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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Set mix BERLIN - BSB ON THE FLOOR - OUT/2012 - 130/136 BPM


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http://www.4shared.com/file/1qhXfiXH/BERLIN_-_BSB_ON_THE_FLOOR_OUT_.html

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A INDUSTRIA DO HOLOCAUSTO

Para o cientista político, Norman Finkelstein, o Holocausto é uma indústria que exibe como vítimas o grupo étnico mais bem-sucedido dos Estados Unidos, permitindo então a apropriação de mais recursos financeiros e, ao mesmo tempo, articular uma campanha de autopromoção por meio da imagem de vítimas.
A exploração do sofrimento dos judeus europeus
O cientista político norte-americano Norman Finkelstein é autor da obra “A Indústria do Holocausto”, publicada em 2000 nos Estados Unidos e na Europa, e lançado aqui no Brasil em 2001. Decorre do conceito original de Finkelstein esta configuração industrializada para o processo de reprodução e promoção dos “dogmas e interesses ocultos do Holocausto”(p. 14), os quais “forçam laços importantes com o judaísmo e o sionismo”(p. 54).


Instrumento de exploração

“Indignado com a falsificação atual e grosseira exploração do martírio judeu”*, Finkelstein denuncia em sua obra a manipulação do sofrimento dos judeus europeus durante a Segunda Guerra Mundial, principalmente durante o episódio histórico denominado Holocausto. Para ele, o Holocausto é uma indústria que exibe como vítimas o grupo étnico mais bem-sucedido dos Estados Unidos, permitindo então a apropriação de mais recursos financeiros e, ao mesmo tempo, articulando uma campanha de autopromoção por meio da imagem de vítimas.
* (coordenação das sentenças às pgs. 16 e 18.)
Outro ponto polêmico na argumentação de Finkelstein é o pagamento de indenização aos sobreviventes do alegado genocídio. Segundo sua tese, o dinheiro não chega ao seu destino e, no extremo do exagero, o número de sobreviventes dos campos de concentração é aumentado para chantagear bancos suíços, indústrias alemãs e países do Leste Europeu, sempre em busca de mais verbas.
Norman Finkelstein
O caso Greta Beer – uma extorsão holocáustica
Durante o processo de extorsão dos bancos suíços, que culminou com o pagamento de US$ 1,5 bilhões, um dos mais marcantes episódios ficou por conta da encenação de Greta Beer.
Greta Beer exigia a restituição do saldo atualizado da conta de seu pai, Siegfried Deligdisch, originário da Romênia, e que segundo ela, mantinha-a em algum banco suíço. Em 1996, esta exigência engrossava o coro por indenizações contra os “frios” banqueiros suíços. Mesmo após longa procura por documentos ou registros que comprovariam a existência desta conta, a Comissão Volcker não encontrou qualquer vestígio.
Diante da inexistência de provas, a grande vantagem de Greta Beer era seu dom artístico: diante das câmeras, suas lágrimas e dotes teatrais obtiveram o impacto esperado pela Indústria do Holocausto. Mesmo não tendo apresentado qualquer evidência documental, Greta Beer recebeu a seu favor do juiz Edward Korman, de Nova Iorque, a sentença de 100.000 dólares de indenização por “seu mérito no fechamento do acordo” com os bancos suíços.
A grande surpresa para todos os envolvidos neste caso aconteceu, entretanto, no início de 2005: a conta do pai de Greta Beer apareceu! Mas não na Suíça, e sim em Israel!! E não somente o pai dela abriu e manteve uma conta em Israel, mas também outros milhares de judeus. Até agora foram encontradas cerca de 3.600 “Holo-Contas” em Israel, as quais alegadamente deveriam estar nos bancos suíços…
Excertos da obra
Nos últimos anos, a indústria do Holocausto tornou-se uma completa farra de extorsão. [...] O rabino Arthur Hertzberg aborreceu ambos os lados (Nota: organizações para a centralização das indenizações versus judeus independentes), ironizando que “não se trata de justiça, mas de uma luta por dinheiro”. Quando alemães ou suíços recusam pagar compensações, os céus se enchem com as virtuosas indignações das organizações judaicas. Mas quando as elites judaicas roubam os sobreviventes judeus, nenhuma ética é levada em consideração: só se trata de dinheiro. O Holocausto pode vir a se tornar o “maior roubo da história da humanidade” (p. 97, 99 e 145).
Eu me importo com a memória da perseguição de minha família. A campanha atual da indústria do Holocausto para extorquir dinheiro da Europa, em nome das “necessitadas vítimas do Holocausto”, rebaixou a estatura moral de seu martírio para o de um cassino de Monte Carlo. Além dessas preocupações, no entanto, estou convencido de que é importante preservar – lutar – pela integridade do registro histórico. [...] afirmo que “O Holocausto” é uma representação ideológica do holocausto nazista (neste texto, holocausto nazista significa o fato histórico real, O Holocausto, sua representação ideológica). Como a maioria das ideologias, ele tem conexão, embora tênue, com a realidade. O Holocausto não é uma arbitrariedade, mas uma construção internamente coerente. Seus dogmas centrais sustentam interesses políticos e de classes. Na verdade, O Holocausto provou ser uma indispensável bomba ideológica. Em seus desdobramentos, um dos maiores poderes militares do mundo, com uma horrenda reputação em direitos humanos, projetou-se como um Estado “vítima”, da mesma forma que o mais bem-sucedido agrupamento étnico dos Estados Unidos (Nota: os judeus) adquiriram o status de vítima. [...] O despertar do Holocausto, observa o respeitado escritor israelense Boas Evron, “é atualmente uma doutrina oficial de propaganda, um martelar de slogans e uma falsa visão do mundo, cujo objetivo real não é entender o passado, mas manipular o presente.” Em si, o holocausto nazista não serve a qualquer agenda política particular. Ele pode até motivar com facilidade discordâncias como o apoio à política de Israel. Vista de um prisma ideológico, no entanto, “a memória do extermínio nazista” surgiu para servir — nas palavras de Evron — “como uma poderosa ferramenta nas mãos da liderança israelense e dos judeus estrangeiros”. O holocausto nazista tornou-se O Holocausto (p. 13, 18 e 53).
Nem toda literatura revisionista — apesar da política grosseira ou da motivação de seus ativistas — é totalmente sem efeito. Lipstadt estigmatiza David Irving “como um dos mais perigosos difusores da negação do Holocausto” (ele recentemente perdeu um processo por calúnia na Inglaterra contra ela por estas e outras declarações). Mas Irving, notório admirador de Hitler e simpatizante do nacional-socialismo alemão, apesar disso, como observa Gordon Graig, tem dado uma “indispensável” contribuição ao nosso conhecimento sobre a Segunda Guerra Mundial. Tanto Arno Mayer, em seu importante estudo sobre o Holocausto nazista, quanto Raul Hilberg citam publicações que negam o Holocausto. “Se esta gente quer falar, deixem”, diz Hilberg. “Eles apenas conduzem os que, como nós, fazem pesquisas, a reexaminar o que poderíamos considerar como óbvio. E isso nos é muito útil” (p. 81). [...] Apesar de toda essa retórica, não há prova de que os negadores do Holocausto exerçam mais influência nos Estados Unidos do que no restante da sociedade terrena. Dada a falta de sentido da agitação diária promovida pela indústria do Holocausto, é de espantar que haja tão poucos “céticos”. Não é difícil detectar as razões por trás dos protestos de uma difundida negação do Holocausto. Numa sociedade saturada com O Holocausto, como justificar que mais museus, livros, cursos, filmes e programas sejam necessários para expulsar o fantasma da negação do Holocausto?” (p. 78).
Em um ensaio brilhante, o historiador David Stannard ridiculariza os “programadores da pequena indústria do Holocausto por disputarem a singularidade da experiência judaica com a mesma energia e engenhosidade de teólogos fanáticos” (p. 54).
Em essência, cada identidade formou-se numa história particular de opressão; os judeus, em concordância, inserem sua própria identidade étnica no Holocausto. Apesar disso, entre os grupos que denunciam sua vitimização, incluindo negros, latinos, índios americanos, mulheres, gays e lésbicas, só os judeus não estão em desvantagem na sociedade americana. De fato, a política de identidade e O Holocausto tiveram lugar entre os judeus americanos não por seu status de vítima, mas por eles não serem vítimas. [...] Uma infinidade de recursos públicos e privados tem sido investida para manter a memória do genocídio nazista. A maioria do que foi produzido não presta, não passa de um tributo ao engrandecimento judeu e não ao seu sofrimento. [...] No rastro dos pavorosos ataques de Israel contra o Líbano em 1996, que culminou no massacre de mais de uma centena de civis em Qana, o colunista do Haaretz, Ari Sahvit, observou que Israel podia agir com impunidade porque “nós temos a Anti-Defamation League (…) o Yad Vashem e o Museu do Holocausto”. [...] Tornando os judeus irrepreensíveis, o dogma do Holocausto deixa Israel e a colônia judaica americana imune a censuras legítimas. [...] As pretensões de singularidade do Holocausto são intelectualmente pobres e moralmente desacreditadas, embora persistentes. A questão é: por quê, em primeiro lugar, um sofrimento único confere um direito único? O caráter de mal único do Holocausto, segundo Jacob Neusner, não só separa os judeus dos outros, como também dá aos judeus um “direito sobre todos esses outros”. Para Edward Alexander, a singularidade do Holocausto é um “capital moral”; os judeus precisam “exigir soberania” sobre esta “valiosa propriedade”. De fato, o caráter único do Holocausto — esta “reivindicação” sobre outras, este “capital moral” — serve como álibi privilegiado para Israel. “A singularidade do sofrimento judaico”, sugere o historiador Peter Baldwin, “soma-se às demais reivindicações que Israel pode fazer (…) sobre outras nações.” Portanto, de acordo com Nathan Glazer, O Holocausto, que se volta para a “peculiar distinção dos judeus”, dá a eles “o direito de se considerarem especialmente ameaçados e especialmente merecedores de todos os esforços necessários à sua sobrevivência”. [...] ele tem sido usado para justificar políticas criminosas do Estado de Israel e o apoio americano a tais políticas. [...] Para citar um exemplo típico, toda e qualquer justificativa da decisão de Israel de desenvolver armas nucleares evoca o espectro do Holocausto. Como se Israel, de qualquer modo, não partisse para o poder nuclear (p. 18, 43, 59, 60 e 87).
A chamada “sagração do Holocausto” por Novick é a mistificação mais praticada por Elie Wiesel. Para Wiesel, como observa Novick com exatidão, O Holocausto é efetivamente uma religião “misteriosa”. Assim, Wiesel enuncia que o Holocausto “conduz às trevas”, “nega todas as respostas”, “fica fora, talvez além, da história“, “desafia tanto o conhecimento quanto a descrição”, “não pode ser explicado nem visualizado”, “não é para ser compreendido ou transmitido”, marca a “destruição da história” e a “mutação para uma escala cósmica”. Só um pregador sobrevivente (leia-se: só Wiesel) está qualificado para divinizar seu mistério. Apesar do mistério do Holocausto, como Wiesel confessa, ser “incomunicável”; “não podemos sequer falar sobre ele“. É assim que, por 25 mil dólares (mais limusine com chofer), Wiesel dá palestras dizendo que “o segredo da verdade de Auschwitz repousa no silêncio” (p. 57).
As assustadoras dimensões da Solução Final de Hitler são agora bem conhecidas. […] O desafio hoje é restaurar o holocausto nazista como um tema racional de investigação. Só então poderemos aprender com ele. A anormalidade do holocausto nazista surge não do acontecimento em si, mas da exploração industrial nascida em torno dele (p. 156).
Para a organizada colônia judaica americana, essa histeria de um fabricado novo antissemitismo serviu a muitos propósitos. [...] Na estrutura do Holocausto, o antissemitismo pagão é irracional e não-erradicável. [...] A rede do Holocausto conceituou o anti-semitismo como uma estrita aversão irracional dos não-judeus pelos judeus. [...] O Holocausto foi, portanto, um estratagema vantajoso para desmoralizar toda crítica aos judeus: esta crítica só poderia nascer de um ódio patológico. O dogma do Holocausto sobre o ódio eterno dos não-judeus serviu tanto para justificar a necessidade de um Estado judeu quanto para se beneficiar com a hostilidade dirigida a Israel. [...] Esse dogma também conferiu total autoridade a Israel: como os não-judeus estão sempre querendo matar os judeus, eles têm todo o direito de se proteger ao menor ataque. Qualquer expediente usado por Israel, mesmo agressão e tortura, constitui legítima defesa. Deplorando a “lição do Holocausto” como uma eterna ameaça dos não-judeus, Boas Evron observa que ela “na verdade equivale a um ataque de paranóia. Esta mentalidade perdoa por antecipação qualquer tratamento desumano aos não judeus, prevalecendo o mito de que ‘todo mundo colaborou com os nazistas na destruição do povo judaico’, portanto tudo é permitido aos judeus em suas relações com os outros povos”. [...] Ao agir agressivamente para defender seus interesses de classe e corporativistas, as elites judaicas estigmatizaram como antissemita toda oposição à sua nova política conservadora. Como ideologia, O Holocausto (capitalizado como já apontei) provou ser a arma perfeita para esvaziar as críticas a Israel (p. 41, 45, 48, 61 e 62).
de fato, o campo de estudos sobre o Holocausto está repleto de falta de sentido, quando não cheio de fraudes. [...] Há muito tempo, John Stuart Mill reconheceu que as verdades, quando não submetidas a permanentes questionamentos, podem às vezes ‘perder o efeito da verdade pelo exagero da falsidade’” (p. 17 e 66).
Questionar o testemunho de um sobrevivente, denunciar o papel dos colaboradores judeus, sugerir que os alemães sofreram durante o bombardeio de Dresden ou que todos os países além da Alemanha cometeram crimes na Segunda Guerra Mundial — é tudo evidência, segundo Lipstadt (Nota: destacada autora antirrevisionista), da negação do Holocausto. E sugerir que Wiesel se aproveitou da Indústria do Holocausto, ou mesmo questioná-lo, também é negar o Holocausto. [...] Em anúncio de página inteira no New York Times, astros da Indústria do Holocausto como Elie Wiesel, o rabino Marvin Hier e Steven T. Katz condenaram “a negação do Holocausto feita pela Síria”. O texto investia contra o editorial de um jornal do governo sírio que acusava Israel de “inventar histórias sobre o Holocausto” no intuito de “receber mais dinheiro da Alemanha e de outros sistemas ocidentais”. Lamentavelmente, a acusação da Síria é verdadeira. A ironia, perdida tanto pelo governo sírio quanto pelos signatários do anúncio, é que a própria história das muitas centenas de milhares de sobreviventes constitui uma forma de negação do Holocausto (p. 13 e 80).
Na sentença que censurou previamente a exposição do tema do Holocausto em um desfile da escola de samba Viradouro, a juíza Juliana Kalichsztein incidiu especialmente na ironia aludida nesta última sentença de Norman Finkelstein: “O carnaval brasileiro, especialmente na Cidade Maravilhosa, é evento mundialmente conhecido, esperado e transmitido por diversos veículos de informação dentro e fora das fronteiras do país. Apesar de, em sua essência, pretender passar alegria, descontração e alertar a população sobre fatos importantes que ocorreram e ocorrem através dos anos, um evento de tal magnitude não deve ser utilizado como ferramenta de culto ao ódio, de qualquer forma de racismo, além da clara banalização dos eventos bárbaros e injustificados praticados contra as minorias, especialmente cerca de seis milhões de judeus (diga-se, muitos ainda vivos) liderados por figura execrável chamada Adolf Hitler.” – NR
O reconhecimento da singularidade do Holocausto é o reconhecimento da supremacia judaica. O Holocausto é especial porque os judeus são especiais. Os judeus são “ontologicamente” excepcionais. Marcando o clímax do ódio milenar dos não-judeus pelos judeus, O Holocausto autentica não apenas o sofrimento único dos judeus como também a singularidade judaica. [...] Para a Indústria do Holocausto, todos os assuntos judaicos pertencem a uma categoria separada, superlativa — o pior, o maior… [...] Se O Holocausto não teve precedente na história, ele deve estar acima e, portanto, não pode ser alcançado pela história. Sem dúvida, O Holocausto é único porque inexplicável, e inexplicável porque único (p. 56, 60 e 103).
Publicado originalmente em 23/06/2007; revisado e ampliado em 01/10/12

 http://inacreditavel.com.br/wp/a-industria-do-holocausto/

Ultimo discurso de Joseph Goebbels

"Um dia as mentiras irão desaparecer e a verdade irá triunfar. Essa será a hora quando iremos nos levantar sobre tudo, puros e imaculados.” – Joseph Goebbels (Ministro de Propaganda do III Reich)
A profecia de um herói da resistência européia
“…A Guerra se aproxima de seu fim. A insanidade que as potências inimigas provocaram sobre a Humanidade já passou do seu ponto culminante na qual esta guerra se refere. A única coisa que deixará para trás de si, e em todo o mundo, será somente um indescritível sentimento de vergonha e de desgosto. E não pode ser de outro modo. A artificialmente construída e corrompidamente mantida coalizão entre plutocracia e bolchevismo terminará por se romper.”
A Alemanha acabará sendo dividida. A Áustria acabará sendo livrada de seu próprio destino. Os sovietes estenderão sua influencia até o Atlântico. A Inglaterra tarde ou cedo perderá a totalidade de seu império. Até os EE.UU. logo pensará diferente sobre este estremecedor fenômeno mundial. Guerras raciais internas e uma decadência indetível lhes fará perder seu prestígio e poder mundial.”
“Aconteça o que acontecer, a Alemanha renascerá em poucos anos depois desta guerra. E não será só por seu próprio esforço. A Alemanha é tão essencial e indispensável para a Europa que até nossos próprios atuais inimigos terão que impulsionar sua reconstrução. Nossos campos e províncias destruídas serão repovoadas em novas cidades e povos… Voltaremos a ser amigos de todos os povos de boa vontade que habitam a terra e junto com eles faremos cicatrizar as feridas que deformam o nobre rosto de nosso continente.”
O Ministro Goebbels cumprimenta um soldado da resistência européia
“Toda a Europa e o mundo participará dos avanços que demos à Ciência. Mas a pergunta decisiva é se neste mundo mais novo e brilhante viverão também pessoas mais felizes. Se nossos inimigos impõem sua vontade, a humanidade naufragará em um mar de sangue e de lágrimas. Haverá guerras e mais guerras que acontecerão praticamente sem interrupção. Sem dúvida serão mais reduzidas e mais isoladas geopoliticamente que esta guerra porque já ninguém se atreverá tão irresponsavelmente a provocar uma catástrofe semelhante a atual. Mas se bem que poderão ser guerras mais reduzidas e também serão tanto mais desonrosas. A honra no campo de batalha será definitivamente sepultada pela fria e sistemática decisão de matar e destruir a qualquer preço.”
“Os homens se matarão por possuir as coisas mais supérfluas e banais. As plutocracias naufragarão em uma desesperada corrida para dar cada vez mais luxos à humanidade corrompida pela comodidade ou pela política do pão-e-circo “. E finalmente as plutocracias terminarão por não poder dar de comer à uma população cada vez mais numerosa. Haverá outra vez fome dos desempregados. E virá outra vez o bolchevismo oferecendo tentadoramente as mesmas soluções falsas que ofereceram à nós diante desse monstruoso monumento ao fracasso e à ignomínia que foi a república de novembro.”
“E aqueles que queiram remediar esta situação não terão outra alternativa que ver o que nós fizemos e ver aquilo pelo qual seguiremos lutando até o amargo final. Aqueles que queiram melhorar este mundo decadente e corrupto terão que compreender que a plutocracia e o bolchevismo não são os únicos caminhos transitáveis para livrar a Humanidade da miséria e do fracasso. Por que há um terceiro caminho que é o nosso, que é o único e o melhor e que é aquele que ADOLF HITLER nos apontou.”
“Virão homens que ainda sem nos mencionar, porque lhes estará proibido ou porque temerão fazê-lo, tentarão transitar por este caminho nosso. E serão combatidos e traídos da mesma forma que nós fomos traídos. Mas no final VENCEREMOS porque o bom e o verdadeiro sempre triunfam neste mundo.”

Berlim, 19 de Abril de 1945.
Joseph Goebbels

domingo, 30 de setembro de 2012

Um pouco mais da verdade dos 6 milhões!

Se analisarmos a literatura existente sobre as estatísticas da diminuição do povo judeu na Segunda Guerra Mundial, percebe-se que existem somente duas monografias completas sobre o tema.

Mas afinal, quantos judeus morreram no holocausto?

Na grande maioria das pesquisas científicas, na indisponibilidade de realizar pesquisas com fontes primárias, lança-se mão de outras fontes de informação. Se analisarmos a existente literatura sobre as estatísticas da diminuição do povo judeu na Segunda Guerra Mundial, percebe-se que existem somente duas monografias completas sobre o tema: a obra revisionista Die Auflösung der osteuropäischen Judentums [1], que apareceu em 1983 e de autoria de Walter N. Sanning alias Wilhelm Niederreiter; e, por outro lado, a coletânea do cientista político Wolfgang Benz, de 1991, Dimensions de Völkersmords [2]. Enquanto Sanning fornece em sua obra o total de judeus mortos em torno 300.000, Benz apresenta o consenso atual de uma perda em torno de 6 milhões.
A obra de Benz é considerada hoje como referência e se apoia em uma vasta gama de detalhadas obras quando comparada com o trabalho de Sanning. Mas isso não significa que o resultado apresentado por Benz – seis milhões de vítimas – seja o número correto, pois sua obra foi uma reação clara àquela de Sanning e não pudemos encontrar qualquer confrontação direta com os argumentos deste. Ao contrário, Sanning é citado uma única vez em uma nota de rodapé, onde é então difamado por Benz. [3]
Este comportamento demonstra um estilo não muito científico por parte de Benz, pois este publica uma obra para contrapor as teses revisionistas e por incrível que pareça, estas não são abordadas e ainda por cima seu autor é difamado. Devido à falta da contra-argumentação na obra de Benz frente às posições revisionistas, não nos resta outra coisa a fazer a não ser comparar ambas as obras e comparar também os dados estatísticos apresentados. Exatamente isso foi feito por Germar Rudolf em seu livro Grundlagen zur Zeitgeschichte em 1994. [4]
Os principais pontos são apresentados abaixo:
Primeiro temos que em ambos os trabalhos, o número de vítimas do Holocausto é definido de forma totalmente distinta. Enquanto Sanning tenta contar como vítimas somente aquelas que sucumbiram através das execuções diretas resultantes da política de perseguição nacional-socialista, Benz coloca na conta do Holocausto toda perda estatística da população judaica na Europa, incluindo aqui as baixas judaicas vítimas das ações do Exército Vermelho, das deportações soviéticas e dos campos de trabalhos forçados, as perdas populacionais devido à morte natural e conversão religiosa, etc.
Decisivo, porém, é o fato de Benz não fazer qualquer questionamento quando analisa a questão da migração das pessoas durante a Segunda Guerra Mundial. E justamente aqui se esconde o principal problema da análise estatística. O conhecido êxodo dos judeus a partir da Europa, sobretudo para Israel e EUA, que iniciou antes da Segunda Guerra Mundial, se interrompe em 1941 e atingiu seu ápice entre 1945 e 1947, foi simplesmente ignorado por Benz. O problema migratório dos judeus da Europa Oriental foi desprezado por Benz, assim como a questão sobre quantos judeus poloneses conseguiram fugir do exército alemão – Sanning estima em aproximadamente um milhão – e finalmente qual era a proporção de judeus deportados pelos soviéticos para a Sibéria entre os anos de 1941 e 1942.
As organizações judaicas citadas na obra de Sanning mostram um número que varia entre meio e um milhão de judeus deportados para o leste ao eclodir a guerra contra a Alemanha.
O próprio Stalin agiu contra os judeus no grande expurgo de 1937 e 1938. Como exemplo, podemos citar os dados referentes ao número de participantes de etnia judaica na liderança do NKVD. Baseado nos arquivos do NKVD, a tabela abaixo apresenta os dados comparativos somente entre russos e judeus (por razões de legibilidade), segundo a obra de Nikita Petrov: [5]


Caso alguém questione argumentando que todos os judeus são um grupo religioso e não são membros de um povo, bem, aqui até os judeus discutem este tema a milhares de anos. Fato é que o NKVD classificava os judeus como grupo étnico, devido talvez à própria autoafirmação dos próprios judeus.
Sendo assim, inicialmente cerca de 40% das posições de liderança do aparato de terror da antiga URSS era composta por judeus. A proporção da população judaica antes da guerra era de aproximadamente 2%, ou seja, cerca de 4 milhões em uma população total de 200 milhões. Esta disparidade foi responsável pelo início do mito “Bolchevismo judaico”, porém, no início da guerra esta supremacia não estava mais presente. [6]
O trabalho de Sanning brilha pelo vasto material sobre a fuga e deportação dos judeus em direção ao leste na ocasião do início da guerra contra a Polônia, e depois contra a União Soviética. Não se pode deixar de pensar que diante da riqueza do trabalho de Sanning, Benz não teve muito que contestar e deixou então de abordar a problemática.
A metodologia de Benz para determinar o número de vítimas pode ser resumida basicamente desta forma: ele determina a diferença entre o número de judeus fornecido pelo último censo demográfico dos países atingidos antes do início da guerra e aquele número do primeiro censo após a guerra, que ocorreu frequentemente somente após alguns anos terminados os conflitos bélicos. O fato de milhões de judeus terem emigrados para os EUA, Israel e outros países, é ignorado por Benz, assim como não serem confiáveis os censos demográficos do pós-guerra provenientes da URSS: quem se declarava membro de uma religião – seja cristão ou judeu – podia ser perseguido. Se somente cerca de dois milhões de pessoas se declararam “judeu” entre 1959 e 1970, não significa de forma alguma que somente dois milhões de judeus sobreviveram à guerra, mas sim que somente dois milhões ousaram se declarar “judeu” em um país radicalmente contra qualquer religião e anti-sionista.
Não deixa de impressionar que Benz tenha utilizado os dados provenientes dos soviéticos sem qualquer crítica. Quando se analisa as palavras por ele empregadas, nota-se a afirmação de que Stalin levou a cabo uma política de apaziguamento, mas foi assaltado por Hitler. O clichê da invasão da pacífica URSS vem direto dos porões da propaganda de guerra comunista. De alguma forma, Benz parece não querer ver que a URSS anexara metade da Polônia, invadiu a Finlândia, anexou a Bessarábia, assim como a Estônia, Letônia e Lituânia.
Em outras palavras, Benz tem um posicionamento longe de ser crítico a tudo que Moscou quer impor como verdade. Isso pode explicar seu estranho comportamento e também de seus co-autores.
Para elucidar esta tese, vamos expor o duvidoso método de Benz em dois países: França e Polônia.
É de conhecimento geral que do início até o verão de 1942, cerca de 75.000 judeus foram deportados da França diretamente para Auschwitz. Uma referência clássica francesa detalhou o destino dessas pessoas e esclarece que somente 2.500 destes judeus retornaram oficialmente para a França ao final da guerra e, consequentemente, cerca de 97% dos deportados morreram.[7] Este número foi adotado quase que por completo por Benz. [8]
Em outras palavras, somente foram contados como sobreviventes dos judeus deportados da França, aqueles que se identificaram lá como judeus ao final da guerra.
Alguém já deve estar agora chegando ao cerne do problema e se pergunta: e os judeus que se estabeleceram em outros países? O estatístico demográfico sueco Carl O. Nordling aponta em um estudo sobre o tema, que a maioria dos judeus deportados da França não eram judeus franceses, mas em sua maioria – 52.000 pessoas – refugiados do Nacional-Socialismo que procuraram abrigo na França e eram provenientes da Alemanha, Áustria, Tchecoslováquia, Polônia e também dos Países-Baixos.[9] O governo colaboracionista de Vichy concordou em deportar estas pessoas que não eram francesas ou que acabaram de receber a nacionalidade francesa. A grande maioria dos judeus franceses não foi nem deportada. Um outro ponto interessante seria saber quantos destes judeus de outras nacionalidades retornaram à França após a guerra e se identificaram oficialmente como “judeu”, considerando que eles foram enviados para Auschwitz alguns anos antes mediante à ajuda de muitos franceses?
USA e a Palestina poderiam ter sido o destino final destas pessoas, todavia, a França não era a Pátria da maioria dos judeus deportados. Por que eles teriam que retornar para lá? Aqui constatamos que a metodologia empregada por Benz para estimar o número de vítimas na França é deveras duvidosa e imprecisa.
O destino dos judeus deportados da França deixa-se esclarecer com base nos livros de óbitos de Auschwitz. Nestes documentos da direção do campo foram inscritos todos os óbitos de detentos registrados no momento de sua entrada no campo de concentração. [10] Embora eles tenham sido resgatados parcialmente – os registros terminam no final de 1943. Eles esclarecem o destino de uma grande parte destes judeus. Após a eclosão da epidemia de tifo, os judeus deportados não foram mais registrados no Campo, provavelmente devido às lastimáveis condições de higiene e pela impossibilidade em abrigar novos detentos. Assim, os judeus enviados para Auschwitz foram transferidos de lá para algum outro destino mais ao leste. [11]
Os livros de óbitos de Auschwitz contêm no total cerca de 69.000 vítimas, onde não constam os dados do início das atividades do campo, o ano de 1944, e o mês de janeiro de 1945, quando o campo foi libertado pelos soviéticos. Se extrapolarmos esta cifra, talvez chegássemos ao número de 120.000, o que seria uma parte do número de um milhão de alegadas vítimas judaicas em Auschwitz.
Não obstante, devemos ser cuidadosos, pois os registros de óbitos mostram somente os óbitos dos detentos registrados. Aqueles presos que foram conduzidos alegadamente direto para as câmaras de gás genocidas nunca foram registrados e podem, caso isto seja verdade, não constarem nos registros. Este ponto será tratado em outra ocasião.
Permita-nos mostrar agora neste último exemplo a incompetência de Benz, a saber, na questão da Polônia. Juntamente com a URSS, a Polônia era o país que possuía a maior população judaica na Europa. Segundo o censo demográfico de 1931, o número chegava a 3,1 milhões. Para determinar o número de vítimas, Benz segue três passos: primeiro, ele majora o número inicial, considerando que a população judaica cresceu até 1939 com a mesma taxa de natalidade da população cristã da Polônia, portanto, 3,45 milhões de judeus no início da guerra. Segundo, ele considera que todos os judeus que viviam nas regiões a estarem sob domínio alemão, permaneceram lá com a eclosão da guerra. Ele chega assim ao número de 2 milhões de judeus na área dominada pelos alemães, pois a URSS invadiu a outra parte da Polônia.[12] Finalmente, para determinar o número de vítimas ele subtrai o número de judeus que supostamente ainda estavam na Polônia em 1945, ou seja, cerca de 200.000. [13] Agora a pergunta: o que está errado nesta metodologia?
O primeiro ponto é: quem se identificava como judeu na Polônia do pós-guerra, um país impregnado de anti-semitismo? O número real de judeus poderia ser muito maior. Assim esclarece em uma conferência, por exemplo, o Comitê de Investigação Anglo-Americano para a problemática judaica em fevereiro de 1946, segundo a United Press: na Polônia do pós-guerra, encontra-se cerca de 800.000 judeus que desejavam imigrar.[14] Fica claro que Benz ignorou a possibilidade de que os judeus poloneses tenham fugido para o leste antes do avanço do exército alemão.
Outro ponto a ser considerado é a expansão da Polônia em direção ao oeste, após a guerra. Naqueles anos imperava o caos em toda a Europa. Como podemos afirmar que alguém sabia – em 1945, quantos judeus ainda viviam na Polônia? Como se definia a Polônia em 1945?
Para procedermos a uma análise mais abrangente sobre a deficiência desta metodologia de Benz, vamos iniciá-la a partir do último censo demográfico. A tese de Benz em considerar para a população judaica a mesma taxa de natalidade de outros grupos étnicos é falsa. A Polônia do período entre as duas guerras mundiais era um país onde as minorias estavam susceptíveis a perseguições radicais, as quais poderiam ser descritas como progroms. Isso valia tanto para alemães, bielo-russos, ucranianos, assim como para os judeus. Não se pode esquecer que até a noite de cristal, a Polônia era tida como mais anti-semita do que a própria Alemanha de Hitler.
O historiador alemão Hermann Graml, funcionário público do governo da República Federal da Alemanha, mostrou que desde 1993, cerca de 100.000 judeus poloneses emigraram anualmente da Polônia. [15] Trata-se principalmente de jovens, ou seja, daquela parte da população mais fértil. Desta forma, o número de judeus poloneses situa-se em 1939 bem abaixo dos 3 milhões, provavelmente situa-se na ordem de grandeza de somente dois milhões.
Além disso, podemos considerar a fuga em massa principalmente dos judeus após a eclosão da guerra ante o avanço do exército alemão. Enquanto Benz assume a número de 300.000 refugiados judeus, Sanning salienta que Organizações Assistenciais judaicas relataram entre 600.000 e 1.000.000 de judeus deportados pelos soviéticos, os quais tinham fugido para a URSS. Resumindo, Sanning conclui ao final, que em 1939 somente cerca de 750.000 judeus poloneses estavam sob domínio alemão.[16] Isso está cerca de 1.250.000 abaixo de Benz, o que mostra como é fácil maximizar o número de vítimas. Com o exposto, mostrou-se claramente a deficiência da metodologia adotada por Benz.
Embora a obra de Sanning já tenha sido publicada a mais de duas décadas e necessita ser revisada em algumas abordagens, ela se apresenta mais completa e coerente do que a obra de Benz. Entretanto, a determinação exata do número de vítimas permanece aberta e deve se submeter à análise de pesquisadores críticos, que não temem a publicação de resultados indesejados.
Nesta altura alguém pode estar se perguntando se não há uma lista com o nome dos seis milhões de vítimas do Holocausto?
O Centro de Pesquisas israelense sobre o Holocausto, Yad Vashem, elaborou tal lista. Até o momento, ela compreende cerca de 3 milhões de nomes, dos quais cerca de 1 milhão provêm de fontes publicadas. O restante, entretanto, são formulários escritos por parentes, amigos ou remanescentes locais.[17] O Yad Vashem escreve a respeito: [18]
“Os formulários escritos são preenchidos por parentes, amigos ou vizinhos [...] Em papéis especiais livres de ácido, é colocado o nome da vítima, sua data de nascimento, endereço antes da guerra, profissão, nome dos pais e conjugue, assim como onde e quando foram mortos no Holocausto.”
Em outras palavras, qualquer pessoa pode inscrever uma vítima no Yad Vashem. O próprio Centro de Pesquisa relata o caso de um morador de um local de onde ele inscreveu como vítimas todos os judeus que ali habitavam antes da guerra e com a seguinte explicação: [19]
“Após a guerra ele notou que nenhum judeu retornou para sua região.”
A princípio não há nenhuma menção que os dados sejam checados, evitando desta forma que sejam inscritos judeus que vivem nos EUA , Europa ou até mesmo em Israel.
Você mesmo pode requerer um formulário do Yad Vashem e reenviá-lo preenchido. O endereço é Hall of Names, Yad Vashem, POB 3477, 91034 Jerusalém, Israel; tel.: 00972-02-6443582; ou por e-mail names.research@yadvashem.org.il. Vejam que não há como evitar que erros ou duplicidade aconteçam. Do ponto de vista científico, a lista de nomes coletada pelo Centro Yad Vashem não tem qualquer validade.
Para que uma iniciativa desta amplitude tivesse valor histórico e científico, dever-se-ia exigir documentos que comprovassem a existência da pessoa no lugar indicado e, em segundo lugar, que esta pessoa tenha mesmo morrido vítima do Holocausto. O consenso oficial nos leva a considerar que tal processo beira o impossível, ainda mais se pensarmos que a maioria das vítimas teria sido anônima, não possuindo registro ou atestado de óbito. Além disso, os cadáveres teriam sido incinerados ou desaparecidos. Todavia, acreditar nas informações fornecidas – as quais tenham sido fornecidas ainda com a melhor das intenções – mas que não sabe no final das contas o destino real das pessoas, contraria todos os princípios da pesquisa científica.
De uma forma bem diferente procede a Seção de desaparecidos do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, em Arolsen. Lá, os óbitos nos campos de concentração alemães são somente registrados se for comprovado claramente com documentos. A Cruz Vermelha disponibilizava até 1993, mediante solicitação, uma listagem dos óbitos registrados nos campos alemães. Após ela ser criticada duramente, esta prática foi suspensa.
Se olharmos os números da Tabela 2, constatamos o número de vítimas em cerca de 300.000 detentos de todas as associações religiosas. Para Auschwitz temos o número de 60.000 vítimas e somente 300.000 no geral. Na Alemanha tais afirmações seriam consideradas um infame escândalo, quando senão um crime. Por isso a Cruz Vermelha ter sido duramente criticada.


Mas antes de tirarmos qualquer conclusão, vejamos a Tabela 3 que traz a comparação entre o número de Arolsen e de diversos documentos alemães do período da guerra. Nós percebemos que os números de Arolsen correspondem a somente cerca de 55% daqueles indicados pela administração dos campos. Isso significa que o número total de vítimas, segundo a Cruz Vermelha correspondentes aos campos citados na Tabela 2, situaria próximo ao número de meio milhão.


Tenhamos também em mente que a lista de Arolsen não contempla todos os campos. Não são citadas as vítimas daqueles campos declarados como “campos de extermínio” – Chelmo, Belzec, Sobibor e Treblinka, nos quais sem registro algum as vítimas teriam sido alegadamente assassinadas, assim como não são também citadas as vítimas dos diferentes Guettos. Além disso, atribuiu-se um número de vítimas mortas em Auschwitz, as quais não possuíam qualquer tipo de registro, e que não foram consideradas nestas estatísticas. Qual é a porcentagem de judeus nestes números também não é clara, porém, não há dúvidas que eles representem o maior grupo de vítimas.
[1] W. N. Sanning, Die Auflösung der osteuropäischen Judentums, Grabert, Tübingen 1983, www.vho.org/D/da
[2] W. Benz, Dimensions de Völkersmords, Oldenbourg, München 1991
[3] Benz, op. cit., pág. 558, nota de rodapé 396: “O autor [Sanning] brilha por metódica e imprecisa manipulação de material estatístico e por grosseiros e comprovados erros de combinações e conclusões.” Entretanto não são mostradas quaisquer provas.
[4] Germar Rudolf, “Statistiches ueber die Holocaust-Opfer”, em Ernst Gauss (=Germar Rudolf), Grundlagen zur Zeitgeschichte, Grabert, Tübingen 1994
[5] Nikita Petrov, “Veränderungstendenzen im Kaderbestand der Organe der sowjetischen Staatssicherheit in der Stalin-Zeit”, Forum für osteuropäische Ideen- und Zeitgeschichte, 5(2) (2001)
[6] Comparar aqui principalmente a autora judia Sonja Margolina, Das Ende der Lügen, Siedler, Berlin 1992; juntamente com algo mais científico: Johannes Rogalla von Biberstein, Jüdischer Bolschewismus. Mythos und Realität, Edition Antaios, Dresden 2002; Alexander Solschenizyn, 200 anos juntos, 2° volume, Herbig, Munique 2003
[7] Serge Klarsfeld, Le Mémorial de la Déportation des Juifs de France, Klarsfeld, Paris, 1978
[8] W. Benz refere-se a Klarsfeld, embora seu número de vítimas seja maior
[9] Carl O. Nordling, “Was geschah den 75.000 aus Frankreich deportierten Juden?”, VffG 1(4) (1997) pág. 248-251
[10] Alguns dados dos livros de óbitos foram publicados: Staatliches Museum Auschwitz-Birkenau, Die Sterbebuecher von Auschwitz, Saur, Muenchen 1995
[11] Compare E. Aynat, “Die Sterbebuecher von Auschwitz”, VffG 2(3) (1998), pág. 188-1997
[12] W. Benz, op. cit., pág. 443
[13] W. Benz, op. cit., pág. 492
[14] Keesing s Archiv der GEgenwart, 16./17. Jahrgang, Rheinisch-westfaelischer Verlagskontor, Essen, 1948, pág. 651, Notícia B de 15.02.1946. Os órgãos de ocupação dos aliados registraram oficialmente no pós-guerra até 5.000 emigrantes judeus-poloneses semanalmente (!), somente na Zona Ocidental, W. Jacobmeyer, Vierteljahrshefte fuer Zeitgeschichte 25 (1977), pág. 120-135
[15] H. Graml, Die Auswanderung der Juden aus Deutschland zwischen 1933 und 1939, em Institut fuer Zeitgeschichte, Gutachten des Instituts fuer Zeitgeschichte, Volume 1, Instituto para História Contemporânea, Munique 1958, pág. 80
[16] W. Sanning, op. cit., pág. 39-44
[17] www.yadvashem.org/remembrance/names/pot/faq.html
[18] www.yadvashem.org./new_design4/data_hall%20of%20names.doc
[19] www.yadvashem.org/about_yad/magazine/data3/whats_in_a_name.html
[20] Circular do Centro de Desaparecidos da Cruz Vermelha Internacional, atualizado em 01.01.1993
[21] Juergen Graf, “National Socialist Concentrations Camps: Legend and Reality”, em G. Rudolf, op. cit., pág. 283-309 (www.vho.org/GB/Books/dth/fndGraf.html)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

MARXISMO FABIANO NO BRASIL E NO MUNDO



O FABIANISMO E O IMPÉRIO MUNDIAL

Sérgio Augusto de Avelar Coutinho 
O Fabianismo é uma doutrina e um movimento político-ideológico socialista democrático, reformista e não-marxista, de concepção inglesa. Teve origem na Fabian Society fundada em Londres no final de 1883 e início de 1884 por um grupo de jovens intelectuais de diferentes linhas socialistas, com o propósito de reconstruir a sociedade com o mais elevado ideal moral possível. Objetivamente tinha a finalidade de promover a gradual difusão do socialismo, entendido como fim das injustiças econômicas e sociais da sociedade liberal, burguesa e capitalista. Mas, ao mesmo tempo rejeitava a doutrina marxista e, especialmente, a transformação pela revolução violenta. A idéia era a de que a transição do capitalismo para o socialismo poderia ser realizada por meio de pequenas e progressivas reformas, dando início ao socialismo no contexto da sociedade capitalista.
Embora os primeiros fabianos ainda sofressem influência do marxismo, os seus conceitos de economia não eram de Marx, mas de John Stuart Mills e Willian Stanley Jevons. Afirmaram que o utilitarismo, há tanto tempo usado para sustentar o individualismo, realmente, nas modernas condições, aponta para uma crescente intervenção estatal na economia para promover a maior felicidade de um maior número. Contradizendo os marxistas, o Estado não é um organismo de classe a ser tomado, mas, um aparelho a ser conquistado e usado para promover o bem-estar social. Os fabianos, portanto rejeitam o socialismo revolucionário.
Os membros da “Fabian Society”são principalmente intelectuais, professores, escritores, e políticos. Foram os principais fundadores Edward R. Pease, o casal Sidney e Beatrice Webb, George Bernard Shaw, H.G. Well outras destacadas personalidade. Efetivamente, a Fabian Society tem sido sempre um grupo de intelectuais.
Seu proselitismo, em determinadas questões, segue uma política de “permeação” das suas idéias socialistas entre os liberais e conservadores. Tentam convencer as pessoas por meio de uma argumentação socialista objetiva e racional em vez de uma retórica passional e de debates públicos.
Acreditam que não existe uma separação nítida entre socialistas e não socialistas e que todos podem ser persuadidos a ajudar na realização de reformas para a concretização do socialismo.
Com as adesões de Bernad Shaw (1884) e de Sidney Webb (1885), a sociedade começou a assumir seu caráter próprio, vindo a se tornar efetivamente socialista a partir de 1887.
Em 1889, sete membros fundadores redigiram um livro que levou o nome de Fabian Essays in Socialism (Ensaio Fabiano sobre o Socialismo), resumindo as bases doutrinárias da Sociedade.
Sidney Webb e Bernad Shaw, repudiando o marxismo, reconheciam que o desenvolvimento promovido pelo “laisser faire” (o capitalismo liberal) correspondia também a uma intervenção do Estado em defesa do trabalhador ou, pelo menos, na melhoria da qualidade e condições de vida. A legislação sobre salários, condições e jornada de trabalho e a progressiva taxação dos ganhos capitalistas é um meio inicial de realizar a eqüitativa distribuição de benefícios. O passo seguinte na direção do socialismo, em termos de reformas sociais mais profundas, será a adoção da propriedade e administração estatais das indústrias e dos serviços públicos. Recomendam também a criação do “imposto único”.
Os fabianos são realistas e procuram convencer todas as pessoas, independentemente da classe a que pertencem e com argumentos lógicos, que o socialismo é desejável e que melhor realizará a felicidade humana.
A Sociedade Fabiana não se dispôs a se organizar em partido, permanecendo sempre como um movimento. Entretanto, em 1906 um grupo de fabianos e sindicalistas fundaram o Labour Party (Partido Trabalhista Britânico) que adota o fabianism como uma das fontes da ideologia partidária.
Em 1945 o Labour Party chega ao poder na Grã-Bretanha expandindo o fabianismo. O Partido no governo consegue realizar quase todo o ideário dos fabianos.
Atualmente, a Fabian Society atua principalmente como um centro de discussão intelectual, de propaganda e de difusão do socialismo democrático e como uma referência na Grã-Bretanha para os socialistas, em especial de classe média, que não desejam comprometer-se com o Labour Party.
Antes da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), os fabianos tinham pouca preocupação com o movimento socialista em outros países. Durante o conflito adotaram até uma posição nacionalista exacerbada.
Na prática política, parece que os fabianos não têm dificuldade de entendimento com os socialistas revolucionários podendo apóia-los ou com eles fazer alianças, particularmente para atingirem algum objetivo intermediário.
Em termos de internacionalismo, o fabianismo tem sido sempre considerado a ala direita do movimento socialista. Ideologicamente, coloca-se em posição intermediária entre o capitalismo democrático e o marxismo revolucionário. Com esta posição, em 1929, o movimento Fabiano se propõe como a Terceira Via, identificação ambígua quando, na propaganda política, não vem acompanhada de uma definição clara e ostensiva. Após o colapso da União Soviética em 1991, o apelo sedutor da Terceira Via voltou à cena para atrair as esquerdas desorientadas e os intelectuais idealistas sempre sensíveis às novidades.
Repudiando o conceito de luta de classes, os fabianos em geral reconhecem que a lealdade ao seu próprio país vem antes do que qualquer lealdade ao movimento internacional do proletariado. Isto não impede que Bernard Shaw, em discordância com a atitude nacionalista Fabiana, fosse a favor de uma unificação do mundo em unidades políticas e econômicas maiores. Determinados fabianos realmente manifestaram a aspiração de um Estado mundial do tipo tecnocrático, cujo germe deveria ser o Império Britânico, com a função de planejar e administrar os recursos humanos e materiais do planeta. A este respeito, chama a atenção as relações de afinidade, se não de filiação, entre os fabianos e círculos mundialistas anglo-saxões como o Royal Institute of Internacional Affais (inglês) e o Council on Foreign Relations (norte-americano), criado em 1919.
Provavelmente, foi a partir do conhecimento desta idéia de império mundial, da existência de relações dos fabianos com intelectuais e políticos norte-americanos e da atuação de certas organizações não-governamentais nos EUA que o senhor Lyndon H. La Rouche Jr. engendou a teoria conspiratória de um eixo Londres-Nova Iorque da oligarquia financeira internacional para a criação de um império mundial de língua inglesa, com a supressão dos estados nacionais.
Entre as organizações não governamentais norte-americanas está uma denominada Diálogo Interamericano, fundada em 1982, cujos integrantes são notáveis personalidades “permeadas” pelo socialismo Fabiano.
Foi por intermédio do Diálogo Interamericano que o Sr Fernando Henrique Cardoso se uniu em 1992 ao movimento Fabiano tendo tentado atrair também o Sr Luiz Inácio Lula da Silva.
O DIÁLOGO INTERAMERICANO (DI)
A eclosão da Guerra das Malvinas em abril de 1982 e o agravamento da crise da dívida dos países latino-americanos trouxeram preocupações a um grupo de políticos, empresários, economistas e intelectuais norte-americano provavelmente “permeados” pelo fabianismo e integrantes de uma entidade privada internacional denominada Comissão Trilateral. Três seminários foram realizados, entre junho e agosto de 1982, sob patrocínio do Centro Acadêmico Woodrow Wilson para examinar a situação no Continente que, segundo entendiam decorria, em primeiro lugar, da existência de regimes militares autoritários na América Latina. A situação se completava com a declaração da moratória do pagamento da dívida externa do México e com os movimentos revolucionários comunistas na América Central (Nicarágua, Costa Rica, Honduras, El Salvador e Guatemala).
Em conseqüência, em outubro de 1982, foi criada a entidade privada internacional Diálogo Interamerican (DI), com a participação de personalidades da Trilateral (Robert Mc Namara, Cyrus Vence, George Schultz, Elliot Richardson e outros) e de 48 representantes da América Latina, inclusive seguidores da Teologia da Libertação. Fernando Henrique Cardoso foi um dos fundadores do DI.
Os temas que o Diálogo Interamericano procurou forçar ou induzir a se submeterem os governos da região são trazidos da Trilateral, temas que também esta procura introduzir na política oficial dos EUA. A idéia de inspiração fabiana parece ser a de promover uma ampla abertura política nos países latino-americanos, muitos ainda sob regime militar autoritário, para dar espaço e condições para o restabelecimento da democracia e, conseqüentemente, para abrir caminho à transição para o socialismo reformista.
Para tanto, haveria necessidade de remover os obstáculos existentes; de imediato, as forças armadas daqueles países. As sugestões ou exigências do DI foram levadas à execução por um empreendimento denominado Projeto Democracia (1982):
  • Submissão das forças armadas ao controle político civil;
  • Participação das forças armadas no combate ao narcotráfico;
  • Criação de uma força militar multinacional para intervir em favor da paz no caso de conflitos regionais e de violação dos direitos humanos;
  • Direitos Humanos;
  • Conceito de soberania limitada (direitos humanos e meio ambiente);
Em uma reunião realizada em 1986, foram feitas algumas outras recomendações:

  • Legalização ("descriminização" seletiva) de certas drogas;
  • Direito da URSS se manifestar sobre assuntos Ocidentais;
  • Criação de uma “rede democrática” com poder de se opor, tanto aos comunistas, quanto aos militares da Região;
  • Reduzir a participação dos militares nos assuntos de natureza civil.
Alguns membros mais radicais de orientação Fabiana defendem também a criação de um tribunal internacional para julgamento de pessoas acusadas de violação de direitos humanos, inclusive com a revisão da anistia de que se tenham beneficiado militares que lutaram contra a subversão comunista em seus países.
O Diálogo preocupou-se ainda com um problema considerado de segurança nacional: as imigrações desordenadas de latino-americanos para os Estados Unidos. Considerou que o controle da natalidade nos países do Terceiro Mundo seria a única solução para evitar a descaracterização da cultura americana. Note-se que a lealdade nacional é mais forte do que o internacionalismo Fabiano.
Após a derrocada da União Soviética, o DI passou a recomendar o acolhimento dos comunistas em postos do governo, uma espécie de “esquecimento e pacificação” ou de “coexistência dos contrários”.
Em apoio ao Projeto Democracia, duas outras entidades foram criadas. A primeira (1983), National Endowments for Democracy – NED (Fundo Nacional para a Democracia), se organizou para constituir e prover recursos financeiros para o projeto. Recebe contribuições de fundações (Rockefeller e outras) e, segundo La Rouche, subsídios do Congresso dos EUA. Os recursos são repassados a organizações não-governamentais (ONG), partidos políticos, sindicatos, jornais, programas universitários e a toda organização e movimento que possa difundir e contribuir para a realização dos objetivos do Projeto Democracia.
A outra entidade, a Comissão Bipartidária Nacional (1984), também conhecida como “Comissão Kissinger”, foi criada para tratar especificamente da situação revolucionária da América Central, relacionada com o confronto Leste x Oeste da Guerra Fria na época.
O fabianismo entrou no Brasil com Fernando Henrique Cardoso e as teses do Projeto Democracia foram por ele implementadas principalmente após a sua eleição a Presidente da República em 1992.
A sua reeleição em 1996 representou, coincidentemente, o continuísmo dos laboristas fabianos ingleses em outras terras.

O FABIANISMO NO BRASIL

O Fabianismo chegou ao Brasil com Fernando Henrique Cardoso, retornando ao país, depois de seu asilo político na Europa, com seus companheiros do chamado grupo de São Paulo, todos ex-militantes da Ação Popular Marxista-Leninista.
Asilado na Europa, depois de ter passado pelo Chile, Fernando Henrique Cardoso reformulou suas crenças marxistas e passou a pretender filiação junto à Internacional Socialista (oriunda da II Internacional).
A iniciativa coincidia com o esforço de Leonel Brizola em 1978/79, ainda asilado, para juntar-se à Internacional Socialista na Europa. Com ousadia e persistência, aproximou-se dos expoentes socialistas europeus, particularmente de Mário Soares, do qual conquistou o apoio e a amizade. Miguel Arrais e Fernando Henrique tudo fizeram para neutralizar o ex-governador, inclusive com a elaboração de um dossiê depreciativo que FHC entregou a Mário Soares. Nada adiantou; na reunião da Internacional Socialista em Viena (1979), a organização, por unanimidade, fez opção por Brizola. “... na platéia, derrotados, Fernando Henrique Cardoso e Miguel Arrais assistem ao vitorioso, discursando na condição de líder brasileiro da social-democracia e representante oficial da organização no Brasil” (Luiz Mir, A Revolução Impossível, pág 689 a 691).
O insucesso levou Fernando Henrique a se aproximar do movimento fabianista. Em 1982, participou da reunião de fundação do Diálogo Interamericano com sede nos EUA.
Ao retornar do seu auto-exílio em 1979, Fernando Henrique Cardoso e os seus correliigionários do grupo paulista ingressaram no partido do Movimento Democrático Brasileiro onde, com outros anistiados de esquerda constituíram a ala dos “autênticos”. Participaram da Constituinte de 1987/88 onde o grupo de FHC desempenhou ativo papel na tentativa de implantar o socialismo e o parlamentarismo no Brasil.
Na Constituinte, é interessante notar a convergência das esquerdas reformistas e revolucionárias, todas procurando ampliar ao máximo as franquias democráticas.
Logo após a Constituinte (1988), o grupo de Fernando Henrique e diversos outros “autênticos” divergiram e saíram do partido, fundando o PSDB, Partido da Social Democracia Brasileira. Estava assim criada a organização política do fabianismo no Brasil.
Em 1992, o Senador Fernando Henrique participou da reunião do Diálogo Interamericano de Princeton, para a qual convidou Luiz Inácio Lula da Silva e alguns outros membros do Partido dos Trabalhadores.Para o Diálogo, o desaparecimento da União Soviética tinha deixado as esquerdas revolucionárias da América Latina sem base de apoio. Entretanto, reconhecia que sua organização e capacidade de mobilização ainda poderiam ser úteis para o programa pretendido pela entidade. Podemos aduzir que o PT, como partido laborista, tivesse muita afinidade com o fabianismo, daí porque estava sendo atraído. O primeiro ponto de uma ação comum foi a opção pela via eleitoral, buscando-se o abandono da violência armada. Lula já comprometido com oForo de São Paulo, concordou com o programa mas não se filiou ao Diálogo.
Em 1994, FHC se elegeu Presidente da República. Na condução política da sua administração e nas relações com o Congresso, onde não tinha maioria, usou o poder e certos recursos autoritários. Valeu-se descontraidamente das Medidas Provisórias fugindo das resistências parlamentares. Sem muito esforço, mas com uma eficiente e convincente negociação individual com os parlamentares, conseguiu emenda à Constituição, quebrando a antiga e prudente tradição republicana que não permitia a reeleição do Presidente da República.
Para assegurar o segundo mandato, Fernando Henrique tratou de manter a estabilidade monetária e o Plano Real que já lhe havia garantido a eleição de 1994.
Para pagar dívidas públicas, o serviço desta dívida e remunerar investimentos financeiros, foi buscar recursos num vasto e discutível programa de privatizações.
A esquerda de oposição lhe fez e faz ferina crítica, estigmatizando-o de “neo-liberal”, não tão grande ofensa para um socialista Fabiano.
Com relação às recomendações do Diálogo Interamericano, expressas no Projeto Democracia, podem ser citadas as seguintes realizações de Fernando Henrique Cardoso:
1) Abertura democrática, com franquias, ampliadas e garantidas na Constituinte, com o trabalho de FHC nas comissões e de Mário Covas no Plenário.
2) Acolhimento dos comunistas, primeiro no Partido, depois nos cargos de governo e, finalmente, com indenizações das famílias de terroristas mortos pela “repressão”, de início limitadas às dos que morreram nas prisões e agora generalizadamente. 
3) Afastamento sumário do serviço público ou veto de nomeação de qualquer pessoa acusada de torturador ou de ter pertencido a órgãos de segurança durante o governo dos militares presidentes. A demissão ou veto era imediato, sem qualquer apuração formal ou de provas das acusações, num ato ilegal de restrição à Lei de Anistia.
4) Submissão das Forças Armadas ao controle político civil, com a criação do Ministério da Defesa, afastando os militares de participação e influência nas decisões nacionais, inclusive nos assuntos de segurança. Foi aventada também a criação de uma Guarda Nacional para retirar do Exército ou restringir a sua destinação constitucional de defesa da lei, da ordem e dos poderes constituídos. Não dispondo de recursos para tal projeto, a iniciativa ficou limitada à criação de um segmento fardado da Polícia Federal, subordinada ao Ministério da Justiça.
5) Uso e suporte às Organizações Não-Governamentais de inspiração e de ligação a entidades internacionais fabianas e outras, com transferência de funções públicas e de recursos governamentais, particularmente nas áreas de educação, saúde, segurança pública, meio-ambiente, direitos humanos e complementação social. Foi promovida uma “ampliação do Estado” que daria inveja a um projeto concebido por Antônio Gramsci.
Fernando Henrique é seguidor dos conceitos da Terceira Via participando das idéias de um “consenso internacional de centro-esquerda”, acompanhando a posição de Anthony Giddens (teórico da Terceira Via), Tony Blair (líder trabalhista inglês), Lionel Jospin, Bill Clinton, De La Rua e Schöreder.
O governo FHC (1994-2002) deixou ao País com gravíssimos problemas sociais e econômicos pouco tendo feito para a realização da transição para o socialismo. As lentas e progressivas transformações são próprias do processo reformista Fabiano. Portanto, não se fale de fracasso, porque a semente desta vertente social-democrática está plantada e aparentemente, superou no País, a linha da Internacional Socialista representada pelo decadente Partido Democrático Trabalhista de Leonel Brizola.
Por outro lado, o movimento fabianista pôde e pode realizar, em determinados momentos, um papel subsidiário da esquerda revolucionária. Muitos aspectos da concepção pragmática do fabianismo coincidem com certos processos gramscistas de mudanças pacíficas e progressivas para conquistar a sociedade civil e enfraquecer a sociedade política. Depois de 1980, os dois fatos novos mais significativos ocorridos nas esquerdas no Brasil foram as presenças do fabianismo reformista e do gramscismo revolucionário.
Terminado seu governo, Fernando Henrique Cardoso agora é “homem do mundo”, promovido e “badalado” pelos movimentos e organismos da esquerda internacional. Lembro um pouco Bernad Shaw, um dos fundadores do fabianismo na Inglaterra, marxista reformado que se transformou em socialista reformista. A diferença fica na retórica vazia e na produção literária reduzida do intelectual brasileiro.
Apesar de tudo, FHC voltará; pessoalmente ou representado, mas voltará.
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Artigo extraído do livro "Cadernos da Liberdade"
Autor: Gen Sérgio Augosto de Avellar Coutinho
O livro pode ser encomendado pelo telefax: (31) 3344-1500 ou e-mail : ginconfi@vento.com.br Valor:R$ 25,00

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