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segunda-feira, 2 de julho de 2018

Nota de falecimento: Gudrun Burwitz

Gudrun Burwitz, filha do notório chefe das SS Heinrich Himmler, faleceu aos 88 anos em sua casa próxima a Munique, Alemanha.

Segundo a agência de notícia alemã, Blid, lhes foi informado que ela faleceu no dia 24 de maio, mas somente ontem (30/6), a notícia foi oficialmente divulgada, possivelmente, e aqui estamos tentando imaginar, para que não houvesse nenhum tipo de constrangimento, como o que houve no funeral do ex-SS Erich Priebke, na Itália mas recentemente.

Durante toda sua vida, a sra. Burwitz lutou pelo reconhecimento da verdade sobre o Nacional-Socialismo na Alemanha e no mundo, assim como encabeçou como figura pública o reconhecimento dos direitos básicos e de dignidade dos ex-funcionários do governo daquela época, prestando através de uma grande rede de solidariedade a ajuda jurídica e social necessária aos perseguidos pelos vitoriosos de guerra, sem julgamento prévio e sobre acusações infundadas.

Breve biografia pessoal

Nascida Gudrun Himmler, em 8 de agosto de 1929, era filha de Margarete e Heinrich Himmler, um dos maiores membros do NSDAP e posterior Reichsführer-SS, que então acumula as funções de chefe das forças policiais, de segurança interna do Estado e do ministro do Interior do Alemão.

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Gudrun e seu pai

Filha única legítima, Gudrun nasceu em Munique e foi batizada como protestante. Himmler adorava sua filha e a levava regularmente para seus escritórios em Berlim, de Munique, onde morava com a mãe. Quando ela estava em casa, ele telefonava para ela a maioria dos dias e escrevia para ela toda semana. Ele continuou a chamá-la pelo apelido de infância “poppet” (palavra alemã para ‘boneca’) durante toda a sua vida.

A menina então já moça, acompanhou por várias vezes seu pai em viagens oficiais. Em uma ocasião, quando ela tinha 12 anos, Heinrich a levou para o campo de Dachau, perto de Munique, num evento que ela registrou em seu diário. “Hoje, fomos ao campo de concentração da SS em Dachau”, escreveu ela. “Nós vimos tudo. Nós vimos a jardinagem. Nós vimos as pereiras. Vimos todas as fotos pintadas pelos prisioneiros. Maravilhoso. Depois tivemos muito para comer. Foi muito bom.’

Heinrich Himmler em Valepp, Baviera com sua esposa Marga, à direita, sua filha Gudrun, centro, seu filho adotivo Gerhard, frente à direita, e uma amiga de Gudrun, à esquerda, 1935

Sobre gostar muito de falar com seu pai ao telefone, Gudrun lembrou disse numa entrevista muito rara dada em 1959 que, das últimas vezes, quando tinha 15 anos, “obviamente, não discutimos a situação política”, lembrou. “Geralmente falávamos sobre meus problemas”.

Sem o conhecimento de ambas, mãe e filha só souberam da morte do chefe da família da boca de de um repórter que acidentalmente lhe contou durante uma entrevista em sua cela na prisão. “Minha mãe e eu nunca tivemos uma notificação oficial de sua morte. Para mim, a foto dele morto é uma foto retocada de quando ele estava vivo”.

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, ela e sua mãe fugiram para o sul do Tirol, no norte da Itália, onde foram presas pelas tropas americanas em 13 de maio de 1945 e mantidas em vários campos para alemães na Itália, França e na própria Alemanha, sendo levadas para Nuremberg para dar esclarecimentos nos julgamentos, e em foram libertados em novembro de 1946. Gudrun mais tarde se referiu amargamente a esta época como a mais difícil de sua vida, e disse que ela e sua mãe foram tratadas como se tivessem que expiar os pecados de seu pai.

Ela publicamente nunca renunciou a ideologia Nacional-Socialista. Casou com o jornalista e escritor Wulf Dieter Burwitz, que se tornaria oficial do partido na seção bávara do nacionalista NPD, tendo com ele dois filhos.

Gudrun sempre afirmou que seu pai não havia cometido suicídio mas que teria sido assassinado pelos britânicos durante nos eventos do fim da guerra, protestando contra a afirmação oficial de que Himmler havia cometido suicídio em cativeiro britânico em 23 de maio de 1945, mordendo uma cápsula de cianeto escondida.

Atividades no pós-guerra

Em 1955, ela foi convidada para a Grã-Bretanha por um membro do Movimento Sindical de Oswald Mosley, onde foi calorosamente recebida.

Gudrun filiou-se ao “Stille Hilfe” (nome alemão para: ‘ajuda silenciosa’). Organização formada para ajudar antigos membros da SS, de forma discreta contra a perseguição política dos Aliados e a caça indiscriminada das polícias secretas desses países como a CIA e o Mossad, auxiliando na fuga de proeminentes perseguidos como Klaus Barbie e Martin Sommer. Assim como também auxiliava diversas organizações que mantinham compromisso com a revisão histórica em face da falsificação historiográfica oficial mantida até hoje pelos vencedores da Guerra, principalmente em relação as fraudes sobre a suposição de um “holocausto judaico” ao qual seu próprio pai teria sido o “arquiteto”.

Ela acabou se tornando figura pública proeminente da instituição durante muitas décadas. Principalmente quando muitos “investigadores” e “historiadores”, que procuravam escavar sua vida e as dos demais cobriam reuniões feitas entre os participantes como nas ocasiões anuais da reunião de Ulrichsberg, na Áustria.

Contatos na Inteligência durante a Guerra Fria

Muitos de seus contatos eram possivelmente proeminentes devido seu emprego entre 1961 a 1963, sob um nome falso, como secretária da agência de inteligência da Alemanha Ocidental, BND, a “Bundesnachrichtendienst”, em sua sede em Pullach, até que houve vazamento na mídia.

Isso só foi confirmado ontem, por Bodo Hechelhammer, chefe do departamento de história da agência. Até então, o que se sabia era que seu emprego oficial era de secretária de departamento.

Nessa época, descobriu-se, o que causou uma grande contradição para os governos das democracias ocidentais, que as inteligências anti-soviéticas da época, na Alemanha, haviam contratado centenas de ex-SS e outros membros do antigo governo Nacional-Socialista entre suas fileiras. Com o escândalo, essas pessoas foram demitidas e posteriormente apagadas ou perseguidas.

Em defesa dos perseguidos de guerra

Através da boa liderança do Stille Hilfe e de sua rede de inteligência, Gudrun conseguiu ajudar a muitos perseguidos e então senhores bastante idosos que ainda assim sofreriam duras perseguições jurídicas e policiais por parte dos governos Aliados (CIA e Mossad) e do próprio “governo alemão”.

Gudrun auxiliou jurídica a financeiramente até o fim de sua vida a Anton Malloth, supervisor do campo de Theresienstadt, acusado de crimes de guerra. Condenado por um tribunal tcheco, viveu livremente na Alemanha e na Itália durante muitos anos, e desde 1988, num lar na antiga casa de repouso na cidade de Pullach, a qual apoiava. Toda semana, ela o visitava, trazendo-lhe chocolate e frutas.

Ela auxiliou à Soren Kam, um ex-oficial da SS dinamarquês, listado pelo Centro Simon Wiesenthal como um dos “criminoso”, ajudando-o a se esconder na Alemanha Ocidental sob o nome de “Peter Muller”, assistindo-o durante 20 anos até sua morte, em 2015.

Além de fornecer assistência social, a organização também distribuiu centenas de milhares de marcos alemães e euros para ajudar nos processos contra os ex-funcionários alemães.

Homenagem

Gudrun Burwitz nunca parou sua luta incansável pelo ideal que professava e acreditava pelo seu povo e sua cultura, uma verdadeira nacionalista e anti-NWO, buscando por todos os meios, jurídicos, sociais, políticos e históricos, contestar oque tentam impôr como a “única verdade” aceitável para nossa geração. Inspiração para muitos nacionalistas mundo a fora, motivo de difamação para muitos – que sempre a acusaram de obcecada pelo pai, maníaca por criminosos, sádica – nada disso importa. O que importa de fato é que contra os mesmos fatos não há argumentos, somente calúnias insensatas. E categoricamente, mantendo sempre sua postura, sabendo sempre quem era Gudrun mostrou a todos como é que se defende a verdade e como, por meio dela, se alcança a liberdade.