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sábado, 2 de março de 2013

Doutrinação Ideológica Escolar: Apostila Objetivo 2012




Mais um atento - e atencioso -  leitor, o estudante Gustavo Milano Beserra,  trouxe-nos uma nova denúncia sobre doutrinação ideológica em livros didáticos. Desta vez, trata-se da apostila pré-vestibular do curso Objetivo 2012.  
Meus caros - façam assim mesmo como ele fez: fotografou as páginas e destacou os trechos considerados tendenciosos com caneta marca-texto. 
Por Klauber Cristofen Pires


E agora, sem delongas, vejamos o que diz a apostila, a começar pela página 54, transcrito abaixo:
 "Além de fornecer os funcionários preferidos ao Estado, o clero encarregou-se de fazer a análise das relações sociais do feudalismo. Insistia que a sociedade tinha um caráter estático  por determinação divina, cabendo a cada um viver dentro da posição que lhe fora determinada por Deus. Essa visão enquadrava-se perfeitamente dentro dos interesses dominantes do mundo feudal."  

Agora teremos um caso recorrente de como um único parágrafo contendo inverdades muitas vezes exige uma longa exposição refutativa. Comecemos a avaliá-lo não por sua substância, mas pelo seu espírito: o que temos acima é uma versão da história revisada segundo a teoria marxista da superestrutura e da infraestrutura. Notem como a desonestidade intelectual já se infiltra, sorrateiramente!
Karl Marx defendia que a “infraestrutura”, isto é, o modo de produção dos meios materiais de existência, condiciona todo o processo da vida intelectual, social e política, ou seja, a “superestrutura”, sendo esta, por sua vez, não mais que um conjunto de discursos cujas intenções  remetem à defesa dos interesses da classe dominante.
Para refutar tamanha bobagem, cito Ludwig von Mises, Olavo de Carvalho e Nivaldo Cordeiro:
É um paradoxo afirmar que uma doutrina falsa possa ser mais útil do que uma doutrina correta.
Os homens usam armas de fogo. Para aprimorá-las, desenvolveu-se a balística. Mas é claro que, precisamente porque desejavam uma maior eficácia, fosse para caçar animais, fosse para se matarem uns aos outros, procuraram desenvolver uma teoria balística correta. De nada serviria uma balística meramente "ideológica".

 Como será que, pensando por exemplo na embriologia dos gatos ou na lei de queda dos corpos, posso produzir um discurso que, no fim das contas, nada diz sobre gatas prenhes ou bolas que caem, mas apenas afirma o direito que minha classe social tem de viver no bem-bom à custa da exploração das outras classes? 

O fundamental é que ocorre precisamente o contrário da primeira assertiva – a de que a infraestrutura determina a superestrutura. Não é casual que o capitalismo é gestado no Ocidente judeu-cristão e isso Marx não poderia ter colocado em evidência, tão prisioneiro que estava em seus esquemas mentais de ódio a tudo que fosse religioso.
... 
A notável contribuição de Peyrefitte é deslocar a discussão da Economia para a Etologia na definição do determinante para a decolagem do processo de desenvolvimento. O fundamental é a criação de um ambiente de confiança na relação entre os indivíduos e o Estado e entre os próprios indivíduos.

Vamos agora à matéria: será verdadeiro que a Igreja Católica se ocupava de manter a sociedade em um permanente estado estático para defender os interesses dominantes do feudalismo? Aos fatos:
O método das partidas dobradas, que até os dias atuais estrutura toda a Contabilidade, foi criado pelo monge franciscano Luca Pacioli, em 1494. A “solmização”, ou seja, a nomenclatura das notas musicais – dó, ré mi, fa, sol, la si, foi criada pelo monge Guido A’rezzo, no séc. XI. O Professor Thomas Woods Jr (Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental – Ed. Quadrante) nos revela que, ao longo do medievo, os monges e Padres drenaram os pântanos europeus, irrigaram terras secas e trataram das rochosas e montanhosas, transformando-os em lugares sãos para moradia e prósperos para a agricultura e criação de animais. Foram os pioneiros na produção de vinho, cerveja e mel, e inventaram queijos, bebidas (olha o champagne aí, gente) e métodos de conservação de alimentos. Exploraram a energia hidráulica e levaram água potável para as cidades. No Século XI, um monge chamado Eilmer voou mais de 180 metros em um planador. O primeiro relógio que se tem notícia foi criado pelo futuro Papa Silvestre II, aproximadamente no ano 996.  Pesquisas antropológicas em ruínas de altos-fornos construídos pelos monges revelaram uma quantidade muito baixa de ferro, comparável aos dos dias atuais, o que testemunha seus elevados conhecimentos de metalurgia. Os jesuítas contribuíram para o desenvolvimento dos relógios de pêndulo, pantógrafos, barômetros, telescópios refletores e microscópios, e trabalharam em campos científicos tão variados como o magnetismo, a ótica e a eletricidade. Observaram, em muitos casos antes de qualquer cientista, as faixas coloridas na superfície de Júpiter, a nebulosa de Andrômeda e os anéis de Saturno (p. 94 e 95). Estudaram a circulação sanguínea, as marés e introduziram os sinais mais e menos na matemática. Os princípios jurídicos do Devido Processo Legal, do contraditório e da ampla defesa provém do Direito Canônico, e a teoria econômica subjetiva do valor teve sua semente plantada pelos escolásticos tardios espanhóis. Basta? Pois tomem o tiro de misericórdia: foi a Igreja Católica quem inventou o sistema universitário e com ele o princípio da autonomia acadêmica. Segundo o Professor Thomas Woods Jr, obra citada:

Nos Tempos da Reforma, havia oitenta e uma universidades. Trinta e três delas possuíam estatuto pontifício; quinze estatuto real ou imperial; vinte gozavam de ambos, e treze não tinham nenhuma credencial (p. 47)

Possuir estatuto pontifício significava que os diplomas dos bacharéis eram aceitos como válidos em toda a cristandade, ao passo que o estatuto real ou imperial conferia o reconhecimento dos diplomas dentro das fronteiras nacionais.
Agora, responda quem for capaz: Como poderia ser estática uma sociedade com tantas universidades  - e universidades onde professores e alunos estudavam verdadeiramente - e tantas invenções?
Sigamos avante, agora à página 55:

Não podemos esquecer o fato de que a Igreja foi a grande mantenedora da cultura durante o Período Feudal, apesar de o fazer de forma que justificasse suas ideias e dogmas”.

Notemos o erro de concordância “apesar de o fazer” com “foi a grande mantenedora...” . Estamos falando aqui de uma apostila de pré-vestibular! Ora, mas que preciosismo de minha parte, não é mesmo?
Voltemo-nos então ao cerne da questão, mas antes aqui permitam-me apresentar o que chamo de paradoxo da teoria marxista dos conceitos de infra-estrutura e superestrutura: em uma sociedade livre, como a Ocidental, é certo admitir que certos discursos pretendam defender interesses, seja de forma ostensiva ou dissimulada. O erro de Karl Marx, além de ter olhado o cu da minhoca e concluir ter ali visto sua cabeça, foi sentenciar unilateralmente que todo e qualquer discurso seja eivado de intenções inconfessas de um pensamento classista por parte do interlocutor. Tome-se por exemplo primordial sua própria biografia, eis que o barbudão jamais foi operário. Todavia, a história nos tem mostrado que o contrário é que é verdadeiro, ou seja, que absolutamente toda e qualquer forma de pensamento expressa nos diversos regimes socialistas sempre foi submetida ao prévio crivo censor ideológico. Portanto, é justo afirmar que nos regimes socialistas prevalece, sim, a existência de uma rígida “superestrutura” que tem por único objetivo manter a “infraestrutura” do sistema de produção coletivista estatal.
Bem diferentemente, a Igreja Católica desenvolveu a escolástica,  um método que consistia fundamentalmente em contrapor e defender com toda a honestidade possível todos os prós e contras  acerca de qualquer teoria.
Assim nos ilustra Thomas Woods Jr:
Contrariando a impressão geral de que as pesquisas estavam impregnadas de pressupostos teológicos, os estudiosos medievais tinham um grande respeito pela autonomia de tudo quanto se referisse à filosofia natural,...
Edward Grant (Deus e a razão na Idade Média, apud Woods), p. 53:
“exigia-se dos filósofos naturais das faculdades de artes que se abstivessem de introduzir teologia  e temas de fé na filosofia natural”
Mais ainda, de Woods:
Um irmão dominicano pediu a Alberto Magno, o mestre de São Tomás de Aquino, que escrevese um livro de física que os pudesse ajudar a entender as obras de física de Aristóteles. Temendo que esperassem um trabalhgo entremeado de ideias teológicas, Alberto magno rejeitou antecipadamente a ideia, esclarecendo que as ideias teologicas pertencviam aos tratados de teologia, e não aos de física. P. 54/55.
Vamos em frente? Peguemos a página 73:
A Contrarreforma
“Conjunto de medidas destinadas a combater o protestantismo, por meio da educação, da catequese e da Inquisição. No primeiro caso, o que se pretendia era difundir o ensino nas regiões atingidas pela Reforma, de modo a recuperar pelo menos as novas gerações. No segundo caso,  a intenção era conseguir novos adeptos para a Igreja nas terras recém-descobertas no Novo Mundo; neste caso, converter os índios era uma maneira de combater os protestantes. Finalmente cabia à Inquisição (Ou tribunal do Santo Ofício) perseguir, nos países que ainda não tivessem sido dominados pela Reforma, os adeptos das novas doutrinas. A perseguição era feita de maneira cruel e servia aos propósitos do poder político nos Estados em que ela se realizou (Espanha, Portugal e Itália).”
Expor ao estudante leigo um fenômeno complexo como o foi a Contrarreforma com o simplismo  maniqueísta do parágrafo acima remete-nos novamente ao flagrante da desonestidade intelectual.
Os autores citam a educação e a catequese com a denotação de ilegítimas, antiéticas, imorais e reacionárias. Desde quando transmitir ideias pacificamente pode ser considerado imoral ou ilegítimo? Ora, a Igreja sempre se imbuiu de sua função missionária, porquanto este parágrafo dá a entender, absurdamente, que passaram a ser realizadas como uma resposta aos movimentos protestantes. No Brasil, milhares de indígenas foram libertados da ignorância neolítica e abandonaram costumes bárbaros como o infanticídio e a antropofagia para se tornarem seres humanos civilizados, produtivos e pacíficos, e os jesuítas aqui não se armavam mais do que com a Bíblia e outros livros, tendo acontecido até mesmo o caso de alguns terem virado almoço.
Quanto a servir “aos propósitos do poder político nos Estados em que ela se realizou (Espanha, Portugal e Itália)”, vale lembrar que a história é repleta de casos que testemunham justamente o contrário: o Padre dominicano Francisco de Vitoria (1485-1546), que foi quem começou a tradição escolástica espanhola de denunciar a conquista e particularmente a escravização dos índios pelos espanhóis no Novo Mundo; em 1598, o Padre Juan de Mariana publicou sua obraDe rege et regis institutione (Sobre o rei e a instituição real), na qual ele afirmava que qualquer cidadão poderia justificadamente matar um rei que criasse impostos sem o consentimento das pessoas, confiscasse a propriedade dos indivíduos e a desperdiçasse, ou impedisse a reunião de um parlamento democrático; o rei Henrique VIII fundou o Anglicanismo porque foi desautorizado pelo Papa Clemente VII a divorciar-se de Catarina; e sem esgotarmos os nossos exemplos, cito ainda o Marquês de Pombal, que desapropriou inúmeras terras  e edifícios da Igreja Católica (entre os quais cito o Convento dos Mercedários, em 1794, onde hoje funciona a Alfândega do porto de Belém) e substituiu compulsoriamente o ensino religioso pelo ensino estatal, o que gerou a revolta e inconformidade de praticamente toda a sociedade.
Quanto à legação de uma sanha persecutória e violenta aos adeptos das novas doutrinas, recorro ao filósofo Olavo de Carvalho, que nos ensina, por seu artigo  Ludibriando os católicos:
Não deixa de ser útil lembrar que a Igreja, desde sua fundação, teve de lutar menos contra os seus inimigos ostensivos do que contra os seus falsificadores. Tal é, aliás, a definição de "heresia", palavra que hoje tantos usam sem conhecer-lhe o significado: não qualquer doutrina anticatólica, ou não católica, e sim a falsa doutrina católica oferecida indevidamente em nome da Igreja. Lembrem-se disso quando algum professorzinho aparecer alardeando que a Igreja "perseguia doutrinas adversas". Heresia não é divergência de idéias, é crime de fraude. Da Antigüidade até hoje, gnósticos, arianistas e tutti quanti jamais hesitaram em fingir-se de católicos para vender, sob roupagem inocente, as idéias mais opostas e hostis aos ensinamentos de Cristo. Com freqüência, obtiveram nesse empreendimento sucessos espetaculares, embora passageiros. Ainda no século XIX praticamente todos os seminários da França e da Alemanha ensinavam, com o nome de teologia católica, uma pasta confusa de idéias cartesianas, iluministas e românticas, na qual os jovens aprendizes, iludidos pelos prestígios intelectuais do dia, não enxergavam nada de maligno. Foi só a decisiva intervenção do Papa Leão XIII que acabou com a palhaçada, mediante a bula "Aeterni Patris" (1879), que restaurou o ensino da teologia católica tradicional. Se quiserem uma boa resenha desses fatos, leiam a obra em quatro volumes de Etienne Couvert, "De la Gnose à l'Ecumenisme" (Éditions de Chiré, 1989). (Os grifos são meus)
Já Marcelo Moura Coelho, em Sofismas Secularesesclarece brilhantemente o papel da Inquisição, do qual transcrevo abaixo os excertos mais importantes:
A Inquisição foi criada no séc. XII. Qualquer um que conhece um pouco de História sabe que os onze primeiros séculos da era cristã foram recheados de heresias, como o nestorianismo, o monofisismo e o arianismo. Contra esses grupos, a Igreja aplicava apenas penas espirituais. Ora, se a heresia dos cátaros não foi a primeira nem em termos cronológicos, nem em importância, por que, então, a Inquisição foi criada para combatê-la? Por que foi a primeira vez que penas físicas foram aplicadas? Porque, como eu falei em meu outro artigo, mais que mera heresia doutrinária, os cátaros eram um problema de Estado.
“Considerando a matéria por si os cátaros rejeitavam não somente a face visível da lgreja, mas também instituições básicas da vida civil - o matrimônio, a autoridade governamental, o serviço militar - e enalteciam o suicídio. Destarte constituíam grave ameaça não somente para a fé cristã, mas também para a vida pública... Em bandos fanáticos, às vezes apoiados por nobres senhores, os cátaros provocavam tumultos, ataques às igrejas, etc., por todo o decorrer do séc. XI até 1150 aproximadamente, na França, na Alemanha, nos Países-Baixos...”
“As heresias que surgiram no século XI (as dos cátaros e valdenses), deixavam de ser problemas de escola ou academia, para ser movimentos sociais anarquistas, que contrariavam a ordem vigente e convulsionavam as massas com incursões e saques. Assim, tornavam-se um perigo público”.
Por causa disso, “O povo, com a sua espontaneidade, e a autoridade civil se encarregavam de os reprimir com violência: não raro o poder régio da França, por iniciativa própria e a contra-gosto dos bispos, condenou à morte pregadores albigenses, visto que solapavam os fundamentos da ordem constituída”.
Isso sem contar os casos de monarcas que eram inimigos da Igreja, como Frederico II e Henrique II, que combateram as heresias ferozmente, na maior parte dos casos, para ganhar os bens que eram confiscados dos hereges. Está aí, portanto, de maneira clara, diria até cristalina, que a Igreja nunca desejou a morte de quem, simplesmente, dela discordasse. Da situação exemplificada por esses monarcas tira-se outra conclusão: a de que o poder civil estava matando hereges sem qualquer tipo de julgamento. Não tenho dúvidas de que se a Igreja nada tivesse feito, hoje Ela seria acusada de omissão.
Antes da Inquisição, os cátaros eram mortos sem qualquer julgamento pelos nobres ou linchados pela própria população. Às vezes bastava a mera suspeita de heresias para que o acusado fosse linchado. Depois da Inquisição foi criado um procedimento (que, aliás, ainda é praticamente o mesmo que é utilizado em inquéritos policiais no mundo ocidental), onde se coletavam provas sobre o envolvimento da pessoa em heresias e lhe concedia o direito de se defender.
Nesse ponto, minha opinião sobre a Inquisição é semelhante à opinião que o filósofo Olavo de Carvalho, editor deste site, tem sobre a ditadura militar brasileira. O filósofo diz que frente à situação que se montava na época, praticamente de pré-guerra civil, a ditadura militar, apesar de todas as suas falhas, foi melhor que o banho de sangue que ocorreria se a guerra civil se tornasse uma realidade.
Claro que, apesar do procedimento criado pela Inquisição ser justo na maioria das vezes, ocorriam injustiças, fato, aliás, que é notório para a própria Igreja, já que Ela mesma ensina, alicerçada nos ensinamentos de Cristo, que todos nós somos pecadores (incluindo o presidente Lula que diz ser um homem sem pecado). Mas, ao contrário do mito, as injustiças são a minoria dos casos. Além disso, ao contrário do que Cristaldo pensa, os inquisidores não eram pessoas com instinto homicida que saíam por aí matando hereges. Bernard de Gui, um dos mais famosos e severos inquisidores escreveu que:
“O Inquisidor deve ser diligente e fervoroso no seu zelo pela verdade religiosa, pela salvação das almas e pela extirpação das heresias. Em meio às dificuldades permanecerá calmo, nunca cederá à cólera nem à indignação... Nos casos duvidosos, seja circunspecto, não dê fácil crédito ao que parece provável e muitas vezes não é verdade, - também não rejeite obstinadamente a opinião contrária, pois o que parece improvável freqüentemente acaba por ser comprovado como verdade... O amor da verdade e a piedade, que devem residir no coração de um juiz, brilhem nos seus olhos, a fim de que suas decisões jamais possam parecer ditadas pela cupidez e a crueldade”.
A ausência de instinto homicida nos inquisidores também é defendida por James Hitchcock, professor de história na Universidade de Saint Louis que, baseado nos livros, Inquisition de Edward Peters, The Roman Inquisition and the Venetian Press de Paul F. Grendler, The Prosecution of Heresy de John Tedeschi e The Spanish Inquisition de Henry Kamen, afirma que os inquisidores eram legisladores e burocratas profissionais que se aderiam a regras e procedimentos, ao invés de se deixarem levar por sentimentos pessoais. Além disso, os procedimentos em si não eram injustos e os veredictos que se seguiam geralmente eram justos. As torturas eram usadas apenas num pequeno número de casos. As condenações à morte foram dadas em apenas 2% dos casos.
Por fim, apresento aos leitores o cúmulo da safadeza, à página  135:

“Cristo e Marx, dois judeus, pregavam a igualdade entre os homens e a resignação, ideias que Hitler considerava nocivas ao povo alemão.”


 Eu francamente desejaria não ter de estender-me ainda mais para refutar uma afirmação tão ridícula. E olhem, mais uma vez, como  pequenas idiotices nos consomem tantas pautas para serem desmascaradas.
Para começar, nem Jesus nem Marx foram judeus, no sentido étnico-religioso. Ao contrário, o Cristo nos trouxe a Revelação, que contrariou a tradição dos doutos da lei e que por isto mesmo lhe custou o madeiro infame. Quanto a Karl Marx, este homem era ateu e dedicou-se no último quartel de sua vida ao culto de rituais satânicos.  Mormente, nenhum dois pregava a igualdade, pelo menos a igualdade material, como pretendem sugerir os autores: Cristo pregava a igualdade espiritual, isto é, a Graça de todo ser humano perante Deus, enquanto Karl Marx pregava a revolução operária, tendo várias vezes defendido o extermínio de mexicanos, irlandeses, poloneses e outros que não tivessem ainda alcançado a etapa capitalista. Os pobres, estes eram “lixo” (lumpen). Finalmente nenhum dos dois era resignado nem pregou a resignação. Cristo ensinou sim a mansidão e a paciência, mas não a resignação niilista e fatalista. Karl Marx, por sua vez, pregou a revolução violenta, a ditadura do proletariado e o extermínio de raças inferiores e dos indivíduos incapazes ou de qualquer modo inúteis para o estado.
Prezados pais e mães, professores e alunos, e leitores interessados: esta crítica não foi exaustiva. Há ainda outras páginas que omiti por razões de espaço ou porque a doutrinação ideológica estava tão bem dissimulada que me exigiria um verdadeiro exercício para desenovelá-la.  
Contudo, o que se apresentou, creio ter sido o bastante para alertar sobre as más intenções dos autores. Nós precisamos acabar com isto! A mera divulgação deste artigo por quem se dispuser a tal mister já é de um grande auxílio para pormos fim à doutrinação ideológica escolar. 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

IMB - Mises contra Marx

IMB - Mises contra Marx

Novilíngua: Conhecimento se constrói? Como se aprende a aprender?


Quem afirma que uma criança precisa "aprender a aprender", para então "construir" seu conhecimento, na verdade está a promover-lhe uma lavagem cerebral. 

Por Klauber Cristofen Pires



Há uns dias, uma professora solicitou-me ajuda para compreender o significado do termo Novilíngua. Expliquei-lha que o termo fora cunhado por George Orwell, por meio de sua obra "1984", inspirado pela manipulação linguística que já vinha sendo praticada desde Hegel e Marx e Engels, e que se tornara uma estratégia de dominação cultural largamente utilizada pelos vários movimentos revolucionários derivados das ideias desses ideólogos.
O objetivo da novilíngua é, a princípio, confundir as pessoas no processo de andamento do processo revolucionário, de modo a fazê-las perder a noção de certo e errado, de bom e de mau, de conveniente e inconveniente, de falso e mentiroso. Um povo dividido e enfraquecido é a fórmula ideal para a chegada triunfante da liderança revolucionária, que há de angariar a simpatia e o apoio de muitos simplesmente por mentir com convicção, dando com isto a impressão de que sabe o caminho para a salvação da nação. Já com a nova ordem instalada, a novilíngua serve como instrumento abovinador (1) da população, por lhe retirar as palavras que permitiriam aos cidadãos pensar e se expressar  além dos estreitos currais mentais estabelecidos pelo regime. 

Assim, por exemplo, que o conceito de "respeito" foi sendo substituído pelo de "tolerância". Percebam porém como há uma fina e ao mesmo tempo brutal diferença: respeito é uma atitude de auto-vigilância e de não agressão, enquanto tolerância é a exortação para que a pessoa agredida releve as atitudes do agressor. Vejam a diferença por um exemplo: se eu respeito meu vizinho, evito produzir som alto, mas se eu o desrespeito, então eu produzo o som alto e exijo dele que seja "tolerante" para comigo.

Da mesma forma, a expressão "justiça social": se atribuem um adjetivo para a palavra justiça, é porque neste exato momento estão a deturpar seu significado, transformando-a em outra coisa bem diversa, embora sequestrando a palavra clássica para o fim de dar a aparência de que de justiça se trata. Não pode haver justiça social e justiça ao mesmo tempo. 

O uso da novilíngua é farto e mutável como a gripe. Um termo que andou muito em moda até ter sido desmascarado foi o de "consciência crítica". Por este termo, os formadores de opinião socialistas pretendiam convocar os cidadãos - especialmente os estudantes - para pretensamente os livrarem das formas de pensamento rotuladas por eles próprios de "alienantes", quando justamente intentavam os aprisionar dentro da "superestrutura marxista". Mas, pensem bem: como pode alguém alcançar qualquer nível de consciência sem fazer uso da crítica?

Hoje, as escolas abusam de duas expressões que, olhem bem, como é comum da novilíngua, são autocontraditórios por seus próprios termos: "construção do conhecimento" e "aprender a aprender".

Trata-se de dois chavões do método de ensino denominado "construtivista". Então vejamos: como pode ser o conhecimento construído, se ele pressupõe a preexistência do objeto? Etimologicamente: do latim cognoscere = vir a saber ou ainda: Latim cum, grego = νους (nous), latim scit actionem = quando ou como a mente sabe a ação. Saber a ação(2). Tal conceito foi importado da engenharia com muita infelicidade, pois o engenheiro sabe muito bem e antecipadamente o que está a construir. Nenhum engenheiro se propõe a erguer uma obra com conhecimentos tais que ainda espera obter ao longo de sua lida. 

Enfim: com o conhecimento adquirido, construímos coisas materiais e imateriais, e não o contrário. 

Agora, alguém já viu um "corredor infinito"? Refiro-me àquelas salas de casarões e palácios que tinham por moda contrapor dois espelhos, a oferecer a ilusão de ótica de que não teriam fim. Assim ocorre com a expressão "aprender a aprender". Pensemos: se alguém tem de ser ensinado a aprender para poder aprender, então temos de ensinar este indivíduo, antes disso, a aprender a aprender a aprender, para que possa aprender a aprender. Como se pode ver, isto não vai terminar nunca!

Os filhotes de golfinhos nascem prontos para nadar, e os de girafas, a correr, mas quanto aos frágeis bebês humanos? A resposta aí está: estão aprendendo! Perguntem aos especialistas! Conclusão: a capacidade de aprender é inata ao ser humano. 

Portanto, quem pretende fazer acreditar que uma criança precisa "aprender a aprender", para depois "construir" seu conhecimento, na verdade está se imbuindo de promover uma lavagem cerebral destrutiva na tenra cabeça daquele ser humano, de forma a neutralizar sua capacidade cognitiva natural por meio de um sistema de negações e contradições, e em seu lugar implantar um sistema de pensamento falso sem o medo de ser questionado. É como inserir um vírus da Aids, que aniquila por primeiro justamente o sistema imunológico. Esta é a essência do método Paulo Freire.

Prestem bem atenção: está para além do ridículo a expressão "construção de texto". Retornem às boas e clássicas palavras "redação", ou "narração", ou "dissertação"! Notem como "construir" um texto denota o uso técnico e burocrático da comunicação,  enquanto esta clama das crianças o melhor que têm: a vivacidade da imaginação!

Portanto, caros professores honestos, se vocês querem combater o uso da novilíngua, comecem por combater veementemente o uso destes maléficos conceitos.  Eu ainda vou trazer outros mais em breve.

Visão do momento


Se eu fosse escolher as maiores desgraceiras do desgoverno petista, eu não falaria nem na péssima gestão política e nem mesmo na excessiva intervenção e regulamentação econômica, isto é fichinha perto de coisa muito pior: eu falaria em sociedade... Sem sombra de dúvidas, as duas maiores merdas tem sido a ascenção do asqueroso politicamente correto e principalmente, como diria a velha máxima do Nélson Gonçalves, o marxismo que deu voz ao meros lambedores de mofo de gravata... Não vejo como problemas políticos e econômicos possam ser piores do que isto...

Processo Judicial Eletrônico no Brasil

CAMPANHA: "BOLSA PJE"

Os tribunais estão "forçando a barra" e empurrando, goela a baixo, esse PJE que até pode ser um avanço tecnológico MAS, por não estar pronto, nem ser uniforme para todo o Judiciário, vem causando uma série de problemas em termos de SEGURANÇA JURÍDICO-PROCESSUAL.

Ademais, em respeito ao princípio da legalidade, advogar demanda conhecimentos JURÍDICOS e não específicos de tecnologia da informação, ou vão criar uma PEC e alterar o preceito constitucional que garante que o exercício profissional se dá NA FORMA DA LEI? Sim, porque o Estatuto do Profissional do Direito não exige que o mesmo seja graduado em INFORMÁTICA ou similar, senão em DIREITO!

Fora isso, então, para nos lançarmos à moda dos últimos governos, sugiro seja criada a "BOLSA PJE" cujos destinatários sejam os profissionais do direito que serão FORÇADOS a contratar profissionais da área de informática, em especial os que detenham conhecimentos específicos de segurança de redes!

Campanha lançada!

fritz 4 Tobata Rebaxada

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

DRESDEN, O VERDADEIRO HOLOCAUSTO


O ataque aéreo dos criminosos de guerra aliados despejou sobre a população civil das cidades alemãs “40.000 toneladas de bombas no ano de 1942, 120.000 toneladas de bombas em 1943, 650.000 toneladas de bombas em 1944 e, nos últimos quatro meses de 1945, mais de 500.000 toneladas de bombas”
Cerca de 500.000 pessoas foram eliminadas “democraticamente” em uma noite
“Os alemães devem ser anjos ou santos para esquecer e perdoar o que eles sofreram duas vezes com injustiças e atrocidades em uma geração, sem que eles tenham desafiado os aliados. Se nós norte-americanos fôssemos tratados assim, nossa vingança pelo nosso sofrimento não conheceria fronteiras.”[Reverendo Ludwig A. Fritsch, Ph.D, D.D. emer., Chicago, 1948]

A crueldade humana não conhece fronteiras
O número de mortos do Holocausto de Dresden é reduzido a algumas dezenas de milhares de exterminados pelos principais profissionais representantes da fábrica de mentiras RFA e pela Indústria do Holocausto. É fato reconhecido, todavia, que durante o inferno de bombas, mais de 12.000 edifícios do centro da cidade viraram pó. Em um momento da guerra, onde juntamente com os 600.000 moradores da cidade, se encontravam enlatados lá mais de 600.000 refugiados de Breslau. Eram acomodados em cada um dos 12.000 edifícios cerca de 50 pessoas. Isso não é contestado – e desses edifícios não sobrou qualquer coisa que se aproveite. As pessoas que ali se encontravam transformaram-se em cinzas sob uma temperatura de 1.600 °C.
Em uma área arrasada de 7×4 km, ou seja, 28 milhões de m², tombaram a cada 1.000m² de 1 a 1,5 mortos, segundo a correta democrática política. Por isso os negadores do Holocausto alemão mencionam desavergonhadamente 35.000 mortos. Em fevereiro de 2005, uma “séria” comissão de historiadores afirmou que morreram somente 24.000 alemães em Dresden. Quando o sistema envia a campo seus historiadores “sérios”, o conhecedor da política da mentira histórica sabe que se trata aqui de comprados especialistas na mentira, os quais devem evitar a todo custo a divulgação da verdade, utilizando para isso as mentiras mais descaradas.
A cifra de 35.000 mortos trata de uma pequena parte das vítimas do Holocausto de Dresden, cujas identidades foi possível determinar. Erhard Mundra, membro da diretoria do “Bautzen-Komitee e.V.”, esclareceu isto em 12 de fevereiro de 1995 no jornal Die Welt, página 8: “Segundo o comunicado do oficial do Quartel General da área de defesa de Dresden, major da reserva Mathes, naquela época diretor administrativo da cidade Dresden, foram identificados completamente 35.000 mortos, 50.000 parcialmente e 168.000 não puderam ser identificados.” Todas aquelas pobres crianças, mulheres, idosos e soldados feridos, dos quais a onda ígnea não deixou nem um palmo de cinzas, naturalmente não puderam mais ser identificados. Sobre isso escreveu o falecido ex-chanceler Dr. Konrad Adenauer: “O ataque à cidade de Dresden repleta de refugiados resultou, somente em 13.02.1945, em cerca de 250.000 mortos.” [Deutschland Heute, editado pelo Departamento de Imprensa e Informação do governo alemão, Wiesbaden 1955, pág. 154] E a cidade Dresden completou em um comunicado:“Segundo as confirmadas informações do Departamento de polícia de Dresden, foram resgatados os corpos de 202.040 pessoas, na sua maioria mulheres e crianças. Cerca de 30% destes puderam ser identificados. Incluindo os desaparecidos, o número realista de vítimas deve estar entre 250.000 e 300.000…” [Assinado por Hitzscherlich, Referência 0016/Mi, Data: 31.07.1992]

A crueldade humana não conhece fronteiras
Dresden era uma cidade-hospital, sem qualquer peça de artilharia anti-aérea, sem militares e sem qualquer tipo de instalação militar. Dresden servia como receptora dos refugiados do leste. Os telhados eram marcados com a cruz vermelha.
As cidades alemãs se transformaram em super-crematórios
Na noite assassina de 13 para 14 de fevereiro de 1945, o maior criminoso de todos os tempos, Winston Churchill, permitiu que caíssem cerca de 700.000 bombas incendiárias sobre Dresden. Sobre dois habitantes caíram, portanto, uma bomba. Sobre isso escreveu o jornal Welt em 3.3.1995, pág. 8: “Quando a cidade se transformou em um crematório… Professor Dietmar Hosser, do Instituto para Materiais, Infra-estrutura e proteção ao fogo, Braunschweig, considera provável que a temperatura da superfície tenha atingido até 1.600 °C.”
Dos céus veio a “libertação” mortal
O genocídio do povo alemão exterminou “80% de todas as cidades alemãs com mais de 100.000 habitantes”. O ataque aéreo dos criminosos de guerra aliados despejou sobre a população civil das cidades alemãs “40.000 toneladas de bombas no ano de 1942, 120.000 toneladas de bombas em 1943, 650.000 toneladas de bombas em 1944 e, nos últimos quatro meses de 1945, mais de 500.000 toneladas de bombas”. [Die Welt, 11.2.1995, pág. G1]
Aqui aconteceu a maior parte do Holocausto alemão
As seguintes cidades alemãs foram transformadas em crematório pelos principais criminosos de guerra Churchill e Roosevelt, cujos centros suas bombas trouxeram o dobro de calor análogo ao centro de um crematório: Kiel, Neumünster, Stralsund, Bremerhaven, Emden, Wilhelmshaven, Hamburg, Neubrandenburg, Neustrelitz, Prenzlau, Bremen, Hannover, Rheine, Osnabrück, Hildesheim, Braunschweig, Magdeburg, Berling, Potsdam, Frankfurt/Oder, Bocholt, Münster, Kleve, Wesel, Dortmund, Hamm, Soest, Krefeld, Mönchengladbach, Düsseldorf, Aachen, Düren, Bonn, Köln, Siegen, Koblenz, Trier, Bingen, Bad Kreuznach, Mainz, Worms, Kaiserslautern, Pirmasens, Karlsruhe, Pforzheim, Stuttgart, Freiburg, Friedrichshafen, Ulm, München, Augsburg, Straubing, Heilbronn, Nürnberg, Ingolstadt, Bayreuth, Mannheim, Ludwigshafen, Darmstadt, Offenbach, Hanau, Frankfurt, Gießen, Schweinfurt, Würzburg, Gießen, Kassel, Nordhausen, Merseburg, Leipzig, Chemnitz, Dresden, Eilenburg, Halberstadt, Magdeburg, Gelsenkirchen, Oberhausen, Witten, Duisburg, Hagen, Wuppertal, Solingen, Neuß, Remscheid, Brilon, Aschaffenburg.
Não foram os alemães que começaram
É sempre bom salientar que a Grã-Bretanha e a França é que declararam guerra ao Terceiro Reich em 3 de setembro de 1939, não o contrário. Além disso, deve-se saber também que a Inglaterra iniciou o terror aéreo contra a população civil alemã, apenas dois dias após a declaração de guerra. Em 5 de setembro de 1939, aconteceu o primeiro ataque aéreo sobre Wilhelmshaven e Cuxhaven. Em 12.01.1940, o primeiro ataque aéreo sobre Sylt. Em 25.01.1940, comunicado do Alto-Comando alemão sobre a condução da guerra: proibição de ataques aéreos sobre solo inglês, incluindo os portos, com exceção todavia das docas de Rosyth e os ataques na questão das operações com minas. Em 20.03.1940, Kiel e Hörnum (Sylt) são atacadas com 110 bombas, incluindo aqui bombas incendiárias. Um hospital foi atingido em cheio. Em abril de 1940, sucederam outros ataques aéreos ingleses sobre locais sem importância militar. Em 11.05.1940, depois que Churchill foi nomeado primeiro-ministro, em 10 de maio, sem comunicação pública, ele toma a decisão de iniciar a ofensiva aérea contra a população civil alemã. O relatório do Alto-Comando alemão confirma em 18.05.1940, novamente um ataque aéreo inglês sobre alvo não militar e avisa sobre as consequências. Em 30 de maio de 1940, a Alemanha envia um comunicado à França referente ao tratamento de pilotos abatidos: “Documento da crueldade franco-britânica”. Somente agora, em 14/15 de novembro de 1940 é que acontecem os primeiros ataques aéreos alemães sobre a cidade inglesa de Coventry –meses depois do início do terror aéreo britânico contra os alvos civis na Alemanha.
Para o perito em guerra aérea, Sönke Neitzel, “todavia, todos os pesados ataques da aviação alemã sobre cidades nos primeiros anos da guerra não foram ataques terroristas, mas sim, pelo menos na origem, ataques contra alvos militares.” [Darmstädter Echo, 25.09.2004, pág. 4]
Historiadores: populações da Inglaterra e dos EUA são culpadas pelo genocídio alemão
Na ocasião de uma conferência histórica militar em Freiburg, sob convite do Departamento de Pesquisa da História Militar do exército alemão, em setembro de 1988, historiadores militares americanos, britânicos, alemães, franceses e italianos, abordaram durante uma semana os aspectos da condução da guerra aérea, durante a Segunda Guerra Mundial. O jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung, em setembro de 1988, dedicou um artigo com o título “Bombas sobre cidades”, com os resultados desta conferência. Autor deste interessante artigo foi o professor Günther Gillessen. Um dentre os diversos interessantes resultados da conferência histórica foi a conclusão uníssona:“Impressionante é que o Exército alemão permaneceu dentro da tradicional máxima de condução da guerra até o fim, enquanto as duas democracias ocidentais não se intimidaram em usar a inconsequente tática da revolucionária e radical guerra aérea.” E ainda mais interessantes conclusões foram indicadas: “E não pode-se duvidar que as premissas básicas do Direito de Guerra proibiam a guerra estratégica de bombardeamento total… Os historiadores consideraram as indiferentes guerras aéreas como graves erros, mas não apenas de um brigadeiro, de Sir Arthur Harris, ou do comando de ataque. A responsabilidade atinge todo Alto-comando aéreo britânico, sobretudo a liderança política, principalmente Churchill e Roosevelt juntamente com a maioria de seus povos”.
Churchill queria assar os refugiados alemães
O historiador contemporâneo David Irving citou o criminoso de guerra Churchill em 13 de fevereiro de 1990, na ocasião de uma palestra do 45°ano do extermínio de Dresden, no Palácio da Cultura de Dresden: “Eu não gostaria de nenhum conselho como nós podemos destruir importantes alvos militares nos arredores de Dresden; eu gostaria de conselhos como nós podemos assar 600.000 refugiados de Breslau em Dresden”. Assar os alemães não era, todavia, suficiente para Churchill. Na manhã seguinte, ele enviou seus caças para metralhar as mulheres e crianças sobreviventes nas margens do Elba.
Churchill queria dentro de seu plano de extermínio sistemático da população alemã, destruir cada casa de cada cidade alemã: “ ‘Se for preciso, nós esperamos poder destruir quase cada casa em cada cidade alemã’… Em março de 1945, quando Churchill duvidava da significância do bombardeamento das cidades alemãs ‘simplesmente com o objetivo do aumento do terror’: O terror continuou.” [Die Welt, 11.02.2005, pág. 27]
A elite alemã processa as vítimas
Enquanto os executores de fato começaram a ter certo remorso devido à condução de guerra de extermínio contra a população civil alemã, em março de 45 como foi aqui mencionado, nada impediu a nojenta elite alemã do pós-guerra em premiar este assassino com o Aachener Karlpreis pelo Holocausto sobre a Alemanha. O genocida recebeu o “prêmio da paz” daquela cidade que ele planificou com sua guerra de extermínio e cuja população ele deixou queimar uma grande maioria.
As elites alemãs do organismo de uma modalidade do domínio aliado não se modificaram, eles louvam ainda hoje os assassinos e vilipendiam suas vítimas. O prefeito de Dresden, Ingolf Roßberg, foi até mais longe; na véspera do dia em memória das vítimas do extermínio de Dresden, em 2005, ele urinou verbalmente sobre as vítimas do Holocausto alemão, alegando que o extermínio sistemático conduzido industrialmente das 500.000 pessoas indefesas e a destruição irreversível de obras tombadas, foi correto: Dresden não foi “inocente”, assim seu ataque verbal cheio de ódio pelas crianças assassinadas, assim como mulheres, soldados feridos do hospital e também os animais do zoológico: “60 anos após o bombardeamento com milhares de dezenas de mortos, o prefeito Ingolf Roßberg avisou para não considerar Dresden como ‘inocente cidade’”. [Die Welt, 12.02.2005, Internet]
Este tipo de declaração vem do prefeito daquela cidade exterminada, a qual na época recebeu como uma bondosa mãe a torrente de gente, animais e veículos. Ruas e praças estavam lotadas com carroças de refugiados. Terrenos eram transformados em imensos abrigos. 1.130.000 pessoas tinham encontrado acolhimento dentro dos muros desta cidade, quando veio seu fim, quando sua hora tinha chegado. As bombas atômicas para a Alemanha foram os ataques de 13 e 14 de fevereiro de 1945 sobre Dresden. Estes ataques ultrapassam seja na sua destruição ou número de vítimas, os efeitos do lançamento das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki.
Culpados devem ser encontrados somente entre as vítimas alemãs, não entre os assassinos
Analogamente ao resultado final, já em 1988, do encontro da comissão histórica, em Freiburg, não são somente os criminosos de guerra Churchill e Roosevelt que levam a culpa pelo Holocausto alemão! Não, também os povos inglês e norte-americano levam sua parcela de culpa por este inimaginável crime da história da humanidade. Sobre isso a revista Der Spiegel Nr. 1 de 1995, pág. 73, escreve: “…cerca de 6 milhões de alemães foram mortos”. Isto não está correto; na verdade foram cerca de 15 milhões de alemães assassinados da forma mais selvagem e brutal possível. Mas mesmo esta revista anti-alemã reconhece a morte de seis milhões de alemães. Porém, a elite alemã só encontra palavras de consolo para os judeus.
O que diz então a grande mídia “livre” da RFA sobre a culpa dos criminosos de guerra aliados pelo genocídio alemão? Ernst Cramer escreveu em 12.02.1995 no jornal Welt, página 9: “Ao lembrar, não se deve mais procurar culpa”. E como via o antigo presidente Roman Herzog a questão da culpa pelo genocídio alemão? Em seu discurso atenuador, e ofensivo à memória dos alemães assassinados em 13 de fevereiro de 2008 em Dresden: “Não há sentido algum fazer julgamento sobre isso, se o bombardeamento aéreo, cuja atrocidade ninguém nega, era permitido pela lei da guerra ou não. O que isso nos trás visto ter acontecido há 50 anos”. [Frankfurter Allgemeine Zeitung, 14.02.1995, pág. 1]
Mas quando se trata de enforcar os alemães pelo número majorado das vítimas de Auschwitz em pelo menos 90% (3.500.000 de judeus foram simplesmente inventados e a culpa colocada nos alemães, segundo pesquisa de Fritjof Meyer), as “vítimas” e os mentirosos profissionais então não dizem: “Ao lembrar, não se deve mais procurar culpa”. Não, todos os principais ocupantes das repartições públicas alemãs juram pela “eterna responsabilidade alemã”. Eles falam até sobre a “culpa de responsabilidade” dos alemães ainda não-nascidos!
Dois pesos, duas medidas
Nós recapitulamos: Que as cidades alemãs foram transformadas durante a Segunda Guerra Mundial em crematórios, isso nem os protagonistas duvidam. A tonelagem de bombas que foram jogadas pelos criminosos sobre as cidades alemãs provém da fonte dos inimigos. Como eles teriam o interesse em esconder tais fatos, esta informação é, portanto, crível. Que seis milhões de alemães foram de fato assassinados, até a revista anti-alemã Spiegel confirma – assim como os dados oficiais – e esta cifra foi reduzida em pelo menos 9 milhões. Todavia, permite, ou melhor, sugere que o terror aéreo aliado pouco efeito teve sobre a população civil alemã. Juridicamente, estas mentiras sobre o Holocausto alemão não têm consequência alguma para seus autores.
Os “libertadores” transformam nossas cidades em crematórios
Permanece por toda a eternidade a obrigação de chamar a responsabilidade dos anti-alemães da política e da sociedade por sua difamação das vítimas alemãs: os “democratas”, que libertaram os alemães de Hitler, vieram com morte e extermínio sobre o povo. Mais uma vez: Eles assassinaram na noite infernal de Dresden cerca de 500.000 pessoas e destruíram um dos mais belos patrimônios da humanidade, pois Dresden era considerada a Florença do Elba. Mulheres que pariam naquele momento, buscavam desesperadamente pular para fora daquele centro transformado em alto-forno, em busca do ar frio do inverno. Mas, em minutos, mãe e o bebê a nascer viram cinzas de crematório. Milhares atingidos pelas bombas de fósforo buscam sua salvação nos lagos da cidade, mas o fósforo não se extingue com água. Mesmo os animais do Zoológico, sejam elefantes ou leões, todos procuravam a salvação da morte nas fontes d’água. E assim fundiam-se um com o outro, sejam recém-nascidos, mães, idosos, feridos, assim como os inocentes animais do Zoológico. Tudo em nome da “libertação”.

A crueldade humana não conhece fronteiras
Welt am Sonntag, 05 de maio de 1995, pág. 23:
“O extermínio de Dresden foi o resultado de um ódio cego! Bomber Harris: ‘Dresden, tal lugar não existe mais’”.
Die Welt, 3 de março de 1995, pág. 8:
“O rastro das vítimas das bombas perdeu-se no nada… na tempestade de fogo, as pessoas se transformaram em cinzas… Na área central de Dresden que compreendia cerca de 15 km², onde a tempestade de fogo assolava, não foi poupada uma única casa sequer. Foram despejadas 650.000 bombas incendiárias durante dois dias e duas noites.O asfalto queimava no centro da cidade. O tornado era tão grande mesmo no dia seguinte, que um estudante turco pôde percebê-lo da ponte sobre o Elba: ‘Sobre o Elba havia um forte tornado, provocado pelo incêndio. Nós tínhamos que ir para baixo da ponte e nos segurar na grade, junto ao chão para não ser sugado pelo redemoinho de vento…’ Assim falava Goebbles salientando os 40.000 mortos de Dresden, embora ele tivesse alegadamente um relatório do chefe do departamento de propaganda de Dresden, onde o número situava-se entre 350.000 e 400.000 vítimas… Também depois da guerra, interesses supra-políticos impediram a determinação objetiva do balanço do número de vítimas. Um número grande de vítimas atrapalha a concepção de conciliação… A assertiva parece ingênua, de que a propaganda nazista teria interesse em propagar um número grande de vítimas… Como o objetivo declarado do terror aéreo dos aliados era quebrar a moral da população civil da Alemanha, uma propaganda que trabalhasse com um elevado número de vítimas somente iria aumentar o efeito dos ataques aéreos.”
O número de assassinados em Dresden era tão grande que impeliu Dr. Goebbles a declarar oficialmente as perdas em somente 10%. Ele temia que a revelação do número oficial fosse provocar um caos no Reich, um total desmoronamento da moral de resistência, pois esta proporção de assassinato em massa ultrapassava a mais simples capacidade de imaginação – NR.
SUS, 3 de março de 1995, pág.8:
“Não há dúvidas, Dresden foi a maior catástrofe e tragédia da história européia com centenas de milhares de mulheres e crianças mortas, assim como foram dizimadas estruturas de enorme valor cultural. Durante um congresso de história em Tübingen, em 1988, no qual participaram renomados historiadores da Inglaterra, Eua, França e Alemanha, chegou-se de forma unânime ao seguintes resultados:
– Inglaterra e EUA seguiram a tese do bombardeamento estratégico de cidades, enquanto a Alemanha e a França utilizavam o poder aéreo como uma espécie de artilharia, para dar suporte às tropas terrestres (Blitzkrieg) e escolhiam exclusivamente alvos militares.
– Este foi o motivo que já em 1939 alvos civis na Alemanha foram bombardeados pela RAF. Quando os alemães bombardearam Canterbury e Bath, eles as declararam como retaliação pelo crime dos ingleses segundo a Convenção da Guerra de Den Haag (as armas de retaliação, também conhecidas como armas secretas etc, utilizadas neste momento da guerra foram as V1 e V2. ‘V’ aqui significa Vergeltung, ou seja, retaliação).”
– Guernica, Varsóvia e Rotterdam foram todos objetivos militares dentro da área de luta.
– Todos os historiadores foram unânimes em reconhecer que o bombardeamento estratégico de alvos exclusivamente civis, ou urbanos, é totalmente contrário à Convenção de Guerra de Den Haag e trata-se aqui de um crime de guerra.”
[Göran Holming, Major da reserva do exército sueco]
Die Welt, 3 de março de 1995, pág. 8:
“Quando as cidades viraram crematório. Junto ao velho mercado de Dresden, eles encontraram nas escavações dos porões três metros sob o nível da rua, a coloração do calcário de branco bege até vermelho. Algumas partes estão ‘vitrificadas’… O arqueólogo berlinense Uwe Muller: ‘Nós podemos reconhecer disto que as temperaturas chegaram entre 1.300 e 1.400 graus, e reinava a falta de oxigênio… que na superfície tenha reinado temperaturas ainda mais altas de até 1.600 graus… das pessoas sobraram somente as cinzas.’”

Petismo chegando nas entidades!!!

Passando sua folga de carnaval na base da marinha em Aratú na Bahia. A presidANTA Dilmarionett Ducheff não pode entrar no mar.
Toda vez que ela pisa na água ouve uma voz feminina vinda das profundezas marinhas gritar: " Volta para a areia oferendaaaaaa!!!"
Alguns membros de seitas religiosas Africanas garantem que a voz que vem das profundezas é de Iemanjá.
Já estão pensando em promover o Bolsa Atabaque para acalmar a rainha das águas.
Mas é certo que a PresidANTA chamou sua segurança e mandou que retirem Iemanjá das águas para uma conversa ao pé d'ouvido, onde segundo a "açeçoria" presidencial, Dilmarionett oferecerá um ministério para a lendária figura. 

E...Volta para a areia oferenda!!!!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Guilherme Macalossi - A HORA DE ACHAR OS CULPADOS




Quando Tarso Genro está de um lado, eu estou de outro. Foi assim também na tragédia de Santa Maria, quando, em uma declaração, o governador afirmou que não era hora de se procurar por culpados. Quando se vê um episódio macabro como esse, onde mais de 230 vidas humanas são desperdiçadas em virtude exclusiva de incompetência, impunidade e omissão, é impossível não procurar culpados. Tarso Genro só disse aquela besteira por um motivo: o Estado, do qual ele é o chefe político, é réu no caso.

Em que pese os frequentadores da Kiss terem morrido diretamente pela inalação de gases tóxicos emitidos pela combustão da espuma que revestia a casa de shows, essas pessoas foram também vítimas de uma cadeia de sucessivas incompetências que compõe quase que o cotidiano da nação. Não houve fiscalização do estado, em suas instâncias municipais e estaduais, o que permitiu ao empresário inescrupuloso fazer o que quisesse, uma vez que, fazendo ou deixando de fazer, nada lhe aconteceria. Omissão que leva a sensação de impunidade. Eis algo muito mais tóxico e mortal do que espuma vagabunda comprada em loja de colchões.

É preciso achar e punir os culpados. Dos responsáveis pela emissão do Plano de Prevenção Contra Incêndios, passando pelos integrantes da banda, até chegar no empresário responsável pela Kiss. Todos eles são culpados direitos por transformar aquela casa de shows em uma pira homicida.

O Brasil precisa criar um ambiente onde as pessoas, sejam elas burocratas do estado, ou cidadãos comuns, cumpram as leis. A impunidade no país chegou a níveis alarmantes. Ela é a maior causa de mortandade de brasileiros, tanto em casas de shows, quanto em estradas, quanto nas esquinas de cada rua do país. Não haverá segurança para ninguém enquanto continuarmos a adiar a hora de achar os culpados.

MARXISMO, UMA IDEOLOGIA RELIGIOSA

http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/13838-marxismo-uma-ideologia-religiosa.html