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sexta-feira, 5 de junho de 2020

O conceito de Herói no mundo atual

“Para viver honrosamente é preciso cortar-se, confundir-se, lutar, enganar-se, começar e abandonar, e de novo começar e de novo abandonar, e lutar eternamente e sofrer privações. A tranquilidade é uma baixeza moral” – Tolstói
Neste mundo atual é difícil lembrar o que é um ato heroico, embora todos tenham certa intuição dele, mas desconhecendo sua essência e razão.
Primeiro, é preciso deixar de lado as ideologias quando se trata de catalogar um feito heroico, o que já é uma primeira dificuldade neste mundo unilateral. Tão heroico poderia ser reconhecer o missionário que morria martirizado por levar a comunhão em países comunistas, como o seria o comunista que lutava pelos direitos elementares dos trabalhadores em Nova York e que fora espancado e assassinado por capangas do patronado.
Também não podemos prender-nos só no feito em si. Curiosamente, se pode ser igual de herói morrendo ou matando. Heroicos eram os mártires jogados aos leões em Roma por não renunciar de sua fé, os pagãos vítimas das perseguições cristãs, como o soldado que conseguiu resistir ante forças muito superiores a custa de graves ferimentos ou morte.
Roubar é um delito, mas quando uma pessoa se arrisca a roubar sacos de arroz na Coréia do Norte para entrega-los a suas famílias famintas sabendo que depois disso será detido e torturado, também é um ato heroico.
Nem mesmo o risco ou dificuldade grave é algo por si heroico. Nos circos um equilibrista efetua atos perigosos sem que seja necessariamente algo heroico, enquanto que o mesmo e até algo menos arriscado, o fizera uma pessoa comum para salvar a uma criança em perigo em um precipício, sim o seria. Uma vida dedicada a ajudar os necessitados pode ser heroica sem ter posto em perigo a vida. Há vidas heroicas sem riscos mortais críticos.
Também não podemos olhar só a intenção ética ou elevada, um ato nobre e dedicado nem sempre é heroico, ainda que seja digno de admiração. Além disso, o mesmo feito pode ser ou não ser heroico segundo o contexto em que se realiza. Assim, o ataque de soldados, por muito nobre que seja sua missão, no front com metralhadoras, não se considera heroico pese o seu risco, enquanto que se o fizera um civil para salvar a alguém, sim o seria.
No dicionário Larousse é definido heroico como “Distingue-se pelo seu grande valor, fortaleza ou virtudes”, mas já temos visto que nem o valor, nem a fortaleza, nem as virtudes por si mesmas definem o heroico.
Realizar um atentado terrorista muito arriscado que precise de grande ousadia não é um ato heroico. Resistir às duras condições de trabalho de uma mina por décadas requer fortaleza, mas não ser um herói. Uma vida honrada, virtuosa e nobre é digna, mas não heroica.
Vista a dificuldade para definir precisamente o heroico, apesar de sua imediatez pelo sentido comum, é melhor ir antes ao seu significado literal: Vem do grego “Heros”, semi-deus, líder militar épico. Heroarquia é a base da palavra Hierarquia (“Hieros” em grego significa Sagrado, origem de Hierarquia).
Se analisarmos com cuidado esta origem veremos já uma das bases do ato heroico: deve ser um ato “espiritual”, no sentido de elevado em seu objetivo e feito, que corresponda a uma exigência interna ética e exemplar. É essa qualidade moral a que transforma as demais condições de extremo valor, risco, esforço, etc… em feitos heroicos.
Dito isso, como a palavra “espiritual” ou “moral” podem ser interpretadas mal hoje em dia, como se fora um tema exclusivamente “religioso”, penso que a melhor forma de entender o tema heroico é sob a explicação de Schopenhauer: Herói não é quem provoca atos materiais extraordinários mas quem provoca sua própria vida como um ato contrário ao Egoísmo utilitarista. O ato heroico é uma substituição da Vontade à Utilidade, e sempre é um ato TRÁGICO.
Ou seja, o heroísmo é combater o egoísmo e o utilitarismo até um grau excepcional. Desta forma, Schopenhauer concreta o que os gregos chamavam “Sagrado” (Hieros), pois combater de forma extrema o próprio egoísmo e utilidade é um ato “sagrado”, elevado, excepcional entre os humanos.
Neste sentido temos de diferenciar os Grandes Homens, artistas excepcionais, personagens históricos fascinantes, etc… do Heroísmo como tal.
É interessante analisar esta diferença pois hoje se combate por igual tanto os grandes homens e os heróis, estamos na era da vulgaridade. Carlyle em “Os Heróis” não sabe distinguir entre Herói e Grande Homem, de forma que sua leitura pode confundir ambos os termos. Assim, podemos ler em sua obra: “Hoje é comum acreditar que o culto ao herói, tal como o entendo, tem decaído, desaparecendo realmente. Nossa época parece negar a existência de grandes homens… Mostrar a nossos críticos um grande homem, um Lutero, imediatamente começam a aniquilá-lo, vulgarizá-lo, como dizem, não a venerá-lo mas a medi-lo para acabar diminuindo-o.”
É assim também com Lutero ou Cromwell, poetas como Dante ou Shakespeare, Napoleão, etc. São as vítimas dos biógrafos atuais, com o único interesse de desprezá-los e acusá-los de qualquer coisa, seja ou não verdade. Um exemplar perfeito deste tipo de biógrafo é o judeu Stefan Zweig, que sempre atua igual em suas biografias: não nega os grandes feitos de seus biografados, mas sempre indica que como pessoas eram desprezíveis, miseráveis, etc… Inventando-se ou falsificando sua vida pessoal, enquanto mantêm a obra externa intacta, para assim ocultar melhor seu objetivo de aniquilar o “Grande Homem”.
Mas uma coisa é um Grande Homem e outra um Herói. Portanto temos de julgar sempre o ato heroico segundo seu grau de Anti-egoísmo, seu grau de combate e oposição ao interesse próprio.
Desta forma, o militar que atua gloriosamente na luta nem sempre é um herói pleno, pode ter atuado por necessidade de sobrevivência, por desejo de vitória, por buscar honras ou recompensa…
O Santo que leva uma vida exemplar só será Herói pleno se não o faz pensando em sua salvação, em uma “recompensa futura após a morte”. Não é que, apesar desse “interesse”, não haja certo heroísmo no combatente extraordinário e no santo sublime, mas seu heroísmo será tanto mais puro quando menos motivações egoístas existam.
Neste sentido que León Degrelle me disse uma vez que era muito mais duro a luta em 1970 que no Front do Leste de 1944, por que no Front não havia outra saída, a luta era em parte para sobreviver, e ainda o contexto favorecia o heroísmo, quase todos lutavam ao máximo, o combatente se sentia estimulado ao heroísmo. Em 1970 nada estimulava ao sacrifício, sem esperança nem meios e em um contexto contrário em tudo. Degrelle foi um Herói não tanto pela sua excepcional luta no front militar, mas porque quando estava já a salvo na Espanha, ameaçado de morte em todo o mundo, sem esperança alguma de vitória futura, seguiu fiel à luta, escrevendo, efetuando atividades, considerando que o exilariam ou sequestrariam, como assim se tentou várias vezes. Então, sem nada a ganhar e muito a perder foi quando mostrou essa “alma ardendo” que lhe faz um Herói de verdade.
Nesse grau de anti-egoismo, podemos dizer que Cristo é o Herói por excelência, até para um ateu (mesmo sem acreditar em sua realidade histórica, mas como “ideia”), a ideia de Cristo é o sacrifício absolutamente voluntário de tortura e morte por amor à Humanidade, para “salvá-la”. É o anti-egoismo puro.
No caso de Rudolf Hess seu heroísmo puro se inicia quando podendo sair da prisão se renunciava a seus princípios e aceitava as acusações, como fizeram outros, se manteve firme e preferiu seguir toda a vida na prisão, isolado, torturado e em condições sub-humanas. Ali lustrou até a perfeição seu heroísmo interior.
Tolstói disse que a “tranquilidade é uma baixeza moral”, e Santa Teresa dizia que “o maior pecado é querer ser feliz”, Nietzsche, tão distanciado aparentemente destas ideias “cristãs”, na realidade as apoia, combate o rebanho, a vulgaridade, o comodismo, a vida de prazeres:
“Considerar o sofrimento como algo mau a ser abolido, é o acúmulo da idiotice.” (Para além do bem e do mal).
Quando se é perguntado qual é o seu objetivo na vida, cada vez mais são os que respondem “ser felizes” e a essência dessa “felicidade” é a ausência de dor, o cumprimento das necessidades (as “utilidades”) e a possessão de elementos representativos, materiais, capazes de dar esse prazer. E em todo caso satisfazer necessidades psicológicas como segurança e autoestima, sem nenhuma referência a cumprir algum Dever superior ou ação contra seu próprio interesse.
O tipo humano do Herói vive e ama tão intensamente a vida que não lhe importa impor-se uma tarefa superior, não-egoísta, dominar seu interesse, para dar a essa vida um sentido “sobre-humano”, como diria Schopenhauer, enquanto que o propriamente “humano” é o interesse próprio e o egoísmo.
Personagens que lemos nas sagas vikings, gregos que parecem impossíveis em Tucídides, espartanos nas guerras médicas ou romanos de uma fase da história da etapa Republicana, resistentes de Berlim sem esperança em 1945, são os heróis homéricos personagens ideais que refletiam uma realidade. Todos esses homens que parecem mais personagens de uma Tragédia Ideal (mesmo que seja real), que uniam a seu valor, seu sentimento e sua qualidade humana.
Nesta época de anões morais, de vendidos, quando todo Herói é apresentado como um louco, todo gênio é um orgulhoso perigoso, todo humano excepcional é uma suspeita que merece ser difamada, é quando devemos apreciar o Heroísmo em sua pureza.
Podemos sonhar no Herói, mas cuidado com o “Anti-Herói”, o bárbaro dos bueiros, o que é “especial” por sua miséria moral, o excêntrico do lixo, o que se crê diferente mas na realidade o é por baixo. Estamos na era dos anti-heróis, dos “famosos”, das figuras e milionários do “ter” sem “ser”. Cuidado com confundir Siegfried com uma mistura do alegre vicioso e o ousado negociador.
Nossos Heróis não buscam ganâncias mas sacrifício, não são masoquistas mas alegres heróis que buscam algo superior ao mero prazer pessoal.
Ramón Bau

A cosmovisão de um Nacional-Socialista

“O racialismo Nacional-Socialista não era contra as outras raças, era por sua própria raça. Isto apontava na defesa e melhoramento desta raça, e desejava que todas as outras raças fizessem o mesmo por elas próprias.”
Discutir o tema ou evitá-lo condicionadamente?
Corretamente definido e entendido, o Nacional-Socialismo é uma filosofia étnica que afirma que as diferentes raças e os diferentes povos que existem são expressões da nossa condição humana e que estas diferenças, esta diversidade humana, deveriam ser valorizadas da mesma maneira que nós valorizamos a diversidade da Natureza.
[…]
Em adição, a ética Nacional-Socialista – sendo baseada sobre o ideal de honra pessoal – significa e implica que nós, nacional-socialistas, devemos nos esforçar para tratar todas pessoas com cortesia e respeito, indiferente de sua raça e cultura. Isto só refuta a mentira de o Nacional-Socialismo ser “racista”, apenas como a verdade histórica da Alemanha Nacional-Socialista (como contrária às mentiras sobre a Alemanha NS) entendendo como honráveis e respeitosos foram genuínos nacional-socialistas com outras raças e culturas.
O autor sente desconforto diante de uma possível acusação de racismo. Se a doutrina racista prega a superioridade de uma raça sobre outra, isto está longe da perda de respeito por ela. Alguém estaria sendo racista em constatar que os negros são superiores aos brancos no quesito “corrida dos 100m rasos”? Eles deveriam perder o respeito pelas outras raças? – NR.
[…]
Assim, na Alemanha NS, grupos como os Muçulmanos e os Budistas foram reconciliados com todo o respeito e permitidos a praticar sua religião livremente. Nos anos de pré-guerra, a Alemanha NS ajudou a organizar um congresso mundial pan-islâmico em Berlim. A própria Berlim foi lar para florescentes comunidades muçulmanas e budistas, de muitas raças, e a Mesquita de Berlim sustentou orações até durante os anos de guerra, guardada por árabes, indianos, turcos, afegãos e pessoas de muitas outras raças. De fato, a Mesquita de Berlim foi uma das poucas, construída a sobreviver ao letal, indiscriminado, bombardeio e, embora danificada, estava claramente reconhecível como uma Mesquita entre o cascalho em volta. A Alemanha NS foi lar para exilados de muitas raças, incluindo respeitados indivíduos tal como Subhas Chandra Bose, líder do Exército Nacional Indiano, e Mohammed Amin Al-Husseini, o Grande Mufti de Jerusalém.. Ambos receberam suporte financeiro do governo alemão e ambos entusiasticamente colaboraram com Hitler. Havia também, claro, a aliança com o Japão e enquanto os Aliados – e particularmente os americanos – estavam engajando e disseminando derrogativa propaganda anti-japonesa (muitos membros das forças armadas americanas pensavam que os “japas” não eram humanos), os alemães estavam exaltando suas virtudes e consideraram eles como “companheiros de armas”. Enquanto os alemães condecoravam o Almirante Isoroku Yamamoto com uma de suas mais altas condecorações por conduta nobre, uma Cruz dos Cavaleiros com Folhas de Carvalho e Espadas, membros das forças armadas americanas cruelmente exterminaram soldados japoneses que se renderam.
Prática comum entre os mocinhos. Da mesma forma eles se comportaram em Katyn e também quando a guarnição de Dachau se entregou – NR.
Havia também, claro, as ligações entre a Alemanha NS, as SS e várias organizações muçulmanas e árabes. Por exemplo, a organização camisa-verde egípcia honrou tanto Mussolini quanto Adolf Hitler, enquanto Hassan Al-Banna, o fundador da Irmandade Muçulmana (a qual vive nestes dias em organizações como o Hamas), fez muitas observações complementares sobre Hitler. Havia também um golpe pró-Nacional-Socialista experimentado no Iraque, liderado por Rashid Ali.
Assim, enquanto os britânicos no Egito e Palestina estavam tratando os árabes como sujeitos conquistados, os alemães estavam tratando-os como iguais, como camaradas e respeitando sua cultura, e até hoje em lugares como o Egito, árabes apaixonadamente relembram seus encontros com os “nazistas”. Em fato, o Egito estava a tornar-se algo como um abrigo para nacional-socialistas depois da guerra, com centenas de antigos SS e oficiais alemães ajudando o governo anti-britânico do pós-guerra de Gamal Abdal Nasser, o qual estava associado com a Irmandade Muçulmana e era parente do editor egípcio que publicou a versão árabe do Mein Kampf. Estes SS e oficiais alemães incluíam o Major General Otto Ernst Remer, Joachin Däumling, antigo chefe da Gestapo em Düsseldorf, e o oficial SS Bernhard Bender, que alegadamente também se converteu ao Islã. Muito reveladas a todos, talvez, são as amigáveis relações entre a Alemanha NS, as SS e várias organizações judaicas. O oficial SS Adolf Eichmann era conhecido por ter viajado à Palestina nos anos antes da guerra onde ele encontrou colonos judeus, líderes judeus e agentes alemães. Suas relações com esses judeus foram sempre muito cordiais e amigáveis. De particular interesse é a tentativa, em 1941 (52 EH) pelo grupo judeu Irgun Zevai Leumi (conhecido pelos britânicos na Palestina como a gangue Stern) em colaborar com Hitler e a Alemanha: “Na condição de que o governo alemão reconheça as aspirações nacionais do Movimento pela Liberdade de Israel (Lehi), a Organização Militar Nacional propõe participar na guerra ao lado da Alemanha…” (Documento número E234151-8 no Yad Vashem em Jerusalém] O governo NS alemão, todavia, recusou-se a reconhecer tais “aspirações nacionais” judaicas, pois isto discordava com a política de seu aliado Mohammed Amin al-Husseini que era oposto ao estabelecimento de um Estado Judeu na Palestina. Assim, a tentativa de colaboração judia falhou.
Conclusão
Para citar o General da Waffen-SS Leon Degrelle:
“O racialismo alemão destinava-se ao redescobrimento de valores criativos de sua própria raça, redescobrindo sua cultura. Era uma procura pela excelência, um nobre ideal. O racialismo Nacional-Socialista não era contra as outras raças, era por sua própria raça. Isto apontava na defesa e melhoramento desta raça, e desejava que todas as outras raças fizessem o mesmo por elas próprias.
Foi demonstrado quando as Waffen-SS ampliaram suas fileiras ao incluir 60.000 islâmicos SS. As Waffen-SS respeitaram seu modo de vida, seus costumes e suas crenças religiosas. Cada batalhão islâmico SS tinha um Imã, cada companhia tinham um Mulah . Este era nosso comum desejo que suas qualidades encontrassem sua expressão máxima. Este era o nosso racialismo. Eu estive presente quando cada um dos meus camaradas islâmicos recebera um presente pessoal de Hitler durante o ano novo. Era um pendente com um pequeno Alcorão. Hitler estava condecorando-os com este pequeno presente simbólico. Ele estava condecorando-os com o que era o mais importante aspecto de suas vidas e de sua história. O racialismo Nacional-Socialista era leal à raça germânica e respeitava totalmente todas as outras raças.“[1]
Eu mesmo tenho procurado entender o sentido das nossas vidas, como seres humanos, e assim estudei, de primeira-mão num modo prático, muitas das maiores religiões do mundo – Budismo, Taoísmo, Hinduísmo, Cristianismo, Islã – como também filosofia de Aristóteles a Heidegger, literatura de Homero a Mishima e ciência de seus mais precoces começos.
Eu gastei longas horas, dia após dia, muitas vezes semana após semana e as vezes mês após mês, conversando com sábios muçulmanos, budistas e mestres taoistas, sacerdotes cristãos e teólogos, ascetas hindus e uma multidão de pessoas usuais de diferentes fés, culturas e raças. Minha real vida, minhas reais experiências entre diferentes culturas, diferentes fés, do mundo, revelou a verdade do Nacional-Socialismo: seu desejo de harmonia, honra e ordem. Minha própria vida, minhas experiências, meus escritos nacional-socialistas, expõem as mentiras da propaganda dos opositores do Nacional-Socialismo: aqueles engenheiros sociais que tem procurado, e os quais fazem esforço, através da usura de um vasto mundo consumidor-capitalista, em explorar este planeta e seus povos e assim destruir a diversidade e a diferença e tudo o que é nobre e evolucionário.
Um verdadeiro, genuíno nacional-socialista não anda por aí “odiando” pessoas de outras raças apenas como nacional-socialistas não são desrespeitosos aos costumes, religião, modo de vida de pessoas de outras raças.
Como eu havia escrito muitas vezes, nós, nacional-socialistas respeitamos outras culturas e povos de outras raças, porque nós sustentamos a honra. Honra significa ser civilizado; isto significa ter maneiras: ser cortês; contido em público e assim por diante. Honra significa tratar pessoas com cortesia e respeito, indiferente de sua raça e cultura.
Por que então os judeus não foram tratados com cortesia e respeito? -NR.
Nós, nacional-socialistas, expressamos a visão de que uma pessoa deveria estar orgulhosa de sua própria cultura e herança, respeitosa do modo de vida de seus ancestrais e que aceite que outros povos tenham um direito de serem orgulhoso de sua própria cultura e herança também. O ideal é trabalhar em direção ao mútuo entendimento e respeito.
Nosso dever, como arianos, é sustentar e nos esforçar para viver pelos nossos próprios valores arianos de honra pessoal e lealdade ao povo-etnia.
David Myatt
Fonte: Stormfront
[1] Leon Degrelle, The Story of the Waffen SS (palestra em 1982). Republicado no The Jornal of Historical Review, vol. 3, nr. 4, pág. 441-468

quarta-feira, 3 de junho de 2020

“Usa-se o antifascismo na ausência do fascismo para não serem anticapitalistas na presença do capitalismo”

O que explica o crescimento estrondoso do anticomunismo e do antifascismo nos últimos anos, quando não há nem fascismo, nem comunismo, em parte alguma do Ocidente? Segundo o filósofo Diego Fusaro, essas são estratégias de distração que o Capital utiliza para sustentar a própria hegemonia, enquanto idiotas úteis se digladiam nas ruas em defesa do status quo. Afinal, no Brasil, por que se protesta contra Bolsonaro, mas não contra Paulo Guedes?

Estou muito feliz que minha entrevista com o jornal El Confidencial tenha desencadeado um grande debate filosófico-político na Espanha. Devo agradecer, é claro, ao excelente jornalista Esteban Hernández por me dar esta oportunidade. A entrevista provocou um grande debate. O principal expoente da esquerda espanhola, Alberto Garzón, também interveio com algumas reflexões críticas, e tomou uma posição crítica em relação à minha entrevista. O assunto que tem provocado mais polêmica e reflexões contrárias tem sido o do fascismo e do antifascismo, bem como o problema do soberanismo populista de esquerda. Eu rapidamente começo com o primeiro problema e depois passo para o segundo.
É claro que a questão do antifascismo é absolutamente decisiva. Gostaria de resumir a questão da seguinte forma: na época de Gramsci ou Gobetti, limitando-nos ao contexto italiano, o antifascismo era indispensável e fundamental, e era, pelo menos em Gramsci, de função comunista, patriótica e contrária ao capitalismo. O problema, porém, surge quando o antifascismo continua a se desenvolver na ausência do fascismo ou, mais precisamente, quando o fascismo, se por essa expressão entendemos genericamente o poder, muda sua face.
Então, de Gramsci temos que passar para Pasolini para entender a questão. Pasolini nos anos 70 tinha compreendido perfeitamente que a nova face do poder não era mais a do clérigo-fascista, mas a do permissivo, consumista, hedonista. Pasolini disse que o “antifascismo arqueológico” era um álibi muito conveniente, que permitia, sem muito esforço, lutar contra o poder fascista, que já não existia, e não tomar posição em relação a nova face do poder: o poder consumista e hedonista. Esta era a função estratégica do antifascismo na ausência do fascismo, se quisermos colocar as coisas dessa forma.
Quanto aos grupos de jovens fascistas, Pasolini, nos “Escritos Corsários” afirma que “eles são paleo-ascistas e, portanto, não são fascistas”. Em que sentido? No sentido de que o novo fascismo era o da civilização consumista, um fascismo ainda mais totalitário que o anterior, um fascismo que conquistava almas, enquanto o velho fascismo, ao contrário, criava uma dissociação entre almas e corpos; usava-se o uniforme fascista, mas depois, quando ele era tirado o fascism ainda não havia afetado a alma, as pessoas ainda pensavam livremente, sendo talvez antifascistas na alma. Ao contrário, o novo fascismo do consumo, dizia Pasolini, é um fascismo realmente totalitário porque coloniza as almas e não permite a dissociação entre o uniforme e o coração, se quisermos chamar assim.
Acredito, nos passos de Pasolini, que hoje grande parte da esquerda não é mais vermelha, mas cor de rosa, não mais foice e martelo, mas arco-íris, usam o antifascismo na ausência do fascismo como álibi para não serem anticapitalistas na presença do capitalismo. De fato, grande parte da esquerda, que passou do internacionalismo proletário ao cosmopolitismo liberal, é verdadeira e totalmente capitalista, seu programa é o da “sociedade aberta” capitalista: abertura ilimitada do real e do simbólico, livre circulação de bens e pessoas, modernização avançada e, portanto, luta contra tudo o que se opõe à modernização capitalista, rotulado de “fascista”, “regressivo” e “antimoderno”.
Portanto, a esquerda, que não mais defende as idéias de Gramsci e Marx, mas defende diretamente o capital, pelo menos a maior parte dela, precisa manter vivo o antifascismo para se legitimar, para que a contradição não seja evidente; isto é, o fato de a esquerda ser antifascista, agora que o fascismo já não existe e não ser anticapitalista, agora que o capitalismo está avançando mais do que nunca. Ao contrário, usam o antifascismo como desculpa para aderir completamente ao “fascismo” da civilização consumista, ao trunfo invisível da economia de mercado. Estou pensando no caso francês onde a esquerda forma uma frente unida antifascista contra Le Pen para aceitar plenamente o “fascismo dos mercados” e a elite financeira Rothschild, representada pelo liberal Macron.
Este é o primeiro ponto fundamental. Se o antifascismo era uma questão indispensável na época de Gramsci, hoje torna-se álibi para aceitar o cosmopolitismo liberal, portanto, o verdadeiro antifascismo hoje é o anticapitalismo radical daqueles que ainda não venderam seus corações e mentes ao capitalismo dominante. Sobre o segundo ponto, é claro, em minha opinião, e não sou o único a apoiar esta tese – na Itália estou pensando, por exemplo, em Costanzo Preve ou, mais recentemente, em Carlo Formenti – que a luta de classes hoje envolve necessariamente a recuperação da soberania nacional contra os dispositivos globalistas do mercado, e passa pelo que o próprio Formenti chamou de “momento populista”.
Em suma, o conflito de classes é hoje o conflito entre uma classe cosmopolita líquido-financeira, por um lado, e as massas populares nacionais, por outro, estas últimas sofrendo os efeitos da globalização que defino como a “classe do precariado”, precarizada não só na esfera laboral, através do contrato de trabalho flexível e sem instabilidade, mas também no mundo da vida, do Lebenswelt, diria Husserl, porque de fato os dominados hoje não podem constituir uma família, ter estabilidade existencial ou participar ativamente da política como cidadãos do Estado soberano nacional.
Portanto, o conflito, hoje mais do que nunca, é obviamente uma luta entre uma “classe global” cosmopolita, líquida e financeira, que é de direita – se quisermos usar as antigas categorias – na economia, e de esquerda na cultura, e uma massa nacional popular que sofre com a globalização, constituída pela velha classe média precarizada e a velha classe trabalhadora atomizada reduzida às condições da precariedade. A classe dominante é, portanto, de direita na economia e de esquerda nos costumes e na cultura. De direita na economia porque assumiu o imperativo liberal: privatização, cortes nos gastos públicos, supressão dos direitos sociais do Estado de Bem Estar Social. Tudo isso está acontecendo através da dessoberanização da economia. Diz-se que o objetivo da “cessão de soberania” é evitar conflitos, na realidade é destruir os Estados soberanos nacionais como espaços das democracias de direitos sociais.
Não há na modernidade outra realidade para os direitos sociais e para as democracias fora dos Estados soberanos nacionais. É por isso que a expressão “pátria ou morte” de Che Guevara tem validade própria ainda hoje, porque não só reivindica a identidade contra o anonimato impessoal dos mercados, mas também porque reivindica a idéia de soberania nacional contra os processos de desenraizamento do globalismo capitalista. A classe dominante é de esquerda nos costumes e na cultura porque não fez seu o imperativo da esquerda anticapitalista de Gramsci ou Lênin, que na verdade repudiou, mas adotou o da esquerda cor de rosa de 1968, que identifica o comunismo com a liberalização individualista do consumo e dos costumes; ou seja, com a sociedade self-service dos consumidores individuais que têm toda a liberdade que podem concretamente comprar e se sentem livres como os átomos nietzscheanos, como super-homens com uma vontade de poder ilimitada, ou seja, concebem a liberdade como propriedade do indivíduo desenraizado em comparação com as comunidades liquidadas como autoritárias: a comunidade familiar, a comunidade política, a comunidade religiosa.
Este é o absurdo, a confusão que caracteriza o monstro do pensamento único dominante da elite capitalista, contra o qual, para recuperar um discurso de classe que protege os de baixo contra os do alto, o trabalho contra o capital, é preciso, obviamente, retomar o controle da economia. Este é o tema do belo livro de Fazi e Mitchell ‘Reclaiming the State’ [Retomando o Estado], que saiu em italiano com o título ‘Sovranità o Barbarie’ [Soberania ou Barbárie]. Hoje as classes dominadas não têm outra escolha senão recuperar completamente a soberania nacional, econômica, política e geopolítica e reintroduzir formas de luta de classes nos espaços do Estado soberano nacional, para que o Servo e o Senhor, nas palavras de Hegel, possam mais uma vez olhar no rosto um do outro, e o conflito de classes, impossível de ser realizado nos espaços globalizados, possa ser recuperado. Se quisermos colocar de outra forma, o Estado nacional soberano pode ser democrático e socialista.
A economia sem política e sem Estado nunca será democrática nem socialista, será sempre o húmus ideal para o capital cosmopolita, que é tudo menos socialista e democrático. Daí a importância do que eu chamo de soberanismo internacionalista e populista. Soberanismo porque a soberania nacional é plenamente recuperada como base para os direitos e democracias do socialismo e das conquistas sociais. Internacionalista porque não é o nacionalismo da direita reacionária, xenófoba e autoritária, é uma soberania internacionalista aberta às outras nações socialistas e democráticas, cria o internacionalismo proletário, como um dia foi chamado, que é o oposto tanto do nacionalismo individualista e reacionário quanto do cosmopolitismo liberal ao qual a esquerda cor de rosa vendeu sua cabeça e coração, como eu disse antes.
Por isso me parece importante recuperar o princípio da soberania internacionalista que tem como base o populismo entendido como uma teoria do povo e para o povo, como uma visão que se opõe aos processos de pós-democratização administrados pelas elites liquido-financeiras e reafirma o princípio do nacional-popular entendido à maneira gramsciana. Um populismo concebido não em sentido regressivo, ou seja, Trump para deixar claro, mas de forma emancipatória, como muito bem escreveram Laclau e Mouffe, um populismo de esquerda, se ainda quisermos usar essa categoria, um populismo cuja finalidade é a emancipação objetiva das classes dominadas e que tem como fundamento a democracia socialista. Este é o ponto fundamental que também aparece nas obras de Carlo Formenti. O paradoxo é que esse discurso, que em outros tempos teria sido chamado de leninista, marxista ou gramsciano, hoje a esquerda cor de rosa e arco-íris chama de fascista.
É um paradoxo porque obviamente estou me referindo a Gramsci, à democracia socialista, ao internacionalismo solidário, ao slogan de Che Guevara “Pátria ou Morte”, ao modelo de soberanismo solidário e internacionalista, às experiências bolivarianas na América do Sul: Chávez na Venezuela, Morales na Bolívia e todas as experiências de socialismo patriótico anti-americano e antiglobalista que, sem dúvida, não podem ser chamadas de fascistas. A categoria do fascismo, desse ponto de vista, nos introduz em um paradoxo lógico, hoje o fascismo é usado como uma categoria completamente a-histórica. O fascismo não é mais apenas e essencialmente o de Mussolini, que morreu em 1945. Hoje entendemos por fascismo, dou esta definição, tudo o que não é orgânico do pensamento único politicamente correto e eticamente corrupto, mais precisamente, o fascismo é, do ponto de vista do senhor cosmopolita “no borders” e da esquerda cor de rosa e arco-íris, tudo o que se opõe ao domínio da classe dominante, e lhes dou um exemplo concreto destes dias. Hoje uma das teses dominantes do senhor cosmopolita é a abertura de portos e fronteiras. Por quê? Porque o mundo inteiro deve ser reduzido a um espaço aberto e desregulamentado para a livre circulação dos bens e das pessoas coisificadas.
Por conseguinte, quem se opõe a essa visão, reivindicando a primazia do humano e do político, defendendo a necessidade de regular, pela primazia do político e da democracia, os fluxos, dos capitais, das pessoas, dos desejos de consumo, é automaticamente difamado como fascista pela esquerda cor de rosa, para quem tudo que seja incoerente com o senhor cosmopolita, de quem são os idiotas úteis, é fascista. O paradoxo é este, resumo-o assim, se difama tudo o que se opõe à ordem da classe dominante ‘sem fronteiras’, da classe dos globocratas do capital, que difamam como fascista a idéia de intervenção do Estado na economia, difamam como fascista o despertar das classes dominadas, dos oprimidos que, como disse Fichte, estão acima de qualquer autoridade que pretenda ser superior.
O povo é soberano, a democracia, afinal, é a soberania do povo que, para ser exercida, precisa de um Estado soberano onde o povo seja, por sua vez, soberano; sem soberania do Estado não pode sequer haver soberania no Estado, a soberania popular e, portanto, a democracia. A União Européia, está fundamentada exatamente nisso, eliminar a soberania dos Estados para aniquilar a soberania popular nos Estados e, portanto, aniquilar as democracias e os direitos sociais relacionados. Daí que o antifascismo está se tornando mais uma vez chave fundamental das classes dominantes e das esquerdas seguidistas, a fim de deslegitimar todas as propostas de renovação e democratização do espaço global.
O paradoxo é que hoje, como Orwell dizia, a relação entre nomes e coisas é subvertida, hoje a violência e perseguição do pensamento livre que caracterizava o fascismo emerge novamente sob o nome de antifascismo, na figura inédita das brigadas cor de rosa do antifascismo arco-íris e dos esquadrões que em nome do antifascismo atacam, muitas vezes não só metaforicamente, todos aqueles que não aderem ao verbo único politicamente correto da classe dominante.
Hoje, portanto, devemos tomar consciência disso e obviamente manter uma distância segura tanto do fascismo histórico, que já não existe, quanto do neoliberalismo cosmopolita falsamente progressista de hoje, ao qual também a esquerda se adaptou com o paradoxo que está diante de nossos olhos. Cada vez que a esquerda ventila o retorno do fascismo, ela cria uma “frente única” que legitima o cosmopolitismo liberal ou, como diria Pasolini, o novo fascismo da civilização glamorosa dos mercados.
Fonte: El Confidencial
Diego Fusaro
Analista político