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    terça-feira, 18 de outubro de 2011

    O MASCATE

    O MASCATE - PT GANHANDO NO GRITO. ANALFABETOS VIRTUAIS

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    Selva Brasilis: Petista Enraba Comunista, ou a Solidariedade dos S...: Incrível gente! O PCdoB é sócio do esquema de poder do PT, em troca de seu apoio tem uma pedaço bem definido da grana pública. Depois que co...

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    Graça no país das maravilhas: O excesso de zelo que esta turma do PT tem com ban...: A Câmara analisa o Projeto de Lei 1249/11, da deputada Erika Kokay (PT-DF), que garante alimentação especial para presos com prescrição mé...

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    Cavaleiro do Templo: Propaganda de partido cristão brasileiro causa rev...: GOSPEL+ Publicado por Tiago Chagas em 17 de outubro de 2011 Um comercial do Partido Social Cristão exibido no horário político na última...

    segunda-feira, 17 de outubro de 2011

    notalatina: Cuba: onde houver podridão, crime e infâmia, lá es...

    notalatina: Cuba: onde houver podridão, crime e infâmia, lá es...: Na semana que passou três acontecimentos graves relacionados a Cuba merecem ser analisados, sobretudo porque as notícias veiculadas foram ap...

    Mídia Sem Máscara - O gayzismo e os me®dia

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    Mídia Sem Máscara - O clima não muda? Falsifiquemos os mapas!

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    O MASCATE: ROUBAR...ROUBAR...ROUBAR...

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    Camuflados: O GOVERNO MAMBEMBE E ... NA BASE DO PUXADINHO.

    Camuflados: O GOVERNO MAMBEMBE E ... NA BASE DO PUXADINHO.: O governo da presidente Dilma anda preocupado com as palavras. Algumas devem ser banidas. "Faxina", por exemplo, nunca existiu. A qued...

    Ciência Brasil: Blog da Dilma faz homenagem ao "professor" Debúlio...

    Ciência Brasil: Blog da Dilma faz homenagem ao "professor" Debúlio...: Vejam aqui o texto na íntegra, caso tenham estômago... http://dilma13.blogspot.com/2011/10/delubio-soares-ja-sao-mais-de-tres.html Como p...

    Eliseu Opina: Diogo Mainardi: Macacos, sexo e Michelangelo

    Eliseu Opina: Diogo Mainardi: Macacos, sexo e Michelangelo: Gorila e Juízo final - Jared Diamond vislumbra o apocalipse ecológico e nuclear. Isso também está no Velho Testamento, ilustrado na Capela...

    domingo, 16 de outubro de 2011

    Mostra fotografica MULHERES PIONEIRAS - NOVA PETROPOLIS/RS



    A filosofia e a política: um apólogo histórico

    As lições da filosofia não vêm somente da obra, mas também da vida dos filósofos, cujos eventos, muitas vezes, têm a carga dramática e sapiencial dos mitos. A reflexão me ocorre a partir de um episódio da vida de Diógenes de Sínope, que sempre me fascinou, desde que ouvi falar dele. Trata-se do célebre encontro entre o filósofo e Alexandre, o Grande, narrado por Plutarco e por Diógenes Laércio.

    Certa vez, o imperador, em visita a Corinto, quis conhecer o famoso filósofo e o encontrou encostado a uma coluna, aquecendo-se ao sol da manhã. Trocaram algumas palavras e Alexandre, impressionado, perguntou a Diógenes se poderia fazer alguma coisa por ele, ao que o filósofo teria respondido, sem maior cerimônia: “Dá para sair da frente do sol?”

    Segundo uma outra versão do encontro, que me parece menos plausível, o imperador teria encontrado o filósofo remexendo uma pilha de ossos humanos, na qual, disse Diógenes, estar procurando os ossos de Filipe, pai de Alexandre. E acrescentou, mordaz, como convinha a um cínico: “Não consigo, porém, distinguir os ossos dele dos ossos de um escravo”.

    Sempre impressionado, Alexandre teria respondido que, não fosse Alexandre, o Grande, gostaria de ter sido Diógenes, o Cínico. Se, de fato, expressou esse desejo, deixou claro que aproveitou as lições de seu tutor, Aristóteles. Compreendeu que o grau de liberdade e independência de que Diógenes desfrutava só podia ser superado pela liberdade e independência de alguém na sua posição – quase única na história da humanidade, pois poder semelhante ao de Alexandre talvez só tenham possuído César, Augusto e Gengis Khan.

    Mas, voltando à primeira versão do encontro, note-se que ela revela um Diógenes profundamente cínico – e cínico, vale lembrar, vem de “cinos”, que significa cão, em grego, remetendo à agressividade dos filósofos da escola cínica. Mais do que isso, contudo, creio que ela traz uma lição sobre a filosofia da qual a ignorância filosófica moderna, especialmente a marxista, sequer suspeitou. Se não, vejamos.

    No episódio, Diógenes personifica a filosofia, ao passo que Alexandre é a personificação da política. E, portanto, a filosofia pede à política que saia da frente do Sol, cuja luz – a luz da verdade – está escondendo. Ao esconder o Sol, a política presta um desserviço à filosofia, descaracterizando-a e transformando-a em ideologia. A filosofia, enfim, não pode se manter à sombra da política e de suas necessidades pragmáticas, sem deixar de ser filosofia.

    Como já disse, em outra ocasião, parafraseando uma das teses contra Feuerbach, a filosofia se limitou a explicar o mundo, quando passou a querer transformá-lo, deixou de ser filosofia.

    Combater a Nova Ordem Mundial: Irã alega que logo dos jogos olímpicos de Londres ...

    Combater a Nova Ordem Mundial: Irã alega que logo dos jogos olímpicos de Londres ...: Quase quatro anos após o lançamento do logo, Teerã ameaça boicotar os jogos a menos que o desenho seja mudado O Irã ameaçou boicotar os ...

    Dextra: O Estado segundo o Nacional-Socialismo (ATUALIZADO...

    Dextra: O Estado segundo o Nacional-Socialismo (ATUALIZADO...: Post instigante do blogue Yrminsul : A visão do Estado para o Nacional-Socialismo . Destaco a conclusão do texto: Assim, Hitler também c...

    Educação Pública - Um fetiche socialista

    [Texto adaptado a partir da exposição inicial apresentada no debate interno do Diretório Paulista do Libertários, realizado em 7 de agosto de 2011]
    educacao2.jpgMuito se fala em educação no Brasil.  Na verdade, parece que dizer que "a educação é a solução para o Brasil" é, ao lado do futebol, do carnaval e da bunda, uma unanimidade nacional.  Pretendo questionar o porquê desse verdadeiro fetiche por educação, mas antes quero questionar o porquê de, existindo este fetiche, as pessoas se voltarem para o pior meio de se realizar esta fantasia, o estado.
    Tudo que é fornecido por meio do estado é sempre de pior qualidade e mais caro do que quando fornecido pelo mercado.  Isto porque o estado se guia por pressões políticas, e não pelo sistema de preços.  Não importa o tamanho do fracasso das empreitadas do governo -- mais dinheiro sempre estará disponível.  Mas no setor privado, se um empreendedor fracassa e não consegue atender as demandas dos consumidores melhor e mais barato que seus concorrentes, ele vai à falência e tudo que ele investiu do próprio bolso ou do bolso de investidores é perdido -- e dificilmente investidores que tiveram prejuízos lhe darão novo dinheiro.
    Então, se alguém tem por objetivo educação de mais qualidade e a custos acessíveis para a grande maioria, deve apoiar a total e imediata separação entre estado e educação.
    Uma questão que surge é "como os pobres iriam conseguir educação?"  (como se roubar de uns para prover educação para outros fosse uma opção a ser considerada e não imediatamente rejeitada!).  Temos exemplos atuais de lugares muito mais pobres que o Brasil, na África, China e Índia, onde escolas que visam lucros são frequentadas por crianças pobres, como pode ser visto no livro de James Tooley. 
    Aqui no Brasil mesmo temos exemplos recentes de lan houses funcionando em favelas e proporcionando acesso à internet para as crianças pobres dali -- e ainda, obviamente, lucrando com isso.  E se internet não é educação, eu não sei o que seria.  Assistam ao vídeo abaixo sobre como a ação de um empreendedor mudou a realidade na favela Antares. 
    antares.jpg
    Um pretexto muito usado para justificar o fornecimento de serviços de educação através da violência estatal é o de "igualdade de oportunidades", a qual supostamente seria atingida com um "acesso universal à educação".  De fato, como alguém pode falar em "igualdade de oportunidades com educação universal" sem começar defendendo que todas as crianças tenham um computador e acesso a internet?  Antes que os socialistas tomem isto como mais um dever do estado, Harry Browne já nos fez ver o que seria de nós se o governo assumisse a indústria de computadores. 
    Dito isto, e espero que tenha ficado claro que aqueles que valorizam os serviços de educação devem exigir que o estado tire suas mãos desse setor, vou analisar agora este fetichismo da educação.  O dicionário define fetiche como "objeto a que se atribui poder sobrenatural ou mágico e a que se presta culto" -- e é exatamente este comportamento que observo no Brasil perante a educação.  Ela tem mesmo este poder de transformar o Brasil?
    Em 1961 foi realizada por Fidel Castro uma campanha nacional de educação e Cuba tornou-se o primeiro país do mundo a erradicar o analfabetismo.  Cuba está completando agora em 2011 50 anos sem analfabetismo.  E Cuba conta hoje com os melhores índices de educação das Américas.  (Vamos confiar aqui nos dados fornecidos pela ditadura castrista)
    Como está Cuba hoje?  Nas Américas, os cubanos só não são mais miseráveis que os haitianos.  Uma educação universal e de qualidade veio acompanhada de diminuição da pobreza?  Nestes primeiros 50 anos, parece que não.  No começo dessa semana, uma reportagem sobre Cuba da Agência Estado nos deu um exemplo da situação por lá:
    Não há dados oficiais sobre o percentual de desemprego, mas as pessoas se queixam da falta de oportunidades.

    Muitos cubanos se oferecem aos turistas como guias informais e até companhias para, em troca, receber pagamentos. A história do médico intensivista Juan Pablo Luis é comum a muitos cubanos. Ele abandonou a profissão para ser taxista. Segundo o médico, a opção, "bastante dolorosa", foi tomada depois que o filho, de 11 anos, nasceu e ele viu a situação ficar mais difícil. "Sonho todos os dias que estou trabalhando na minha profissão. Não gosto de falar sobre isso", disse.
    Esta história mostra que dar oportunidade para que todos estudem o que quiser (mesmo que o preço seja a miséria de todos) só cria este tipo de distorção bizarra, em que ser taxista, que é um serviço que pode ser desempenhado por alguém que jamais tenha entrado em uma sala de aula, paga mais do que a profissão de médico, que é um serviço altamente especializado que exige muitos anos de estudo universitário.
    Sem o sistema de preços para guiar suas decisões, o governo sobreinvestiu em educação, que nada mais é do que um bem, e o investimento resultou em um retumbante prejuízo.  Juan Pablo conseguiu realizar seu sonho de ser médico, mas não o de praticar medicina, já que não há mercado para ele.  Todo o custo de sua faculdade foi arcado pelo governo.[1]  E como o governo não tem dinheiro próprio, ele tirou o dinheiro de toda a população do país.  Se fosse um investimento privado, ele teria desperdiçado seu próprio dinheiro, mas este e muitos outros investimentos em educação sem retorno foram pagos por todos os cubanos.  É fácil perceber porque a miséria impera naquela ilha. 
    Portanto, educação estatal não é e nem pode ser eficiente e, além disso, o acesso universal à educação garantido através do estado -- e não o resultado de um mercado livre -- é algo que vem com um custo altíssimo e indesejável, o qual é jogado nas costas de outros. 
    Em 1848 Karl Marx, em seu O Manifesto Comunista proclamou: "É dever do estado garantir a educação pública e gratuita de todas as crianças".
    Vinte e cinco anos antes, em 1823, o libertário Thomas Hodgskin  advertiu: "É melhor não ser educado do que ser educado pelos seus governantes".
    Eu fico com Hodgskin; e você?

    [1] Outro exemplo desse tipo de investimento errôneo estimulado pelo estado pode ser visto na bolha educacional que os EUA estão vivendo, mas neste caso, os prejuízos ficam com os estudantes e seus pais. Veja o artigo de Doug French, The Higher-Education Bubble Has Popped.

    A CONCEPÇÃO LUTERANA DO ESTADO

     





    Valter de Oliveira


    Ultimamente vários pensadores têm abordado a questão do papel ou das funções do Estado em uma sociedade pluralista. Dentro desta perspectiva tanto no âmbito político quanto no âmbito do judiciário destaca-se o debate sobre as relações do poder público com a religião. (1)

    Podemos nos perguntar: para que tal discussão? Não é um debate de intelectuais, tão alheios, como se verifica com freqüência, às reais necessidades do povo?

    Contrariamente ao que muitos podem imaginar o tema tem enorme importância. Para a democracia, para a sociedade, para o futuro do cristianismo e das religiões e inclusive para os que não têm fé.

    Do que li e ouvi sobre o assunto nos últimos meses encontrei posicionamentos que trazem luzes e esperanças para o futuro. Por outro lado, encontrei afirmações que me deixaram preocupado. Por quê? Porque foram defendidas por católicos sérios e eruditos que, em minha modesta opinião, estão enganados.

    Para discutir melhor o assunto decidi colocar no blog Olivereduc, a partir de hoje, textos que explicam os diferentes pensamentos sobre o papel do Estado na História Moderna e Contemporânea. Começo com a concepção de Lutero sobre a Igreja e o Estado. Estou certo que muitos amigos leitores ficarão surpresos com o pensamento do reformador.

    Quem conhece a história da Reforma sabe que Lutero tinha uma visão profundamente pessimista do homem. A razão é simples: ele considerava que o pecado original afetara profundamente o homem corrompendo totalmente nossa natureza. Em sua obra, “O Servo Arbítrio”, negou nossa liberdade. Toda a ação humana, por nascer de uma natureza totalmente corrompida, seria sempre pecaminosa.

    “Com a sua visão pessimista do homem, afirma o historiador Guido Zagheni, Lutero só podia mesmo conceber o Estado como o único e supremo guardião de uma vida ordenada e pacífica, e por isso o único capaz de permitir ao cristão dedicar-se ao culto a Deus e à vida espiritual”.

    Como isso pode acontecer?


    A resposta é simples: “Para que isso aconteça é necessário que a ordem espiritual e interior esteja totalmente separada da ordem política e exterior”. É o que fica plenamente claro nas palavras de Lutero:

    “Entre o cristão e o homem de governo deve haver uma profunda separação. Certamente, o príncipe deve ser cristão, mas não é como cristão que ele é considerado, mas como príncipe. Esse homem é cristão, mas a sua função nada tem a ver com a religião. Embora encontrando-se no mesmo homem, os dois estados ou funções estão perfeitamente separados e até opostos (Ed. Weimar, II, 439). Não é a Cristo que deves perguntar, mas ao direito imperial ou local. Aí acharás a conduta a ser adotada” (Weimar, II, 391).



    Zagheni comenta: “Dada essa incomunicabilidade entre ordem espiritual e ordem política, nada se pode e nada se deve fazer contra o triunfo do mal na política. Lutero está bem consciente de que os príncipes podem ser perversos: “Desde o princípio do mundo, um príncipe inteligente é um pássaro raro, e um príncipe bom é algo mais raro ainda. Geralmente os governantes são os maiores loucos e os maiores canalhas que a terra já hospedou”. (Ed. Weimar, II, 439)

    E por que dar o poder a eles? (Lutero havia declarado que cada Príncipe era o chefe da Igreja em seu território).


    “(...) pelo fato de que, com eles, cria-se e manifesta-se a ordem, isto é, aquele bem supremo que permite aos verdadeiros cidadãos dedicar-se à vida interior; portanto, a ordem permite a existência do único bem que pode existir no mundo das obras”. E ainda: “Os príncipes e a autoridade secular são os artífices da paz, permitem que se ensine a palavra de Deus e se batize, coisas que só a paz torna possíveis”.

    O pessimismo de Lutero a respeito do homem “amplia-se para uma assustadora maldade coletiva: “É preciso que haja no mundo um governo duro e sério para forçar e subjugar os maus. O mundo não pode ser governado sem efusão de sangue, a espada do príncipe deve ser vermelha de sangue, porque o mundo quer e deve ser mau.”” (Zagheni 104).

    O que fazer diante do governante mau e injusto?

    “Por essa insubordinação do homem ao bem unida à impossibilidade de uma efetiva regra de justiça, só resta reconhecer a autoridade dos governantes independentemente de como estes se comportam: “Se sua Majestade Imperial é injusto e não cumpre os seus juramentos, seu poder não é afetado por isso. Um imperador ou príncipe pode violar todos os mandamentos divinos e nem por isso se torna menos imperador ou menos príncipe”. (Na Kurfust Johan, Ed. de Erlangen, LIV. 139). “Deus prefere suportar a autoridade injusta do que o povo rebelado por uma causa justa” (...). “O poder secular é uma pequena coisa diante de Deus. Justa ou injusta, não merece que lhe demos a pena da desobediência e da oposição” (destaque nosso).

    Lutero e o poder do Estado: realizamos “o que os papas jamais fizeram nem quiseram fazer”.

    O reformador “está orgulhosamente ciente de ter dado ao Estado “consciência de si”, de tê-lo glorificado e liberado dos vínculos que o condicionavam. “O nosso ensinamento deu à soberania secular a plenitude do seu direito e da sua força, realizando assim aquilo que os papas jamais fizeram nem quiseram fazer” (Bericht na einem guten Freund, Ed. Weimar, VI, 589). E mais: “Essa glória, essa luz que a envolve, a autoridade deve a mim; a mim é que devem gratidão” (Verantwortung, Ed. Weimar, VIII, 107).


    A contribuição de Lutero para o absolutismo do poder temporal

    Zagheni conclui afirmando: “Essa exaltação da autoridade do Estado – seja no seu aspecto positivo de mantenedora da ordem e da paz e, por isso, da vida espiritual, seja no seu aspecto político de qualquer julgamento terreno – é o que Lutero transmite ao absolutismo como um aspecto fundamental do espírito público característico dessa época”.


    As idéias de Lutero sobre o problema das relações entre o Estado e a religião chocavam-se com o que a Igreja “ensinara durante os séculos anteriores, segundo a qual existem duas sociedades, a civil e a eclesiástica, ambas dirigidas por hierarquias que repartem entre si o governo do gênero humano.

    Da concepção luterana resulta também uma clara separação entre o príncipe e o povo por ele governado, porque o primeiro é a manifestação de Deus no mundo exterior e visível, enquanto o segundo é um aglomerado de todos os males da humanidade decaída, manifestação exterior do pecado que corrompeu e arruinou a natureza humana. (...)

    Para governar esse povo mau, a ser dominado através de “correntes e jaulas”, institui-se o príncipe luterano, que substitui Deus no mundo (mesmo quando é péssimo), enquanto poder organizador com o objetivo de, a qualquer custo, pacificar o mundo exterior: “A mão que dirige a espada secular não é uma mão humana, é a mão de Deus. Não é o homem, é Deus quem manda enforcar, torturar, decapitar, é Deus quem faz as guerras. Em todas essas coisas reconheçamos suas obras e os seus vereditos”. (destaque nosso)

    Jacobinos da Revolução Francesa, marxistas e nazistas, em suma todos os laicistas adoradores do Estado, agradecem. Milhões de vítimas choraram amargamente. Outras tantas continuam a chorar.


    Notas:

    1. O Papa também tem tratado amplamente do assunto. Foi tema de seu discurso diante do Parlamento alemão no mês de setembro.

    2. Zagheni, Guido. A Idade Moderna, Curso de História da Igreja, São Paulo, Paulus, 1999. As palavras de Lutero estão em itálico. As citações vão das p. 103 a 109).

    O MASCATE: Greve dos bancários.

    O MASCATE: Greve dos bancários.

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    Diplomatizzando: Gasto social supera investimento no Brasil

    Diplomatizzando: Gasto social supera investimento no Brasil: Governo gasta em assistência social mais do que o dobro do que investe Demétrio Weber O Globo , 16/10/2011 O governo federal gastou, ...