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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Filha de Jesse Owens revela a verdade em documentário

          


Fotomontagem com Jesse Owens e Adolf Hitler


Sabe-se que a historia é escrita pelos vencedores. Também a das Olimpíadas. E, deste modo, quase todos deram crédito ao mito de que Hitler, o “odioso chanceler racista” teria se recusado a tocar a mão do negro Jesse Owens, culpado de representar o “mundo livre” e de ter conquistado algumas medalhas nas Olimpíadas de Berlim de 1936, representada no filme Olympia de Riefenstahl, uma celebração grandiosa do Terceiro Reich.
Tudo o que se sabe até agora entre Jesse Owens e Hitler é falso
Essa história chegou a comover multidões, para que finalmente pudesse ser descoberta a sua farsa. Infelizmente, foram precisos quase 80 anos para a verdade aparecer, ainda que o próprio Jesse Owens tivesse desmentido o fato, em sua autobiografia de 1970: “Depois de descer do pódio, passei por frente a tribuna de honra para voltar aos vestiários. O Chanceler me viu e me acenou com a mão. Eu, feliz, respondi a sua saudação. Jornalistas e escritores relataram sobre uma hostilidade que nunca existiu”.
Declarações do direto interessado que não vieram a tona nem menos nos Estados Unidos, onde as leis raciais foram abolidas há pouco tempo, pais no qual a palavra de um “negro” não tinha peso. O fato é que Race, um filme que deve sair nos EUA no dia 19 de fevereiro, feito em colaboração com a filha do atleta americano, Marlene Owens Rankin, pretende dar luz a verdade histórica: “Meu pai nunca se sentiu esnobado por Hitler”, explica Marlene, “mas ficou profundamente magoado pelo fato de Franklin Delano Roosevelt, o presidente americano da época, não o tivesse recebido na Casa Branca”. Uma realidade com a qual os americanos custarão a aceitar.
Conte-se também as inúmeras tentativas de encontro com o democrático Roosevelt, o qual, empenhado na campanha eleitoral de 1936, não tinha nenhuma intenção de se encontrar com um “negro” e arriscar perder votos. Tanto que Owens chegou a se inscrever no partido republicano e a fazer campanha pelo adversário do presidente, Alf Landon.
Talvez Race, com a potência visível do próprio cinema, terá a capacidade de esclarecer de uma vez por todas o ocorrido, para o qual nem sempre bastam as declarações diretas do próprio Jesse Owens, nem mesmo as declarações de Siegfried Mischner, jornalista alemão que declarou ter visto um aperto de mãos entre Hitler e Owens. “Jesse trazia uma foto consigo e, depois da Olimpíadas, pediu a imprensa para que corrigisse um erro que se arrasta até os nossos dias”. Na América racista dos anos que se foram, as palavras daquele afro-americano valiam menos que a de um branco. E, com isso, os EUA humilharam o próprio campeão, não apenas levando-o por louco, mas fazendo-o competir contra cavalos de corrida e animais outros.
São coisas sobre as quais se fala pouco, como das Olimpíadas de Sant Louis de 1904, onde os americanos se divertiram a organizar os chamados “Jogos das raças inferiores”, conhecidos também como “jornada antropológica”, na qual se divertiam a ver pigmeus, esquimós e americanos nativos a competir. Mais uma bela página escrita pelos nossos “vencedores”. Mas a mentira tem pernas curtas, por mais que a verdade espere 80 anos para aparecer.

Davide di Stefano – Casapound
Il primato nazionale, 02/01/2016.