Bunker da Cultura Web Rádio

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Do império da lei ao império dos togados

 


A democracia, tal como a construímos no Ocidente ao longo do século XX, repousa sobre uma premissa que durante muito tempo pareceu óbvia: a de que o Direito deve ser prévio, conhecido e acessível a todos. O Estado de Direito pressupõe que as regras do jogo sejam estabelecidas antes da partida. Que o cidadão possa ler a lei, compreendê-la e pautar seu comportamento de acordo com ela. Que, ao celebrar um contrato ou ao constituir uma família, ele saiba — com razoável grau de certeza — quais são seus direitos e deveres. A previsibilidade não é um valor entre outros. É o valor que viabiliza todos os demais.

Na França, a experiência revolucionária de 1804 produziu o primeiro Código Civil do mundo justamente como resposta à legislação opaca do antigo regime, interpretada ao sabor da vontade da monarquia. Ter um Código significava — e ainda deveria significar — garantia de segurança ao indivíduo. A França, aliás, continua com o mesmo Código, bicentenário, atualizado pontualmente ao longo dos séculos.

A partir da segunda metade do século XX, porém, essa premissa passou a ser questionada. Surgiu a percepção de que normas rígidas não teriam o condão de prever todas as situações de uma sociedade em transformação. A resposta encontrada foi a adoção de normas de textura aberta: cláusulas gerais, princípios e conceitos jurídicos indeterminados. Em lugar de dizer, com precisão, o que é permitido e o que é proibido, o legislador passou a oferecer diretrizes vagas — boa-fé, função social, dignidade — cuja concretização ficaria a cargo do juiz, diante de cada caso.

Ninguém calculou adequadamente os efeitos colaterais dessa mudança.

Ao substituir regras claras por princípios vagos, o que se fez foi transferir o juízo de valor do legislador — eleito pelo povo, sujeito ao crivo das eleições — para o juiz, que não é eleito por ninguém. O magistrado, que deveria ser aplicador da lei, tornou-se criador do Direito. Quando decide com base em princípios de conteúdo aberto, o juiz não está – necessariamente – aplicando a lei. Está escolhendo qual conteúdo atribuir àquele princípio, dando primazia a suas convicções pessoais, e não aos valores que a sociedade decidiu positivar. [1]

Quando o juiz contraria uma regra, de sentido estreito, o constrangimento hermenêutico é evidente — o texto está ali, qualquer pessoa alfabetizada pode ler e perceber que a decisão não corresponde ao texto. É difícil, para não dizer constrangedor, justificar o descumprimento de um comando preciso.

Com princípios e cláusulas abertas, todavia, essa dificuldade desaparece. Expressões como a “boa-fé”, a “função social” e a “dignidade da pessoa humana” comportam, por definição, uma pluralidade de sentidos — e qualquer malabarismo hermenêutico minimamente sofisticado é capaz de repaginar a decisão mais arbitrária como uma legítima concretização do princípio.

O Direito que não impõe limite ao decisor é um não-Direito. O juiz decide e somente depois mobiliza sua erudição para criar um carrossel de artigos e citações destinado a justificar a decisão que já estava tomada.

É nesse cenário de crescente desconfiança nos limites do poder judicial que surge o Projeto de Reforma do Código Civil, elaborado pela comissão presidida pelo Ministro Luis Felipe Salomão e apresentado ao Senado Federal pelo Senador Rodrigo Pacheco.

O Código Civil de 2002 já emprega muito mais cláusulas abertas do que o Código Civil de 1916. Eis algumas delas: boa-fé e os usos do lugar (art. 113), fim econômico ou social, boa-fé e bons costumes (art. 187 – “cláusula geral do abuso de direito”), função social do contrato (art. 421), probidade e boa-fé (art. 422 – “cláusula geral da boa-fé objetiva”), função social e econômica da propriedade (art. 1.228, § 1º). Mas o Código vigente ainda preserva equilíbrio: nele preceitos vagos convivem com um número amplamente predominante de regras e conceitos determinados.

O Projeto de Reforma muda substancialmente essa proporção. Sua leitura integral revela pelo menos treze macrocategorias de conceitos jurídicos indeterminados espalhadas por todo o texto: boa-fé (em mais de quinze contextos distintos), confiança legítima, função social, ordem pública, usos e costumes, dignidade humana, vulnerabilidade, equidade, razoabilidade, abuso de direito, justa causa, patrimônio mínimo existencial e melhor interesse. Não se trata de presença marginal. Esses conceitos abertos permeiam sistematicamente o texto, alterando a própria natureza do sistema.

A boa-fé é o caso mais eloquente. No Código vigente, embora já apareça em pontos relevantes, esta expressão ainda tem incidência mais concentrada no direito das obrigações. No Projeto, a boa-fé transborda para todos os cantos: restringe a limitação voluntária do exercício dos direitos da personalidade (art. 11, § 2º), permite a preservação excepcional de negócios nulos (art. 169, § 2º), torna-se norma de ordem pública cuja violação configura inadimplemento (arts. 422 e 422-A), rege as relações com as plataformas digitais (art. 609-B) e inteligência artificial (art. 609-F), disciplina o contrato de seguro (art. 765) e a atuação de reguladores de sinistros (art. 771-D). [2] A mesma boa-fé serve a tudo — o que significa que, na prática, pode não servir de parâmetro para nada.

Lexum

Ouro como moeda?

 

O engenheiro Gottfried Feder esclarece por que o ouro não pode servir de lastro para a economia. Em sua visão, atrelar a atividade econômica a este metal nobre, é favorecer as Altas Finanças e continuar com a escravidão dos juros.

Primeira impressão no “Völkischen Beobachter” de 2 de julho de 1932.

Pode-se considerar como um dos mais arraigados preconceitos que o ouro seja, de certa forma, um medidor de valor para uso geral, o qual – assim como a unidade metro está para medir comprimentos – seja adequado para mensurar valores. Por esta razão acreditou-se também que as moedas dos diversos países deveriam possuir uma determinada relação para com uma determinada quantidade de ouro e, com isso, poder estabelecer uma segura mensuração proporcional de cada produto em suas relações de troca.


Ouro como moeda?
Página 343 do livro de Gottfried Feder, Luta contra as Altas Finanças

Nós lidamos aqui com um perigoso equívoco que é extraordinariamente danoso devido a sua grande popularidade. Antes de tudo, uma coisa tem que estar bastante clara: valor não pode ser medido, mas sim avaliado. O próprio termo “medidor de valor” já é por isso uma contradição em si mesmo. Em toda parte onde atuem aspectos subjetivos, oferta e procura, escassez e abundância, onde estejam envolvidas raridade e idade, durabilidade e rápida deterioração, não é possível falar sobre uma medição exata, como conhecemos das ciências naturais.

O fato de nosso mundo materialista e tecnocrático poder acreditar em medir valores, e em utilizar o ouro como padrão de referência, não é de forma alguma prova de sua exatidão ou da possibilidade em assim proceder. Em primeiro lugar, ouro é produto, aliás, como metal precioso é um produto nobre, em sua qualidade homogênea, especialmente apropriado para ser estocado, em sua cobiça ímpar especialmente apropriado para atuar como meio de troca, e como “produto cobiçado” foi certamente adequado para isso nos tempos antigos.

Porém, ouro também é metal-moeda, e como metal-moeda possui um raro duplo caráter como dinheiro e produto.

Dinheiro como função da sociedade, dinheiro como “indicação do trabalho realizado” é sem dúvida alguma independente do valor intrínseco do produto símbolo do dinheiro. Vendo historicamente, as conchas cauri, os pacotinhos de chá, os escravos e escravas, o gado, prata, papel-moeda, todos tiveram sem dúvida alguma a mesma função das moedas de ouro e, na eficiente economia moderna, o dinheiro se libertou finalmente de seu substrato e serve à economia como moeda de giro ou na forma de meio de pagamento sem o dinheiro em espécie, exatamente da mesma forma como o ouro.

A ancoragem no ouro para a unidade monetária se mostra hoje como um tremendo obstáculo a uma indispensável e necessária expansão do crédito para criação de empregos. O lastro no ouro como parâmetro de valor é também, como nos foi mostrado nos últimos meses, um engano a si mesmo da economia nacional que homenageia esta obsessão pelo ouro.

Aquilo, que com o padrão ouro deveria ser alcançado, não foi alcançado e não pode ser alcançado, como já provou a história apenas dos últimos anos. O preço do ouro aumentou cerca de 70% ao longo dos últimos anos e dos produtos, que podem ser supostamente mensurados em ouro, abaixaram 30%, 40%, 50% ou mais. É importante reconhecer logo que não é o caso aqui de uma movimentação uniforme dos preços, embora o ouro deva ter a força mágica de aplicar a todos os demais valores um mesmo peso. Deve-se perceber finalmente que não existe um Absolutum na esfera dos valores e produtos, mas sim somente um Relativum.

O dinheiro é apenas uma convenção adotada pela sociedade para facilitar a troca de mercadorias. Por isso torna-se uma excrescência sua geração através de si próprio, como é habitual na atual política de juros. Toda problemática gira em torno do controle sobre a emissão desta convenção por parte do Estado, como regular a justa remuneração do trabalho e não do não-trabalho etc – NR.

Pode-se medir objetos exatamente somente no campo das ciências exatas. Pode-se medir exatamente o tamanho de uma mesa, de uma casa. Pode-se medir o peso de qualquer objeto exatamente em quilograma ou grama, em libra ou onça, as quais estão correlacionadas entre si dentro de uma exata relação. Pode-se consumir energia elétrica segundo uma medida exata em quilowatt-hora, a potência de uma máquina exatamente em quilograma-metro ou em cavalo-vapor. Quem pode então indicar o valor exato de uma peça de vestuário, de uma refeição, de um gole d’água, de um remédio, de um serviço público etc? Em qual relação fixa deve se situar o valor da produção agrícola com o valor dos produtos das fábricas, artesãos e indústrias? A mensuração e a relação de troca de todos estes produtos são dependentes de tantos fatores pessoais, humanos e subjetivos, que torna impossível uma avaliação amplamente válida e exata. Deve-se considerar quantidade e qualidade, época e circunstâncias, desespero daquele que é obrigado a vender, interesse ou cobiça daquele que está decidido a comprar, situação financeira do comprador assim como inúmeras facetas de caráter especulativo. Desta análise mostra-se que as chamadas divisas monetárias assumem somente uma função nominativa fixada pelo Estado, porém, não servem para uma mensuração qualitativa. Caso contrário, deveria ser proibido que os produtos fossem dissipados com a suposta relação estatal em leilões, que nos casos de escassez natural apareça uma inflação natural, ou que no caso de escassez artificial através de retenção ou especulação, a população deva pagar repentinamente unidades monetárias para poder comprar a mesma coisa.

Certamente pode e deve ser incentivado que os preços não flutuem constantemente. Mas a totalidade dos fanáticos que defendem uma incondicional força de compra igualitária da unidade monetária, e a vêem sempre na forma do lastro em ouro, estão a todo o momento entusiasmados e acertam com prazer quando determinados produtos tornam-se mais baratos segundo o “padrão-ouro”. Os produtos podem se tornar mais baratos; isso é aceito com prazer pelos fanáticos por ouro. Eles não refletem, porém, que com isso eles próprios destronaram seu mensurador, o ouro.

A relatividade do padrão-ouro talvez seja melhor reconhecida se mantivermos o seguinte à vista:

Pode-se dizer: 10 unidades de ouro (ou Marco ou Schilling ou Franco ou Gulden – é indiferente) possibilitavam em 1928 a compra de 10 Ztr. De trigo (10 Zentner = 500 Kg – NR), em 1929 somente 8 Ztr., porém, 12 Ztr. no ano de 1930. Ao contrário, com o mesmo direito pode-se dizer: para uma tonelada de trigo, o agricultor recebeu no primeiro ano 30 unidades de ouro, no ano seguinte 23 unidades e no terceiro ano 36 unidades; com isso fica provado que se trata de uma ampla e extensível relação de valores entre ouro e trigo, que a crença sobre a possibilidade de medir completamente os valores e preços com ouro, fica totalmente desacreditada.

Do ponto de vista da economia nacional, queira parecer mais importante e valioso aos futuros estadistas que privilegiem para alimentação do seu povo uma determinada quantidade de pão do que uma determinada quantidade de ouro como fundamento monetário. Ouro não é um mensurador de valor. Ouro é uma mercadoria como milhares de outras também o são, que tem seu valor variável em relação aos outros bens, é tão relativo quanto a qualquer outro produto. As oscilações de preço dos produtos são dependentes de outros fatores e motivos do que do padrão-ouro de uma moeda.

O barateamento de sapatos e peças de vestuário, de aparelhos de rádio e outros mais é dependente das características técnicas. Se as maçãs e cerejas tornam-se baratas, isso depende da fartura da natureza, mas não da quantidade de ouro que está estocado nos porões do Reichsbank. Por qual preço nós adquirimos algodão, lã, cobre e minério de ferro do estrangeiro, é por sua vez independente da quantidade de ouro existente no mundo e da relação das moedas dos países frente ao dólar, mas sim dependem da produção nos países fornecedores de matéria-prima e a procura nos países industrializados consumidores, pode depender da maquinação das Altas Finanças junto às bolsas de algodão e metais, depende da descoberta de matérias-primas substitutas etc.

Onde está então o “medidor de valor” ouro na bancarrota dos preços das matérias-primas por todo o mundo? Onde está o “medidor de valor” ouro na avaliação do desempenho político-estatal ou nas descobertas geniais? O ouro foi imprescindível como padrão na introdução do “Rentenmark”? Não! Sem qualquer lastro em ouro, o Rentenmark foi reconhecido como “nobre valuta”, valioso e estável, não somente dentro do país, mas também como no exterior.

Rentenmark foi uma moeda transitória, onde oficialmente ninguém estava obrigado a aceitá-la, mas que foi amplamente usada pela população alemã – NR.

A França está protegida do galopante desemprego que assola o país através de seu monstruoso tesouro em ouro? A fantástica quantidade de ouro que os americanos possuem pode evitar que o desemprego aumentasse nos EUA e os preços das matérias-primas despencassem de forma catastrófica?

Para a sobrevivência de um povo, a existência de alimento, vestuário, moradia, vontade e alegria no trabalho é muito mais importante do que uma montanha de ouro ainda maior.

A relação de valor na troca de mercadorias nunca se deixará fixar, caso contrário perdem o sentido palavras como “barato” e “caro”, “justo” e “razoável”. De um lado até desaparece a motivação para barateamento da produção, caso os preços fossem fixados pelo Estado; por outro lado um edifício de preços fixados desabaria nas épocas mais difíceis de crescimento e contratempos.

O máximo que pode ser alcançado através da manipulação estatal da moeda é um relativo nível médio equivalente do custo de vida. O lastro da moeda no ouro é bastante inadequada para isso, leva somente a uma extremamente perigosa escassez dos meios de pagamento e serve no fundo exclusivamente aos interesses dos proprietários de ouro, as Altas Finanças. Para um Estado nacional-socialista, a libertação do ouro-moeda é condição primordial e lógica para a reconstrução da economia alemã.

Retirar do Estado sua soberania quanto ao controle do dinheiro equivale à tão louvada independência dos Bancos Centrais pregada pelos burgueses liberais. Uma coisa é falcatrua, desonestidade, descaso com a coisa pública; outra coisa é sua entrega imediata nas mãos dos burgueses apátridas que só têm o lucro imediato como divisa principal – NR.

Para a troca com o estrangeiro, a qualidade e superioridade dos produtos alemães é muito mais importante do que o lastro em ouro para a possibilidade de obter a necessária matéria-prima do estrangeiro, que por sua vez também tem interesse em trocar suas quantidades excedentes de matéria-prima por produtos manufaturados que eles próprios não conseguem produzir.

O ouro não é o dinheiro mundial. O dinheiro mundial foi, é e será sempre os produtos. O pensamento judaico colocou o ouro no ponto central. O lastro das moedas em ouro tornou os povos do ocidente aptos à cultura dos juros e impostos do capital financeiro. Rompimento da escravidão dos juros seria impossível sem o desatrelamento do ouro.

A necessidade do lastro em ouro é um equivoco. É errônea a opinião, se o ouro é adequado para ser um medidor de valor.

A libertação do ouro é pré-requisito para uma economia saudável no Terceiro Reich, onde o trabalho deve prevalecer novamente frente ao dinheiro, em um Estado onde o bem-estar da população vem antes do lucro dos banqueiros.

Apesar dos banqueiros e políticos fazerem de tudo para encobrir a atual crise, ela mostrou nitidamente que mesmo se a economia de um país se desatrele do ouro, seus habitantes ainda estão sujeitos à escravidão dos juros, como bem detalha o artigo O governo mundial de fato da atualidade – NR.

O governo mundial de fato da atualidade

 

O poder político levado ao anonimato através da influência do dinheiro alcançou tal proporção nos países com sistema partidário democrático, que frequentemente a “opinião pública” recebe somente “política hollywoodiana”. Não é o Estado que controla o Capital, mas sim o Capital que controla o Estado. Tenham em mente de que este artigo foi escrito em 2010! O que mudou?

Não é o Estado que controla o Capital, mas sim o Capital que controla o Estado.

Por intermédio da migração financeira e maçônica das casas reais e sua eliminação abrupta, a chamada democracia parlamentar apareceu por todo o planeta. O sistema partidário difuso, turvo e faminto por dinheiro ligado a ela, permite às Altas Finanças as maiores possibilidades de atuação, que poderiam ser alcançadas somente com muito esforço no caso de um país monárquico, e que deveriam ser improvisadas com muitos contragolpes.

Os partidos – hoje atuam como associações para privatização do estado – como instituições da corrupção organizada, oferecem todas as possibilidades para o domínio capitalista de um país. Estes partidos não são organizações enraizadas no seio dos municípios ou da vida produtiva do povo, mas sim aglomerados particulares de quadrilhas e bandos provenientes historicamente de associações golpistas, salões políticos ou de lojas secretas. Eles não representam de forma alguma a grande fatia da sociedade de um povo, mas sim aqui e ali um aglomerado de carreiristas e caçadores de cargos, abertos a todo tipo de corrupção através do “Big Money”. É a mais pura ilusão acreditar que a democracia partidária representa o direito de escolha do “pequeno eleitor”, mas – de facto – representa o interesse lucrativo do “Grande Capital”.

Até onde os políticos representam a vontade popular? Se existem políticos bem-intencionados, por que esses se misturam em partidos políticos infestados de corruptos e outras excrescências? Por que não denunciam a sujeira em seu próprio partido? Enquanto houver conivência entre homens de bem e “aloprados” dentro de um mesmo partido, não há muito sentido em participar de eleições, da “festa da democracia” – NR.

Um grande especulador como George Soros tem mais poder político do que todos os eleitores do mundo juntos. As únicas decisões determinantes não ocorrem através de eleições e à luz do dia, mas sim são pré-formuladas atrás de portas fechadas nos andares superiores dos grandes capitalistas e, em parte, blindados da opinião pública, em grêmios de consenso (CFR, Comissão Trilateral, Instituo Aspen, Ponte do Atlântico, Bilderberg e assim por diante), em parte também oficialmente nos parlamentos através dos “grupos de pressão” e “lobistas”, e ainda, se necessário, impostas com ajuda de pressão e ameaça dos grupos de influência do estrangeiro.

O poder político levado ao anonimato através da influência do dinheiro alcançou tal proporção nos países com sistema partidário democrático, que frequentemente a “opinião pública” recebe somente “política hollywoodiana”. Não é o Estado que controla o Capital, mas sim o Capital que controla o Estado. Não perdendo de vista as relações de interdependência internacional, o seguinte esquema pode ser construído:


Figura 1 – O governo mundial da atualidade
Os plutocratas dominam as nações

A influência determinante dos plutocratas é compreendida quando observamos as dívidas internas das nações. Aqui ganhamos a percepção de que os países mais industrializados, assim como aqueles ricos em matéria-prima, são os mais endividados. A tabela abaixo nos mostra isso:


Situação da dívida das nações, [welt-in-zahlen.de]
Dívida Pública / DP em relação ao PIB / DP por habitante

As 60 nações aqui listadas estão endividadas com a astronômica cifra de aproximadamente 30 trilhões de dólares, o que na média representa mais da metade do PIB e em relação à população, cada recém-nascido já nasce com uma dívida média de 10 mil dólares. A uma taxa de juros de apenas 5% resulta anualmente a soma de 1,5 trilhões de dólares em juros. Uma soma que não pode ser mais gerada economicamente, mas que deve ser refinanciada através de novos endividamentos. Por exemplo, a OMF-RFA deve refinanciar suas obrigações no valor de 70 bilhões em juros no ano de 2005, com cerca de 30 bilhões em novos créditos. Um termo bastante utilizado nos anos 20 – Escravidão pelos Juros – é hoje mais atual do que nunca. Quem pode ainda afirmar que essa loucura não tem um padrão, mesmo quando querem nos convencer que nós mesmos somos culpados, pois teríamos vivido acima de nossas condições. A mesma coisa vale para todos os outros países.

A tabela acima não representa a situação atual de endividamento interno das nações, pois a dívida pública mundial já está quase na casa do 40 trilhões de Dólares. A dívida pública brasileira, por exemplo, saltou para cerca de 1,6 trilhões de reais. Em outros países desenvolvidos e em desenvolvimento a situação não é diferente – NR.

Não é difícil imaginar que os grandes capitalistas, os plutocratas, que tornaram suas fortunas anônimas com ajuda das sociedades anônimas, têm a real e determinante influência na política mundial. Com um único clique do mouse, os administradores de tais fortunas podem exterminar toda uma economia nacional ou então desencadear uma crise econômica mundial. Como podemos ver na figura 1, os plutocratas atuam diretamente com as sociedades de capital, bancos, fundos, trustes, bolsas de valores e nos grandes conglomerados transnacionais. Haja vista seu poder financeiro, eles podem atuar diretamente nos países e, por outro lado, formam o elo de ligação dos financiamentos, da classe política, mídia, dos serviços secretos, líderes religiosos e das capacidades de pesquisa.

Os grêmios internacionais extra-parlamentares, com suas estruturas formais e informais, se apresentam como plataforma de trabalho interativa também sob influência dos grandes capitalistas. Nestes grêmios internacionais extra-parlamentares são então desenvolvidos concepções políticas, planos e diretrizes. Entre outros, eles são ordenamentos como leis, tratados e acordos oficiais e informais que não apenas interferem na economia, comércio e finanças, mas também contêm diretrizes sócio-culturais, como tendências contemporâneas e desenvolvimento demográfico. O papel da população neste jogo torna-se claro. A ela é vendido uma adequada visão do mundo através de uma “política hollywoodiana” encenada pela mídia; ela é ainda mantida sob controle com “pão e circo”, tem permissão de escolher “democraticamente” a cada quatro anos entre três, quatro partidos, conferindo ao todo uma áurea de aparente legitimidade.

A esta altura podemos fazer uma chamada à consciência sobre o fato de que o banco central norte-americano, o “Federal Reserve Bank” é um consórcio de bancos privados. A soberania em relação à moeda não está nas mãos do Estado norte-americano, mas encontra-se nas mãos de um pequeno grupo de particulares. Além disso, o dólar alcançou o status de moeda de reserva mundial. O sistema bancário europeu tem constituição um pouco diferente, mas aqui o monopólio da criação de dinheiro – não o direito de cunhar moedas – não está nas mãos do Estado, mas sim junto aos bancos privados; as dependências estão claras.

Já no início do século XX, Walther Rathenau relatou:

“No campo de trabalho impessoal, democrático, onde para a liderança econômica qualquer palavra insensata compromete, qualquer fracasso pode levar à ruína, onde o público soberano de uma assembléia de acionários decide sobre nomeações e destituições, uma oligarquia formou-se ao longo do tempo, tão fechada como aquela da antiga Veneza. Trezentos homens, onde um conhece o outro, dirigem os acontecimentos econômicos do continente e procuram sucessores nos seus arredores. As estranhas causas deste fato estranho, que lança um pequeno lampejo sobre o futuro desenvolvimento social, não estão ponderados aqui.” [1]

É conhecido que tenha durado meio século para consolidar o sistema e aperfeiçoá-lo, assim como duas guerras mundiais para integrar com sucesso a Alemanha.

Finalmente, e para melhor compreender que a moderna e neo-primitiva sociedade de massas moderna é uma construção artificial, segue um trecho da crônica de Edward L. Bernays [2] intitulado “Propaganda”, de 1928:

“A consciente e inteligente manipulação dos hábitos organizados e opiniões das massas é um dos principais elementos das sociedades democráticas. Quem manipula os mecanismos ocultos da sociedade, forma um governo invisível que representa o verdadeiro poder em nosso país. Nós somos governados, nossa consciência forjada, nosso gosto formado e nossas idéias sugestionadas por homens, que nunca ouvimos falar. Isso é um resultado lógico de como nossa democracia está organizada.

[…]

Em quase todas as ações de nossa vida diária, seja na esfera política ou dos negócios, em nosso comportamento social ou em nossa idéia de ética, nós somos dominados por um pequeno número de pessoas, que entendem do processo mental e padrões sociais de comportamento. São aqueles que puxam os fios que controlam o pensamento público, que se utilizam das velhas forças sociais e indicam novos caminhos para sobrepujar e controlar o mundo.” [3]

BERNAYS se refere neste texto à democracia norte-americana. Como a sociedade do EUA se compõe de uma população multi-étnica miscigenada, a conseqüência que tiramos disto é que a manipulação científica da opinião pública, necessária para abafar o caos e conflitos na sociedade democrática, é compreensível e lógica. Em uma população multi-étnica miscigenada falta aparentemente, desconsiderando as necessidades básicas da vida humana, a união interna e a vontade comum.

[1] Walther Rathenau, artigo “Geschäftlicher Nachwuchs” no jornal “Neuen Freien Press”, Viena, 25/12/2009, republicado em Walther Rathenau “Zur Kritik der Zeit”, Berlim 1912, pág. 207, citado segundo Dr. H. Jonak Freyenland: Jüdische Bekenntnisse, Nuremberg 1941, pág. 186

[2] Edward Bernays nasceu em Viena a 22/11/1891 e é considerado por muitos como o “pai das relações públicas”. Ele marcou sua profissão com o rótulo Consultor-RP (Public Relations Counselor). Bernays era sobrinho de Sigmund Freud, o fundador da psicanálise. O sucesso do trabalho público de Bernays ajudou também a popularizar o trabalho de Freud nos EUA. Bernays foi pioneiro na utilização dos resultados das pesquisas da ainda jovem Psicologia e Ciências Sociais nos Trabalhos Públicos. Ele desenvolveu sua campanha para formação das opiniões sobre a base dos conhecimentos atuais da psicologia das massas. Bernays argumentava:

“Se nós entendermos os mecanismos e os motivos do pensamentos dos grupos, é possível agora controlar e dirigir as massas sem seu conhecimento, segundo nossa vontade.”

Ele caracterizou esta técnica da formação da opinião baseada na ciência como “engineering of consent”.

[3] Edward Bernays, Propaganda, Horace Liveright, New York 1928, pág. 9.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Habermas: o filósofo como propagandista marxista

 


O marxismo da Escola de Frankfurt infelizmente ainda está vivo e atuante. De fato, Jürgen Habermas — o principal filósofo da Escola, que agora está na casa dos noventa anos [nota da edição: quando o artigo foi escrito Habermas ainda não havia falecido] — publicou uma enorme história da filosofia em três volumes. Esse livro foi agora publicado em tradução para o inglês sob o título Also: A History of Philosophy. O lançamento do terceiro volume em tradução inglesa levou Daniel Steinmetz-Jenkins — um admirador de Habermas fervoroso — a realizar uma entrevista com ele que foi publicada na revista The Nation. A entrevista oferece uma maneira rápida de compreender a essência do projeto de Habermas, poupando o leitor da necessidade de enfrentar 1.500 páginas da difícil prosa de Habermas. Na coluna desta semana, gostaria de mostrar como Habermas subordina totalmente a filosofia à propaganda ideológica marxista.

A filosofia procura responder a certas questões que não são abordadas pelas ciências físicas e sociais, como: O que é a verdade? O que é o conhecimento? Qual é o fundamento do valor? e assim por diante. Essas questões são muito difíceis de responder, e parte do fascínio da filosofia está no intricado jogo de argumentos envolvido em sua investigação.

Habermas reconhece que há espaço para tais questões, mas, para ele, trata-se de um espaço bastante secundário. O principal objetivo da filosofia é legitimar o regime. 

Habermas apresenta, no primeiro volume de sua trilogia, uma elaborada exposição de diversas visões de mundo religiosas, fortemente influenciada pela noção de uma “Era Axial”, proposta por Karl Jaspers. Mas o tempo da crença literal nessas religiões já passou há muito. Os conceitos teológicos teriam “migrado para o profano” e, quando isso ocorre, fica claro que eles sustentam a democracia em sua batalha contra os “extremistas de direita”. 

Habermas é sensível às acusações de que teria traído os objetivos revolucionários do marxismo com as prescrições inofensivas da social-democracia. Não é esse o caso, afirma ele. O que de fato aconteceu é que o estado capitalista se mostrou mais profundamente enraizado do que os pioneiros do marxismo imaginaram. Sua esperança agora é expandir o estado de bem-estar social de maneira radical, de modo que isso acabe resultando em socialismo.

Uma objeção à versão de social-democracia radical defendida por Habermas é que ela meramente expressa seus próprios juízos de valor. E se não compartilharmos esses juízos? Habermas está bem ciente dessa objeção, que ele associa à distinção feita por Max Weber entre fatos e valores. Ele rejeita a afirmação de Weber de que os valores são meras suposições arbitrárias.

Basta dizer que Habermas nunca conseguiu apresentar as “boas razões” para a defesa da social democracia das quais fala.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Se minha vida fosse minha




"Se a vida fosse minha", musica produzida pelo Bunker da Cultura Web Radio/Marlon Adami com letra de Maria Eduarda B. Matos.
Esse lançamento voce curti no Bunker da Cultura Web Radio.

terça-feira, 24 de março de 2026

A psicologia da mentira

 

Às vezes me dirigem ofensas, dizem que eu seria completamente maluco por causa daquilo que escrevo, eu estaria vendo teorias da conspiração por toda parte e por isso deveria deixar examinar minha cabeça. Será que as pessoas, que colocam em dúvida o mundo como ele nos é pintado, que fazem perguntas cabíveis e têm uma outra visão dos acontecimentos e não acreditam na primeira bobagem que nos é enfiada goela abaixo, será que tais pessoas devem ser examinadas por um psicólogo?

Somos nós, os doentes? Ou são aqueles que disseminam a história oficial através da mídia e engolem tudo sem verificar, criticar e, ingenuamente, acreditam em tudo que os políticos falam, os jornais escrevem e os noticiários apresentam na TV, que enfiam a cabeça na areia, dizem que não há de forma alguma má intenção e não querem saber de coisas mais sérias, ou seja, eles ignoram a realidade. Não seriam estes que devem ser examinados?

É difícil para o bem acreditar no mal, assim como o mal não acredita no bem. [Marcus Tulius Cícero, homem público romano, orador, autor, 106-43 ac]

Eu sou da opinião de que aqueles, que negam a realidade, deveriam se perguntar em qual mundo de fantasias estão vivendo ou se sua eterna negação e sua recusa em ver a realidade não são doentias, ou se são apenas covardes que não suportam a verdade.

Pessoas que duvidam dos acontecimentos e supõem outras intenções, são rapidamente rotuladas como teóricos da conspiração e malucos. Não se argumenta com fatos, mas simplesmente com difamação e preconceito. Vejamos agora, o que é uma conspiração e quando ela acontece? Simples, assim que duas pessoas combinam fazer algo secretamente, trata-se aqui de uma conspiração.

Milhões de pessoas, sim, todos nós, somos partes de uma gigantesca conspiração, a saber, que existe um Papai Noel. Naturalmente é uma conspiração inofensiva, mas apesar disso todos nós nos unimos para manter esta ilusão, existiria um Papai Noel com suas renas no trenó, que visita todas as casas na noite de Natal e desce pela chaminé para distribuir os presentes. As crianças devem acreditar nisso. Nós não dizemos a elas como é na realidade, que não existe um Papai Noel, nem trenós nem renas e que com sua grande pança, ele não conseguiria descer pela chaminé. As crianças devem acreditar em uma ilusão, em uma lenda, e não devem saber que nós compramos os presentes e os colocamos junto à árvore de Natal.

Da mesma forma como existe a ilusão do Papai Noel, existem também muitas outras ilusões sobre os acontecimentos mundiais, sobre aquilo que aparece nos livros escolares e o que a elite quer que nós acreditemos.

E quando uma criança inteligente pensa a respeito, faz suas continhas e chega na conclusão que seria impossível ao Papai Noel visitar numa única noite milhões de casas para distribuir os presentes, pela simples escassez de tempo, então nós dizemos que ela não deve pensar muito a respeito, não deve fazer perguntas e deve ficar quietinha.

Esta é uma típica teoria da conspiração, que mantém em segredo o que realmente acontece, e todos nós cooperamos que assim permaneça.

Exatamente assim se sucede com muitos acontecimentos mundiais, que são ilusões, que nós coletivamente as sustentamos. Quando alguém as questiona, reflete sobre elas e chega à conclusão que não pode estar correto, nós estamos sendo enganados, somos então tratados pelos poderosos como crianças, e alguém nos dirá para não fazer muitas perguntas e para que fiquemos calados.

Quem argumenta desta forma, não existiria qualquer teoria da conspiração e todo aquele que afirma isso é doente, é um negador da realidade e o verdadeiro doente.

Como contra-argumento para uma conspiração, diz-se freqüentemente que se muitas pessoas estivessem envolvidas, então não se poderia manter a coisa em segredo, um insider (alguém de dentro, um participante) iria abrir o bico em algum momento e revelar a verdade. Como isso não acontece, não existe nenhuma conspiração.

Naturalmente é um argumento fraquíssimo e insustentável, pois em primeiro lugar, conspirações podem ser sim muito bem mantidas em sigilo, mesmo quando milhares de pessoas estão envolvidas e, em segundo lugar, os participantes revelam constantemente as conspirações, mas acontece que eles não têm voz, ninguém quer ouvi-los e eles são reprimidos.

Um exemplo como algo grande poderia ser mantido em segredo, é o Projeto Manhattan, onde dezenas de milhares de pessoas ali trabalharam para construir a primeira bomba atômica. Esta conspiração permaneceu em segredo por vários anos e ninguém sabia de sua existência. Sim, ela pode ser mantida em segredo que até o vice-presidente Harry Truman nada sabia a respeito e apenas quando se tornou presidente ficou a par do projeto, e o público soube apenas quando a primeira bomba foi jogada sobre Hiroshima e Nagasaki, e centenas de milhares de civis foram mortos num piscar de olhos.

Também me dizem que um estado democrático não faz qualquer ato criminoso e por isso é bobagem atribuir coisas más aos políticos eleitos, eles não conspiram contra o povo.

Quem afirma isso, nega claramente que a CIA derrubou mundo afora dúzias de governos eleitos democraticamente e cometeu assassinatos políticos, que o presidente Roosevelt permitiu conscientemente o ataque japonês a Pearl Harbour, onde 2.000 marinheiros norte-americanos morreram, que o vice-presidente Johnson esteve atrás do assassinato do presidente Kennedy, que existiu um presidente Nixon, o qual teve que renunciar devido ao escândalo de Watergate, que o 11 de setembro é um claro auto-ataque encenado que matou 3.000 pessoas, e que o presidente Bush ordenou um ataque contra o Iraque, que no geral matou mais de 1 milhão de civis e que ele mentiu descaradamente para as pessoas sobre o motivo da guerra.

Os negadores não querem tomar ciência que existem conspirações a todo momento, que os políticos estão sempre a ordenar assassinatos e que lhes é indiferente a morte de milhões de pessoas, também nas assim chamadas democracias.

E conspirações existem da mesma forma nas grandes empresas, como nos mostrou claramente o escândalo da Siemens, onde o grêmio máximo manteve todo um sistema de corrupção e fraudes.

Que os envolvidos nas conspirações sempre assumem seus atos, vê-se no último caso com E. Howard Hunt, que descrevi aqui, onde ele confirmou sua participação no assassinato de Kennedy e traiu todos aqueles que estavam atrás da trama. Embora isso fosse uma notícia sensacional, que deveria estar estampada nas manchetes de todos os jornais, ninguém quer ouvir e nenhuma mídia reporta sobre o assunto.

Uma completa negação da realidade, que pode ser justificada com a hipótese de que a verdade é supostamente dolorida para as pessoas, elas iriam perder por completo a crença na infalibilidade da autoridade, naquilo que os políticos dizem e que o estado quer apenas o bem para seus cidadãos, está totalmente minada.

Está ilusão não pode ser destruída, as pessoas não podem saber que o mal também existe, que o estado pode ser criminoso, que os poderosos cometem assassinato, que conglomerados são imorais e gananciosos, e fazem tudo por dinheiro. Caso as pessoas soubessem disso, é de supor que elas cairiam em um buraco, sua visão de mundo seria destruído, perderiam sua fé e o resultado seria o caos e a anarquia.

Eu sou da opinião que as pessoas podem e devem conhecer a verdade. É uma escravidão quando nos impingem através da mentira um mundo de aparências. Todos que assistiram o filme “Matrix” entendem o que eu quero dizer. Ali as pessoas são mantidas em compartimentos para doação de sangue e ligadas através de um cabo a um gigantesco computador, a Matrix, a qual coloca em suas mentes uma simulação de mundo, uma ilusão.

Elas acreditam que aquilo que “vivenciam” seja a realidade, mas no caso é apenas uma simulação do computador. Na verdade eles permanecem imóveis no banco de sangue, alimentados por pasta nutritiva, e vivenciam uma mentira preparada para eles por um “designer”.

Nosso mundo é exatamente assim, uma ilusão com a qual a mídia tenta nos alimentar.

Agora o herói do filme, Neo, pode decidir se ele quer engolir a pílula azul ou a vermelha. Com a azul ele volta na ilusão e “vive” seu mundo de aparências. Caso ele escolha a vermelha, ele acorda, arranca o plugue e se liberta da Matrix, vê o mundo real que infelizmente não é tão belo e colorido.

Pois bem, agora qualquer um pode decidir o que ele quer fazer, como Neo, se quer tomar a pílula azul ou vermelha. Ou enfiar a cabeça embaixo do travesseiro e retornar ao mundo de ilusões, ou acordar e enfrentar a realidade.

Neo foi corajoso e queria conhecer a verdade para se libertar, mesmo se isso doesse. Da mesma forma como disse Dr. Martinho Lutero: “A liberdade vos libertará!” e Franklin Delano Roosevelt: “Apenas diante de uma coisa devemos ter medo, do próprio medo”.

E eu digo, acordem e libertem-se do manto da mentira, questionem, exijam respostas!

“Nos momentos de dificuldade de minha vida, lembrei-me que na história da humanidade o amor e a verdade sempre venceram. Existiram assassinos e tiranos, e por certo período eles pareciam invencíveis. Mas ao final eles sempre desaparecem. Pense sempre nisso!” [Gandhi]

Alles Schall und Rauch, 15/05/2007.

Dentre estas ilusões, muitos de nossos leitores já devem estar pensando no polêmico “holocausto” judeu. Tratando-se de um evento suportado essencialmente pelos depoimentos das testemunhas oculares, o alegado genocídio não se sustenta diante do menor procedimento investigativo criminal.

Não existe

1. uma ordem para o alegado genocídio,

da mesma forma como não existem

2. a arma do crime,
3. qualquer autópsia que confirme envenenamento por Zyklon-B,
4. documentos que corroborem a gigantesca logística necessária para dar cabo da enorme empreitada.

Pela grande subjetividade e desonestidade com a qual o tema é abordado, não estranhamos que ele encontre amplo suporte na atual classe política “democrática”, sempre sob supervisão de nosso inimigo comum. Para aqueles que quiserem acordar desta ilusão, oferecemos as Lições sobre o “holocausto” – NR.