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terça-feira, 21 de maio de 2019

Nazistas longe de Hitler

A existência de simpatizantes nazistas organizados no Brasil esteve longe de ser algo completamente desconhecido do público: ao abrir os jornais brasileiros da década de 1930, é possível encontrar imagens de desfiles e festividades nos quais estão presentes as bandeiras com suásticas, uniformes e até mesmo fotografias de Adolf Hitler.
Não é difícil entender o porquê. O Brasil foi um dos países onde o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei – NSDAP), mais conhecido como Partido Nazista, esteve formalmente presente, presente em diversas cidades do país, embora não de maneira uniforme.  
Partido Nazista no Brasil
Circulo paranaense da NSDAP. Foto: DOPS/Arquivo Publico do Paraná
Meu objetivo neste artigo é explicar o surgimento do Partido Nazista no Brasil, traçar os principais aspectos de sua organização e as suas ações no país.
Fundação
A primeira seção do Partido Nazista no Brasil foi fundada em 1o de julho de 1928,  em Benedito Timbó, então distrito de Blumenau, Santa Catarina. O grupo foi o primeiro fora da Alemanha a ser reconhecido pelas lideranças do NSDAP em Munique.1
É importante ressaltar que se tratava de um partido alemão estabelecido em território brasileiro e não um partido nazista “brasileiro”: defendia um projeto político nacionalista (alemão) e racial, no qual o sangue, o solo, a história e a cultura eram requisitos para pertencimento à chamada “comunidade do povo” – a Volksgemeinschaft.
Voltado para os cidadãos alemães nascidos no Reich e residentes no Brasil, o Partido Nazista, contudo, jamais foi inscrito junto à Justiça Eleitoral para participar de eleições no país e seus partidários eram orientados a não se envolver com a política local. Mas por que, então um partido alemão em lugares tão distantes da Alemanha?
Na verdade, o surgimento e reconhecimento de núcleos do partido nazista em cidades tanto no Brasil quanto na Argentina, Paraguai e Chile nos anos seguintes ocorreu mesmo antes da nomeação de Hitler como chanceler em janeiro de 1933. Se por um lado, interessava ao NSDAP reunir também os alemães expatriados sob o nacional-socialismo, expandindo o alcance da sua propaganda e aumentando o número de mensalidades, para os nazistas do “além-mar” a filiação era também uma forma de manter o vínculo tanto com o país de origem quanto com imigrantes com a mesma identidade política, criando também um espaço de sociabilidade e assistência mútua.
À medida em que cresceu a participação do NSDAP no Parlamento alemão, aumentou a visibilidade dos nazistas no exterior e, consequentemente, impulsionou o interesse de alemães residentes fora da Alemanha pelo nacional-socialismo, levando à criação em 1931 da Organização para o Exterior do partido nazista (Auslandsorganisation der NSDAP – AO/NSDAP), departamento que cuidava dos quadros do partido fora da Alemanha. Assim como a seção do NSDAP no Brasil (Grupo Nacional Brasil ou Landesgruppe Brasilien), todos os núcleos nazistas estabelecidos em 83 países eram subordinados à direção centralizada da AO/NSDAP.
Em poucos anos, o Partido Nazista no Brasil foi ganhando em adeptos e, sob comando da AO, institui uma direção central no Rio de Janeiro para melhor organizar os núcleos espalhados pelo país. Em 1934, a sede nacional do partido deixa a então capital federal, o Rio de Janeiro, para instalar-se na cidade de São Paulo, onde estavam concentrados o maior número de filiados da agremiação.
A liderança do NSDAP no Brasil ficou a cargo de Hans Henning von Cossel, representante comercial nascido em Düsseldorf e que chegou ao país em 1930.
No entanto, a existência de uma direção política centralizada não significou uma melhora na articulação entre os diferentes núcleos nazistas. Conforme salienta Luis Edmundo de Souza Moraes em entrevista ao Café História: “Isto indica que falar da Seção do NSDAP no Brasil implica em considerar a diversidade regional como a marca de grande parte de seu período de existência legal no Brasil”.2
Partido Nazista nos Estados Unidos
Matéria publicada no Última Hora (RJ), fala do Partido Nazista nos Estados Unidos. Fonte: Arquivo Nacional
A comunidade do povo também no além-mar
A estrutura organizativa do Partido Nazista no Brasil obedecia à mesma hierarquia seguida na Alemanha: era dividida em círculos subordinados à chefia nacional, sendo cada círculo (Kreis) composto por grupos locais (Ortsgruppen) e em unidades menores chamadas células (Zellen). Foram estabelecidos sete círculos: Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco.
A abrangência do partido, no entanto, era maior, pois grupos nazistas formaram-se em dezessete estados brasileiros, com maior contingente de filiados em São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná, respectivamente.3
Além de ser considerado o mais antigo Partido Nazista fora da Alemanha, o grupo nacional estabelecido no Brasil também é apontado como o maior: de acordo com a estatística encomendada pela Organização para o Exterior do NSDAP em 1937, existiam 2.903 partidários registrados no país.4
O contingente de militantes nazistas na época pode ser ainda maior se considerarmos a existência paralela de associações vinculadas ao partido em atividade no país, tais como a Frente de Trabalho Alemã (Deutsche Arbeitsfront – DAF), o Círculo da Juventude Teuto-Brasileira (Deutschebrasilianisch Jungendring – DBJ) e a União dos Professores Nacional-Socialistas (Nationalsocialistische Lehrerbund – NSLB) – além de simpatizantes que não estabeleceram qualquer vínculo formal com o NSDAP.
Partido Nazista no Brasil: baixa adesão
Mas embora espalhados por diversos estados e associações, é necessário estar atento a outro dado evidenciado no mesmo documento: o baixo grau de adesão entre os cidadãos alemães residentes no Brasil ao nacional-socialismo.
Embora o Brasil fosse o país com o maior número de adeptos no exterior, proporcionalmente falando, o número de cidadãos alemães residentes no Brasil que se filiaram ao Partido Nazista naquele período era muito pequeno. Estimativas apontavam que cerca de 75.000 imigrantes alemães gozando de cidadania plena viviam no país na década de 1930. Destes, apenas 4% se filiaram ao Partido Nazista.
A baixa adesão pode ser explicada pela preocupação do partido em restringir as filiações no exterior somente aos nascidos na Alemanha (Reichdeutsche). Uma restrição ideológica, mas também diplomática: procurava evitar conflitos com o governo brasileiro.
Mas outros fatores ajudam a explicar essa rejeição: aversão à ideologia nazista tanto por alemães judeus como por imigrantes anarquistas e comunistas, oposição aos representantes locais do partido, distância ou mesmo desconhecimento da organização no país.
Os filiados: atividades e contribuições
A estatística da AO/NSDAP também traz alguns dados sobre o perfil daqueles que ingressaram no Landesgruppe Brasilien: ele era composto quase na totalidade por homens entre 27 e 38 anos, cujas profissões variavam entre trabalhadores manuais, comerciantes, técnicos de nível superior e agricultores.
O nazismo explorou o sentimento de pertencimento à comunidade étnica, ao Volk, estimulando a participação daqueles considerados “racialmente puros” na construção de uma nação utópica. O apelo à unidade em torno de um líder – o princípio do Führer – promovia, ao mesmo tempo, a exclusão de judeus, negros, ciganos, homossexuais e portadores de incapacidades físicas ou mentais, para quem as consequências dessa política seriam fatais.
Mesmo longe da Alemanha, os partidários no exterior contribuíram para o avanço da ideologia e prática política nazistas, seja através das mensalidades pagas ao NSDAP, da participação nas atividades sociais, das contribuições às campanhas do auxílio de inverno, da distribuição de propaganda ou da assinatura de jornais.
As atividades do Partido Nazista no Brasil não eram apenas festivas. No esforço de liderar a comunidade alemã no país, os partidários forçaram a ocupação de associações e clubes germânicos tradicionais, promoveram boicotes contra jornais e estabelecimentos comerciais de alemães contrários à ideologia nazista e recolheram informações sobre antecedentes raciais e posicionamento político de figuras públicas, políticos, empresários e comerciantes para elaboração das chamadas “listas negras”.
As fronteiras entre inclusão e exclusão da comunidade do povo eram defendidas pelos nacional-socialistas mesmo em localidades a milhares de quilômetros distantes do Terceiro Reich.
O fim do Partido Nazista no Brasil
Nas primeiras semanas que sucederam o golpe que instalou o Estado Novo no Brasil, em novembro de 1937, um decreto dissolveu toda espécie de agremiação política em território nacional, incluindo partidos políticos, milícias cívicas e organizações partidárias auxiliares.5
A medida visava a desagregação da Ação Integralista Brasileira, alijada do novo governo, mas também atingiu outros grupos entre os quais partido nazista. O NSDAP já vinha sendo monitorado pela polícia política e ações concentradas nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul realizaram prisões das principais lideranças, fechamento das sedes, apreensão de material de divulgação e proibição da realização de quaisquer atividades.
Já os grupos nazistas estabelecidos nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro somente sentiriam os efeitos do banimento após abril de 1938, com a publicação do decreto que proibiu estrangeiros de exercer qualquer atividade política no país.6
A proibição das atividades do Partido Nazista no Brasil ocorreu logo após uma mudança radical no regime político do país, cujo estabelecimento se ancorava na defesa do nacionalismo e da soberania da Nação, diante dos quais o NSDAP posava não apenas como uma interferência nos assuntos internos, mas também como uma ameaça à ordem instituída.
Notas
[1] MÜLLER, Jürgen. Nationalsozialismus in Lateinamerika: Die Auslandsorganisation der NSDAP in Argentinien, Brasilien, Chile und Mexiko, 1931-1945. Stuttgart: Hans-Dieter Heinz, 1997. p. 95
[2] MORAES, Luis Edmundo de Souza. O Partido Nazista no Brasil (Entrevista). Entrevista concedida a Bruno Leal Pastor de Carvalho. In: Café História – história feita com cliques. Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br/o-partido-nazista-no-brasil/. Publicado em: 12. jan 2009. Acesso: 23 fev. 2019.
[3] DIETRICH, Ana Maria. Nazismo tropical? O partido nazista no Brasil. 301 f. Tese (Doutorado em História), Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007. p. 141
[4] Statistik der AO. Berlin, 24 de setembro de 1937. Akten betreffend: Statistik, Kulterpolitik des AA, Zeitschriften. Politische Archiv des Auswärtigen Amts, Arquivo Político de Berlim.
[5] Decreto-lei no 37, de 02 de dezembro de 1937. “Dispõe sobre partidos políticos”. Coleção de Leis do Brasil – 1937, página 345, vol. 3.
[6] Decreto-lei no 383, de 18 de abril de 1938. “Veda a estrangeiros a atividade política no Brasil e dá outras providências”. Coleção de Leis do Brasil – 1938, página 53, vol. 2
Referências bibliográficas
GERTZ, René. O fascismo no sul do Brasil. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1987.
MÜLLER, Jürgen. Nationalsozialismus in Lateinamerika: Die Auslandsorganisation der NSDAP in Argentinien, Brasilien, Chile und Mexiko, 1931-1945. Stuttgart: Hans-Dieter Heinz, 1997.
DIETRICH, Ana Maria. Nazismo tropical? O partido nazista no Brasil. 301 f. Tese (Doutorado em História), Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007. p. 141
Statistik der AO. Berlin, 24 de setembro de 1937. Akten betreffend: Statistik, Kulterpolitik des AA, Zeitschriften. Politische Archiv des Auswärtigen Amts, Arquivo Político de Berlim.
PERAZZO, Priscila Ferreira. O perigo alemão e a repressão policial no Estado Novo. São Paulo: Arquivo do Estado, 1999.
RINKE, Stefan. “Alemanha e Brasil, 1870-1945: uma relação entre espaços”. História, ciências, saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 21, n. 1, jan./mar. 2014.
Taís Campelo Lucas

domingo, 19 de maio de 2019

Vibrador surgiu para curar a “histeria”

Estamos no final do século 19 e o médico está atendendo uma paciente. Ela se queixa de ansiedade e depressão. Diagnóstico: histeria. A próxima paciente é atendida. Ela tem inchaço, menstruação irregular e cólicas. 
A terceira tem pensamentos obsessivos sobre sexo. Gravíssima condição, ela realmente quer fazer sexo. Histeria, claro. A quarta diz que quer votar... enfim, já ficou claro. Histeria, do grego para útero hysteros, era um termo guarda-chuva usado para quase todos os problemas vistos como só de mulheres. Esses problemas eram atribuídos a irregularidades no útero, possivelmente causadas por insatisfação sexual.
Era da crença dos médicos então que toda doença segue um ciclo até seu ponto máximo, o paroxismo, após o qual ela começa a melhorar. Incentivar o paroxismo seria um jeito de levar à cura mais cedo. E, como a doença era das partes baixas, o paroxismo devia estar por ali também. Alguns médicos tratavam pacientes “histéricas” com massagens pélvicas, cujo propósito era retornar o útero ao lugar e levar ao tal paroxismo histérico – hoje conhecido por orgasmo.
Compreensivelmente, as pacientes começaram a chegar aos montes para um tratamento assim. Ainda mais numa época em que o tratamento para problemas psiquiátricos era banho de água gelada e, para físicos, sangrias. Os médicos, porém, passaram a se sentir extenuados de todo o esforço exigido no tratamento.
Entra em cena então o médico e inventor britânico Joseph Mortimer Granville. Ele é o criador do martelo de Granville, um vibrador elétrico para aplicar massagens automáticas, tratando doenças musculares, constipação, calvície e, se estamos mencionando-o aqui, histeria. Lançado no começo dos anos 1880, o aparelho fez um imenso sucesso – a ponto de o médico ter de se defender do uso indevido de seu aparelho para tratar histeria. Era um vibrador família.
A luta feminista e a evolução da medicina deixaram o conceito de histeria para trás. No começo do século 20, a então doença foi ficando cada dia mais desacreditada. O vibrador foi engavetado até a revolução dos costumes dos anos 1960 trazê-lo de volta. Em 1968, foi patenteado o vibrador a pilha. Diferente do massageador multifunção de Granville, agora o formato não deixava espaço para dúvidas sobre seu uso.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

A Raiz do Antinacionalismo “Disfarçado” de Bolsonaro

Para se entender a raiz da subserviência de Bolsonaro aos interesses estrangeiros, expressa politicamente na escolha na dupla Ernesto Araújo/Paulo Guedes, é necessário compreender o pensamento do seu guru, o ocultista Olavo de Carvalho. Ainda lembro do mesmo, repetidas vezes até o ano 2013, explicar uma suposta covardia dos brasileiros atribuindo-a à herança lusitana.
Segundo o guru, isso se devia ao facto de terem os portugueses vivido durante séculos numa posição de incerteza, espremidos entre os senhores muçulmanos e cristãos. A imbecilidade de tal opinião, ou melhor, palpite, salta à vista de qualquer conhecedor da reconquista. Olavo apenas provou que desconhece os factos básicos do processo, como as sucessivas deslocações de populações cristãs do sul da Península Ibérica para norte e a posterior ocupação do sul despovoado a partir do norte, para além da própria história militar luso-brasileira. Se a guerra brasílica contra a WIC (Companhia das Índias Ocidentais), contemporânea do esforço militar português no velho continente contra os temidos tercios espanhóis (e no caso dos espanhóis, por qual razão não valeria o mesmo raciocínio?), fosse conhecida do auto-proclamado sábio, deveria bastar para que tal ideia pueril fosse descartada e não chegasse ao cúmulo dessa formulação artificiosamente idiota, que mostra que a sua imagem mental do medievo ibérico foi inspirada em filmes sobre o feudalismo inglês ou francês!
Tais imbecilidades, expressas com um tom de certeza e com um grau de detalhe que dão a impressão de que ele realmente estudou o assunto,  são a regra no pensamento olaviano, e não se restringem apenas à História, mas abrangem a própria Filosofia, área que supostamente domina (ver aqui). Recentemente, seu discurso público sobre essa suposta covardia luso-brasileira mudou por mera conveniência pois caía mal entre os monárquicos, para além dos católicos em geral, mas os fundamentos continuam lá, ao menos para os mais atentos, como se poderão constatar na obra de propaganda “Brasil Paralelo”.
Hoje li um artigo que pega na “obra magna” do bruxo da Virgínia e dá mais um exemplo da ignorância desse autodidacta lusófobo oriundo do submundo da astrologia. Aqui deixo um trecho:
No O Jardim das Aflições”, 3 ed. página 284–284 temos a seguinte afirmação:
[…]“Em Portugal, Afonso Henriques havia subjugado os outros senhores feudais e criado um reino da noite para o dia- literalmente, já que, não contando com um exército numeroso, recorria ao expediente de saltar pessoalmente pela janela de seus inimigos, enquanto dormiam, e degolá-los na cama: ao despertarem, os servos e cortesões eram informados de que o castelo tinha um novo senhor. Assim, de janela em janela e de pescoço em pescoço, nascera o reino de Portugal, segundo comentavam os juristas da época, quase per latrocinium (não entendo o que queriam dizer com esse quase)[…]”.
Tal pérola merece ir para os anais da imbecilidade travestida de sabedoria! Olavo, em questões históricas, está ao nível de uma conversa de bar ao estilo “os portugueses roubaram o ouro do Brasil” e o seu pupilo, Jair Bolsonaro, que nem sequer domina a língua-pátria, consegue ser ainda mais raso. Não é por acaso que se comporta como um lacaio perante aqueles que lhe causam complexo de inferioridade, que são os mesmos que embasbacam o seu guru, um provinciano encantado por uma América que jamais compreendeu e que jamais o aceitou. Quanto a essa falta de aceitação, no Brasil, ele podia reclamar de não ter sido convidado para dar aulas alegando que isso se deve a uma suposta inveja da academia brasileira em relação ao seu gênio (quem mais, a não ser o grande Olavo, o Jack Parsons tabajara, poderia ter feito um experimento de transmigração numa Barca Egípcia construída por ele próprio e ser aclamado pela populaça como o maior sábio da nação depois de um internamento num hospício?). Mas e na América, como ficamos?
Incrível que um gigante do porte de Olavo de Carvalho, que até recebeu um visto de gênio, seja completamente ignorado em Harvard, Yale ou Princeton, apesar de todos os seus esforços para chamar a atenção da academia e da inteligencia local! Bom, talvez a academia americana seja dominada por comunistas e o “KGB” deu ordens para que ele fosse ignorado, afinal, é o homem que derrotou Dugin…