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domingo, 22 de novembro de 2015

LEGIO VICTRIX: Stephen Lendman - "A Verdadeira História do Clube ...

LEGIO VICTRIX: Stephen Lendman - "A Verdadeira História do Clube ...: por Stephen Lendman Por mais de 14 anos, Daniel Estulin tem investigado e pesquisado a ampla influência do Clube Bilderberg sobre n...

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A GUERRA E SEUS OBJETIVOS

Ponto de partida para uma avaliação correta das medidas aplicadas pelos vencedores sobre o Reich alemão, são os objetivos de guerra posteriores à derrocada militar do Reich.
Através do Direito, vive-se livre
É consenso que o mundo tenha mudado após a Segunda Guerra Mundial. A derrota do Nacional-Socialismo alemão levou consigo um ideário que, levianamente, vem sendo exorcizado desde então. O mundo tenta – em vão – tirar suas lições sobre aquela época, porém, sob a ótica dos vencedores da guerra. Tal procedimento tem demonstrado que certos assuntos não são mais discutidos e acabaram virando tabu. O receio do poder da imprensa, com suas intrigas e sensacionalismos, e a preponderância do materialismo, traduzido pelo medo da perda do padrão de vida, impedem que o mundo evolua, pois a história não é reconhecida amplamente e conscientemente sob outros diferentes prismas.
Texto abaixo é uma tradução resumida do artigo Splitterbombe nr. 2, de Horst Mahler
Ponto de partida para uma avaliação correta das medidas aplicadas pelos vencedores sobre o Reich alemão, são os objetivos de guerra posteriores à derrocada militar do Reich.
O verdadeiro entendimento dos objetivos de guerra dos inimigos do Reich alemão pressupõe o conhecimento do principal inimigo, o qual está na condição e tem os meios de criar aqueles que irão atuar em seu lugar para se atingir determinados objetivos.
O sionista Bernard Lazare, que atuava em Paris ao final do século IXX, escreveu palavras libertárias:
 
Bernard Lazare
“Se a hostilidade e aversão contra o judeu tivesse acontecido num único país e só numa determinada época, seria fácil determinar as razões desta aversão. Mas ao contrário, essa raça é, desde há muito tempo, alvo do ódio de todos os povos no seio dos quais ela viveu. Como os inimigos dos judeus pertenceram às mais diversas raças, as quais habitavam regiões distantes entre si, tinham diferentes leis, dominadas por valores antagônicos, nem tinham os mesmos costumes, nem os mesmos hábitos e possuídos de espíritos distintos, então a origem comum do Antisemitismo deve recair mesmo sobre Israel, e não naqueles que o combateram. [1]
Todas as grandes personagens do Ocidente perceberam isso – mas não reconheceram realmente. O filósofo alemão Gottlieb Fichte, já no ano de 1793, tocou no ponto central:
 
Johann Gottlieb Fichte
“Quase em todos os países da Europa alastra-se um poderoso e mal-intencionado Estado, o qual permanece com todo os despojos nas contínuas guerras, e que pressiona terrivelmente os cidadãos: é o Judaísmo. Direitos Humanos eles devem ter, embora eles não os aplique a nós; pois eles são humanos e sua injustiça não nos autoriza sermos iguais a eles…”
Mas lhes conceder a cidadania, aqui não vejo outro meio do que esse: em uma noite lhes cortar todas as cabeças e colocar outras, as quais não contenham uma idéia judaica. Para nos proteger deles não vejo outro meio do que conquistar para eles a sua Terra Prometida e mandá-los todos para lá.” [2]
Fichte não vê o perigo no fato dos judeus formarem um Estado dentro do Estado. É o fato deste Estado se fundamentar no ódio contra todos os povos que o torna perigoso.
Fichte critica a conversa mole sobre tolerância, denomina-a conversa de “palavras açucaradas de tolerância e direitos humanos e direitos do cidadão”. Muitos podem ficar com o braço arrepiado ao ler esse texto. Mas não poderia ser que o autor dos “Discursos à Nação Alemã” não compreendeu claramente os fundamentos do século XX, que também é chamado o século judaico?
Finalmente, nós teremos que incorporar o que o líder do judaísmo mundial revelou ao mundo. No manifesto de inauguração da primeira aliança judaica mundial, a qual é voltada para conquistar o domínio político mundial, os participantes ainda ousavam falar às claras.
O manifesto editado pelo judeu Isaac Adolphe Crémieux, da fundada Alliance Israélite Universelle, para a união dos judeus de todos os países, no ano de 1860, em Paris, tinha o seguinte conteúdo:
 
Adolphe Crémieux
“A Aliança que queremos formar não é nem francesa nem inglesa, nem suíça nem alemã, ela é judaica, ela é universal. Os outros povos estão divididos em Nações; nós não temos qualquer cidadão, mas sim companheiros de religião. O judeu não se tornará amigo do cristão ou do muçulmano antes que a Luz da religião judaica, a única religião razoável, ilumine todos os lugares. Espalhados no meio dos povos, os quais são inimigos de nossos direitos e interesses, nós permaneceremos, sobretudo, judeus. Nossa nacionalidade é a religião de nossos pais, nós não reconhecemos qualquer outra. Nós moramos em países estrangeiros e nós não podemos nos interessar pelos diferentes interesses desses países, enquanto nossos interesses morais e materiais estarem em perigo.
O ensinamento judaico deve preencher, um dia, todo o mundo. Israelitas! Não obstante espalhados por todos os pontos da Terra, considerem-se sempre como parte do Povo Eleito. Se vocês acreditam que o credo de seus antepassados seja o único patriotismo; se acreditam que apesar de suas nacionalidades exteriores vocês sejam um único povo; se vocês acreditam que somente o judaísmo representa a verdade religiosa e política, se vocês acreditam em tudo isso, Israelitas de todo o mundo, ouçam nosso apelo, comprovem seu apoio.
A obra é grande e sagrada. O catolicismo, nosso inimigo secular, definha, golpeado no crânio. Cada dia cresce a rede que irá colocar Israel sobre o chão e as sagradas profecias de nossos livros sagrados irão se realizar. O dia chegará, quando Jerusalém torna a casa das orações para os povos unidos, onde a bandeira do monoteísmo judaico tremulará nas costas mais distantes.
Utilizemos todos os percalços. Nosso poder é grande, que aprendamos a utilizá-lo. O que nós temos a temer? O dia não está longe, onde as riquezas da Terra pertencerão exclusivamente aos judeus.”
Na ocasião da escolha de Adolphe Crémiuex para presidente da Alliance no ano de 1861, apareceu nos Archives Israélites 1861, Nr. 25, pág. 514 até 520, um artigo com a seguinte programática passagem:
“Um messianismo do novo tempo deve eclodir e se desenvolver, uma Jerusalém da nova Ordem, fundada no sagrado entre o Oriente e o Ocidente, deve tomar o lugar do duplo império do Imperador e do Papa. A Alliance Israélite mal começou sua atuação e já deixa sentir sua influência a distância. Ela não se limita somente aos nossos cultos, ela se volta para todos, ela quer penetrar nas religiões, como ela entrou em todos os países.
As nacionalidades devem desaparecer! As religiões devem perecer! Israel, porém, não parará, pois este pequeno povo é o escolhido por Deus.”
Antes até da tomada de poder por Hitler, o Presidente da Liga Mundial judaica, Bernard Lacache, escreveu contra o antisemitismo: “A Alemanha é nosso inimigo número 1. É nossa intenção declarar sem misericórdia guerra contra este país.”
A execução desta intenção não tardou muito. Em 24.03.1933, o mundo judaico declara guerra ao Reich alemão e clama pelo boicote contra as empresas alemãs. Ele organiza em escala mundial um eficiente boicote econômico e financeiro contra o Reich. [O sempre lembrado boicote aos produtos judaicos dentro da Alemanha foi a resposta a essa iniciativa. Elas datam do início de abril de 1933 e foram combatidas poucos dias depois pelo governo do Reich.]
Em seu retorno da Conferência Internacional pelo Boicote, em Den Haag, em agosto de 1933, seu Presidente, Samuel Untermeyer, declarou nos EUA, na rádio WABC, a “guerra santa” contra a Alemanha, caracterizando-a como a “guerra santa para a humanidade”, guerra esta que o mundo judaico aderiu.
 
Samuel Untermeyer
“É uma guerra que deve ser levada a cabo incansavelmente… Quando nosso navio entrou hoje na baía junto à nossa estátua da liberdade, eu orei em agradecimento que este país da liberdade tenha se livrado da maldição que aflige a Alemanha dos cavaleiros, que transformou uma nação cultural em um verdadeiro inferno de terríveis bestas selvagens…
Eu encontrei vários destes refugiados aterrorizados…e eu gostaria de lhes dizer que o que passou pela forte censura e propaganda de mentiras, … é apenas uma fração da história de torturas infernais, crueldade e perseguição, ou do terror vivido dia após dia por esses homens, mulheres e crianças, e que era pior que a morte…
Eles ignoraram a opinião mundial e permanecem ignorando-a e desafiando-a. Nós judeus somos os aristocratas do mundo… Nós sugerimos e organizamos a opinião mundial para se expressar da única maneira que a Alemanha entende… Da mesma maneira Judeu ou não-judeu, que já não participam desta guerra santa, e ainda não se decidiram, devem fazê-lo aqui e agora.”
O ponto culminante fica por conta de Chaim Weizmann, Presidente da Agência Judaica (Jewish Agency), o governo das sombras de Israel e, posteriormente, o primeiro Presidente de Israel, em seu discurso na Conferência Sionista Extraordinária, Baltimore Hotel, Nova Iorque, em 09.05.1942.
 
Chaim Weizmann
“Nós não desmentimos” – assim ele explicava – “e não tenham medo em reconhecer a verdade, que esta guerra seja nossa guerra e levará à libertação do judaísmo… Mais forte do que todos as frentes juntas é a nossa frente, a frente do judaísmo. Nós não damos apenas nosso apoio financeiro a esta guerra, na qual gira toda a produção bélica, nós não colocamos à disposição desta guerra somente nosso poder propagandístico que é o combustível moral para a continuação dela. A certeza da vitória se constrói principalmente na fraqueza das forças contrárias, na destruição da resistência em seus próprios países e no interior de suas próprias fortalezas. Milhares de judeus que vivem na Europa são o fator principal na extinção de nosso inimigo. Lá, nossa frente é uma realidade e a mais valorosa ajuda para a vitória.”
Chaim Weizmann confirma com isso a citação mencionada acima do filósofo alemão Johann Gottlieb Fichte, do ano de 1973.
Fichte tinha alertado seus contemporâneos
“que os judeus, sem vocês, são cidadãos de um Estado, o qual é mais sólido e grandioso do que todos os seus, se vocês ainda lhes conferem a cidadania em seus Estados, seus cidadãos serão totalmente pisoteados.”
O ensino do Direito Internacional ainda não reconheceu até os dias de hoje o fenômeno do Judeu Internacional(Henry Ford) e a tática de guerra da Panjudéia contra os povos. Para a infelicidade de todos os envolvidos!
A linha-mestre para a conquista do domínio mundial pelos judeus está descrita nos Protocolos dos Sábios de Sião – alegadamente uma falsificação. De peculiar interesse é o capítulo 7 dos Protocolos. Lá temos:
“Em toda a Europa, bem como nos outros continentes, devemos suscitar agitações, discórdias e ódios… A qualquer oposição, deveremos estar em condições de fazer declarar guerra pelos vizinhos da nação que ousar criar-nos embaraços; e, se esses próprios vizinhos se lembrarem de se aliar contra nós, devemos repeli-los por meio duma guerra geral… se todos se revoltarem contra nós, responderemos com os canhões americanos, chineses e japoneses.”
Qual jurista a serviço da “República Federal Alemã” já sabe qual era o objetivo de guerra nr. 1 que tinha sido combinado pelos EUA e a União Soviética como fundamento de sua aliança contra o Reich alemão? E quem eram os autores da determinação deste objetivo de guerra?
Wendell Willkie, mandatário especial do presidente Franklin D. Roosevelt, escreveu sobre esta negociação especial com Josef Stalin, que o Objetivo de Guerra Nr. 1 era a “Abolição da exclusividade racial” (“Abolition of racial exclusivness“).
Nos relatos sobre a conversação entre o Presidente F. D. Roosevelt e o Marechal Stalin na ocasião da conferência de Teerã, em 28 de novembro a primeiro de dezembro de 1943, encontra-se a seguinte anotação:
 
F.D. Roosevelt
“[A conversação mudou para a questão do tratamento para a Alemanha nazista.] O Presidente disse que para ele é muito importante que a concepção do Reich não permanecesse no consciente dos alemães e esta palavra fosse eliminada do idioma.
 
Marechal Stalin
Marechal Stalin retrucou que não seria suficiente eliminar a palavra, muito mais o Reich deveria ser colocado numa posição que nunca mais leve o mundo a uma guerra. Ele disse que os aliados iriam fracassar no cumprimento de seu dever, se eles não conservassem em suas mãos aquelas posições estratégicas que sejam necessárias para evitar qualquer levante do militarismo alemão.”
Em um memorando para o Ministério do Exterior, em 6 de abril de 1945, F. D. Roosevelt confirmou mais uma vez sua intenção de eliminar do idioma alemão a palavra “Reich”.
Muito bem citado! A questão aqui são as medidas contra o Reich alemão com objetivo de exterminá-lo completamente, as quais somente após a derrocada militar poderiam ser levadas a cabo contra um povo agora indefeso. Trata-se aqui de uma forma totalmente diferente de condução da guerra, a qual tem como pré-condição a dominação uniforme da nação em questão através do poder internacional combinado do dinheiro e da mídia, um Meta-Poder, supranacional. Fichte compreendeu este Meta-Poder como “um Estado, o qual é mais sólido e grandioso do que todas as nações juntas.” O rei dos automóveis, Henry Ford, denominou-o em um estudo minucioso, intitulado “O judeu internacional”. Nele temos:
 
Henry Ford
“… e este Estado, existente dentro dos demais Estados, chama-se, na Alemanha, Panjudéia . Os meios de dominação deste Estado panjudaico são capitalismo e imprensa, isto é, dinheiro e difusão ou propaganda. Entre todos os Estados do mundo, o único que exerce realmente um domínio universal é a Panjudéia; todos os demais podem e querem exercer somente um domínio nacional.
O principal propulsor do panjudaísmo é seu domínio da imprensa. As produções técnicas, científicas e literárias do judaísmo moderno são exclusivamente de índole jornalística, e têm por base a admirável faculdade do judeu de assimilar as idéias alheias. Capital e jornalismo reúnem-se no produto imprensa, que constitui o verdadeiro instrumento dominador do judeu.
A administração do Estado Panjudaico está admiravelmente organizada. Sua sede primitiva foi Paris, mas hoje ocupa essa cidade o terceiro lugar. Antes da guerra, Londres foi a primeira, e Nova Iorque a segunda capital da Panjudéia. Temos de esperar para verificar se Nova Iorque chegará a vencer Londres, mas a tendência geral marca o rumo para a América.
Se é certo que a Panjudéia não está em condições de sustentar constantemente uma força de mar e terra, outros Estados cuidam de tal serviço. Sua esquadra hoje é a britânica, cuja tarefa consiste em rechaçar todo o ataque que possa ser dirigido contra os interesses marítimo-econômicos panjudaicos, seja de que origem for. Em troca, a Panjudéia garante à Grã-Bretanha um desenvolvimento tranqüilo de seu poderio e territorial; a Panjudéia sujeitou a Palestina ao cetro britânico. Onde quer que existisse um núcleo militar panjudaico, fosse qual fosse o uniforme ou bandeira sob os quais combatessem, colaborava sempre intimamente com o poderio naval britânico.
A Panjudéia entrega a administração das diversas zonas de influência a governos indígenas , exigindo para si a inspeção geral sobre esses governos. O judaísmo não se opõe a uma distribuição nacional permanente do resto do mundo não-israelita. Os judeus não se unificarão nunca com outra nação, pois per si representam a nação que sempre foi e continuará a ser impossível de encontrar.
A Panjudéia pode fazer a guerra e pode fazer a paz, recorrendo em casos de resistência a soltar as rédeas da anarquia, após a qual também pode, se quiser, tornar a implantar a ordem. Em todo o caso, a Panjudéia faz vibrar a musculatura e o sistema nervoso de outros povos como melhor convém aos interesses financeiros panjudaicos. Como a Panjudéia dispõe a seu talante das fontes de informação do mundo inteiro, está sempre em condições de ir preparando a opinião pública mundial para seus fins mais imediatos. O maior perigo consiste na maneira em como se fabricam as notícias e como se vai moldando o pensamento de povos inteiros no sentido panjudaico. Mas quando alguém dá tento dessas manipulações e desperta a atenção pública, revelando a mão hebréia nessas cartadas, levanta-se imediatamente um grande clamor da imprensa mundial contra o iníquo anti-semitismo . A verdadeira causa de qualquer perseguição, sempre derivada de uma prévia escravidão dos povos pelo domínio financeiro do judeu, jamais chega se saber em público.
A Panjudéia possui seus vice-governos em Londres e Nova Iorque. Apagada a sede de vingança contra a Alemanha, esforça-se para subjugar outras nações. A Grã-Bretanha já está nas suas garras. Na Rússia, ela ainda está lutando pelo poder, e os auspícios não são desanimadores. Os Estados Unidos, por sua excessiva tolerância com todas as raças, oferecem-lhe um campo de experiência favorável. O cenário da ação varia, mas o judeu permanece sempre o mesmo através de terras e séculos.”
Idêntico permanece também a relação especial desta comunidade religiosa perante seu Deus, o qual nos deixa saber:
Isaías 34,2-3
Porque a indignação do Senhor está sobre todas as nações, e o seu furor sobre todo o exército delas; ele determinou a sua destruição, entregou-as à matança.
E os seus mortos serão arrojados, e dos seus cadáveres subirá o mau cheiro; e com o seu sangue os montes se derreterão.
Devemos refletir sobre as dimensões deste cenário de guerra, o qual encobre todo o século XX com milhões de soldados tombados e milhões de civis assassinados. Especial atenção ganha a situação onde os alemães, que em primeira linha são as vítimas deste genocídio, foram considerados culpados e por isso, abre-se livremente para os reais assassinos o caminho para sua câmara de tesouro e permitem, sem resistência, o assassinato do espírito do povo.
Fica notório que ainda temos um problema com os judeus. Quem poderia duvidar depois de tudo isso? A questão é que nos é proibido falar a esse respeito. Problemas que não podem ser discutidos, não podem ser resolvidos – pelo menos não de forma satisfatória.
Graves problemas que não podem ser resolvidos, são como tumores cancerígenos que matam o organismo debilitado. Nosso problema é que o fundamentalismo religioso pode levar à conclusão de que seus adeptos querem se tornar nossos senhores. Nós experienciamos isso através de uma personagem famosa. Para seu povo, Jahwe falou em Isaías 60 – e graças a Martinho Lutero nós podemos ouvi-lo:
Isaías 60,10-17
E estrangeiros edificarão os teus muros, e os seus reis te servirão; porque na minha ira te feri, mas na minha benignidade tive misericórdia de ti.
As tuas portas estarão abertas de contínuo; nem de dia nem de noite se fecharão; para que te sejam trazidas as riquezas das nações, e conduzidos com elas os seus reis.


Porque a nação e o reino que não te servirem perecerão; sim, essas nações serão de todo assoladas.
A glória do Líbano virá a ti; a faia, o olmeiro, e o buxo conjuntamente, para ornarem o lugar do meu santuário; e farei glorioso o lugar em que assentam os meus pés.

Também virão a ti, inclinando-se, os filhos dos que te oprimiram; e prostrar-se-ão junto às plantas dos teus pés todos os que te desprezaram; e chamar-te-ão a cidade do Senhor, a Sião do Santo de Israel.
Ao invés de seres abandonada e odiada como eras, de sorte que ninguém por ti passava, far-te-ei uma excelência perpétua, uma alegria de geração em geração.
E mamarás o leite das nações, e te alimentarás ao peito dos reis; assim saberás que eu sou o Senhor, o teu Salvador, e o teu Redentor, o Poderoso de Jacó.

Por bronze trarei ouro, por ferro trarei prata, por madeira bronze, e por pedras ferro; farei pacíficos os teus oficiais e justos os teus exatores.
Nós sabemos agora qual a intenção de Jahwe para conosco.
Leis que proíbem tratar de um problema tão grave e vital não podem ser de direito. Pois Direito é a vontade de viver de uma comunidade. Através do Direito, vive-se livre. O Direito faz nascer suas forças criadoras para que elas se desenvolvam livremente.
Quem ordena um povo a não incomodar um inimigo que penetrou em seu seio, seja simplesmente através do anúncio de sua presença, torna-se inimigo deste povo e merece ser expulso dele.
Horst Mahler
http://hercolano2.blogspot.com/2011/08/horst-mahler-splitterbomben.html
[1] Bernard Lazare, “Antisémitisme, son histoire et ses causes”, Paris 1934, Tomo I, pág.32 
[2] Fichte – Obras Completas, Volume VI, pág. 149, Berlin 1845

Suicídio coletivo forçado das nações Europeias

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Estado islamico e a História

Quero escrever alguma coisa, mas não tenho forças e nem sei por onde começar. É tanta frase vazia, é tanto “achismo”, é tanta opinião desarrazoada que tenho medo do futuro dos seres humanos que ainda vivem nesse planeta. Vivemos uma fase onde há muita opinião sendo compartilhada, mas pouca reflexão e muito menos discussão.
Me parece fundamental conhecer a história moderna da humanidade, antes de manifestar qualquer opinião sobre os trágicos acontecimentos que testemunhamos na Europa, na África e no Oriente Médio. Se não nos debruçarmos sobre os fatos históricos que nos fizeram chegar até aqui, seremos, apenas, mais alguns dos fantoches facilmente manipulados pelas mídias e pelas grandes potências interessadas no caos e na manutenção da guerra.

O islamismo foi a última religião monoteísta a ser criada, derrotando o império romano e dominando a região que hoje forma Síria, Líbano, Irã, Iraque e Jordânia. Foi nessa época que as cruzadas cristãs, vindas da Europa, invadiram o oriente para recuperar aquele território, usando, desde então, o nome da religião. O mesmo aconteceu com missões de Jesuítas que vieram ao Brasil para evangelizar nossos índios e ocupar nossas terras, mas essa é uma outra história.
Bom, depois dessa confusão inicial, quem se instalou por 600 anos nesse espaço foram os turcos que fundaram o Império Otomano e ocuparam essa região petrolífera até o começo da primeira guerra mundial. Com o império enfraquecido e o fim da guerra (1918), surgiram os acordos “de paz”, a Conferência de Paz de Paris e o Tratado de Sévres. Mas, o que quase ninguém sabe é que antes, ainda em maio de 1916, houve a assinatura do acordo secreto Sykes-Picot, firmado entre França e Reino Unido. E, aqui, meus caros, a situação – que já era estranha, começa a ficar feia de verdade.
Porque esse acordo foi secreto? Porque a França e o Reino Unido resolveram decidir, só entre eles, quem ficaria com que parte da região do antigo Império Otomano. Sabe quando os países da Europa resolveram pegar uma régua e desenhar, reunidos na Alemanha, os contornos e as fronteiras dos países africanos? Pois é, foi mais ou menos o mesmo que aconteceu aqui: O Reino Unido recebeu o controle dos territórios correspondentes, grosso modo, à Jordânia e ao Iraque e a França ganhou o sudeste da Turquia, da Síria, do Líbano e o norte do Iraque. Quem tiver a curiosidade de olhar o mapa mundi, vai perceber que a Síria tem uma riqueza bastante óbvia: Uma importante saída para o mar. E a quem isso interessa? Ao capital, meus caros!
Mas, para que esse plano funcionasse, os europeus precisavam contar com a ajuda dos cidadãos locais e, por isso, prometeram doar uma parte daquele território, onde a população árabe viveria em paz. Tipo assim: Eu entro na sua casa, ocupo todos os cômodos, mas deixo você morando, feliz, na garagem. Então foi aqui, depois do fim do Império Otomano, que, para fragilizar e segregar o povo árabe, foram formados diferentes países, como a Síria, o Líbano e a Jordânia. Essas pequenas nações passaram a viver sob o controle direto da França e do Reino Unido, mantendo governos de fachada, inteiramente submissos aos desejos europeus. Esse cenário dominou a história até que os países europeus foram expulsos, com a eclosão da Segunda Guerra Mundial.
A partir deste marco histórico, as relações entre os países vizinhos se tornaram cada vez mais frágeis, os golpes de estados se sucedem e a ideologia laica, conhecida como Baath, (o sonho de construir uma única nação árabe, com influência socialista) se espalhou. É nesse momento que Hafez al-Assad, pai do Bashar al-Assad, assumiu o posto de Chefe de Estado e nacionalizou o Petróleo, ao mesmo tempo que Saddam Hussein avocou o controle do Iraque. Significa dizer que, em plena guerra fria, o poder na Síria, passou a se concentrar nas mãos da minoria Xiita, laica, que representa apenas 13% da população, despertando questionamentos por parte da maioria Sunita. Esse é o sentimento que motivou a criação de uma célula sunita, formada por muçulmanos radicais e influenciada por grupos terroristas, que pegaram em armas para demonstrar sua insatisfação com a política local. Como diria Weber: “Não existe vácuo de poder” e, não me parece surpreendente que apareça, dentro desse contexto, uma célula extremista que ficou conhecida como ISIS.
Para dizer o óbvio, é importante sublinhar que nem todos da maioria Sunita são muçulmano radicais. Nem todos os muçulmanos são radicais. E, por fim, nem todos os radicais fazem parte da criação do chamado Estado Islâmico.
Gabriela Cunha Ferraz, advogada.

Berlim, 19 de Abril de 1945. Joseph Goebbels

“Um dia as mentiras irão desaparecer e a verdade irá triunfar. Essa será a hora quando iremos nos levantar sobre tudo, puros e imaculados.” – Joseph Goebbels (Ministro de Propaganda do III Reich)
A profecia de um herói da resistência européia
“…A Guerra se aproxima de seu fim. A insanidade que as potências inimigas provocaram sobre a Humanidade já passou do seu ponto culminante na qual esta guerra se refere. A única coisa que deixará para trás de si, e em todo o mundo, será somente um indescritível sentimento de vergonha e de desgosto. E não pode ser de outro modo. A artificialmente construída e corrompidamente mantida coalizão entre plutocracia e bolchevismo terminará por se romper.”
A Alemanha acabará sendo dividida. A Áustria acabará sendo livrada de seu próprio destino. Os sovietes estenderão sua influencia até o Atlântico. A Inglaterra tarde ou cedo perderá a totalidade de seu império. Até os EE.UU. logo pensará diferente sobre este estremecedor fenômeno mundial. Guerras raciais internas e uma decadência indetível lhes fará perder seu prestígio e poder mundial.”
“Aconteça o que acontecer, a Alemanha renascerá em poucos anos depois desta guerra. E não será só por seu próprio esforço. A Alemanha é tão essencial e indispensável para a Europa que até nossos próprios atuais inimigos terão que impulsionar sua reconstrução. Nossos campos e províncias destruídas serão repovoadas em novas cidades e povos… Voltaremos a ser amigos de todos os povos de boa vontade que habitam a terra e junto com eles faremos cicatrizar as feridas que deformam o nobre rosto de nosso continente.”
O Ministro Goebbels cumprimenta um soldado da resistência européia
“Toda a Europa e o mundo participará dos avanços que demos à Ciência. Mas a pergunta decisiva é se neste mundo mais novo e brilhante viverão também pessoas mais felizes. Se nossos inimigos impõem sua vontade, a humanidade naufragará em um mar de sangue e de lágrimas. Haverá guerras e mais guerras que acontecerão praticamente sem interrupção. Sem dúvida serão mais reduzidas e mais isoladas geopoliticamente que esta guerra porque já ninguém se atreverá tão irresponsavelmente a provocar uma catástrofe semelhante a atual. Mas se bem que poderão ser guerras mais reduzidas e também serão tanto mais desonrosas. A honra no campo de batalha será definitivamente sepultada pela fria e sistemática decisão de matar e destruir a qualquer preço.”
“Os homens se matarão por possuir as coisas mais supérfluas e banais. As plutocracias naufragarão em uma desesperada corrida para dar cada vez mais luxos à humanidade corrompida pela comodidade ou pela política do pão-e-circo “. E finalmente as plutocracias terminarão por não poder dar de comer à uma população cada vez mais numerosa. Haverá outra vez fome dos desempregados. E virá outra vez o bolchevismo oferecendo tentadoramente as mesmas soluções falsas que ofereceram à nós diante desse monstruoso monumento ao fracasso e à ignomínia que foi a república de novembro.”
“E aqueles que queiram remediar esta situação não terão outra alternativa que ver o que nós fizemos e ver aquilo pelo qual seguiremos lutando até o amargo final. Aqueles que queiram melhorar este mundo decadente e corrupto terão que compreender que a plutocracia e o bolchevismo não são os únicos caminhos transitáveis para livrar a Humanidade da miséria e do fracasso. Por que há um terceiro caminho que é o nosso, que é o único e o melhor.
“Virão homens que ainda sem nos mencionar, porque lhes estará proibido ou porque temerão fazê-lo, tentarão transitar por este caminho nosso. E serão combatidos e traídos da mesma forma que nós fomos traídos. Mas no final VENCEREMOS porque o bom e o verdadeiro sempre triunfam neste mundo.”
Berlim, 19 de Abril de 1945.
Joseph Goebbels

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

AS PEÇAS SE MOVIMENTAM



Prof. Marlon Adami

Depois de observarmos o ano de 2015 se findando, temos algumas conclusões obvias para expor sobre a mentalidade e o momento sócio/político e econômico nacional.
Sobre o cidadão brasileiro...A contaminação e a doutrinação por décadas e magistralmente executada pela esquerda nacional transformou e formou gerações de pessoas inconscientes, emocionalmente frágeis e intelectualmente insuficientes para entender e participar do cenário nacional através do seu direito de livre expressão ou como ator das mudanças necessárias para livrar o país e a nação do jugo socialista implantado e funcionando a todo vapor.
O Gramscismo e a revolução cultural atrofiaram os cidadãos com discursos e sentimentos politicamente corretos, sem bom senso e doutrinados a praticar a agenda socialista, mesmo que alguns creiam não serem contaminados e não estarem sendo idiotas uteis em prol da revolução esquerdista, mas o estão!
O intelectual, o lógico e o racional foi substituído pelo imediatismo, sensacionalismo e práticas que acabam por desmoralizar qualquer que seja a tentativa de desestabilização e de mudanças de rumo no país contra o socialismo da elite política instalada e que dominou tudo e todos, dentro e fora do Estado.
Omissos na sua maioria, movido por um individualismo material ilusório ou por mero desconhecimento da realidade e dos temas que o envolve, gera o cidadão super ocupado sem tempo para fazer o que mais simples, estudar, ler, ouvir, pensarrrr...mas tudo isso dá muito trabalho e as justificativas vazias são muito mais práticas de pronunciar e não se comprometer.
Pseudopatriotas, cidadãos inconformados com a estrutura socialista instalada e funcionando, tentam se tornar atores contra o que agora chamam de tomada do poder pela esquerda. No entanto, muitos desses cidadãos inconformados foram contaminados e doutrinados pela esquerda desde cedo, desinformados escolhem opções erradas, bandeiras de combate natimortas e que apenas tumultuam e dão tempo para a esquerda se reorganizar e melhorar sua estrutura de poder.
Desinformados, sim! Grande parcela da sociedade brasileira contaminada e doutrinada pela esquerda segue o ritmo das redes sociais, sem se aprofundar e repetindo jargões e frases feitas que não convencem através da ansiedade e emoção a flor da pele que demonstram estar.
Os tais patriotas e democratas são tão coerentes que afirmam o espirito pacifico e legalista de se manifestar e atingir os seus objetivos, mas desconhecem a estrutura do inimigo da nação, sua mentalidade, projetos e práticas.

Seguem e validam não o conhecimento e coerência de discurso, mas quem grita mais alto ou quem tem mais vitrine midiática seja na oficial ou na virtual, não desmerecendo bons trabalhos informativos mas de metodologia imediatista que acaba por confundir e criar a mesma massa de manobra que a esquerda forma há décadas. Me refiro ao cidadão que não precisa informação apenas, mas ter consciência política para aí sim poder participar e ter condições de enfrentamento com o inimigo, esse sim, bem treinado, fiel e coerente no seu discurso.
O que vemos até o momento são grupos incapacitados de combater alguma coisa e principalmente o socialismo, ridicularizando suas bandeiras seja natimortas como o Impeachment, seja a Intervenção Constitucional na promoção de desrespeito às regras, enfrentamentos que mais parecem atuação da esquerda e concluindo, pior que a atuação de grupos universitários juvenis.
Selfies com celebridades, passeios em locais de manifestação fantasiados de cidadãos patriotas e discursos decorados proferidos como papagaios de pirata não são e nunca serão a formula de desestabilizar um governo socialista ou de engrossar fileiras contra o socialismo. Com isso de perde tempo na formação e criação de uma nação com consciência e conhecimento necessário para aí sim participar e entrar no confronto com a ditadura já instalada no país.
Tenho certeza que os leitores deste texto, muitos afirmaram que estou sendo pessimista, traidor, desinformador...mas assim como foram ensinados o povo relativiza, critica tudo e todos e pensa e pratica aquilo que a esquerda lhes ensinou, pena não notarem estarem sendo massa de manobra da esquerda.
Enquanto os opositores procurarem por líderes sem capacidade intelectual e estratégica para estar à frente ou quando alguém quer informar e contraria o que pensam, esse for taxado de ditador, fascista, infiltrado, preconceituoso, não há salvação popular para nossa realidade.
Não temos democracia nem teórica e nem pratica e o povo praticando democracia socialista ou a democracia do concordino, mostra o quão eficiente foi a doutrinação esquerdista na sociedade.
Oremos, é o que temos!


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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

11/11 - DIA DA QUEDA DO MURO DE BERLIM

Neste 11 de novembro, há 26 anos, caía o Muro de Berlim, uma das maiores atrocidades da humanidade. Foi o único muro do mundo criado para impedir que as pessoas saíssem de um lugar.

Com a fuga em massa do povo do opressor regime socialista da Alemanha Oriental para o país capitalista mais próximo – a própria República Federal Alemã, que teve uma curta sede em Bonn enquanto Berlim e o leste do país se tornavam um satélite stalinista – seu primeiro ditador socialista, Walter Ulbricht, sentiu necessidade de criar uma “proteção” (a si próprio) que impedisse o povo de fugir de sua prisão socialista.
A Alemanha, não sendo uma ilha como Cuba, e próxima demais do paraíso capitalista para não ter deserções em massa (civil e militar são quase sinônimos no comunismo), tinha um dilema com sua fronteira.
Em uma conversa com ninguém menos do que Mao Tsé-tung, o maior genocida em números da história mundial, recebeu deste uma idéia inspirada na própria Muralha da China, tesouro ancestral de seu país: criar um muro gigante fechando a sua capital ao restante do mundo (e até ao lado ocidental, rico e funcional da própria cidade).

Com os boatos provocados, Ulbricht iria à TV em 15 de junho de 1961 para garantir a seu povo: “Ninguém tem a intenção de criar um muro”. O povo, sem opção de livre concorrência no regime estatalizante socialista, foi obrigado a permanecer preso.
Entupido de guaritas e escavando gigantescos fossos (quase uma aplicação da teoria keynesiana de economia social-democrata, um “Estado de bem-estar social”), o muro foi construído às pressas da noite para o dia e em segredo, na madrugada do dia 13 de agosto de 1961.
Eram 43 km de fronteira com até 3,6 metros de altura, 302 torres, 20 bunkers e 259 recintos para cães perseguirem fugitivos. Mais de 100 mil alemães fugiram para a Alemanha ocidental de alguma forma. Os números de mortos em tentativas de fuga são incalculáveis até hoje. As mortes podiam ser horrendas – por tiros dos guardas, por afogamento, até sufocamento em túneis. Ser um dos soldados que vigiavam a fronteira tinha uma vantagem enorme: nenhuma posição na Alemanha estava tão perto da fuga para a liberdade capitalista.
Famílias foram divididas para sempre repentinamente – o bom e velho planejamento político da sociedade contra as “ondas conservadoras” com sua moral familiar. Crianças, idosos (como Ida Siekmann, a primeira vítima, de 58 anos), todos tentavam fugir, com ajuda de bombeiros do lado ocidental. Até balões foram usados para se escapar do socialismo.
Na Alemanha Oriental, os mortos por perseguição política assomaram 70 mil. Erich Honecker, o sucessor do ditador Ulbricht (que governou, claro, até sua morte), recusava a abertura ao Ocidente proposta por Mikhail Gorbachev, preferindo o velho modelo stalinista original do socialismo. Quando seu sucessor, Egon Krenz, passou a missão ao emissário Günter Schabowski de como iria começar a abertura. Perguntado ao vivo quando ela começaria, respondeu, no susto: “Pelo que sei… a partir de agora”. Minutos depois já havia uma multidão de pessoas na fronteira querendo fugir do pesadelo socialista. O muro foi derrubado, literalmente, com as mãos.
Pessoas chegavam a usar as unhas para destruir o “muro da vergonha”, causador de tantos Mauertote – estes neologismos que só existem numa realidade socialista, ou seja, os “mortos do muro”. A TV dizia que ainda era preciso uma autorização do governo para tentar refrear as massas que iam para o lado ocidental. A população, ignorando o fato, foi aos milhares para a tão desejada liberdade capitalista.
muro de berlim espaçoO último líder da Alemanha esquerdista, Egon Krenz, foi ainda sentenciado pela morte de quatro pessoas que tentaram fugir apressadas. Em um ano, quase todas as instalações do muro, que fechava mais de 100 ruas, estavam demolidas. A diferença da economia do muro pode ser vista ainda hoje até do espaço, quando se compara a iluminação da Berlim ocidental com o a fraca iluminação de seu lado oriental.
A política da época era de oferecer 100 marcos para os alemães do Leste serem bem recebidos no lado capitalista. Os capitalistas que visitassem seus parentes e conhecidos no lado socialista raramente poderiam voltar. As pessoas, no socialismo, são propriedade privada do Estado.
Lá em sua original, diante de alguma necessidade de explicar por que fizera tal aberração, o ditador socialista Walter Ulbricht, esta figura inteiramente desconhecida do Brasil, que nunca cai no ENEM, explicou que era um “muro de proteção anti-fascista”, praticamente o “nome oficial” da fortaleza. Sem que o mundo civilizado percebesse, estava incutido tudo em seu batismo: a eterna desculpa anti-fascista, quando eles não representam nenhum número expressivo mesmo na Alemanha (e onde os skinheads e neonazistas são muito mais comuns do lado oriental) e tentando usar a propaganda soviética e e da Escola Marxista Britânica de chamar o nacional-socialismo de “extrema-direita” (termo que eles próprios nunca usaram para si).
Até hoje, a esquerda faz seus discursos utilizando exatamente a mesma retórica: de que há “fascistas” por aí do qual devemos nos proteger sob auspícios de um Estado que controle o pensamento, e que o capitalismo e o fascismo seriam aparentados – quando pouca diferença pode existir entre socialismo e fascismo, como se vê nos rarissíssimos filmes conhecidos no Ocidente que retratam a vida na Alemanha Oriental ou além da Cortina de Ferro, como A vida dos outros.
germany-berlin-wall-a_franE é aqui que surge a grande dúvida, 26 anos depois da queda do Muro: se a esquerda diz que não é mais comunista, se afiança que o socialismo já acabou no exato momento em que, justamente, o Muro de Berlim caiu, como se todos os socialistas do mundo passassem no mesmo segundo a defender o mais ortodoxo livre mercado da Escola Austríaca de economia, se garante que qualquer um que note o marxismo reinante nas Universidades, na educação ou no discurso da mídia é um “conspiratório” com “saudosismo da Guerra Fria”, então por que, afinal, a esquerda não comemora a queda do Muro de Berlim?
A queda do Muro da Vergonha é comemorada todo santo ano por todos os amantes da liberdade. A esquerda, que garante que não é mais socialista, que não acredita mais em Karl Marx e nem tem nenhuma admiração por figuras como Stalin, Mao ou Pol-Pot (Walter Ulbricht e Erich Honecker não entram na lista graças ao MEC) simplesmente o ignora.
Tal como todo este cenário, esta realidade do muro, foi simplesmente ignorada e fingiu-se que não existia na recente literatura de esquerda alemã (como o sonífero nobelizado Günther Grass), o jornalismo de esquerda brasileiro, ao invés de comemorar, finge que o Muro de Berlim ainda não caiu. Talvez preso pelo seu próprio Muro de Berlim intelectual.
Não é a esquerda que garante que fundou o PT buscando a “democratização”? Não é a esquerda que garante que agora é “democrática”, que repudia qualquer forma de autoritarismo? Não é a esquerda que garante que Che Guevara, Fidel Castro e o totalitarismo cubano não os representam? Não é a esquerda que, num tom amarelado-peidei-na-festa, até admite que alguma forma de capitalismo é “tolerável”, para não recairmos de novo no modelo norte-coreano? Não é a esquerda que usa “democracia” como substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, interjeição, pronome, artigo, preposição e conjunção?
Por que, então, não estão saudando a queda do Muro de Berlim? Não é bom dar um pouco de liberdade àqueles alemães orientais, já que o comunismo “já acabou”? Não é o que parece, lendo os veículos de esquerda.
Carta Capital? Preocupada com feminismo, golpismo, MC Drik Barbosa, biografia do comunista Luiz Carlos Prestes e livro de Cynara Menezes, a “socialista morena”, com prefácio de Jean Wyllys, do Partido “Socialismo e Liberdade”.
Revista Cult? Feminismo, Simone de Beauvoir, documentário sobre Jean Wyllys, mais Jean Wyllys, livro de Márcia Tiburi e Vladimir Safatle falando sobre ovelhas.
Revista Brasileiros!? Afirmar que a maioria dos sindicatos não apóia a greve (*chocada*) dos caminhoneiros, propaganda para Haddad sobre passe livre e em coluna de Alex Solnik, críticas a Alckmin e até um escritor alemão. Sem Muro.
Caros Amigos? Estatísticas discutíveis sobre assassinato de mulheres, manifestações contraEduardo Cunha (as únicas noticiadas), mais um artigo sobre ditadura (a militar brasileira, não a socialista alemã), Cynara Menezes, críticas ao capitalismo (sem a defesa clara do socialismo) e duas defesas de “democracia”. Wallless.
No Conversa Afiada fala-se de algo em alguma língua parecida com o português que não compreendemos. Nada de Muro.
Mônica Bergamo, Eliane Brum, Leonardo Attuch, Leonardo Sakamoto, Lola Aronovich, o próprio Jean Wyllys, Clara Averbuch e tantos outros esquerdistas de nome complicado: onde estão seus textos saudando a libertação que foi a queda do Muro e o desfacelamento da União Soviética em algum momento?
Diário do C. do Mundo? Suposição de que o Papa Francisco irrita conservadores por causa de “marxismo”, garantia de que corrupção não irrita nos tempos de vacas gordas (sic), menoscabo pelo grau de investimento e, claro, seguindo a retórica de Walter Ulbricht, afirmação de que há uma “guinada armamentista de extrema-direita” (Muro de Berlim puro) ou de que há “nazistas morenos” na recepção popular de Bolsonaro em Recife que pegou a esquerda de surpresa (e só podendo inventar espalhafatos de pensamento que causam repúdio… à direita). A mesma retórica socialista, intacta (exceto em se admitir comunista).
Se fascismo causa repúdio à direita (liberal ou conservadora, foi o alvo primordial dos fascistas, e não seus aliados ocasionais na “luta anti-imperialista”, como Stalin: eram alvos de ódio até no hino nazista, a Canção de Horst-Wesel), por que o socialismo não causa repúdio na esquerda?
Não é só o Diário do C. do Mundo que sofre disto. Toda a retórica esquerda ainda é intactamente marxista. Pode ter vergonha de dizer o que é, mas toda a sua fúria contra as livres trocas comerciais, sua visão de que a riqueza e o lucro são pecados, seu ódio à “elite” da qual invariavelmente fazem parte, seu foco na “desigualdade”, sua crença de que trabalho livre é “exploração” a ser corrigida com “sindicatos”, seu amor secreto por um Estado gigante a devorar toda a sociedade, sua logorréia sobre “direitos” ou “conquistas sociais” – tudo isto ainda é integralmente marxista.
Ou, como têm vergonha de admitir que acreditam num projeto de poder totalitário, genocida, fracassado e, por birra ou desconhecimento, não querem dar o braço a torcer a teorias opostas, mas infinitamente superiores, que provam que eles estiveram errados a vida inteira, são “pós-marxistas”, seguindo desde a junção de marxismo com psicanálise da lacanagem com a análise do discurso, a Escola de Frankfurt e a teoria crítica, o gramscismo anti-revolucionário, a revolta de multidões de Antonio Negri, a luta de classes trocada para o gênero de Judith Butler e Shulamith Firestone. Ou seja, todos sempre com o linguajar marxista até o último furúnculo.
A esquerda, toda ela, toda a esquerda moderna, a renovada, a democrática, é ainda devedora do marxismo. E como tal, é ainda socialista. E não pode comemorar a liberdade de um povo diante da tirania socialista – no máximo, ignorar, fingir que não é com ela, relativizar, adulterar a história ou até afirmar que, se é tirania (ao menos depois que cai), era de direita.
Eventos como este provam quem está do lado da liberdade. Qualquer liberal ou conservador comemora o fim de qualquer regime ditatorial, como nossa ditadura militar – que de “direita” só tinha o anti-comunismo. A esquerda não pode fazer o mesmo. No fundo, talvez até lamente, secretamente.
Que fiquem nossos préstimos pelos amantes da liberdade que derrubaram o muro, como Ronald Reagan em seu famoso discurso “Tear down this wall”Os outros que tenham vergonha.