Free Shoutcast HostingRadio Stream Hosting

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

AUDIÊNCIA PÚBLICA




COMISSÃO DE EDUCAÇÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
PRESIDENTE: Alice Portugal – PCdoB – Partido Comunista do Brasil
REQUERENTE DA AUDIENCIA: deputado Rogério Marinho (PSDB-RN)
PAUTA: assédio ideológico nas escolas brasileiras de educação básica
DEBATEDORES:
A representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Dra. Em Sociologia, Iolanda Barbosa da Silva.
O professor da Universidade de Brasília, sociólogo Bráulio Tarcísio Porto De Matos.
O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação ligado a CUT, Roberto Franklin de Leão.
O coordenador do Movimento Escola sem Partido, Miguel Nagib.
O professor da Universidade de Brasília, Erlando da Silva Rêses, representando o Grupo de Estudos e Pesquisas em materialismo Histórico e Dialética Marxista da faculdade de educação da UnB/DF
Declinaram do convite da comissão: Olavo de Carvalho, Rodrigo Constantino, Marilena Chauí, Pastor Silas Malafaia.
_____________________________________________________________________________
A intenção desse texto é relatar não só a reunião-debate, mas todo o ambiente e a mentalidade dos que estão debatendo o ensino nacional, que insistem em denominar de “educação”, construção de cidadania e outros termos que nada tem a ver com o que precisamos.
Os pronunciamentos opinativos foram proferidos pelos membros da mesa acima citados, onde passarei a relatar o posicionamento de cada um.

Prof. de história da arte, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação ligado à CUT, Roberto Franklin de Leão:
“Conheci e aprendi política no tempo que era do grêmio estudantil de minha escola. A cidadania se constrói dentro do ambiente escolar convivendo e participando da pluralidade e diversidade da sociedade.
 “A escola é, sim, um lugar de discussão política e de construção de posições ideológicas. Impedir a livre manifestação seria um retrocesso na democracia, lembra Leão: “A escola não é um espaço isolado do mundo, eu concordo que não tem que ser de política partidária, mas o debate político, o incentivo à participação na vida da sociedade é fundamental. A escola deve ter esse papel. Caso contrário, vamos ter um monte de robôs, jovens e adolescentes que vão sair da escola treinados sem saber exatamente o que eles vão encontrar fora da escola. E nós precisamos preparar o aluno para a vida, essa é a grande missão da escola”. 
Bem, por essas citações, podemos contatar que lá em 68 no grêmio estudantil que participou, já existia militância esquerdista fazendo o trabalho doutrinário em favor da construção de militância esquerdista/marxista; o que derruba a tese sempre apresentada pela intelectualidade, os formadores de opinião que tivemos um regime ditatorial militar censor, pois havia liberdade para se doutrinar já nessa época dentro das escolas ou a esquerda fazia um trabalho clandestino e subversivo sobre os alunos que foi extremamente eficaz.
Esse professor, foi instigado e formatado a ser um militante desde jovem, afinal afirmou que o que tem de errado os estudantes lutarem juntos com seus professores em campanhas salariais e criticar junto com seus mestres as políticas e práticas dos governos que não contemplam a classe!

Dra. em Sociologia, representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Iolanda Barbosa da Silva:
Através de um discurso rançoso e de alto grau de exibicionismo acadêmico, desde suas primeiras palavras foi de defender com unhas e dentes a pluralidade, a diversidade, que levou a afirmar que o projeto vetado no congresso contra ideologia de gênero foi um retrocesso, e mais uma vez pudemos ver os doutrinados do passado defendendo de forma acirrada as bandeiras das estratégias marxistas de construir uma sociedade para o socialismo, onde tudo que defendem é correto e tudo que for contra o que defendem é um crime praticado por fascistas opressores da sociedade capitalista. Não recomendo ler nada que essa intelectual produziu na academia pois se depender do que defende e como defende é outra doutrinadora e criminosa nos ambientes escolares e acadêmicos.

Professor/Sociólogo da Universidade de Brasília, Bráulio Tarcísio Pôrto De Matos:
Após duas explanações tendenciosas e que nos comprova a doutrinação ideológica em sala de aula de longa data e tendo nos oradores defensores desse modelo emburrecedor e doutrinador nas escolas e universidades, como algo extremamente benéfico e necessário para os futuros cidadãos, o prof. Bráulio nos contemplou com uma explanação coerente academicamente e pautado nas causas e consequências de fatos notórios há tempo por muitos brasileiros, só não reconhecido pelo MEC, Gestores e intelectuais, simplesmente porque foram  e aplicam a doutrinação que receberam.
Mas, podemos festejar a postura e o combate que o prof. Bráulio vem travando contra esse sistema através de críticas e exposições de fatos e dados com profundidade.
Confira o vídeo com uma participação do prof. Bráulio nessa audiência que comento:

Professor/Sociólogo da Universidade de Brasília, Erlando da Silva Rêses.
Esse sociólogo nos dá mais um exemplo assim como os outros dois participantes (socióloga Iolanda Barbosa da Silva e o professor Roberto Leão) de que realmente a doutrinação não é novidade no Brasil.
Através de projetos que participou e participa como coordenador, como por exemplo:
Grupo de Estudos e Pesquisa em Materialismo Histórico e Dialética Marxista na Faculdade de Educação da UnB/DF.
Envolvimento eleitoral na UnB através do movimento sindical
Difusão do sócio construtivismo de Paulo Freire na formação para EJA.
Fica notório a difusão e pratica das ferramentas ideológicas marxistas no seu trabalho e na sua própria mentalidade, como algo normal e necessário.
O grupo de estudos que coordena é uma arma letal na juventude para a construção de militância e massa de manobra em favor do projeto de poder esquerdista no país, fomentando partidos como PSOL e PSTU de novos idiotas uteis para participar da luta revolucionaria socialista no país.
A participação eleitoral através do movimento sindical dispensa maiores comentários, já que os sindicatos acompanham o pensamento e os ditames socialistas.
E a defesa e difusão do sócio construtivismo seja no EJA ou no ensino regular e propagar e aplicar uma metodologia que emburrece, destrói a mente dos alunos e os transforma em militância a serviço do socialismo, pior no EJA porque se aproveita da ignorância dos alunos adultos e subvertem na fase adulta com suas mentiras utópicas de sua ideologia esquerdista.

Advogado e Coordenador do Movimento Escola sem Partido, Miguel Nagib.
Apresentou de forma categórica exemplos práticos e mensagens de estudantes denunciando a pratica doutrinaria nas escolas para de forma subliminar e simpática formar massa de manobra e militância para o projeto socialista no país.
O Escola sem Partido ajudou a formatar dois projetos de lei federal que tratam do tema: o PL 867/2015, do deputado Izalci Lucas (PSDB-DF), intitulado “Escola sem partido”, elimina a concepção paulo-freiriana de transmissão do conhecimento. Para Paulo Freire, o objetivo da educação é conscientizar e ensinar o estudante a ler o mundo para poder transformá-lo.
Já o PL 1.411/2015, do deputado Rogério Marinho (PSDB/RN), torna crime a manifestação ideológica, instituindo pena de reclusão e multa aos professores que expressarem suas ideias políticas em sala de aula. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação aponta que as propostas retiram a liberdade do professor de ensinar e o direito do aluno de aprender. O presidente Roberto Leão ressaltou a importância de os educadores estimulares a participação organizada de crianças e jovens para o exercício da cidadania.
Para o combate efetivo dessa nefasta pratica com os estudantes não serão leis intimidatórias ou punitivas que mudarão o cenário, apesar de ser a primeira iniciativa legal contra esse sistema educacional emburrecedor.

Deputado e prof. de história Rogério Marinho (PSDB-RN)
O deputado que encampou a ideia do Escola sem Partido e emgrossa fileiras contra a doutrinação ideológica nas escolas e universidades, por ser também professor, mas na audiência teve a função de mediar o debate, proferiu várias opiniões que contradizem e se encontra no discurso dos ideólogos doutrinadores da esquerda.
Exemplo: citou o modelo e qualidade do ensino nacional na época da “ditadura”. Desconhece os fatos e propaga o revisionismo imposto pelos ideólogos da esquerda. Compara e iguala o Comunismo com o Fascismo, sem analise da realidade do povo que aceitou o fascismo na Italia e o nacional Socialismo na Alemanha. Ponto negativo para o deputado. Compara a doutrinação nas escolas, como se quisessem negar o holocausto judeu...Além de um deputado social democrata – socialista fabiano é outro professor que combate a doutrinação esquerdista, mas pensa e pratica o que recebeu nos bancos escolares e acadêmicos, ou seja, doutrinação, mas em grau menos elevado do que vem sendo praticado atualmente.


Presidente da Comissão de Educação e Deputada Comunista, Alice Portugal/PCdoB
A participação da deputada comunista dispensa comentários, tamanha histeria e exposição de lavagem cerebral doutrinária que exibiu. Vou me eximir de comentar para que cada leitor após ver seu pronunciamento tire suas próprias conclusões.
https://www.youtube.com/watch?v=yRUEO7YZs6s
Em resumo, temos pessoas combatendo a doutrinação ideológica nas escolas, mas com baixo índice de argumentos e dados para enfrentar as inúmeras justificativas e afirmações colocadas pelos agentes de esquerda em não aceitar esse combate.
Falta muito para podermos realmente enfrentar essa guerra, pois da forma pífia através de leis e debates que é tudo que a esquerda mais gosta para assim se armar no discurso, com combatentes contaminados pela doutrinação e pelo discurso e práticas politicamente corretas, fica cada dia mais distante o final desse massacre sobre outras gerações de jovens no país, lembrando que estamos indo para uma 6ª geração de doutrinados e contaminados em menor graus pelo ideário esquerdista.

Constata-se que o aparelhamento e tomada da máquina estatal para propagar a revolução com todos os métodos e práticas possíveis foi realizado com sucesso e constitucionalismo álibi em um legislativo de maioria esquerdista não é o caminho para uma solução eficaz, ainda mais não relacionando as causas ou ferramentas aplicadas para sugerir sua mudança, mesmo que seja impossível.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Como pensava o cidadão comum durante o Nacional-Socialismo?

“Se havia a impressão junto aos cidadãos comuns que durante o período anterior à guerra, eles estavam submetidos a uma tirania, não se deixa comprovar pelo número de campos de concentração documentados historicamente e de seus respectivos detentos.” Com esta conclusão, o psicólogo social originário de Frankfurt, Fritz Süllwold, refuta uma imagem distorcida dos dias atuais e apresenta corretamente como pensavam os alemães durante o Nacional-Socialismo.
Ele investigou minuciosamente como pensavam os cidadãos alemães comuns durante o período do Nacional-Socialismo nas mais diferentes áreas. Para saber suas convicções e reações, foram entrevistadas pessoas qualificadas da geração daquela época. Mas eles não deveriam externar suas próprias posições, mas sim documentar a partir de um ponto de vista mais afastado de “um observador da época”, as impressões subjetivas de seu ambiente social. Assim foi obtido um quadro das opiniões fiel à verdade.
Segundo a pesquisa, no período anterior à guerra, “quase todos” estavam convencidos que a redução do desemprego e o crescimento econômico, a partir de 1933, era resultado direto da política de emprego do governo. A confiança no valor do Reichsmark foi pouco percebido apenas por 2% dos entrevistados. Salário e preços, gastos sociais e previdência social pareciam justos. O auxílio aos pobres e menos favorecidos foi avaliado como suficiente.
“Sobre a administração federal e comunal, assim como sobre a justiça e a polícia durante o Nacional-Socialismo, na época anterior à guerra, existe uma ideia hoje em dia junto à nova geração, que não corresponde àquilo que viveram as pessoas daquela época.”, conclui Süllwold. Na realidade, os funcionários públicos eram considerados corretos e prestativos. A impressão de se estar vivendo em uma ditadura sanguinária, não predominava no senso comum. A maioria dos cidadãos se sentiam protegidos suficientemente pelo executivo (“O policial – seu amigo e protetor”). O governo foi muito estimado pelo fato de se poder andar pelas ruas durante a noite em segurança e despreocupadamente. A justiça era considerada correta e independente, oportunista em processos com motivação política – não havendo alteração aqui quando comparado à atualidade.
A ideia da Volksgemeinschaft (Comunidade do Povo) era a linha-mestra; “Utilidade pública precede individual” não era uma frase vazia, mas sim um princípio praticado no dia a dia. Consideração e respeito norteavam o convívio social. O culto à juventude dos nacional-socialistas não significava o desprezo dos idosos. A relação entre os sexos estava submetida a uma severa condição moral: caso ocorressem relações antes do casamento, este era providenciado rapidamente. Esta hierarquia que norteava tais comportamentos, valores e virtudes não eram especificamente nacional-socialistas, mas baseavam-se em antigas tradições. Isso valia principalmente para o corpo de oficias.
A vida religiosa e as igrejas tinham um papel importante no Nacional-Socialismo, mais do que é suposto atualmente. Segundo a impressão das testemunhas da época, muitos membros do partido, mas longe de sua totalidade, tinham um sentimento anti-igreja. Diferenças e profundos conflitos entre a igreja e o partido eram percebidos pela população. Todavia, a participação nas missas não era considerado oposição ao partido.
No campo político, o Ditado de Versalhes foi considerado uma grande injustiça. A política revisionista de Hitler foi bem recebida. Os esforços em recuperar os territórios perdidos foi vista por muitos como algo justo. Diante da união com a Áustria e da libertação dos Sudetos, a maioria reagiu “com alegria e orgulho”. Os abusos e repressão contra os alemães na Tchecoslováquia e na Polônia provocaram uma onda de “indignação e revolta”.
Ao eclodir a guerra contra a Polônia em 1939, não havia um patriotismo do “já ganhou”, mas sim um clima de abatimento e aflição. Apenas uma minoria estava segura da vitória. A tese oficial, segundo a qual a Alemanha foi forçada à guerra, teve crédito limitado, porém, apenas uma minúscula parcela acreditava que o governo do Reich arquitetou a guerra. Os relatórios da Wehrmacht apareciam em geral como um relato honesto, todavia, a partir da segunda metade da guerra, menos crível. Apesar da rigorosa punição, o programa britânico de rádio para a Alemanha foi ouvido por muitos, porém, conscientes de que se tratava de propaganda errante destinada à desmoralização dos alemães.
As rápidas vitórias sobre a Polônia, na França e nos Bálcãs provocaram uma grande surpresa: “Se uma população é pega de surpresa pelo desenrolar da guerra, pois ela pelo menos não esperava um sucesso rápido, a inclinação inicial pela condução de uma guerra não poderia ter sido tão grande assim”, conclui Süllwold. “A inclinação por uma guerra pressupõe invariavelmente um rápido e tranquilo sucesso militar.” A ocupação da Dinamarca e Noruega foi visto por 39% como uma medida defensiva, para se antecipar ao ataque dos aliados. A invasão da Holanda e Bélgica na campanha ocidental foi visto menos como parte de uma guerra de ocupação, mas sim como algo inevitável.
No início da campanha russa, reagiu-se com preocupação diante da ampliação do conflito. A perda do 6º Exército em Stalingrado, em 1942, foi considerada uma catástrofe devastadora, não raramente considerada como um ponto de inversão do curso da guerra. As retiradas na frente oriental indicavam a “perda da soberania alemã”, e não foram poucos aqueles que viam nisso “o desenhar do caminho para a derrota generalizada”. Dois terços da população era da opinião de “que a guerra contra os partisanos forçava a uma brutalidade sem misericórdia“. Considerava-se possível “que através de um tratamento equivocado da população civil, provocava-se inimizade e resistência.”
A entrada dos EUA na guerra foi considerada por dois terços como “grave”. Para uma minoria esclarecida, ela era o reconhecimento de uma situação que já estava em prática. O sensacional sucesso japonês provocaram uma momentânea euforia. A posterior invasão dos aliados no sul da Itália não foi apenas considerada “como resultado da incapacidade italiana”, mas também “como grave ameaça contra a Alemanha”. A queda da Itália como parceira no Eixo era vista como “comportamento esperado de um aliado incapaz e não confiável”.
Uma parcela significativa da opinião pública se ocupava com os ataques aéreos da coalizão anglo-americana contra a população civil alemã. Em sua grande maioria, reinava a opinião de que se tratava de um explícito ataque terrorista para quebrar a moral da população. Muitos estavam conscientes que os ataques eram dirigidos principalmente contra os bairros residenciais. Segundo as observações de dois terços das testemunhas da época, a guerra aérea despertou em apenas alguns cidadãos o desejo de “um término imediato da guerra a qualquer preço”. Ódio e sentimento de vingança contra britânicos e norte-americanos eram percebidos na maioria das vezes apenas aos atingidos diretamente, ou seja, aos bombardeados.
O desembarque dos aliados na Normandia foi classificado pela população como “decisivo” e “o início do fim”. A ofensiva das Ardenas, em dezembro de 1944, foi classificada por alguns como “chance para um cessar fogo na frente ocidental”. Muitos a consideravam um “enfraquecimento da defesa oriental”, e não poucos a consideravam algo sem sentido. O anúncio do emprego de armas secretas despertaram uma certa esperança, mas era considerada também como mera propaganda. O uso subsequente dos foguetes V1 e V2 foi considerado como o início do uso das anunciadas armas de retaliação. Não se acreditava mais na vitória, mas esperava-se que as novas armas possibilitassem condições suportáveis para um armistício.
O atentado de 20 de julho de 1944 foi visto como uma tentativa de encerrar a guerra através da eliminação de Hitler. As ofertas públicas de paz por parte dos alemães após as campanhas da Polônia e França não passaram desapercebidas da população alemã. Como os adversários não as aceitaram, representou para a grande maioria a “prova para a animosidade bélica dos aliados”. Com a possibilidade da Alemanha perder a guerra, contavam com isso uma grande parte da população desde a entrada dos EUA na guerra e principalmente com as retiradas na Rússia. A guerra pareceu perdida definitivamente após o desembarque dos aliados na Normandia. Esta convicção aumentou após os aliados terem ultrapassado as fronteiras do Reich. As últimas dúvidas quanto à iminente derrocada desapareceram após o transpasse aliado no Reno e do Oder.
Diante da pergunta sobre possibilidades plausíveis de terminar a guerra, após estar claro que ela não poderia mais ser ganha, responderam 52% das testemunhas como “não”. Principal obstáculo foi “o conhecimento da exigência por uma capitulação incondicional e o medo de ser entregue à boa vontade de um inimigo inescrupuloso, principalmente no caso dos soviéticos”. Bastante disseminada foi também a opinião “de que após os combates, o que viria a seguir só poderia ser muito pior do que já estava.” “Medo e vingança por crimes cometidos” não preocupava. Não apenas foi alimentada pela propaganda a esperança de que “crescia o antagonismo entre soviéticos e os aliados ocidentais, e os alemães poderiam se aproveitar disso caso aguentassem por mais tempo”.
Diferentemente do que é apresentado nos dias de hoje, os judeus não estavam no centro das atenções do cidadão comum. A minoria judaica representava menos de um porcento do total populacional e os judeus estavam além disso distribuídos irregularmente pelo território. Apenas poucos cidadãos conheciam pessoalmente ou tinham relações com eles. Judeus e questões judaicas foram relevantes apenas em situações marginais. Somente em situações excepcionais como após a famosa Noite de Cristais em 1938, os judeus foram objetos das conversas. O antissemitismo estatal foi rejeitado pela maioria, o jornal antissemita de Julius Streicher – Der Stürmer – era considerado “primitivo” (67%) e não foi levado em conta pela maioria. Com a alegação atual de que os alemães olhavam de lado ou por uma falta moral dos alemães, isso não tem qualquer relação.
“Na segunda metade da guerra, onde a perseguição dos judeus tomou um rumo drástico, com risco à vida, muitos cidadãos comuns foram atingidos por problemas existenciais, que lhe tomaram a atenção e os perturbaram espiritual e emocionalmente. Dentre eles destacam a constante preocupação com o marido, filhos, pais, irmãos e amigos, que atuavam como soldado nas ações militares.” Com isso, Süllwold coloca as condições subjetivas em seus devidos lugares. “Além disso apareceram inúmeras tarefas pesadas que tinham que ser feitas no lugar dos homens recrutados. Principalmente preocupava… os inúmeros ataques aéreos, onde não apenas deveria contar-se com a perda da casa ou apartamento, mas também com ferimentos graves e perda da vida. Os cidadãos comuns viviam naquela época literalmente em um mundo em ruínas. Tais aspectos periféricos são invariavelmente esquecidos ou ignorados pela avaliação histórica das questões judaicas durante a época da guerra”.
Fred Duswald
Fritz Süllwold, Deutsche Normalbürger 1933-1945. Erfahrungen, Einstellungen, Reaktionen. Eine geschichtspsychologische Untersuchung, Herbig, München 2001.
Der Grosse Wendig, Artigo 542, Vol. 3

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

CULINARIA NO BUNKER

11 trapalhadas econômicas históricas

Controle de preços sempre será algo estúpido, independente da época, mas é necessário um enorme grau de imbecilidade para se praticá-lo quando sua região está sitiada.
Em 1584, as forças controladas por Alessandro Farnese, Duque de Parma e Piacenza, estavam cercando a maior cidade da Holanda, Antuérpia, durante a Revolta Holandesa (Guerra dos oitenta anos). De início, o cerco foi em vão, pois as formações em linha do exército do duque eram porosas, e a Antuérpia conseguia receber suprimentos por via marítima.
Mas o duque era sortudo, pois a cidade decidiu voluntariamente se bloquear a si própria. Os magistrados da cidade decretaram um limite de preços para os cereais.
Como consequência, os contrabandistas, que até então vinham furando o bloqueio, se tornaram consideravelmente menos entusiasmados para fazer entregas de alimentos. Em meio à fome geral que se seguiu, a cidade teve de se render no ano seguinte.
________________
Em 1984, o fracasso da colheita na Etiópia apresentou um novo conjunto de problemas para a junta marxista, chamada "Derga", que controlava o governo. Os programas de estatização e de controle de preços, que eles haviam implantado há anos, pareciam mais ineficazes que nunca.
Obviamente, o problema todo estava nos vestígios de capitalismo que ainda infectavam a economia. Portanto, a junta resolveu adotar medidas ainda mais vigorosas, como a proibição do comércio de cereais. Por mais estranho que pareça, tal medida não acabou com a fome.
O ditador Mengistu Haile Mariam, inspirado pelo brilhante sucesso agrícola do camarada Stálin na década de 1930, imediatamente promulgou um novo conjunto de ideias batizado de "vilagização". Sob esse plano, os dispersos habitantes rurais da Etiópia seriam aglomerados em vilas modernizadas com infraestrutura de ponta.
Como era de se esperar, nem todos os beneficiários desse plano compreendiam o charme utópico dessas vilas, o que fazia com que eles tivessem de ser levados à força para o local — para o bem deles próprios. Infelizmente, o esperado aumento na produção agrícola nunca se materializou, e milhões morreram de fome.
O país sucumbiu a um permanente estado de guerra civil, que só acabou em 1990, após a União Soviética ter parado de subsidiar a Derga. Mengistu fugiu para o Zimbábue, onde se tornou um proeminente conselheiro dos governantes daquela nação.
__________________________
Na ânsia de inovar, o presidente brasileiro José Sarney achou-se capaz de dar uma lição em Diocleciano. Em 1986, após anos de crescente inflação, Sua Excelência baixou um decreto congelando os preços de todos os bens e serviços da economia brasileira. Já que era impossível atacar as causas da febre — isto é, reduzir a expansão monetária praticada pelo Banco Central —, então que se quebrasse o termômetro: o simples congelamento de preços bastaria para acabar com os efeitos dessa inflação monetária.
O resultado foi maravilhoso. Carros usados tornaram-se mais caros que carros novos, as carnes desapareceram dos açougues (mas prontamente reapareciam tão logo o comprador ofertasse uma quantia extra por baixo do balcão) e o governo acabou tendo de literalmente prender bois no pasto para impedir suas exportações, que eram bem mais vantajosas.
Após noves meses de desabastecimento e escassez, o governo abandonou seu decreto. Como a expansão monetária jamais houvesse sido interrompida, os preços dispararam imediatamente e o presidente chegou a ser apedrejado dentro de um ônibus. Saiu do governo com 6% de aprovação.
_________________________
Após quase uma década de crescimento econômico impulsionado por políticas macroeconômicas sensatas, a presidente do Brasil Dilma Rousseff decide inovar. No caso, "inovar" significa "regressar" a políticas econômicas que já haviam sido amplamente desacreditadas nas décadas de 1970 e 1980.
Adotando políticas econômicas que se resumem a estimular o consumo sem estimular a oferta, aumentar os gastos públicos, maquiar as contas do governo, aumentar as tarifas de importação, aumentar o crédito concedido por bancos estatais, tabelar o lucro de empresas, congelar o preço da gasolina e baixar os preços da energia elétrica na caneta, a mandatária fez com que um país que até então apresentava bons indicadores econômicos passasse a apresentar dois anos seguidos contração econômica, taxa de inflação de preços próxima a dois dígitos, desemprego crescente e sem perspectiva de melhora, taxa de câmbio em forte desvalorização, custo de vida em forte ascensão, gasolina e tarifas de utilidade pública em disparada, endividamento recorde da população, e investimentos há quase dois anos em contração.
Sua taxa de aprovação despenca a níveis próximos aos do Diocleciano brasileiro da década de 1980. Os apoiadores do seu partido, outrora os mais fanáticos do país, batem em retirada, envergonhados. Apenas os militantes pagos ainda se arriscam a fazer defesas pontuais da presidente e do partido, mas sempre enfatizando que se opõem vigorosamente à política econômica. Gera-se o movimento dos "contrários a favor".
Após implantar o seu museu de grandes novidades, a mandatária corre o risco de nem sequer completar seu mandato.
Leia mais casos curiosos (e muitas vezes tragicamente engraçados) em:

HOLOCAUSTO NEGRO

Conforme publicou a revista Der Spiegel em 1998, “O comércio de escravos estava nas mãos de judeus”. Uma nova faceta das relações históricas entre negros e judeus.
“Três rolos de fumo bastavam para pagar um negro forçudo” *
Neste dia 20 de novembro, mais de 250 municípios brasileiros comemoram oficialmente o “Dia da Consciência Negra”. Pretende-se com isso consolidar o ensino sobre a história e a cultura afro-brasileira, bem como incluir nos currículos escolares termos como: história da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional. Tudo conforme quer almejar a lei 10.639/2003.
A insurreição contra a escravidão teve seu principal marco histórico não com a Lei Áurea, instituída hipocritamente pela princesa da casa monárquica brasileira, mas sim pela morte do primeiro negro a liderar uma revolta da população negra, Zumbi de Palmares.
Este Holocausto Negro iniciou-se com a vinda dos negros da África, que foram vendidos e negociados como mercadorias descartáveis, para o cultivo da terra, escravizados, espancados, marcados a ferro em brasa, assassinados, vítimas de açoite e outros atos de violência.

Disposição dos escravos em um navio negreiro
Os navios negreiros trouxeram pelo menos 13 milhões de pessoas da África para as Américas, na maior deportação da história mundial. Seu martírio começou no ano 1492, ano da chegada (e não descoberta) de Cristóvão Colombo às Américas. Neste final do século XV, a Espanha vivia uma época de grande prosperidade comercial e também de grande conturbação social. No mesmo ano de 1492, os reis católicos da Espanha, Isabel e Fernando, davam aos judeus a escolha entre a conversão, a morte ou o exílio.
Segundo J. P. Ney, em seu artigo “O comércio escravo”, “com Colombo viajaram 5 marranos (Luis de Torres, Marco Bernal, Alonzo de la Calle, Gabriel Sanchez e Rodrigo Triana). Estes acompanhantes convenceram Colombo a trazer 500 índios como escravos na viagem de retorno a Espanha. Com isso iniciou-se o drama”.
Ainda segundo este autor, o transporte dos negros como escravos para as Américas começou em 1520. Durante as décadas seguintes, o número de caçados e deportados chegou à cifra anual de até 50.000 pessoas, o que não deixou de ser um dos mais rentáveis negócios daquela época, talvez comparável aos rendimentos fáceis obtidos através da especulação nas bolsas de valores dos dias atuais.
E é justamente esta desmedida procura pelo lucro fácil que faz com que as pessoas tornem-se cegas, pois a deportação e o comércio de escravos não apresentaram outro motivo aparente. Os assassinos e coadjuvantes nem odiavam suas vítimas nem tão pouco havia motivação para vingança. Havia e há somente uma explicação lógica: a ganância pelo maior lucro. Com um total de cerca de 150 milhões de mortos, o Holocausto Negro é com segurança o maior crime da história.
Os escravos nunca foram inimigos de alguém. Este genocídio também não era parte de uma guerra. Os escravos eram somente mercadorias.

“Escravidão: crime do milênio”
No estudo de Ney, surpreende a relação que este faz entre a procura desenfreada pelo lucro e o fato de que, conforme publicou a revista Der Spiegel em 1998, “O comércio de escravos estava nas mãos de judeus”.
Não existe mais dúvidas de que o povo judeu foi o que cometeu este crime: eles tinham o monopólio, eles conservavam as condições comerciais, eles possuíam os navios, e era deles o lucro. Aqui não há mais nada a provar. Tudo é conhecido. O último navio de escravos, o navio ORION, pertencia à companhia de navegação judaica Blumenberg, de Hamburgo”.
Parece ser injusto culpar aqui todo um povo pelo ato de alguns de seus membros. Mesmo apesar do fato de alguns judeus terem sido protagonistas do genocídio contra os negros africanos – NR.

A relação secreta entre negros e judeus
Em 1991, a comunidade religiosa norte-americana composta de cidadãos negros, The Nation of Islam, publicou um estudo sobre a atuação judaica no tráfico negreiro. A obra levou o título de The secret Relationship between Blacks and Jews e aparenta ser bem fundamentada e documentada. Os autores do estudo deixam bem claro logo no início:
“As informações aqui contidas foram obtidas principalmente de obras judaicas. Foi dada bastante importância na obtenção das provas apresentadas somente a partir de autoridades judaicas de renome, cujas obras apareçam em revistas de história especializadas ou publicadas pelas principais editoras judaicas”.
O especialista negro norte-americano em tráfico escravo, Dr. Tony Martin, examinou o livro e o tornou leitura obrigatória em seus cursos.
Na introdução do livro pode-se ler:
“No fundo dos inacessíveis contornos da historiografia judaica, encontra-se provas incontestáveis de que os mais importantes “bandeirantes” judeus ultrapassavam em dimensão bem maior do que outros grupos étnicos ou religiosos da história, o uso dos escravos africanos capturados, e que eles participavam em todos os aspectos do comércio internacional de escravos”.
Mais além temos:
“A maioria das pessoas sempre supuseram que a relação entre negros e judeus fosse amigável e frutífera, um enriquecimento mútuo – dois povos sofridos que se uniram para superar com sucesso o ódio e fanatismo. Mas a história mostra algo bem diferente”.
Como este tema gira em torno de um assunto delicado para a preservação da imagem da comunidade judaica no ocidente, o livro tem sofrido constantes ataques. O sionista e articulista do site MidiaSemMascara, Daniel Pipes, menciona este estudo em um de seus artigos, mas infelizmente se resume apenas a pichá-lo de “O novo anti-semitismo”, não abordando seu conteúdo. Incrivelmente, tais ataques irracionais somente iluminam com mais destaque a hipocrisia da dupla moral acerca das pesquisas sobre o miserável comércio de escravos. Para pesquisadores judeus, como Bernard Lewis, é social e moralmente aceitável que livros sejam editados onde a atuação de árabes no comércio negreiro seja apresentada, e é também igualmente razoável social e moralmente que se mostre o comprometimento de europeus no comércio de escravos. Porém, é totalmente “falso, maldoso e imoral” para um pesquisador não-judeu trazer à tona a participação judaica no comércio de escravos negros.

Gustavo Barroso, um dos mais brilhantes intelectuais brasileiros
A participação judaica no tráfico de escravos africanos foi abordada pelo historiador brasileiro Gustavo Barroso em sua obra “A História Secreta do Brasil”. No capítulo que trata sobre “O empório do açúcar”, Barroso escreve “O açúcar começou a criar para o judaísmo negócio novo e lucrativo: o tráfico dos negros”.
E segue com o capítulo intitulado “O tráfico de carne humana”, onde já no primeiro parágrafo descreve a situação da exploração açucareira no Brasil:
“Florescia pois, o comércio de carne humana à medida que prosperava a indústria açucareira. O suor do negro cimentava a riqueza do segundo ciclo da colonização. Ligados, o comércio de escravos e a produção do açúcar, acabariam caracterizando toda a economia ultramarina.”
E mais além, prossegue com seu ataque aos judeus, citando para tal a obra de Gilberto Freire, “Casa Grande e Senzala”, 2ª edição, 1936:
“No norte, os senhores de engenho viviam endividados, presos à usura judaica. O judaísmo os manobrava e forçava a lançar mão do operário africano, que os negreiros, também enfeudados a Israel, iam buscar do outro lado do Oceano Atlântico.

Assim, desde os albores do ciclo do açúcar, começou o emprego da mão-de-obra negra. O horror à atividade manual e a instituição do trabalho escravo, ambos caracterizadores das colonizações peninsulares, tiveram como primeiros impulsionadores os judeus de Portugal.”
É claro que a imagem que a grande mídia nos transmite é bem diferente desta, pois ela atende em sua grande parte a interesses sionistas. Como eles não podem rebater as teses apresentadas, só resta ignorar ou difamar a obra. E justamente ciente disso, o livro da comunidade religiosa norte-americana dá um conselho aos seus leitores sobre a relação entre os negros e judeus, e que estendemos às comunidades quilombolas brasileiras:
“… é uma relação que necessita de análises adicionais. […] Ela é torcida e mal entendida, e é realmente tempo de se ocupar novamente com os documentos e examinar The secret Relationship between Blacks and Jews.”
Talvez a consciência da sociedade brasileira irá um dia promover reparações aos cidadãos negros descendentes daqueles que foram injustiçados por tamanha crueldade. Ações para isso já estão sendo levadas a cabo por políticos como, por exemplo, a veradora do PT, Claudete Alves.

Claudete Alves: “O Brasil nos deve milhões”
Uma vez ciente da problemática envolvendo a comunidade negra brasileira, a vereadora petista poderia procurar mover uma ação reparatória junto às grandes casas bancárias judaicas nas Citys de Londres e Nova Iorque, que muito se beneficiaram dos lucros obtidos por seus pares no comércio de escravos africanos.
* Gustavo Barroso, História Secreta do Brasil, 1990, Editora Revisão, pág. 5