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domingo, 28 de setembro de 2014

PÁTRIA LIVRE


Por Regilene Santos do Nascimento

O ser humano, quando nasce, começa, pelos cinco sentidos, a aprender e apreender com tudo o que ouve e vê no meio ambiente cultural no qual é inserido. A família, portanto, é o ponto de partida à formação do caráter do indivíduo.
Com o tempo, o individualismo voltou à tona, sendo ele, individualismo, o responsável, hoje, pelo desrespeito e tentativa de dizimação dessa célula-mater de toda e qualquer sociedade soberana. Qual a consequência disso? Seres alienados, desprovidos dos sentimentos de irmandade que imantam as famílias, logo, desprovidos desses sentimentos essenciais ao convívio de um grupo social maior – a Nação!
A história não serviu para os crescimentos das Nações, à medida que ignora-se, até hoje, que o exacerbado individualismo decantado na e pela Revolução Francesa não levou à decantada FRATERNIDADE, a partir da qual a LIBERDADE CONSCIENTE levaria à IGUALDADE DE OPORTUNIDADES.

Entenda-se o seguinte: a psique de cada indivíduo não pode preponderar quando obste a de outrem, como se cada desiderato individual, cada limitada capacidade intelectual exclusiva de um único ser possa ser imposta às dos demais do grupo social. O convívio social EXIGE a soma das capacidades intelectivas individuais, no entanto, holísticas, viabilizadoras à compreensão, por parte de cada homem, de que dois corpos não podem ocupar um mesmo espaço e que, consequentemente, cada um tem seus lugar e espaço próprios. Nesse sentido a preleção do sociólogo Émile Durkheim sobre a solidariedade orgânica, infelizmente distorcida e deturpada pelos oportunistas que vêm exercendo os três limites de Poder Nacional brasileiro.
Dentro desse contexto, a fim de um Estado poder garantir a INDEPENDÊNCIA do Povo que congrega, vê-se não ser prescindível ao convívio social da Nação as preservações dos direitos sociais, mas cujo conceito não se confunde com direitos coletivos, tal como o vem sendo. Direitos sociais são PODERES e, como tais, oponíveis a todos. Equivale dizer: direitos sociais são comportamentos que ninguém pode impedir que outrem os exerçam e que são prementes à dignidade de todo ser humano.
Porém, entenda-se que as respectivas satisfações desses direitos sociais, agora sim ANÍMICAS, são diretamente proporcionais às capacidades intelectuais individuais ao alcance dos “bens da vida” (Carnelutti) capazes a satisfazerem às próprias necessidades.
O artigo 6º da Carta Magna() enumera os direitos sociais, mas preste-se atenção para a clareza do texto: o mesmo não afirma e/ou informa que esses direitos sociais enumerados são garantidos a todo e qualquer brasileiro mediante a utilização dos mesmos instrumentos anímicos que os preservam!
Por óbvio! Se conforme alertado acima, de acordo com a Física, ciência exata, dois corpos não ocupam o mesmo espaço, cada indivíduo há que se capacitar de tal forma que, por si mesmo, garanta, ele próprio, O SEU LUGAR NO ESPAÇO!
Assim sendo, se um indivíduo nasce e cresce em um ambiente cultural no qual se lhe “ensina” que não se conquista uma melhor situação econômica porque terceiros lhe impedem a tanto e pior, mediante a cantilena de que isso se dá porque são negros, amarelos, desprovidos de renda, mulheres, etc..., esse “novo ser” terá a tendência a acreditar nisso e a, consequentemente, repetir esse processo de “vitimismo natural”.
A partir desse “quadro”, o acirramento desses movimentos bélicos, “criados” pelo próprio Estado que, utilizando-se da ignorância generalizada se alimenta a si mesmo, Estado, desse “costume ao vitimismo”, “estabelece castas estanques” mediante a alimentação do pensamento de que pobres sempre serão pobres porque ricos sempre continuarão ricos e que os que galgaram posições econômicas mais “confortáveis” são RESPONSÁVEIS por aqueles que assim não se vêem e/ou estão, não levará a outra potencialidade que não seja ao enfraquecimento da própria Nação como tal.
Amigos, paremos e reflitamos com honestidade: você conhece a história mundial? Você conhece a realidade histórica que levou D. Pedro I a, em 07 de setembro de 1822, proclamar a independência do Brasil? Sem entender e aceitar o seu lugar no espaço, você consegue perceber que sem liberdade continuaremos sendo “escravos” desta feita, de incautos oportunistas cujo único desiderato é se preservarem no Poder, sem quaisquer preocupações com os direitos sociais de cada um?
Uma pátria independente não prescinde da liberdade do seu Povo e, liberdade não prescinde de segurança ao próprio conhecimento individual, capaz de impedir o engôdo que nos sejam apresentados por interesses espúrios.
À propósito: você já SENTIU no seu âmago, o que significa o nosso hino à independência? Mais: você o conhece?
Já podeis da Pátria filhos
Ver contente a mãe gentil
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil
Já raiou a liberdade
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil
Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil
Houver mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil
Houver mão mais poderosa
Houver mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil!
Não temais ímpias falanges
Que apresentam face hostil
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil,
Vossos peitos, vossos braços
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil1
Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
Parabéns, ó brasileiros!
Já, com garbo varonil
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil
Do universo entre as nações
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil
Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil”