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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

ELITE JUDAICA E O HOLOCAUSTO

Pablo Gomes
Quem tiver a oportunidade de ler o livro Perfídio, do escritor e jornalista americano Ben Hecht, por favor leia. Quem quiser conferir, vai aí ao lado o link do livro no original completo.  http://netureikartaru.com/Files/perfidy.pdf
Hecht, o autor do livro, era judeu e apaixonado por Israel. Na época em que foi lançado nos EUA, o lobby sionista americano tentou boicotar o livro porque Perfídio  desmascara a narrativa oficial do holocausto.
Obviamente não há dúvidas que Hitler exterminou milhões de judeus na Europa, no entanto, o livro de Hecht revela que as elites britânicas, americanas e judaicas sabiam do extermínio do povo judeu pelos nazistas e que, ainda assim, se calaram. Pior, o livro revela que as elites judaicas cooperaram com o massacre.
E o livro de Hecht conta detalhes de como isso aconteceu. Revela que milhões de judeus húngaros foram exterminados com aval de um líder sionista judeu chamado Rudolf Kastner. Hecht fez a cobertura do julgamento de Malchiel Gruenwald em que Kastner foi acusado de não avisar a milhares de judeus que eles estavam sendo enviados para a câmara de gás. Para evitar que os judeus fizessem algum tipo de resistência, Kastner mentiu para milhares de judeus dizendo que o plano de Hitler era apenas para deportá-los.
Perfídio faz uma narração detalhada do julgamento que aconteceu em Jerusalém em 1955 e faz uma viagem no tempo mostrando como o projeto sionista de criação de um Estado judeu na Palestina foi criado exclusivamente para as elites judaicas, pretendendo deixar as massas de trabalhadores judeus para trás. É bom lembrar que a Europa estava infestada de anti-semitismo.
O livro relata, por exemplo, que durante o Congresso Mundial Sionista, a classe trabalhadora judaica foi chamada de “poeira da Europa” e que os sionistas queriam apenas na Palestina os “melhores judeus”.
O livro detalha como Katzner, que era chefe de uma agência judaica e mesmo sabendo dos planos de Hitler, conseguiu convencer 800 mil judeus  húngaros a irem para os campos de concentração em troca da liberdade de cerca de 400 membros das elites judaicas do país, incluindo membros de sua própria família. Alguns desses 400 membros acabaram migrando para a Palestina.
Kastner, que era aliado de Ben Gurion, é pego mentindo e se contradizendo diversas vezes durante o julgamento. Kastner sabia que se descobrissem mais sobre sua relação com os nazistas, outros nomes fortes da elite judaica, incluindo líderes do novo Estado de Israel, acabariam sendo desmascarados. Kastner, na verdade, temia era por sua própria vida. Não deu outra. Kastner foi assassinado meses depois do julgamento, próximo a sua casa em Tel Aviv. O assassinato tem cheiro de queima de arquivo.
E não só as elites judaicas colaboraram com o holocausto. As elites britânicas e americanas sabiam que judeus estavam sendo exterminados pelos nazistas mas que tampouco fizeram alguma coisa. Durante o julgamento, uma outra testemunha mostra documentos que provam que as forças aliadas se recusaram a bombardear locais estratégicos usados por nazistas próximo a Auschwitz. Se esses locais tivessem sido bombardeados por forças britânicas e americanas, possivelmente milhares de judeus teriam sido libertados dos campos de concentração.
O livro também conta o caso de Joel Brand, membro do Comitê Húngaro de Resgate Judaico. Brand, que tinha conseguido fazer um acordo com os nazistas para parar o extermínio dos judeus húngaros em troca de milhares de caminhões de guerra, foi boicotado pela Agência Judaica encabeçada por Ben Gurion, Moshe Sharett e Ehud Avriel. Brand foi preso por quatro meses e meio pelos britânicos na Síria e quando saiu já era tarde demais. O acordo, obviamente, não foi cumprido e milhões de judeus foram parar na fornalha.
Eu resolvi escrever este artigo em resposta à fala de Benjamin Nentanyahu esta semana. De forma cínica, o premiê israelense tentou culpar os palestinos pelo holocausto. A fala dele é tão absurda que ele voltou atrás.
Não somente os britânicos e americanos sabiam que Hitler estava executando milhões de judeus. As elites mundiais, incluindo a elite judaica, também colaboraram diretamente e indiretamente com o genocídio.  E a atitude criminosa das elites tinha o objetivo de dar força ao projeto sionista na Palestina. Sem o holocausto de Hitler, o Estado de Israel não teria sido justificado.
É por isso que as elites mundiais ficaram em silêncio enquanto Hitler exterminava os judeus. Foi preciso morrer milhões de trabalhadores judeus para que o holocausto fosse usado como desculpa para criar o Estado de Israel, que é nada mais que um local estratégico do imperialismo para dominar o Oriente Médio rico em petróleo e gás natural.
Embora o livro Perfídio tenha sido escrito sem a intenção de denunciar o que está por trás da ideia famigerada nacionalista chamada sionismo, os fatos descritos no livro não deixam dúvidas que os planos das elites não têm limites. Se preciso for, eles não hesitarão em exterminar milhões de pessoas para alcançar seus objetivos.
O holocausto aconteceu porque as elites mundiais permitiram que ele acontecesse para justificar o Estado de Israel.  Se preciso for, milhões de trabalhadores serão sacrificados novamente pelas elites sem nenhum pudor.
E a situação atual— de crise econômica, de milhões de refugiados, de anti-semitismo, de islãmofobia, de neo-nazismo e de pequenas guerras acontecendo em várias regiões do mundo— é o cenário perfeito para que ocorra um outro genocídio idealizado e executado pela elite gorda e bebedora de whiskey caro.

https://pablogomes.wordpress.com/2015/10/22/as-elites-judaicas-cooperaram-com-o-holocausto/