Créditos: Jéssica Weber
domingo, 16 de outubro de 2011
O PAC bolivariano de U$ 5,3 bi.
Enquanto pipocam apagões de sul a norte, as estradas assassinam milhares de pessoas a cada ano, pontes caem nas enxurradas e demoram anos a serem reconstruídas, o governo petista financia governos socialistas e antidemocráticos, sem nenhuma garantia real. É um verdadeiro PAC bolivariano. Clique e amplie a imagem publicada hoje no Estadão e conheça o mapa da mina das comissões e falcatruas com empreieteiras. Leia aqui em texto.
sábado, 15 de outubro de 2011
DOCUMENTARIO O ETERNO JUDEU, PRODUZIDO EM 1923.
DOCUMENTARIO PRODUZIDO EM 1923, ANTES MENSMO DA ASCENÇÃO DO PARTIDO NAZISTA E QUE HJ PODE SER CONSIDERADO UM DOCUMENTO DA REAL CONDIÇÃO JUDAICA NA EUROPA DO INICIO DO SECULO XX.

http://www.youtube.com/watch?v=EFuumjNU5-4&feature=results_main&playnext=1&list=PLBA876585DB99D6DD
FONTE: YOU TUBE
http://www.youtube.com/watch?v=EFuumjNU5-4&feature=results_main&playnext=1&list=PLBA876585DB99D6DD
FONTE: YOU TUBE
Cavaleiro do Templo: E agora, CONS?
Cavaleiro do Templo: E agora, CONS?: Conheça a farsa que pretendia envolver Olavo de Carvalho, Graça Salgueiro, Paes de Lira, Marcus Boeira e muitos outros professores conservad...
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Cavaleiro do Templo: CO-CÔNS não se trata de outra coisa: A tradição re...
Cavaleiro do Templo: CO-CÔNS não se trata de outra coisa: A tradição re...: DIÁRIO DO COMÉRCIO Publicado em Quarta, 13 Julho 2011 20:46 Escrito por Olavo de Carvalho Um fator complicante é acrescentado pelo fat...
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LIBERTATUM: Entenda o que são os movimentos sociais
LIBERTATUM: Entenda o que são os movimentos sociais: Movimentos sociais usam as pessoas de fraco caráter, explorando o ressentimento e o oportunismo. Por Klauber Cristofen Pires
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Marcha contra a corrupção, falta maturidade política para o povo.
Com um povo como o brasileiro, o mínimo que um político pode fazer é ser corrupto.
Hoje estavam marcadas as marchas de protesto contra a corrupção pelo país inteiro, e o que acontece?
Em SP a maior cidade do Brasil, menos de 1.000 (MIL) manifestantes sairam às ruas para protestar.
Mil pessoas é Dois milhões novecentos e noventa e nove mil a menos do que os que compareceram àquela palhaçada da tal parada Gay na mesma avenida há alguns meses atrás.
Portanto, o brasileiro quer mais é circo e festa, protestar da trabalho e envergonha o cidadão.
O cara tem vergonha de ir protestar na rua contra a bandalheira, mas não se sente incomodado em participar de uma passeata gay.
Eu que iria comparecer ao protesto em Santos, por motivos particulares tive que ir a SP, e estando por lá....aproveitei para ir até o MASP e engrossar o caldo contra a corrupção.
Falta tudo nessas marchas, falta liderança, seriedade e comprometimento, muita gente foi com seriedade e indignação, mas a grande maioria leva tudo no Oba-Oba e na brincadeira...frustrante.
Ainda nem sei os números oficiais de participantes aqui em Santos, mas segundo alguns amigos, não chegaram nem a 50 o número de pessoas que foram até a Praça da Independência, o local marcado para o protesto aqui na cidade.
Na verdade, e pelo que vi em SP, falta é muita maturidade política para este povo, as pessoas querem acertar, mas infelizmente o Brasileiro ainda não aprendeu a se organizar e muito menos protestar. Eu vi pessoas que foram ao evento, mas não participaram porque tinha pouca gente.
Quer dizer que o protesto só acontece se tiverem milhões de pessoas?
Como eu sempre digo, "Uma andorinha não faz verão, mas quando ela caga nas cabeças certas, incomoda um bocado."
Mas, enfim...O que precisamos é não deixar a coisa esfriar e continuar no combate e no trabalho de tentar mobilizar a população contra os vagabundos que assaltam o país diariamente.
Mas...o que eu acredito de verdade, é que o povo brasileiro não protesta contra a corrupção justamente por entender que se estivesse do outro lado estaria fazendo a mesma coisa e se dando bem.
Infelizmente.Marcha Contra a Corrupção é, sim, um sucesso! E se faz enfrentando a sabotagem dos que se venderam ao petismo
DE OLHOS BEM ABERTOS - Milhares que participaram da Marcha Contra a Corrrupção protestam em frente ao Palácio da Justiça, em Brasília (Foto: Gustavo Miranda/O Globo)
Em Brasília, estima-se em 20 mil (ver post anterior) os que marcharam contra a corrupção; em São Paulo, 2,5 mil. Havia protestos marcados em outras cidades. Não há um balanço geral. De todo modo, à diferença do que diz a canalha oficialista, é bastante gente, sim! Até porque, sabemos, os ditos “movimentos sociais” e as organizações de caráter sindical, inclusive a UNE, não só estão fora do movimento como o sabotam. “O diferencial é que este é um movimento do povo, sem vinculações com sindicatos ou partidos. A UNE nem nos procurou porque está comprada pelo PT”, afirmou ao jornal O Globo a organizadora do evento em Brasília, Daniela Kalil, de 32 anos, corretora de imóveis.
Na mosca! Como afirmei no dia 8 de setembro, a UNE e os ditos movimentos sociais não comparecem porque estão contando dinheiro. E dinheiro oficial, que sai do bolso dos brasileiros, as vítimas dos corruptos. A lógica cristalina indica, pois, que aquela gente que já foi chamada, um dia, “sociedade civil” é, hoje, sócia da corrupção.
O PT privatizou quase todas as organizações da dita sociedade civil; tornaram-se aparelhos do partido, meros porta-vozes do oficialismo. Isso responde, como sabem, àquela questão já tornada clássica de Juan Arias, correspondente do jornal El País no Brasil: “Por que os brasileiros não se indignam?” Eles se indignam, sim. Ocorre que a “massa na rua” nunca é um fenômeno que se dá por geração espontânea; sempre há os profissionais da organização, que são os líderes de sindicatos e movimentos sociais. Como essa gente toda está no bolso do PT - e com os respectivos bolsos cheios -, então se tem essa impressão de pasmaceira.
É por isso que afirmo que os 20 mil de Brasília - ou mesmo os 2,5 mil de São Paulo - são uma medida de sucesso do movimento. De fato, como fica a cada dia mais evidente, estamos falando de cidadãos não-engajados no melhor sentido que a expressão pode ter: NÃO ESTÃO NA RUA A SERVIÇO DE NINGUÉM, A NÃO SER DA PRÓPRIA INDIGNAÇÃO. Se querem saber, intimamente, os petralhas temem mais uma reação como essa do que um eventual movimento organizado da oposição. Nesse caso, eles catalogariam facilmente o protesto: “É coisa de tucano; é coisa de democratas”. Bem, o que se vê nas ruas é coisa de quem está com o saco cheio da corrupção oficial e do modo como se faz política - é bem possível que os que protestam não morram de amores nem pela oposição, o que seria absolutamente compreensível.
Os petralhas gostam de ironizar os indignados, de submetê-los ao ridículo, porque temem que esse sentimento difuso em defesa da ética, da moralidade e da decência se espalhe. Fica mais difícil combater o que eu chamaria de uma “pauta imaterial”, que tem a ver com valores - a oposição jamais conseguiu trabalhar esse elemento da política; atém-se a uma crítica puramente administrativista do governo, sugerindo que fará mais e melhor quando chegar ao poder… É por isso que não faz verão e que acaba comida pelo PT e seus aparelhos…
Os que têm coragem de ir para as ruas não devem desanimar. Ignorem todas as críticas que sustentarem que o movimento é tímido demais, que não vai dar em nada; ignorem todos os conselhos para que vocês se subordinem a grupos, a partidos ou o que seja. Sua força está justamente em não dever nada a ninguém. Caso alguém lhes pergunte algo assim: “Mas, afinal, o que é que vocês querem?”, não tenham receio de dizer: “Queremos decência!”
É um bom motivo para tomar as ruas.
PALESTINA
No dia 25 de outubro de 1918 o Nacionalsocialismo não existia, nem mesmo em pensamento. Nesta data Adolf Hitler era um soldado austríaco engajado no exército alemão, exército este que estava prestes a assinar o armistício com o qual terminaria a Primeira Guerra Mundial.
Neste dia 25 de outubro de 1918 Victor Jacobson publicou o MANIFESTO DE COPENHAGUE. Antes de descrever o conteúdo deste documento, devo regredir um pouco no tempo.
Ao final do século anterior o jornalista austríaco Theodor Herzl, judeu, preocupado com o antissemitismo na Europa, escreveu o livro “O Estado Judaico” e em 1897 promoveu o 1° Congresso Sionista em Basiléia, Suissa. Como resultado deste congresso foi criada a Organização Sionista Mundial. Esta teve sua sede em Berlim, porém, com a guerra, foi transferida em 1915 para Copenhague na Dinamarca. Daí o nome do manifesto, cujo texto demandava em nome do povo judaico o que segue:
“O tratado de paz deve lhe assegurar (ao povo judaico):
1. A definição da Palestina como domicílio nacional do povo judaico, dentro de fronteiras determinadas pela tradição histórica e pelas necessidades políticas e econômicas, assim como a criação das pré-condições necessárias à construção sem entraves deste domicílio;
2. a total e verdadeira isonomia dos judeus em todos os países;
3. autonomia nacional (um estado dentro de um estado? – N.R) nas áreas cultural, social e política para a polulação judaica em todos os países onde ela seja numerosa, bem como em outros países nos quais os habitantes judeus a requeiram...”
Sui generis! Um documento de singularidade quase que inconcebível. Uma ONG, uma organização não governamental (Israel ainda não existia), aparentemente sem qualquer elo de ligação com as nações beligerantes, ali estava DITANDO NORMAS a serem observadas pelas mesmas. Em outras palavras: alinhou-se entre as nações aliadas, vencedoras daquela contenda.
Não sei se foi oficializado, mas a história mostra que conseguiram tudo o que exigiram. Conseguiram também que a assinatura do armistício, prevista inicialmente para o dia 31 de outubro, fosse adiada para o dia 11/11 daquele ano. Nestes onze dias aconteceu o golpe revolucionário na Alemanha, fazendo com que o Kaiser Guilherme II abdicasse.
O detalhe histórico aqui descrito parece demonstrar que o processo, que hoje é chamado de “Conspiração pelo Governo Mundial”, pode estar em curso há muito tempo. Pode ser que o mérito de Theodor Herzl tenha sido apenas o de lhe ter dado um emblema, um cabeçalho de carta. E se o processo já era anterior ao Congresso Sionista, este deve ter sido apenas uma etapa do seu desenvolvimento e ali se tenha escolhido os judeus como massa de manobra. Esta possibilidade é sugerida pelo fato de ter sido mínima a participação dos próprios judeus. A British Chovevei-Zion Association declinou oficialmente do convite. O comitê executivo da Associação de Rabinos da Alemanha até mesmo se manifestou contrário ao projeto da criação de um estado judeu com uma declaração muito interessante:
“1. Os esforços dos assim chamados Sionistas no sentido de fundar um Estado nacional judeu contradizem as promessas messiânicas do Judaísmo contidas nas Escrituras Sagradas e em fontes religiosas posteriores.
2. O Judaísmo obriga seus seguidores a servir com toda devoção à pátria à qual pertencem, e a favorecerem seus interesses nacionais com todo o seu coração e todas as suas forças.” (Robert John – Behind the Balfour Declaration).
Esta declaração realmente recolocaria as coisas em seu berço natural.
Mas é Herzl que confirma suas intenções políticas quando diz a Litman Rosenthal, um dos delegados ao primeiro Congresso: “Uma guerra europeia é iminente. A grande guerra europeia tem que vir. (..) Depois que a grande guerra europeia terminar, uma conferência de paz se reunirá. Temos que estar prontos nesta hora.” (American Jewish News, 7de março de 1919)
O ensaio de hoje evoca interrogações. Não sei se algum dia se venha a conhecer toda a verdade sobre a criação deste novo estado no oriente próximo. Será que os rabinos alemães tinham razão? Os judeus, hoje integrados nos mais diversos países, pretendem mesmo deixar tudo e se mudar para Israel? Alguém foi ou é usado como “boi de piranha”? Por que em 1933 uma imaginária “JUDEIA” declarou guerra à Alemanha, pois, ao que se sabe, Hitler era favorável à criação de um Estado para os judeus?
Certamente haverá muitas respostas.
Toedter
Como fonte para o texto do Manifesto consta o livro “Dokumente zur Geschichte des Deutschen Zionismus: 1882-1933” de Jehuda Reinharz, Tübingen 1981, página 238.
ILLUMINATI
A reação aos meus últimos ensaios me proporcionou a sensação de ter mirado um mosquito e acertado um elefante. E mais, justifica e motiva a minha modesta presença aqui como coetâneo que vivenciou parte daquele período e se presta a dar a sua visão dos acontecimentos.
As principais reações às minhas observações sobre atitudes do Vaticano de uma lado consistiram na citação da carta dirigida por Pio XI ao mundo católico em 1937 manifestando sua “ardente preocupação” (Mit brennender Sorge) com a religiosidade na Alemanha. Ela estaria sofrendo um processo de debilitação, talvez até com apoio das autoridades. Em certo ponto afirma que estava se criando uma Igreja Nacional Alemã (Deutsche Nationalkirche). O papa se queixa também de não mais ser devidamente guardada a santidade do domingo, dia em que atividades outras como o esporte vêm recebendo maior atenção.
Reforçando a ideia de ter havido um conflito entre igreja e governo, alguém ainda apresenta um vídeo que aparenta ser uma montagem de esvoaçantes bandeiras nazistas sobrepondo-se a imagens de catedrais e igrejas em cenas fugazes.
É verdade que só cheguei à Alemanha em 1942. Se antes disto teria havido mesmo a tentativa de criação de uma Igreja Nacional Alemã, então nem minguados traços dela restaram. Nunca ouvi falar de tal instituição. A população tomava conhecimento normal da existência de duas igrejas, duas confissões. Eram a católica, com predominância no Sul e na Renânia, e a protestante mais presente no Norte e na área central. Havia os que frequentavam seus cultos e missas e os que não o faziam. O governo não se metia, deve ter tido outras preocupações. Já lhe bastavam certamente os inimigos externos, não precisava criar outros dentro das próprias fronteiras. Aliás, já dissertei aqui em ensaios anteriores sobre o apoio que o governo nacionalsocialista recebeu de autoridades religiosas. Se houve dissidências, estas eram individuais. Se houve perdas de fiéis, estas com certeza eram menos expressivas do que as que ocorrem hoje.
Portanto, para mim é falsa a afirmação de ter havido um contencioso entre governo e igrejas.
Até aqui falei do “mosquito”, pois o “elefante” também chegou ao blog por indicação de um leitor. Foi a Análise da Visita de João Paulo II à Sinagoga de Roma. O autor, segundo me consta um católico ferrenho, não deixa dúvida de que fora concluída a infiltração que esta igreja vinha sofrendo por parte de sua maior contendora, a judaica. Ali o pontífice, sucessor do apóstolo Pedro, líder espiritual de 1/6 da população mundial, mandatário da igreja católica (católica em grego = universal) submeteu-se a quem nunca o aceitou ou reconheceu. Tivesse ele, num rasgo de humanidade, proposto a paz, a reflexão recíproca, a tentativa de concórdia, talvez fosse compreensível. Mas pedir perdão...?
A palavra INFILTRAÇÃO nos leva à figura de Adam Weishaupt que na segunda metade do século XVIII fundou a sociedade secreta denominada ILLUMINATI. Teria sido o seu plano subverter as então monarquias europeias e a religião Cristã, visando a formação de uma Nova Ordem Mundial. A estratégia para atingir seu objetivo seria a infiltração na direção de órgãos e instituições importantes, bem como na Maçonaria. Seu símbolo, o olho sempre presente, e seu bordão Novus Ordo Seculorum sobrevivem até hoje nas mais diversas apresentações, inclusive na nota de um dólar.
A palavra INFILTRAÇÃO também é usada por John F.Kennedy, quando falou a jornalistas e pedia que o ajudassem na divulgação da gigantesca conspiração mundial que estava em curso (veja em filme ZEITGEIST ).
Parece que assim o panorama vem se completando, os valores desvanecem e as mentiras preponderam. Não temos mais condições de saber quem é quem!
Toedter
Cavaleiro do Templo: OLAVO DE CARVALHO LENDO MAQUIAVEL
Cavaleiro do Templo: OLAVO DE CARVALHO LENDO MAQUIAVEL: NIVALDO CORDEIRO 12/10/2011 Volto ao tema do livro de Olavo de Carvalho sobre Maquiavel (Maquiavel ou a Confusão Demoníaca, Vide Editori...
A DIREITA BRASILEIRA EM AÇÃO: A que ponto chegamos.
A DIREITA BRASILEIRA EM AÇÃO: A que ponto chegamos.: Os ladrões, em liberdade, agem sabendo que a sociedade está indefesa, não pode reagir senão é massacrada pelo Ministério Público e pelos órg...
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Miscigenação Diminui o QI dos Brasileiros
Cientista político americano diz que a elevada proporção de negros no País reduz o índice de inteligência nacional
O cientista político americano Charles Murray tornou-se mundialmente famoso em 1994, com o polêmico livro The bell curve, intelligence and class structure in american life (A curva do sino, inteligência e estrutura de classe na vida americana). Na obra, escrita em parceria com Richard Herrnstein, psicólogo e professor de Harvard, ele discute o papel do QI (coeficiente de inteligência) na sociedade. Segundo ele, o QI é mais eficiente para predizer como será a renda, o desempenho no trabalho e até chances de gravidez fora do casamento do que a escolaridade ou a situação socioeconômica da família quando comparam-se grupos.
Por sustentar que o QI dos brancos é mais alto que o dos negros, foi acusado de racismo e chegou a ter sua foto estampada ao lado da de Hitler. Murray acaba de lançar um livro sobre educação (Real education: four simple truths for bringing America's schools back to reality, em tradução livre Educação real: quatro simples verdades para trazer as escolas americanas para a realidade) e vem pela primeira vez ao Brasil para o seminário O Impacto dos Resultados Pisa e a Formação de Intelectuais na América Latina", organizado pelo programa de pós-graduação em psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais. Aos 65 anos, Murray participa do American Enterprise Institute, um centro de estudos conservador sediado em Washington.

"Newton (foto) e Gauss tinham habilidades matemáticas tão grandes que nenhum teste de QI poderia medir" ISTOÉ - Se as escolas públicas americanas são ruins, como o sr. diz, que soluções existem para a educação em países do Terceiro Mundo como o Brasil?
Charles Murray - Não conheço as escolas brasileiras, mas posso falar em linhas gerais: se ainda há muitas escolas brasileiras que são fracas nas coisas óbvias - instalações ruins, poucos professores, poucos equipamentos -, é fácil fazer melhorias importantes, e ver os indicadores brasileiros de educação melhorar também. Em um país como os Estados Unidos, os problemas são menos óbvios e mais difíceis de se resolver. Por exemplo, a burocracia educacional em muitas de nossas grandes cidades é incompetente. Como se dá um jeito em uma burocracia incompetente?
ISTOÉ - O sr. já foi acusado de racismo. Os brancos são mesmo mais inteligentes que os negros?
Murray - Fui acusado de racismo porque mostrei um indiscutível fato empírico: quando amostras representativas de brancos e negros são submetidas a testes que medem a habilidade cognitiva, os resultados médios são diferentes. Isto não é uma opinião. É um fato, da mesma forma que medidas de altura mostram um resultado médio diferente entre japoneses e alemães. Eu não tirei conclusões racistas deste fato, não advoguei políticas racistas, e tenho escrito explicitamente que a lei deve tratar pessoas como indivíduos e não como membros de grupos raciais. Então por que me chamar de racista? Porque alguns fatos não podem ser discutidos - e os indivíduos que os discutem devem ser pessoas terríveis.
"Se há escolas brasileiras fracas nas coisas óbvias - instalações ruins e poucos professores, é fácil fazer melhorias"
O cientista político americano Charles Murray tornou-se mundialmente famoso em 1994, com o polêmico livro The bell curve, intelligence and class structure in american life (A curva do sino, inteligência e estrutura de classe na vida americana). Na obra, escrita em parceria com Richard Herrnstein, psicólogo e professor de Harvard, ele discute o papel do QI (coeficiente de inteligência) na sociedade. Segundo ele, o QI é mais eficiente para predizer como será a renda, o desempenho no trabalho e até chances de gravidez fora do casamento do que a escolaridade ou a situação socioeconômica da família quando comparam-se grupos.
Por sustentar que o QI dos brancos é mais alto que o dos negros, foi acusado de racismo e chegou a ter sua foto estampada ao lado da de Hitler. Murray acaba de lançar um livro sobre educação (Real education: four simple truths for bringing America's schools back to reality, em tradução livre Educação real: quatro simples verdades para trazer as escolas americanas para a realidade) e vem pela primeira vez ao Brasil para o seminário O Impacto dos Resultados Pisa e a Formação de Intelectuais na América Latina", organizado pelo programa de pós-graduação em psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais. Aos 65 anos, Murray participa do American Enterprise Institute, um centro de estudos conservador sediado em Washington.

ISTOÉ - O Brasil é um país onde a miscigenação é a regra. Isso significa que o QI médio do brasileiro é inferior ao dos nórdicos, por exemplo?
Murray - É uma questão de aritmética. Se em testes o QI é sempre maior com amostras de nórdicos do que com amostras de negros, então um país com uma significativa proporção de negros terá um QI médio inferior ao de um país que consiste exclusivamente de nórdicos. Isso é verdade, por exemplo, quando comparamos os Estados Unidos com a Suécia, da mesma forma que é verdade quando comparamos o Brasil e a Suécia. A única questão é empírica: as médias são sempre diferentes? Se são, a questão está respondida por si mesma.
ISTOÉ - Especialistas defendem o QI para medir algumas habilidades, mas não como prova de inteligência para a vida. Qual a sua opinião?
Murray - Concordo. Habilidades cognitivas medidas pelos testes de QI são importantes, mas para qualquer indivíduo é apenas uma das muitas habilidades e características que determinam como a vida será.
ISTOÉ - Estar tão focado no resultado do QI não é muito determinista?
Murray - Sem dúvida. Por isso sempre escrevi que as pessoas tendem a colocar muita ênfase no QI. Saber o QI de uma pessoa diz muito pouco sobre se você a achará admirável, gostável, um bom colega de trabalho ou um bom cônjuge. O valor dos testes de QI, para um cientista social, é usá-los para prever resultados em grupos grandes. Por exemplo, se você me mostrar duas crianças de seis anos, uma com 110 de QI e outra com 90, não tenho idéia de quem estará ganhando mais quando elas estiverem com 30 anos. Mas, se você me mostrar mil crianças de seis anos com 90 de QI e mil com 110, posso dizer com muita confiança que a renda do grupo de 110 de QI aos 30 anos será mais alta na média - essa é palavra-chave, na média - do que a do grupo de 90.
ISTOÉ - Até que ponto da vida é possível aumentar o QI?
Murray - É muito difícil aumentá-lo. Nos Estados Unidos temos muitos programas experimentais com o objetivo de enriquecer o ambiente de aprendizado para crianças pequenas. Eles mostram alguns ganhos a curto prazo, mas esses ganhos sempre desaparecem quando as crianças são testadas novamente anos mais tarde. Não temos nenhum programa que demonstre aumento de QI entre crianças maiores que sete ou oito anos.
ISTOÉ - Há pesquisas que mostram que é possível aumentar a inteligência. O que o sr. pensa sobre isso?
Murray - Estou sempre disposto a examinar novas evidências. Os trabalhos que conheço não dizem isso.
ISTOÉ - O que o sr. pensa sobre outros tipos de inteligência, como inteligência emocional?
Murray - Características pessoais como autodisciplina, perseverança, empatia e bom humor são muito importantes. Também há uma qualidade essencial, que Aristóteles chamou de "sabedoria prática", que está relacionada ao QI, mas engloba uma capacidade de avaliação muito mais ampla do que a detectada em um teste.
ISTOÉ - Existem diferenças no QI de homens e mulheres?
Murray - O consenso entre especialistas é que o QI médio de homens e mulheres é igual, mas o perfil de habilidades cognitivas específicas varia de acordo com o gênero. Uma minoria sustenta que existe uma diferença na média também, mas isso é uma questão extremamente técnica. Fico com a maioria até que surjam novos dados que provem o contrário.
ISTOÉ - As ações afirmativas podem consertar erros históricos?
Murray - Nos Estados Unidos a ação afirmativa tem sido destrutiva para brancos e negros. Por que não focar toda a nossa atenção em fazer um trabalho melhor tratando indivíduos de acordo com as qualidades que eles têm enquanto indivíduos? Para mim, isso é justiça. Tratar pessoas como membros de grupos, isso é racismo na minha visão.
ISTOÉ - Dados americanos mostram que, nos últimos 30 anos, a diferença entre o QI de brancos de 12 anos e negros de 12 anos diminuiu de 15 pontos para 9,5 pontos. Isto não prova que políticas inclusivas que estimulam os jovens funcionam?
Murray - Na verdade, dados mostram que a diferença está diminuindo e dados, tão convincentes quanto, mostram que não houve nenhuma redução nos últimos 30 anos.
ISTOÉ - O que pensa sobre cotas para mulheres, na política, e para deficientes em empresas e serviço público?
Murray - Odeio cotas.
ISTOÉ - A habilidade intelectual tem a ver com a geografia: um negro americano é diferente de um negro brasileiro que é diferente de um africano?
Murray - Há muita verdade nisso. Por exemplo, nós sabemos que o QI dos negros americanos é muito maior do que o dos negros africanos e uma grande parte desta diferença tem de ser atribuída às diferenças de ambiente onde eles cresceram.
Murray - É uma questão de aritmética. Se em testes o QI é sempre maior com amostras de nórdicos do que com amostras de negros, então um país com uma significativa proporção de negros terá um QI médio inferior ao de um país que consiste exclusivamente de nórdicos. Isso é verdade, por exemplo, quando comparamos os Estados Unidos com a Suécia, da mesma forma que é verdade quando comparamos o Brasil e a Suécia. A única questão é empírica: as médias são sempre diferentes? Se são, a questão está respondida por si mesma.
ISTOÉ - Especialistas defendem o QI para medir algumas habilidades, mas não como prova de inteligência para a vida. Qual a sua opinião?
Murray - Concordo. Habilidades cognitivas medidas pelos testes de QI são importantes, mas para qualquer indivíduo é apenas uma das muitas habilidades e características que determinam como a vida será.
ISTOÉ - Estar tão focado no resultado do QI não é muito determinista?
Murray - Sem dúvida. Por isso sempre escrevi que as pessoas tendem a colocar muita ênfase no QI. Saber o QI de uma pessoa diz muito pouco sobre se você a achará admirável, gostável, um bom colega de trabalho ou um bom cônjuge. O valor dos testes de QI, para um cientista social, é usá-los para prever resultados em grupos grandes. Por exemplo, se você me mostrar duas crianças de seis anos, uma com 110 de QI e outra com 90, não tenho idéia de quem estará ganhando mais quando elas estiverem com 30 anos. Mas, se você me mostrar mil crianças de seis anos com 90 de QI e mil com 110, posso dizer com muita confiança que a renda do grupo de 110 de QI aos 30 anos será mais alta na média - essa é palavra-chave, na média - do que a do grupo de 90.
ISTOÉ - Até que ponto da vida é possível aumentar o QI?
Murray - É muito difícil aumentá-lo. Nos Estados Unidos temos muitos programas experimentais com o objetivo de enriquecer o ambiente de aprendizado para crianças pequenas. Eles mostram alguns ganhos a curto prazo, mas esses ganhos sempre desaparecem quando as crianças são testadas novamente anos mais tarde. Não temos nenhum programa que demonstre aumento de QI entre crianças maiores que sete ou oito anos.
ISTOÉ - Há pesquisas que mostram que é possível aumentar a inteligência. O que o sr. pensa sobre isso?
Murray - Estou sempre disposto a examinar novas evidências. Os trabalhos que conheço não dizem isso.
ISTOÉ - O que o sr. pensa sobre outros tipos de inteligência, como inteligência emocional?
Murray - Características pessoais como autodisciplina, perseverança, empatia e bom humor são muito importantes. Também há uma qualidade essencial, que Aristóteles chamou de "sabedoria prática", que está relacionada ao QI, mas engloba uma capacidade de avaliação muito mais ampla do que a detectada em um teste.
ISTOÉ - Existem diferenças no QI de homens e mulheres?
Murray - O consenso entre especialistas é que o QI médio de homens e mulheres é igual, mas o perfil de habilidades cognitivas específicas varia de acordo com o gênero. Uma minoria sustenta que existe uma diferença na média também, mas isso é uma questão extremamente técnica. Fico com a maioria até que surjam novos dados que provem o contrário.
ISTOÉ - As ações afirmativas podem consertar erros históricos?
Murray - Nos Estados Unidos a ação afirmativa tem sido destrutiva para brancos e negros. Por que não focar toda a nossa atenção em fazer um trabalho melhor tratando indivíduos de acordo com as qualidades que eles têm enquanto indivíduos? Para mim, isso é justiça. Tratar pessoas como membros de grupos, isso é racismo na minha visão.
ISTOÉ - Dados americanos mostram que, nos últimos 30 anos, a diferença entre o QI de brancos de 12 anos e negros de 12 anos diminuiu de 15 pontos para 9,5 pontos. Isto não prova que políticas inclusivas que estimulam os jovens funcionam?
Murray - Na verdade, dados mostram que a diferença está diminuindo e dados, tão convincentes quanto, mostram que não houve nenhuma redução nos últimos 30 anos.
ISTOÉ - O que pensa sobre cotas para mulheres, na política, e para deficientes em empresas e serviço público?
Murray - Odeio cotas.
ISTOÉ - A habilidade intelectual tem a ver com a geografia: um negro americano é diferente de um negro brasileiro que é diferente de um africano?
Murray - Há muita verdade nisso. Por exemplo, nós sabemos que o QI dos negros americanos é muito maior do que o dos negros africanos e uma grande parte desta diferença tem de ser atribuída às diferenças de ambiente onde eles cresceram.
ISTOÉ - Qual o peso do ambiente na inteligência?
Murray - As estimativas são de que o QI é entre 40% e 60% produzido pelo ambiente e o resto é genético.
ISTOÉ - Existem gênios que não têm QI excepcional?
Murray - Claro. Qual era o QI de Rembrandt? E de Mozart? Tenho certeza de que eles tinham um QI mais alto que a média, mas não há indícios de que era excepcional. A genialidade deles está em outras coisas. Newton e Gauss tinham habilidades matemáticas que, provavelmente, eram tão grandes que nenhum teste de QI poderia medir, assim como Shakespeare e Goethe tinham habilidades verbais excepcionais.
ISTOÉ - Há gênios no esporte?
Murray - Existem, claramente, gênios no esporte. Mas evito a palavra inteligência nesses casos, prefiro habilidade. Existe alta habilidade cognitiva e alta habilidade esportiva e elas têm muito pouca conexão entre elas.
ISTOÉ - Sem levar em conta sua opção política, quem é mais inteligente, Barack Obama ou John McCain?
Murray - Quem tem o QI mais alto certamente é Barack Obama.
ISTOÉ - O sr. deve angariar inimigos por causa de suas opiniões controversas. Como lida com isso?
Murray - Quando The bell curve foi publicado, fiquei deprimido com as críticas e preocupado em como fazer as pessoas entenderem o que eu tinha dito de fato, em vez de o que os meus inimigos disseram que eu disse. Agora, aos 65 anos, não ligo mais para o que as pessoas pensam.
ISTOÉ - Qual é o seu QI? O sr. está feliz com ele?
Murray - O sistema escolar da cidade onde eu cresci aplicava testes de QI nos estudantes aos 13 anos, e os resultados eram usados pelas escolas para guiá-las. Os estudantes nunca sabiam os resultados, por isso nunca soube qual é o meu QI. Sou feliz com minha habilidade verbal e gostaria de ter mais habilidade matemática.
Fonte:
IstoéMurray - As estimativas são de que o QI é entre 40% e 60% produzido pelo ambiente e o resto é genético.
ISTOÉ - Existem gênios que não têm QI excepcional?
Murray - Claro. Qual era o QI de Rembrandt? E de Mozart? Tenho certeza de que eles tinham um QI mais alto que a média, mas não há indícios de que era excepcional. A genialidade deles está em outras coisas. Newton e Gauss tinham habilidades matemáticas que, provavelmente, eram tão grandes que nenhum teste de QI poderia medir, assim como Shakespeare e Goethe tinham habilidades verbais excepcionais.
ISTOÉ - Há gênios no esporte?
Murray - Existem, claramente, gênios no esporte. Mas evito a palavra inteligência nesses casos, prefiro habilidade. Existe alta habilidade cognitiva e alta habilidade esportiva e elas têm muito pouca conexão entre elas.
ISTOÉ - Sem levar em conta sua opção política, quem é mais inteligente, Barack Obama ou John McCain?
Murray - Quem tem o QI mais alto certamente é Barack Obama.
ISTOÉ - O sr. deve angariar inimigos por causa de suas opiniões controversas. Como lida com isso?
Murray - Quando The bell curve foi publicado, fiquei deprimido com as críticas e preocupado em como fazer as pessoas entenderem o que eu tinha dito de fato, em vez de o que os meus inimigos disseram que eu disse. Agora, aos 65 anos, não ligo mais para o que as pessoas pensam.
ISTOÉ - Qual é o seu QI? O sr. está feliz com ele?
Murray - O sistema escolar da cidade onde eu cresci aplicava testes de QI nos estudantes aos 13 anos, e os resultados eram usados pelas escolas para guiá-las. Os estudantes nunca sabiam os resultados, por isso nunca soube qual é o meu QI. Sou feliz com minha habilidade verbal e gostaria de ter mais habilidade matemática.
Fonte:
"Newton (foto) e Gauss tinham habilidades matemáticas tão grandes que nenhum teste de QI poderia medir" ISTOÉ - Se as escolas públicas americanas são ruins, como o sr. diz, que soluções existem para a educação em países do Terceiro Mundo como o Brasil?Charles Murray - Não conheço as escolas brasileiras, mas posso falar em linhas gerais: se ainda há muitas escolas brasileiras que são fracas nas coisas óbvias - instalações ruins, poucos professores, poucos equipamentos -, é fácil fazer melhorias importantes, e ver os indicadores brasileiros de educação melhorar também. Em um país como os Estados Unidos, os problemas são menos óbvios e mais difíceis de se resolver. Por exemplo, a burocracia educacional em muitas de nossas grandes cidades é incompetente. Como se dá um jeito em uma burocracia incompetente?
ISTOÉ - O sr. já foi acusado de racismo. Os brancos são mesmo mais inteligentes que os negros?
Murray - Fui acusado de racismo porque mostrei um indiscutível fato empírico: quando amostras representativas de brancos e negros são submetidas a testes que medem a habilidade cognitiva, os resultados médios são diferentes. Isto não é uma opinião. É um fato, da mesma forma que medidas de altura mostram um resultado médio diferente entre japoneses e alemães. Eu não tirei conclusões racistas deste fato, não advoguei políticas racistas, e tenho escrito explicitamente que a lei deve tratar pessoas como indivíduos e não como membros de grupos raciais. Então por que me chamar de racista? Porque alguns fatos não podem ser discutidos - e os indivíduos que os discutem devem ser pessoas terríveis.
"Se há escolas brasileiras fracas nas coisas óbvias - instalações ruins e poucos professores, é fácil fazer melhorias" A eterna revolução em um manicômio ideológico
Escrito por Orlando Braga
Para o marxismo cultural, vale tudo, e os fins da revolução justificam todos os meios. E como o proletariado se tornou obsoleto para a revolução, qualquer bicho-careta serve de meio-objeto para a revolução.
A política da chamada “Terceira Via”, anunciada com pompa e circunstância por Tony Blair em meados da década de 90 do século passado, foi defendida pela primeira vez pelo marxista Merleau-Ponty em 1956, no seu livro “As Aventuras da Dialéctica” (Paris, Gallimard). Foram precisos quarenta anos para que as ideias da “Terceira Via” de Merleau-Ponty fossem oficialmente assumidas na política europeia; e depois de Tony Blair, seguiram-se uma série de idiotas úteis: Zapatero, José Sócrates, Lula da Silva, e até o Obama nos Estados Unidos.
Através do seu livro supracitado e do seu conceito de “Terceira Via”, Merleau-Ponty afastou-se definitivamente da ortodoxia leninista e adotou, embora de forma ambígua, o marxismo cultural da Escola de Frankfurt. Os seus discípulos Claude Lefort, Cornelius Castoriadis, e principalmente Alain Touraine, já antes de Maio’68 em Paris mas sob o signo deste movimento, abraçaram definitivamente uma mistura ideológica entre o marxismo cultural e o estruturalismo francês, adotando não só o conceito político de “Terceira Via”, mas também considerando que o movimento de proletarização terminou, e classificando a classe operária como “esclerosada”.
O que verificamos é que o meios-objeto da revolução se foram alterando sucessivamente de um “meio-objeto revolucionário” para outro, mas esses ideólogos não desistiram do conceito de revolução.
Nos seus escritos de ainda antes de Maio’68, Alain Touraine foi muito claro: os interesses de classe já não são predominantes nas lutas pelo controlo da mudança social e da ação histórica (o proletariado está esclerosado), e agora os meios e objetos da revolução passam a ser as mulheres, os jovens, o estudante, o antinuclear, o regionalista e, segundo o marxista Alain Touraine, mais tarde virão novos meios/objeto da revolução: os ecologistas e os homossexuais. Ei-los aí.
Foram precisos trinta anos para que as ideias de Alain Touraine, e seus camaradas marxistas, fossem oficialmente assumidas pela política europeia — e mais grave: assumidas pelos conservadores europeus! Criou-se, assim, um mito segundo o qual a Esquerda prevê o futuro (os novos profetas), mesmo que esse futuro revolucionário se revele, na prática, catastrófico para a sociedade. As profecias dos novos profetas marxistas têm que ser, mais tarde ou cedo, inexoravelmente adotadas sob pena de se incorrer em crime de heresia.
O mais perverso, nos novos marxistas culturais, é que não têm problema nenhum em introduzir (enviesando-as) nas suas ideias revolucionárias, as ideias de conservadores como, por exemplo, Tocqueville, e assumi-las como suas. Para o marxismo cultural, vale tudo, e os fins da revolução justificam todos os meios. E como o proletariado se tornou obsoleto para a revolução, qualquer bicho-careta serve de meio-objeto para a revolução: a mulher, o jovem ou o homossexual, são apenas meios-objeto, instrumentos de uma visão utópica do mundo segundo a qual é possível construir um paraíso na Terra através de engenharias sociais construídas através do divórcio entre Direito (o justo) e ética (o bem).
Quando a mulher, o jovem ou o homossexual passarem a ser “objetos revolucionários esclerosados” (como aconteceu com o “proletariado obsoleto”), os revolucionários concentrarão as suas atenções reviralhas na libertação de dominação, por exemplo, em relação aos imigrantes, à ameba, ao pardal e aos animais domésticos. Quiçá, as crianças precisem também de ser libertadas da dominação sexual da merda da cultura ocidental e, assim, a pedofilia seja legalizada. O que é preciso é um eterno e indiferenciado meio-objeto revolucionário para que a revolução nunca acabe.
“Los problemas no se resuelven, meramente pasan de moda”.Nicolás Gómez Dávila
Através do seu livro supracitado e do seu conceito de “Terceira Via”, Merleau-Ponty afastou-se definitivamente da ortodoxia leninista e adotou, embora de forma ambígua, o marxismo cultural da Escola de Frankfurt. Os seus discípulos Claude Lefort, Cornelius Castoriadis, e principalmente Alain Touraine, já antes de Maio’68 em Paris mas sob o signo deste movimento, abraçaram definitivamente uma mistura ideológica entre o marxismo cultural e o estruturalismo francês, adotando não só o conceito político de “Terceira Via”, mas também considerando que o movimento de proletarização terminou, e classificando a classe operária como “esclerosada”.
O que verificamos é que o meios-objeto da revolução se foram alterando sucessivamente de um “meio-objeto revolucionário” para outro, mas esses ideólogos não desistiram do conceito de revolução.
Nos seus escritos de ainda antes de Maio’68, Alain Touraine foi muito claro: os interesses de classe já não são predominantes nas lutas pelo controlo da mudança social e da ação histórica (o proletariado está esclerosado), e agora os meios e objetos da revolução passam a ser as mulheres, os jovens, o estudante, o antinuclear, o regionalista e, segundo o marxista Alain Touraine, mais tarde virão novos meios/objeto da revolução: os ecologistas e os homossexuais. Ei-los aí.
Foram precisos trinta anos para que as ideias de Alain Touraine, e seus camaradas marxistas, fossem oficialmente assumidas pela política europeia — e mais grave: assumidas pelos conservadores europeus! Criou-se, assim, um mito segundo o qual a Esquerda prevê o futuro (os novos profetas), mesmo que esse futuro revolucionário se revele, na prática, catastrófico para a sociedade. As profecias dos novos profetas marxistas têm que ser, mais tarde ou cedo, inexoravelmente adotadas sob pena de se incorrer em crime de heresia.
O mais perverso, nos novos marxistas culturais, é que não têm problema nenhum em introduzir (enviesando-as) nas suas ideias revolucionárias, as ideias de conservadores como, por exemplo, Tocqueville, e assumi-las como suas. Para o marxismo cultural, vale tudo, e os fins da revolução justificam todos os meios. E como o proletariado se tornou obsoleto para a revolução, qualquer bicho-careta serve de meio-objeto para a revolução: a mulher, o jovem ou o homossexual, são apenas meios-objeto, instrumentos de uma visão utópica do mundo segundo a qual é possível construir um paraíso na Terra através de engenharias sociais construídas através do divórcio entre Direito (o justo) e ética (o bem).
Quando a mulher, o jovem ou o homossexual passarem a ser “objetos revolucionários esclerosados” (como aconteceu com o “proletariado obsoleto”), os revolucionários concentrarão as suas atenções reviralhas na libertação de dominação, por exemplo, em relação aos imigrantes, à ameba, ao pardal e aos animais domésticos. Quiçá, as crianças precisem também de ser libertadas da dominação sexual da merda da cultura ocidental e, assim, a pedofilia seja legalizada. O que é preciso é um eterno e indiferenciado meio-objeto revolucionário para que a revolução nunca acabe.
“Los problemas no se resuelven, meramente pasan de moda”.Nicolás Gómez Dávila
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Cavaleiro do Templo: Ativista gay abandona o homossexualismo
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