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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

MANIFESTO DA REALIDADE



A iniciativa desse manifesto perpassa o momento atual e conturbado que o país vive com a exibição e desmascaramento da verdadeira face dos governos civis de esquerda, seja da esquerda tradicional, moderada ou social democrata.
Um breve resgate da história brasileira, nos explicita e nos faz constatar que nosso país a partir da década de 1980 foi atacado e tomado de assalto pela esquerda política, tomando espaços, estruturando a aplicação de suas agendas transformadoras e progressistas nas mais diversas áreas da sociedade.
O aparelhamento do Estado e seu consequente inchaço, as agendas revolucionárias silenciosas de Antônio Gramsci, as subversões dos teóricos da Escola de Frankfurt, o marxismo Cultural e porque não, o marxismo leninismo clássico se abancaram no Brasil pelas mãos de governos civis do PMDB, PSDB e PT, com apoio dos demais partidos de esquerda de menor expressão, mas que loteiam o cenário político partidário nacional de forma integral.
Com a tomada dos espaços e consequentemente, o aparelhamento com agentes e principalmente pela mentalidade e discurso de esquerda, assistimos mansamente nos últimos 30 anos a formatação e instalação da tão propagada e elogiada democracia socialista, a D.S.
Os primeiros governos civis de esquerda com o PMDB proporcionaram o tempo necessário para a organização das esquerdas no país, a partir dos governos do PSDB e PT, a implementação das agendas e as práticas, ditas para o avanço do país e da qualidade de vida da sociedade acabou no que estamos presenciando nos últimos meses com a Operação Lava Jato.
O socialismo, independente da vertente, seja clássica, progressista, social democrata, sempre será uma mentalidade esquerdista que busca sempre a implementação do socialismo, não aquele soviético, mas o socialismo mutado, pós derrocada soviética através do modelo social democrata, de Estado de Bem Estar Social e com um forte Capitalismo de Estado, sem contar a intervenção estatal na sociedade através da ditadura do legislativo e judiciário travestido e justificado através do discurso para termos uma sociedade democrática, legalista e justa.
Há 30 anos, através de agendas subversivas de teóricos marxistas do velho mundo, a esquerda brasileira substituiu a disciplina, o respeito, o civismo, a identidade nacional desenvolvida a partir dos governos de Vargas, com uma breve interrupção durante os governos de JK, Jânio e Jango, até o famigerado retorno do pluripartidarismo, das esquerdas revolucionarias derrotadas pelo contra golpe de 1964 e a fundação da Nova República(Socialista?), pelas esquerdas renovadas e maquiadas de democratas e arrependidos da revolução mal fadada durante os anos 60/70.
Paulatinamente, fomos enganados com a implementação da liberdade, igualdade, dignidade social, participação popular, direitos para todos...inicialmente através da agenda de Estado de Bem-Estar Social dos governos tucanos de FHC e posteriormente com o petismo, somando as agendas do Foro de SP e seu projeto da Pátria Grande para a sociedade latino-americana.
Enquanto a sociedade se inebriava com tanto romantismo filosófico político, que as esquerdas trouxeram e despejavam como uma nova realidade e verdade absoluta, essa mesma sociedade desconhecia os objetivos dessas agendas, propostas e objetivos dessa esquerda tão benevolente com os cidadãos.
Destruíram o pouco que tínhamos de identidade e sentimento nacional, revisionaram a história nacional, transformaram e fabricaram uma sociedade pautada no socialismo global, no Estado de Bem-Estar Social, uma falácia que jamais poderá dar certo em um país de 3º mundo e sem riqueza, já que esta proposta só pode ter sucesso onde a riqueza já exista.
Ensinaram como profetas que a meritocracia, o esforço individual para progredir e o conhecimento são atos criminosos dentro de um Estado que prega igualdade de desiguais...algo impossível de ser feito, que equipara pobreza com desigualdade, ou seja, redistribuir como Robin Hood o resultado do trabalho de alguns para quem eles pensam que são desiguais, assim acabando com a desigualdade econômica, mero engodo.
O Socialismo, o marxismo não acabou com a falência soviética e a queda do muro de Berlim, mutou-se, se reorganizou, se reinventou através de formação de blocos políticos econômicos e um novo discurso e nomenclaturas, acrescidos de revisionismo histórico com a ajuda da mídia e do sistema de ensino, lotado de agentes do antigo movimento derrotado e de formados e preparados para propagar as falácias dessa nova esquerda que repugnava os termos “Socialismo, Marxismo...”e que estava intimamente ligado aos líderes e mentores da implementação do projeto socialista não apenas para o Brasil mas para o continente, incluindo o maior rival da esquerda, os EUA, através de seguidos governos do partido Democrata, que não passam de meros socialistas sociais democratas de linha Fabiana, tão comum no hemisfério norte.
Desenvolveram uma mentalidade segmentada das capacidades intelectuais, que quando se encontra com a pratica da dita liberdade e igualdade implementada pelos discursos de nossos políticos de esquerda, assistimos o espetáculo da “Teoria dos Conflitos”, onde ninguém pode ser mais ou menos que o outro, onde a ignorância intelectual tenta trazer para o seu patamar raso discussões e assuntos que não estão em sua alçada, mas afinal, ensinaram que todos são iguais e tem direito de discutir e opinar sobre qualquer coisa, mesmo não tendo bagagem para tal, e uma sociedade segmentada e em conflito permanente favorece a quem?
Diante desse cenário não podemos excluir a visão quanto a prática e atuação do judiciário. O judiciário exerce a função didática de orientação da sociedade. No momento em que os magistrados claudicam em relação a essa finalidade, havendo notoriamente a aplicação da ótica do direito marxista pelo judiciário e o Estado e classe política tendo como base essa visão marxista de sociedade/Estado, acaba por colocar a sociedade a mercê da mentalidade e projeto ideológico em pratica e plena vigência.
E mais, o judiciário utilizando como justificativa a “Dignidade da pessoa humana”, como panacéia, como se dignidade fosse medida e afirmada pela análise do materialismo histórico marxista incutido desde os bancos acadêmicos nos agentes do direito, nos faz constatar o avançado estagio de socialização ideológica no país e explicitando o quão sensível e imperfeita é a estrutura da democracia, já que pratica-se e implementa-se de forma permanente e sutil a utopia socialista de Prestes, Olga, Marighela, Brizola e da neo-esquerda social democrata.
Como mencionado anteriormente, o país e sua estrutura democrática foram tomadas de assalto pela esquerda através de inúmeros partidos que compõe a colcha de retalhos que é a esquerda, forma essa de abrigar e realocar seus agentes e se multiplicar para assim ocupar e manter os espaços da estrutura do Estado.
Após essa tomada em 1985, não podemos deixar de destacar que a “Constituição Cidadã” de 1988 foi escrita pela maioria de parlamentares todos da esquerda, o que torna inviável que a carta magna seja efetivamente imparcial ideologicamente e democrática como vem sendo propagado, já que “democracia é governo para todos e não de todos”.
Temos sim uma constituição marxista, pouco regulamentada e que é utilizada para justificar discursos do legislativo e judiciário quando na verdade o instrumento mais utilizado são medidas provisórias, emendas, estatutos criados pós promulgação da constituição. Constituição Federal essa que já não conta com a necessária legitimidade primária, tendo em vista que o legislador constituinte originário estabeleceu a nova ordem legal para o país e os legisladores constituintes derivados, usurpando a competência daquele primeiro, já redigiram outra ordem constitucional, considerando-se termos, de 1988 para cá, 2016, NOVENTA E TRÊS EMENDAS!
Que república federativa, que Estado democrático de direito é esse que na teoria prega uma coisa e pratica outra...nosso federalismo praticado às avessas transformou a república em um modelo feudal pós moderno, transformando o governo federal nas suas três esferas de poder em uma casta de nobres acima do bem e do mal, dando os piores exemplos de morosidade, imoralidade e aplicação de projeto ideológico de poder para a sociedade, e quando surge um vocacionado a aplicar a lei com a imparcialidade e isonomia tal como deve sê-lo, os incautos tentam intimidá-lo e castrar-lhe a dignidade com a qual enverga a toga.
Não obstante o inteiro teor do parágrafo único do artigo 1º da Constituição Federal:
Art. 1º - ... Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição; o legislador constituinte enxertou a semente socializante pré-pensada na América Latina, vez previu no parágrafo único do artigo 4º: “A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações."
Essa previsão inclusive vai de encontro ao fundamento primeiro anunciado no artigo 1º, inciso I da Constituição Federal, que garante a SOBERANIA NACIONAL como base brasileira.
Observamos que após a deflagração da Operação Lava Jato, a sociedade brasileira passou de alguma forma a ver e atuar no que tange a pratica da cidadania, de maneira diferenciada comparado as décadas anteriores, que tiveram no “Impeachment” de Fernando Collor nos anos 90, uma mobilização popular integralmente formada pelos movimentos sociais e militância de esquerda e no caso “Mensalão” nem mobilização popular houve, já que  naquele momento a euforia do plano real e a preocupação de manter a inflação controlada, a sociedade se omitiu e depositou na mão do judiciário, teoricamente, à última trincheirada da sociedade a solução deste caso que hoje configura ser um breve ensaio de uma estrutura criminosa draconiana que ainda hoje vem se revelando.
Diante desse quadro, onde temos uma sociedade fabricada e deformada pelas agendas da esquerda política em prol da perpetuação de governos de esquerda e constatado que o país não tem nenhuma representação legitimamente de “direita”, tendo nosso país sofrido duas tentativas de tomada de poder pela esquerda, a primeira em 1935 com Prestes e sua revolução bancada pela União Soviética sufocada por Vargas e prevenida através da constituição de 1937 explicitada no artigo 1º dessa Constituição e em 1964, quando já se anunciava até a proclamação da República Socialista Brasileira por Marighela, conclui-se que o país já vive sem sentir explicitamente uma ditadura socialista maquiada de democracia, justificada por ter os Três Poderes funcionando, porém com um executivo de esquerda, um legislativo formado por políticos de partidos de esquerda e um judiciário em sua maioria, aplicando o direito marxista e outras vertentes do direito também teorizados por ideólogos e doutrinadores marxistas, as ferramentas democráticas são ineficazes e insuficientes para frear essa ditadura que tanto o poder quanto a mídia aparelhada, por obvio, jamais assumirão existir.
E contra isso o único remédio constitucional, legal e justo é o desmanche dessa estrutura na sua totalidade e o resgate da democracia entregue aos civis de esquerda, sem guerrilheiros, corruptos quadrilheiros e com a sociedade moralizada.
Não é como se debate, com trocas de sistema de governo, reformas legislativas e outras tantas ideias enfadonhas e sem fundamento que se retoma a democracia na plenitude e quando se trata de realmente mudar para melhor, não existe remédio doce.
Conclui-se após longo estudo e analise política, histórica e legal que apenas uma intervenção Constitucional aos moldes de 1964, com o apoio popular consciente e maciço, já que o poder nacional a eles pertence e não aos seus representantes, formando uma união de resgate da verdadeira democracia e da sociedade organizada do país, poderemos combater e encerrar o ciclo socialista, independente da vertente que esteja no poder, para assim evitarmos estragos maiores da esquerda, na política, economia e principalmente na sociedade, quanto à sua formação humana.
Assim, agradeço a oportunidade de poder participar desse tão importante colóquio em prol da nação brasileira, porque, tal como inscrito na parte preambular da Constituição Federal brasileira, nós, por representação, nos reunimos na Assembleia Nacional Constituinte de 1988 para instituir um Estado Democrático de Direito, "destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de toda a sociedade brasileira e não tão somente de alguns poucos apátridas.

Obrigado!

Por Marlon Adami, professor, historiador e filosofo político.


Brasília, 1º de dezembro de 2016