Bunker da Cultura Web Rádio

domingo, 8 de março de 2026

Irã testa a “bomba atômica dos pobres”

 

No início de agosto de 2010, uma fundação cultural do Irã publicou um endereço da internet com cartoons sobre o polêmico holocausto judeu. Conforme já dito pelo professor francês Faurisson, o Irã utiliza contra Israel a “bomba atômica dos pobres”, ou seja, o esclarecimento em torno do mito do holocausto. Ao contrário do genocídio perpetrado por Israel contra os palestinos, essa arma iraniana não mata quem quer que seja, somente a mentira.

Desde 5 de agosto e 2010, o Irã utiliza mais uma vez a “bomba atômica dos pobres” contra as incitações de Israel à guerra. O professor Robert Faurisson denominou o esclarecimento em torno do holocausto de “bomba atômica dos pobres”.

“Esta arma não mata quem quer que seja, nem difama as pessoas. Ela mata somente a mentira, a difamação, o mito do ‘Shoa’ assim como o horrível Shoa-Business, que é tão prezado por pessoas como Bernard MadoffElie Wiesel, os consortes dos ‘salvos milagrosamente’ e dos assassinos de crianças, em Gaza.”

Desde 5 de agosto de 2010, existe uma publicação iraniana denominada “holocartoons”, que deflagrou por todo o globo uma série de “indignados” protestos dos vassalos de Israel.

A página da rede de computadores abre com a famosa música da “pantera cor-de-rosa”, “dedicada a todos que foram mortos sob pretexto do holocausto”.

A publicação eletrônica compõe-se do livro mais popular da atualidade no Irã sobre os holo-contos, em três idiomas: iraniano (farsi), árabe e inglês. A introdução mostra como os judeus desenham no chão suas holo-vítimas dentro das fronteiras de Israel. A caricatura procura simbolizar o papel de vítimas dos judeus como “invenção”, com a qual o Estado de Israel é fundamentado e seus crimes são justificados.

A publicação ridiculariza o número de 6 milhões com a tirada: “não, foram exatamente 5 milhões e quatrocentos judeus”. Pode-se folhar cada uma das páginas.

Outro desenho mostra vermes com chapéus negros que devoram um livro com o título “A história mundial”. Outra caricatura mostra um soldado com uma estrela de David sobre o capacete e que leva um cantil com a inscrição “Zyklon-B”.

A liderança judaica de Israel chia bem alto: “a forma vulgar e cínica desta página da internet, uma combinação de negação do holocausto e distorções, marcadas com caricaturas antissemíticas, mostra mais uma vez a indiferença do Irã para com a realidade e verdade nas questões do holocausto e Israel”, assim declarou à imprensa o Museu de holo-horrores Yad Vashem.

O holo-instituto Yad Vashem chamou a página “de o mais novo ataque do Irã, onde os fatos sobre o holocausto são negados, para aumentar sua influência na região, onde a história se defronta com a ignorância”.

A agência de notícias iraniana Fars-News relatou que o caricaturista Maziar Bijani lançou a publicação na rede. A hospedagem foi financiada por uma fundação cultural que, todavia, não é estatal.

A 8 de agosto de 2010, na ocasião de uma Conferência em Teerã, o presidente Mahmoud Ahmadinejad disse: “eles inventaram um acontecimento, o chamado holocausto, que torna um determinado grupo como as ovelhas da inocência do mundo”.

Ahmadinejad disse ainda que na ocasião dos ataques às torres gêmeas, os funcionários judeus foram informados para não irem ao trabalho no 11 de setembro. Ele continuou: “Como continuou a estória do 11 de setembro? Dentro de cinco a seis dias, eles formaram uma histeria das massas através de suas mídias, com um salvo-conduto para atacar o Iraque e Afeganistão”.

globalfire.tv, 14/08/2010.

holocartoons.com

Rabino defende Holocausto Iraniano

 

“Que seja sua vontade, nosso Deus e Deus de nossos pais, que todos os nossos inimigos e odiadores, e todos aqueles que conspirem contra nós, sejam exterminados. […] Possa Deus destruí-los e varrê-los da face da Terra. […] Que o bom Deus possa eliminá-los, destruí-los”

A religião do ódio: rabino Ovadia Yosef – “devemos orar pela destruição do Irã”

Com a aproximação do Rosh Hashaná (ano-novo judaico – NR), o rabino Ovadia Yosef disse, na noite de sábado, que quando nós (judeus) comemos os alimentos simbólicos deste tradicional feriado, cujos nomes ou formas têm uma ligação simbólica com nossas súplicas ao Senhor, especialmente quando oramos nestas datas, t ‘ Marim, e rezamos para que nossos inimigos sejam dizimados, devemos nos concentrar especificamente sobre o Irã, a nação perversa que está ameaçando o Estado de Israel. “Que o bom Deus possa eliminá-los, destruí-los …”

Tractate Kritut, no Talmude Babilônico, ensina que devemos comer, no Rosh Hashaná, entre outras frutas, uma tâmara, a qual contém a  sílaba “tam”(?!), e depois de comer uma parte dela, deveríamos dizer, “Que seja sua vontade, nosso Deus e Deus de nossos pais, que todos os nossos inimigos e odiadores, e todos aqueles que conspirem contra nós, sejam exterminados. ”

Além disso, quando comemos um alho-poró (“kreti“) nós devemos pedir a Deus que nossos inimigos e odiadores, juntamente com qualquer outros que conspire contra nós, sejam destruídos.  O rabino esclareceu que o foco deveria ser o Hezbollah e o Irã.

“Possa Deus destruí-los e varrê-los da face da Terra”, disse o rabino, citando várias passagens dos Salmos, referindo-se a salvação pelo Todo-Poderoso em face de ameaças inimigas.

“Eles vão de carruagem e à cavalo, e nós vamos em nome de nosso Deus. Eles se curvaram e caíram, e nós nos levantamos e perseveramos.”

Durante as discussões ao longo da semana anterior, o rabino Ovadia se referiu à ameaça iraniana, dizendo: “Há pessoas más, os iranianos, esperando para nos destruir. . .  Devemos derramar nossos corações em oração para o Santo, bendito seja o Seu Nome. . .  Nós estamos em perigo, estamos todos em perigo. . .   Não temos em quem confiar, exceto o nosso Pai Celestial. Devemos orar com o coração, com profunda concentração. ”

O site Haredi Kikar HaShabbat reportou na semana passada que o general (Res.) Yaakov Amidror, Chefe da Assessoria de Segurança Nacional, foi à casa do rabino Ovadia e informou-lhe do plano nuclear iraniano.

Perguntamo-nos: será que o tal “Deus” judaico (Iahweh), um genocida cujos registros de barbaridades podem ser encontrados no Velho Testamento, é o mesmo “Deus” cristão do Novo Testamento, misericordioso e que prega a solidariedade universal? Que tipo de “religião” é esta que propugna o ódio sectarista e o supremacismo racial?- NR

FONTE: Jewish Press

A Revisão Histórica: rompendo barreiras

 

E por causa dos Nazistas terem perdido a guerra, o “partido da liberdade de expressão’’ ganhou. Sendo assim, o Bispo pode acreditar no que bem entender, e se quiser, pode até dizer que Auschwitz era uma sorveteria e que a SS era um grupo de dança.

Sou um negador do Holocausto, por outro lado, acredito que os “nazistas” planejavam o extermínio do povo Judeu

Deixe-me dizer: estou, desde o início, com o Bispo Richard Willianson nesse ponto. Não houve um holocausto (ou Holocausto, como meu computador insiste em corrigir) e seis milhões de Judeus não foram assassinados pelo Terceiro Reich. Essas minhas duas afirmações são verdades irrefutáveis, ainda que este discurso possa fazer com que eu seja preso em metade dos países da União Europeia.

Então, nas circunstâncias certas eles poderiam até me extraditar para a Suécia para o julgamento, um país que heroicamente supriu o Terceiro Reich com reservas de minério de ferro, até mesmo quando as últimas vítimas do genocídio Nazista estavam sendo mortas.

O quê? Eu admito que houve mortes e genocídio (ou Genocídio, como meu corretor quer que eu chame), mas quase que com a mesma força eu insisto que não houve um holocausto? Como isso é possível? Bem, se você transformar eventos históricos em dogmas políticos atuais, (que até meu computador acredita) você estará então criando um tipo de religião secular, sem nenhum deus, que se torna obrigatória para qualquer um que queira participar da vida pública. Mesmo que os dogmas, por definição, são tão simplistas e grosseiros que não apenas são habitualmente falsos, como de fato provavelmente o são.

De acordo com a lei alemã, é uma ofensa dizer que seis milhões de Judeus não morreram em um holocausto. Muito bem então. Eu sou um criminoso na Alemanha. Por mais eficientes que fossem os Nazistas, eles não eram tão cirurgicamente precisos a ponto de matar seis milhões de Judeus – nenhum Judeu a mais ou a menos.

O proeminente escritor e jornalista irlandês, Kevin Myers: um “negador do holocausto”!

Acontece que, a quantia de “seis milhões’’ era originalmente uma estimativa do número total de vítimas dos campos de concentração do Terceiro Reich: este número se tornou então a percepção popular sobre as baixas judaicas, e se manteve entre as massas com a ajuda de ativistas como o Simon Wiesenthal Centre.

Mas na verdade não existe nem mesmo uma base científica ou documental pra esse número. O apelo duradouro do dígito seis, com os seis zeros que o seguem, depende de uma predileção humana básica justamente por “números cabalísticos”. Puxa para uma vontade até ‘ fantasiosa’ que o ser humano possui de envolver numerologia e mágica. É bem provável que seja a tentativa de apelar, subconscientemente, para o diabólico 666.

Além do mais, não houve um holocausto. Pra essa palavra ter alguma validade real, ela deve estar relacionada com o seu significado real. O qual vem do grego “holos”(buraco) e “caust”(fogo). A maioria dos Judeus mortos pelo Terceiro Reich não foram queimados nos fornos de Auschwitz. Centenas de milhares foram fuzilados no “espaço vital” do leste, trabalharam até a morte, ou morreram de fome em centenas de outros campos pelo Reich.

Este programa foi executado por tropas Nazistas em 1941, mas apenas informalmente. Estas ações se tornaram organizadas após a Conferência de Wannsee em janeiro de 1942. Apesar de ai ter nascido uma das operações mais satânicas da história, na qual milhões de Judeus morreram, você pode usar o nome holocausto apenas como metáfora para descrever este fato.

No entanto, transformar esta metáfora em um dogma político, ou uma negação que pode levar à prisão, é criar um código penal/religioso que apenas pessoas como Torquemada (Inquisidor espanhol) aprovariam. Eu fiz uma longa pesquisa sobre o Bispo Williamson, e na verdade eu não tenho a menor ideia do que ele disse sobre o Terceiro Reich (apesar dele estar sendo chamado de ‘’negador do holocausto’’ para todo lado); parece até que este termo tem alguém significado universal.

Eu sou um negador do holocausto, mas eu acredito também que os Nazistas planejavam o extermínio do Povo Judeu até onde seu poder maléfico pudesse chegar. E por causa dos Nazistas terem perdido a guerra, o “partido da liberdade de expressão’’ ganhou. Sendo assim, o Bispo pode acreditar no que bem entender, e se quiser, pode até dizer que Auschwitz era uma sorveteria e que a SS era um grupo de dança.

Essa é a natureza da liberdade de expressão. Qualquer um de nós pode contradizer qualquer episódio antigo e sem base factual ou até mesmo uma besteira ofensiva sem ser mandado para a cadeia, de forma que não incitemos o ódio a qualquer um. Trata-se de mundo livre e igualitário. Será mesmo?

Por toda a Europa existem incontáveis Madrasahs Islâmicas (Escolas) onde os Imams vivem propagando o ódio aos Judeus e também onde o holocausto é negado rotineiramente.

Qual estado membro da União Europeia persegue os comissários do ódio, ou tentam extraditar um Imam que diz que o holocausto é uma Farsa Sionista? Nenhum. Nós sabemos disso.

A União Europeia tolerou a criação de um “apartheid historiográfico”. Então por um lado temos um único, excêntrico (e possivelmente perturbado) Bispo Cristão sendo perseguido por suas crenças anormais: mas por outro lado, existe um grande e incômodo silêncio sobre as distorções do “holocausto” que são feitas pelos oradores Islâmicos.

Se o Bispo Williamson faz parte de algum grupo, esse grupo é tão maluco que pode ser comparado ao “The Lunar Cheese Society”.

Ainda que ele, e outros Cristãos chatos como ele, poderiam ser presos por expor suas crenças, mas ao mesmo tempo, outros ‘’homens de Deus’’, trabalhando em prol de um ideal infinitamente mais sinistro e politizado são completamente ignorados.

A disparidade é agora uma regra efetiva dentro da União Europeia.

Você pode, razoavelmente, chamar isto de “dois pesos e duas medidas”, mas as palavras “racional”, “esperto” e “consistente” não podem de forma alguma descrever esta situação. “Suicida” e “Insano”, por outro lado, se encaixam perfeitamente no contexto.

Por Kevin Myers

FONTE: The Independent

Louvável a coragem deste jornalista, que ousou desafiar o establishment e emitir sua opinião livre, ainda que contrariando os ditames do “politicamente correto”. E sequer se pode qualificá-lo taxativamente como um “revisionista” , haja vista sua posição sincrética. Talvez mais alguns capítulos das “Lições sobre o Holocausto” o deixem no ponto… – NR.

terça-feira, 3 de março de 2026

O segregacionismo do governo Lula

 


A democracia, frequentemente celebrada como um sistema de representação igualitária e busca pelo bem comum, cada vez mais tem mostrado sua verdadeira face como um mecanismo para intensificar conflitos sociais. Essa visão, enraizada na tradição liberal clássica e na Escola Austríaca de Economia, argumenta que o regime democrático não elimina a exploração, mas a redistribui por meio de coerção estatal sancionada pelo voto.

Inspirados em pensadores destacam como o estado democrático se torna um campo de batalha, onde grupos organizados capturam o poder para transferir recursos e privilégios, fomentando antagonismos entre classes, ideologias e setores sociais. No Brasil contemporâneo, sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), essa dinâmica se manifesta de forma evidente, com o uso de narrativas políticas e culturais para dividir a população, promovendo uma polarização que beneficia o poder estabelecido às custas da coesão social.

Para entender como a democracia pode alavancar divisões, é essencial distinguir a perspectiva liberal do conflito social da visão marxista tradicional. Enquanto o marxismo foca na luta entre burguesia e proletariado baseada na propriedade dos meios de produção, liberais clássicos como Charles Comte, Charles Dunoyer e Augustin Thierry identificam o verdadeiro embate entre produtores – aqueles que geram riqueza por meio de trocas voluntárias no mercado – e políticos, que se apropriam coercitivamente através do poder do estado.

No âmbito democrático, o sufrágio universal e o estado de bem-estar ampliam essa predação: decisões majoritárias, cobertas por um véu de legitimidade eleitoral, permitem a supressão de direitos individuais em nome de “benefícios sociais”. Como observa o professor Hoppe em Democracia, o Deus que falhou, o estado democrático incentiva grupos a maximizarem ganhos às custas dos outros, transformando a política em uma “pilhagem legalizada”.

No Brasil, essa crítica ganha contornos práticos com confete e enredos de samba. O governo Lula, em vez de promover harmonia, políticas e comunicações oficiais exacerbam antagonismos entre classes econômicas, grupos religiosos e ideologias políticas, criando uma sociedade fragmentada onde o “nós contra eles” sustenta o poder.

Um caso ilustrativo ocorreu em fevereiro de 2026, quando o perfil oficial da Casa Civil da Presidência da República no X (antigo Twitter) publicou um meme baseado em diálogos do reality show Big Brother Brasil. A postagem ironizava cidadãos com renda mensal superior a R$ 5 mil, rotulando-os como meros “playboys”, enquanto exaltava aqueles com rendas inferiores como possuidores de “carisma alto”, já que agora não mais precisariam pagar imposto de renda. Essa narrativa não apenas simplifica a complexidade econômica – ignorando que muitos “playboys” são trabalhadores que sustentam famílias e pagam impostos elevados –, mas reforça um conflito entre classes aos moldes marxistas.

O último episódio que pode ilustrar essa situação ocorreu durante o Carnaval de 2026, no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Financiado parcialmente com verbas públicas – o que levanta questões sobre uso eleitoral de recursos estatais –, o desfile incluiu uma ala chamada “Neoconservadores em Conserva”, retratando evangélicos, representantes do agronegócio, defensores de valores tradicionais e críticos do governo dentro de latas de conserva. Essa sátira, vista por muitos como deboche à fé cristã e ao conservadorismo, provocou reações imediatas de parlamentares e lideranças religiosas, que acusaram a encenação de ultrapassar a sátira para o preconceito.

Como argumenta a tradição, isso não apenas gera ressentimento – entre pagadores de impostos e beneficiários, ou entre grupos religiosos e seculares –, mas compromete a base produtiva da sociedade. Ao contrário da narrativa de que a democracia mitiga o conflito de classes, ela o perpetua no Brasil, transformando cidadãos em “inimigos” a serem combatidos e segregando a população entre “bons e maus” (dentro das considerações do governo atual). Como alerta Raico, a democracia moderna não promove justiça, mas um campo de antagonismo permanente. No fim, o povo dividido é um povo mais fácil de governar – uma lição que os governos aplicam com maestria.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Mentiras anti-fascistas

 

Esta inscrição permaneceu por décadas em Auschwitz,
enganando todos os visitantes do campo

R. A inveja humana não poupou nem as vítimas do Campo de Concentração de Auschwitz. Em 1989, quando os dinamarqueses e búlgaros também receberam uma homenagem em forma de lápide, embora lá não tenha morrido nenhum dinamarquês e apenas um búlgaro, as organizações judaicas reclamaram da falta de destaque em Auschwitz, pois os judeus tinham sido as principais vítimas do campo. Ainda por cima estava gravado falsamente nas lápides, que das 4 milhões de vítimas do extermínio, 2 milhões seriam polonesas. [191] Uma comissão, iniciada por causa desta polêmica, determinou finalmente, em 1990, que no campo de Auschwitz não morreram quatro milhões como até então era divulgado oficialmente, mas “apenas” 1,5 milhões de pessoas, dentre as quais 90% teriam sido da religião judaica. Consequentemente as antigas lápides de Auschwitz-Birkenau foram removidas, onde era divulgado o número de quatro milhões de vítimas.

P. A retirada das antigas lápides com a inscrição de quatro milhões não está relacionada a algum laudo, que foi elaborado nesta época por um instituto polonês?

R. Sem dúvida alguma, não. O resultado deste laudo pericial de Cracóvia, ao qual você se refere e sobre o qual eu ainda irei abordar, [192] não faz qualquer menção ao número de vítimas.


A nova lápide em Auschwitz-Birkenau:
“Este lugar é um grito eterno de aflição e alerta à humanidade.
Os nazistas assassinaram aqui mais de um milhão e meio de homens, mulheres e crianças.
A maioria foram judeus oriundos de diferentes países europeus. Auschwitz-Birkenau 1940-1945”


Antiga lápide do memorial de Auschwitz-Birkenau com a
cifra propagandística “anti-fascista” de “quatro milhões”,
apresentada em 19 idiomas:
“Quatro milhões de pessoas sofreram e morreram aqui nas mãos dos assassinos nazistas
nos anos de 1940 – 1945”

Interessante é a reação pública sobre a redução oficial do número de vítimas de Auschwitz, das quais eu gostaria de apresentar três exemplos:

Primeiro temos a declaração do publicitário polonês Ernest Skalski na revista Spiegel: [193]

“Agora parece estar seguro o que historiadores já conheciam há muito tempo: que o número de vítimas variava de um até um milhão e meio. Isso altera alguma coisa dentro de nós? Nada muda no quadro geral deste inimaginável crime. Ele continua a englobar ainda os seis milhões de judeus mortos pelos nazis. […]
Quanto a mim, como polonês, eu sinto antes de tudo constrangimento, pois a situação é extraordinariamente lamentável. O equívoco, embora tenha sido cometido por outras pessoas há muito tempo, permanece tendencioso. E foi “nosso” erro, pois esse “nosso” se refere aos adversários do fascismo e do racismo. […]
Eu admito que, às vezes, a verdade deve ser encoberta – ou seja, deve-se mentir, e às vezes até mesmo por motivos nobres, ou por compaixão ou para não ferir a sensibilidade das pessoas. Mas sempre vale a pena saber, por que se faz isso, o que nos traz o desvio da verdade. […]
Mesmo se a verdade não seja sempre o bem, muitas das vezes a mentira é o mal.”

R. A afirmação de Skalskis de que o número de 4 milhões é um equívoco, é claramente falsa, pois podemos comprovar por documentos, que o número de vítimas de Auschwitz baseia-se na propaganda soviética. [194] Para o polonês anti-fascista Skalski, a situação na ´[época foi “lamentável”. Aos meus olhos é lamentável em todo o artigo, ainda mais do que a descoberta do exagero propagandístico que era de conhecimento dos especialistas há décadas, a seguinte frase:

“Eu admito que, às vezes, a verdade deve ser encoberta – ou seja, deve-se mentir, e às vezes até mesmo por motivos nobres, […]”

P. “Às vezes deve-se mentir”: Isso se encaixa também sob o Ethos jornalístico?

R. Antes de tudo à falta deste, e vale refletir o quão o jornalismo se distanciou de seus próprios princípios. Mas não é sutil, como finalmente aqui as mentiras, exageros e relatos tendenciosos nesta questão do holocausto sejam admitidas e em algumas partes “convenientemente” defendidas pelos renomados anti-fascistas e mídias esquerdistas? Pelo menos sabemos o que se encontra nessas mídias!
Em 1998, Wáclaw Dlugoborski, curador de pesquisas do Museu de Auschwitz, descreveu os métodos com os quais o mito das quatro milhões de vítimas de Auschwitz foi mantido no bloco comunista: [195]

“Até 1989, na Europa Oriental, era proibido duvidar do número de 4 milhões de mortos; no memorial de Auschwitz, funcionários que duvidavam da veracidade da estimativa eram ameaçados com medidas disciplinares.”

P. Isso não se diferencia muito do comportamento de muitos países ocidentais, onde funcionários públicos não têm permissão também para duvidar dos aspectos centrais do holocausto, e não só sob ameaça de medidas disciplinares, mas até sob ameaça de processo criminal.

R. Exato. O mesmo vale ainda também hoje na Polônia, onde o dogma dos quatro milhões foi apenas substituído por um novo dogma de cerca de 1 milhão. Na Polônia, o revisionismo do holocausto é da mesma forma punível criminalmente, a exemplo dos países de língua alemã. Depois falaremos mais sobre isso.

A próxima publicação que eu gostaria de citar, é um artigo do Allgemeine Jüdische Wochenzeitung de 27/07/2012. Nele podemos ler que o Conselho Central dos judeus na Alemanha considerou a redução do número de vítimas como um jogo cínico de números. Ele declarou ainda em sua nota de protesto que os fatos históricos não foram discutidos seriamente. [196] Apenas dois anos depois, na ocasião da inauguração das novas lápides em Auschwitz com o número alegado de 1,5 milhões de vítimas, verificamos no mesmo jornal que, segundo os dados científicos, não 4, mas sim 1,5 milhões de pessoas foram assassinadas. [197] Após uma indignação inicial, eles se conformaram com o novo número de vítimas.


A velha e cansada cantiga de lamentações e indignações… – NR.

P. Mas eu li nos jornais que menos de um milhão de vítimas deve ter existido em Auschwitz.

P. E eu ouvi números que ultrapassam em muito os quatro milhões.

R. Auschwitz é visto comumente como o centro do holocausto e, como tal, é o centro das controversas do holocausto e das diferenças de opiniões. Isso se reflete principalmente no número de vítimas, que ululam na literatura e na mídia de massa. Me permitam apresentar uma tabela com uma lista, certamente incompleta, das publicações mais importantes de meios de comunicação públicos e pesquisadores respeitados, sobre o número de vítimas divulgado para o Campo de Concentração de Auschwitz. [198]


Tabela 4 – Alegado número de vítimas de Auschwitz

P. Olha ai, eles estão bem embaralhados, como se os números não tivessem sido comprovados, mas apenas obtidos nos jogar de dados.

R. Diante desta imensa variação do número de vítimas de Auschwitz, eu gostaria apenas de salientar que nunca houve um consenso público sobre quantas pessoas morreram de fato no Campo. Admite-se publicamente hoje que mentiu-se por razões tendenciosas. Diminui-se o número oficial, ou seja, o abençoado número “oficial” de vítimas em 20 a 30% daquele “oficial”, ou seja, a cifra soviética, todavia, sem corrigir o número total de vítimas do holocausto. Quando se conhece esse malabarismo numérico em outros locais do holocausto, que abordaremos futuramente, podemos apenas, impressionados, esfregar os olhos.

Diante deste caos numérico, sim, um amontoado de verdades e mentiras, quem aqui está em condições de fazer com segurança uma afirmação final absoluta, que justifica a perseguição criminal daqueles que pensam diferente?

R – Germar Rudolf

P – Público

Frases do texto original foram destacadas em negrito pela Equipe do Inacreditável – NR.

Quem é Germar Rudolf?


Lições sobre o Holocausto

[191] “Commission try to defuse Auschwitz controversy”, The Canadian Jewish News, 3.10.1990, S. 5.

[192] Compare com o capítulo 3.4.6.

[193] Ernest Skalski, “Ich empfinde Verlegenheit”, Der Spiegel, 30/1990, S. 111.

[194] C. Mattogno, “Die Viermillionenzahl von Auschwitz: Entstehung, Revisionen und Konsequenzen”, VffG 7(1) (2003), S. 15-20, 21-27.

[195] Frankfurter Allgemeine Zeitung, 14.9.98.

[196] “Zynische Zahlenspiele”, Allgemeine Jüdische Wochenzeitung, 26.7.1990, S. 2.

[197] “Neue Inschriften im KZ Auschwitz”, Allgemeine Jüdische Wochenzeitung, 11.6.1992, S. 1.

[198] Lista resumida, extraída da palestra de Robert Faurisson, “Quantos mortos existiram no Campo de Concentração de Auschwitz?”, VffG 3(3) (1999), S. 268-272.

[199] Historische Berater: die Historiker Henri Michel und Olga Wormser. Schwarzweiß-Film, 32 min.

[200] Eugène Aroneanu, Documents pour servir à l’histoire de la guerre. Camps de concentration, Office français d’édition, 1945, S. 7, 196. Als Gesamtopferzahl der Häftlinge deutscher Konzentrationslager wird die
Zahl von 26 Mio. angegeben, S. 197; vgl. die 26 Mio. Opferzahl am Anfang dieses Buches, S. 15.

[201] Tibère Kremer, Vorwort, in: Dr. Miklos Nyiszli, “SS-Obersturmführer Doktor Mengele. Tagebuch eines zum Krematorium von Auschwitz deportierten Arztes”, Les Temps modernes, März 1951, S. 1655.

[202] Bernard Czardybon im Krakauer Prozeß von R. Höß, laut F. Piper, Auschwitz. How Many Perished. Jews, Poles, Gypsies…, Poligrafia ITS, Krakow, 1992, S. 7ff.; “Manifestation du souvenir à Paris devant le mémorial
du martyr juif inconnu”, Le Monde, 20. April 1978.

[203] IMT, Bd. XXXIX, S. 241-261. Diese Zahl wurde später unzählige Male wiedergegeben.

[204] David Susskind, Präsident des Centre communautaire laïc juif de Bruxelles, Le Nouvel Observateur, 30.5.1986, S. 19.

[205] Kalifornische jüdische Wochenzeitschrift Heritage, 7. Juni 1993.

[206] Rudolf Vrba, Alan Bestic, I Cannot Forgive, Bantam, New York 1964, S. 269-272.

[207] Yehuda Bauer, A History of the Holocaust, New York, Franklin Watts, 1982, S. 215.

[208] Léon Poliakov, Bréviaire de la haine, Calmann-Lévy, Paris 1951, S. 496.; Georges Wellers, L’Etoile jaune à l’heure de Vichy/De Drancy à Auschwitz, Fayard, 1973, S. 290; Lucy Dawidowicz, The War against the Jews / 1933-1945, New York, Holt, 1975, S. 148f.

[209] Yehuda Bauer, “Auschwitz and the Poles/Fighting the distorsions”, The Jerusalem Post, 22. September 1989, S. 6; dentre eles 1.352.980 de judeus.

[210] Luc Rosenzweig, “Auschwitz, la Pologne et le génocide”, Le Monde, 27. Januar 1995, S. 1.

[211] Georges Wellers, “Essai de détermination du nombre des morts au camp d’Auschwitz”, Le Monde juif, Oktober-Dezember 1983, S. 127-159 ; dentre eles 1.352.980 judeus.

[212] Raul Hilberg, The Destruction of the European Jews, Quadrangle Books, Chicago 1961, S. 572; 2. Aufl., Holmes and Meier, New York 1985, S. 895.

[213] Yisrael Gutman, “Auschwitz – An Overview”, in: ders., Michael Berenbaum, Anatomy of the Auschwitz Death Camp, United States Holocaust Memorial Museum, Indiana University Press, Bloomington und Indianapolis
1994; F. Piper, “The Number of Victims”, ebenda, S. 71f.

[214] Jean-Claude Pressac, Auschwitz: Technique and Operation of the Gas Chambers, Beate Klarsfeld Foundation, New York 1989, S. 264 (http://holocaust-history.org/auschwitz/pressac/technique-andoperation/
pressac0011.shtml); Hachette (Hg.), Le Dictionnaire des noms propres, Hachette, Paris 1992.

[215] Gerald Reitlinger, The Final Solution, Sphere Books, London 1971, S. 500.

[216] Jean-Claude Pressac, Les Crématoires d’Auschwitz. La Machinerie du meurtre de masse, Éditions du CNRS, 1993, S. 148; dentre eles 630.000 judeus gaseados.

[217] Jean-Claude Pressac, Die Krematorien von Auschwitz. Die Technik des Massenmordes, München, Piper, 1994, S. 202; dos quais 470.000 até 550.000 judeus gaseados.

[218] Fritjof Meyer, “Die Zahl der Opfer von Auschwitz – Neue Erkenntnisse durch neue Archivfunde”, Osteuropa. Zeitschrift für Gegenwartsfragen des Ostens, Nr. 5, Mai 2002, S. 631-641 (www.vho.org/D/Beitraege/FritjofMeyerOsteuropa.html); dos quais 356.000 judeus gaseados.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

O protocolo da Conferência de Wannsee

 

As falsificações em torno do protocolo da Conferência de Wannsee realizada em Berlim, em janeiro de 1942, onde foi discutida a evacuação dos judeus para os territórios do leste europeu.

“A mídia repete sempre aqui e ali a estória insensata de que o extermínio dos judeus tenha sido decidido em Wannsee.”– Yehuda Bauer

R. Agora, caros ouvintes, eu gostaria de dirigir uma pergunta a vocês. Eu peço o favor para levantarem a mão aqueles que, entre vocês, sabem o que é o Protocolo de Wannsee…

Isto é a grande maioria dos presentes. Agora, por favor, levantem a mão aqueles que presumem conhecer o conteúdo do Protocolo de Wannsee…

Agora são somente algumas pessoas. Eu escolho agora despoticamente, o senhor lá atrás. Você conhece o conteúdo do Protocolo?

P. Sim!

R. Então você poderá nos dizer brevemente, o sentido daquilo que está escrito no Protocolo.

P. Pelo que me lembro, foi decidido na Conferência de Wannsee o extermínio dos judeus europeus, assim como as necessárias medidas para isso.

R. Eu pedi para você me informar o que está escrito no Protocolo, e não o que foi decidido na Conferência. Então? Você leu o Protocolo?

P. Não, mas a gente sabe o que foi decidido lá.

R. Ah, a gente sabe! Então é de conhecimento público? Agora, me permita primeiro falar o que consta e o que não consta no Protocolo de Wannsee.

Este Protocolo trata sobre a dificuldade da definição de meio-judeu e um-quarto-judeu e o número de judeus dentro dos territórios de domínio alemão. Ele relata as medidas executadas até então para proceder com a emigração dos judeus que se encontravam nos territórios de domínio alemão, e explica que no lugar da emigração passou-se à sua deportação para o leste. No contexto, sugere-se que os judeus devam se deslocar para o leste construindo estradas, onde uma redução do contingente se daria em virtude das duras condições. [219]

No Protocolo não se menciona uma única palavra sequer sobre a colocação de judeus em Campos de Concentração ou de extermínio. Também não é mencionado de qual forma os judeus deveriam ser conduzidos a um extermínio sistemático. Já em 1982, o professor Yehuda Bauer, professor na Universidade Hebraica em Jerusalém, declarou textualmente: [220]

“A mídia repete sempre aqui e ali a estória insensata de que o extermínio dos judeus tenha sido decidido em Wannsee.”

P. Isso é exatamente o contrário daquilo que se percebe continuamente na mídia alemã.

R. Isso mesmo. Durou até o ano de 1992, para que a mídia alemã anunciasse pela primeira vez algo nesta direção, na ocasião quando o professor de história de tendência esquerdista, Dr. Eberhardt Jäckel, explicou publicamente que durante a Conferência de Wannsee não foi tomada qualquer decisão; segundo Jäckel, esta tomada já anteriormente, entretanto, ele não cita a fonte de tal premissa. [221] Tais correções de historiadores estabelecidos nada mudou no fato da Conferência de Wannsee ser representada, como de costume, no acontecimento decisivo para a “Solução Final da Questão Judaica”. Quem se interessa por fatos, quando se depara frontalmente com uma boa estória, citando espontaneamente Oscar Wilde?

E eu não gostaria de parar com isso. Há muito tempo existem laudos que passaram despercebidos, os quais demonstram dúvidas quanto à autenticidade do Protocolo de Wannsee. Dentre deste contexto, em 1987, foi publicado pelo Centro de Pesquisas de História Contemporânea, em Ingolstadt, um trabalho detalhado que levanta dúvidas substanciais sobre a autenticidade dos Protocolos. [222]

Um ano depois, o cientista político Udo Walendy publicou um estudo detalhado sobre os Protocolos de Wannsee. [223]

Ele se caracteriza, sobretudo pela investigação das declarações daqueles que participaram da conferência e por causa disso foram levados após a guerra aos tribunais militares dos aliados.

P. Então não é questionado se a conferência tenha acontecido?

R. Não, claro que não. Segundo as declarações dos participantes, nesta reunião foi apresentada a todos por Heydrich, através da procuração dada a ele por Hitler, uma palestra sobre a evacuação dos judeus nos territórios ocupados do leste. Nada foi mencionado sobre extermínio através do trabalho. O conteúdo do suposto Protocolo também não está correto, pois faltam alguns assuntos que foram discutidos, enquanto algumas coisas mencionadas não foram tema do encontro.

A mais recente abordagem na investigação da autenticidade dos Protocolos, em forma de laudo pericial, [224] levou a inúmeros indícios e provas que se trata de uma falsificação, sim, da “falsificação do século”. [225] Junto a vários erros estilísticos e formais, há um ponto central nestes protocolos: o caractere “SS”. É conhecido que a maioria das máquinas de escrever oficiais no Terceiro Reich possuía um caractere próprio com a forma rúnica “SS”. Não seria algo perturbador se na falta de tal máquina alguns dos exemplares do Protocolo – segundo este existiam 30 despachos – fossem escritos com máquinas de escrever comuns.

Torna-se desagradável, porém, quando dos 30 despachos, somente restou o 16° e logo este em pelo menos dois exemplares, um com a versão normal do caractere “SS” e outro com a versão das runas “SS”. Na tabela 5 estão expostas as primeiras variações das versões conhecidas atualmente. Somente uma delas deve ser a versão original, todos os outros exemplares não são autênticos.

De forma semelhante comporta-se com os adendos ao “Protocolo de Wannsee”, que se apresentam analogamente em dois exemplares, uma vez na versão normal da “SS” e outra na versão rúnica da “SS”. Todavia, aqui a coisa é clara: não se tenta apenas preservar os parágrafos, mas também foram copiadas as anotações feitas à mão por algum funcionário público na segunda versão. Infelizmente, em relação ao texto escrito à máquina, essas anotações estão deslocadas alguns milímetros, portanto, a falsificação é notória para qualquer um. A prova da falsificação de pelo menos um destes exemplares foi revelada sem dúvida alguma com isso. Sobre o sentido desta manipulação, pode-se apenas especular.

P. Sobre isso há alguma reação dos historiadores estabelecidos?

R. Prof. Dr. Ernst Nolte mostrou ter dúvidas quanto à autenticidade dos Protocolos [226], e o Prof. Werner Maser, em 2004, considerou a falsificação de pelo menos uma cópia do adendo com os mesmos argumentos sem mencionar, entretanto, o estudo anterior. [227]

P. Ele plagiou então?

R. Ou ele chegou à mesma conclusão por si próprio e não conhece o laudo de Bohlinger. Em todo caso, ele não mencionou quem encontrou primeiro os fatos, o que seria correto.

P. Mas então ele teria citado uma fonte suspeita e se tornaria ele mesmo suspeito.

R. Sim, a mesma escolha entre Cila e Caribdis. De resto, os demais historiadores, mídia e representantes oficiais, permaneceram calados.

P. Mesmo entre os Revisionistas, não há controvérsia se o Protocolo seja realmente uma falsificação?

R. O historiador italiano Carlo Mattogno, cujos trabalhos nós iremos conhecer a fundo mais tarde, tem de fato a visão de que pelo menos uma versão do Protocolo possa ser autêntica. Todavia, ele não vê contradição alguma entre o conteúdo do Protocolo e a principal tese revisionista – não há plano, ordem e execução de um assassinato em massa sistemático, e com isso ele tem razão sem dúvida alguma. Caso se comprove realmente que uma das versões conhecidas do Protocolo de Wannsee, ou alguma a vir ser descoberta, seja autêntica, seria somente afirmado, segundo o conteúdo, que a tese do extermínio não se deixa provar com este documento.

P. Mesmo que uma versão do adendo tenha sido falsificada, isso não prova que a outra seja falsa. E o mesmo vale também para o próprio Protocolo. [228] E além do mais, tudo isso não iria provar que o extermínio não existiu!

R. Está correto. Eu não excluí de propósito a relação do Protocolo de Wannsee à realidade ou não de algum acontecimento, mas somente disse que com isso não se deixa comprovar de forma alguma a tese do extermínio. Eu saliento, entretanto, que a possível falsificação do Protocolo de Wannsee não se trata de algo insignificante. Vejam, apresentando o conteúdo de um documento totalmente inadequado, durante décadas a fio, como prova principal para a própria tese, e este documento é falsificado, então recai-se na suspeita de porventura não possuir qualquer outra prova melhor. Sim, se expõe à suspeita de cumplicidade com o falsificador, ou até com a falsificação. A pergunta que se origina aqui é: alguém que está convencido da veracidade de sua tese, iria lançar mão de uma falsificação? Alguém que tenha a prova para a plausibilidade de sua tese, iria utilizar tal primitiva falsificação e apresentá-la doentiamente como verdadeira mesmo com a notória insustentabilidade?

Entendam-me bem: a prova de um Protocolo de Wannsee falsificado e adulterado, assim como de seu adendo, não prova que o Holocausto não existiu! Ele somente levanta a suspeita que algo está podre. Quem ainda assim impede a livre pesquisa à vista desta situação, depõe claramente contra os direitos humanos fundamentais da livre opinião e liberdade de pesquisa.

Retornando à pergunta colocada inicialmente, quem de vocês leu realmente o Protocolo de Wannsee? Eu vejo que ninguém se manifesta. Caros ouvintes! Eu discorro aqui sobre um tema que pesa sobre o povo alemão, ou seja, contra nosso povo, e para ser mais concreto, contra todos vocês que aqui estão sentados, com a mais terrível acusação criminal da história da humanidade! Eu reconheço que vocês, como acusados, nem ao menos se dão ao esforço em ler a peça principal da acusação.

P. Isso é bobagem. Ninguém acusa a geração do pós-guerra!

R. E a respeito da sempre novamente exigida vergonha coletiva e responsabilidade coletiva?

P. Isso é outra coisa. Isso recai em cada um, se ele aceita isso ou não.

R. Então eu quero ver o político ou o jornalista que renuncia isso publicamente e exige para os alemães o caminho digno e o orgulho nacional como normalmente se vê em outros países, e uma política que defenda os interesses nacionais! Desta forma não se faz na Alemanha nem carreira, nem amigos. Mas seja como for. O que eu queria salientar aqui, é que sejamos conscientes dos fatos aqui expostos; que qualquer um que se deixa levar sobre esse assunto por uma versão verdadeira da mídia e dos historiadores, justamente neste instante, estão abandonados. A repressão de fatos, a educação de jornalistas à censura e a divulgação reconhecida de mentiras não são indícios que nossa mídia nos informe de forma convincente. O que nós precisamos são pessoas racionais, críticas, esclarecidas e independentes, que confrontem nossa mídia e também nossos historiadores com uma boa força de desconfiança.

R – Germar Rudolf
– Público

Frases do texto original foram destacadas em negrito pela Equipe do Inacreditável – NR

Quem é Germar Rudolf?

[219] Compare com a reprodução do fax em Johannes P. Ney, “Das Wannsee-Protokoll”, em Ernst Gauss (Ed.) op. cit. [38], P. 182-189 (www.vho.org/D/gzz/8.html)

[220] “The public still repeats, time after time, the silly story that at Wannsee the extermination of the Jews was arrived at”, The Canadian Jewish News, 20.1.1982, P. 8

[221] Eberhard Jäckel, “Zweck der Wannseekonferenz umstritten”, Frankfurter Allgemeine Zeitung, 22.6.1992, P. 34

[222] Hans Wahls, Zur Authentizität des “Wannsee-Protokolls”, Publicação do Centro de Pesquisa para História Contemporânea, em Inglostadt, volume 10, Inglolstadt 1987; n atabela 5, P. 128, não foram apresentadas todas as versões comparadas de Wahls.

[223] U. Walendy, “Die Wannsee-Konferenz de 20.01.1942”, HT Nr. 35, Verlag für Volkstum und Zeitgeschichtsforschung, Vlotho 1988.

[224] R. Bohlinger, J. P. Ney, Gutachten zur Frage der Echtheit des sogenannten Wannsee-Protokolls und der dazugehöringen Schriftstücke, Deutscher Rechts- und Lebensschutz-Verband (Ed.)

[225] “Die Jahrhundert-Fälschung, das Wannseeprotokoll”, Huttenbriefe, Sonderdruck Junho 1992, como breve publicação do laudo acima de Bohlinger/Ney

[226] E. Nolte, Der Europäische Bürgerkrieg 1917-1945, Ullstein, Frankfurt am Main / Berlin 1987, P. 592;

[227] W. Maser, nota [83], P. 317 et. seq.

[228] Compare também Norbert Kampe, em: Mark Roseman, Die Wannsee-Konferenz, Propyläen, Berlin 2002, P. 157-164