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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

UMA COLCHA DE RETALHOS VERMELHA CHAMADA BRASIL

No Brasil, já viemos há décadas acreditando que o socialismo e o comunismo acabou com a queda do Muro de Berlim, assim professado pelos professores desde as tenras e ingênuas séries do ensino brasileiro. O que gradativamente observamos é uma avalanche de propaganda e de práticas pró socialismo, primeiramente advindas dos partidos políticos e posteriormente de outros segmentos que influenciam a formação de opinião e a mentalidade da sociedade como um todo.
O brasileiro em sua grande maioria, desinformado e crente no que aprendeu e continua aprendendo através de outros veículos de informação, se deixa enganar e é enganado pelo eterno discurso romantico e humanista do marxismo e suas vertentes, onde palavras de ordem e frases de efeito dão o tom para encaminhar a população ao mais cruel dos abatedouros, o intelectual, que resulta numa servidão e exploração extrema pelo poder vigente. Mas quem compõe o poder vigente e quem é sua concorrência democrática?
Voltamos um pouco no tempo para saber qual a formação da atual elite política que usufrui do poder democrático nacional. Em 28 de agosto de 1979 é promulgada a lei 6.683 - a Lei da Anistia no governo João Figueiredo, dando inicio efetivo ao final do regime militar instituído em 1964, com intuito de evitar a tomada de poder dos socialistas no país, algo que não era nenhum exagero mas um fato concreto que a sociedade da época se dividia entre os liberais/capitalistas/cristãos e a horda revolucionária que desde 1935 através da Coluna Prestes avançava e promovia a tomada do poder pela esquerda nacional com auxilio de Moscou, Pequim e Havana.
A esquerda após 1985 se apresenta no cenario político nacional como os baluartes da democracia, honestidade e ética, acrescido de formulas essenciais para o desenvolvimento do país, que para a esquerda nacional, o regime militar foi um retrocesso e deixava o poder com o país no caos econômico e social.
Pois bem, com esse discurso e tendo a frente o PMDB com Ulisses Guimarães, Mario Covas, FHC, Pedro Simon...o recem fundado PDT de Leonel Brizola e principalmente o PT com o ícone das massas, Lula, o cenario politico partidário de apresenta daí por diante com uma pluralidade partidária formada por dissidencias desses três partidos explicitamente de esquerda, PMDB = socialistas moderados e fabianos, PDT = socialismo Castrista, PT = Socialista Leninista Trotskista, acrescidos dos tambem socialistas ressucitados PCdoB e PCB. Mas e os partidos de direita? A unica representação dita de direita, a Arena, era uma representação política, porem não carregava a ideologia de direita, pois no bipartidarismo do regime militar existia apenas os que estavam ao lado do governo e a esquerda esclarecida e atuante. O governo militar não foi um período com projeto politico ideologico mas um periodo de defesa e gestão enquanto houvesse o risco da tomada de poder da esquerda através da sua veia revolucionaria. Com maioria partidária, organizada e com um discurso que demonizou a representação de direita, a Arena, após a abertura política, o terreno ficou livre para semear e implantar todas as estratégias e modelos de esquerda possiveis ao longo desses 30 anos.
O PMDB perdeu parte de sua força e reprezsentação através de dissedencias do partido que fundaram outras agremiações como FHC e o seu PSDB, o PDT perde seu status combativo com a morte de Brizola e o PT foi a rede ao mar, congregou na sua formação inumeras correntes de esquerda, como sindicalistas, operarios, pequenos grupos que sobreviveram a repressão, ex banidos, ex auto exilados, e grupos guerrilheiros(VPR, Var Palmares, MR-8, PCRB...).
Nas primeiras eleições em 82, houve uma distribuição de eleitos de esquerda alocando ex militantes de organizações subversivas país afora. As universidades e meios de comunicação receberam o reforço de professores e jornalistas ex auto exilados voltando para a tiva da militancia mas utilizando outras estratégias, agora o socialismo Gramscista.
A esauerda trabalhou até 1994, desacreditando todo o periodo do regime militar e utilizando a bandeira da luta pela liberdade para a sociedade como o carro chefe desse processo de dominio do cenario rateado entre as diversas correntes da esquerda nacional.
As Ong's surgiram para tutelar e orientar os movimentos sociais de modo sempre estar conectada com a causa partidaria de implementação do socialismo no país, ou seja, cuidar da massa de manobra e dos idiotas uteis para fomentar o projeto.
De 1982 a 1994, foram os 12 anos de estruturação para a chegada da esquerda ao poder de forma sólida e com apoio da população, que apenas pela implantação do Plano Real por FHC acreditou que estariamos perpetuamente salvos e vacinados contra as crises econômicas, sem imaginar que um plano economico não tem eficiencia eterna e que a política muda de rumos conforme os acontecimentos, agora globalizados.
O período de FHC (1994 à 2002) foi o momento de consolidação da esquerda no cenário político partidario através da ocupação de espaços, ou seja, a pluralidade partidária, dita como essencial para a democracia multiplicou vertiginosamente o numero de partidos de esquerda no país. Os velhos baluartes da política como o PMDB e PDT na figura de Brizola passaram apenas apoiar quem estivesse no poder, ou seja, prática de fisiologismo.
Nesse contexto saimos da bipolaridade ARENA/ MDB e configuramos a bipolaridade PSDB/PT, com alguns partidos fisiologistas pendendo para o lado que lhes interessa e outros muitos nanicos atrapalhando, confundindo e vendendo seus aopios em troca de cargos e status quo no cenario político, fazendo do legislativo brasileiro um balcão de negócios sem comprometimento algum com a nação.
Engana-se quem acredita que o PSDB em seus dois mandatos e agora nesse momento de campanha eleitoral expõe propostas de governo para o país, pois dentre os maiores objetivos políticos dos tucanos primeiramente está o projeto de poder e posteriormente o socialismo fabiano que pregam e praticam, conforme já explicitados em tantos estudos e pesquisaas sobre a política social democrata dos tucanos.
E o PT e sua Frente Popular? O PT sempre foi um instrumento de implementação do socialismo desde a sua fundação até os anos 90, foi regido e tutelado pela social democracia através da batuta de FHC, após a fundação do Foro de SP por Lula, Fidel, o PT e seus partidos da Frente Popular dão uma guinada mais à esquerda e a partir daí praticando a agenda revolucionária do Foro de SP, ficando apenas Lula como a referencia e vinculo do PT com a mentalidade e práticas sociais democratas.
Lula em dois mandatos praticou a agenda socialistsa fabiana e colheu os frutos semeados na gestão de FHC, assinando a obra investigativa da Comissão da memória e verdade, aprimorando ainda mais o PNDH que culminou numa aberração ou cartilha de implantação do comunismo que segundo o próprio assinou sem ler. Tudo que foi feito nos mandatos de Lula foram devidamente programados ainda no governo tucano.
Esperando que o acordo fosse cumprido no revezamento da cadeira do Palacio do Planalto entre tucanos e petistas, Lula se mostra indiferente aos tucanos e lança Dilma para a continuidade do governo mais a esquerda do PT.
A partir deste momento observamos a aberta concorrencia e rivalidade entre as duas alas socialistas mais organizadas e ativas da política nacional.
Sem duvida os tucanos esperavam que retornariam facilmente ao poder com Dilma concorrendo com Serra, se omitiram de expor a população o lado negro do petismo para se beneficiarem eleitoralmente, não falaram da agenda do Foro de SP, dos inumeros crimes de corrupção, Mensalão, instabilidades sociais e economicas e preferiram expor na campanha a sua incapacidade de fazer oposição contra o primo pobre mas que agora usava todas as armas lícitas e ílicitas para se manter no poder.
Não podemos esquecer que o grito da esquerda revolucionária sempre foi combater o continuismo de gestões e partidos no poder, mas isso enquanto eram oposição, quando se tornaram situação o continuismo é algo benéfico e essencial para a democracia socialista, não se pode trocar de partido ou gestão sem dar todaas as alternativas e chances de conclusão do projeto administrativo iniciado, que obviamente não se concluirá nunca, o que configura numa ditadura velada e avalizada pelo voto dos incautos desinformados e refens das benesses do Estado socialista do Petismo.
Não bastasse essas duas correntes socialistas lutando entre si para desenvolver e implementar o socialismo no país, agora observamos a mais descarada apresentação dos radicais da esquerda como Marina Silva e outros partidos socialistas e comunistas pregando a democracia direta, o socialismo, o comunismo como se algo realmente positivo houvesse nesse tipo de proposta para o país. Se aproveitam da ignorancia, da falta de conhecimento sobre o assunto e se apresentam como profetas políticos repletos de receitas e soluções para os problemas por eles mesmos criados e que só eles poderão solucionar.
Em 2015 completará 80 anos que os socialistas não desistem do Brasil, como um celeiro fertil para o socialismo. Desde 1935 com a Coluna Prestes até o momento foram três tentativas de tomada do poder e essa que vivemos a terceira vem rendendo ótimos frutos e permanencia dessa ala política no poder. Será até quando que a nação ficará cega e inerte aos acontecimentos e fatos dos ultimos 80 anos? Que tipo de reação poderemos vislumbrar sobre esse estado socialista que não trará nada para a população a não ser engordar o seu egocentrismo de unicos paladinos da politica nacional que jamais trocaram a politica por algo produtivo porque não sabem produzir, apenas guiar e mal, expropriar, condenar, reconstruir conforme sua mentalidade doentia e psicopata.