tradicional. Se quiserem uma boa resenha desses fatos, leiam a obra em quatro volumes de Etienne Couvert, "De la Gnose à l'Ecumenisme" (Éditions de Chiré, 1989). (Os grifos são meus)
Já Marcelo Moura Coelho, em Sofismas Secularesesclarece brilhantemente o papel da Inquisição, do qual transcrevo abaixo os excertos mais importantes:
A Inquisição foi criada no séc. XII. Qualquer um que conhece um pouco de História sabe que os onze primeiros séculos da era cristã foram recheados de heresias, como o nestorianismo, o monofisismo e o arianismo. Contra esses grupos, a Igreja aplicava apenas penas espirituais. Ora, se a heresia dos cátaros não foi a primeira nem em termos cronológicos, nem em importância, por que, então, a Inquisição foi criada para combatê-la? Por que foi a primeira vez que penas físicas foram aplicadas? Porque, como eu falei em meu outro artigo, mais que mera heresia doutrinária, os cátaros eram um problema de Estado.
“Considerando a matéria por si os cátaros rejeitavam não somente a face visível da lgreja, mas também instituições básicas da vida civil - o matrimônio, a autoridade governamental, o serviço militar - e enalteciam o suicídio. Destarte constituíam grave ameaça não somente para a fé cristã, mas também para a vida pública... Em bandos fanáticos, às vezes apoiados por nobres senhores, os cátaros provocavam tumultos, ataques às igrejas, etc., por todo o decorrer do séc. XI até 1150 aproximadamente, na França, na Alemanha, nos Países-Baixos...”
“As heresias que surgiram no século XI (as dos cátaros e valdenses), deixavam de ser problemas de escola ou academia, para ser movimentos sociais anarquistas, que contrariavam a ordem vigente e convulsionavam as massas com incursões e saques. Assim, tornavam-se um perigo público”.
Por causa disso, “O povo, com a sua espontaneidade, e a autoridade civil se encarregavam de os reprimir com violência: não raro o poder régio da França, por iniciativa própria e a contra-gosto dos bispos, condenou à morte pregadores albigenses, visto que solapavam os fundamentos da ordem constituída”.
Isso sem contar os casos de monarcas que eram inimigos da Igreja, como Frederico II e Henrique II, que combateram as heresias ferozmente, na maior parte dos casos, para ganhar os bens que eram confiscados dos hereges. Está aí, portanto, de maneira clara, diria até cristalina, que a Igreja nunca desejou a morte de quem, simplesmente, dela discordasse. Da situação exemplificada por esses monarcas tira-se outra conclusão: a de que o poder civil estava matando hereges sem qualquer tipo de julgamento. Não tenho dúvidas de que se a Igreja nada tivesse feito, hoje Ela seria acusada de omissão.
Antes da Inquisição, os cátaros eram mortos sem qualquer julgamento pelos nobres ou linchados pela própria população. Às vezes bastava a mera suspeita de heresias para que o acusado fosse linchado. Depois da Inquisição foi criado um procedimento (que, aliás, ainda é praticamente o mesmo que é utilizado em inquéritos policiais no mundo ocidental), onde se coletavam provas sobre o envolvimento da pessoa em heresias e lhe concedia o direito de se defender.
Nesse ponto, minha opinião sobre a Inquisição é semelhante à opinião que o filósofo Olavo de Carvalho, editor deste site, tem sobre a ditadura militar brasileira. O filósofo diz que frente à situação que se montava na época, praticamente de pré-guerra civil, a ditadura militar, apesar de todas as suas falhas, foi melhor que o banho de sangue que ocorreria se a guerra civil se tornasse uma realidade.
Claro que, apesar do procedimento criado pela Inquisição ser justo na maioria das vezes, ocorriam injustiças, fato, aliás, que é notório para a própria Igreja, já que Ela mesma ensina, alicerçada nos ensinamentos de Cristo, que todos nós somos pecadores (incluindo o presidente Lula que diz ser um homem sem pecado). Mas, ao contrário do mito, as injustiças são a minoria dos casos. Além disso, ao contrário do que Cristaldo pensa, os inquisidores não eram pessoas com instinto homicida que saíam por aí matando hereges. Bernard de Gui, um dos mais famosos e severos inquisidores escreveu que:
“O Inquisidor deve ser diligente e fervoroso no seu zelo pela verdade religiosa, pela salvação das almas e pela extirpação das heresias. Em meio às dificuldades permanecerá calmo, nunca cederá à cólera nem à indignação... Nos casos duvidosos, seja circunspecto, não dê fácil crédito ao que parece provável e muitas vezes não é verdade, - também não rejeite obstinadamente a opinião contrária, pois o que parece improvável freqüentemente acaba por ser comprovado como verdade... O amor da verdade e a piedade, que devem residir no coração de um juiz, brilhem nos seus olhos, a fim de que suas decisões jamais possam parecer ditadas pela cupidez e a crueldade”.
A ausência de instinto homicida nos inquisidores também é defendida por James Hitchcock, professor de história na Universidade de Saint Louis que, baseado nos livros, Inquisition de Edward Peters, The Roman Inquisition and the Venetian Press de Paul F. Grendler, The Prosecution of Heresy de John Tedeschi e The Spanish Inquisition de Henry Kamen, afirma que os inquisidores eram legisladores e burocratas profissionais que se aderiam a regras e procedimentos, ao invés de se deixarem levar por sentimentos pessoais. Além disso, os procedimentos em si não eram injustos e os veredictos que se seguiam geralmente eram justos. As torturas eram usadas apenas num pequeno número de casos. As condenações à morte foram dadas em apenas 2% dos casos.
Por fim, apresento aos leitores o cúmulo da safadeza, à página  135:

“Cristo e Marx, dois judeus, pregavam a igualdade entre os homens e a resignação, ideias que Hitler considerava nocivas ao povo alemão.”


 Eu francamente desejaria não ter de estender-me ainda mais para refutar uma afirmação tão ridícula. E olhem, mais uma vez, como  pequenas idiotices nos consomem tantas pautas para serem desmascaradas.
Para começar, nem Jesus nem Marx foram judeus, no sentido étnico-religioso. Ao contrário, o Cristo nos trouxe a Revelação, que contrariou a tradição dos doutos da lei e que por isto mesmo lhe custou o madeiro infame. Quanto a Karl Marx, este homem era ateu e dedicou-se no último quartel de sua vida ao culto de rituais satânicos.  Mormente, nenhum dois pregava a igualdade, pelo menos a igualdade material, como pretendem sugerir os autores: Cristo pregava a igualdade espiritual, isto é, a Graça de todo ser humano perante Deus, enquanto Karl Marx pregava a revolução operária, tendo várias vezes defendido o extermínio de mexicanos, irlandeses, poloneses e outros que não tivessem ainda alcançado a etapa capitalista. Os pobres, estes eram “lixo” (lumpen). Finalmente nenhum dos dois era resignado nem pregou a resignação. Cristo ensinou sim a mansidão e a paciência, mas não a resignação niilista e fatalista. Karl Marx, por sua vez, pregou a revolução violenta, a ditadura do proletariado e o extermínio de raças inferiores e dos indivíduos incapazes ou de qualquer modo inúteis para o estado.
Prezados pais e mães, professores e alunos, e leitores interessados: esta crítica não foi exaustiva. Há ainda outras páginas que omiti por razões de espaço ou porque a doutrinação ideológica estava tão bem dissimulada que me exigiria um verdadeiro exercício para desenovelá-la.  
Contudo, o que se apresentou, creio ter sido o bastante para alertar sobre as más intenções dos autores. Nós precisamos acabar com isto! A mera divulgação deste artigo por quem se dispuser a tal mister já é de um grande auxílio para pormos fim à doutrinação ideológica escolar.