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sábado, 26 de dezembro de 2015

A ORIGEM DA PALAVRA GAÚCHO

(Fonte: História ilustrada do Rio Grande do Sul - CEEE
No início, quando toda a atividade se resumia à extração do couro do gado selvagem, os habitantes do pampa eram designados como guascas, palavra que significa tira de couro cru.
Só mais tarde, por volta de 1770, de acordo com o historiador argentino Emilio Coni, vai aparecer o termo gaudério, aplicado aos "aventureiros paulistas que desertavam das tropas regulares para se tornarem coureadores e ladrões de gado".
Considerado pioneiro nas pesquisas sobre o tema, Coni afirma que a expressão "gaúcho" torna-se corrente nos documentos a partir de 1790 como sinônimo de gaudério e também para designar os ladrões de gado que atuavam nos dois lados da fronteira.

O pesquisador uruguaio Fernando Assunção informa ter encontrado em 1771 uma correspondência ao governador Vertiz, de Buenos Aires, pedindo providências contra "alguns gahuchos" que andavam assaltando estâncias e roubando na região.
Uma coisa é certa: até a metade do século dezenove, o termo gaúcho era ainda depreciativo, "aplicado aos mestiços de espanhol e português com as índias guaranis e tapes missioneiras". Saint Hilaire, nos seus minuciosos apontamentos de 1820, ainda menciona "esses homens sem religião nem moral, na maioria índios ou mestiços que os portugueses designavam pelo nome de Garruchos ou Gahuchos".
Quanto à origem da palavra, há muitas divergências. Alguns autores afirmam que o termo gaúcho vem do Guarani. Significaria "homem que canta triste", aludindo provavelmente à "cantilena arrastada dos minuanos".
A maioria dos autores rio-grandenses, no entanto, aceita outra explicação: seria uma corruptela da palavra Huagchu, de origem quêchua, traduzida por guacho, que significa órfão e designaria os filhos de índia com branco português ou espanhol, "registrados nos livros de batismo dos curas missioneiros simplesmente como filho de fulano com uma china das Missões", de acordo com Augusto Meyer.
O Chimarrão - Mate amargo (sem açúcar) que se toma numa cuia de porongo por uma bomba de metal. Atribue-se ao chimarrão propriedades desintoxicantes, particularmente eficazes numa alimentação rica em carnes.
A tradição do chimarrão é antiga. Soldados espanhóis aportaram em Cuba, foram ao México "capturar" os conhecimentos das civilizações Maia e Azteca, e em 1536 chegaram à foz do Rio Paraguay. No local, impressionados com a fertilidade da terra às margens do rio, fundaram a primeira cidade da América Latina, Assunción del Paraguay.
Os desbravadores, nômades por natureza, com saudades de casa e longe de suas mulheres, estavam acostumados a grandes "borracheras" - porres memoráveis que muitas vezes duravam a noite toda. No dia seguinte, acordavam com uma ressaca proporcional. Os soldados observaram que tomando o estranho chá de ervas utilizado pelos índios Guarany o dia seguinte ficava bem melhor e a ressaca sumia por completo. Assim, o chimarrão começou a ser transportado pelo Rio Grande na garupa dos soldados espanhóis.
As margens do Rio Paraguay guardavam uma floresta de taquaras, que eram cortadas pelos soldados na forma de copo. A bomba de chimarrão que se conhece hoje também era feita com um pequeno cano dessas taquaras, com alguns furos na parte inferior e aberta em cima. O que não é possível aceitar que a população do Rio Grande do Sul seja eleita na marra através do aculturamento que seja tudo isso que o relato aponta. É impossível separar a história do chimarrão, a existência dos gaúchos ladrões nos dois lados da fronteira, agora afirmar que toda a população seja oriunda daqueles povos de antanho. Isso é simplesmente ridículo. Depois, para melhorar o significado da palavra gaúcho, baldearam como sendo vaqueiro e assim sucessivamente. E em nada teve a ver com as mentiras da Revolução Farroupilha. Quem se veste de gaúcho nos dias de hoje já começa mentindo porque esta não era as roupas daqueles antigos. São os figurinos que enriquecem as firmas destes pseudos gaúchos. O movimento que prega a Independência da REPÚBLICA FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL não tocará nesta pseoda tradição, quem quiser andar com estas pilchas, são livres para fazê-lo, será considerada uma moda. O que será corrigida é a história contada na atualidade com interesses voltados a proteger algo ou uma cultura inventada. Não serão dispensadas verbas públicas para este tipo de atividade em nenhuma instância.