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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

O protocolo da Conferência de Wannsee

 

As falsificações em torno do protocolo da Conferência de Wannsee realizada em Berlim, em janeiro de 1942, onde foi discutida a evacuação dos judeus para os territórios do leste europeu.

“A mídia repete sempre aqui e ali a estória insensata de que o extermínio dos judeus tenha sido decidido em Wannsee.”– Yehuda Bauer

R. Agora, caros ouvintes, eu gostaria de dirigir uma pergunta a vocês. Eu peço o favor para levantarem a mão aqueles que, entre vocês, sabem o que é o Protocolo de Wannsee…

Isto é a grande maioria dos presentes. Agora, por favor, levantem a mão aqueles que presumem conhecer o conteúdo do Protocolo de Wannsee…

Agora são somente algumas pessoas. Eu escolho agora despoticamente, o senhor lá atrás. Você conhece o conteúdo do Protocolo?

P. Sim!

R. Então você poderá nos dizer brevemente, o sentido daquilo que está escrito no Protocolo.

P. Pelo que me lembro, foi decidido na Conferência de Wannsee o extermínio dos judeus europeus, assim como as necessárias medidas para isso.

R. Eu pedi para você me informar o que está escrito no Protocolo, e não o que foi decidido na Conferência. Então? Você leu o Protocolo?

P. Não, mas a gente sabe o que foi decidido lá.

R. Ah, a gente sabe! Então é de conhecimento público? Agora, me permita primeiro falar o que consta e o que não consta no Protocolo de Wannsee.

Este Protocolo trata sobre a dificuldade da definição de meio-judeu e um-quarto-judeu e o número de judeus dentro dos territórios de domínio alemão. Ele relata as medidas executadas até então para proceder com a emigração dos judeus que se encontravam nos territórios de domínio alemão, e explica que no lugar da emigração passou-se à sua deportação para o leste. No contexto, sugere-se que os judeus devam se deslocar para o leste construindo estradas, onde uma redução do contingente se daria em virtude das duras condições. [219]

No Protocolo não se menciona uma única palavra sequer sobre a colocação de judeus em Campos de Concentração ou de extermínio. Também não é mencionado de qual forma os judeus deveriam ser conduzidos a um extermínio sistemático. Já em 1982, o professor Yehuda Bauer, professor na Universidade Hebraica em Jerusalém, declarou textualmente: [220]

“A mídia repete sempre aqui e ali a estória insensata de que o extermínio dos judeus tenha sido decidido em Wannsee.”

P. Isso é exatamente o contrário daquilo que se percebe continuamente na mídia alemã.

R. Isso mesmo. Durou até o ano de 1992, para que a mídia alemã anunciasse pela primeira vez algo nesta direção, na ocasião quando o professor de história de tendência esquerdista, Dr. Eberhardt Jäckel, explicou publicamente que durante a Conferência de Wannsee não foi tomada qualquer decisão; segundo Jäckel, esta tomada já anteriormente, entretanto, ele não cita a fonte de tal premissa. [221] Tais correções de historiadores estabelecidos nada mudou no fato da Conferência de Wannsee ser representada, como de costume, no acontecimento decisivo para a “Solução Final da Questão Judaica”. Quem se interessa por fatos, quando se depara frontalmente com uma boa estória, citando espontaneamente Oscar Wilde?

E eu não gostaria de parar com isso. Há muito tempo existem laudos que passaram despercebidos, os quais demonstram dúvidas quanto à autenticidade do Protocolo de Wannsee. Dentre deste contexto, em 1987, foi publicado pelo Centro de Pesquisas de História Contemporânea, em Ingolstadt, um trabalho detalhado que levanta dúvidas substanciais sobre a autenticidade dos Protocolos. [222]

Um ano depois, o cientista político Udo Walendy publicou um estudo detalhado sobre os Protocolos de Wannsee. [223]

Ele se caracteriza, sobretudo pela investigação das declarações daqueles que participaram da conferência e por causa disso foram levados após a guerra aos tribunais militares dos aliados.

P. Então não é questionado se a conferência tenha acontecido?

R. Não, claro que não. Segundo as declarações dos participantes, nesta reunião foi apresentada a todos por Heydrich, através da procuração dada a ele por Hitler, uma palestra sobre a evacuação dos judeus nos territórios ocupados do leste. Nada foi mencionado sobre extermínio através do trabalho. O conteúdo do suposto Protocolo também não está correto, pois faltam alguns assuntos que foram discutidos, enquanto algumas coisas mencionadas não foram tema do encontro.

A mais recente abordagem na investigação da autenticidade dos Protocolos, em forma de laudo pericial, [224] levou a inúmeros indícios e provas que se trata de uma falsificação, sim, da “falsificação do século”. [225] Junto a vários erros estilísticos e formais, há um ponto central nestes protocolos: o caractere “SS”. É conhecido que a maioria das máquinas de escrever oficiais no Terceiro Reich possuía um caractere próprio com a forma rúnica “SS”. Não seria algo perturbador se na falta de tal máquina alguns dos exemplares do Protocolo – segundo este existiam 30 despachos – fossem escritos com máquinas de escrever comuns.

Torna-se desagradável, porém, quando dos 30 despachos, somente restou o 16° e logo este em pelo menos dois exemplares, um com a versão normal do caractere “SS” e outro com a versão das runas “SS”. Na tabela 5 estão expostas as primeiras variações das versões conhecidas atualmente. Somente uma delas deve ser a versão original, todos os outros exemplares não são autênticos.

De forma semelhante comporta-se com os adendos ao “Protocolo de Wannsee”, que se apresentam analogamente em dois exemplares, uma vez na versão normal da “SS” e outra na versão rúnica da “SS”. Todavia, aqui a coisa é clara: não se tenta apenas preservar os parágrafos, mas também foram copiadas as anotações feitas à mão por algum funcionário público na segunda versão. Infelizmente, em relação ao texto escrito à máquina, essas anotações estão deslocadas alguns milímetros, portanto, a falsificação é notória para qualquer um. A prova da falsificação de pelo menos um destes exemplares foi revelada sem dúvida alguma com isso. Sobre o sentido desta manipulação, pode-se apenas especular.

P. Sobre isso há alguma reação dos historiadores estabelecidos?

R. Prof. Dr. Ernst Nolte mostrou ter dúvidas quanto à autenticidade dos Protocolos [226], e o Prof. Werner Maser, em 2004, considerou a falsificação de pelo menos uma cópia do adendo com os mesmos argumentos sem mencionar, entretanto, o estudo anterior. [227]

P. Ele plagiou então?

R. Ou ele chegou à mesma conclusão por si próprio e não conhece o laudo de Bohlinger. Em todo caso, ele não mencionou quem encontrou primeiro os fatos, o que seria correto.

P. Mas então ele teria citado uma fonte suspeita e se tornaria ele mesmo suspeito.

R. Sim, a mesma escolha entre Cila e Caribdis. De resto, os demais historiadores, mídia e representantes oficiais, permaneceram calados.

P. Mesmo entre os Revisionistas, não há controvérsia se o Protocolo seja realmente uma falsificação?

R. O historiador italiano Carlo Mattogno, cujos trabalhos nós iremos conhecer a fundo mais tarde, tem de fato a visão de que pelo menos uma versão do Protocolo possa ser autêntica. Todavia, ele não vê contradição alguma entre o conteúdo do Protocolo e a principal tese revisionista – não há plano, ordem e execução de um assassinato em massa sistemático, e com isso ele tem razão sem dúvida alguma. Caso se comprove realmente que uma das versões conhecidas do Protocolo de Wannsee, ou alguma a vir ser descoberta, seja autêntica, seria somente afirmado, segundo o conteúdo, que a tese do extermínio não se deixa provar com este documento.

P. Mesmo que uma versão do adendo tenha sido falsificada, isso não prova que a outra seja falsa. E o mesmo vale também para o próprio Protocolo. [228] E além do mais, tudo isso não iria provar que o extermínio não existiu!

R. Está correto. Eu não excluí de propósito a relação do Protocolo de Wannsee à realidade ou não de algum acontecimento, mas somente disse que com isso não se deixa comprovar de forma alguma a tese do extermínio. Eu saliento, entretanto, que a possível falsificação do Protocolo de Wannsee não se trata de algo insignificante. Vejam, apresentando o conteúdo de um documento totalmente inadequado, durante décadas a fio, como prova principal para a própria tese, e este documento é falsificado, então recai-se na suspeita de porventura não possuir qualquer outra prova melhor. Sim, se expõe à suspeita de cumplicidade com o falsificador, ou até com a falsificação. A pergunta que se origina aqui é: alguém que está convencido da veracidade de sua tese, iria lançar mão de uma falsificação? Alguém que tenha a prova para a plausibilidade de sua tese, iria utilizar tal primitiva falsificação e apresentá-la doentiamente como verdadeira mesmo com a notória insustentabilidade?

Entendam-me bem: a prova de um Protocolo de Wannsee falsificado e adulterado, assim como de seu adendo, não prova que o Holocausto não existiu! Ele somente levanta a suspeita que algo está podre. Quem ainda assim impede a livre pesquisa à vista desta situação, depõe claramente contra os direitos humanos fundamentais da livre opinião e liberdade de pesquisa.

Retornando à pergunta colocada inicialmente, quem de vocês leu realmente o Protocolo de Wannsee? Eu vejo que ninguém se manifesta. Caros ouvintes! Eu discorro aqui sobre um tema que pesa sobre o povo alemão, ou seja, contra nosso povo, e para ser mais concreto, contra todos vocês que aqui estão sentados, com a mais terrível acusação criminal da história da humanidade! Eu reconheço que vocês, como acusados, nem ao menos se dão ao esforço em ler a peça principal da acusação.

P. Isso é bobagem. Ninguém acusa a geração do pós-guerra!

R. E a respeito da sempre novamente exigida vergonha coletiva e responsabilidade coletiva?

P. Isso é outra coisa. Isso recai em cada um, se ele aceita isso ou não.

R. Então eu quero ver o político ou o jornalista que renuncia isso publicamente e exige para os alemães o caminho digno e o orgulho nacional como normalmente se vê em outros países, e uma política que defenda os interesses nacionais! Desta forma não se faz na Alemanha nem carreira, nem amigos. Mas seja como for. O que eu queria salientar aqui, é que sejamos conscientes dos fatos aqui expostos; que qualquer um que se deixa levar sobre esse assunto por uma versão verdadeira da mídia e dos historiadores, justamente neste instante, estão abandonados. A repressão de fatos, a educação de jornalistas à censura e a divulgação reconhecida de mentiras não são indícios que nossa mídia nos informe de forma convincente. O que nós precisamos são pessoas racionais, críticas, esclarecidas e independentes, que confrontem nossa mídia e também nossos historiadores com uma boa força de desconfiança.

R – Germar Rudolf
– Público

Frases do texto original foram destacadas em negrito pela Equipe do Inacreditável – NR

Quem é Germar Rudolf?

[219] Compare com a reprodução do fax em Johannes P. Ney, “Das Wannsee-Protokoll”, em Ernst Gauss (Ed.) op. cit. [38], P. 182-189 (www.vho.org/D/gzz/8.html)

[220] “The public still repeats, time after time, the silly story that at Wannsee the extermination of the Jews was arrived at”, The Canadian Jewish News, 20.1.1982, P. 8

[221] Eberhard Jäckel, “Zweck der Wannseekonferenz umstritten”, Frankfurter Allgemeine Zeitung, 22.6.1992, P. 34

[222] Hans Wahls, Zur Authentizität des “Wannsee-Protokolls”, Publicação do Centro de Pesquisa para História Contemporânea, em Inglostadt, volume 10, Inglolstadt 1987; n atabela 5, P. 128, não foram apresentadas todas as versões comparadas de Wahls.

[223] U. Walendy, “Die Wannsee-Konferenz de 20.01.1942”, HT Nr. 35, Verlag für Volkstum und Zeitgeschichtsforschung, Vlotho 1988.

[224] R. Bohlinger, J. P. Ney, Gutachten zur Frage der Echtheit des sogenannten Wannsee-Protokolls und der dazugehöringen Schriftstücke, Deutscher Rechts- und Lebensschutz-Verband (Ed.)

[225] “Die Jahrhundert-Fälschung, das Wannseeprotokoll”, Huttenbriefe, Sonderdruck Junho 1992, como breve publicação do laudo acima de Bohlinger/Ney

[226] E. Nolte, Der Europäische Bürgerkrieg 1917-1945, Ullstein, Frankfurt am Main / Berlin 1987, P. 592;

[227] W. Maser, nota [83], P. 317 et. seq.

[228] Compare também Norbert Kampe, em: Mark Roseman, Die Wannsee-Konferenz, Propyläen, Berlin 2002, P. 157-164

O esquecimento de Schmitt e Heidegger

 

Martin Heidegger e Carl Schmitt

“Igualmente a Nietzsche em ‘O nascimento da tragédia’, Schmitt vê na trajetória parlamentarista a degradação da força da Alemanha. O espírito alemão apresenta sua abdicação mediante transição à democratização e às ‘ideias modernas’. O ‘progresso’ materialista, que parte do século XIX, aparece como uma tendência hostil contra a forte Alemanha.”

Carl Schmitt *

O destino da figura de Carl Schmidt, filósofo do Direito, é um dos tantos exemplos de extremos a que chegaram nas depurações subsequentes ao triunfo das Democracias, em 1945. Este homem, a quem seus próprios inimigos tiveram de reconhecer “duradouros conhecimentos jurídicos e políticos, análises exatas e profundas da sociedade, grande visão histórica, clara distinção entre sistemas políticos e simples formas de governo, erudição e conhecimento técnico”, foi expulso da Universidade e da Associação dos Professores Alemães e condenado à morte, como conseqüência da derrota da Europa durante a Segunda Guerra mundial. Encontraria segurança e exílio apenas na Espanha. Foi considerado culpado, pelo fato de denunciar a degradação do povo alemão frente à Republica de Weimar, e, posteriormente, pelo fato de ter sido um partidário incondicional do Nacional-Socialismo.

Já em sua primeira época, Carl Schmitt ataca violentamente a jurisprudência neokantiana e seu conceito de normas, através dos quais, a seu ver, constitui-se a farsa de Weimar. Partindo da ideia de que todas as representações essenciais da esfera espiritual do homem são existenciais e não normativas, critica o conceito do “metajurídico” de Jellnek e Kelsen. Isto, em outras palavras, diz respeito à interpretação imanente das normas jurídicas vigentes, no momento dado, que convertem o Estado em uma trama de relações vazias e destrói o preconceito que faz do Direito um campo de vigência autônomo, regido por suas próprias leis, sem levar em conta sua gênese social e racial. Desde o primeiro momento, mostra-se irredutivelmente hostil ao sistema parlamentar de Weimar e combate implacavelmente o status quo diante do qual se encontra.

Mediante um grande labor publicista, a seu próprio modo, Schmitt desenvolve uma crítica científica à ideologia liberal e expõe a crise do sistema parlamentar. A Democracia burguesa e o capitalismo liberal revelam seu caráter fortemente contraditório e oposto aos interesses do povo alemão. Ela carece totalmente de conteúdo, sendo a “igualdade” apenas um pressuposto formal. A essência do parlamentarismo consiste na independência dos deputados frente a seus eleitores; esta é a causa de sua própria riqueza, ou da de seu partido, o que pode ser chamado de plutocracia. É a ela que se conduz a ideia de “igualdade”, sempre em benefício das democracias burguesas. A respeito dos países de cunho marxista – em sua época, somente a URSS –, Carl Schmitt prediz lucidamente que “é precisamente uma pseudo-religião de igualdade absoluta que irá abrir o caminho para um terror humano”. Os “eternos direitos do homem” são produtos da mentalidade burguesa e quando esta for superada pela Revolução Nacional de 1933, já não haverá lugar para tais princípios. O pluralismo partidarista é um grave perigo para a formação da vontade estatal, ausentando opções. Assim o filósofo se expressou: “Aparecem cinco listas de partidos formados, de um modo extraordinariamente misterioso e oculto, ditadas por cinco organizações. As massas se repartem em cinco células previamente preparadas e aos resultados estatísticos disso tudo se chama eleição”. Toda a missão do parlamento se reduz a conservar um absoluto status quo e representa, portanto, a dissolução do Estado.

Igualmente a Nietzsche em “O nascimento da tragédia”, Schmitt vê na trajetória parlamentarista a degradação da força da Alemanha. O espírito alemão apresenta sua abdicação mediante transição à democratização e às “ideias modernas”. O “progresso” materialista, que parte do século XIX, aparece como uma tendência hostil contra a forte Alemanha. Como representantes degenerados desse materialismo no seu interior, ele aponta nomes como o de Thomas Mann, Remarque, Freud; comunistas judeus como Paul Lévy, Ruth Fischer e Leo Johisches; além de outros espécimes de reacionários. Mas Carl Schmitt não se limita a uma crítica no plano intelectual, pois é amplamente consciente: “Quando inimigos reais existem, há, também, uma razão em repudiá-los e, sendo necessário, fisicamente lutar contra eles (…). Pois é na guerra onde se está a essência de todas as coisas, sendo a categoria de guerra total um meio que determina o tipo e a estrutura de totalidade do Estado – a guerra total é nada mais que a conseqüência de um inimigo também total”.

Nesta luta contra Weimar, ele ataca toda veleidade restauracionista da volta reacionária ao passado e saúda o Movimento Nacional-Socialista como uma tentativa heróica de manter e fazer com que prevaleça a dignidade do Estado e a unidade nacional frente aos interesses econômicos, proclamando a impotência do socialismo marxista frente às ideias de base da Raça e Nação. Tendo em vista que o parlamento representa a dissolução do Estado (em 1932 demonstrou brilhantemente a arbitrariedade das ordens de 13 de Abril e 5 de Maio, dissolvendo as organizações paramilitares: SA e SS do Partido Nacional-Socialista), faz-se necessária uma ditadura democrática, posto que o máximo grau de identidade de um povo se produz quando este aclama por sua vontade. Tal ditadura é verdadeira; representa a verdadeira democracia, pois é originada do Povo. Em sua obra “Der Führer schütz das Recht“, Schmitt propugna para o Führer o direito e a força necessários, para instaurar um novo Estado em uma nova ordem. “O Führer tomará a decisão que defende o direito contra os piores abusos, dissolvendo a multiplicidade de ordens da unidade de ordem, a prezar pelos interesses do povo alemão”. Depois da guerra, Carl Schmitt seguiu à luta, especialmente contra o reconhecimento infame da linha Oder-Neisse, diante da qual se abateu o governo títere de Willy Brandt, o qual validou a condenação do autor à morte, bem como a postergação de sua obra (inclusive queima de livros). Nos dias de hoje, poucos o conhecem, à exceção de alguns círculos jurídicos.

Martin Heidegger **

“Não existe senão uma ‘classe de vida’ alemã, que é a classe do trabalho. Ela está fixada nos fundamentos de nosso povo, o qual permanece livremente submetido à vontade do Estado. Seu caráter, do mesmo modo, é relacionado ao Movimento do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães”.

“O saber e a posse deste, no sentido compreendido pelo Nacional-Socialismo, não se separa em classes. Pelo contrário, une-as de modo que membros da pátria e dos estados (corporações) representem a única e grande vontade do Estado”.

“É assim que as palavras ‘Saber’ e ‘Ciência’, ‘Trabalhador’ e ‘Trabalho’, receberam outro sentido, dotada de nova sonoridade. O ‘Trabalhador’ não é mais como o quer o marxismo, que dele faz uso como um simples objeto de exploração. O Estado de trabalho não consiste em uma classe de deserdados que devem tomar a responsabilidade completa na luta geral de classes”.

Martin Heidegger nasceu em Messkirch, sendo filho de um modesto sacristão e mestre torneiro, em 26 de Setembro de 1889. A casa paterna gerou-lhe um ambiente de espiritualidade que, por sua vez, terá ligação com praticamente todas as obras suas. A Floresta Negra, sua terra natal, formará parte de seu caráter. “Sein und Zeit” será escrita em boa parte em sua pequena cabana, localizada em Todtnauberg. O próprio Heidegger, mais tarde, afirmará que o fato de pertencer ao seu país, e à gente da Floresta Negra, brindava-lhe com um enraizar com a terra, ao solo e inclusive ao sangue. Teve, através destes preceitos, uma ligação com o também nacional-socialista Walther Darré.

Heidegger cursou seus estudos normais, através dos quais chegou à sua formação na Faculdade de Letras de Freiburg, onde se doutorou em 1914. A partir de 1923, passa a trabalhar como professor em Marburg. Sendo um neoescolástico, Heidegger é considerado o último grande filósofo romântico, bem como o último dos metafísicos clássicos. Confessa-se ele ser um discípulo de Nietzsche. Também estuda com profundidade ao poeta Hölderlin, assim como o fez com Mörike, Hebbel, Rilke, entre outros. Ele costumava dizer que a “Filosofia e a Poesia se mantêm em vales opostos. No entanto, sua mensagem é a mesma”. De Hölderlin recorda um verso: “Onde há o maior risco, há sempre a maior esperança”.


Figura polêmica e sugestiva, seus muitos inimigos não puderam esquecer sua obra, apesar do silêncio que fora provocado sobre sua pessoa. Na raiz de sua morte, ficara um novo renascer. Sartre, em sua covardia habitual, incapaz de silenciar as valiosas contribuições filosóficas de Heidegger, limitava-se a dizer: “O caso de Heidegger é demasiado complexo para expô-lo”. Constam entre suas primeiras obras “Die Lehre vom Urteil im Psychologismus” (1915), “Zur Zeitbegriff in der Geschichtswissenschaft” (1916), “Die Kategorien und Bedeutungslehre des Duns Scotus” (1916). De seu trabalho destaca-se “Sein und Zeit”, que publica em 1927, sendo considerada sua obra máxima e, nos dias de hoje, é bastante familiar em centros filosóficos e teológicos. Uma segunda parte desta obra está ainda por aparecer. Em 1928 publica “Vorbemerkungen der Herausgebers” e um ano depois “Kant und das Problem der Metaphysik”. Em 1936, “Hölderlin und das Wesen der Dichtung”. Em 1942, “Platons Lehre von der Wahrheit”; em 1943, “Vom Wesen der Wahrheit” e em 1944 “Erlanterungen zu Hölderlins Dichtung”. Nos anos do pós-guerra publica sua famosa “Carta sobre o humanismo”, e entre 1953 e 1957, uma série de obras curtas, embora profundamente importantes. Em 1961, aparecem seus dois volumosos tomos sobre Nietzsche, de onde Heidegger recorre à obra que difundiu através de seminários, trabalhos e conferências entre 1936 e 1956. Como ele mesmo afirma, “Para a extensa Filosofia, não pode avançar sem que se deixe de lado sua própria ótica, que é a Metafísica”. Sua preocupação por uma Metafísica será constante em sua obra. O super-homem de Nietzsche será influído por Ernst Jünger (e sua obra “Der Arbeiter”), identificando-o em boa parte com o trabalhador da nova Alemanha – um laço notável com as concepções do Nacional-Socialismo. “Esta Europa que, em incurável cegueira, se encontra sempre a ponto de apunhalar-se a si própria, está cercada por Rússia e América. Ambas, do ponto de vista metafísico, são o mesmo: o mesmo delírio sinistro da técnica desencadeada e da espectral organização do homem normalizado”.

Quando Hitler ganha as eleições que lhe dão o poder, em 30 de Janeiro de 1933, ele fala de trabalho, ética, arte e futuro. Sua linguagem corresponde significativamente às concepções de Heidegger. Neste sentido, é interessante recordar a Cassier que, em 1950, retratou a incontestável inclinação do filósofo pelo anti-semitismo. Möllndorf, membro do Partido Social-Democrata, até então reitor da Universidade de Freiburg, é destituído, sendo proposto a Heidegger a assumir tal posto. Suas ideias antiliberais e antiburguesas correspondem à corrente puramente antidemocrática das universidades alemãs, segundo as palavras de J.P. Cotten, em 1974. O novo reitor é eleito por unanimidade para o cargo, em 21 de Abril de 1933, o que o faz demonstrar publicamente seu apoio ao Nacional-Socialismo. Dez dias depois, ingressa no NSDAP. A imprensa difundiu a noticia comentando: “Sabemos que Heidegger está com seu coração para junto de nosso movimento”. O mesmo Heidegger, na ocasião do aniversário de um estudante morto, pronunciou uma alocução que terminaria com estas palavras: “Honremos o herói e como homenagem, levantemos nossos braços em silêncio”, referindo-se à saudação nacional-socialista. Durante alguns poucos meses, ocupou o cargo de reitor, mas logo se retirou de toda vida pública. Durante toda aquela época, Heidegger foi considerado o “pensador mais importante do nosso tempo”.

Heidegger demonstrou apoiar a Hitler. Por três vezes, nos dias 03, 10 e 11 de Novembro de 1933, se mostra publicamente a favor da retirada da Alemanha da Sociedade das Nações, tendo dito: “A Revolução nacional-socialista não é simplesmente a tomada do poder por outro partido que havia crescido para tal finalidade. Pelo contrário, esta Revolução significa a mudança total de nossa existência alemã”. E também: “Não busqueis as regras de vosso ser nos dogmas e ideias, pois o Führer por si só constitui, de modo único, a realidade alemã de hoje e amanhã; ele é a vossa lei”. Sem mudar em absoluto seu modo de pensar, Heidegger se pronunciou analogamente, dez anos depois, em plena guerra, no ano de 1943: “Nem os dogmas ou verdades racionais devem transformar-se nas normas de nossa conduta. Hoje e sempre, o Führer é o único capacitado para decidir o que é bom ou mal – ele é a nossa única lei”.

Para Heidegger, a Revolução Nacional-Socialista seria o caminho para um autêntico “Dasein”, uma vez próximo do Povo, e este seria unificado pelo Führer. Entre 1933 e 1945 pronunciaria numerosas conferências, entre as quais se destacam aquelas reunidas em torno das “Sendas perdidas”. No entanto, isto tudo não representaria valor ou benefício algum aos vencedores de 1945. Com o término da guerra, os inimigos da Alemanha suspenderam suas funções de professor. A Heidegger proibira-se-lhe lecionar na Universidade de Freiburg. Isto durou até 1951.

Um ano depois, voltou a viver em sua terra natal. Em entrevistas, manteve seu silêncio a respeito da colaboração exercida ao Nacional-Socialismo. Até 1969, nenhuma emissora de televisão da Alemanha ocidental o havia procurado. A respeito de algumas de suas declarações, selecionamos um trecho de uma entrevista publicada no jornal Der Spiegel, em 1966:

Heidegger: Pelo que sei, segundo nossa experiência humana e histórica, tudo o que há de grande e essencial surgiu quando o homem tinha um Lugar e estava enraizado em uma Tradição. A literatura atual em sua maioria é, a meu ver, destrutiva.

Der Spiegel: Se a arte não conhece lugar, não é ela destrutiva por si só?

Heidegger: Bem, deixemos isso de lado. Quero apenas esclarecer que não vejo horizontes na arte moderna – seu olhar, assim como sua busca, é abismal.

Na Alemanha, ao final de 1974, iniciaram-se os preparativos para disponibilidade de suas obras completas, das quais constam 70 tomos. Sem dúvidas, a mais completa e profunda obra filosófica do século XX, estando muito acima dos auto-intitulados “grandes filósofos” de nossa era.

Heidegger morreu longe da vida pública, no silêncio que somente as democracias sabem impor sutilmente, em Maio de 1976, aos 86 anos de idade, em sua terra natal na Floresta Negra. Em nenhum momento arrependera-se de um passado que já formava parte de sua própria vida.

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*Extraído do capítulo “A revolução conservadora”, entre as páginas 123 e 125;

**Extraído do capítulo “Escritos de líderes nacional-socialistas”, entre as páginas 143 e 145.

VÁRIOS AUTORES. THULE: La cultura de la otra Europa. Ediciones Bausp. Barcelona, 1980.

Tradução por Hermann Tholf.

Petróleo não é um combustível fóssil

 

Royal Institute of Technology

Cientistas de universidade na Suécia confirmam que não é necessário fóssil de material orgânico para formação do petróleo.
“Não existem mais dúvidas, nossa pesquisa mostrou que petróleo e gás natural podem aparecer sem adição de fósseis. Toda formação rochosa pode ser o local de depósito de petróleo”

“Todos nós somos filhos das estrelas”

Cientistas da KTH, Real Escola Técnica Superior de Estocolmo, a maior universidade técnica da Suécia, confirmaram que fósseis de animais e plantas não são necessários para formar petróleo e gás natural. Este resultado significa uma mudança radical na suposição sobre a origem do petróleo. E significa também que torna-se mais fácil encontrar essa fonte de energia e ela pode aparecer em qualquer parte do mundo.

O resultado de sua pesquisa confirma as afirmações de meu artigo de agosto de 2008, “Qual crise energética?”, onde eu expliquei que petróleo não é criado a partir de seres vivos, mas sim é produzido permanentemente na crosta terrestre, o chamado petróleo abiótico.

“Com ajuda de nossa pesquisa nós sabemos até onde se pode encontrar petróleo na Suécia!”, disse Vladimir Kutcherov, professor do departamento da KTH para tecnologia energética em Estocolmo.

Juntamente com dois colegas pesquisadores, professor Kutcherov simulou o processo de pressão e aquecimento que aparece naturalmente na crosta terrestre. Este processo produz hidrocarboneto, o elemento fundamental em petróleo (hidrocarboneto pastoso – NR) e gás natural (hidrocarboneto gasoso – NR).

Segundo Kutcherov, estes resultados representam um claro sinal que as fontes de petróleo não podem secar, o que era temido há muito tempo pelos pesquisadores e peritos desta área.

Ele complementa que é impossível para o petróleo fóssil ter se infiltrado até 10,5 km de profundidade, apenas devido à força da gravidade, a exemplo do Golfo do México. Isso significa, segundo Kutcherov, juntamente com os resultados de suas próprias pesquisas, um outro exemplo de como esta fonte de energia aparece sem a presença de fósseis – algo que desencadeou um caloroso debate por muito tempo entre os cientistas.

“Não existe mais dúvidas, nossa pesquisa mostrou que petróleo e gás natural podem aparecer sem adição de fósseis. Toda formação rochosa pode ser o local de depósito de petróleo” , declarou Kutcherov e acrescenta que isso serve para regiões onde até então permaneciam inexploradas para essa forma de energia.

Esta descoberta tem vários aspectos positivos. As chances de sucesso na descoberta de petróleo subirão drasticamente – de 20 para 70%. Como a procura por petróleo e gás natural é extremamente cara, os custos das petrolíferas cairão radicalmente e conseqüentemente para os consumidores.

“Isso significa a economia de bilhões de Coroas” , declarou Kutcherov.

Para identificar um local promissor para perfuração, o professor Kutcherov desenvolveu um novo método através de sua pesquisa. O mundo é dividido em uma fina rede comunicante. Esta rede pode ser equiparada às fendas da Terra, conhecidas como “canais fluviais” através das camadas da crosta terrestre. Um bom local para efetuar uma perfuração é aquele onde as fendas se tocam.

Segundo o professor Kutcherov, os resultados são muito importantes, pois pelo menos 61% do consumo mundial de energia é coberto com petróleo e gás natural.

O próximo passo são vários experimentos, especialmente para refinar os métodos que facilitarão os pontos corretos para locação das perfurações.

Os resultados da pesquisa de Vladimir Kutcherov, Anton Kolesnikov e Alexander Goncharov foram publicados na Nature Geoscience, Volume 2.

Como eu publiquei em meu artigo sobre o petróleo abiótico, o petróleo não é originário de matéria orgânica, fóssil de plantas e organismos vivos. Petróleo origina-se através de um processo químico sob pressão e calor na crosta terrestre, e sempre aparece. Petróleo existe em abundância, nós flutuamos em petróleo e ele nunca pode extinguir.

Os russos já descobriram isso há mais de 70 anos, quando eles determinaram para própria surpresa que seus campos petrolíferos voltavam a se encher naturalmente. Por isso eles desenvolveram uma técnica especial para perfurar até 13 km. Eles descobriram que pode-se encontrar petróleo praticamente por toda parte, basta perfurar profundamente.

As melhores chances obtêm-se onde as placas tectônicas se encontram ou onde a terra se divide. Ali o petróleo produzido nas profundezas encontra seu caminho para cima e preenche os poros das rochas ou sedimentos, sendo então extraído pelo homem.

Ou seja, o petróleo flui para as camadas da Terra não de cima para baixo, mas de baixo para cima, pois é mais fácil e se acumula um pouco antes da superfície terrestre.

Isso é confirmado claramente, pois todas as grandes e importantes reservas petrolíferas estão em cima ou próximas aos abismos e divisões como o abismo africano, que vai do centro da África em Uganda, passando sobre o Quênia, Sudão e Etiópia e então continua sobre o Mar Vermelho para o Yêmem, Arábia Saudita, Iraque, Irã, até o Mar Cáspio. Ao longo dessa linha existem gigantescas reservas de petróleo e gás natural.

Como eu relatei aqui, segundo novas descobertas, Uganda tem mais petróleo do que a Arábia Saudita. Meus artigos sobre fontes petrolíferas muito prósperas como Haiti e Cuba confirmam minha tese, pois os terremotos lá estão, porque as placas tectônicas se movem e existem fendas geológicas.

Aquilo que as petrolíferas, geólogos, acadêmicos e mídia nos dizem, que o petróleo tem origem orgânica e se desenvolveu uma vez na história da Terra há 500 milhões de anos, é completamente falso. Na realidade, esta teoria biótica nunca foi comprovada, mas sim aceita como correta, sem verificação, nos últimos cem anos. É um erro tremendo ou na realidade, uma desinformação propagada conscientemente.

Por isso não existe tal chamado “Peak Oil”. Isso é uma lenda que as petrolíferas inventaram e muitos propagadores de pânico utilizam para anunciar um próximo final da era petrolífera. O motivo das petrolíferas é sabidamente passar a impressão que ele se torna raro e útil, por isso caro. Mas ele está presente em abundância e por isso poderia ser mais barato. Mas isso seria muito ruim para os negócios. O mesmo jogo acontece no caso dos diamantes. Eles existem aos montes, mas são mantidos escassos artificialmente para produzir um preço maior.

Ambos, petróleo e diamante são materiais carbônicos, um dos elementos mais abundantes na Terra e em nosso sistema solar. O carbono existe por toda parte, em sua maioria no interior da Terra. Nós, seres humanos, todos os seres vivos e as plantas são de carbono, que originalmente apareceu em uma estrela extinta há muito tempo, conseqüência de uma Super-Nova. Todos nós somos filhos das estrelas.

Por isso o petróleo e o gás natural não definitivamente um combustível fóssil que logo vai acabar, mas sim um presente que a Terra produz continuamente. E como eu escrevi no artigo sobre o Haiti, o imperialismo norte-americano não quer se apossar do petróleo com suas guerras e conquistas, mas sim ter o controle sobre as regiões produtoras, pois o petróleo deve ser mantido no interior do planeta e vir ao mercado somente aquela quantidade que eles determinarem. Trata-se do monopólio da energia, exatamente como De Beers manipula o mercado de diamantes.

Nota: Petróleo e gás natural existem também na Suíça. Por exemplo, na região de Basel, lá onde se inicia o “abismo” do Reno e no Mar de Genebra.

10vor10 vom 17.12.2009

Alles Schall und Rauch, 28 de janeiro de 2010.

No início da década de 80, o consórcio liderado pelo Estado de São Paulo iniciou a exploração de petróleo e gás na bacia do Rio Paraná e outras localidades. Foi a primeira quebra do monopólio da Petrobrás, porém, de curta duração. O que muitos taxavam de “total absurdo’ até que poderia ter tido suas razões científicas… – NR.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A esquerda judaico-alemã “antirracista” e suas raízes na Stasi


“Aquela força corrosiva que destrói os povos”

Para a alemã (*) profissional “antirracista” Anetta Kahane, a semana passada foi uma ótima semana. Pois uma de suas muitas organizações foi escolhida para executar no Facebook uma campanha para eliminar qualquer oposição contra a invasão de imigrantes. (*) Não se irritem com a descrição de Anetta Kahane como “alemã”. Ao longo do texto o autor deixa bem claro a qual grupo étnico ela pertence – NR.

… e seu programa para destruir as etnias

Este duro golpe contra a liberdade de expressão no Facebook tornou-se uma das mais altas prioridades do governo alemão após encontro entre Angela Merkel e Mark Zuckerberg, e significa que doravante toda crítica contra a invasão de imigrantes será muito restrita. Tal vasta iniciativa irá necessitar de um exército de funcionários leais e confiáveis, e quem seria melhor do que a senhorita Kahane e sua “Rede contra Nazistas”, para mostrar que eles levam a sério tudo isso. Apenas para assegurar que os alemães comuns entendam corretamente a mensagem, o governo está processando o líder do movimento dissidente PEGIDA por causa de comentários ofensivos aos imigrantes, postados no Facebook.

No lucrativo segmento do antirracismo, Anetta Kahane é sem dúvida alguma uma empresária esperta e visionária. Ela reconheceu, bem antes dos demais, a grande soma de dinheiro que é possível faturar ao transformar a preocupação do cidadão comum diante da imigração, como externalização do medo por causa dos “neonazistas”. E ela trabalhou com afinco para levantar essa indústria, transformando-a na atual máquina de dinheiro.

A exemplo de muitos outros líderes judaicos na Europa de hoje, Kahane fez comentários bastante ousados sobre seu desejo em destruir a Europa branca. “Deve-se de fato mudar a política de imigração na Europa. Isso é muito importante; deve-se mudar o sistema de ensino e a ordem natural dos Estados. Eles não são mais apenas branco ou apenas sueco ou apenas português ou apenas alemão. Eles são locais multiculturais no mundo.”

Ao fundar uma organização denominada Fundação Antonio Amadeu em 1998, ela conseguiu um trampolim para se tornar famosa. Esta tropa bem financiada tem como objetivo difamar toda e qualquer resistência branca contra a imigração como “neonazista”, e trabalha para isso em estreita cooperação com revistas como a Stern, e o jornal Die Welt. Criada segundo o modelo da Campanha Stephen-Lawrence na Grã-Bretanha, ela recebeu um enorme aporte do governo alemão, da União Europeia e de diversas ONGs internacionais, incluindo a Ford Foundation.

Seu trabalho lhe trouxe muita fama, e a mídia a procura com frequência devido ao seu posicionamento. Ela atende com prazer. Exceto talvez por uma coisa.

Ela foi colaboradora da Stasi, o ministério para segurança do Estado da antiga Alemanha Oriental, entre 1974 e 1982. Desde os 19 anos, Kahane atuou sob o codinome “Victoria” e foi uma entusiasmada informante ou funcionária não registrada, e forneceu relatórios secretos mensais sobre a confiabilidade política de dezenas de colegas da faculdade, jornalistas, atores e escritores, dentre os quais ela se infiltrou.

O próprio arquivo pessoal de Kahane, na Stasi, mostra que seu oficial superior a considerava uma pessoa solícita e confiável. Seu papel como informante de confiança no aparato da Stasi significava privilégios – que eram negados à maioria dos cidadãos alemães da Alemanha Oriental (DDR), como viagens ao exterior. Na embaixada da DDR em Moçambique, ela trabalhou como tradutora e denunciou seus colegas locais. Ela foi remunerada pelos seus serviços com dinheiro e “presentes”.

Colaboradores como Kahane gozavam de um terrível poder. A pichação de críticas contra o regime poderia resultar em anos de cadeia e trabalhos forçados. Uma falsa palavra no lugar errado poderia acabar para sempre com uma carreira.

E ela estava longe de ser a última. John Koehler, autor do livro The Stasi, estima que ao incluir os colaboradores em tempo parcial, teríamos uma proporção de um denunciante para cada 6,5 cidadãos.  Apenas a Coréia do Norte montou uma estrutura de semelhante proporção para vigiar seus cidadãos

Outro judeu famoso da DDR foi revelado como ex-informante da Stasi. Seu nome é Gregor Gysi; leitores do Occidental Observar lembram-se talvez de um vídeo no Youtube, onde este homem regozijou-se p’ra valer sobre a perspectiva de mudança racial de alemães por invasores imigrantes:

(Veja também este artigo de Max Blumenthal, um crítico de Israel. Blumenthal escreve que “Gysi se sente obrigado a tocar avante a campanha para repressão de nossa liberdade de expressão.” Enquanto ele estiver a favor da destruição da Alemanha étnica, Gysi é uma sem dúvida alguma um patriota judeu.)

Após a reunificação (parcial – NR), Gysi tentou convencer as autoridades soviéticas a esconder ou destruir os arquivos da Stasi que identificavam os colaboradores. Finalmente ele não conseguiu, mas ele fez de tudo para abafar juridicamente as informações sobre o período em que atuou como informante da Stasi. Ele se recuperou deste escândalo e lidera hoje o partido Die Linke ((Os esquerdistas – NR), terceiro maior partido da Alemanha.

Assim como Anetta Kahane, Gregor Gysi gozou de uma juventude privilegiada como membro de um alto funcionário judeu do partido comunista. O pai de Gysi, Klaus, foi membro do Politbüro e amigo íntimo do líder da DDR, Erich Honecker. Klaus Gysi ocupou vários cargos público no estrangeiro, incluindo a função de embaixador no Vaticano.

E eles estavam longe de serem os únicos. Judeus alemães foram em massa para a DDR após a guerra, e muitos conseguiram uma rápida ascensão dentro do partido. Como na União Soviética, nas décadas iniciais, e em toda a Europa do Leste após a Segunda Guerra Mundial (por exemplo na Polônia, veja aqui, pág. 66), judeus se tornaram importantes no aparato da polícia secreta. Exemplo notório foi o coronel-general Markus Wolf, chefe da diretoria da Stasi para espionagem no estrangeiro.

Judeus eram pequenas engrenagens importantes no aparato de repressão dos comunistas, pois eles não eram alemães étnicos e por isso considerados de confiança por Moscou. Foi um papel para o qual há inúmeros paralelos históricos – os judeus como leais guardas para um senhor estrangeiro, sobre um povo mal humorado e rebelde.

Quando o muro de Berlim caiu em 1989, houve uma imensa aclamação por justiça contra os comunistas. Mas a busca por justiça foi um caso vacilante. Muitos daqueles com culpa no cartório escaparam da punição, pois seus casos empacaram e foram deixados de lado. Isso vai totalmente contra ao que aconteceu ao final da Segunda Guerra Mundial, quando muitos dos próprios cidadãos foram presos no Leste, pois 11 Campos de Concentração foram abertos novamente ou tiveram que ser reconstruídos, incluindo Buchenwald e Sachsenhausen.

Nos cinco anos após 1945, cerca de 160.000 alemães desapareceram nestes campos. Dentre estes, 65 mil morreram, 36 mil foram transferidos para a União Soviética, e 36 mil foram libertados.

Embora muitos judeus gozassem de uma vida privilegiada na antiga DDR, eles persistiam na alegação de que lá, suas vidas foram estragadas por um antissemitismo que era tão ruim como em qualquer outro lugar.

Ao que concerne Anetta Kahane, ela também foi uma vítima na DDR e obrigada a esconder ou enterrar sua identidade judaica. Mas na realidade, o dogma socialista desaprovou a etnicidade como uma construção social superada e que pertence à lixeira da história.

Kahane incorpora a identificação judaica enganosa sob o comunismo – e frequentemente uma enganação de sua própria natureza (veja o link acima em diferentes locais), onde ela afirma: “Meus pais foram marxistas leninistas e não tinham relação com religiões. Mas meu pai falava sempre sobre seus avós, que para ele era o lado romântico do judaísmo.” Mas aqui existe uma raro paradoxo – onde a religião foi derramada, a identidade étnica se preservou intacta. Pois enquanto muitos judeus alegam ter sido perseguidos, eles parecem que não tiveram problemas para perseguir interesses étnicos e ocupações judaicos.

O pai de Kahane, o famoso jornalista Max Kahane, é um exemplo singular. Ele cobriu o caso de Adolf Eichmann, o alegado criminoso de guerra nazista. O “antissemitismo” institucional na DDR não impediu-o de escrever sobre esta história desde seu início até o fim, e de viajar da Argentina até Israel para acompanhar o processo.

Outro colaborador informante da Stasi era o líder da comunidade judaica de Berlim Oriental, Dr. Peter Kirchner. Embora ele fosse publicamente a favor de Israel, ele era também informante e conhecido através do pseudônimo “Burg”. Ele parece não ter sofrido.

O historiador judeu e produtor de documentários, Helmut Eschwege, é mais um deles. Durante todo o período na DDR, ele foi um expoente no apoio a Israel, e afirmou em sua autobiografia ter sofrido muito por causa do antissemitismo. É uma vergonha que ele não tenha sido impelido a descrever neste livro seu envolvimento com a Stasi, seu papel de informante como “Ferdinand”, descoberto posteriormente. (Em seu último encontro com seu oficial superior a 15 de novembro de 1989, ele entregou o estatuto do novo partido de esquerda, que deveria substituir os comunistas)

Existem inúmeros exemplos semelhantes de judeus que conseguiram sucesso na mudança do comunismo. Tomemos o velho companheiro de Kahane e Gysi, o famoso autor estalinista Stefan Heym. Após ele ter aguardado em segurança nos EUA o término da guerra, ele retornou para a DDR e na posição de um autor de renome, como um fanático cheerleader do regime. Após a morte de Stálin, ele escreveu que o assassino de milhões de pessoas era “o homem mais amado de nossa época”. Após a reunificação, ele não perdeu tempo em redescobrir seu cartão de vítima judaica. Em 1995, ele disse: “O clima político é muito semelhante àquele de 1933, e isso me assusta.”

Onde estava então o antissemitismo na DDR? Quanto mais se revolve este tema, parece ficar mais claro que os judeus não foram objetos de uma perseguição, mas ao mesmo tempo não tinham o status especial que eles acham que teriam por se auto denominarem “vítimas especiais” do holocausto. Na DDR era ensinado que os comunistas foram aqueles perseguidos pelos nazistas.

Principalmente dois elementos do política da DDR contrariavam os judeus e foram caracterizadas como antissemitismo. Primeiro foi a recusa da DDR em reconhecer Israel – o que era algo consistente com sua posição de adversário da potencia colonialista apoiada pelos EUA.

O segundo foi a recusa da DDR em pagar reparações pelo holocausto. Enquanto Israel recebeu após 1945 imensas subvenções e fornecimento de material bélico por parte da Alemanha Ocidental, a parte Oriental recusou-se a pagar um tostão que fosse. Isso enfureceu os judeus e levou-os a classificar ambas posições como “antissemitismo”.

Tanto Anetta Kahane quanto Gregor Gysi se reformularam sem qualquer problema na nova e desenvolvida Alemanha e tiveram grande sucesso. Ambos superaram seu passado como “informantes”, se concentraram no presente e estão convencidos de que a mancha sobre a sociedade alemã somente poderá ser limpa através da imigração em massa de hordas estrangeiras provenientes do Oriente Médio.

A erradicação da Alemanha branca não é seu único entusiasmo. Eles são ambos defensores incansáveis de Israel e estão sempre dispostos a caçar não apenas seus próprios companheiros da esquerda – além de vigiar e limpar – mas também outros judeus que não permanecem na linha.

Gysi esclarece que antissionismo não pode ser mais uma posição aceitável para a esquerda e principalmente para o partido Die Linke. Ele ressoa as palavras de Angela Merkel, à medida em que afirma que “a solidariedade para com Israel” seria uma parte importante da “razão de ser do Estado” alemão.

Ele levou a cabo diversas campanhas contra membros do partido Die Linke, acusados de apoiar a campanha BDS (boicote, desinvestimento e sanções) contra Israel, e também contra todos aqueles que se uniram à flotilha de libertação de Gaza. Suas campanhas tiveram sucesso e resultaram em cancelamentos de palestrantes e boicote ao autor do livro “A Indústria do holocausto”, Norman Finkelstein, e ao crítico de Israel, Illan Pappe, ambos conhecidos dissidentes judeus.

Ao que concerne Anette Kahane, qual efeito tiveram seus relatos sobre a vida das pessoas por ela denunciadas? Um bom exemplo poderia ser tomado no destino do jovem e talentoso ator Klaus Brasch, que se encontrou com Anette em 1976, juntamente com seu irmão Thomas.

Seu relatório confidencial sobre eles contém a seguinte passagem: “Pertencem ao rol de inimigos da DDR principalmente Klaus Brasch e Thomas Brasch”. Seria interessante perguntar a Klaus Brasch sobre o efeito que o relatório de Kahane teve sobre sua carreira, mas infelizmente isso não é mais possível. Thomas Brasch faleceu em 2001 devido a um ataque cardíaco. Seu irmão Klaus faleceu em 1980 devido a uma overdose.

Francis Carr Begbie

The Occidental Observar, 5/10/2015.

Vejam também este vídeo:

e este aqui:

Segue respectiva transcrição e tradução:

“I think there’s a resurgence of antisemitism because at this point in time Europe has not yet learned how to be multicultural, and I think we’re gonna be part of the throes of that transformation, which must take place. Europe is not going to be the monolithic societies they once were in the last century. Jews are going to be at the centre of that. It’s a huge transformation for Europe to make. They are now going into a multicultural mode and Jews will be resented because of our leading role, but without that leading role and without that transformation Europe will not survive.”

“Eu penso que existe um renascer do antissemitismo, porque a Europa não aprendeu ainda até o momento a ser multicultural, e eu penso que nós seremos parte do nascimento desta transformação, que terá que acontecer. A Europa não será a sociedade monolítica como foi no último século. Os judeus estarão no centro deste processo. É uma enorme transformação para a Europa. Eles adentrarão agora em um modo multicultural, e existirá um ressentimento contra os judeus devido ao nosso papel de liderança, mas sem esta liderança e sem esta transformação, a Europa não sobreviverá.”