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    segunda-feira, 24 de setembro de 2012

    MARXISMO FABIANO NO BRASIL E NO MUNDO



    O FABIANISMO E O IMPÉRIO MUNDIAL

    Sérgio Augusto de Avelar Coutinho 
    O Fabianismo é uma doutrina e um movimento político-ideológico socialista democrático, reformista e não-marxista, de concepção inglesa. Teve origem na Fabian Society fundada em Londres no final de 1883 e início de 1884 por um grupo de jovens intelectuais de diferentes linhas socialistas, com o propósito de reconstruir a sociedade com o mais elevado ideal moral possível. Objetivamente tinha a finalidade de promover a gradual difusão do socialismo, entendido como fim das injustiças econômicas e sociais da sociedade liberal, burguesa e capitalista. Mas, ao mesmo tempo rejeitava a doutrina marxista e, especialmente, a transformação pela revolução violenta. A idéia era a de que a transição do capitalismo para o socialismo poderia ser realizada por meio de pequenas e progressivas reformas, dando início ao socialismo no contexto da sociedade capitalista.
    Embora os primeiros fabianos ainda sofressem influência do marxismo, os seus conceitos de economia não eram de Marx, mas de John Stuart Mills e Willian Stanley Jevons. Afirmaram que o utilitarismo, há tanto tempo usado para sustentar o individualismo, realmente, nas modernas condições, aponta para uma crescente intervenção estatal na economia para promover a maior felicidade de um maior número. Contradizendo os marxistas, o Estado não é um organismo de classe a ser tomado, mas, um aparelho a ser conquistado e usado para promover o bem-estar social. Os fabianos, portanto rejeitam o socialismo revolucionário.
    Os membros da “Fabian Society”são principalmente intelectuais, professores, escritores, e políticos. Foram os principais fundadores Edward R. Pease, o casal Sidney e Beatrice Webb, George Bernard Shaw, H.G. Well outras destacadas personalidade. Efetivamente, a Fabian Society tem sido sempre um grupo de intelectuais.
    Seu proselitismo, em determinadas questões, segue uma política de “permeação” das suas idéias socialistas entre os liberais e conservadores. Tentam convencer as pessoas por meio de uma argumentação socialista objetiva e racional em vez de uma retórica passional e de debates públicos.
    Acreditam que não existe uma separação nítida entre socialistas e não socialistas e que todos podem ser persuadidos a ajudar na realização de reformas para a concretização do socialismo.
    Com as adesões de Bernad Shaw (1884) e de Sidney Webb (1885), a sociedade começou a assumir seu caráter próprio, vindo a se tornar efetivamente socialista a partir de 1887.
    Em 1889, sete membros fundadores redigiram um livro que levou o nome de Fabian Essays in Socialism (Ensaio Fabiano sobre o Socialismo), resumindo as bases doutrinárias da Sociedade.
    Sidney Webb e Bernad Shaw, repudiando o marxismo, reconheciam que o desenvolvimento promovido pelo “laisser faire” (o capitalismo liberal) correspondia também a uma intervenção do Estado em defesa do trabalhador ou, pelo menos, na melhoria da qualidade e condições de vida. A legislação sobre salários, condições e jornada de trabalho e a progressiva taxação dos ganhos capitalistas é um meio inicial de realizar a eqüitativa distribuição de benefícios. O passo seguinte na direção do socialismo, em termos de reformas sociais mais profundas, será a adoção da propriedade e administração estatais das indústrias e dos serviços públicos. Recomendam também a criação do “imposto único”.
    Os fabianos são realistas e procuram convencer todas as pessoas, independentemente da classe a que pertencem e com argumentos lógicos, que o socialismo é desejável e que melhor realizará a felicidade humana.
    A Sociedade Fabiana não se dispôs a se organizar em partido, permanecendo sempre como um movimento. Entretanto, em 1906 um grupo de fabianos e sindicalistas fundaram o Labour Party (Partido Trabalhista Britânico) que adota o fabianism como uma das fontes da ideologia partidária.
    Em 1945 o Labour Party chega ao poder na Grã-Bretanha expandindo o fabianismo. O Partido no governo consegue realizar quase todo o ideário dos fabianos.
    Atualmente, a Fabian Society atua principalmente como um centro de discussão intelectual, de propaganda e de difusão do socialismo democrático e como uma referência na Grã-Bretanha para os socialistas, em especial de classe média, que não desejam comprometer-se com o Labour Party.
    Antes da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), os fabianos tinham pouca preocupação com o movimento socialista em outros países. Durante o conflito adotaram até uma posição nacionalista exacerbada.
    Na prática política, parece que os fabianos não têm dificuldade de entendimento com os socialistas revolucionários podendo apóia-los ou com eles fazer alianças, particularmente para atingirem algum objetivo intermediário.
    Em termos de internacionalismo, o fabianismo tem sido sempre considerado a ala direita do movimento socialista. Ideologicamente, coloca-se em posição intermediária entre o capitalismo democrático e o marxismo revolucionário. Com esta posição, em 1929, o movimento Fabiano se propõe como a Terceira Via, identificação ambígua quando, na propaganda política, não vem acompanhada de uma definição clara e ostensiva. Após o colapso da União Soviética em 1991, o apelo sedutor da Terceira Via voltou à cena para atrair as esquerdas desorientadas e os intelectuais idealistas sempre sensíveis às novidades.
    Repudiando o conceito de luta de classes, os fabianos em geral reconhecem que a lealdade ao seu próprio país vem antes do que qualquer lealdade ao movimento internacional do proletariado. Isto não impede que Bernard Shaw, em discordância com a atitude nacionalista Fabiana, fosse a favor de uma unificação do mundo em unidades políticas e econômicas maiores. Determinados fabianos realmente manifestaram a aspiração de um Estado mundial do tipo tecnocrático, cujo germe deveria ser o Império Britânico, com a função de planejar e administrar os recursos humanos e materiais do planeta. A este respeito, chama a atenção as relações de afinidade, se não de filiação, entre os fabianos e círculos mundialistas anglo-saxões como o Royal Institute of Internacional Affais (inglês) e o Council on Foreign Relations (norte-americano), criado em 1919.
    Provavelmente, foi a partir do conhecimento desta idéia de império mundial, da existência de relações dos fabianos com intelectuais e políticos norte-americanos e da atuação de certas organizações não-governamentais nos EUA que o senhor Lyndon H. La Rouche Jr. engendou a teoria conspiratória de um eixo Londres-Nova Iorque da oligarquia financeira internacional para a criação de um império mundial de língua inglesa, com a supressão dos estados nacionais.
    Entre as organizações não governamentais norte-americanas está uma denominada Diálogo Interamericano, fundada em 1982, cujos integrantes são notáveis personalidades “permeadas” pelo socialismo Fabiano.
    Foi por intermédio do Diálogo Interamericano que o Sr Fernando Henrique Cardoso se uniu em 1992 ao movimento Fabiano tendo tentado atrair também o Sr Luiz Inácio Lula da Silva.
    O DIÁLOGO INTERAMERICANO (DI)
    A eclosão da Guerra das Malvinas em abril de 1982 e o agravamento da crise da dívida dos países latino-americanos trouxeram preocupações a um grupo de políticos, empresários, economistas e intelectuais norte-americano provavelmente “permeados” pelo fabianismo e integrantes de uma entidade privada internacional denominada Comissão Trilateral. Três seminários foram realizados, entre junho e agosto de 1982, sob patrocínio do Centro Acadêmico Woodrow Wilson para examinar a situação no Continente que, segundo entendiam decorria, em primeiro lugar, da existência de regimes militares autoritários na América Latina. A situação se completava com a declaração da moratória do pagamento da dívida externa do México e com os movimentos revolucionários comunistas na América Central (Nicarágua, Costa Rica, Honduras, El Salvador e Guatemala).
    Em conseqüência, em outubro de 1982, foi criada a entidade privada internacional Diálogo Interamerican (DI), com a participação de personalidades da Trilateral (Robert Mc Namara, Cyrus Vence, George Schultz, Elliot Richardson e outros) e de 48 representantes da América Latina, inclusive seguidores da Teologia da Libertação. Fernando Henrique Cardoso foi um dos fundadores do DI.
    Os temas que o Diálogo Interamericano procurou forçar ou induzir a se submeterem os governos da região são trazidos da Trilateral, temas que também esta procura introduzir na política oficial dos EUA. A idéia de inspiração fabiana parece ser a de promover uma ampla abertura política nos países latino-americanos, muitos ainda sob regime militar autoritário, para dar espaço e condições para o restabelecimento da democracia e, conseqüentemente, para abrir caminho à transição para o socialismo reformista.
    Para tanto, haveria necessidade de remover os obstáculos existentes; de imediato, as forças armadas daqueles países. As sugestões ou exigências do DI foram levadas à execução por um empreendimento denominado Projeto Democracia (1982):
    • Submissão das forças armadas ao controle político civil;
    • Participação das forças armadas no combate ao narcotráfico;
    • Criação de uma força militar multinacional para intervir em favor da paz no caso de conflitos regionais e de violação dos direitos humanos;
    • Direitos Humanos;
    • Conceito de soberania limitada (direitos humanos e meio ambiente);
    Em uma reunião realizada em 1986, foram feitas algumas outras recomendações:

    • Legalização ("descriminização" seletiva) de certas drogas;
    • Direito da URSS se manifestar sobre assuntos Ocidentais;
    • Criação de uma “rede democrática” com poder de se opor, tanto aos comunistas, quanto aos militares da Região;
    • Reduzir a participação dos militares nos assuntos de natureza civil.
    Alguns membros mais radicais de orientação Fabiana defendem também a criação de um tribunal internacional para julgamento de pessoas acusadas de violação de direitos humanos, inclusive com a revisão da anistia de que se tenham beneficiado militares que lutaram contra a subversão comunista em seus países.
    O Diálogo preocupou-se ainda com um problema considerado de segurança nacional: as imigrações desordenadas de latino-americanos para os Estados Unidos. Considerou que o controle da natalidade nos países do Terceiro Mundo seria a única solução para evitar a descaracterização da cultura americana. Note-se que a lealdade nacional é mais forte do que o internacionalismo Fabiano.
    Após a derrocada da União Soviética, o DI passou a recomendar o acolhimento dos comunistas em postos do governo, uma espécie de “esquecimento e pacificação” ou de “coexistência dos contrários”.
    Em apoio ao Projeto Democracia, duas outras entidades foram criadas. A primeira (1983), National Endowments for Democracy – NED (Fundo Nacional para a Democracia), se organizou para constituir e prover recursos financeiros para o projeto. Recebe contribuições de fundações (Rockefeller e outras) e, segundo La Rouche, subsídios do Congresso dos EUA. Os recursos são repassados a organizações não-governamentais (ONG), partidos políticos, sindicatos, jornais, programas universitários e a toda organização e movimento que possa difundir e contribuir para a realização dos objetivos do Projeto Democracia.
    A outra entidade, a Comissão Bipartidária Nacional (1984), também conhecida como “Comissão Kissinger”, foi criada para tratar especificamente da situação revolucionária da América Central, relacionada com o confronto Leste x Oeste da Guerra Fria na época.
    O fabianismo entrou no Brasil com Fernando Henrique Cardoso e as teses do Projeto Democracia foram por ele implementadas principalmente após a sua eleição a Presidente da República em 1992.
    A sua reeleição em 1996 representou, coincidentemente, o continuísmo dos laboristas fabianos ingleses em outras terras.

    O FABIANISMO NO BRASIL

    O Fabianismo chegou ao Brasil com Fernando Henrique Cardoso, retornando ao país, depois de seu asilo político na Europa, com seus companheiros do chamado grupo de São Paulo, todos ex-militantes da Ação Popular Marxista-Leninista.
    Asilado na Europa, depois de ter passado pelo Chile, Fernando Henrique Cardoso reformulou suas crenças marxistas e passou a pretender filiação junto à Internacional Socialista (oriunda da II Internacional).
    A iniciativa coincidia com o esforço de Leonel Brizola em 1978/79, ainda asilado, para juntar-se à Internacional Socialista na Europa. Com ousadia e persistência, aproximou-se dos expoentes socialistas europeus, particularmente de Mário Soares, do qual conquistou o apoio e a amizade. Miguel Arrais e Fernando Henrique tudo fizeram para neutralizar o ex-governador, inclusive com a elaboração de um dossiê depreciativo que FHC entregou a Mário Soares. Nada adiantou; na reunião da Internacional Socialista em Viena (1979), a organização, por unanimidade, fez opção por Brizola. “... na platéia, derrotados, Fernando Henrique Cardoso e Miguel Arrais assistem ao vitorioso, discursando na condição de líder brasileiro da social-democracia e representante oficial da organização no Brasil” (Luiz Mir, A Revolução Impossível, pág 689 a 691).
    O insucesso levou Fernando Henrique a se aproximar do movimento fabianista. Em 1982, participou da reunião de fundação do Diálogo Interamericano com sede nos EUA.
    Ao retornar do seu auto-exílio em 1979, Fernando Henrique Cardoso e os seus correliigionários do grupo paulista ingressaram no partido do Movimento Democrático Brasileiro onde, com outros anistiados de esquerda constituíram a ala dos “autênticos”. Participaram da Constituinte de 1987/88 onde o grupo de FHC desempenhou ativo papel na tentativa de implantar o socialismo e o parlamentarismo no Brasil.
    Na Constituinte, é interessante notar a convergência das esquerdas reformistas e revolucionárias, todas procurando ampliar ao máximo as franquias democráticas.
    Logo após a Constituinte (1988), o grupo de Fernando Henrique e diversos outros “autênticos” divergiram e saíram do partido, fundando o PSDB, Partido da Social Democracia Brasileira. Estava assim criada a organização política do fabianismo no Brasil.
    Em 1992, o Senador Fernando Henrique participou da reunião do Diálogo Interamericano de Princeton, para a qual convidou Luiz Inácio Lula da Silva e alguns outros membros do Partido dos Trabalhadores.Para o Diálogo, o desaparecimento da União Soviética tinha deixado as esquerdas revolucionárias da América Latina sem base de apoio. Entretanto, reconhecia que sua organização e capacidade de mobilização ainda poderiam ser úteis para o programa pretendido pela entidade. Podemos aduzir que o PT, como partido laborista, tivesse muita afinidade com o fabianismo, daí porque estava sendo atraído. O primeiro ponto de uma ação comum foi a opção pela via eleitoral, buscando-se o abandono da violência armada. Lula já comprometido com oForo de São Paulo, concordou com o programa mas não se filiou ao Diálogo.
    Em 1994, FHC se elegeu Presidente da República. Na condução política da sua administração e nas relações com o Congresso, onde não tinha maioria, usou o poder e certos recursos autoritários. Valeu-se descontraidamente das Medidas Provisórias fugindo das resistências parlamentares. Sem muito esforço, mas com uma eficiente e convincente negociação individual com os parlamentares, conseguiu emenda à Constituição, quebrando a antiga e prudente tradição republicana que não permitia a reeleição do Presidente da República.
    Para assegurar o segundo mandato, Fernando Henrique tratou de manter a estabilidade monetária e o Plano Real que já lhe havia garantido a eleição de 1994.
    Para pagar dívidas públicas, o serviço desta dívida e remunerar investimentos financeiros, foi buscar recursos num vasto e discutível programa de privatizações.
    A esquerda de oposição lhe fez e faz ferina crítica, estigmatizando-o de “neo-liberal”, não tão grande ofensa para um socialista Fabiano.
    Com relação às recomendações do Diálogo Interamericano, expressas no Projeto Democracia, podem ser citadas as seguintes realizações de Fernando Henrique Cardoso:
    1) Abertura democrática, com franquias, ampliadas e garantidas na Constituinte, com o trabalho de FHC nas comissões e de Mário Covas no Plenário.
    2) Acolhimento dos comunistas, primeiro no Partido, depois nos cargos de governo e, finalmente, com indenizações das famílias de terroristas mortos pela “repressão”, de início limitadas às dos que morreram nas prisões e agora generalizadamente. 
    3) Afastamento sumário do serviço público ou veto de nomeação de qualquer pessoa acusada de torturador ou de ter pertencido a órgãos de segurança durante o governo dos militares presidentes. A demissão ou veto era imediato, sem qualquer apuração formal ou de provas das acusações, num ato ilegal de restrição à Lei de Anistia.
    4) Submissão das Forças Armadas ao controle político civil, com a criação do Ministério da Defesa, afastando os militares de participação e influência nas decisões nacionais, inclusive nos assuntos de segurança. Foi aventada também a criação de uma Guarda Nacional para retirar do Exército ou restringir a sua destinação constitucional de defesa da lei, da ordem e dos poderes constituídos. Não dispondo de recursos para tal projeto, a iniciativa ficou limitada à criação de um segmento fardado da Polícia Federal, subordinada ao Ministério da Justiça.
    5) Uso e suporte às Organizações Não-Governamentais de inspiração e de ligação a entidades internacionais fabianas e outras, com transferência de funções públicas e de recursos governamentais, particularmente nas áreas de educação, saúde, segurança pública, meio-ambiente, direitos humanos e complementação social. Foi promovida uma “ampliação do Estado” que daria inveja a um projeto concebido por Antônio Gramsci.
    Fernando Henrique é seguidor dos conceitos da Terceira Via participando das idéias de um “consenso internacional de centro-esquerda”, acompanhando a posição de Anthony Giddens (teórico da Terceira Via), Tony Blair (líder trabalhista inglês), Lionel Jospin, Bill Clinton, De La Rua e Schöreder.
    O governo FHC (1994-2002) deixou ao País com gravíssimos problemas sociais e econômicos pouco tendo feito para a realização da transição para o socialismo. As lentas e progressivas transformações são próprias do processo reformista Fabiano. Portanto, não se fale de fracasso, porque a semente desta vertente social-democrática está plantada e aparentemente, superou no País, a linha da Internacional Socialista representada pelo decadente Partido Democrático Trabalhista de Leonel Brizola.
    Por outro lado, o movimento fabianista pôde e pode realizar, em determinados momentos, um papel subsidiário da esquerda revolucionária. Muitos aspectos da concepção pragmática do fabianismo coincidem com certos processos gramscistas de mudanças pacíficas e progressivas para conquistar a sociedade civil e enfraquecer a sociedade política. Depois de 1980, os dois fatos novos mais significativos ocorridos nas esquerdas no Brasil foram as presenças do fabianismo reformista e do gramscismo revolucionário.
    Terminado seu governo, Fernando Henrique Cardoso agora é “homem do mundo”, promovido e “badalado” pelos movimentos e organismos da esquerda internacional. Lembro um pouco Bernad Shaw, um dos fundadores do fabianismo na Inglaterra, marxista reformado que se transformou em socialista reformista. A diferença fica na retórica vazia e na produção literária reduzida do intelectual brasileiro.
    Apesar de tudo, FHC voltará; pessoalmente ou representado, mas voltará.
    xxxxxxxxxxxxxxxxxx
    Artigo extraído do livro "Cadernos da Liberdade"
    Autor: Gen Sérgio Augosto de Avellar Coutinho
    O livro pode ser encomendado pelo telefax: (31) 3344-1500 ou e-mail : ginconfi@vento.com.br Valor:R$ 25,00

    Marxismo Cultural: Efeitos do Marxismo Cultural na Grã-Bretanha

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    quarta-feira, 12 de setembro de 2012

    OS JUDEUS E O COMUNISMO


    JudaicoComunismo1
    Principais judeus envolvidos com o comunismo
    Karl Marx (Formulou a ideologia comunista)
    Lenin (Ditador Comunista)
    Trotsky (Leon Bronstein, comandante do Exército Vermelho)
    Djerjinski (Fundou a Tcheká; depois NKVD, depois KGB)
    Olga Bronstein (oficial da polícia secreta, irmã de Trotsky e esposa de Kamenev)
    Genrikh Yagoda (chefe da polícia secreta soviética, comandante de assassinatos em massa)
    Matvei Berman e Naftaly Frenkel (fundadores dos campos Gulag)
    Lev Inzhir (comissário de administração de campos de concentração Comunistas)
    Boris Berman (oficial executivo da polícia secreta e irmão de Matvei)
    Firin, Rappoport, Kogan, Zhuk (chefes dos campos de concentração e trabalho escravo)
    M.I. Gay, Slutsky, Shpiegelglas e Isaac Babel (comandantes da polícia secreta)
    Aleksandr Orlov (Leiba Lazarevich Feldbin, comandante do Exército Vermelho, oficial da polícia secreta, chefe de segurança Soviética na Guerra Civil Espanhola)
    Yona Yakir (general do Exército Vermelho, membro do comitê central)
    Dimitri Shmidt (general do Exército Vermelho)
    Arseni Raskin (comandante do exército vermelho)
    Sergei Eisenstein (diretor de filmes de propaganda Comunista)
    Julius Rosenwald (fundador da KOMZET)
    Ilya Ehrenburg (ministro de propaganda Soviética)
    Mark Donsky, Leonid Lukov, Yuli Reisman, Vasily Grossman e Lillian Hellman (cineastas propagandistas Soviéticos)
    Mikhail Gruzenberg (Borodin) e A.A. Yoffe (comissários do Partido Comunista)
    Bela Kun (Kohen, supremo ditador da Hungria em 1919)
    Moshe Pijade (comandante do exército Comunista iugoslavo, presidente do parlamento Comunista iugoslavo, comandou massacres de croatas a mando de Tito)
    Jacek Rozanski (torturador cabeça da polícia secreta)
    Jacob Berman (comandante da polícia secreta e chefe da secretaria de segurança da Polônia)
    Solomon Morel (comandante do campo de concentração comunista para alemães na Polônia depois da Segunda Guerra)
    Julius Hammer (fundador do partido Comunista americano)
    Armand Hammer (financiou Lenin e Stalin)
    Lev Landau (médico, pai da bomba atômica soviética)
    Markus Wolf (chefe da polícia secreta Comunista alemã)
    Howard Fast (propagandista Comunista americano)
    Mark Zborowski (da KGB e do comitê judaico americano)
    Rabino Hyman Katz e Milton Wolff (comandantes das “brigadas internacionais” na Espanha)
    Leon Rosenthal (nova-iorquino, chefe de propaganda Comunista na Espanha)
    Albie Sachs e Yossel Mashel Slovo (chefes do Congresso Nacional Africano)
    Jacob Schiff, Felix Warburg, Max Breitung, Otto H. Kahn, Mortimer Schiff, Jerome H. Hanauer (financiaram a Revolução Russa)
    PS: Os judeus sempre ocuparam mais de 80% de todos os altos cargos do governo Bolchevique, apesar de serem 1,5% da população.
    Uma pequena prova estatística do domínio judaico na Russia Comunista:
    RussiaJudaicoComunista
    “Haviam 384 comissários, incluindo 2 negros, 13 russos, 15 chineses, 22 armênios, E MAIS DE 300 JUDEUS. Do último número, 264 saíram dos Estados Unidos e foram para a Rússia desde a queda do governo imperial”.
    CAPT. MONTGOMERY SCHUYLER, telegrama de Vladivostok, 09/06/1919, sobre a formação do governo soviético.

    IMB - As parcerias público-privadas - a porta de entrada para o socialismo

    IMB - As parcerias público-privadas - a porta de entrada para o socialismo

    Comunistas ucranianos anunciam novas estátuas para carrasco russo

    Comunistas ucranianos anunciam novas estátuas para carrasco russo

    O surgimento dos “Protocolos Sionistas”


    Obra escrita em 1936 pelo diretor do Instituto para Estudo da Questão Judaica, E. Freiherr von Engelhardt, que descreve o aparecimento dos assim denominados “Protocolos Sionistas”, um suposto plano para o domínio mundial, e mostra algumas novas relações entre judaísmo e maçonaria.
    Introdução
    O livro reapareceu em 2003 dentro da série Análise dos bastidores – Volume 35 da Archiv-Edition, a qual tem propósito documental, científico e bibliotecário. A editora publica livros e textos que tratam de acontecimentos históricos significantivos e que são abafados diante da dominante manipulação de opinião ou foram retirados das bibliotecas através da censura reinante pós-1945.
    Capítulo 1: Os chamados “Protocolos” – não são protocolos de uma reunião, mas sim diretrizes de uma política mundial judaica
    Os chamados “Protocolos dos Sábios de Sião” foram publicados pela primeira vez pelo russo Krushewan, em 1903, no jornal “Znamja”, e em 1905, pelo russo Nilus.
    Outras edições no idioma russo seguiram em 1907 (através do russo Butmi), 1911, 1917 e 1920. A primeira tradução para o alemão apareceu em 1919, publicada pelo então condecorado, e entrementes falecido, presidente da “Associação contra a arrogância da judiaria”, o capitão da reserva Müller von Hausen (pseudônimo: Gottfried zur Beck). Logo a seguir, em 1921, apareceu a edição dos “Protocolos” na editora Hammer de Theodor Fritsch, que já em 1924 estava na 6ª edição (30 mil tiragens) e na 16ª em 1935 (107 mil tiragens). Aqui foi utilizada como fonte para tradução, a edição original em russo de Nilus, de 1905, que estava no British Mudeum em Londres. Seguiram-se edições em quase todos os principais idiomas do mundo, pois o material ali contido parecia verdadeiro e importante para todos os povos – e com razão. Segundo uma notícia no jornal judaico “Moment”, nº 249, de 31 de outubro de 1934, este livro é o mais divulgado do mundo desde a Bíblia!
    O termo “Protocolos”, utilizado por Nilus para estas diretrizes, foi uma escolha infeliz; não se trata de protocolos de uma reunião, mas sim de diretrizes que foram apresentadas por alguma liderança judaica diante de um círculo restrito, durante ou pouco antes ou depois do Congresso Sionista na Basiléia, em 1897.
    Quem já leu os protocolos percebe que esta “liderança judaica”, no caso supostamente os sionistas, teriam escrito o texto dos alegados Protocolos tomando o cuidado de colocar como sujeito “os judeus”. Esta tática é antiga e visa trazer o judeu comum para a “causa”, como um escudo social. Desta forma, os adversários estariam promovendo um ataque injusto, generalizado, e forneceriam à mídia sionista a munição necessária para futuros processos jurídicos – NR.
    Hoje, após quase 50 anos desde o Congresso Sionista na Basiléia em 1897, é naturalmente improvável que se possa determinar por qual caminho estas diretrizes foram parar nas mãos do governo russo e dos adversários russos dos judeus. Pode ser considerado dentro de uma limitada probabilidade que a explicação esteja correta, que algum dos ativos agentes da polícia política russa – talvez até um de seus agentes judeus como, por exemplo, Asew ou Manassewitch-Manuilow, teve êxito em conseguir o documento ou tenha obtido vista a ele.
    Deve-se saber que o governo imperial russo, antes da guerra, era o único governo do mundo que tinha reconhecido acertadamente, em linhas gerais, a questão judaica, e procurou proteger por todos os meios seu próprio povo e o Estado diante da desnacionalização e destruição através da judiaria. Como o movimento revolucionário na Rússia é dirigido e financiado quase que exclusivamente por judeus (ver o livro do renomado historiador judeu A. Rappoport,“Pioneers of the Russian Revolution”, London, Editora Stanley, 1918) e grande parte destes judeus estavam nos estrangeiro, é compreensível que tanto o general Ratschkowski, chefe da polícia secreta russa em Paris, como também o departamento policial em Petersburgo, dispensaram grande atenção ao Congresso Sionista na Basiléia e mandaram para lá seus mais competentes agentes.
    Capítulo 2: O reservado Congresso paralelo dos maçons judeus
    Um dos principais argumentos dos judeus contra a autenticidade do documento denominado “Protocolos dos Sábios de Sião” é a menção do fato, que o protocolo oficial da reunião do primeiro Congresso Sionista na Basiléia não corresponde aos chamados Protocolos Sionistas e que, durante os três sobrecarregados dias do evento, não havia de forma alguma tempo disponível para 24 reuniões especiais, cujo resultado poderia compor os alegados “Protocolos Sionistas”.
    Como já discorrido, os assim denominados Protocolos não são os protocolos de uma reunião, mas devem ser vistos na forma de diretrizes oriundas de palestras. É óbvio que tais diretrizes não foram apresentadas no Congresso Sionista oficial (onde participaram correspondentes, convidados e estenógrafos não-judeus). Pode ser visto como comprovado que durante, pouco antes ou depois do Congresso Sionista na Basiléia, em 1897, aconteceram reuniões estritamente confidenciais e secretas entre membros da associação maçônica judaica B’nai Brith e B’nai Moische (fundador: Achad Hamm).
    O próprio Theodor Herzl escreveu a 10 de março de 1897, no primeiro volume de seu “diário”, página 595:
    “No domingo nós fizemos uma conferência na associação sionista para realizar o Congresso Geral Sionista, o qual eu queria que fosse em Zurique. Decidiu-se, todavia, realizá-lo em Munique. Uma comissão foi formada após longas e vazias discussões, e eu incumbido de organizar o evento. Haverá um congresso público e um confidencial.”
    No relatório da reunião sobre o Terceiro Congresso Sionista na Basiléia em 1899 (editora da associação Eretz Israel), lê-se na página 51:
    “Ao final da reunião de 15 de agosto de 1899, falou o delegado Professor Gottheil:
    ‘Minhas senhoras e meus senhores! Como é de nosso conhecimento, encontra-se entre os delegados um número de irmãos da Ordem B’nai Brith, assim como também os presidentes de algumas Lojas. Como nós temos agora o desejo de conferenciar em particular com estes irmãos sobre o posicionamento frente ao Sionismo, nós solicitamos por favor que todos os irmãos da Ordem B’nai Brith compareçam hoje à noite, às 8:00 hs’.”
    Em sua “História da Ordem B’nai Brith na Alemanha 1882 – 1907”, impresso por Max Cohn, Berlin, o maçom Dr. Maretzki escreve na pág. 141:
    “O movimento sionista aumentou sua atuação, e muitos membros das Lojas participaram deste movimento. E desta forma não poderia faltar, que no Congresso Sionista na Basiléia, em 1903, inúmeros irmãos tenham participado. E não havia lá qualquer fato que pudesse atingir a Ordem. Somente 35 irmãos, dentre eles vários provenientes das Lojas alemãs, convocaram uma reunião especial, onde o parentesco do Sionismo com a Ordem foi salientado e os irmãos foram convocados a preencher a Ordem com os pensamento do judaísmo moderno”.
    Dr. A. Goldschmidt escreve em “Der Deutsche Distrikt des Ordens Bne Briß” (O distrito alemão da Ordem Bne Briß), editora da Grande Loja Berlim, pág., 68: “Quase todos líderes importantes do Sionismo alemão são membros da Ordem.”
    No mesmo livro, Goldschmidt escreve a respeito da mudança do I. Congresso Sionista, planejado inicialmente para Munique, na pág. 66 – 68:
    “Posteriormente foi escolhido um canal de comunicação privado, onde, por parte da Loja, o ex-presidente Irmão Dr. Merzbacher foi enviado a Viena para tratar pessoalmente com Dr. Herzl. Isto resultou que Munique foi preterida como local do congresso, e foi escolhida a Basiléia.”
    Mas que também durante o Congresso oficial algumas idéias foram expressas e por descuido, chegaram também nos protocolos oficiais do congresso, que se aproximam bastante daqueles dos denominados Protocolos Sionistas, comprovam os seguintes discursos (ver protocolo estenográfico das negociações do III Congresso Sionista na Basiléia,a 15, 16, 17 e 18 de agosto de 1899, editora da Associação ‘Erez Israel’, Viena 1899):
    Página 161/163/164: Discurso do amigo íntimo e funcionário de Herzl, Dr. Gaster:
    “Nós temos tido, porém, um grande ideal diante dos olhos, incomparável àqueles ideais que influenciaram outros povos, e nós perseguimos o ideal de forma destemida através dos milênios… Pois nós sonhamos, sonhamos com um peculiar reino sobre a Terra, onde justiça e amor devem dominar, e nós denominamos isso o reino de Deus na Terra, o ideal do povo judeu… É bem diferente, está repleto do empenho de todo o mundo, e por isso nós permanecemos sempre diferentes e, eu proclamo daqui, permanecemos mais elevados do que todas as nações do mundo. Pois nenhuma nação pode se comparar à nossa…”
    Página 20: Discurso do Dr. Max Nordaus:
    “Nos textos judaicos aparece de diversas formas o pensamento que uma pequena minoria dos vivos, a mais importante, é sozinha a parte mais decisiva do povo. Não aos 220.000, mas sim aos 300 guerreiros de Gideão coube a missão de atacar os amalequitas (fortes manifestações e aplausos). Nossos rabinos são mais incisivos e afirmam que o impulso de todo o povo está sobre 36 justos (fortes manifestações e aplausos). Poderia ser a maior ambição dos sionistas, ser os 36 justos, através do quais todo o povo vive (fortes manifestações e aplausos), os 300 guerreiros de Gideão, que sozinhos, por todo o povo, lutam e vencem…” (Nota de v. E.: quem não está pensando aqui nos 300 homens de Rathenau?)
    Interessante também é o seguinte comentário do mesmo Max Nordau (ver: “Max Nordau’s Zionistische Schriften”, publicado pelo Comitê da Ação Sionista, editado pela Editora Judaica, Colônia e Leipzig, 1909, Palestra em Amsterdam, 17 de abril de 1899):
    Página 264: “… Os proletários judeus, que se tornaram socialistas, são da opinião que eles devem descartar o sionismo, pois socialismo e sionismo são completamente diferentes em sua essência. Isto é um erro grave. O socialismo tem sim como ideal distante a irmandade entre todas as pessoas, sem diferença da procedência, mas justamente o mesmo ideal tem o sionismo também…”
    Capítulo 3: Pode ser Herzl o autor dos “Protocolos”?
    Se o autor de fato dos assim chamados Protocolos Sionistas é Theodor Herzl, Achad Hamm ou algum outro proeminente líder judeu, infelizmente isso dificilmente se deixará comprovar com documentos. Todavia, como Theodor Herzl – lendo apenas aqui os três volumes de seu “diário” e considerando o quanto ainda foi suprimindo pelos editores – também estava inclinado a diversos fundamentos maquiavélicos, a mentira e trapaças, suborno e traição, não parece de forma alguma algo impossível, que este “nobre” (no fundo, tudo é relativo! Nota de v. E.) judeu tenha redigido as diretrizes da política judaica segundo o conteúdo dos Protocolos. Toda uma série de ideais que ele almejava para seu Estado judeu, reformas, instituições, fundamentos etc correspondem claramente àqueles dos Protocolos.
    É também provável que Theodor Herzl, durante seu período como jornalista em Paris, tenha sido informado sobre o livro de seu já falecido colega Joly e que ele o tenha – reconhecido ou suposto como programa maçom e judaico, ou considerado coincidências ocasionais – tenha-o tomado como base para elaboração do programa mundial judaico dos Protocolos Sionistas.
    Que Theodor Herzl, como a maioria dos principais representantes do povo judeu que se dirigiram à Basiléia em 1897 para o Congresso Sionista, era maçom de alguma Loja ou pertencia a alguma Ordem judaica como a B’nai Brith ou semelhante, isso não se questiona. Se extrai claramente da seguinte passagem de seu “diário”, volume 3, pág. 27.
    Na ocasião da visita do sr. N… temos ali:
    “Eu o acompanhei respeitosamente até a porta. Junto à escada, ele me disse:
    ‘Je rendrai ces 40.000 Francs à cette banque. Et jê compte sur vous comme tel’ (onde ele me deu um aperto maçônico na raiz da mão ).
    ‘Vous me conaissez’ [1], eu disse, e retornei o sinal por diversão.”
    Que ele tenha mencionado em uma carta ao deputado e promotor von Hauer, a 10 de julho de 1901 (ver diário, vol. III, pág. 75): “eu nem sou maçom”, não prova de forma alguma o contrário, pois é uma carta dirigida a um promotor, onde ele não achou conveniente revelar sua filiação à maçonaria por razões diversas, enquanto a primeira passagem mencionada da pág. 27 do mesmo volume é uma anotação confidencial de um diário. A negação de sua participação na maçonaria na carta ao promotor von Hauer parece provar mais que o promotor – que deveria estar bem informado – tinha a suspeita, não injustificada, de que Herzl era maçom.
    É um fato importante e notável que tanto Theodor Herzl tenha apresentado seu projeto de um “Estado judeu” na forma de uma palestra com diretrizes para um grêmio eleito, neste caso a família Rothschild, como também o autor dos “Protocolos” também tenha se utilizado de uma palestra para a apresentação de diretrizes a um grêmio eleito, neste caso um Congresso ou um Conselho de judeus proeminentes. Isso me reforça na consideração de que Theodor Herzl possa ser sim o autor dos Protocolos. Durante sua longa permanência em Paris, e como judeu e maçom, certamente caiu em suas mãos os “Diálogos” de Joly e ele retrabalhou o texto dentro de um contexto judaico, resumindo-o na forma de diretrizes para a política mundial judaica. Chama a atenção em todo caso – e pouco explicável pelo acaso – que tanto na forma como também no conteúdo entre os Protocolos e o discurso de Herzl ao conselho da família Rothschild, onde ele descrevera sua ideia do Estado judeu, predomina uma coincidência em vários ângulos. Eu cito a seguinte passagem dos “diários” de Herzl, volume I, onde sobressai o relato de seu “estado judeu” aos Rothschild:
    Página 144: “Ao Conselho familiar: (Nota de rodapé: as notas seguintes até o final do primeiro livro, levam na cópia feita pelo pai de Herzl, o título: Fala aos Rothschild).”
    Página 312: “Conversa com o Grão-Rabino Zadok Kahn. Eu li o discurso para ele. No Coupédurante a viagem até Paris, eu tinha riscado completamente os Rothschild do discurso. Zadok Kahn pareceu escutar com interesse a leitura de duas horas.”
    Página 487: “Em um dos quartos onde eu me hospedo no Hotel Catille, foi onde eu escrevi o Estado judeu (na forma de discurso aos Rothschild).”
    Página 646 (observações): “Ao Conselho familiar: o primeiro apontamento de Herzl sobre o discurso, que ele intencionava proferir diante da reunião da família Rothschild a ser convocada.”
    Justamente os dois pontos do programa dos Protocolos que são apontados pelos adversários como extremamente improváveis, ou seja, que os judeus, em uma situação de emergência provocada por uma revolta dos não-judeus, deveriam utilizar contra eles, em última instância, a implosão das capitais a partir dos metrôs; e por outro lado a menção ao processo do Panamá, apontam para o fato que o autor dos Protocolos pode ser muito bem Theodor Herzl. Na “Enciclopédia Judaica”, volume VI, página 408, que apareceu antes da guerra no idioma russo, em Petersburgo, temos:
    “Em Paris, onde Herzl viveu desde 1891 como correspondente da “Nova Imprensa”, ele se deparou imediatamente com o Caso Panamá, e sua desconfiança para com o lado externo da Política cresceu mais e mais.”
    Comparado com o assassinato sistemático de centenas de milhares pessoas valorosas, principalmente por parte da Tscheka organizada e dirigida por judeus na Rússia, o aparecimento de um plano para explodir bairros de cidades grandes ou outros atos terroristas (pensemos aqui na explosão da catedral de Sofia realizada pela GPU do estrangeiro, dirigida por judeus), não parece ser de forma alguma algo tão terrível para as mentes judaicas.
    Justamente a ameaça de explosão dos metrôs prova que o autor dos Protocolos não podia de forma alguma ser da polícia secreta russa, pois esta ameaça seria completamente ineficaz dentro de uma perspectiva russa, porque lá não existem metrôs. A polícia secreta russa, no caso de uma falsificação de tal documento, teria disseminado terror com a queima de todo um bairro, pois a exemplo de Moscou grande parte constitui de construções de madeira. Da mesma forma a polícia secreta russa não teria nunca inserido o ponto do protocolo, onde se lê, que a polícia política de todos os países é conduzida e liderada por judeus, pois assim eles teriam se expostos a si próprios. Ao contrário, eles teriam escrito, a polícia política, principalmente a Ochrana russa, representava o maior perigo para a judiaria.
    Dois aspectos achamos interessante ressaltar: primeiro, que podemos observar mais uma vez como lideranças sionistas valem-se de frases como “os judeus querem isso, almejam aquilo” para englobar todo um povo como escudo para suas ações. Segundo, que nesta época ainda havia debate em torno dos chamados Protocolos. Hoje em dia, a liberdade democrática sabe apenas perseguir aqueles que editam ou distribuem o conteúdo deste livro, como foi o caso das editoras Revisão e Centauro – NR.