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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Um país formado por muitos povos


No Brasil há aqueles que acreditam na existência de uma “Democracia racial”, principalmente sociólogos e outros expoentes acadêmicos descrevem uma relação harmônica entre as diversas raças existentes no país. Já alguns movimentos sociais e espectros políticos – não tão marginais – apontam para o latente racismo da sociedade brasileira presente em nosso cotidiano. Neste artigo descrevemos a posição do Movimento Nacional Espiritualista frente a esta questão.
Perdendo o colorido
Os defensores da “Democracia racial” exaltam uma suposta convivência pacífica basicamente entre brancos, negros e índios, que possibilitou o surgimento do “povo brasileiro”. Este teria sido formado pela miscigenação entre as diferentes etnias que aqui chegaram, resultando na máxima: “O brasileiro é um povo miscigenado”. Paradoxalmente louvam a diversidade de povos espalhados pelos mais diversos rincões do país. Um país colorido e pacífico seria o resultado da aventura brasileira.
Primeiramente se faz necessário mais uma vez salientar nosso entendimento dos termos “povo” e “população”. Ao contrário da confusão terminológica atual, temos uma definição bastante clara sobre estes termos: não existe “povo brasileiro”, mas sim uma população brasileira, ou seja, o conjunto formado pelos habitantes do espaço geográfico denominado “Brasil”. Estes habitantes são provenientes de povos milenares que aqui chegaram pelos mais diversos destinos. Povos europeus, povos africanos, povos asiáticos e povos semitas aportaram em solo pátrio e, em determinadas regiões, em menor ou maior grau, ou não, se miscigenaram entre si e/ou com os povos indígenas já aqui presentes.
A diversidade populacional brasileira, em nosso entendimento um fator positivo a ser respeitado, vem sendo atacada e incitada ao ódio mútuo por diversas correntes de pensamento. Por um lado, como já mencionamos acima, ela vem sendo condenada ao desaparecimento através do incentivo à miscigenação pelos defensores da “Democracia Racial”. Através da miscigenação, a riqueza cultural e as tradições inerentes a cada povo em particular tendem a desaparecer juntamente com suas raízes. Se os índios se misturam com os brancos, seus descendentes já não se verão mais como índios, portanto, perderiam o estímulo em manter uma tradição ou cultura indígena. Da mesma forma se um negro se une a um asiático, seus descendentes já não se verão mais como negros ou asiáticos, por que então cultuar os costumes de seus antepassados africanos ou asiáticos?
Entretanto, tal linha de raciocínio não pode ser vista como uma barreira legal para impedir a miscigenação, pois esta é fruto justamente da pacífica e harmoniosa relação entre os povos. O paradigma encontra-se na velocidade atual desta dinâmica, a qual, diga-se de passagem, sempre existiu entre os mais diferentes povos. O equilíbrio é encontrado dentro de um processo de conscientização espiritual, onde cada ser humano se sente confortável dentro de seu grupo natural, onde sua confiança frente ao seu semelhante é orgânica, algo herdado por gerações unidas pelo destino.
Nos últimos anos, podemos perceber claramente um ataque sistemático à convivência entre os brasileiros das diversas origens étnicas. Autoridades políticas do mais alto grau proferem declarações maldosas, acusando indiscriminadamente toda uma raça, da mesma forma como já foi feito no passado. Ao invés de evoluírem, parecem estar impregnados de uma inveja e um ranço histórico sem proporções.
“A crise foi causada por comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis, que antes pareciam saber de tudo, e, agora, demonstram não saber de nada” – disse Luiz Inácio Lula da Silva sobre a crise financeira de 2008, em 26/03/2009.
A alusão a uma conspiração da suposta “elite branca” contra os “fracos e oprimidos” de outras raças, parece ganhar corpo nos discursos oficiais. Está se definindo uma estratégia de ação que procura canalizar a ira da população pelas mazelas sociais e pela corrupção que abatem sobre o país, contra um determinado grupo racial. O Movimento Nacional-Espiritualista repudia radicalmente este ataque contra os povos brancos – ou qualquer outro – orquestrado principalmente pelo marxismo cultural e grupos revanchistas. Isso ocorre tanto a nível nacional como no plano internacional.
Tentativa de instrumentalizar a passeata contra o governo federal em março de 2015,
onde a “elite branca” estaria protestando supostamente contra o “governo popular”.
Tratamos o assunto com a devida atenção, pois isso pode culminar em atitudes de violência gratuita, jogando brasileiros contra brasileiros, desviando o foco dos principais culpados pela crise econômica. Alguns irão dizer que as penas coletivas estão proibidas apenas em situações de guerra, conforme artigo 33 da Convenção de Genebra IV. Mas já não estaríamos vivendo em uma guerra silenciosa contra todos os seres humanos que queiram continuar a existir dentro de seus respectivos povos?
“Quem compareceu aos estádios, isso não podemos deixar de considerar, foi […] dominantemente uma elite branca, em alguns casos, 80%, 90%, eram dominantemente elite branca” – afirmou Dilma Rousseff, ao ser questionada sobre as vaias na abertura da Copa, em São Paulo, em 12/06/2014.
Composição racial da população brasileira
A composição atual da população brasileira não parece apontar para uma clara “massa miscigenada”. Segundo dados estatísticos fornecidos pelo IBGE, entre 2000 e 2008 – apesar do caráter bastante subjetivo da pesquisa – temos a distribuição populacional apresentada na tabela abaixo:
Mesmo que sob uma análise genética mais rigorosa pudéssemos chegar a uma distribuição bastante diferente da apresentada, a própria assumpção racial dos entrevistados permite o desenvolvimento de políticas afirmacionistas sócio-raciais a serem desenvolvidas e perseguidas, sempre em respeito e consonância com nossa Doutrina de Solo e Sangue

http://nacional-espiritualismo.org.br/wp/index.php/um-pais-formado-por-muitos-povos/