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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

11/11 - DIA DA QUEDA DO MURO DE BERLIM

Neste 11 de novembro, há 26 anos, caía o Muro de Berlim, uma das maiores atrocidades da humanidade. Foi o único muro do mundo criado para impedir que as pessoas saíssem de um lugar.

Com a fuga em massa do povo do opressor regime socialista da Alemanha Oriental para o país capitalista mais próximo – a própria República Federal Alemã, que teve uma curta sede em Bonn enquanto Berlim e o leste do país se tornavam um satélite stalinista – seu primeiro ditador socialista, Walter Ulbricht, sentiu necessidade de criar uma “proteção” (a si próprio) que impedisse o povo de fugir de sua prisão socialista.
A Alemanha, não sendo uma ilha como Cuba, e próxima demais do paraíso capitalista para não ter deserções em massa (civil e militar são quase sinônimos no comunismo), tinha um dilema com sua fronteira.
Em uma conversa com ninguém menos do que Mao Tsé-tung, o maior genocida em números da história mundial, recebeu deste uma idéia inspirada na própria Muralha da China, tesouro ancestral de seu país: criar um muro gigante fechando a sua capital ao restante do mundo (e até ao lado ocidental, rico e funcional da própria cidade).

Com os boatos provocados, Ulbricht iria à TV em 15 de junho de 1961 para garantir a seu povo: “Ninguém tem a intenção de criar um muro”. O povo, sem opção de livre concorrência no regime estatalizante socialista, foi obrigado a permanecer preso.
Entupido de guaritas e escavando gigantescos fossos (quase uma aplicação da teoria keynesiana de economia social-democrata, um “Estado de bem-estar social”), o muro foi construído às pressas da noite para o dia e em segredo, na madrugada do dia 13 de agosto de 1961.
Eram 43 km de fronteira com até 3,6 metros de altura, 302 torres, 20 bunkers e 259 recintos para cães perseguirem fugitivos. Mais de 100 mil alemães fugiram para a Alemanha ocidental de alguma forma. Os números de mortos em tentativas de fuga são incalculáveis até hoje. As mortes podiam ser horrendas – por tiros dos guardas, por afogamento, até sufocamento em túneis. Ser um dos soldados que vigiavam a fronteira tinha uma vantagem enorme: nenhuma posição na Alemanha estava tão perto da fuga para a liberdade capitalista.
Famílias foram divididas para sempre repentinamente – o bom e velho planejamento político da sociedade contra as “ondas conservadoras” com sua moral familiar. Crianças, idosos (como Ida Siekmann, a primeira vítima, de 58 anos), todos tentavam fugir, com ajuda de bombeiros do lado ocidental. Até balões foram usados para se escapar do socialismo.
Na Alemanha Oriental, os mortos por perseguição política assomaram 70 mil. Erich Honecker, o sucessor do ditador Ulbricht (que governou, claro, até sua morte), recusava a abertura ao Ocidente proposta por Mikhail Gorbachev, preferindo o velho modelo stalinista original do socialismo. Quando seu sucessor, Egon Krenz, passou a missão ao emissário Günter Schabowski de como iria começar a abertura. Perguntado ao vivo quando ela começaria, respondeu, no susto: “Pelo que sei… a partir de agora”. Minutos depois já havia uma multidão de pessoas na fronteira querendo fugir do pesadelo socialista. O muro foi derrubado, literalmente, com as mãos.
Pessoas chegavam a usar as unhas para destruir o “muro da vergonha”, causador de tantos Mauertote – estes neologismos que só existem numa realidade socialista, ou seja, os “mortos do muro”. A TV dizia que ainda era preciso uma autorização do governo para tentar refrear as massas que iam para o lado ocidental. A população, ignorando o fato, foi aos milhares para a tão desejada liberdade capitalista.
muro de berlim espaçoO último líder da Alemanha esquerdista, Egon Krenz, foi ainda sentenciado pela morte de quatro pessoas que tentaram fugir apressadas. Em um ano, quase todas as instalações do muro, que fechava mais de 100 ruas, estavam demolidas. A diferença da economia do muro pode ser vista ainda hoje até do espaço, quando se compara a iluminação da Berlim ocidental com o a fraca iluminação de seu lado oriental.
A política da época era de oferecer 100 marcos para os alemães do Leste serem bem recebidos no lado capitalista. Os capitalistas que visitassem seus parentes e conhecidos no lado socialista raramente poderiam voltar. As pessoas, no socialismo, são propriedade privada do Estado.
Lá em sua original, diante de alguma necessidade de explicar por que fizera tal aberração, o ditador socialista Walter Ulbricht, esta figura inteiramente desconhecida do Brasil, que nunca cai no ENEM, explicou que era um “muro de proteção anti-fascista”, praticamente o “nome oficial” da fortaleza. Sem que o mundo civilizado percebesse, estava incutido tudo em seu batismo: a eterna desculpa anti-fascista, quando eles não representam nenhum número expressivo mesmo na Alemanha (e onde os skinheads e neonazistas são muito mais comuns do lado oriental) e tentando usar a propaganda soviética e e da Escola Marxista Britânica de chamar o nacional-socialismo de “extrema-direita” (termo que eles próprios nunca usaram para si).
Até hoje, a esquerda faz seus discursos utilizando exatamente a mesma retórica: de que há “fascistas” por aí do qual devemos nos proteger sob auspícios de um Estado que controle o pensamento, e que o capitalismo e o fascismo seriam aparentados – quando pouca diferença pode existir entre socialismo e fascismo, como se vê nos rarissíssimos filmes conhecidos no Ocidente que retratam a vida na Alemanha Oriental ou além da Cortina de Ferro, como A vida dos outros.
germany-berlin-wall-a_franE é aqui que surge a grande dúvida, 26 anos depois da queda do Muro: se a esquerda diz que não é mais comunista, se afiança que o socialismo já acabou no exato momento em que, justamente, o Muro de Berlim caiu, como se todos os socialistas do mundo passassem no mesmo segundo a defender o mais ortodoxo livre mercado da Escola Austríaca de economia, se garante que qualquer um que note o marxismo reinante nas Universidades, na educação ou no discurso da mídia é um “conspiratório” com “saudosismo da Guerra Fria”, então por que, afinal, a esquerda não comemora a queda do Muro de Berlim?
A queda do Muro da Vergonha é comemorada todo santo ano por todos os amantes da liberdade. A esquerda, que garante que não é mais socialista, que não acredita mais em Karl Marx e nem tem nenhuma admiração por figuras como Stalin, Mao ou Pol-Pot (Walter Ulbricht e Erich Honecker não entram na lista graças ao MEC) simplesmente o ignora.
Tal como todo este cenário, esta realidade do muro, foi simplesmente ignorada e fingiu-se que não existia na recente literatura de esquerda alemã (como o sonífero nobelizado Günther Grass), o jornalismo de esquerda brasileiro, ao invés de comemorar, finge que o Muro de Berlim ainda não caiu. Talvez preso pelo seu próprio Muro de Berlim intelectual.
Não é a esquerda que garante que fundou o PT buscando a “democratização”? Não é a esquerda que garante que agora é “democrática”, que repudia qualquer forma de autoritarismo? Não é a esquerda que garante que Che Guevara, Fidel Castro e o totalitarismo cubano não os representam? Não é a esquerda que, num tom amarelado-peidei-na-festa, até admite que alguma forma de capitalismo é “tolerável”, para não recairmos de novo no modelo norte-coreano? Não é a esquerda que usa “democracia” como substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, interjeição, pronome, artigo, preposição e conjunção?
Por que, então, não estão saudando a queda do Muro de Berlim? Não é bom dar um pouco de liberdade àqueles alemães orientais, já que o comunismo “já acabou”? Não é o que parece, lendo os veículos de esquerda.
Carta Capital? Preocupada com feminismo, golpismo, MC Drik Barbosa, biografia do comunista Luiz Carlos Prestes e livro de Cynara Menezes, a “socialista morena”, com prefácio de Jean Wyllys, do Partido “Socialismo e Liberdade”.
Revista Cult? Feminismo, Simone de Beauvoir, documentário sobre Jean Wyllys, mais Jean Wyllys, livro de Márcia Tiburi e Vladimir Safatle falando sobre ovelhas.
Revista Brasileiros!? Afirmar que a maioria dos sindicatos não apóia a greve (*chocada*) dos caminhoneiros, propaganda para Haddad sobre passe livre e em coluna de Alex Solnik, críticas a Alckmin e até um escritor alemão. Sem Muro.
Caros Amigos? Estatísticas discutíveis sobre assassinato de mulheres, manifestações contraEduardo Cunha (as únicas noticiadas), mais um artigo sobre ditadura (a militar brasileira, não a socialista alemã), Cynara Menezes, críticas ao capitalismo (sem a defesa clara do socialismo) e duas defesas de “democracia”. Wallless.
No Conversa Afiada fala-se de algo em alguma língua parecida com o português que não compreendemos. Nada de Muro.
Mônica Bergamo, Eliane Brum, Leonardo Attuch, Leonardo Sakamoto, Lola Aronovich, o próprio Jean Wyllys, Clara Averbuch e tantos outros esquerdistas de nome complicado: onde estão seus textos saudando a libertação que foi a queda do Muro e o desfacelamento da União Soviética em algum momento?
Diário do C. do Mundo? Suposição de que o Papa Francisco irrita conservadores por causa de “marxismo”, garantia de que corrupção não irrita nos tempos de vacas gordas (sic), menoscabo pelo grau de investimento e, claro, seguindo a retórica de Walter Ulbricht, afirmação de que há uma “guinada armamentista de extrema-direita” (Muro de Berlim puro) ou de que há “nazistas morenos” na recepção popular de Bolsonaro em Recife que pegou a esquerda de surpresa (e só podendo inventar espalhafatos de pensamento que causam repúdio… à direita). A mesma retórica socialista, intacta (exceto em se admitir comunista).
Se fascismo causa repúdio à direita (liberal ou conservadora, foi o alvo primordial dos fascistas, e não seus aliados ocasionais na “luta anti-imperialista”, como Stalin: eram alvos de ódio até no hino nazista, a Canção de Horst-Wesel), por que o socialismo não causa repúdio na esquerda?
Não é só o Diário do C. do Mundo que sofre disto. Toda a retórica esquerda ainda é intactamente marxista. Pode ter vergonha de dizer o que é, mas toda a sua fúria contra as livres trocas comerciais, sua visão de que a riqueza e o lucro são pecados, seu ódio à “elite” da qual invariavelmente fazem parte, seu foco na “desigualdade”, sua crença de que trabalho livre é “exploração” a ser corrigida com “sindicatos”, seu amor secreto por um Estado gigante a devorar toda a sociedade, sua logorréia sobre “direitos” ou “conquistas sociais” – tudo isto ainda é integralmente marxista.
Ou, como têm vergonha de admitir que acreditam num projeto de poder totalitário, genocida, fracassado e, por birra ou desconhecimento, não querem dar o braço a torcer a teorias opostas, mas infinitamente superiores, que provam que eles estiveram errados a vida inteira, são “pós-marxistas”, seguindo desde a junção de marxismo com psicanálise da lacanagem com a análise do discurso, a Escola de Frankfurt e a teoria crítica, o gramscismo anti-revolucionário, a revolta de multidões de Antonio Negri, a luta de classes trocada para o gênero de Judith Butler e Shulamith Firestone. Ou seja, todos sempre com o linguajar marxista até o último furúnculo.
A esquerda, toda ela, toda a esquerda moderna, a renovada, a democrática, é ainda devedora do marxismo. E como tal, é ainda socialista. E não pode comemorar a liberdade de um povo diante da tirania socialista – no máximo, ignorar, fingir que não é com ela, relativizar, adulterar a história ou até afirmar que, se é tirania (ao menos depois que cai), era de direita.
Eventos como este provam quem está do lado da liberdade. Qualquer liberal ou conservador comemora o fim de qualquer regime ditatorial, como nossa ditadura militar – que de “direita” só tinha o anti-comunismo. A esquerda não pode fazer o mesmo. No fundo, talvez até lamente, secretamente.
Que fiquem nossos préstimos pelos amantes da liberdade que derrubaram o muro, como Ronald Reagan em seu famoso discurso “Tear down this wall”Os outros que tenham vergonha.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

NOITE DOS CRISTAIS

Um dos episódios negros do período em que o Nacional-Socialismo governou a Alemanha. Fruto da propaganda de atrocidades e ódio de ambos os lados, uma reação espontânea da população, diante do assassinato de um diplomata alemão por um judeu, levou a um pogrom em diversas localidades do Reich para desespero do governo.
O pavio aguarda sereno
Dentre as diversas atrocidades e injustiças colocadas sobre os ombros da Alemanha pelos vencedores da Guerra Mundial (1914-1945), destaca-se a famigerada Noite dos Cristais. Não é raro lermos que este episódio teria marcado o início do polêmico Holocausto judeu.
A assim chamada Noite dos Cristais do Reich (Reichskristallnacht) – referindo-se à noite de 9 para 10 de novembro de 1938, também denominada Noite do Pogrom do Reich ou Pogrom de Novembro (Reichspogromnacht ou Novemberpogrome) – foram atentados contra a vida, propriedades e instalações dos judeus por todo o Reich alemão.
Esta perseguição foi notória e se consagrou posteriormente como Noite dos Cristais, denominação esta mantida após a guerra. De acordo com a reeducação imposta ao povo alemão, a República Federal da Alemanha (RFA) tenta em vão consolidar uma versão politicamente correta. Desta tentativa aparece em alguns textos o termo “Noite do Pogrom”.
Na historiografia usual, o governo do Reich é incriminado por ter ordenado um pogrom. [1] Na realidade, o pogrom aconteceu partindo do seio da população alemã como reação a mais um assassinato de alemães, desta vez do diplomata Ernst Eduard vom Rath, pelo judeu Herschel Grynszpan.
Naturalmente não se pode aprovar aquela onda de violência generalizada contra seres humanos dentro de um Estado de Direito, mesmo quando o Talmud descreva os não-judeus não como pessoas, mas sim como gado, pois está escrito:
“Porém, vocês são minhas ovelhas, as ovelhas de meu rebanho, seres humanos vocês são, vocês se chamam seres humanos, mas não são seres humanos os povos do mundo (não-judeus), mas sim gado”. (Baba mezia 114b) [2]
Uma análise crítica e pormenorizada daquela época revela a existência de indícios mais do que suficientes que apontam para a improbabilidade do governo Nacional-Socialista ter desejado executar tais ataques. Poderemos citar os seguintes pontos:
- nesta altura dos acontecimentos, muitos judeus já tinham emigrado da Alemanha
- o país estava em franca expansão econômica, o desemprego diminuindo, as exportações aumentando
- aprovação das Leis de Nuremberg, as quais já haviam sido assimiladas pela população
- anexação pacífica, espontânea e festejada da Áustria
- Hitler havia acabado de angariar sua mais importante conquista diplomática, a anexação dos Sudetos
Indicação de Hitler para receber o Prêmio Nobel da Paz pelas conversações sobre a paz na Europa que manteve com o britânico Chamberlain
Portanto, qual interesse teria o governo Nacional-Socialista em promover tamanha barbárie contra os judeus? Ela somente iria justificar e endossar as inúmeras inverdades e mentiras oriundas da propaganda de guerra daplutocracia anglo-americana. Teriam muito a perder junto aos países que importavam os produtos alemães e criariam dificuldades e desonra às colônias de alemães mundo afora.
O Estado-Maior de Hitler emitiu um comunicado “a todos os chefes provinciais para imediata execução”:
“Como ordem explícita da mais alta instância, não se deve atear fogo nas lojas de judeus, ou atos semelhantes, sob hipótese alguma.” [3]
O ajudante de Goebbels, Friedrich Christian Prinz zu Schaumburg-Lippe, relatou a conversa entre Joseph Goebbels e o chefe de polícia Graf Helldorf: [4]
“Tudo isso é uma grande desordem. Não é assim que podemos resolver o problema judeu. Não desta forma. Assim nós fabricamos mártires. E então? Nós nos ridicularizamos diante de todo o mundo, Helldorf… E eu? Eu tenho que pagar o pato, tenho que arrumar tudo com a propaganda. Algo impossível. Nós perdemos a credibilidade quando fazemos essas coisas, você entende?… Me puxaram o tapete. Me ridicularizaram. Nós não poderíamos ter preparado um terreno melhor para a propaganda inimiga. Nosso pessoal matou uma dúzia de judeus, mas por essa dúzia talvez nós pagaremos com um milhão de soldados alemães!”
Reação espontânea da população alemã
Por outro lado, para entender a reação da população – não justificá-la – devemos ter sempre em mente que o movimento de Hitler representava a última esperança depois de uma guerra perdida, a qual não foi iniciada pela Alemanha, mas que gerou desgraça e miséria para milhões de alemães. O Nacional-Socialismo era a luz divina diante da decadência, corrupção e bancarrota econômica da República de Weimar. E logo que o regime de Hitler assumiu o controle, aconteceu esta estúpida declaração judaica de guerra econômica contra a Alemanha, quando a liderança judaica mundial conclamava o boicote dos produtos alemães.

Resposta alemã ao boicote judaico
Como reação ao boicote imposto, o governo Nacional-Socialista conclamou por sua vez o boicote contra os produtos e serviços dos judeus que ainda moravam e trabalhavam dentro do território do Reich. Esta ação surtiu pronto efeito, a liderança judaica no estrangeiro cedeu e as atividades comerciais puderam ser restabelecidas ao longo dos meses seguintes. O artigo Boicote econômico – ontem e hoje mostra em detalhes este episódio.
Em 1935, a situação piorou para a minoria judaica diante da aprovação das leis de proteção ao sangue de Nuremberg, que proibiam casamento entre arianos e judeus. Para um país de 60-70 milhões de habitantes, em sua maioria da mesma raça, essa lei surtia pouco efeito, para não dizer efeito algum. Mas ajudou a acirrar os ânimos contra o partido NSDAP. Tanto que a quatro de fevereiro de 1936, o judeu nascido na Iugoslávia e crescido em Frankfurt, David Frankfurter, assassinou o chefe do partido NSDAP na Suíça, Wilhelm Gustloff. Ele foi condenado a 18 anos de prisão, libertado em 1945, emigrou então para Israel e viveu desde então da indenização alemã. Provavelmente ele tinha alguém por detrás que lhe passara a ordem para executar o serviço, a fins de provocação.
A sete de novembro de 1938, um jovem de 17 anos foi morar em Paris com seu tio. Herschel Grynszpan, cujos pais vieram para a Alemanha como “judeus poloneses”, sendo deportados ao final de 1938, foi até a embaixada alemã em Paris e atirou no secretário Ernst vom Rath. Este foi ferido gravemente e veio a falecer no hospital na tarde do dia 9 de novembro de 1938. Grynszpan foi preso pela polícia francesa. As investigações se prolongaram até a campanha da França em 1940 e ele foi entregue à Alemanha após a vitória da Wehrmacht.
Um processo foi preparado, porém, nunca aconteceu. Há versões que apontam que Grynszpan tenha retornado a Paris ao final de 1945. Sua família conseguiu com ajuda da American Join Distribution Committee se mudar para aPalestina.
Em ambos atentados, no dia seguinte se apresentou o advogado Moro Giaffieri, de Paris, para a defesa dos assassinos, de espontânea vontade como ele salientou. Ele foi recusado na Suíça. Ele era um conhecido do sionista que vivia em Odessa, Bernard Lacache. [5]
Este escreveu na LICA:
“Grünspan, você está absolvido: é tarefa da Liga Mundial judaica, organizar o bloqueio moral e econômico da Alemanha de Hitler, o boicote contra o carrasco. Tarefa da Liga Mundial judaica é defender todos os Grünspan do mundo, judeus, negros, mulçumanos e cristãos. Nossa tarefa é ser os inimigos inconciliáveis da Alemanha e Itália… Nossa tarefa é declarar a guerra sem misericórdia à Alemanha, o inimigo público nr. 1”[6]
“É nossa tarefa organizar o bloqueio moral e econômico da Alemanha e dividir esta nação… É nossa tarefa, finalmente fazer acontecer uma guerra sem perdão”. [7]
Joseph Goebbels declarou de Munique à imprensa:
“A indignação justificada e compreensível do povo alemão frente ao assassinato covarde de um diplomata alemão em Paris ganhou grandes proporções na última noite. Em inúmeras cidades e vilarejos do Reich, aconteceram revides contra prédios e comércios de judeus. A toda população, apela-se à vital exigência de parar imediatamente com todas as demonstrações e revides contra a judiaria, não importa de qual natureza.
Os danos provocados na Noite de Cristal
O número de vítimas é citado entre 36 e 91. Cerca de 10.000 a 35.000 judeus foram presos, dos quais a grande maioria foi liberada nos dias subseqüentes. 101 sinagogas foram destruídas pelos incêndios e 76 avariadas. No total, 12% das 1.420 sinagogas do Reich foram atingidas. O restante 88% permaneceram intactas, vindo a ser destruídas em sua grande maioria através do bombardeio terrorista anglo-saxão durante a guerra contra as cidades alemãs.
Um exemplo especial fica por conta da sinagoga da rua Oranienburg, em Berlim, que nada tinha sofrido em 1938, porém, veio a ser destruída pela ataque aéreo inglês.

À direita, foto falsificada da sinagoga da rua Oranienburg,
simulando um incêndio
Sobre o número de sinagogas atingidas existem números contraditórios: [8]
“191 sinagogas foram destruídas”. [Die Welt, 09/11/2005]
“Pelo menos 1.283 sinagogas foram invadidas e parcialmente destruídas”. [Die Welt, 01/11/2008, pág. 28]
Durante o Pogrom de Novembro, cerca de 840 e 7.500 comércios e lojas dentre cerca de 100.000 existentes na Alemanha (ou seja, entre 0,8% e 7%) foram destruídos ou avariados, assim como 171 casas.
A 11 de novembro de 1938, o chefe da polícia de segurança, Heydrich, anunciou ao ministro-presidente prussiano Göring os seguintes números:
“191 sinagogas foram incendiadas, outras 76 foram demolidas completamente. Além disso, 11 prédios, capelas em cemitérios e semelhantes construções foram incendiados e outras 3 totalmente destruídas. Foram presos cerca de 20.000 judeus, além disso 7 arianos e 3 estrangeiros. Estes foram presos para sua própria segurança. Homicídios resultaram em 36, também 36 feridos foram feridos gravemente. Os assassinados e feridos são judeus. Um judeu continua ainda desaparecido. Entre os judeus mortos encontra-se um, entre os feridos dois de nacionalidade polonesa”. [9]
Conclusão
A reação espontânea da população alemã contra a minoria judaica foi fruto da tensão escalonada entre dois espíritos antagônicos. Ambas as partes lançaram mão da propaganda virulenta para fazer valer seus objetivos, porém, os efeitos colaterais foram nefastos para os dois lados. É correto afirmar que a Noite dos Cristais foi um dos pontos negros da história alemã deste período, assim como também é incorreto afirmar que o governo Nacional-Socialista tenha organizado o pogrom.
O chefe do partido declarou em setembro de 1941:
“Uma repetição da ação de 9 de novembro de 1938 não deve acontecer. Está abaixo da dignidade do movimento quando seus membros incomodam os judeus. Tais ações estão e permanecem proibidas”. [10]
Artigo publicado originalmente a 3 de março de 2010.
[1] “(…) uma ação pensada, provocada e apoiada por aquele governo” – Philipp Jenninger, 1988.
[2] Citações do Talmud provêm da reedição completa e não censurada do Talmud Babilônico, traduzido do hebraico por Lazarus Goldschmidt, 2002 Suhrkamp-Verlag Frankfurt, ISBN 3-633-54200-0
http://www.suhrkamp.de/buecher/der_babylonische_talmud-_54200.html
[3] Arquivo federal Koblenz, Az.: NS 6/231.
[4] Compare Wilfred von Oven em Ingrid Weckert: “Feuerzeichen: Die Reichskristallnacht”
[5] Chefe da organização hostil aos alemães “Ligue internationale contre l antisémitisme” (LICA)
[6] Le Droit de Vivre, 9.11.1938
[7] Le Droit de Vivre, 18.11.1938
[8] citado em: National Journal
[9] Die Zahlen der Reichskristallnacht von Heydrich und Merkel, fact-fiction.net, 23 de novembro de 2008
[10] Hillberg, página 29, nota 37 (Hillberg, Raul – The Destruction of the European Jews, Chicago 1961); Fonte: Walk, Joseph – Das Sonderrecht für die Juden im NS-Staat, 2ª Edição 1996, página 347.

sábado, 7 de novembro de 2015

Macroeconomia da economia aberta - Parte II - Análise macroeconômica

98 ANOS DA REVOLUÇÃO COMUNISTA NA RÚSSIA

HOJE A REVOLUÇÃO COMUNISTA DE 1917 COMPLETA 98 ANOS....QUER SABER A VERDADE? CONTINUE LENDO...MELHOR TEXTO SOBRE O ASSUNTO!!!
A Revolução Russa
Segundo um testemunho do Congresso dos Estados Unidos de outubro de 1919 [20] o apoio financeiro do John D. Rockefeller (à Lenin e Trotsky) provocou a (fracassada) Revolução Comunista de 1905. A biografia do Rockefeller omite umdetalhe «insignificante», isto é, a afirmação feita em público por parte do banqueir investidor da família Rockefeller e presidente da empresa de investimentos de Nova Iorque, Kuhn, Loeb & CO, o jesuíta Jacob Schiff, também fundador da Reserva Federal, de que sem sua influência financeira a revolução russa nunca teria êxito.
Quer dizer, segundo os documentos do Congresso do doutor Sutton, na primavera de 1917, Jacob Schiff começou a financiar ao Trotsky com o propósito de que prosperasse a Revolução Socialista na Rússia. A maneira em que Sutton descobriu esses incríveis documentos é realmente surpreendente! Esses preciosos
documentos se encontraram em um expediente a mais do Departamento de Estado dos Estados Unidos (861.00/5339). O documento mais importante data de 13 de novembro de 1918.
Entretanto, o que é mais incrível ainda é o fato de que em privado Schiff estava contra o apoio ao Regime Bolchevique, como se demonstrou, e de novo, documentos reservados, descobertos pelo doutor Sutton (como o Documento nº1023), demonstram que Jacob Schiff, do Kuhn, Loeb e Company, também tinha
financiado secretamente aos japoneses em sua guerra contra a Rússia.



Outro fato omitido é que o emissário pessoal do John D. Rockefeller, George Kennan, passou vinte anos promovendo a atividade revolucionária contra o czar da Rússia segundo o livro Rape of the Constitution: Death of Freedom de
Gyeorgos C. Hatonn. Quem financiou ao Kelman e por que? A que custo? Além do desejo de criar um monopólio globalizador tinha, John D. Rockefeller, alguma razão pessoal para desejar a queda do czar e apoiar a revolução? Depois, Rockefeller já não era nenhum adolescente idealista. A resposta segue hoje tão atual como há cem anos: pelo petróleo! Antes da Revolução Bolchevique, a Rússia sucedeu aos Estados Unidos como o maior
produtor de petróleo do mundo. [21] Em 1900, os campos de azeite de Bakú, na Rússia, produziam mais petróleo cru que todo os Estados Unidos e em 1902 mais da metade das extrações mundiais eram russas.
O caos e a destruição da revolução destruíram a indústria petrolífera russa.
Em seu livro, Wall Street and the Bolshevik Revolution, o doutor Sutton escreve:
«Por volta de 1922 a metade dos poços estavam parados» [22] e a outra metade apenas funcionava devido a falta de tecnologia para fazer os produtos.
A outra razão, que tampouco se menciona na biografia de Rockefeller, é a concorrência. Como afirma Gary Alien, «a revolução eliminou durante vários anos a concorrência russa de Standard Oil nos quais a empresa americana pôde mover as
peças e fazer-se com parte do negócio do petróleo russo».
Movendo as peças do tabuleiro
Quando a revolução de 1905 fracassou, os banqueiros reagiram. Em seu livro, Rape of the Constitution; Death of Freedom, Gyeorgos C. Hatonn explica como «Lenin foi "armazenado" na Suíça até 1907 [fora de perigo]. Trotsky foi levado aos Estados Unidos, onde viveu sem pagar aluguel em uma propriedade da
Standard Oil em Bayonne, Nova Jersey» [24] Como anedota, o doutor Anthony Sutton explica em Wall Street and the Bolshevik Revolution que Leon Trotsky visitou a Espanha depois de ser expulso da França, em setembro de 1916, por escrever artigos «incendiários» em um periódico parisino escrito em russo. Foi,
segundo Sutton, «escoltado educadamente até a fronteira espanhola».
Alguns dias depois, a polícia de Madrid deteve-o para interná-lo em uma «cela de primeira classe» a um preço de uma peseta e meia ao dia. Depois, Trotsky foi transladado ao Cádiz e depois à Barcelona, «onde finalmente subiu a bordo do Montserrat, um vapor da Companhia Transatlântica Espanhola. Trotsky e sua
família cruzaram o Atlântico e desembarcaram em Nova Iorque em 13 de janeiro de 1917.
Quando o czar abdicou em 1916, Trotsky - com dez mil dólares de
Rockefeller para gastos de viagem - foi conduzido ao Kristianiafiord (deixou Nova Iorque em 26 de março de 1917) com trezentos revolucionários comunistas de Nova Iorque. De onde tirou Trotsky seu passaporte? Quem o pagou? Quem lhe
arrumou o trâmite e por que? Foi o mesmo Rockefeller quem conseguiu um passaporte especial para o Trotsky através de Woodrow Wilson, o presidente dos Estados Unidos, e enviou Lincoln Steffens, um comunista americano a serviço de
Rockefeller, «com ele para assegurar-se de que retornaria são e salvo à Rússia».
Segundo arquivos desclassificados do Governo canadense, em 13 de abril de 1917, quando o navio se deteve no Halifax, funcionários do Serviço Secreto canadense e pessoal da marinha britânica levaram imediatamente ao Trotsky (sob instruções oficiais recebidas por cabograma de Londres em 29 de março de 1917)
para confiná-lo em Amherst, Nova Escócia, como prisioneiro de guerra alemão.
O cabograma advertia da presença de Trotsky em «Kristianiafjord [dizendo que deveria ser] retido à espera de mais instruções, [já que] esses socialistas russos viajam com o propósito de começar uma revolução contra o atual governo russo, em razão do qual, Trotsky levava consigo 10.000 dólares doados pelos socialistas».
Mas por que foi detido? «Porque o serviço secreto fora informado que Trotsky tiraria a Rússia da guerra, liberando assim aos exércitos alemães para atacar às tropas (...) da frente ocidental», matiza Eustace Mullins.
O que aconteceu depois, assemelha-se ao clima político atual no
erroneamente chamado o «Canadá Livre». Como no Canadá de hoje - a influência dos Rockefeller está atrás dos movimentos separatistas de Quebec, os políticos de
então estavam sob a influência da família Rockefeller.
Gyeorgos C. Hatonn no já citado livro Rape of the Constitution; Death of Freedom explica: «O primeiro-ministro Lloyd George enviou ordens urgentes, por cabo, de Londres ao Serviço Secreto canadense para que liberassem imediatamente ao Trotsky, mas aquele fez caso omisso. Trotsky foi finalmente liberado graças à
intervenção de um dos escravos mais fiéis ao Rockefeller, o ministro canadense Mackenzie King, um antigo "especialista em laborismo" dos Rockefeller. King obteve pessoalmente a liberação de Trotsky e destacou-o como emissário dos Rockefeller com a missão de ganhar a Revolução Bolchevique. Portanto, o doutor
Annand Hammer, que proclamava em voz alta sua influência na Rússia, como amigo do Lenin, teve um papel insignificante, em comparação com o respaldo que deu Rockefeller ao comunismo mundial.»
Por que o implacável John D. Rockefeller apoiou ao Trotsky? Porque Trotsky, o revolucionário bolchevique, como John D. e o resto de sua família advogava pela «revolução e pela ditadura mundial, por sua uniformidade ideológica
e seu compromisso com o internacionalismo liberal. Os bolcheviques e os banqueiros, então, têm algo em comum: o internacionalismo», explica uma e outra vez Anthony Sutton. Tanto Alien como o doutor Sutton chegam a mesma conclusão: a revolução e as finanças internacionais têm os mesmos objetivos
comuns: a erradicação dos poderes descentralizados, muito mais difíceis de controlar, e o estabelecimento de um Governo Mundial Único, um monopólio do poder que se perpetue no tempo.
Graças ao heróico trabalho das outras impressionantes obras do doutor Sutton, as provas da implicação dos Rockefeller na «organização, patrocínio e apoio
à revolução bolchevique são tão inumeráveis e avassaladoras que simplesmente não admitem discussão».
Possivelmente, poderia resumir o grau de crueldade com um exemplo: «Para os Rockefeller o socialismo não é um sistema para redistribuir a riqueza (e muito menos para redistribuir sua própria riqueza), a não ser um sistema para controlar às
pessoas e à concorrência. O socialismo, põe todo o poder nas mãos do governo. E como os Rockefeller controlam os governos, isso significa que eles têm o controle de fato, mesmo que você não saiba, não significa que eles não saibam!» Como
curiosidade, Trotsky se casaria depois com a filha de um dos banqueiros mais ricos, Livotovsky, quem também respaldou a Revolução Bolchevique.
Tecnologia americana nas mãos dos comunistas
Em 1926, a Standard Oil de Nova Iorque, do Rockefeller, e sua subsidiária, a Vacuum Oil Company, através do Chase National Bank, [29] «fechou um acordo para vender petróleo soviético nos países europeus». [30] Nesse momento se informou que John D. Rockefeller fazia um empréstimo aos bolcheviques de 75
milhões de dólares, «parte do preço do acordo». Como resultado do trato, diz Alien, «em 1927, o sócio secreto da Rússia, a Standard Oil de Nova Iorque, construiu uma refinaria de petróleo na Rússia». Portanto, John D. Rockefeller, conclui o autor, o caudilho do capitalismo, ajudou «à recuperação da economia
bolchevique». O Governo dos Estados Unidos não reconheceu oficialmente o Estado soviético até 1933. Como é possível que cidadãos privados, por mais ricos e
influentes que sejam, tenham colaborado com o regime soviético assassino, quando isso ia, explicitamente, contra da lei, segundo o Congresso dos Estados Unidos?
Além disso, não eram só cidadãos privados os que colaboraram na criação do monopólio soviético, mas sim, mesmo o presidente Wilson aprovou tal colaboração. O doutor Sutton acrescenta em seu livro, «este foi, o primeiro investimento dos Estados Unidos na Rússia da revolução».
Isto é o que o congressista dos Estados Unidos Louis McFadden, presidente do Comitê Bancário da Câmara de Representantes, que se opôs corajosamente aos
manipuladores do sistema da Reserva Federal na década de 1920 e 1930, tinha que dizer em um discurso aos congressistas em 10 de junho de 1932: «Abram os livros do Amtorg, a organização comercial do Governo soviético em Nova Iorque; os do
Gostorg, o escritório geral da Organização do Comércio Soviético; e os do Banco Estatal da URSS, e se surpreenderão de quanto dinheiro americano saiu do Tesouro
dos Estados Unidos em benefício da Rússia. Averíguem que transações se efetuaram entre o Banco Estatal da URSS e o Chase Bank de Nova Iorque.» Como nota à parte cabe assinalar que a persistente oposição do McFadden à Reserva Federal, uma entidade ilegal que controla o Tesouro dos EstadosUnidos,custou-lhe três atentados.
Finalmente, morreu em condições ainda não esclarecidas.
Conciliaram e ajudaram a construir o imponente poder dos soviets, o mesmo estado comunista que assassinou a uns setenta milhões de seus cidadãos? E que o poder na sombra responsável por isso era também a primeira família banqueira dos Estados Unidos
que representa os ideais da sociedade capitalista? Que os Estados Unidos transferiram secretamente à Rússia a tecnologia mais sofisticada e cara do momento, para assim criar um inimigo visível, para justificar os novos métodos decoerção e terror; e agora o fazem com a China, as custas de seus próprios compatriotas?
Tristemente, tudo isso forma parte do grande desenho da Nova Ordem Mundial. Para conseguir o Governo Mundial Único, controlado pelos globalizadores, devem unir-se diferentes nações. Para que o público geral aceite inicialmente os «benefícios» do Governo Mundial Único/CE, deve vender a idéia
de que tal união tem vantagens e benefícios, como que o bloco de comércio livre não suporá uma perda de soberania. O problema é que já hoje perdemos nossa soberania. O CE invadiu todos os aspectos de nossa vida, atando-nos uns tratados
desconhecidos, umas leis e umas regulações obscuras, muito difíceis de compreender. O Tratado de Maastricht é muito complexo e para entendê-lo minimamente deve ler-se em conjunção com o Tratado de Amsterdam, o Tratado
de Roma e a Lei Única Européia.
Será que os membros das Cortes tiveram tempo e os conhecimentos necessários para estudá-los? Quantos sabem realmente o que implicam? Como ilustração, só direi que no debate parlamentar, que houve na Inglaterra, a respeito
dos tratados mencionados (um passo que supunha, nada menos, que subtrair as liberdades aos cidadãos, para transferí-las ao organismo europeu), deu aos membros do Parlamento britânico um resumo de duas páginas de ditos tratados e
supõe-se que deveriam tomar uma decisão que se baseasse nesse único material.
Como se crê nessa cacarejada igualdade entre nações e simultaneamente se converte aos Estados Unidos em uma província mais da Nova Ordem Mundial?
Em primeiro lugar, usando o dinheiro dos contribuintes, o saber tecnológico e, tal como explica Gary Alien, «o equipamento do que só a gente dispõe, para alimentar à concorrência, e ao mesmo tempo, usar todas as matreiras estratégias imagináveis para debilitar e empobrecer a seu país» [31]; ao mesmo tempo, que se
fortalece ao inimigo, assusta-se à população dizendo-lhe que a cooperação é necessária porque sem acordos bilaterais o inimigo atacar-nos-á.
Agora já sabe por que, da Revolução Russa - que não foi um levantamento espontâneo - [32] os defensores da Ordem Mundial defenderam e efetuaram as políticas dirigidas a incrementar o poder da União Soviética. Em essência, a Comissão Trilateral de Rockefeller foi fundada para acelerar a consecução do objetivo globalizador.
O professor Anthony Sutton, o maior perito no estudo da contribuição da tecnologia ocidental à criação do Estado Soviético, oferece uma evidência irrefutável, de que a capacidade industrial e militar soviética plasmada em «caminhões, aviões, petróleo, ferro, petroquímicas, alumínio, ordenadores e demais, foi construída, às custas dos contribuintes americanos, para benefício da União
Soviética, o mesmo país que tinha jurado destruir aos Estados Unidos. Tudo com o propósito de fabricar um inimigo e criar a paridade que permitiria, eventualmente, a convergência em um Superestado, conhecido como Governo Mundial Único».
Como diz Gary Alien, «ninguém tentou sequer refutar as fortes palavras desse estudioso chamado Sutton».
Em Wall Street and the Bolshevik Revolution, Surton, afirma: «A tecnologia soviética não existia na realidade. 90-95 % procedia direta, ou indiretamente, dos Estados Unidos e seus aliados.» Quantos bilhões gasta os Estados Unidos para defender-se contra um inimigo fantasma, criado, alimentado e mantido por eles
mesmos? Os custos justificam os meios? Supostamente sim! Recorde, a Grande Fusão será controlada pelo mesmo Grupo Bilderberg-CFR-CT que está orquestrando entre os bastidores os blocos regionais e as uniões monetárias «temporárias».
«Embora pareça estranho - reflete Surton - parece que os Estados Unidos querem que o inimigo continue inimigo.» Sem um inimigo visível e justificável, nenhuma população, apesar da manipulação, cederá voluntariamente seus direitos e liberdades individuais. Sutton oferece milhares de provas documentadas de seus
achados. Por exemplo, a Marinha Mercante Soviética, no momento de escrever seu livro, era a maior do mundo, com 6.000 navios. Anthony Sutton declarou em 1972
ante um subcomitê do Partido Republicano para dizer: «Uns dois terços foram inteiramente construídos fora da União Soviética e quatro de cada cinco motores desses navios foram construídos também fora do país.
E continua Sutton, «todos os automóveis, caminhões, [armas, tanques, aviões] e tecnologia soviética procede do Ocidente. A organização Gorki, construída pelas empresas Ford e Austin, produziu a maior parte dos caminhões
utilizados para levar o armamento subministrado pelos soviéticos ao Ho Chi Minh.
As empresas de automóveis também podem utilizar-se para construir tanques. A mesma organização Gorki, sob o disfarce de um "comércio pacífico", produziu em 1964 o primeiro sistema antitanque guiado. Os soviéticos têm a maior montadora
de ferro e aço do mundo. Foi construída pela Corporação McKee. É uma cópia de uma fábrica de aço de Indiana, nos Estados Unidos».
Sutton sustenta que o governo dos Estados Unidos é responsável direto pelo assassinato de 100.000 soldados americanos, mortos por meio de tecnologia americana, como afirma de maneira cortante: «A única resposta de Washington e da Administração [dos Estados Unidos] é esforçar-se para esconder o escândalo.»
Nada do que digo tem sentido, se acreditarem nas mentiras propagadas pelo poder a respeito dos «malvados» comunistas. A não ser, é óbvio, que o comunismo seja um chamariz necessário, a ferramenta de uma conspiração muito maior para deixar o mundo nas mãos de multimilionários ávidos de poder, então tudo aparece perfeitamente lógico.
Rockefeller, entretanto, não é absolutamente um poder independente. Como explica Eustace Mullins em Murder by Injection: The Medical Conspiracy against America, «os Rockefeller operam sob esferas de influência claramente definidas. As organizações "caridosas", as empresas e os grupos de influência política, trabalham sempre conjuntamente. Nenhum departamento do Grupo toma iniciativas por si mesmo ou formula uma política independente. Não há justificação para isso, porque tudo funciona sob o controle da estrutura financeira mundial, o que significa que, qualquer dia, toda a abundância de uma pessoa ou organização pode ver-se reduzida a zero, mediante uma hábil manipulação financeira. Este é o controle final que assegura que ninguém possa sair da organização. Não só lhe retirariam todos os seus recursos, mas também, entraria imediatamente na lista de um capanga».
O congressista Larry McDonald, em seu prólogo ao livro O expediente Rockefeller, escreveu: «Esta é uma exposição concisa e arrepiante, da que foi certamente a história mais importante de nosso tempo: a idéia dos Rockefeller e seus aliados de criar um Governo Único Mundial que combine o super-capitalismo
e o comunismo sob um mesmo teto, tudo sob seu controle [...] os Rockefeller e seus aliados levam ao menos cinqüenta anos seguindo um cuidadoso plano para controlar os Estados Unidos e o resto do mundo; fazendo-se com o poder político através de seu poder econômico.» Em 31 de agosto de 1983, McDonald morreu em um «acidente» a bordo de um avião comercial do Korean Airlines 007 em espaço aéreo soviético.
Capitulo da obra O Clube de Bilderberg - Daniel Estulin

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

LANÇAMENTO DO SITE "BUNKER DA CULTURA"

Entrou no ar em 04/11/15, o site "Bunker da Cultura" que inicialmente oferece o Curso:
"A Formação e Evolução do Brasil frente a Globalização".
No site estão todas as informações desse que será o primeiro de outros cursos on-line promovidos pelo Bunker da Cultura by Prof. Marlon Adami.


Os cursos do Bunker da Cultura visarão o enriquecimento cultural e informativo nas áreas de historia, filosofia, direito, ciências politicas com temas pouco difundidos na mídia e nos bancos acadêmicos e escolares.
Os meses de novembro e dezembro serão para divulgação e matricula para o curso, com seu inicio em 04/01/2016.
No site também estará disponibilizado o player do Bunker da Cultura Web Rádio e em breve do Bunker da Cultura Web TV.
Estamos disponibilizando um canal imparcial e preocupado com o conhecimento para a formação e desenvolvimento do cidadão!