Bunker da Cultura Web Rádio

quinta-feira, 12 de março de 2026

Em memória a Horst Mahler

 

Em 27 de julho de 2025, nosso fiel companheiro e importante membro do Das Deutsche Kolleg, Horst Mahler, faleceu em Berlim, aos 89 anos.

Com sua morte, o mundo perde um homem de extraordinária profundidade intelectual, coragem inabalável e busca incansável pela verdade e pela justiça. Horst Mahler era mais do que um lutador – ele era um visionário cuja vida é um testemunho brilhante do poder do espírito e da dignidade do povo alemão.

A indústria da opinião pública da República Federal da Alemanha, programada para incitar o ódio e a difamação, tentou difamar Horst Mahler como “advogado do diabo” e o inundou com fatos falsos provenientes das cozinhas venenosas dos jornais. Mas esses ataques apenas revelaram a inferioridade moral e intelectual dos críticos, que se sentiram desafiados pela grandeza de Mahler. Já Sefton Delmer havia anunciado após a Segunda Guerra Mundial que a guerra psicológica contra a Alemanha estava apenas começando – uma propaganda de difamação que continua até hoje e que elevou a mentira à base da existência. Mahler, porém, se opôs a essa narrativa com uma clareza sem igual.

Contrariando a acusação de que sua vida teria sido um “ziguezague” da esquerda para a direita ou uma transformação “de Saulo a Paulo”, Horst Mahler sempre enfatizou: “Eu não mudei minha opinião. As condições políticas ao meu redor mudaram radicalmente”. Seu profundo senso de justiça e seus elevados padrões morais permaneceram constantes ao longo de toda a sua vida. Já em 1962, na época da crise de Cuba, ele se posicionou sozinho com um cartaz na Kurfürstendamm, em Berlim, perto do Café Kranzler, para protestar contra o risco de uma guerra nuclear – um ato de coragem que lhe rendeu uma reprimenda da Universidade de Berlim Ocidental, mas que demonstrou sua disposição de defender suas convicções.

Horst Mahler não era membro do partido “Die Heimat”. Ele aceitou o mandato de defender o NPD no primeiro processo de proibição porque viu nisso um “ataque ao processo de recuperação política do povo alemão”. Ele aceitou a condição de se filiar ao NPD apenas para o processo, para se desligar imediatamente após sua conclusão. Para Mahler, os partidos eram um instrumento de opressão, uma “farsa” da democracia fictícia que encobre o domínio do capital. “Os partidos nacionais que participam do sistema estão condenados ao fracasso, porque não questionam a verdadeira questão do sistema”, disse ele. Sua crítica ao sistema partidário como “sistema de emburrecimento do povo” foi um ponto central de seu pensamento, que se voltava contra os cartéis de autossuficiência da casta política, nos quais o “bem comum antes do interesse próprio” era substituído pelo interesse próprio e pela disputa por cargos.

Numa época em que os Verdes passaram de um partido pacifista a uma força belicista, defendendo o armamento, as armas nucleares e uma nova ordem mundial, Mahler viu a confirmação da sua análise. Os antigos pacifistas, que chamavam os soldados de “assassinos”, agora exigem “alemães na frente de batalha” e uma nação “pronta para a guerra”, que sirva como tropa mercenária dos interesses imperialistas. Essa evolução, que ele considerava uma consequência lógica do sistema, era para ele uma prova da degeneração de uma política que sacrifica a soberania da Alemanha sob a cláusula de inimigos da ONU. “O sistema parlamentar é uma farsa que serve apenas para encobrir o domínio do capital”, enfatizou ele, e suas palavras soam hoje mais proféticas do que nunca.

A defesa de Mahler do NPD perante o Tribunal Constitucional Federal não foi apenas um ato jurídico, mas uma luta filosófica inspirada na dialética hegeliana. Ele viu nisso a chance de “arrancar a máscara da dominação estrangeira dos inimigos íntimos bem camuflados” e refutar a “visão moral da história” que mantém o povo alemão oprimido. Sem levar em conta as consequências pessoais, familiares ou econômicas, ele decidiu travar essa luta, guiado pela convicção de que estava destinado a isso devido à sua combinação única de competência jurídica, experiência histórica contemporânea e formação filosófica.

Um momento pessoal que permanece na minha memória é uma conversa com Horst Mahler, na qual ele falou com olhos brilhantes sobre a liberdade do espírito. “A verdade”, disse ele, “não é uma posse, mas um caminho. E seguir esse caminho significa arriscar tudo”. Suas palavras não eram apenas teoria, mas um guia para sua vida. Esses encontros mostravam sua capacidade de tocar e inspirar outras pessoas não apenas intelectualmente, mas também emocionalmente.

Horst Mahler pagou um alto preço por suas convicções. Ele passou mais de 20 anos de sua vida na prisão, mais recentemente em 2009 na Penitenciária de Brandenburg/Havel, onde foi condenado a uma pena total de mais de dez anos por um delito de opinião – considerado o crime mais grave na Alemanha. Devido a um tratamento inadequado, ele perdeu ambas as pernas, mais uma prova da dureza com que foi punido por sua verdade. Mas Mahler não se deixou abater. “Estou aqui porque quero estar aqui. Minha vida é uma luta pela verdade, e a prisão é apenas uma parte desse caminho”, disse ele. Seu lema, de que “o martírio dá asas à ideia”, reflete sua disposição de se sacrificar pela liberdade dos alemães e de todos os povos.

Seu intenso estudo de Georg Wilhelm Friedrich Hegel o levou a uma profunda compreensão da missão histórica do povo alemão. Como “místico da Silésia”, como o Das Deutsche Kolleg o honrou, ele se debruçou sobre a questão de Deus: “Para que serve o ser humano?” Para Mahler, a ideia de Hegel da unidade entre Deus e o ser humano, que atua na razão, na história e na liberdade, era uma resposta à questão do sentido. Essa compreensão o levou à convicção de que os alemães têm uma tarefa especial – não no sentido da política de poder, mas como “núcleo da humanidade”, como Friedrich Schiller expressou. “Ao alemão está destinado o mais alto, completar a humanidade em si mesmo”, escreveu Schiller, e Mahler viu nisso um apelo profético para trabalhar na “construção eterna da humanidade”.

A visão de Mahler era despertar o “coração dos povos”, como Hölderlin descreveu, e transmitir o espírito do idealismo alemão ao mundo desalmado do mammonismo americano. Ele via os alemães como um povo mártir que, como Felicité de Lamennais sugeriu, sofre “pela salvação da humanidade”. Essa ideia reflete-se no simbolismo do Sacro Império Romano, tal como Hans Burgkmair o representou em 1510 na sua águia bicéfala com o crucifixo – um povo que carrega no seu seio a cruz da verdade. Mahler acreditava que os alemães estavam chamados a construir um império espiritual que transcendesse “todos os países e mares”, como expressou Hans Carossa.

No pós-guerra, marcado pelo domínio estrangeiro e pela reflexão moral sobre a história, a luta de Mahler foi uma tentativa de libertar a alma alemã das correntes da culpa e da opressão. Sua análise da história intelectual alemã – de Hegel a Schiller e Herder – fez dele um guardião do idealismo alemão em uma época de alienação. Ele não era um político no sentido estrito da palavra, mas um pensador que questionava o sistema e denunciava a falta de liberdade intelectual dos povos.

Até seu último suspiro, acorrentado ao leito de morte, Horst Mahler lutou pela liberdade dos alemães e de todos os povos. Ele definiu sua vida como “o progresso do espírito na consciência da falta de liberdade”. Como representante do espírito mundial, ele carregou o fardo de uma luta heroica contra a destruição e a escravidão dos povos. Seu legado não é apenas jurídico ou político, mas espiritual, que nos exorta a buscar a verdade e a nos livrar das correntes da dominação estrangeira.

Das Deutsche Kolleg considera seu dever preservar o legado intelectual e a memória de Horst Mahler. Sua vida foi um exemplo brilhante de coragem, abnegação e busca incansável pela verdade. Apelamos especialmente às gerações mais jovens para que continuem a transmitir suas ideias – não como uma sucessão cega, mas como uma discussão viva sobre como podemos construir um reino espiritual que eleve a humanidade. Que Horst Mahler descanse em paz e que sua memória nos inspire a seguir o caminho da verdade com coragem e determinação.

Escrito pelo Das Deutsche Kolleg no 80º aniversário do lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima, em 6 de agosto de 2025.

https://das-ende-der-wanderschaft.com/

Traduzido por deepL.com

segunda-feira, 9 de março de 2026

Como foram as eleições de hoje na Alemanha.



𝕲𝖊𝖗𝖍𝖆𝖗𝖉 𝕰𝖗𝖎𝖈𝖍 𝕭𝖔𝖊𝖍𝖒𝖊
Hoje observa-se na Alemanha uma situação política caracterizada por tensões entre o sistema institucional estabelecido — muitos o chamam de establishment — e o crescimento de forças políticas que questionam essa estrutura.
Neste 8 de março de 2026, ocorre uma importante eleição estadual no estado de Baden-Württemberg, na qual os eleitores escolhem os deputados do parlamento estadual (Landtag), que posteriormente determinarão o governo regional.
Baden-Württemberg está entre as regiões economicamente mais fortes da Europa e abriga importantes centros industriais como Mercedes-Benz Group, Robert Bosch GmbH e da Porsche AG, controladora do Grupo Volkswagen, entende-se não apenas a Volkswagen, mas também Audi, Porsche AG, Škoda Auto, SEAT (incluindo Cupra), Bentley Motors, Lamborghini, Ducati Motor Holding, Scania, MAN Truck & Bus, Volkswagen Commercial Vehicles e outras, razão pela qual mudanças políticas no estado frequentemente assumem importância nacional e mesmo no Brasil.
Os resultados preliminares da eleição mostram uma disputa muito apertada entre os partidos tradicionais.
A Alliance 90/Os Verdes conseguiu manter a primeira posição por pequena margem, seguida de perto pela Christian Democratic Union (CDU). A Alternative für Deutschland (AfD) registrou ganhos expressivos e consolidou-se como a terceira força política no estado. Já o Social Democratic Party of Germany (SPD) obteve um de seus piores resultados históricos em Baden-Württemberg, enquanto a Free Democratic Party (FDP) lutou para ultrapassar a cláusula de barreira e entrar no parlamento estadual. Assim, a eleição confirma várias tendências da política alemã: crescente fragmentação do sistema partidário, maior polarização política e a continuidade da necessidade de governos de coalizão.
Pesquisas e análises eleitorais indicam uma disputa intensa entre os partidos "tradicionais" e a Alternative für Deutschland (AfD), que vem registrando crescimento significativo em várias regiões do país e que, em alguns estados alemães — especialmente no leste — aparece inclusive na liderança das intenções de voto. Essa eleição é, portanto, vista como um importante teste político para o equilíbrio partidário na Alemanha e para a relação entre o eleitorado e o sistema político estabelecido. Ao mesmo tempo, os partidos tradicionais continuam estruturando governos por meio de amplas coalizões, preservando assim a lógica institucional que moldou a política alemã desde o período pós-guerra. Esse contexto atual tornou ainda mais visível o debate sobre o funcionamento do chamado #ɆɨsɇɍnɇɴĐɍɇɨɇćķ — isto é, a interação entre burocracia estatal, partidos dominantes e grupos organizados de interesse.
O chamado #ɆɨsɇɍnɇɴĐɍɇɨɇćķ ou #ŦɍɨânǥᵾłøđɇFɇɍɍø , é um conceito clássico da ciência política que descreve a ligação estável entre burocracia estatal permanente e parasitária, — o Deep State — , partidos políticos dominantes e grupos organizados de interesse. Quando tal arranjo se consolida, surge um sistema institucional relativamente fechado, no qual decisões políticas, recursos públicos e influência regulatória circulam dentro do mesmo circuito de poder.
A Alemanha contemporânea oferece um exemplo claro do funcionamento desse modelo, que é plenamente legal e institucionalizado e que é sustentado pela estrutura do Estado de Direito alemão. No Brasil pelos partidos que viraram piada com seu excesso de "democracia" dos partidos que carregam esse excesso até no nome: Partido Social Democrático (PSD), Democratas (DEM), Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Partido Democrático Trabalhista (PDT) e até, infelizmente pouco expressivos no Brasil, Partido da Democracia Cristã (DC) e Partido Social Democrata Cristão (PSDC – hoje DC).
Após a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha reorganizou seu sistema político com a Constituição de 1949 (Grundgesetz), criando um modelo parlamentar voltado para a estabilidade institucional e para a prevenção de rupturas políticas radicais. Nesse contexto, formou-se uma rede duradoura de cooperação entre partidos estabelecidos, administração estatal e grandes organizações econômicas e sociais. No centro desse sistema estão partidos tradicionais como a Christian Democratic Union, o Social Democratic Party of Germany, a Alliance 90/The Greens e a Free Democratic Party.
Esses partidos estruturaram a vida política alemã durante décadas, alternando-se no governo ou formando coalizões entre si.
A burocracia estatal alemã desempenha um papel central nesse arranjo. Ministérios, agências reguladoras e estruturas administrativas técnicas possuem grande estabilidade institucional e continuidade administrativa. Funcionários públicos implementam programas políticos e políticas estatais ao longo de diferentes governos, garantindo assim a continuidade da ação estatal. Ao mesmo tempo, a Alemanha possui um sistema corporativo bastante desenvolvido, no qual associações empresariais, sindicatos e organizações profissionais participam diretamente da formulação de políticas públicas — por exemplo, por meio de audiências formais, conselhos consultivos e procedimentos regulatórios. Dessa forma, muitas decisões importantes surgem da interação entre Estado, partidos e atores sociais organizados, refletindo o funcionamento típico de um #ɆɨsɇɍnɇɴĐɍɇɨɇćķ.
Esse sistema também possui mecanismos jurídicos de autoproteção institucional. A Constituição alemã contém instrumentos destinados a proteger a ordem democrática livre. Um dos mais importantes é a atuação do Bundesamt für Verfassungsschutz, o serviço de inteligência interno responsável pela proteção da Constituição. Essa instituição monitora organizações, movimentos ou correntes políticas consideradas potencialmente contrárias à ordem constitucional. Seus relatórios e avaliações influenciam debates públicos, decisões administrativas e o comportamento de partidos e parlamentos.
Outro instrumento central é o papel do Bundesverfassungsgericht, o mais alto tribunal constitucional da Alemanha. A Constituição prevê inclusive a possibilidade de proibir partidos políticos se ficar comprovado que eles atuam ativamente para abolir a ordem democrática constitucional. Embora esse instrumento seja utilizado raramente, sua existência reforça a estabilidade jurídica do sistema político.
Foi nesse contexto institucional que surgiu, em 2013, a Alternative für Deutschland (AfD). O partido surgiu inicialmente como um movimento crítico às políticas de resgate do euro durante a crise da dívida europeia.
Com o tempo, ampliou seu programa político e passou a abordar temas como política migratória, política energética e determinadas diretrizes da União Europeia. A AfD passou a conquistar apoio crescente em eleições, especialmente nos estados do leste alemão, tornando-se uma das forças políticas mais relevantes do país em termos de votos.
Apesar de seu crescimento eleitoral significativo, a AfD permanece politicamente isolada no sistema parlamentar alemão. Isso ocorre devido a um acordo político informal entre os partidos tradicionais conhecido como “Brandmauer” (cordão sanitário).
Esse princípio estabelece que os grandes partidos não formarão coalizões governamentais com a AfD. Como o sistema político alemão depende de governos de coalizão, essa posição impede que o partido participe da formação de governos estaduais ou federais, mesmo quando obtém elevada votação.
Além disso, partes da AfD estão sob observação do Bundesamt für Verfassungsschutz, porque em algumas correntes internas do partido são identificadas posições que podem ser classificadas como extremistas. Essa observação influencia a forma como o partido é tratado no debate político e nos meios de comunicação, contribuindo para sua isolação dentro do sistema político estabelecido.
Ao mesmo tempo, a AfD passou a representar para uma parcela crescente do eleitorado alemão um canal político de protesto contra o sistema estabelecido. Um partido nitidamente anti-#ŦɍɨânǥᵾłøđɇFɇɍɍø.
Muitos de seus eleitores e apoiadores consideram que suas preocupações não são suficientemente representadas pelos partidos tradicionais — especialmente em temas como política migratória, custos da transição energética, nível de integração europeia e aumento da regulação estatal. Nesse sentido, o crescimento da AfD é frequentemente interpretado como expressão de uma insatisfação crescente na sociedade alemã com o consenso político das forças tradicionais.
Dentro dessa perspectiva crítica, a AfD é vista por seus apoiadores como um partido que dá voz a grupos da população que se sentem excluídos do arranjo político do #ɆɨsɇɍnɇɴĐɍɇɨɇćķ e que questiona decisões desse sistema institucional estabelecido. Independentemente das diferentes avaliações políticas sobre seu papel, a AfD tornou-se um ator importante no debate político público justamente porque desafia o consenso que moldou a política da República Federal da Alemanha por décadas.
Nesse contexto mais amplo, cresce entre muitos eleitores alemães a percepção de que os custos econômicos e sociais desse modelo institucional se tornaram altos demais para o cidadão médio. Altos impostos, contribuições obrigatórias, aumento dos custos da transição energética, políticas de redistribuição e amplos programas estatais são frequentemente citados por críticos como fatores que elevam a carga financeira sobre trabalhadores e empresas. Para esses setores da sociedade, o sistema político tradicional parece preservar estruturas administrativas, vantagens corporativas e programas políticos que, em sua visão, estão distantes das preocupações cotidianas da população.
Nesse clima de crescente insatisfação, parte do eleitorado expressa o sentimento de que o cidadão comum alemão está cada vez mais cansado de pagar a conta de um sistema que, em sua percepção, protege privilégios institucionais, amplia a regulação e restringe liberdades econômicas e políticas — o que tem tornado o debate político atual na Alemanha particularmente intenso.

domingo, 8 de março de 2026

Irã testa a “bomba atômica dos pobres”

 

No início de agosto de 2010, uma fundação cultural do Irã publicou um endereço da internet com cartoons sobre o polêmico holocausto judeu. Conforme já dito pelo professor francês Faurisson, o Irã utiliza contra Israel a “bomba atômica dos pobres”, ou seja, o esclarecimento em torno do mito do holocausto. Ao contrário do genocídio perpetrado por Israel contra os palestinos, essa arma iraniana não mata quem quer que seja, somente a mentira.

Desde 5 de agosto e 2010, o Irã utiliza mais uma vez a “bomba atômica dos pobres” contra as incitações de Israel à guerra. O professor Robert Faurisson denominou o esclarecimento em torno do holocausto de “bomba atômica dos pobres”.

“Esta arma não mata quem quer que seja, nem difama as pessoas. Ela mata somente a mentira, a difamação, o mito do ‘Shoa’ assim como o horrível Shoa-Business, que é tão prezado por pessoas como Bernard MadoffElie Wiesel, os consortes dos ‘salvos milagrosamente’ e dos assassinos de crianças, em Gaza.”

Desde 5 de agosto de 2010, existe uma publicação iraniana denominada “holocartoons”, que deflagrou por todo o globo uma série de “indignados” protestos dos vassalos de Israel.

A página da rede de computadores abre com a famosa música da “pantera cor-de-rosa”, “dedicada a todos que foram mortos sob pretexto do holocausto”.

A publicação eletrônica compõe-se do livro mais popular da atualidade no Irã sobre os holo-contos, em três idiomas: iraniano (farsi), árabe e inglês. A introdução mostra como os judeus desenham no chão suas holo-vítimas dentro das fronteiras de Israel. A caricatura procura simbolizar o papel de vítimas dos judeus como “invenção”, com a qual o Estado de Israel é fundamentado e seus crimes são justificados.

A publicação ridiculariza o número de 6 milhões com a tirada: “não, foram exatamente 5 milhões e quatrocentos judeus”. Pode-se folhar cada uma das páginas.

Outro desenho mostra vermes com chapéus negros que devoram um livro com o título “A história mundial”. Outra caricatura mostra um soldado com uma estrela de David sobre o capacete e que leva um cantil com a inscrição “Zyklon-B”.

A liderança judaica de Israel chia bem alto: “a forma vulgar e cínica desta página da internet, uma combinação de negação do holocausto e distorções, marcadas com caricaturas antissemíticas, mostra mais uma vez a indiferença do Irã para com a realidade e verdade nas questões do holocausto e Israel”, assim declarou à imprensa o Museu de holo-horrores Yad Vashem.

O holo-instituto Yad Vashem chamou a página “de o mais novo ataque do Irã, onde os fatos sobre o holocausto são negados, para aumentar sua influência na região, onde a história se defronta com a ignorância”.

A agência de notícias iraniana Fars-News relatou que o caricaturista Maziar Bijani lançou a publicação na rede. A hospedagem foi financiada por uma fundação cultural que, todavia, não é estatal.

A 8 de agosto de 2010, na ocasião de uma Conferência em Teerã, o presidente Mahmoud Ahmadinejad disse: “eles inventaram um acontecimento, o chamado holocausto, que torna um determinado grupo como as ovelhas da inocência do mundo”.

Ahmadinejad disse ainda que na ocasião dos ataques às torres gêmeas, os funcionários judeus foram informados para não irem ao trabalho no 11 de setembro. Ele continuou: “Como continuou a estória do 11 de setembro? Dentro de cinco a seis dias, eles formaram uma histeria das massas através de suas mídias, com um salvo-conduto para atacar o Iraque e Afeganistão”.

globalfire.tv, 14/08/2010.

holocartoons.com

Rabino defende Holocausto Iraniano

 

“Que seja sua vontade, nosso Deus e Deus de nossos pais, que todos os nossos inimigos e odiadores, e todos aqueles que conspirem contra nós, sejam exterminados. […] Possa Deus destruí-los e varrê-los da face da Terra. […] Que o bom Deus possa eliminá-los, destruí-los”

A religião do ódio: rabino Ovadia Yosef – “devemos orar pela destruição do Irã”

Com a aproximação do Rosh Hashaná (ano-novo judaico – NR), o rabino Ovadia Yosef disse, na noite de sábado, que quando nós (judeus) comemos os alimentos simbólicos deste tradicional feriado, cujos nomes ou formas têm uma ligação simbólica com nossas súplicas ao Senhor, especialmente quando oramos nestas datas, t ‘ Marim, e rezamos para que nossos inimigos sejam dizimados, devemos nos concentrar especificamente sobre o Irã, a nação perversa que está ameaçando o Estado de Israel. “Que o bom Deus possa eliminá-los, destruí-los …”

Tractate Kritut, no Talmude Babilônico, ensina que devemos comer, no Rosh Hashaná, entre outras frutas, uma tâmara, a qual contém a  sílaba “tam”(?!), e depois de comer uma parte dela, deveríamos dizer, “Que seja sua vontade, nosso Deus e Deus de nossos pais, que todos os nossos inimigos e odiadores, e todos aqueles que conspirem contra nós, sejam exterminados. ”

Além disso, quando comemos um alho-poró (“kreti“) nós devemos pedir a Deus que nossos inimigos e odiadores, juntamente com qualquer outros que conspire contra nós, sejam destruídos.  O rabino esclareceu que o foco deveria ser o Hezbollah e o Irã.

“Possa Deus destruí-los e varrê-los da face da Terra”, disse o rabino, citando várias passagens dos Salmos, referindo-se a salvação pelo Todo-Poderoso em face de ameaças inimigas.

“Eles vão de carruagem e à cavalo, e nós vamos em nome de nosso Deus. Eles se curvaram e caíram, e nós nos levantamos e perseveramos.”

Durante as discussões ao longo da semana anterior, o rabino Ovadia se referiu à ameaça iraniana, dizendo: “Há pessoas más, os iranianos, esperando para nos destruir. . .  Devemos derramar nossos corações em oração para o Santo, bendito seja o Seu Nome. . .  Nós estamos em perigo, estamos todos em perigo. . .   Não temos em quem confiar, exceto o nosso Pai Celestial. Devemos orar com o coração, com profunda concentração. ”

O site Haredi Kikar HaShabbat reportou na semana passada que o general (Res.) Yaakov Amidror, Chefe da Assessoria de Segurança Nacional, foi à casa do rabino Ovadia e informou-lhe do plano nuclear iraniano.

Perguntamo-nos: será que o tal “Deus” judaico (Iahweh), um genocida cujos registros de barbaridades podem ser encontrados no Velho Testamento, é o mesmo “Deus” cristão do Novo Testamento, misericordioso e que prega a solidariedade universal? Que tipo de “religião” é esta que propugna o ódio sectarista e o supremacismo racial?- NR

FONTE: Jewish Press

A Revisão Histórica: rompendo barreiras

 

E por causa dos Nazistas terem perdido a guerra, o “partido da liberdade de expressão’’ ganhou. Sendo assim, o Bispo pode acreditar no que bem entender, e se quiser, pode até dizer que Auschwitz era uma sorveteria e que a SS era um grupo de dança.

Sou um negador do Holocausto, por outro lado, acredito que os “nazistas” planejavam o extermínio do povo Judeu

Deixe-me dizer: estou, desde o início, com o Bispo Richard Willianson nesse ponto. Não houve um holocausto (ou Holocausto, como meu computador insiste em corrigir) e seis milhões de Judeus não foram assassinados pelo Terceiro Reich. Essas minhas duas afirmações são verdades irrefutáveis, ainda que este discurso possa fazer com que eu seja preso em metade dos países da União Europeia.

Então, nas circunstâncias certas eles poderiam até me extraditar para a Suécia para o julgamento, um país que heroicamente supriu o Terceiro Reich com reservas de minério de ferro, até mesmo quando as últimas vítimas do genocídio Nazista estavam sendo mortas.

O quê? Eu admito que houve mortes e genocídio (ou Genocídio, como meu corretor quer que eu chame), mas quase que com a mesma força eu insisto que não houve um holocausto? Como isso é possível? Bem, se você transformar eventos históricos em dogmas políticos atuais, (que até meu computador acredita) você estará então criando um tipo de religião secular, sem nenhum deus, que se torna obrigatória para qualquer um que queira participar da vida pública. Mesmo que os dogmas, por definição, são tão simplistas e grosseiros que não apenas são habitualmente falsos, como de fato provavelmente o são.

De acordo com a lei alemã, é uma ofensa dizer que seis milhões de Judeus não morreram em um holocausto. Muito bem então. Eu sou um criminoso na Alemanha. Por mais eficientes que fossem os Nazistas, eles não eram tão cirurgicamente precisos a ponto de matar seis milhões de Judeus – nenhum Judeu a mais ou a menos.

O proeminente escritor e jornalista irlandês, Kevin Myers: um “negador do holocausto”!

Acontece que, a quantia de “seis milhões’’ era originalmente uma estimativa do número total de vítimas dos campos de concentração do Terceiro Reich: este número se tornou então a percepção popular sobre as baixas judaicas, e se manteve entre as massas com a ajuda de ativistas como o Simon Wiesenthal Centre.

Mas na verdade não existe nem mesmo uma base científica ou documental pra esse número. O apelo duradouro do dígito seis, com os seis zeros que o seguem, depende de uma predileção humana básica justamente por “números cabalísticos”. Puxa para uma vontade até ‘ fantasiosa’ que o ser humano possui de envolver numerologia e mágica. É bem provável que seja a tentativa de apelar, subconscientemente, para o diabólico 666.

Além do mais, não houve um holocausto. Pra essa palavra ter alguma validade real, ela deve estar relacionada com o seu significado real. O qual vem do grego “holos”(buraco) e “caust”(fogo). A maioria dos Judeus mortos pelo Terceiro Reich não foram queimados nos fornos de Auschwitz. Centenas de milhares foram fuzilados no “espaço vital” do leste, trabalharam até a morte, ou morreram de fome em centenas de outros campos pelo Reich.

Este programa foi executado por tropas Nazistas em 1941, mas apenas informalmente. Estas ações se tornaram organizadas após a Conferência de Wannsee em janeiro de 1942. Apesar de ai ter nascido uma das operações mais satânicas da história, na qual milhões de Judeus morreram, você pode usar o nome holocausto apenas como metáfora para descrever este fato.

No entanto, transformar esta metáfora em um dogma político, ou uma negação que pode levar à prisão, é criar um código penal/religioso que apenas pessoas como Torquemada (Inquisidor espanhol) aprovariam. Eu fiz uma longa pesquisa sobre o Bispo Williamson, e na verdade eu não tenho a menor ideia do que ele disse sobre o Terceiro Reich (apesar dele estar sendo chamado de ‘’negador do holocausto’’ para todo lado); parece até que este termo tem alguém significado universal.

Eu sou um negador do holocausto, mas eu acredito também que os Nazistas planejavam o extermínio do Povo Judeu até onde seu poder maléfico pudesse chegar. E por causa dos Nazistas terem perdido a guerra, o “partido da liberdade de expressão’’ ganhou. Sendo assim, o Bispo pode acreditar no que bem entender, e se quiser, pode até dizer que Auschwitz era uma sorveteria e que a SS era um grupo de dança.

Essa é a natureza da liberdade de expressão. Qualquer um de nós pode contradizer qualquer episódio antigo e sem base factual ou até mesmo uma besteira ofensiva sem ser mandado para a cadeia, de forma que não incitemos o ódio a qualquer um. Trata-se de mundo livre e igualitário. Será mesmo?

Por toda a Europa existem incontáveis Madrasahs Islâmicas (Escolas) onde os Imams vivem propagando o ódio aos Judeus e também onde o holocausto é negado rotineiramente.

Qual estado membro da União Europeia persegue os comissários do ódio, ou tentam extraditar um Imam que diz que o holocausto é uma Farsa Sionista? Nenhum. Nós sabemos disso.

A União Europeia tolerou a criação de um “apartheid historiográfico”. Então por um lado temos um único, excêntrico (e possivelmente perturbado) Bispo Cristão sendo perseguido por suas crenças anormais: mas por outro lado, existe um grande e incômodo silêncio sobre as distorções do “holocausto” que são feitas pelos oradores Islâmicos.

Se o Bispo Williamson faz parte de algum grupo, esse grupo é tão maluco que pode ser comparado ao “The Lunar Cheese Society”.

Ainda que ele, e outros Cristãos chatos como ele, poderiam ser presos por expor suas crenças, mas ao mesmo tempo, outros ‘’homens de Deus’’, trabalhando em prol de um ideal infinitamente mais sinistro e politizado são completamente ignorados.

A disparidade é agora uma regra efetiva dentro da União Europeia.

Você pode, razoavelmente, chamar isto de “dois pesos e duas medidas”, mas as palavras “racional”, “esperto” e “consistente” não podem de forma alguma descrever esta situação. “Suicida” e “Insano”, por outro lado, se encaixam perfeitamente no contexto.

Por Kevin Myers

FONTE: The Independent

Louvável a coragem deste jornalista, que ousou desafiar o establishment e emitir sua opinião livre, ainda que contrariando os ditames do “politicamente correto”. E sequer se pode qualificá-lo taxativamente como um “revisionista” , haja vista sua posição sincrética. Talvez mais alguns capítulos das “Lições sobre o Holocausto” o deixem no ponto… – NR.

terça-feira, 3 de março de 2026

O segregacionismo do governo Lula

 


A democracia, frequentemente celebrada como um sistema de representação igualitária e busca pelo bem comum, cada vez mais tem mostrado sua verdadeira face como um mecanismo para intensificar conflitos sociais. Essa visão, enraizada na tradição liberal clássica e na Escola Austríaca de Economia, argumenta que o regime democrático não elimina a exploração, mas a redistribui por meio de coerção estatal sancionada pelo voto.

Inspirados em pensadores destacam como o estado democrático se torna um campo de batalha, onde grupos organizados capturam o poder para transferir recursos e privilégios, fomentando antagonismos entre classes, ideologias e setores sociais. No Brasil contemporâneo, sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), essa dinâmica se manifesta de forma evidente, com o uso de narrativas políticas e culturais para dividir a população, promovendo uma polarização que beneficia o poder estabelecido às custas da coesão social.

Para entender como a democracia pode alavancar divisões, é essencial distinguir a perspectiva liberal do conflito social da visão marxista tradicional. Enquanto o marxismo foca na luta entre burguesia e proletariado baseada na propriedade dos meios de produção, liberais clássicos como Charles Comte, Charles Dunoyer e Augustin Thierry identificam o verdadeiro embate entre produtores – aqueles que geram riqueza por meio de trocas voluntárias no mercado – e políticos, que se apropriam coercitivamente através do poder do estado.

No âmbito democrático, o sufrágio universal e o estado de bem-estar ampliam essa predação: decisões majoritárias, cobertas por um véu de legitimidade eleitoral, permitem a supressão de direitos individuais em nome de “benefícios sociais”. Como observa o professor Hoppe em Democracia, o Deus que falhou, o estado democrático incentiva grupos a maximizarem ganhos às custas dos outros, transformando a política em uma “pilhagem legalizada”.

No Brasil, essa crítica ganha contornos práticos com confete e enredos de samba. O governo Lula, em vez de promover harmonia, políticas e comunicações oficiais exacerbam antagonismos entre classes econômicas, grupos religiosos e ideologias políticas, criando uma sociedade fragmentada onde o “nós contra eles” sustenta o poder.

Um caso ilustrativo ocorreu em fevereiro de 2026, quando o perfil oficial da Casa Civil da Presidência da República no X (antigo Twitter) publicou um meme baseado em diálogos do reality show Big Brother Brasil. A postagem ironizava cidadãos com renda mensal superior a R$ 5 mil, rotulando-os como meros “playboys”, enquanto exaltava aqueles com rendas inferiores como possuidores de “carisma alto”, já que agora não mais precisariam pagar imposto de renda. Essa narrativa não apenas simplifica a complexidade econômica – ignorando que muitos “playboys” são trabalhadores que sustentam famílias e pagam impostos elevados –, mas reforça um conflito entre classes aos moldes marxistas.

O último episódio que pode ilustrar essa situação ocorreu durante o Carnaval de 2026, no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Financiado parcialmente com verbas públicas – o que levanta questões sobre uso eleitoral de recursos estatais –, o desfile incluiu uma ala chamada “Neoconservadores em Conserva”, retratando evangélicos, representantes do agronegócio, defensores de valores tradicionais e críticos do governo dentro de latas de conserva. Essa sátira, vista por muitos como deboche à fé cristã e ao conservadorismo, provocou reações imediatas de parlamentares e lideranças religiosas, que acusaram a encenação de ultrapassar a sátira para o preconceito.

Como argumenta a tradição, isso não apenas gera ressentimento – entre pagadores de impostos e beneficiários, ou entre grupos religiosos e seculares –, mas compromete a base produtiva da sociedade. Ao contrário da narrativa de que a democracia mitiga o conflito de classes, ela o perpetua no Brasil, transformando cidadãos em “inimigos” a serem combatidos e segregando a população entre “bons e maus” (dentro das considerações do governo atual). Como alerta Raico, a democracia moderna não promove justiça, mas um campo de antagonismo permanente. No fim, o povo dividido é um povo mais fácil de governar – uma lição que os governos aplicam com maestria.