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sexta-feira, 29 de junho de 2018

QUEM É GLOBALISTA?

Em que pese a importância de todo mundo tomar uma posição em relação a esta pergunta, com toda certeza pouca gente saberá nos dar uma resposta com plena convicção. Quando informados de que o antônimo de “globalista” é “nacionalista” são tentados a tomar partido do primeiro. GLOBAL pode inspirar uma série de associações agradáveis, enquanto a segunda já lembra que a palavra foi usada pela mídia em sentido negativo com abundância desde há décadas. Global lembra Miami ou 5th Avenue, viagens, entretenimento, tanta coisa boa.

Quando por outro lado se chega a ligar nacionalismo ao conceito NAÇÃO, tem sido frequente a afirmação de que é o nacionalismo o que mais tem levado os países às guerras. Isto é MENTIRA plantada. Muito mais elas eram motivadas por diferenças religiosas ou razões econômicas, nas quais se incluem as de conquistas. Sentir orgulho e lealdade ao seu povo, à sua nacionalidade, leva o cidadão a dar valor a virtudes e a condenar os desvios que prejudiquem a coletividade. É o mesmo que acontece com a instituição chamada FAMÍLIA. Unida, consolidada, pratica valores e procura desenvolver uma estrutura saudável. Desconsertada, desarrumada “vai p’ro brejo”.
A família é (ou era) considerada a célula mater de uma nação. E é por isto mesmo que estamos assistindo um esforço concertado, advindo não se sabe donde, em enfraquecer, desestruturar, talvez até de acabar com a instituição. O feminismo tirou a mulher do lar e entregou o cuidado dos filhos a terceiros, casamento inter-generos, popularização da pornografia, drogas, desmerecimento dos bons costumes, são alguns exemplos de que a chamada célula mater da sociedade não conta mais com a proteção e desvelo da própria coletividade.
Isto é induzido! Esse desenvolvimento, que se verifica, é proposital. É um plano maléfico, há quem o considere satânico. Não há como acreditar que tenha sido concebido por mentes humanas. Visa acabar com o mundo que conhecemos.
Com a derrota da Alemanha em 1945 estava vencido o último obstáculo que se opunha à implantação progressiva do GOVERNO MUNDIAL. É este o processo que se chama de GLOBALIZAÇÃO. Ele tem como ferramenta fundamental a unificação da comunicação, da notícia. Esta chega ao ouvinte, ao telespectador, ao leitor de forma manipulada, teleguiada. Não se tem mais a possibilidade de analisar o dito e o contradito. Impera a parcialidade.
Quem hoje se sente inclinado a apoiar a Globalização, a instalação da NOVA ORDEM MUNDIAL, seja insistentemente conclamado a reavaliar sua opinião.

Globalismo e sua origem.

Eu diria que uma das primeiras manifestações públicas identificáveis teria ocorrido por ocasião das comemorações do centenário da Revolução Francesa, ao final do século XIX, em Paris. Ali foi criada a INTERNACIONAL SOCIALISTA. O Globalismo, isso já é público e notório, pretende assumir o GOVERNO MUNDIAL, tem, portanto, iguais pretensões às da Internacional Socialista. Já ali a I.S. mostrou a que vinha: decidiu acabar com três Impérios europeus. Conseguiu o que queria em cerca de vinte anos. Extinguiram a casa imperial do Império Austro-húngaro, com a mesma guerra fizeram o Kaiser alemão abdicar e ainda assassinaram o Czar da Rússia e toda a sua família, detonando a Revolução Russa. Nesta Rússia já foi criada uma vasta área experimental com a instalação do Regime Soviético. Tendo este como base operacional, seus agentes foram enviados para o mundo todo. Aqui basta nos lembrarmos dos nome Prestes e Olga. No Congresso americano foram denunciados em 1963 os “45 Objetivos Comunistas”, publicados cinco anos antes no livro THE NAKED COMMUNIST. A presença vermelha nos EUA já fora sentida antes pelo maccarthysmo.
Que a INTERNACIONAL SOCIALISTA tenha sido uma das razões da criação do NACIONAL SOCIALISMO, seu mais ferrenho opositor, é bastante óbvio. Mobilizou 53 países em uma guerra das mais sangrentas. Derrotados os nacionalistas, são feitos desde então todos os esforços para evitar sua renascença.
Comunismo não morreu
O que antes se chamava Comunismo não morreu com a União Soviética e muito menos nos Estados Unidos. Estes passaram a ser a locomotiva, o carro chefe dos promotores da NOVA ORDEM MUNDIAL, que costuma ser abreviado como NOM. Dominados por políticos ligados à maçonaria e ao illuminismo desde a sua independência, como bem mostra o seu brasão, os EUA formaram campo fértil para que o pensamento criasse raízes e florescesse, graças, e principalmente, ao apoio do alto mundo financeiro judaico. Alastrou-se mundo a fora, mas, mesmo entre os mais ativistas, a maioria nem sabe o que estão defendendo.
Os globais se revelam
George H.W. Bush, num discurso perante o Congresso no dia 11.9.1990 foi o primeiro presidente a mencionar em público o objetivo de criação da New World Order. Curioso que isso aconteceu exatos onze anos antes da bandeira falsa que derrubou com dois aviões os três edifícios do World Trade Center, quando era Presidente dos EUA o filho do citado Bush. Esta bandeira falsa, por sua vez, desencadeou uma operação destrutiva e exterminadora que atingiu várias nações e povos do Oriente Médio e mediterrâneas. Incluo aqui a substituição cultural da população branca da Europa, operação ainda em andamento. Ela já fora anunciada em 1925 pelo Conde Richard Nikolaus Coudenhouve-Kalergi em seu livro “Idealismo Prático”. Dizia ele que os brancos seriam substituídos por uma raça mista afro-asiática regida ou governada pelos judeus. Estes mantém a pureza de sua raça, uma vez que suas leis não permitem a miscigenação.
Quem são os GLOBALISTAS
Enquanto a INTERNACIONAL SOCIALISTA constitui aquilo que poderíamos chamar de “exército”. São aqueles que realizam um trabalho diário mundo afora. Estão agindo principalmente nas áreas da educação, da informação e da política.
Analisar sua direção, administração, orientação nos conduz a uma área de areia movediça, onde dependemos de observações isoladas. Podemos dizer que os JUDEUS estão seriamente envolvidos, não só por preceitos religiosos que lhes assegurariam a supremacia sobre os outros povos. Também devido ao seu poder financeiro. É imperioso, porém, não generalizar. Há entre eles várias correntes. Henry Makow cita os CABALISTAS como os mais perigosos partidários da NOM. Sua doutrina é a de que sem o MAL não existe o BEM e para que haja uma NOVA ORDEM (baseada na Kabbalah) a velha ordem (cristã) deve ser impiedosamente destruída. É parecido com o lema illuminatti: “Ordem a partir do caos.”
Mas há segmentos judaicos que nada querem com isto, tais como os Natureikarta e os Torahjews. Também entre eles há muitos ateístas e agnósticos e, assim como entre os cristãos, aqueles que não querem nada com nada.
Mas a verdade é que os GLOBALISTAS estão em todas as áreas. Altas finanças, maçonaria, corporações empresariais, Bilderberger, CFR Council on Foreign Relations, Comissão Trilateral, Comitê dos 300, Clube de Roma etc.
Entre os Presidentes dos Estados Unidos pode se dizer que, depois de Ronald Reagan (1981-1989), até 2017 todos eram partidários da ideia globalista. Do atual espero, sem muita certeza, que seja mesmo NACIONALISTA!
Norberto Toedter
Nasceu em 1929 em Curitiba, Paraná, Brasil. De 1942 a 1947 viveu na Alemanha, onde testemunhou parte da Segunda Guerra Mundial

quinta-feira, 28 de junho de 2018

CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORANEO NA AMÉRICA LATINA

TEXTO EDITADO NOS ANAIS DO II CONGRESSO INTERNACIONAL DE DIREITO E MARXISMO


Prof. Marlon Adami*

Para iniciar este artigo, buscar-se-á, primeiramente, a definição do que é Constituição e constitucional. Segundo os princípios do positivismo jurídico, o Direito tem que ser despido de todo o seu conteúdo valorativo. A escola, que tem seu máximo expoente em Kelsen, afirma que é preciso, essencialmente, existir uma respeitabilidade entre o conjunto hierarquizado das normas que contêm, na Constituição, seu ápice.

A Constituição, portanto, deve ser entendida como a própria estrutura de uma comunidade política organizada, a ordem necessária que deriva da designação de um poder soberano e dos órgãos que o exercem.

O termo constitucional é, em sentido lato, entendido como que representando um sistema baseado em um documento elaborado por uma reunião de homens voltada a fazê-lo. O termo foi muito útil para traçar uma separação entre a monarquia absoluta e a monarquia parlamentar, como, por exemplo, seria a forma de governo instaurada depois a Revolução Gloriosa de 1688, na Inglaterra.

É muito comum a confusão feita entre o termo constitucionalismo e os diferentes meios para se atingir o ideal de Constituição. Confunde-se constitucionalismo com a divisão de poderes, com aquela Constituição essencialmente normativa. Quando, na verdade, o termo constitucionalismo engloba em seu estudo todos esses meios na busca do modelo constitucional mais próximo do ideal.

O constitucionalismo é “a teoria (ideologia) que ergue o princípio do governo limitado indispensável à garantia dos direitos em dimensão estruturante da organização política, social de uma comunidade”. Ele busca, pois, uma compreensão de conteúdo político e axiológico ligado à normatividade que rege uma sociedade.

O que pode ser feito é, a partir desse conceito, separarmos os diferentes ciclos do constitucionalismo, razão pela qual nos deteremos aos ciclos do constitucionalismo moderno:
O constitucionalismo moderno também é compreendido num total de 5 ciclos constitucionais:

– 1° ciclo: constitucionalismo do tipo DEMOCRÁTICO-RACIONALIZADO. Conta com a presença destacada da Constituição de Weimar de 1919 que tem como grande mérito a incorporação dos direitos sociais ao corpo constitucional (apesar de uma forte corrente atribuir tal mérito à Constituição Mexicana de 1917).

Ainda podemos lembrar aquelas “Constituições dos professores”, como a austríaca de 1920, sob acentuada influência de Kelsen.

– 2° ciclo: O SOCIAL-DEMOCRÁTICO que contém as Constituições francesas de 1946, italiana de 47 e a alemã de 49. Esse ciclo é muito importante pela ênfase nos direitos sociais e econômicos. Ele se estende até os nossos dias e compreende também as Constituições Portuguesa de 76, a Espanhola de 78 e a Brasileira de 88. O “estado social” é elevado na sua máxima expressão.

– 3° ciclo: A EXPERIÊNCIA NAZI-FACISTA e caracteriza-se por reformas às Constituições que modificaram seu núcleo em sua essência. Seriam “fraudes à Constituição”.

– 4° ciclo: As CONSTITUIÇÕES SOCIALISTAS surgidas em 1917 com a Declaração dos Direitos dos Povos da Rússia. Dentre elas estão as Constituições deste povo de 1924 e de 36. Nestas Constituições era comum à prática política burlar a Constituição (democracia no papel).

– 5° ciclo: As CONSTITUIÇÕES DO TERCEIRO MUNDO que se caracterizam por uma tentativa de copiar as construções estrangeiras e que tombaram por terra diante de uma realidade que não condizia com as instituições copiadas.

Como dissemos anteriormente, é muito comum observarmos a confusão entre constitucionalismo e separação dos poderes, atribuindo a equivalência entre os conceitos.

Muito dessa crença está estreitamente vinculada à concepção política de Constituição oferecida no constitucionalismo clássico.

Considerando que o ocidente nos últimos vinte anos vem assistindo uma escalada de uma nova esquerda, onde pregam e praticam um marxismo adequado ao momento, onde o capitalismo após a pseudo morte do socialismo soviético, se via reinando absoluto no planeta, deixou de observar à sua volta, a grande roformulação e as somas teóricas (Leninismo, Gramiscismo, Stalinismo, Escola de Frankfurt) que se acresceram ao marxismo clássico para então ressurgir das cinzas, utilizando elementos do capitalismo para se estabelecer no ocidente.

O constitucionalismo chega vitorioso ao início do milênio, consagrado pelas revoluções liberais e após haver disputado com inúmeras outras propostas alternativas de construção de uma sociedade justa e de um Estado Democrático. A razão de seu sucesso está em ter conseguido oferecer ou, ao menos, incluir no imaginário das pessoas: legitimidade – soberania popular na formação da vontade nacional, por meio do poder constituinte;  limitação do poder – repartição de competências, processos adequados de tomada de decisão, respeito aos direitos individuais, inclusive das minorias; valores – incorporação à Constituição material das conquistas sociais, políticas e éticas acumuladas no patrimônio da humanidade.

Com o mundo real à volta, com a história e seus descaminhos, a injustiça passeia impunemente pelas ruas; a violência social e institucional é o símbolo das grandes cidades; a desigualdade entre pessoas e países salta entre os continentes; a intolerância política, racial, tribal, religiosa povoa ambos os hemisférios. Nada assegura que as conclusões alinhavadas sejam produto inequívoco de um conhecimento racional. Podem expressar apenas a ideologia ou o desejo. Um esforço de estabilização, segurança e paz onde talvez preferissem a luta os dois terços da população mundial sem acesso ao frutos do progresso, ao consumo e mesmo à alimentação.

A crença na Constituição e no constitucionalismo não deixa de ser uma espécie de fé: exige que se acredite em coisas que não são diretas e imediatamente apreendidas pelos sentidos. Como nas religiões semíticas – judaísmo, cristianismo e islamismo –, tem seu marco zero, seus profetas lhe acena com o paraíso: vida civilizada, justiça e talvez até felicidade. Como se percebe, o projeto da modernidade não se consumou. Por isso não pode ceder passagem. Não no direito constitucional. A pós-modernidade, na porção em que apreendida pelo pensamento liberal, é descrente do constitucionalismo em geral e o vê como um entrave ao desmonte do Estado Social.

O capitalismo burguês, a justiça burguesa e o modelo constitucional desenvolvido ao longo do tempo, que motivava o trabalho e a competição, incentivava o mérito entre as pessoas, vem aos poucos sendo substituída através de normatizações carregadas de humanismo e igualdade, tentando aplicar a máxima marxista para a justiça: “de cada qual, segundo sua capacidade, a cada qual, segundo suas necessidades”(Crítica de Gotha, Karl Marx, 1875).

Outro elemento sempre referendado em qualquer Constituição ocidental é a liberdade. Uma liberdade que perpassou séculos e que vem ainda hoje sendo buscada incansavelmente dentro de um contexto de liberdade burguesa, aquela que privilegia a competição, meritocracia, a propriedade privada a liberdade de expressão e opinião além da democracia para formatar a forma política da sociedade participar. Porém, no pensamento marxista, enquanto Bauer diz que a emancipação política, ou seja, um Estado sem religião que traria liberdade, Marx tem a visão de que a religião e a política  podem-se interligar facilmente.

Para Marx, com a emancipação política, o homem não se livrou da religião, mas obteve a sua liberdade. Com a constituição de direitos do cidadão, onde todos os homens são iguais, as pessoas puderam escolher o que era melhor para elas sem imposição da Igreja ou Estado. Agora uma pessoa escolhe se quer ser judia, ou não, sem sofrer consequências.

“O homem não se libertou da religião; recebeu a liberdade religiosa. Não ficou liberto da propriedade; recebeu a liberdade da propriedade. Não foi libertado do egoísmo do comércio; recebeu a liberdade para se empenhar no comércio” (Marx, 2005:29).

A emancipação política não implica na emancipação humana. Para obter-se a emancipação humana é preciso acabar com o Estado, pois este, dá privilégios para a burguesia que são controlados pela policia e a prisão. As pessoas não são livres e iguais enquanto não conseguirem abolir o Estado e consequentemente se emancipar humanamente.

“A emancipação política é a redução do homem, por um lado, a membro da sociedade civil, indivíduo independente e egoísta e, por outro, o cidadão, a pessoa moral. A emancipação humana só será plena quando o homem real e individual tiver em si o cidadão abstrato; quando como homem individual, na sua vida empírica, no trabalho e nas suas relações individuais, se tiver tornado um ser genérico; e quando tiver reconhecido e organizado as suas próprias forças como forças sociais, de maneira a nunca mais separar de si esta força social como força política” (Marx, 2005:30).

Levando em consideração que o marxismo foi uma doutrina escrita de forma interdisciplinar, pois cruza, religião, política, economia, direito e tenta fundamentar-se através da evolução histórica da humanidade e com o intuito de reconstruir a sociedade conforme a sua ideologia revolucionária, o que observamos na América Latina e principalmente no Brasil, são atitudes e articulações de transformação e reconstrução jurídica para buscar a consolidação do projeto de sociedade ideal conforme o pensamento marxista e suas estratégias práticas.

No Brasil, a Constituição Cidadã (o termo cidadã já deixa uma conotação marxista) estão positivados os seguintes direitos:

– Ao homem trabalhador, sem distinção de sexo e social, seguridade social, à educação e cultura, à família, idoso, criança e adolescente e ao meio ambiente. Vale mencionar outros fatores contemplados na Constituição Brasileira como a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e a livre iniciativa, tendo o legislador constituinte originário também estabelecido que a ordem econômica brasileira deve observar não só o princípio da LIVRE INICIATIVA como também a “PROPRIEDADE PRIVADA”, a “LIVRE CONCORRÊNCIA”, a “BUSCA DO PLENO EMPREGO”.

A livre iniciativa deixa explícita a presença de liberdade plena, fator esse, alicerce do modelo capitalista tão oposicionado pela interpretação marxista. No momento que a proposta constitucional de viés marxista é reconstruir, refundar uma sociedade, como veremos alguns exemplos neste artigo, fica clara a intenção de através dos eternos problemas e diferenças da sociedade.

O regimento jurídico constitucional, que vem tomando de assalto a América Latina, aparece balizada nos seguintes tópicos para justificar a transformação constitucional:

  1.     Modelos sociais ideais tradicionais estão ultrapassados e não se aplicam mais.

  1.     A direção do governo é melhor do que ter os cidadãos tomando conta de si próprios.

  1.     A melhor fundação política de uma sociedade organizada ocorre através de um governo centralizado (a exemplo da PEC 33 que limita o poder do Judiciário, submetendo-o ao Legislativo e, com isso, quebrando crassamente a tripartição dos poderes).

  1.     O objetivo principal da política é alcançar uma sociedade ideal na visão coletiva.

  1.     A significância política do invidíduo é medida a partir de sua adequação à coletividade.

  1.     Altruísmo é uma virtude do Estado, embutida nos seus programas (do Estado).

  1.     A soberania dos indivíduos é diminuída em favor do Estado, quando o correto é o Estado representando o Povo.

  1.     Direitos à vida, liberdade e propriedade são submetidos aos direitos coletivos determinados pelo Estado, este último à despeito da existência de uma efetiva função social da propriedade privada, na forma tal como garantida pelo art. 5o, XXIII da Constituição Federal Brasileira de 1988.

  1.     Cidadãos são como crianças de um governo parental.

  1.    A relação do indivíduo em relação ao governo deve lembrar aquela que a criança possui com os pais.

  1.    As instituições sociais tradicionais de matrimônio e família não são importantes.

  1.    O governo inchado é necessário para garantir justiça social.

  1.    Conceitos tradicionais de justiça são inválidos.

  1.    O conceito coletivista de justiça social requer distribuição de riqueza.

  1.    Frutos do trabalho individual pertencem à população como um todo.

  1.    O indivíduo deve ter direito a apenas uma parte do resultado de seu trabalho, e esta porção deve ser especificada pelo governo.

  1.    O Estado deve julgar quais grupos merecem benefícios a partir do governo.

  1.    A atividade econômica deve ser cuidadosamente controlada pelo governo.

  1.    As prescrições do governo surgem a partir de intelectuais da esquerda, não da história.

  1.    Os elaboradores de políticas da esquerda são intelectualmente superiores aos conservadores.

  1.    A boa vida é um direito dado pelo Estado, independentemente do esforço do cidadão.

  1.    Tradições estabelecidas de decência e cortesia são indevidamente restritivas.

  1.    Códigos morais, éticos e legais tradicionais são construções políticas.

  1.    Ações destrutivas do indivíduo são causadas por influências culturais negativas.

  1.    O julgamento das ações não deve ser baseado em padrões éticos ou morais.

  1.    O mesmo vale para julgar o que ocorre entre nações, grupos éticos e grupos religiosos.

Como em tudo na vida, cada escolha feita é seguida de uma série de consequências esta tambem tem as suas:

  1.     Dependência do governo, ao invés de auto-confiança.

  1.     Direção a partir do governo, ao invés da auto-determinação.

  1.     Indulgência e relativismo moral, ao invés de retidão moral.

  1.     Coletivismo contra o individualismo cooperativo.

  1.     Trabalho escravo contra o altruísmo genuíno.

  1.     Deslocamento do indivíduo como a principal unidade social econômica, social e política.

  1.     A santidade do casamento e coesão da família prejudicada.

  1.     A harmonia entre a família e a comunidade prejudicada.

  1.     Obrigações de promessas, contratos e direitos de propriedade enfraquecidos.

  1.   Falta de conexão entre premiações por mérito e justificativa para estas premiações.

  1.   Corrupção da base moral e ética para a vida civilizada.

  1.  População polarizada em guerras de classes através de falsas alegações de vitimização e demandas artificiais de resgate político.

  1.  A criação de um estado parental e administrativo idealizado, dotado de vastos poderes regulatórios.

  1.   Liberdade invididual e coordenação pacífica da ação humana severamente comprometida.

  1.    Aumento do crime, devido a tolerância ao crime e a várias subversões até então penalizadas.

  1.   Incapacidade de uma base lógica para que a sociedade sequer tenha condição de julgar o status em que se encontra.

Pois bem, levando em consideração a análise do que é uma Constituição e o constitucionalismo com o que vem sendo praticado no Brasil e na América Latina, podemos concluir ou chegar próximos à seguinte conclusão:

O pensamento marxista e sua forma de analisar e construir uma sociedade não está intrínseca no pensamento natural e tolerante da natureza humana, mas é ensinado, bombardeado ao longo do tempo onde a sociedade constrói seu conhecimento, os bancos escolares e universitários, utilizando em seu discurso o sentimento humanista e buscando justiça para a sociedade, porém não deixa claro que para o cidadão que optar pelo viés marxista existem alguns compromissos a serem cumpridos com a ideologia e suas práticas, sendo que não é qualquer pessoa que se adequa a este modelo e as pessoas que aderem tem as seguintes características:

– A falta de confiança nos relacionamentos entre pessoas por consentimento mútuo. Por isso, o marxista age como se as pessoas não conseguissem criar boas vidas por si próprios através da cooperação voluntária e iniciativa individual. Por isso, colocam toda essa coordenação nas mãos do Estado, que funciona como um substituto para os pais. Se a criança não consegue conviver com os irmãos, precisa de pais como árbitros. Este déficit inicia-se no primeiro ano de vida. As interações positivas de uma criança com a mãe o introduzem a um mundo de relacionamento seguro, agradável, mutuamente satisfatório e a partir do “consentimento” entre ambas as partes. Mas caso exista um relacionamento anormal e abusivo na infância, algo de errado ocorre, e essa aquisição de confiança básica é profundamente comprometida. Lembremos que a ingenuidade é problemática, mas o marxista é “ingênuo” perante o governo, que tem mais poder de coerção, enquanto suspeita dos relacionamentos humanos não arbitrados pelo governo.

– No desenvolvimento normal, esta é a capacidade de se iniciar bons trabalhos para bons propósitos, sendo desenvolvida nos primeiros quatro ou cinco anos da vida de uma criança. No caso da falta de iniciativa, há falta de auto-direção, vontade e propósito, geralmente buscando relacionamentos com os outros de forma infantil, sempre pedindo por condescendência, ao invés de lutar para ser respeitado. Pessoas com esta personalidade normalmente assumem um papel infantil em relação ao governo, votando para aqueles que prometem segurança material através da obrigação coletiva, ao invés de votar naqueles comprometidos com a proteção da liberdade individual. A inibição da iniciativa pode ocorrer por culpa excessiva adquirida na infância, surgindo, por instância, do complexo de Édipo.

– Assim como a iniciativa é a habilidade de iniciar atos com boas metas, diligência é a habilidade para completá-los. A criança, no seu desenvolvimento escolar, se torna apta a completar suas ações de forma cada vez mais competente. Na fase da diligência, a criança aprende a fazer e realizar coisas e se relacionar de formas mais complexas com pessoas fora de seu núcleo familiar. A meta desta fase é o desenvolvimento da competência adulta. É a era da aquisição da competência econômica e da socialização. Nessa fase, se aprende a convivência de acordo com códigos aceitos de conduta, de acordo com as possibilidades culturais de seu tempo, de forma a canalizar seus interesses na direção da cooperação mútua. Quando as coisas não vão muito bem, surgem desordens comportamentais, uso de drogas, ou delinquência, assim como o surgimento de ações que sabotam a cooperação. A tendência é a geração de um senso de inferioridade, assim como déficits nas habilidades sociais, de aprendizado e identificações construtivas, que deveriam ser a porta de entrada para a aquisição da competência adulta. Atitudes que surgem destas emoções patológicas podem promover uma dependência passiva comportamental como uma defesa contra o medo diante das relações humanas, vergonha, ou ódio.

– O senso de identidade do adolescente é alterado assim que ele explora várias personas, múltiplas e as vezes contraditórias, na construção de seu self. Ele deve se confrontar com novos desafios em relação ao balanço já estabelecido entre confiança e desconfiança, autonomia e vergonha, iniciativa e culpa, diligência e inferioridade. Esta fase testa a estabilidade emocional que foi desenvolvida pela criança, assim como sua racionalidade, sendo de adequação e aceitabilidade, superação de obstáculos e o aprofundamento das habilidades relacionais. O desenvolvimento desta identidade adulta envolve o risco percebido de acreditar nas instituições sociais. O adulto quer uma visão do mundo na qual possa acreditar. Isto é especialmente importante se ele sofreu formas de abuso anteriormente. Sua consciência ampliada de quem ele é facilita uma integração entre suas identidades do passado e do presente com sua identidade do futuro. Nesta fase do desenvolvimento o jovem pode ser vítima das ofertas ilusórias do marxismo. É a fase “final” da escolha.

O Brasil e a América Latina, juridicamente, estão a mercê e sofrendo uma revolução silenciosa do ideário marxista através da ferramenta jurídica, de um Legislativo de baixa qualidade intelectual para tal função, de um Judiciário aparelhado conforme a vontade do poder dominante e que trai o discurso de justiça social para apenas se voltar ao objetivo principal e único, a permanência e perpetuação do e no poder e da concretização da utopia marxista, mal redigida e pior: mau intencionada.

A busca e prática do marxismo não se limitam a uma ciência, mas à interdisplinaridade seguida de uma religiosidade psicológica, da mesma forma como Marx foi interdisciplinar e religioso quando teorizou sua doutrina social e econômica.
Em suma, o incremento do marxismo na América Latina a caracteriza, hoje, como a reunião de homens levados à Síndrome de Peter Pan,* sem esquecer que o marxismo é a negação do direito, dito burguês, que precisa ser aniquilado para a existência do marxismo em si.

*Esta síndrome caracteriza-se por determinados comportamentos imaturos em aspectos comportamentais, psicológicos, sexuais ou sociais.

Segundo Kiley, o indivíduo tende a apresentar rasgos de irresponsabilidade, rebeldia, cólera, narcisismo, dependência e negação ao envelhecimento.

* Licenciado em História pela Universidade de Caxias do Sul em 2005. Livre docente, palestrante e estudioso e pesquisador das Ciências Políticas, Movimentos Totalitários, Petismo, Neo Socialismo na América Latina, Movimento Esquerdista mundial, Globalismo.

BIBLIOGRAFIA
Manual Esquemático de Filosofia – Ives Gandra Martins Filho. 4.ed. S. Paulo: LTr, 2010
Ler Gramsci, entender a realidade – Org. Carlos Nelson Coutinho e Andréa de Paula Teixeira. Civilização Brasileira, 2003
Socrates encontra Marx – Peter Kreeft. Vide Editorial, 2012
Ideologia Alemã – Marx e Engels, Marin Claret, 2004
Manuscritos Economicos e Filosoficos – Marx, Martin Claret, 2004
Direito Capitalista do Trabalho – Wilson Ramos Filho.LTr, 2012
Filosofia da Miséria – Tomo I – Proudhon, Escala, 2007
A Miséria da Filosofia – Marx, Escala, 2007

Fundação Soros deixa a Hungria em meio a hostilidade política

BUDAPESTE (Reuters) – a fundação Open Society de George Soros irá fechar seu escritório em Budapeste e mudar suas operações na Europa oriental para Berlim, informou o jornal Austríaco “Die Presse” nessa quinta-feira.
FILE PHOTO: Activists of Egyutt (Together) opposition party removes a government billboard in Budapest
FOTO DO ARQUIVO: Ativistas do partido da oposição “Egyutt” (Juntos) removem um outdoor do governo exibindo George Soros em monocromo ao lado de uma mensagem pedindo para os húngaros participarem de uma consulta nacional sobre o que o financista, húngaro de nascimento, chama de plano para estabelecer um milhão de imigrantes na Europa por ano, em Budapeste, Hungria, 5 de outubro, 2017. REUTERS/Bernadett Szabo/Foto do Arquivo.
O Primeiro Ministro Húngaro Viktor Orban culpou Soros, um financista americano nascido na Hungria, por uma série de males e moveu a repressão de ONGs por meio de legislação, as chamadas de leis “Stop Soros”, que atraíram críticas internacionais.
O site de notícias húngaro “444.hu” disse que o escritório da Fundação Open Society irá fechar até dia 31 de agosto e se mudar, primeiro para Viena, e então para Berlim.
FILE PHOTO: Business magnate George Soros arrives to speak at the Open Russia Club in London
FOTO DO ARQUIVO: O magnata dos negócios George Soros chega para falar no Clube Open Russia em Londres, Grã-Bretanha, 20 de junho de 2016. REUTERS/Luke MacGregor/Foto do arquivo.
A Reuters não conseguiu se comunicar com a Fundação Open Society, tanto em Budapeste quanto em Nova York.
Orban, um autoproclamado defensor do que ele chama de “democracia não-liberal”, a muito tempo está em desacordo com a rede de ONGs de Soros que promove valores esquerdistas ao redor do mundo.
O premier húngaro travou durante anos uma campanha contra a migração para a Europa, uma das questões principais na sua campanha de reeleição, o que resultou em uma terceira vitória esmagadora neste mês.
FILE PHOTO: A government billboard is seen in Budapest
FOTO DO ARQUIVO: Um outdoor do governo visto em Budapeste, Hungria, 14 de fevereiro de 2018. No outdoor se lê: ‘Soros quer trazer milhões da África e do Oriente médio’. REUTERS/Bernadett Szabo/Foto do Arquivo.
O partido de Orban Fidesz disse que iria cumprir as promessas de campanha de reprimir ONGs que fomentam direitos para migrantes. A Organização para Segurança e Cooperação na Europa disse que a eleição foi caracterizada por mensagens xenofóbicas e intimidadoras.
A legislação enviada para o parlamento antes da eleição iria impor uma taxa de 25% sobre doações estrangeiras para ONGs que o Governo diz que financiam a imigração.
Sua atividade teria que ser aprovada pelo ministro do Interior, que poderia negar permissão se visse um risco à segurança nacional.
A fundação Open Society não pôde ser encontrada de imediato para dar maiores explicações. Porta-vozes do governo húngaro não responderam imediatamente aos pedidos de esclarecimentos por e-mail.
A Universidade Central Européia, fundada por Soros, também disse que está abrindo um campus em Viena em um futuro próximo. Ela disse que continua comprometida com o campus de Budapeste, mesmo com a pressão do governo para expulsá-la da Hungria.
[*] Reuters Staff. “Soros foundations to quit Hungary amid political hostility”. Reuters, 19 de abril de 2018.

Serviço secreto soviético considerou “causar guerra civil no Brasil” em 1961

Jânio Quadros ainda não tinha sido eleito presidente do Brasil quando, em visita a Moscou, em 1959, fez uma promessa ao tradutor que o acompanhava na viagem pela União Soviética: “Quando eu chegar ao poder, e chegarei com 100% de certeza, você será o primeiro a receber o visto”. O presidente eleito no ano seguinte nunca saberia, mas Alexandr Ivanovich Alexeyev, que atuara como seu tradutor, era um agente da KGB, a agência de inteligência soviética. Parte dessa história, que culminaria na retomada das relações do Brasil com a União Soviética em 1961, é contada no livro 1964 – O elo perdido (Vide Editorial, 2017), publicado no início deste ano. A obra é fruto da primeira investigação brasileira nos arquivos do serviço de inteligência da antiga Tchecoslováquia, o StB (sigla para “Segurança Estatal”), feita pelo paranaense Mauro Kraenski em parceria com o tcheco Vladimír Petrilák. Submetida à KGB, a StB atuou na América Latina durante a Guerra Fria e seus arquivos servem como aperitivo das ações soviéticas no continente, já que os documentos de Moscou seguem restritos.
“Não há praticamente nada de pesquisa sobre a União Soviética nesse período”, comenta o professor Carlos Fico, do departamento de história da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele diz que não há muito interesse sobre o assunto, e cogita que seja por conta da pouca interferência soviética no país. Kraenski chegou aos arquivos tchecos por acaso. Trabalhava como guia no Memorial e Museu Auschwitz-Bikernau, o antigo campo de concentração nazista na Polônia, e se interessou pela história do país. Ao topar com a circulação de informações erradas sobre os soviéticos no contexto polonês, decidiu buscar informações em relação ao Brasil. Procurou na Polônia, mas foi encontrar material mesmo na República Tcheca.
Para conseguir adequar o polonês que ele fala ao tcheco dos documentos, o pesquisador se associou ao tradutor Vladimír Petrilák. Os dois montaram um site para divulgar o resultado das pesquisas e receber contribuições, já que não encontraram nenhuma instituição governamental ou acadêmica disposta a patrocinar a investigação. E qual foi a grande descoberta dos arquivos pela perspectiva dos pesquisadores? “Talvez seja o fato de saber pela primeira vez sobre a atuação de espiões de serviços de inteligência do bloco soviético no Brasil. Ou descobrir que houve brasileiros que, segundo os documentos, colaboraram — de forma consciente ou não, depende do caso — com esse serviço de espionagem estrangeiro”, responde Kraenski, que ressalva algumas vezes ao longo do livro: todas as informações dos arquivos secretos devem ser consideradas com cuidado. Muitas delas não têm fontes alternativas para confirmação, mas, mesmo assim, ele argumenta, são fonte relevante sobre o período.
Serviço de inteligência
Os autores do livro se concentraram na pesquisa dos documentos do I Departamento da StB, responsável pelo serviço de inteligência no exterior, onde descobriram que uma rede de 30 agentes e cerca de 100 “figurantes” — potenciais agentes que colaboraram com o serviço de inteligência sem saber — atuou no Brasil de 1952 a 1971. “O serviço de inteligência tchecoslovaco determinava objetos ou alvos de interesse, com o objetivo de entrar, infiltrar ou penetrar operacionalmente através de sua rede de agentes para aquisição de informações ou materiais relacionados com determinadas tarefas”, diz Kraenski. Entre os principais alvos estavam o Itamaraty, o Governo federal e o parlamento, além de instituições como a Petrobras, o Exército e o BNDES. Os soviéticos buscavam brasileiros de perfil nacionalista e antiamericano, mas que não tivessem laços tão evidentes com o Partido Comunista Brasileiro, e usavam desde o argumento ideológico e o oferecimento de presentes até o pagamento de honorários e estratégias de chantagem baseadas em informações constrangedoras.
Entre as operações mais ousadas do serviço de inteligência tchecoslovaco, os autores incluem a intermediação de armamentos para o Brasil, a falsificação de documentos para implicar os Estados Unidos no golpe de 1964 e o financiamento de ao menos um jornal, como parte de um projeto — maior e não finalizado — que tinha como meta criar uma emissora de tevê e uma rádio de alcance continental. O envio de 20.000 metralhadoras de produção tcheca para o Brasil acabaria acontecendo sem a interferência direta da StB e chegou a virar assunto no parlamento brasileiro à época. Os documentos também expõem como os tchecos, sempre interessados em disputar com os Estados Unidos a influência na região, atuaram no Brasil para melhorar a imagem do regime cubano pós-revolução e até criaram uma operação para reagir, em 1961, a um possível golpe de Estado.
“O camarada ministro confirmou a operação ativa I-V de criptônimo LUTA, cujo objetivo é causar demonstrações e tumultos antiamericanos e — em caso de seus surgimentos — causar uma guerra civil no Brasil. Um dos objetivos desta operação ativa é fazer com que representantes nacionalistas tomem o poder no Brasil”, diz documento de 23 de outubro de 1961 exposto no livro. A operação, que envolveu contatos com o então governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola e as Ligas Camponesas lideradas por Francisco Julião, durou apenas seis meses, de novembro de 1961 a abril de 1962, e provavelmente foi encerrada quando os responsáveis perceberam a dificuldade de executá-la.
O golpe
A pesquisa de Kraenski e Petrilák mostra ainda que os tchecoslovacos foram surpreendidos quando os militares tomaram o poder na virada de março para abril de 1964. A falha do serviço de inteligência em antecipar a derrubada do presidente João Goulart foi atribuída posteriormente à falta de contatos entre a direita brasileira. Nos relatórios internos, os agentes destacaram a “hesitação típica de Goulart e a sua incapacidade de levar as coisas até o fim” como motivo de uma queda sem reação. “Não se podia sequer falar em derrota, pois a derrota pressupõe uma luta, e no Brasil houve somente uma tomada pacífica de poder pela direita”, diz um trecho do mesmo documento, um relato sobre o golpe de Estado destinado apenas à elite do partido comunista tchecoslovaco.
As atividades soviéticas no Brasil sofreram um grande abalo após a tomada de poder pelos militares. Os agentes tchecoslovacos, que contavam entre seus contatos com jornalistas, funcionários públicos e até um deputado federal, tiveram de se retrair. Vários de seus “figurantes” se refugiaram em embaixadas estrangeiras e no exterior ou perderam os cargos que lhes garantiam relevância. O serviço seguiu por pelo menos mais sete anos, contudo, e seus registros ajudam a entender o clima de desconfiança e medo que levou o país a passar 20 anos sob o jugo de um regime militar. E esse é apenas o início da história do lado soviético. Kraenski diz que ainda há material para ser pesquisado no arquivos e, assim como ocorre no Brasil, desconfia-se que os documentos que os tchecoslovacos registram como destruídos possam estar guardados em algum lugar
Os brasileiros “são pessoas preguiçosas e bem levianas”
Os arquivos tchecoslovacos se prestam também à crítica de costumes. Desde a chegada ao Brasil, em 1952, os agentes registraram suas impressões em relatórios que seriam repassados aos colegas que os substituiriam no futuro. Atuar no Brasil não era exatamente uma prioridade, mas era considerado muito mais seguro do que atuar nos Estados Unidos ou no Reino Unido. Em meio a reclamações sobre o calor que fazia no Rio de Janeiro e a falta d’água por uma semana no apartamento de Copacabana onde o primeiro chefe da rezidentura (base do serviço de inteligência) tchecoslovaca no Brasil se instalou, encontram-se análises sociológicas. “Todo o povo é educado em um espírito de desprezo para com o trabalho, o que pode se observar, por exemplo, quando as faxineiras se recusam a limpar janelas e assoalhos, o que obriga a contratação de mais faxineiras especialmente para isso”, registra o agente Jirí Kadlec, de codinome Honza.
Segundo o primeiro agente da StB no Brasil, “homens e mulheres têm unhas tratadas, todos querem a qualquer preço causar a impressão de que não precisam trabalhar fisicamente”. Em outro trecho, ele relata violência e assassinatos, um deles cometido a 20 passos da embaixada tchecoslovaca: “Em plena luz do dia, um homem cortou a garganta da esposa porque a mesma não queria partir com ele para outra região do país em busca de uma vida melhor”. Em outro relatório, registra-se que “os brasileiros reconhecem como cozinha típica somente a cozinha baiana” e que ela “pode levar à enfermidade”. A cervejas são boas, independente das marcas, mas os cigarros são ruins.
O trecho mais impiedoso sobre os brasileiros reproduzido pelos pesquisadores no livro 1964 – O elo perdido coube ao agente Václav Bubenícek (codinome Bakalár): “Um brasileiro, ao contatar com um estrangeiro, possui uma tendência em fazer uma grande quantidade de promessas, já supondo que não cumprirá nenhuma delas”. Referindo-se à classe média urbana, ele diz que “são pessoas preguiçosas e bem levianas, com as quais não se pode contar”. “Os brasileiros de classe média frequentemente surpreendem um europeu com uma longa lista de faculdades e cursos que terminaram; mas, na verdade, o conhecimento adquirido por eles é muito superficial, o que significa que no Brasil, por regra, encontramos pessoas ignorantes, que, mesmo com numerosos títulos científicos, não chegam aos pés da nossa gente com formação primária”, finaliza.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Deathride – Cavalgada da morte: a Alemanha atacou diante da iminente agressão soviética

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Cavalgada da morte: a Alemanha atacou diante da
iminente agressão soviética
A visão dominante atual, Adolf Hitler foi um estrategista miserável e somente devido ao generalato alemão teria conseguido manter por tanto tempo a guerra na frente oriental, não procede. Os arquivos revelam antes de tudo que ao contrário do generalato alemão, Adolf Hitler tinha compreendido a essência da guerra moderna, ou seja, o significado de tomar do inimigo as fontes de matéria-prima necessárias para a condução da guerra.
Cavalgada da morte
O historiador e autor norte-americano John Mosier publicou uma nova obra de 470 páginas sobre as duas personalidades centrais da última guerra mundial, Adolf Hitler e Josef Stalin. O título do livro: Deathride, ou seja, Cavalgada da morte. O livro foi lançado pela editora Simon & Schuster em Nova York e existe por enquanto somente no idioma inglês. Ele se fundamenta sobre uma pesquisa intensa, principalmente dos arquivos alemães e russos sobre a Segunda Guerra Mundial.
Joseph Bishop escreveu uma resenha sobre este livro, publicada na página da internet InconvenientHistory.com (História Inconveniente). Ela pode ser acessada aqui. Em suma, Bishop resume a obra de Mosier na seguinte forma:
1. A visão dominante atual, o ataque da Wehrmacht alemã contra o Exército Vermelho foi um assalto surpresa, não procede. A investida foi mais um golpe preventivo, diante do iminente ataque do Exército Vermelho.
2. A visão dominante atual, Adolf Hitler foi um estrategista miserável e somente devido ao generalato alemão teria conseguido manter por tanto tempo a guerra na frente oriental, não procede. Os arquivos revelam antes de tudo que ao contrário do generalato alemão, Adolf Hitler tinha compreendido a essência da guerra moderna, ou seja, o significado de tomar do inimigo as fontes de matéria-prima necessárias para a condução da guerra. A incapacidade do generalato alemão em compreender esta premissa e sua permanência nos velhos dogmas, principalmente querer tomar cidades, contribuiu notoriamente para o enfraquecimento dos esforços de ataque da Wehrmacht alemã.
3. A visão dominante atual, a genial condução de guerra de Josef Stalin e seus generais contribuíram decisivamente para a vitória do Exército Vermelho sobre a Wehrmacht alemã, não procede. Os arquivos comprovam, ao contrário, o desperdício de material e homens foi inúmeras vezes superior do que o produzido pelo lado alemão para a condução da guerra.
4. A visão dominante atual, a União Soviética teria vencido quase sozinha o Reich alemão e isto por mérito próprio, não procede. Os arquivos e as análises de guerra comprovam que o Reich alemão estava muito perto da vitória contra a União Soviética, porém, o fornecimento maciço de armamentos provenientes dos EUA e da Grã-Bretanha teriam mantido vivos os soviéticos. Além disso, e deve ser avaliado um fator ainda mais decisivo da guerra, Hitler teve que transferir valorosas unidades de combate para outras frentes (França, Bálcãs, Norte da África etc) e com isso diminuiu sobremaneira o poder bélico na frente oriental. A luta em várias frentes contribuiu decisivamente para a derrota do Reich alemão. A vitória da União Soviética não se apóia primariamente em suas próprias forças, mas sim no enfraquecimento forçado da Wehrmacht alemã.
A obra pode ser adquirida nas livrarias que comercializam livros importados. Dados do livro: “Deathride: Hitler vs. Stalin: the Eastern Front, 1941-1945, by John Mosier, Simon&Schuster, New York, 470 pages, 2010”.
As novas gerações de historiadores são obrigadas a se render à verdade dos fatos. Fatos estes já revelados há muito tempo pelos revisionistas. Esta nova geração de pesquisadores está cada vez mais livre da influência nefasta da propaganda de guerra, a qual norteou por décadas a fio os estudos acadêmicos das universidades infestadas pelo veneno marxista. É apenas uma questão de tempo para que a luz da verdade também incida sobre o suposto holocausto judeu. A verdade não pode ser determinada através do código penal. A Nova Ordem Mundial Sionista pode prender os revisionistas, mas não a Verdade: esta triunfará. Sempre – NR.
Sobre os acontecimentos imediatamente anteriores ao início da Segunda Guerra Mundial, vale a pena assistir a palestra do general alemão Gerd Schultze-Rhonhof:
https://youtu.be/ZrdeGpU0qPs
https://youtu.be/pisVc3JhNPI
https://youtu.be/ftKU5HirYnM
https://youtu.be/830yQvhlqYU
https://youtu.be/KmQKpjH6UQE
https://youtu.be/LuWP0LI3fd0
Artigo publicado pela primeira vez em nosso Portal a 30/01/2012.