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    sábado, 27 de maio de 2017

    POLITICA LATINO AMERICANA


    Muito se debate a e se discute sobre a democracia na américa latina e os imbróglios, desdobramentos e mutações desse regime político ainda em desenvolvimento e que não mostrou a eficácia esperada pelas nações que a adotaram.

    Utilizando a pratica da pesquisa cronológica e observando quem governou e de que partidos políticos participavam podemos ter uma ideia e formatar um cenário de confrontos ideológicos que abarcará na realidade socializante vivida na américa latina como no ocidente como um todo, quiçá no planeta.

    Primeiramente, irei expor os presidentes e seus respectivos partidos nos principais países da américa latina durante o sec. XX e XXI.



    ARGENTINA

    1904 – Manuel Quintana – Partido Autonomista Nacional (PAN)

    1906 – Jose Alcorta – PAN

    1910 – Roque Penã – PAN

    1914 – Vitorino de la Plaza – PAN

    1916 – Hipólito Yrigoyen – União Cívica Radica (UCR)

    1922 – Marcelo de Alvear – UCR

    1928 – Hipólito Yrigoyen – UCR

    1930 – Jose Uriburu – Partido Militar

    1932 – Augustin Justo – Partido Concordância (PC)

    1938 -  Roberto Ortiz – PC

    1942 – Ramon Castillo – Partido Nacional Democrático

    1943 – Arturo Rawson – Partido Militar (PM)

    1943 – Pedro Ramirez – PM

    1944 – Edelmiro Farrell – PM

    1946 – Juan Domingo Peron – Partido Laborista / Partido Justicialista (PL/PJ)

    1952 – Juan Domingo Peron – PL/PJ

    1955 – Eduardo Lonardi – Partido Militar (PM)

    1955 – Pedro Aramburu – PM

    1958 – Arturo Frondizi – União Civica Radical Intransigente (UCRI)

    1962 – Jose Maria Guido – UCRI

    1963 – Arturo Illia – União Cívica Radical

    1966 – Juan Ongania – Partido Militar (PM)

    1970 – Roberto Marcelo Levingston – PM

    1971 – Juan Lanusse – PM

    1973 – Hector Campora – Frente Justicialista (FJ)

    1973 – Raul Lastiri – FJ

    1973 – Juan Domingo Peron – Partido Justicialista

    1974 – Isabel Martinez Peron – Partido Justicialista

    1976 à 1982 – Jorge Vidella, Roberto Viola, Leopoldo Galtieri, Reynaldo Bignone – PM

    1983 – Raul Alfonsin – União Civica Radical

    1989 – Carlos Menem – Partido Justicialista

    1999 – Fernando de la Rua – União Civica Radical

    2001 – Adolfo Sáa – Partido Justicialista

    2002 – Eduardo Duhalde – Partido Justicialista

    2003 – Nestor Kirschner – Partido Justicialista

    2007 – Cristina Kirschner – Partido Justicialista

    2015 – Mauricio Macri – Proposta Republicana

    Os partidos desses presidentes:

    Partido Justicialista

    O Partido Justicialista (PJ), também conhecido como Partido Peronista, é o maior partido político argentino. Foi fundado pelo general Juan Domingo Perón, cujo sobrenome batizou este movimento político: o Peronismo.

    Apesar de ser tachado de autoritário pelos seus opositores, o PJ só chegou ao poder na Argentina através da via eleitoral e democrática: Juan Domingo Perón em 1946, 1952 e em outubro de 1973, Héctor Cámpora em maio de 1973, Carlos Menem em 1989 e em 1995, Néstor Kirchner em 2003 e Cristina Kirchner em 2007 foram eleitos diretamente pelo povo. Adolfo Rodríguez Saá foi eleito pelo congresso argentino após a renúncia do presidente Fernando de la Rúa (filiado à União Cívica Radical, o maior rival do Partido Justicialista) em dezembro de 2001. Eduardo Duhalde também foi eleito desta mesma forma após a renúncia do próprio Rodríguez Saá, ocorrida em janeiro de 2002.

    Isabel Perón chegou à presidência da Argentina após a morte de seu esposo Juan Domingo Perón, ocorrida a 1º de julho de 1974. Isabelita era então a vice-presidente da Argentina.

    Também no bojo da crise política, social, moral e econômica de 2001/2002, o cargo de Presidente da Argentina foi desempenhado, em caráter provisório, pelo presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Camaño e pelo presidente da Câmara de Senadores, Ramón Puerta, ambos peronistas.

    Partido Autonomista Nacional

    Partido Autonomista Nacional (PAN) é um dos partidos ativos na Argentina, que entre 1880 e 1916, estabeleceu no país governos conservadores. Foi o período de ouro da economia Argentina, com excelentes resultados economicos e o povo experimentando uma ascensão social graças ao baixo intervencionismo estatal praticado por esses governantes.

    União Civica Radical

    A União Cívica Radical (UCR) é um partido político argentino, fundado em 1891 por Leandro N. Alem. O partido é membro da Internacional Socialista. A UCR é o partido político de classe média mais antigo das Américas. Seu líder máximo e maior referência histórica foi Hipólito Yrigoyen, que governou a Argentina em duas oportunidades: entre 1916 e 1922 e entre 1928 e 1930.

    Além de Yrigoyen (o primeiro presidente eleito por voto secreto da história da Argentina), a UCR também elegeu os presidentes Marcelo T. de Alvear (1922-1928), Raúl Alfonsín (1983-1989) e Fernando de la Rúa (1999-2001).

    Durante décadas, a UCR foi o principal partido rival do Partido Justicialista (Peronista).

    Partido Concordancia

    Concordância foi a  aliança política formada em 1931 entre o Partido Nacional Democrata (também conhecido simplesmente como Partido Conservador), a União Cívica Radical Antipersonalista e o Partido Socialista Independente, que governou o país durante a década infame chamada entre 1932 e 1943, através dos presidentes Agustín P. Justo (1932-1938), Roberto M. Ortiz (1938-1940) e Ramón Castillo que tinham completado o período de morte do Presidente Ortiz (1940-1943).

    Proposta Republicana

    Proposta Republicana (PRO) é reconhecida legalmente em 2005 com o nome de Compromisso para o partido político Mudança Argentina, mudando seu nome para proposta republicana em 2.008.

    O partido tem como seu antecessor imediato o Compromisso Frente para a Mudança, uma aliança distrital formada em junho de 2003, composta pelo partido Justicialista, Federal, Autonomista, Democrata, Ação para a República e Democrático Progressista.

    BRASIL

    1902 –Rodrigues Alves– PRP (Partido Republicano Paulista)

    1906 – Afonso pena – PRM (Partido Rep. Mineiro)

    1909 – Nilo Peçanha – PRF (Partido Rep. Fluminense)

    1910 – Hermes da Fonseca – PRC (Partido Rep. Conservador)

    1914 – Wenceslau Brás – PRM

    1918 – Delfim Moreira – PRM

    1919 – Epitácio pessoa – PRM

    1922 – Arthur Bernardes – PRM

    1926 – Washington Luís – PRP

    1930 – Junta Governativa Provisória

    1930 – Getúlio Vargas – Aliança Liberal

    1945 – Jose Linhares – sem partido

    1946 – Eurico Gaspar Dutra – PSD (Partido Social Democrático)

    1951 – Getúlio Vargas – PTB

    1954 – Café Filho – PSP (Partido Social Progressista)

    1955 – Carlos Luz – Interino

    1955 – Nereu Ramos – PSD

    1956 – Juscelino Kubistchek – PSD

    1961 – Janio Quadros – PTN (Partido Trabalhista nacional)

    1961 – Ranieri Mazzilli – PSD

    1961 – João Goulart – PTB

    1964 – Ranieri Mazzilli – PSD

    1964 – Humberto Castelo Branco – Arena (Aliança Renovadora Nacional)

    1967 – Artur da Costa e Silva – Arena

    1969 – Emilio Garrastazu Médici – Arena

    1974 – Ernesto Geisel – Arena

    1979 – João Figueiredo – PDS (Partido Democrático Social)

    1985 – Jose Sarney – PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro)

    1990 – Fernando Collor de Mello – PRN (Partido da Reconstrução Nacional)

    1992 – Itamar Franco – PMDB

    1995 – Fernando Henrique Cardoso – PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira)

    2003 – LULA – PT

    2011 – Dilma Rousseff – PT

    2016 – Michel Temer – PMDB

    Os partidos desses presidentes:

    Partido Republicano Paulista (PRP) foi um partido político brasileiro fundado em 18 de abril de 1873, durante a Convenção de Itu, que foi o primeiro movimento republicano moderno no Brasil.

    Seus adeptos eram chamados de perrepistas. O PRP foi o partido político predominante no estado de São Paulo durante toda a República Velha. O PRP foi extinto em 2 de dezembro de 1937; Portanto, o PRP, junto com o Partido Conservador e o Partido Liberal, são os partidos de mais longa duração da História do Brasil.

    Partido Republicano Mineiro (PRM) foi um partido político brasileiro criado em 4 de junho de 1888 com o objetivo de representar os ideais republicanos e oligárquicos da elite agrária do estado de Minas Gerais.

    Foi controlado inicialmente na República Velha por políticos do sul de Minas até que Artur Bernardes deslocou o comando do PRM para a Zona da Mata Mineira. Sua comissão executiva, a "tarasca", era muito poderosa e tomava as principais decisões. Como todos os partidos políticos, o PRM foi extinto com o advento do Estado Novo.

    Partido Republicano Fluminense (PRF) foi um partido político brasileiro criado em 1888 com o objetivo de representar os ideais republicanos e oligárquicos da elite agrária do Rio de Janeiro. Seu principal representante foi o florianista Nilo Peçanha, presidente da República de 1909 a 1910. A ala prudentista, porém, liderada pelo governador e senador José Thomaz da Porciúncula e ligada ao diretório paulista, não apoiou este nome, porque hostilizava o Florianismo, o autoritarismo armado.

    Como todos os partidos políticos da "República Velha", o PRF foi definitivamente extinto logo após a instalação do Estado Novo, pelo decreto-lei nº 37, de 2 de dezembro de 1937.

    A Aliança Liberal (AL) surgiu em virtude de brecha criada no tradicional esquema de sucessão presidencial, dominado por São Paulo e Minas Gerais — a Política do Café com Leite. Nessa política, os estados se revezariam na escolha do presidente da república, cabendo a um presidente paulista apoiar um presidente indicado pelos mineiros nas eleições, e vice-versa. Graças a esquemas de fraude e manipulação (como a Comissão de Verificação dos Poderes e o Coronelismo), essa combinação política sempre conquistava as vitórias, ainda mais porque não havia oposições suficientemente fortes.

    Em 1929 o presidente paulista Washington Luís contrariou o esquema e indicou um paulista, Júlio Prestes, para sua sucessão. Precisava garantir os interesses financeiros de São Paulo frente aos impactos gerados pela Crise de 1929. Descontentes, os políticos de Minas Gerais romperam com o Partido Republicano Paulista (PRP) e firmaram o apoio à candidatura de Antônio Carlos Ribeiro de Andrada. Porém, inseguros quanto a uma vitória, procuraram aliar-se a outros estados, principalmente o Rio Grande do Sul. Em 17 de junho de 1929 Antônio Carlos cedeu sua candidatura ao gaúcho Getúlio Vargas. Outros acordos foram feitos com o Estado da Paraíba, que indicaria o vice João Pessoa, e o Partido Democrático Paulista, rival do PRP. Em agosto foi formalizada a Aliança Liberal (AL). Os líderes do movimento eram Afonso Pena Júnior e Ildefonso Simões Lopes.

    Entre as bandeiras da Aliança Liberal (AL) estava o voto secreto, a independência do judiciário, a anistia para os tenentes envolvidos nas diversas rebeliões ao longo dos anos 1920, a proteção à exportação do café e reformas sociais.

    A eleição de março de 1930 foi intensamente disputada, e a chapa aliancista acabou sendo derrotada. Várias denúncias de fraudes foram feitas, sem que isso tivesse qualquer resultado.

    João Pessoa acabou morrendo em julho do mesmo ano, no Recife, em razão de conflitos pessoais com João Dantas. Isso acirrou ainda mais os ânimos da Aliança Liberal. Mesmo depois da derrota, alguns líderes do movimento haviam considerado a possibilidade do movimento revolucionário, o que veio realmente a acontecer em outubro de 1930 (Júlio Prestes deveria assumir a presidência em novembro). Com a Revolução de 1930, terminava a república velha, e o candidato da AL, Getúlio Vargas, chegava ao poder através de vias não legais.

    Partido Social Democrático (PSD) foi um partido político brasileiro, fundado em 17 de julho de 1945 e extinto pelo Ato Institucional Número Dois (AI-2), em 27 de outubro de 1965. Refundado em 1987, foi incorporado ao Partido Trabalhista Brasileiro em 2003.

    Em 2011, foi fundado outro Partido Social Democrático, criado a partir de políticos dissidentes do partido Democratas, Partido Progressista, Partido da Social Democracia Brasileira, Partido do Movimento Democrático Brasileiro, Partido Trabalhista Brasileiro, Partido Popular Socialista, entre outros, que foram encabeçados pelo então prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e tendo como articuladores Indio da Costa e a senadora ruralista Kátia Abreu, antes filiados ao DEM.

    O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) foi fundado no Rio de Janeiro (então Distrito Federal), em 15 de maio de 1945 sob a inspiração de Getúlio Vargas, seu maior líder e no bojo do Queremismo, movimento popular cuja consigna era Queremos Getúlio e que propunha uma Assembleia Constituinte com Getúlio na Presidência da República. Além de Getúlio, a fundação do PTB foi articulada pelo seu Ministro do Trabalho, Alexandre Marcondes Filho.

    Sua base eleitoral era o operariado urbano, com forte ligação com os sindicatos. Ideologicamente, as raízes do PTB são o castilhismo gaúcho, o positivismo, traços de social-democracia e o pensamento de Alberto Pasqualini, o maior ideólogo do PTB. Entre 1945 e 1964 foi o PTB o partido que mais cresceu, tanto em número de votos, quanto em número de filiados: em 1946 o PTB tinha 22 deputados federais; elevando-se a bancada para 66, em 1958, e em 1962 já tinha 116. Isto refletiu a crescente urbanização e industrialização que o Brasil experimentou naqueles anos. O PTB era, entre os grandes partidos de então, o mais à esquerda após a morte de Getulio, e era constantemente acusado pelos opositores de ter políticas comunistas.

    O programa partidário do PTB pregava algumas reformas, como a urbana, a agrária e a educativa, e tinha ênfase no crescimento econômico, desenvolvimento industrial, nacionalização de recursos e na educação. Estava incluído no contexto populista que dominou a prática política a partir do Estado Novo em diante.

    Foi criado, entre outros motivos, para servir de anteparo, na classe popular e trabalhadora, à influência do Partido Comunista, e demais organizações de esquerda.

    O PTB era extremamente forte eleitoralmente quando coligado ao PSD, também criado por simpatizantes de Getúlio, mas sustentado principalmente pelas classes médias e o empresariado, tendo uma política conservadora em comparação ao PTB. Esta coligação tinha como principal adversário a UDN, partido de direita conservador. O PTB apoiou o PSD nas eleições de 1945, quando foi eleito Eurico Gaspar Dutra. Em 1950, o PTB teve candidato próprio: Getúlio Vargas, enquanto o PSD lançou Cristiano Machado. Vargas voltou ao poder nos braços do povo e só deixaria o Palácio do Catete morto, após forte oposição da UDN e de Carlos Lacerda em especial, para demovê-lo do poder.

    Nas eleições de 1955, a coligação volta à presidência com o pessedista Juscelino Kubitschek e o trabalhista João Goulart. Jango, eleito vice-presidente, fez mais votos que JK. Jango seria reeleito vice-presidente em 1960, sendo Jânio Quadros eleito presidente. Jânio, apoiado pela UDN, infligiu a única derrota do PSD/PTB em eleições presidenciais no primeiro período democrático brasileiro. O candidato do PSD era o Marechal Henrique Teixeira Lott.

    Ao final dos anos 60, o PTB tinha uma ala mais conservadora e centrista, com Lucio Meira, Fernando Ferrari, Pasqualini, Ivette Vargas, Gilberto Mestrinho e outra mais próxima à esquerda, cujos maiores expoentes foram Leonel Brizola, Santiago Dantas, Sergio Magalhães, Almino Afonso, José Gomes Talarico e Rubens Paiva, e se nuclearam na ala "concentrada", e na Frente Nacionalista, que propunha aceleração das reformas sociais.

    Em 25 de agosto de 1961 Jânio Quadros renuncia ao cargo, e as forças militares brasileiras tentam impedir a posse de Jango, tendo início a Campanha da Legalidade, comandada por Leonel Brizola, governador do Rio Grande do Sul pelo PTB. Jango acaba empossado num sistema parlamentarista, que é repudiado pela população dois anos depois. Jango abandona o cargo em 1964, assumindo uma junta militar provisória até a eleição que empossou Castelo Branco, para combater os movimentos comunistas,prontos e preparados para dar o golpe e instalar a ditadura do proletariado no país. Foram tirados de circulação do enario politico ou se auto exilaram os políticos trabalhistas, como Jango, Brizola, Rubens Paiva, e Sereno Chaise, entre outros, além de lideranças comunitárias, sindicais e estudantis ligadas ao partido e movimentos comunistas. Em 1965, através do AI-2, o PTB foi extinto.

    Partido Social Progressista (PSP) foi fundado em São Paulo por Ademar de Barros, em junho de 1946. Criado a partir do Partido Republicano Progressista, presidido pelo mesmo Ademar, foi o resultado de uma fusão que além do PRP juntou o Partido Agrário Nacional (PAN) e o Partido Popular Sindicalista (PPS).

    Na prática, foi a maior agremiação partidária depois do PSD, PTB e UDN entre 1947-1965 e o maior partido do estado de São Paulo no mesmo período. Foi dissolvido pelo Ato Institucional Número Dois (AI-2), de 27 de outubro de 1965. A maioria dos membros do PSP se agrupou no partido do governo, a Aliança Renovadora Nacional.

    Foi representado por um presidente da República, João Café Filho, o vice de Getúlio Vargas em seu segundo mandato, que assumiu o cargo após o suicídio deste.

    Foi extremamente forte no Estado de São Paulo, sob a direção de Ademar de Barros, novamente Governador do Estado eleito por duas vezes e Prefeito de São Paulo durante esse período, além de ter sido candidato à Presidência em 1960, obtendo mais de 20% dos votos. Outro governador do PSP foi Lucas Nogueira Garcez, lançado por Ademar.

    Em 1987, um novo PSP foi criado pelo jornalista Marronzinho, à revelia dos pessepistas históricos - incluindo o então deputado federal Ademar de Barros Filho, que tentou impugnar no TSE a atitude oportunista. Marronzinho ganhou a disputa pela legenda na justiça eleitoral e tentou vendê-la para o filho de Ademar. Este, então, recriou o PRP, que não obteve o sucesso do velho PSP.

    Podemos (PODE), anteriormente denominado Partido Trabalhista Nacional (PTN), é um partido político brasileiro. É um dos partidos mais antigos do Brasil, uma vez que remonta à organização fundada na República Nova por dissidentes do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e refundada com o retorno do pluripartidarismo no país. Tem sido comandado pela família Abreu (José Masci de Abreu, Dorival de Abreu e Renata Abreu) desde a refundação em 1995. Antes disso, conseguiu eleger um filiado como presidente do Brasil: Jânio Quadros, em 1960.

    Aliança Renovadora Nacional (ARENA) foi um partido político brasileiro criado em 1965 com a finalidade de REPRESENTAR  a política do grupo que eram contrarios as agendas de politicos socialistas/esquerda. No programa do partido, adotado em convenção nacional, realizada, em Brasília, em 21 de setembro de 1975, a ARENA assim se posicionou em relação à sua criação e sua existência:

    "Expressão política da Revolução de Março de 1964, que uniu os brasileiros em geral, contra a ameaça do caos econômico, da corrupção administrativa e da ação radical das minorias ativistas, a ARENA é uma aliança de nosso povo, uma coligação de correntes de opinião, uma aliança nacional".

    Fundada no dia 4 de abril de 1966, a ARENA era um partido político predominantemente conservador. A sua criação se deu em decorrência do Ato Institucional Número Dois, de 27 de outubro de 1965, e do Ato Complementar nº 4, de 20 de novembro de 1965. Ambos foram baixados pelos presidentes eleitos militares e terminaram com o pluripartidarismo existente, naquela época, no Brasil. Assim foram extintos os 13 partidos políticos legalizados no País e determinada a implantação do bipartidarismo. Seus membros e eleitores eram chamados de "arenistas".

    Em 20 de dezembro de 1979, pela lei nº 6.767, o multipartidarismo foi restaurado no Brasil e as associações políticas existentes extintas: "Ficam extintos os partidos criados como organizações, com base no Ato Complementar nº 4, de 20 de novembro de 1965, e transformados em partidos de acordo com a Lei nº 4.740, de 15 de julho de 1965, por não preencherem, para seu funcionamento, os requisitos estabelecidos nesta Lei". Mesmo assim, a lei fazia proibição de "coligações com outros partidos para as eleições à Câmara dos Deputados, às Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais" e de "arregimentação de filiados ou adeptos, com base em (...) sentimentos de classe". Os partidos permitidos seriam os que contassem com "10% de representantes do Congresso Nacional".

    A ARENA foi rebatizada de Partido Democrático Social (PDS). Mais tarde, um grupo de políticos do PDS abandonou o partido e formou a "Frente Liberal", a qual, depois, tornou-se o Partido da Frente Liberal (PFL), atual DEM. O PDS, posteriormente, mudou o seu nome para Partido Progressista Renovador (PPR), e depois para Partido Progressista Brasileiro (PPB), que hoje se chama Partido Progressista (PP).

    O bipartidarismo gerou, no Brasil, de 1966 a 1979, duas correntes políticas, a situacionista formada pela ARENA e a corrente oposicionista formada pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A ARENA era chamada de "A situação" e o MDB de "A oposição".

    O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) é o maior partido político brasileiro e com maior número de filiados, sendo 2 355 472 filiados em maio de 2012, apesar de nunca ter elegido nenhum presidente da república através do voto direto. Fundado em 1980, possui uma orientação política centro esquerda. É sucessor do Movimento Democrático Brasileiro, legenda de oposição à Regime Militar de 1964. Seu código eleitoral é o 15. É o partido também com maior número de prefeitos e vereadores, além de ter a maior representação no Congresso Nacional. Atualmente é presidido por Romero Jucá que assumiu em 5 de abril de 2016 após Michel Temer se licenciar.

    É um dos grandes "partidos pega-tudo" brasileiros, incluindo desde políticos conservadores como José Sarney e Eduardo Cunha, a liberais convictos como Pedro Simon, além de nomes da esquerda-liberal como Roberto Requião, populistas como Iris Rezende, nacionalistas/municipalistas como Orestes Quércia, líderes empresariais como Paulo Skaf e articuladores como Michel Temer. Já teve membros do antigo movimento de guerrilha MR-8 que se desligaram e fundaram o Partido Pátria Livre, nomes da esquerda comunista como Roberto Freire (foi líder do PCB, atualmente presidente do PPS), caciques políticos como Fernando Collor (mais tarde integrante do PRN do qual foi Presidente da República) e Cesar Maia (seu grupo atualmente é filiado ao Democratas).

    Atualmente tem um presidente da república, Michel Temer, que assumiu interinamente dia 12 de maio de 2016 e em definitivo no dia 31 de agosto de 2016 com a votação do afastamento da então presidente Dilma Rousseff.

    Partido Trabalhista Cristão (PTC) é um partido político brasileiro. Seu número eleitoral é o 36 e obteve registro definitivo em 22 de fevereiro de 1990. Foi criado em 1985, sob o nome de Partido da Juventude (PJ), havendo participado com esta denominação das eleições de 1985, 1986 e 1988. No início de 1989, foi renomeado como Partido da Reconstrução Nacional (PRN) e elegeu o primeiro presidente via eleições diretas após a redemocratização do país, Fernando Collor de Mello.

    Em 1990, o partido havia lançado diversos membros de sua Executiva Nacional como candidatos aos governos estaduais: Hélio Costa em Minas Gerais, José Carlos Martinez no Paraná, João Castelo no Maranhão, Renan Calheiros em Alagoas e o advogado Aguiar Júnior no Ceará, entre outros, tendo então conquistado mais de 8% dos votos para a Câmara Federal. Nenhum deles foi eleito. Após o impeachment de Collor e da posse de Itamar, o partido encolheu e voltou a ser mais uma sigla "nanica". Nas eleições de 1994 lançou o empresário baiano Walter Queirós, expulso do partido em plena campanha, e logo depois substituído por Carlos Antônio Gomes, também pouco conhecido em âmbito nacional, na época. Depois de ter eleito menos de 20 prefeitos e um igualmente baixo número de vereadores nas eleições de 1996, repetindo o resultado pífio em 1998, o partido muda novamente de nome para Partido Trabalhista Cristão em fins de 2000, colhendo melhores resultados.

    A bandeira política do partido, desde sua criação (principalmente durante o Governo Collor, como PRN), tem sido o liberalismo econômico e, portanto, a economia de mercado e o livre comércio. No entanto, como PTC, passou a ter tendencias do conservadorismo, sendo visto como um partido de direita ou centro-direita, no espectro político.

    Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) é um partido político do Brasil. Foi fundado em 25 de junho de 1988 pelo ex-governador Mario Covas (à época, senador). Seu símbolo é um tucano nas cores azul e amarela: por esta razão, seus membros são, eventualmente, chamados de "tucanos". O seu código eleitoral é o 45.

    Em 2010, o partido teve cinco indicados entre os cem brasileiros mais influentes do ano: Fernando Henrique Cardoso (ex-presidente da república), José Serra (ex-governador de São Paulo), Aécio Neves (ex-governador e senador eleito por Minas Gerais), Geraldo Alckmin (governador eleito de São Paulo) e Antonio Anastasia (governador de Minas Gerais).

    Foram presidentes nacionais do partido Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas, José Richa e Pimenta da Veiga (que se revezaram em uma comissão provisória, no primeiro ano depois da fundação). Passaram, também, pela presidência, Tasso Jereissati e José Serra, entre outros. O posto é atualmente ocupado por Tasso Jereissati, após o então presidente do partido, Aécio Neves ter entrado em investigação na Operação Lava Jato.

    O Partido dos Trabalhadores (PT) é um partido político brasileiro. Fundado em 1980, integra um dos maiores e mais importantes movimentos de esquerda da América Latina. No início de 2015, o partido contava com 1,59 milhão de filiados, sendo o segundo maior partido político do Brasil, depois do PMDB. Na legislatura atual (2015-2019), o PT tem a segunda maior bancada na Câmara dos Deputados e a terceira maior do Senado Federal.

    Os símbolos do PT são a bandeira vermelha com uma estrela branca ao centro (exceto no Rio Grande do Sul, onde a estrela na bandeira é amarela[22]), a estrela vermelha de cinco pontas, com a sigla PT inscrita ao centro, e o hino do partido. Seus filiados e simpatizantes são denominados "petistas".

    O PT possui, como os demais partidos políticos no Brasil, uma fundação de apoio. Denominada Fundação Perseu Abramo, foi instituída pelo Diretório Nacional em 1996 e tem por missão realizar debates, editar publicações, promover cursos de formação política e preservar o patrimônio histórico do partido - tarefa pela qual é responsável o Centro Sérgio Buarque de Holanda. A FPA substituiu uma fundação de apoio partidário anteriormente existente no PT, a Fundação Wilson Pinheiro, criada em 1981.

    Em 2003, com a posse de Luis Inácio Lula da Silva como Presidente da República, o partido passou a comandar pela primeira vez o Executivo brasileiro. Lula reelegeu-se em 2006 e foi sucedido em 2011 por Dilma Rousseff, sua Ministra-Chefe da Casa Civil. Dilma foi reeleita em 2014 e deixou a presidência em agosto de 2016, após sua destituição ser aprovada pelo Congresso Nacional.

    O PT foi fundado por um grupo heterogêneo, formado por militantes marxistas, sindicalistas, intelectuais, artistas e católicos ligados à Teologia da Libertação, no dia 10 de fevereiro de 1980, no Colégio Sion, em São Paulo. O partido foi fruto da aproximação entre os movimentos sindicais da região do ABC, que organizaram grandes greves entre 1978 e 1980, e militantes antigos da esquerda brasileira, entre eles ex-presos políticos e exilados que tiveram seus direitos devolvidos pela lei da anistia. Desde a fundação, o partido assumiu a defesa do socialismo democrático.

    O PT surgiu, assim, rejeitando tanto as tradicionais lideranças do sindicalismo oficial, como também procurando colocar em prática uma nova forma de socialismo democrático, recusando modelos já então em decadência, como o soviético e o chinês. Significou a confluência do sindicalismo basista da época com a intelectualidade de Esquerda anti stalinista.

    Em 1990, PCCubano, FARC (Forças Armadas Revolucionarias da Colombia), Partido dos Trabalhadores (PT) e inumeras organizações marxistaass e partidos politicos da america latina, central e Caribe fundam o Foro de S.P, organização inexistente legalmente, para debater, criar e difundir suas teses do socialismo do Sec. XXI para essa região continental, que nada mais se resume em um Comunismo castrista da pior especie, pautada na corrupção, violencia, projeto de poder, e propagação da miserabilidade das nações em detrimento a sua perpetuação no poder.

    Com a participação e aliança com as FARC fica claro o envolvimento e o financiamento desse movimento politico atraves do narcotrafico internacional e de armas praticado pela FARC. No final, o socialismo democratico petista acaba por se desnudar no objetivo proprio e da organização continental para a fomação da URSAL – União das Republicas Socialistas da America Latina, uma rança União Sovietica dos trópicos.

    URUGUAI

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    Frente Ampla



    Os partidos desses presidentes uruguaios:

    O Partido Colorado é um partido político uruguaio que abarca o espectro político de algum centro-esquerda menos socialista e centro ao centro-direita. Entre seus integrantes podem encontrar-se posturas que vão desde a social-democracia até o liberalismo.

    É um dos partidos políticos mais longevos do ocidente, fundado em 1836, e o que mais vezes governou o Uruguai. Esteve a frente do governo nos períodos de 1839-1852, ininterruptamente de 1865 a 1959, de 1967 a 1973, de 1985-1990, e de 1995 a 2005.

    Da mesma forma que Partido Nacional (Uruguai) também conhecido como Partido Blanco, remonta à criação do Estado nacional uruguaio.Tem suas origens nos enfrentamentos entre dois destacados líderes da luta pela independência (1825-1828), Fructuoso Rivera e Manuel Oribe.

    Em 1836 enfrentaram-se os partidários do então presidente Manuel Oribe e o grupo que apoiava Fructuoso Rivera (que tinha sido presidente no período anterior 1830-1834). Na batalha de Carpinteria surgem as cores das divisas que posteriormente identificam cada grupo político: blancos, partidários de Manuel Oribe, e colorados (vermelho), os de Rivera. Isto conformou um bipartidismo que durou até princípios do século XXI, com a ascensão ao poder da Frente Ampla (Uruguai) com Tabaré Vázquez em 2005.

    Vinculado mais ao setor urbano da economia, foi o berço do batllismo, que tendia ao welfare state cujo máximo referente foi o ex-presidente José Batlle y Ordóñez que governou duas vezes (1903-1907; 1911-1915) e deixou uma impronta que marcou a política uruguaia no século XX

    O Partido Nacional, ou Partido Blanco, é um partido político uruguaio de inspiração conservadora, ligada ao interior e a cadeia de produção primária. Hoje assume uma postura tendendo a centro-direita.

    Como o Partido Colorado, remonta à criação do Estado uruguaio. Reconhece como seu fundador o general Manuel Oribe, quem fora vice-chefe da Cruzada Libertadora dos Trinta e Três Orientais, na luta pela independência do Uruguai contra o Império do Brasil (1825-1828). Tem suas origens nos enfrentamentos entre os líderes da independência de 1830. Em 1836, enfrentam-se os partidários do presidente Manuel Oribe e o grupo que apoiava Fructuoso Rivera (presidente entre 1830-1834).

    Na batalha de Carpinteria surgiram as cores das divisas que posteriormente identificam cada grupo político: blancos, partidários de Manuel Oribe, e colorados (vermelho), os de Rivera.[2] Isto conformou um bipartidismo que durou até princípios do século XXI, com a ascensão ao poder da Frente Amplio, com Tabaré Vásquez.

    Os blancos são identificados com o pensamento conservador do Uruguai. Em sua história, reagiram contra o projeto reformista, tendendo ao welfare state, que personificou o batllismo ao longo de décadas. Com base na afirmação das vantagens da "economia natural", dos direitos da propriedade privada e dos benefícios derivados do livre câmbio, os blancos foram vinculados com o rural, o "criollo", com a pecuária e com a terra. Durante anos o Partido Nacional teve como líder fundamental Luis Alberto de Herrera, que faleceu em 1959.

    Na atualidade as principais lideranças são os senadores Luis Lacalle Pou, Jorge Larrañaga, e o ex-presidente Luis Alberto Lacalle.

    A Frente Ampla (em espanhol: Frente Amplio - FA) é uma coalizão eleitoral de centro-esquerda do Uruguai, da qual integram vários partidos políticos e organizações da sociedade civil.

    Foi fundada em 5 de fevereiro de 1971 na tentativa de eleger Líber Seregni à presidência da República. Com o contragolpe de 27 de junho de 1973 foi colocada na ilegalidade e reprimida, assim como os líderes que a formavam. Seu líder à época, Líber Seregni, é preso.

    Mais de trinta anos depois, já na democracia, elegeu Tabaré Vázquez para presidente do Uruguai. Após cinco anos de um governo popular, elege seu sucessor, José Mujica. Em 2014, Tabaré Vázquez é eleito presidente novamente. Serão 15 anos que o partido terá o poder executivo no Uruguai.

    PARAGUAI







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    NO CARGO





    Os partidos dos presidentes paraguaios:

    Asociación Nacional Republicana, mais conhecida como Partido Colorado, é um partido político paraguaio de tendência conservadora e nacionalista fundado em 11 de setembro de 1887 com o nome inicial de Partido Nacional Republicano. Entre os fundadores, estava o ex-presidente paraguaio Bernardino Caballero, que dominou a política no país até a insurreição do partido liberal em 1904.

    Salvo pelo período de 1904 a 1946, desde a sua fundação até 2008, foi o partido do governo no Paraguai. Entre 1947 e 1963, foi o único partido legal e, portanto, única organização que podia apresentar candidatos em qualquer processo eleitoral.

    Logo depois da ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989), quando o ditador controlou o partido e desde a eleição do primeiro presidente civil Juan Carlos Wasmosy em 1993, a organização viu importantes perdas na porcentagem de votos em cada período. Nas eleições de 2003, o candidato colorado Nicanor Duarte Frutos obteve menos de 40% do voto popular. Nas eleições gerais de 2008, postulou pelo partido a candidata Blanca Ovelar, derrotada com 30,8% dos votos por Fernando Lugo.

    Nas eleições gerais de 2013, Horacio Cartes foi o candidato do partido à presidência, tendo sido eleito com 45,8% dos votos.

    A Aliança Patriótica para a Mudança (Alianza Patriótica por el Cambio, em espanhol) foi uma coligação de vários partidos políticos de centro-esquerda do Paraguai. Foi a legenda do presidente eleito em 2008 Fernando Lugo.

    Partidos integrantes


    Esta coalização foi estabelecida em 18 de setembro de 2007 na sede do Partido Febrerista com base em outra coalização do ano de 1978. Foi responsável pela candidatura de Fernando Lugo e Frederico Franco para a Presidência paraguaia, da qual saíram vitoriosos. Com a eleição de Fernando Lugo, a APC quebrou mais de 61 naos ininterruptos de governo do Partido Colorado. Em 2010, se uniu com outra coalização para as eleições municipais - a Espacio Unitario, atingindo assim a marca de 18 partidos unidos.

    O Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA) é um dos principais partidos políticos no Paraguai, herdeiro do antigo Partido Liberal, fundada como Centro Democrático em 10 de Julho de 1887, que o partido político mais antigo do país faz, refundado em Domingo Laíno subterrânea em 1978. Ele é um dos dois principais partidos políticos no Paraguai, junto com o Partido Colorado, com mais de 1.300.000 membros nível nacional.

    Ele foi o principal oponente do corpo do general Alfredo Stroessner, vigente no país desde 1954 e o regime anterior regime Higinio Morínigo e como tal sofreu perseguição constante durante os regimes ditatoriais acima mencionados.

    Nos últimos anos, foi o partido do governo desde 22 de junho de 2012 até 15 de agosto de 2013, sendo depois como Presidente da República Dr. Federico Franco, que pertence a este grupo festa.

    Franco tinha sido o vice-presidente desde 2008, Fernando Lugo que acompanha dentro da Aliança Patriótica para a Mudança coalizão, e tomou posse como presidente em 22 de junho de 2012, após a demissão de Fernando Lugo.

    Partido Liberal Radical Autêntico tem feito nos últimos anos, várias parcerias locais com partidos regionais e estaduais, alguns deles de diferentes ideologias.

    VENEZUELA

    1908 – Juan Vicente Gomez – Ditadura Militar

    1913 – Jose Gil Fourtol – DM

    1914 – Vittorino Bustillos –DM

    1922 – Juan Vicente Gomez – DM

    1929 – Juan Perez – DM

    1931 – Juan Vicente Gomez – DM

    1936 – Eleazar Contreras – Independente

    1941 – Isaias Angarita – Independente

    1945 – Romulo Betancourt – Ação Democratica

    1948 – Romulo gallegos – AD

    1948 – Carlos Chalbauld – DM

    1950 – German Flamerich – DM

    1952 – Marcos Perez Gimenez – DM

    1958 – Wolfgang Lazarrabal – Independente

    1958 – Edgar Sanabria – Independente

    1959 – Romulo Betancourt – Ação Democratica

    1964 – Raul Leoni – AD

    1969 – Rafael Caldera – DM

    1974 – Carlos Andres Perez – Ação Democratica

    1979 – Luis Campins – DM

    1984 – Jaime Lusinchi – AD

    1989 – Carlos Andres Perez – AD

    1993 – Octavio Lepage – AD

    1993 – Ramon Jose Velasquez – Independente

    1994 – Rafael Caldera – Convergencia

    1999 – Hugo Chavez – Partido Socialista Unido da Venezuela

    2002 – Pedro Carmona Estanga – Independente

    2002 – Diosdado Cabello – PSUV

    2002 – Hugo Chavez – PSUV

    2013 – Nicolas Maduro – PSUV (Mandato em curso)



    PSUV – PARTIDO SOCIALISTA UNIDO DA VENEZUELA

    O Partido Socialista Unido da Venezuela (também conhecido pela sigla PSUV) é um partido político venezuelano que fundir algumas das forças políticas e sociais que apóiam a revolução bolivariana liderada por Hugo Chávez durante seu mandato presidencial.

    Chávez inicialmente foi dada a tarefa de convencer os diversos partidos políticos que apoiavam a debandar e para entrar no PSUV. Esta tarefa foi moderadamente bem sucedido, com a aceitação dos partidos políticos como a maioria Movimiento Quinta República e os partidos menores como Movimento Eleitoral do Povo, Movimiento Independiente ganhou Todos os venezuelano populares Unidade Independentes pela Comunidade Nacional e da Liga Socialista, entre outros, que juntos somaram 45,99% dos votos obtidos por Chávez durante a eleição presidencial de 2006. Outros jogos Patria para Todos, para a Democracia social, Tupamaro, Movimento e do Partido Comunista da Venezuela-que ganhou 14,6% nos mencionado voto anteriores - recusou-se a entrar imediatamente o PSUV citando várias razões. Chávez posteriormente procurou fortalecer a organização política nascente por uma chamada para a fundação para eles para se registrar como aspirantes a membros do registo Partido Socialista Unido que começou em 29 abril e terminou em 10 de Junho 2007 com um total de 5.669.305 candidatos,  número chegou a 80% do voto chavista 2.006, em dias posteriores do registo, o número subiu para 7,253,691 pessoas. atualmente, o registro tem militantes do PSUV 7.632.606 registrados, 13.682 unidades organizadas em Bolivar Chavez ( UBCh) .

    A proposta do PSUV recebeu muitas críticas, tanto internamente com jogos Podemos como entre seus opositores, baseia-se principalmente na consideração de que uma proposta de fusão dos partidos políticos com diferentes ideologias seria "antidemocrático" e que procuram impor um "pensamento único" . Este foi fortemente negada por aqueles que apoiaram a proposta.

    Os promotores da construção do novo partido concebido um conjunto de fases para a fundação de que: a posse dos primeiros militantes, conhecidos como propulsores-, a criação de unidades de base e, finalmente, a realização de um Congresso Fundamental em que participaram porta-vozes eleitos em unidades de base, cuja função era discutir e projetar os fundamentos da PSUV.

    Nas eleições parlamentares de 2015, o PSUV ganhou 5,622,844 votos, representando 40,91% dos votos e a posiciona como o segundo partido político venezuelano válidos, em comparação com 7,726,066 votos obtidos pela coalizão de oposição Mesa de la Unidade Democrática (MUD).

    CHILE

    Após a Guerra Civil chileno de 1891, o sistema político adquiriu formas parlamentares. Portanto cobrado coalizões políticas muita força. Embora tenha havido uma dúzia de diferentes partidos e movimentos políticos, a política foi estruturado em torno de dois grandes conglomerados: a Aliança Liberal (de tendência liberal e progressista) e o Coalition (conservador tendência Católica). Ao mesmo tempo, até então uma espécie de clubes políticos dos partidos políticos da burguesia oligárquica seria estendido para integrar a classe média crescente e de trabalhadores.

    Com imigração da Europa vêm para o Chile trabalhadores de idéias anarquistas e socialistas. Além disso, desde meados do século XIX surge através de resistência e cooperativas mancomunales, o movimento operário na salitre do norte do Chile. É a partir destes processos, em 1912, o trabalhador tipógrafo Luis Emilio Recabarren, junto a cerca de 30 trabalhadores e empregados salitreros, fundada em Obrero (POS) Partido Socialista Iquique, que é definido como o partido político da classe operária chileno. Em 1922, o POS decide juntar-se a Terceira Internacional Comunista, que é renomeado Partido Comunista do Chile.

    No período entre 1920 e 1938 (ou seja, entre o início do primeiro mandato presidencial de Arturo Alessandri Palma, eo fim de seu segundo mandato), uma série de incidentes políticos levaram à perda de importância dos partidos tradicionais do século XIX, para o benefício dos partidos de massa.

    O esplendor deste novo tipo de partido político viria com os três períodos presidenciais obtidos pelo Partido Radical entre 1938 e 1952. Neste momento, o Partido Radical (o partido da classe média, por excelência) se tornaria um enorme encargos e favores políticos, que eventualmente levaria descrédito. Seu lugar como um agrupamento político intermédio entre a direita ea esquerda seria tomado pelo Partido Democrata Cristão (sucessor grupo político à Falange Nacional, que por sua vez tinha dividido o Partido Conservador cada vez mais decadente), após o triunfo de Eduardo Frei Montalva (1964-1970). Com relação aos partidos políticos, a sua principal característica entre 1938 e 1973 foi a sua estruturação no clássico "três terços" (direita, centro e esquerda).

    Com Salvador Allende chegou ao poder a Unidade Popular, vasta coalizão política de centro e elementos de esquerda. No entanto, o golpe militar de 1973 significou não só o desaparecimento da Unidade Popular, mas o colapso do sistema partidário, e ao fim durante a maior parte da ditadura de Augusto Pinochet. Apenas nos últimos anos de governo militar, foi promulgada a Lei Orgânica Constitucional dos Partidos Políticos, que regulamentou a formação e atuação dos partidos.

    Entre 1973 e 1987 os partidos políticos chilenos foram proibidos. Em 8 de outubro de 1973 os membros da Unidade Popular foram proibidos e três dias depois o resto dos partidos e movimentos políticos foram declarados em recesso sendo finalmente dissolvido em 12 de Março 1977.

    Em 01 de outubro de 1986 foi publicado no Jornal Oficial da Lei Orgânica Constitucional que restaurou o sistema de recenseamento eleitoral e criou o Serviço Eleitoral do Chile (Servel) como substituição da antiga Direcção de Registro Electoral. Em 3 de março de 1987 foi publicada a Lei orgânica Constitucional dos Partidos Políticos, que definem seus objetivos, requisitos para a legalização e organização interna, entre outros com os quais os grupos começaram a iniciar um processo para legalizar o reconhecimento.

    O Partido Nacional foi a primeira organização política a ser legalmente reconhecido pela Servel em 23 de dezembro de 1987, oficialmente inscrita no registo em 4 de Janeiro 1.988, Nos meses seguintes -antes o plebiscito de 5 de Outubro de 1988, eram nacional avançada legalizou os partidos, humanista, Renovação nacional, democracia Radical, chileno socialistas, democrata-cristãos, para a democracia, sul, radical e Los Verdes.

    Restaurada a democracia, em 1990, a referência política principal era a Concertación, um agrupamento de centro-fundada por 17 partidos políticos que sobrevivem do Partido Democrata Cristão (PDC), o Partido Social Democrata Radical (PRSD), o Partido para democracia (PPD) e Partido Socialista (PS). A Coalizão governou o Chile através de Patricio Aylwin (1990-1994), Eduardo Frei Ruiz-Tagle (1994-2000), Ricardo Lagos (2000- 2006) e Michelle Bachelet (2006-2010) presidentes. O adversário mais feroz do partido no poder, tanto quanto corpo de sanção, como a oposição parlamentar e popular foi o Alliance (também chamado Aliança para o Chile), o centro da quadra e que reuniu a União Democrática Independente (UDI) e Renovação Nacional (RN), e em menor medida o pacto de esquerda Juntos Podemos Más.

    A Aliança chegou ao poder, tendo Sebastián Piñera (2010-2014). Em 2013, os partidos da coalizão de oposição decidiu fazer um acordo com o Partido Comunista (PCC), Esquerda Cidadão (IC) e Amplio Social (MAS), constituindo o pacto Nova Maioria. Esta coalizão obteve vitórias nas eleições de 2013 e conseguiu a re-eleição de Michelle Bachelet para o período de 2014-2018. Por sua parte, os partidos que formaram a Aliança se reagruparam em 2015 em uma nova coalizão chamada Chile Vamos.

    Em 2016 o número de partidos políticos legalizados no Chile duplicou, passando de 14 a 32, como um prelúdio para as eleições municipais deste ano e as eleições parlamentares em 2017, como estes irão ser a primeira realizada sob o novo sistema eleitoral ( proporcional) que substituiu o binominal, o que favoreceu a existência de dois blocos à custa de partidos separados e candidatos independentes.

    Presidentes chilenos:

    Aníbal Zañartu - 12 de Julho de 1901 – Partido Liberal

    Germán Riesco - 18 de Setembro de 1901 – Partido Liberal

    Pedro Montt - 18 de Setembro de 1906 – Partido Nacional

    Ramón Barros Luco - 23 de Dezembro de 1910 – Partido Liberal

    Juan Luis Sanfuentes - 23 de Dezembro de 1915 – Partido Liberal Democratico

    Arturo Alessandri Palma - 23 de Dezembro de 1920 – Partido Liberal

    Luis Altamirano Talavera - 12 de Setembro de 1924 - militar

    Pedro Pablo Dartnell - 23 de Janeiro de 1925 - militar

    Emilio Bello Codecido - 27 de Janeiro de 1925 – Partido Liberal Democratico

    Arturo Alessandri Palma - 12 de Março de 1925 – Partido Liberal

    Emiliano Figueroa Larraín - 23 de Dezembro de 1925 – Partido Liberal Democratico

    Carlos Ibáñez del Campo - 21 de Julho de 1927 - militar

    Juan Esteban Montero - 4 de Dezembro de 1931 – Partido Radical (Direita)

    Arturo Puga - 4 de Junho de 1932 – militar, presidente da Rep. Socialista do Chile

    Carlos Dávila Espinoza - 16 de Junho de 1932 – Partido Socialista do Chile

    Carlos Dávila Espinoza - 8 de Julho de 1932 – Partido Socialista do Chile

    Bartolomé Blanche - 13 de Setembro de 1932 -  militar

    Arturo Alessandri Palma - 24 de Dezembro de 1932 – Partido Liberal

    Pedro Aguirre Cerda - 24 de Dezembro de 1938 – Partido Radical

    Juan Antonio Ríos - 2 de Abril de 1942 – Partido Radical

    Gabriel González Videla - 3 de Novembro de 1946 – Partido Radical

    Carlos Ibáñez del Campo - 3 de Novembro de 1952 - militar

    Jorge Alessandri - 3 de Novembro de 1958 – independente (conservador)

    Eduardo Frei Montalva - 3 de Novembro de 1964 – Partido Democrata Cristão

    Salvador Allende - 3 de Novembro de 1970 – Partido Socialista

    Augusto Pinochet - 11 de Setembro de 1973 - militar

                                  - 27 de Junho de 1974

    Augusto Pinochet - 17 de Dezembro de 1974 - militar

                                  - 11 de Março de 1981

    Patricio Aylwin - 11 de Março de 1990 – Partido Democrata Cristão

    Eduardo Frei Ruiz-Tagle - 11 de Março de 1994 – Partido Democrata Cristão

    Ricardo Lagos - 11 de Março de 2000 – Partido Socialista do Chile

    Michelle Bachelet - 11 de Março de 2006 – Partido Socialista do Chile

    Sebastián Piñera - 11 de Março de 2010 - Partido de centro direita Renovação Nacional

    Michelle Bachelet - 11 de Março de 2014 – Partido Socialista do Chile

    Partidos Políticos Chilenos:






    Observando a lista de presidentes, seus respectivos partidos e suas características ideológicas e de agendas propostas, podemos constatar que a américa latina após seu período de conflitos para independência das colônias da Espanha e Portugal no século XIX optou por adotar regimes pautados na agenda política vigente na Europa e EUA, o liberalismo.

    No entanto com o avanço das teses e projetos políticos e econômicos de esquerda na Europa, a américa mesmo distante, mas mantendo contato através da intelectualidade que intercambiava com países europeus trouxe para os novos países essas agendas políticas, acrescendo as práticas através da atuação de imigrantes europeus alocados na américa após os processos imigratórios do sec. XIX e XX.

    Em uma análise é possível observar as nuances e mudanças nas democracias latino americanas ao longo das décadas com predomínio da direita no início do século 20 e mantendo um embate com grupos de esquerda que buscavam espaço no cenário político.

    Durante o período da 2ª guerra, observamos que alguns países tentaram desenvolver a agenda nacional socialista, caso de Brasil e Argentina onde ao mesmo tempo lutava contra o avanço do socialismo sobre seus respectivos países.

    Com a vitória aliada e a predominância do modelo democrático norte americano já observamos que além da vertente socialista revolucionaria, já surge grupos sociais democratas, a esquerda elegante, no cenário político.

    A guerra fria, a bipolaridade entre o liberalismo capitalista e o socialismo soviético gerou vários contragolpes com a atuação das forças armadas em vários países da américa latina, já que a democracia jovem desses países estava em risco pela contaminação de grupos revolucionários na máquina estatal e no cenário político como um todo.

    O final da guerra fria trouxe de volta a sensação de que o mal do socialismo estava descartado na realidade política ocidental, mas o que podemos observar na virada do sec.XX para o sec. XXI é a predominância e a tomada de espaços pela Social Democracia, a esquerda que utiliza ferramentas do capitalismo e discurso de democracia para instalar o socialismo. Esta vertente de esquerda e sua supremacia na disputa de poder acabou por sepultar as organizações de direita homogêneas e nas últimas décadas assistimos o embate entre a direita da esquerda, a Social democracia contra seus primos raivosos, órfãos do socialismo soviético adotados pelo socialismo Castrista e dos novos modelos de socialismo desenvolvidos na américa através de partidos e organizações outrora subversivas com apoio do narcotráfico internacional com apoio logístico e financeiro.

    Nas últimas três décadas é constatado esse cenário em vários países e com raríssimas exceções observamos algum governo que não seja de esquerda tradicional ligado ao Foro de SP e o seu socialismo do século XXI ou a direita da esquerda, a Social democracia que da mesma forma quer e tem na sua agenda uma ditadura socialista pautada em um projeto de poder utilizando a democracia e o capitalismo para fomentar sua perpetuação e suas agendas.

    Falar em ditadura, autoritarismo olhando apenas para o passado, tentando evitar tais realidades, mostra a influência intelectual da esquerda sobre as sociedades, já que a américa latina e tantos outros países do ocidente já estão vivendo a ditadura da esquerda maquiada de democracia com o revezamento democrático de poder sendo feito apenas entre as alas de esquerda, já que o seu inimigo natural a Direita, foi sepultada como organização política a 30 anos, no mínimo.

    Para concluir as afirmações acima, reflitamos sobre os atuais presidentes dos principais países da américa latina.

    Argentina, Mauricio Macri, Social Democrata...Brasil, trocou Dilma Rousseff da esquerda do Foro de SP por Michel Temer, Social Democrata...Uruguai, seus últimos três presidentes da Frente Ampla, esquerda ligada ao Foro de SP...Paraguai teve uma desastrosa experiencia com a esquerda ligada ao socialismo do sec. XXI e retornou a eleger políticos do tradicional partido nacionalista e liberal, colocando o país nos eixos de prosperidade...Chile apresenta uma revezamento entre a social democracia e a esquerda ligada ao modelo clássico e mostra as fraquezas de gestão e a proposta ditatorial ideológica através da sua presidente, Michele Bachelet e finalmente a Venezuela, país que já foi a 4ª economia do continente e um país prospero, mergulhada em uma ditadura de esquerda castrista, mergulhada no caos da miséria e da violência, situações naturais para que a insegurança perpetue o seu poder.

    Pois bem, então nas últimas três décadas quando ouvíamos o discurso apavorante de que um passado onde a direita esteva a frente gerando caos, perseguição e prisões, não eram bem contra a sociedade, mas sobre quem queria destruir a democracia em substituição ao seu projeto de poder, ou seja, o bicho papão que desenharam nas mentes de gerações, nunca existiu, mas as ferramentas para neutralizar a direita e formar uma gerações de pessoas adeptas ao medo e as promessas praticas pela esquerda, seja qualfor a vertente, foram muito eficazes e categoricamente são observadas com clareza nesse material exposto.

    HÁ FUTURO PARA O CONTINENTE NESSE TEATRO DEMOCRATICO PROMOVIDO PELAS ESQUERDAS? Observe, analise, reflita, pois em sã consciência é difícil enxergar algo positivo com esse domínio a frente do continente latino americano, o novo mundo que promete não ser mais colonizado tamanho o caos e destruição que deixará a esquerda pra quem chegar por essas plagas.


























    A maneira russa de mentir



    De 1918 a 1991, o Pravda (em russo, “verdade”) foi o principal jornal da União Soviética e órgão oficial do Comitê Central do PCUS, Partido Comunista da URSS.
    Talvez o paradoxo mais famoso descoberto pelos filósofos gregos seja o do “mentiroso”. Um cretense diz que todos os cretenses são mentirosos: se o que ele diz é verdadeiro, então é falso. Simplificando, considere: “Esta frase é falsa.” Se for verdadeira é falsa, se falsa, verdadeira. Os antigos levavam a sério esse paradoxo, pois se o conceito de verdade é intrinsecamente contraditório, como o paradoxo implica, então todo o discurso, todo o argumento, toda a tomada de decisão racional ocorre em um vazio. Um filósofo antigo, Filitas de Cos, em seu desespero na busca de uma solução, cometeu suicídio. Mais recentemente, o grande lógico Alfred Tarski usou o paradoxo para argumentar que a verdade pode ser definida em uma linguagem somente através de uma “meta-linguagem” com um ponto de vista externo. Na visão de Tarski “Esta frase é falsa” não é uma frase possível. Mas eu acabei de escrevê-la!
    Um filósofo sobressai-se como um traidor da tradição, Nietzsche, com a famosa declaração que não há verdades, apenas interpretações. A declaração de Nietzsche, se verdadeira, é falsa. Nietzsche, que era mais poeta do que filósofo, não era dissuadido por contradições: era mais importante em sua visão destruir o discurso ordinário do que resgatá-lo. Em seu rastro vieram as tropas de desconstrucionistas, pós-modernistas e relativistas, todos encantados com a idéia de que não há verdade. Que o que eu penso é tão bom quanto o que você pensa – de fato melhor, porque sou “eu” pensando. Se você me oferecer um cargo de professor apesar do fato de que minhas publicações não conterem nada que você reconheceria como verdadeiro ou significativo, então isso mostra que você é tão descolado quanto eu.
    Não devemos nos surpreender assim se os nossos departamentos de humanas são agora preenchidos por “professores de pós-verdade”, que devem seu status intelectual às suas provas de que não há status intelectual a ser alcançado.
    Tudo isso vem à mente ao refletir sobre o papel da verdade na diplomacia russa. A ideologia comunista descartou a idéia de verdade como se fosse uma construção burguesa. O que importava era poder — e você batizou como verdade aquelas doutrinas que o fornecem. Essa maneira invencível de marginalizar a realidade foi exposta para todos por Orwell, Koestler, Solzhenitsyn e, mais recentemente, Havel. Somente a educação em uma universidade moderna, com doses repetidas de Foucault, Deleuze e Vattimo, pode cegar para os perigos de uma filosofia que vê o poder como o verdadeiro objetivo do discurso. Infelizmente, essa educação existe, e temos que viver com o resultado disso.
    Todos os que encontraram a máquina comunista estavam familiarizados com a abolição da distinção entre verdade e poder, incluindo companheiros de viagem como Eric Hobsbawm e Ralph Miliband, que aprovaram isso. O que importava ao Partido Comunista era a meta: a instalação do controle comunista sobre o máximo possível do mundo civilizado. O mito do “cerco capitalista” — a descrição da expansão militar soviética como uma “ofensiva de paz”, as invasões da Hungria, da Tchecoslováquia e do Afeganistão como “assistência fraterna”: tudo parte da diplomacia da pós-verdade. A falsificação do discurso político estendia-se às minúcias. Os judeus eram perseguidos não como judeus, mas como parte da conspiração burguesa-sionista-capitalista. Os católicos foram presos por “subversão da república em colaboração com uma potência estrangeira”. As tentativas da OTAN de instalar defesas antimísseis tornaram-se “atos de agressão que desestabilizavam a Europa”. E assim por diante. O resultado era uma espécie de discurso paranóico que não podia ser respondido com argumento racional, já que cada argumento era mais uma prova de que todos os que denunciavam as mentiras também as diziam. A máquina de propaganda soviética enfrentava todos os fatos gritando a plenos pulmões “mentiras!”, como um lógico louco que grita “essa frase é falsa!”
    A paranóia institucionalizada não desapareceu com o colapso do comunismo. Poderá ser superada, mas apenas por uma imprensa livre, instituições livres e universidades que protegem a liberdade de expressão: coisas que estão sob ameaça em todo o mundo pós-verdade e que não existem na Rússia há cem anos. Quando foi mostrado que os mísseis russos derrubaram um avião civil malaio sobre a Ucrânia a resposta era outra vez “mentiras!” As acusações de doping de atletas russos, invasão de contas de e-mails dos EUA, mobilização de tropas na fronteira com a Polônia, movimentos de armamento para o enclave de Kaliningrado, constante violação do espaço aéreo da Suécia — todos encontraram a mesma resposta. A premissa da diplomacia russa é: “Não há verdade e portanto tudo o que você diz é uma mentira.” O que, se verdadeiro, é falso. Como foi demonstrado.

    Roger Scruton, “The Russian way of lying”, The Spectator, 23 de Março de 2017.

    Quando o estado de Israel esteve para ser fundado em Angola

    O VII Congresso Sionista tem lugar em 1905. No decorrer dos trabalhos foi analisado o relatório final sobre o Uganda e a sua conclusão foi negativa. O território disponível para colonização judaica apenas permitia acolher 20 000 pessoas, número insignificante face às necessidades das centenas de milhares de judeus, principalmente russos. Assim o Congresso, no qual predominam os então denominados «Sionistas de Sião» – entre os quais está Haim Weizmann, o obreiro da Declaração Balfour em 1917 e futuro primeiro presidente do Estado de Israel –, rejeita a oferta do Uganda. Para estes o objectivo é o retorno à terra ancestral e nenhuma outra a pode substituir. Mas o Congresso não é unânime. Uma minoria signi&cativa, tendo à cabeça o escritor Israel Zangwill, defende a necessidade imediata de um território judaico autónomo em qualquer parte do Mundo e abandona a Organização Sionista. A sua máxima será: «Mais vale um sionismo sem Sião do que Sião sem sionismo.» Zangwill fundará a ITO, Organização Territorialista Judaica, com sede em Londres e que subsistirá até à aprovação da Declaração Balfour, altura em que, com a perspectiva palestiniana mais próxima, grande parte dos seus membros se junta à Organização Sionista. Embora a sua dissolução só seja confirmada em 1925, a ITO já perdera nessa altura a sua razão de ser.
    Mas em 1905 a Palestina ainda era uma possibilidade remota e a ITO procura espaços possíveis para uma implantação judaica. Um deles é Angola, nomeadamente o Planalto de Benguela. O interesse judaico nos territórios coloniais portugueses vinha de longa data: em 1886, Abraham Anahory, eminente judeu de Lisboa, já propusera Angola, nomeadamente a zona dos planaltos, como possível destino de uma imigração judaica maciça. No Boletim n.º 1 de 1912 da Comunidade Israelita de Lisboa que acabava de ser reconhecida oficialmente pelo regime republicano, José Benoliel, escritor, professor e director do Boletim, refere que, por intermédio de Anahory, ele próprio entrara em contacto com o visconde de Ouguela e com a Aliança Israelita Universal (AIU) para «aproveitar a próxima vinda do barão de Rothschild a Lisboa com o objectivo de, pela sua o&ciosa intercessão, melhorar a situação dos israelitas portugueses, que sob vários pontos de vista deixava muito a desejar» e «promover a vinda para Portugal de colónias de israelitas russos ou romenos». O destino desses israelitas seria Angola, mas José Benoliel acrescenta que, por motivos que nunca chegou a conhecer, a AIU entendeu não dever patrocinar a ideia. Mais tarde, em Maio de 1903, o próprio Theodor Herzl chegou a encontrar -se com o representante português em Viena de Áustria, o conde de Paraty, para estudar a hipótese do estabelecimento de uma colónia judaica em Moçambique, mas esta tentativa também não resultou. Foi preciso a mudança de regime em 1910, para a hipótese de Angola ser encarada de forma mais séria.

    Esther Mucznik é uma estudiosa dos assuntos judaicos
    Esther Mucznik é uma estudiosa dos assuntos judaicos
    No mesmo Boletim de 1912, o principal patrocinador desta iniciativa, Wolf Terlö, judeu russo nascido em Odessa em 1877 e enólogo a viver em Portugal, conta que a ideia começou a germinar em 1905, em Coimbra, quando trabalhava para a Repartição Central de Agricultura. Terlö estivera ligado aos projectos vinícolas do barão Maurice de Hirsch na Palestina, tendo ido para Bordéus especializar -se em enologia, após o que terá sido contratado para trabalhar em Portugal. Para além de uma loja na Rua de São Nicolau, em Lisboa, garbosamente intitulada Maison de Commerce Russe, onde vendia vinhos e produtos químicos, Terlö conheceu algumas personalidades no âmbito do seu trabalho em Coimbra, entre as quais o historiador Mendes dos Remédios, que, «conhecendo a minha qualidade de israelita russo, se dignavam longamente entreter -se comigo acerca do Judaísmo, da decadência científica e financeira de Portugal depois e em consequência da expulsão dos judeus, e da utilidade que haveria em os fazer voltar a este país».
    Assim, pouco depois da proclamação da República, em Dezembro de 1910, Terlö entrou em contacto com José Relvas, ministro das Finanças do Governo Provisório, e propôs -lhe «a colonização por Israelitas das possessões portuguesas da África». A ideia terá tido um bom acolhimento e, em conjunto com Alfredo Bensaúde, mineralogista e professor no Instituto Industrial e Comercial, ambos apresentaram a ideia em primeiro lugar ao advogado José d’Almada, funcionário do Ministério das Colónias, e em seguida, já sob a forma de projecto-lei, a Manuel de Brito Camacho, director do jornal A Luta, talvez o mais influente periódico republicano, que se tornará o órgão oficioso do Partido Unionista. Brito Camacho era médico, e fora deputado e ministro do Fomento do Governo Provisório da República. Nestas funções entregara o projecto de reforma do Instituto Industrial e Comercial a Alfredo Bensaúde que dará origem ao Instituto Superior Técnico.
    Wolf Terlö lançou uma vigorosa campanha de divulgação do projecto de colonização de Benguela em jornais influentes como O Século e A Capital. Também entrou em contacto com Norton de Matos, governador de Angola, e com Roque da Costa, secretário -geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros, assim como com membros da Comunidade Israelita, nomeadamente Salvador Levy e Jacob Levy Azancot, ambos com propriedades em África. A ideia foi fazendo o seu caminho e, em fins de Janeiro de 1912, um autor anónimo defendia, no jornal O Século, a colonização do Planalto de Benguela por judeus provenientes da Rússia: «(…) a colonização dos planaltos de Angola é uma necessidade imprescindível para a manutenção do nosso predomínio n’aquelas regiões e a melhor forma e a mais rápida, por não trazer despesas ao Estado, consiste em tratar de desviar para ali a corrente de emigrantes judeus russos que actualmente enriquecem a Turquia e a América».
    A 23 de Janeiro, Terlö informa a ITO – Organização Territorialista Judaica – das suas diligências e a 1 de Fevereiro de 1912 é apresentado um projecto-lei pelo deputado Manuel Bravo à Câmara de Deputados, que o aprecia a 26 de Fevereiro. O projecto previa a concessão de 60 a 100 hectares de terrenos a imigrantes israelitas que, para poderem gozar das faculdades concedidas pela lei, teriam de se naturalizar portugueses. Os interessados teriam de «fazer constar ao ministro das Colónias durante um prazo de dois anos que desejam naturalizar -se portugueses,a fim de gozarem de&nitivamente das vantagens estabelecidas nesta lei», nomeadamente a aquisição da propriedade exclusiva do seu terreno, após dez anos de cultivo ininterrupto, e isenção de impostos novos ou adicionais durante o prazo de 20 anos. Apreciado na generalidade, o projecto Bravo, do nome do seu autor, foi em seguida entregue a uma Comissão Colonial de sete membros, entre os quais Amílcar Ramada Curto, que será o seu relator, «jovem deputado, muito enérgico, de origem israelita que defendeu brilhantemente perante a câmara o projecto de que é entusiasta e muito partidário». No seu livro A Invasão dos Judeus, o integralista Mário Saa dirá que, tal como grande parte dos deputados, Ramada Curto era «cristão -novo» e que até propusera, ao rabino Samuel Mucznik, que este fizesse «a educação dos seus filhos na sinagoga»... Através do controlo do constitucionalismo, assegura Saa, os judeus «foram tomando progressivamente as finanças, a medicina, o bacharelato em geral, e um belo dia, a 5 d’Outubro de 1910, assaltam definitivamente o Poder.» A começar pelo próprio Afonso Costa, «o hebreu» segundo o mesmo Mário Saa…
    Unanimemente aprovado pela Comissão Colonial, o projecto passa à Comissão de Finanças, onde é aprovado também por unanimidade. No seu relatório no Boletim da Comunidade Israelita de Lisboa, Terlö escreve que a discussão na Câmara de Deputados se prolongou por sete sessões entre Maio e Junho de 1912, tendo sido unanimemente aprovado pelos deputados a 15 de Junho. Segundo João Medina, os debates no Parlamento são reveladores da «mentalidade colonialista da época», mas mostram também a forma como era analisado o papel dos judeus. Medina cita as palavras do deputado de Benguela, o indiano Caetano Gonçalves, defensor do projecto: «Dir -se -á (…) que o Judeu comerciante e avarento não contribui, com a sua fortuna e o seu trabalho, para o bem público. Não é exacto. Na Rússia, o Judeu é principalmente trabalhador rural. Mas se por esse facto houvesse o risco de, ao cabo, certamente, de muitas dezenas de anos, a província de Angola proclamar a sua independência, Portugal pouco perderia e ganhariam imenso a humanidade e a civilização. Nós precisamos ser do nosso tempo. E o mundo não é monopólio de ninguém.» Por sua vez, Ramada Curto considera que a expulsão dos judeus no reinado de D. Manuel I foi a causa da decadência de Portugal, indo aqueles enriquecer a Holanda. Lembra, no entanto, que «essa raça conservou na Holanda o amor ao meu país de origem, ensinando aos seus filhos e conservando bem nítida a dedicação pelas coisas portuguesas. Por isso, essa raça trabalhadora só poderá trazer vantagens à colonização de Angola».
    Apesar da existência de um debate muito aceso, a única oposição de cariz claramente anti -semita vem de António Campos Júnior, autor de romances populares. No Diário de Notícias de 29 de Julho de 1912, publica um artigo intitulado «Planaltos da Judeia», denunciando a tentativa de realização de uma «nova Judeia feita do espólio de um Portugal ingénuo». Previne dramaticamente que «águias negras voam gritando as suas cobiças por cima daquelas altitudes que as gentes de Israel, sem os nossos direitos, a nossa tradição, a nossa alma, o nosso sangue, nunca de coração devotado poderiam defender».
    "A Grande Epopeia dos Judeus no Século XX", de onde foi retirado este excerto, chega hoje às bancas
    "A Grande Epopeia dos Judeus no Século XX", de onde foi retirado este excerto, chega hoje às bancas

    Um Estado dentro de outro Estado?

    Antes mesmo da aprovação do projecto-lei, o órgão sionista Die Welt dera conta, nas suas páginas, das propostas portuguesas, o que motivou a vinda a Portugal de delegados da Suíça e da Rússia da ITO, assim como do próprio presidente Israel Zangwill. A imprensa portuguesa dedica bastante atenção ao acontecimento, sublinhando de uma forma geral as vantagens do projecto, nomeadamente as financeiras. Com efeito, a 28 de Maio de 1912, o jornal O Século considerava que, por muito pobres que fossem os judeus perseguidos da Rússia, deixariam inevitavelmente uma parte do seu capital durante a sua escala em Lisboa. Por seu turno, Terlö, entrevistado pelo mesmo jornal a 5 de Junho de 1912, assegurava que 1000 famílias partiriam para os planaltos angolanos, para o que dispunham já de 1300 contos de réis. Afirmava também que se iria realizar uma conferência em Viena com o objectivo de reunir o máximo apoio &nanceiro para o plano de colonização. A conferência teve efectivamente lugar a 27 de Junho de 1912 e Terlö foi o relator do projecto, entretanto aprovado, com base em relatórios preparados por Pereira do Nascimento, chefe das missões de estudo ao longo de cinco anos no Planalto de Benguela.
    A 2 de Agosto parte para o Lobito uma comissão designada pela ITO para estudar a situação dos planaltos angolanos, che&ada pelo professor John Walker Gregory. Durante cerca de três meses, a comissão percorreu uma região de «3000 milhas quadradas, num total de 1126 percorridas, das quais 340 milhas a pé»15, para além de se encontrar com diversas entidades primeiro em Lisboa, antes de embarcar, e depois em Benguela. A comissão regressou a Inglaterra a 17 de Outubro de 1912, mas o relatório só seria divulgado em Junho de 1913. Gregory considera positiva a colonização judaica, sublinhando o facto de a presença da ITO em Angola poder ser vista pelo Governo português como um reforço da sua própria soberania em Angola, nomeadamente face à cobiça de países estrangeiros. Também considerava que a terra angolana era superior à da Palestina para efeitos de colonização. Por seu turno, no prefácio ao relatório, Zangwill destaca outro aspecto a seu ver muito positivo: a «presença de sangue judeu entre os portugueses». Na sua opinião: «Todo o Portugal está subtilmente saturado de subconscientes simpatias raciais e essa combinação de judeus e portugueses para criar um novo centro de civilização em Angola é uma mistura mais natural do que qualquer outra.»
    O projecto-lei só será discutido pelo Senado em Maio de 1913, sentindo -se, segundo Medina, «um vento hostil» ao longo do debate que dura até finais de Junho. As razões prendem -se essencialmente com o receio da instalação de um «Estado dentro doutro Estado», conforme já referira na Câmara o deputado Bernardino Roque, opositor do projecto, que interpretava como a concretização «da sua [dos judeus] velha aspiração, o ideal da sua nova Sião». No geral, a simpatia é pouca, apesar de intervenções como a de Francisco Correia Lemos, lembrando a necessidade de reparar «um grande pecado, praticado por D. Manuel», ou de José Nunes da Mata, lembrando que «se o Senado der o seu voto à proposta de lei, presta um bom serviço à humanidade e à Pátria e pratica um acto de reparação para com muitos descendentes de israelitas que foram vítimas dos nossos antepassados». O projecto acaba, contudo, por ser aprovado pelo Senado a 29 de Junho de 1913, mas nunca passará do papel. O passo &nal obrigatório era a votação conjunta pelas duas câmaras mas, inexplicavelmente, isso nunca aconteceu, inviabilizando na prática o projecto. Receio de perda de soberania portuguesa, desconfiança e, sobretudo, o próprio desinteresse do Governo de Afonso Costa terão contribuído para este desfecho.
    Mas não só. Nas vésperas da Primeira Grande Guerra, a própria ITO entrava em crise e muitos dos seus apoiantes abandonavam a organização a favor do sionismo palestiniano. O próprio Israel Zangwill, juntamente com Alfredo Bensaúde, concordou que o projecto angolano devia ser abandonado. Na verdade, para os judeus que durante 2000 anos oraram «Para o ano que vem em Jerusalém», Sião só poderia ser em Sião, ou seja, na Palestina do século XX.

    quinta-feira, 25 de maio de 2017

    Não haverá nenhuma revolução

    Se você é daqueles que acredita que haverá uma revolução, e que esta será liderada pela tecnologia, reconsidere. Tal ideia é totalmente contraditória.
    Não haverá revolução e a tecnologia não levará a nenhuma revolução.
    Por quê?
    A essência de uma revolução é a centralização do poder. Engels já sabia disso desde cedo, e fez questão de nos lembrar disso ao longo de vários anos. Não há nada mais centralizador do que uma revolução.
    Todas as revoluções ocorridas na história geraram uma centralização do poder, inclusive a Revolução Americana.
    Não estamos na iminência de uma revolução. Estamos, isso sim, à beira de uma não-revolução.
    O que estamos vendo ao redor do mundo é uma descentralização. Estamos testemunhando a fragmentação do equivalente ao Império Romano. Não houve nenhuma revolução contra o Império Romano. Ele simplesmente se desintegrou. O mundo medieval foi um período de enorme descentralização.
    Ao longo do século XVII, houve várias tentativas de iniciar revoluções. A Revolução Puritana na Inglaterra foi uma delas. Foi uma revolta contra o poder centralizado do rei, mas foi uma revolta feita em nome da centralização do poder no Parlamento. Ela simplesmente gerou um ditador militar, Oliver Cromwell, de 1649 a 1659.
    1928
    Cromwell foi substituído por um novo rei em 1660, mas o parlamento continuou a centralizar o seu poder. A Revolução Gloriosa de 1688 e 1689 retirou muito do poder do rei, mas não reduziu o poder do governo; ela simplesmente transferiu o poder para o Parlamento.
    O Parlamento então adotou uma peculiar teoria sobre ‘soberania parlamentar’ algo até então sem precedentes na história da tirania. Ele reivindicou, e ainda reivindica, soberania suprema sobre todos os aspectos da vida britânica. Não foi elaborada nenhuma constituição para conter o Parlamento britânico. Havia apenas o direito consuetudinário para contê-lo, o que já era de alguma importância. Mas o fato é que a centralização continuou. E continua até hoje.
    Com uma intensa descentralização surge não uma revolução, mas sim uma secessão. E não me refiro a uma secessão ao estilo daquela que ocorreu no sul dos EUA, que era apenas uma maneira de centralizar o poder no sul do país. Aquilo não passou de um grupo de revolucionários armados que procuravam centralizar o poder na região que queriam controlar. Como eles próprios argumentavam, era uma repetição da Revolução Americana.
    Revoluções significam centralização do poder. Quem não entender isso não irá entender o que está ocorrendo hoje com o mundo, e o que vem ocorrendo ao longo dos últimos 500 anos. Revoluções centralizam o poder. Se o objetivo é combater militarmente um poder centralizado, então os combatentes têm de centralizar o poder em torno de si próprios. Ao fazer isso, tudo o que é alcançado é simplesmente uma mudança de lealdade, a qual irá para esse novo grupo de centralizadores formados. Até hoje as pessoas ainda não aprenderam isso.
    Os cercamentos privados que ocorreram na Inglaterra foram cruciais para o estabelecimento da liberdade inglesa. Todo o processo representava uma guerra contra o governo federal. Era uma guerra contra o poder centralizado. Era uma guerra contra burocratas que davam ordens ao povo sobre o que deveria ser feito com a propriedade.
    Para fugir do sistema, você não tem de fazer uma revolução; você tem de fazer uma secessão. Você tem de retirar todo o seu apoio ao sistema vigente. Você tem de revogar a legitimidade que você conferiu a essas organizações. Você tem de fazer isso, e todas as outras pessoas também têm de fazer isso.
    E isso não é uma coisa que pode ser organizada antecipadamente. As pessoas simplesmente aprendem, escândalo após escândalo, que é o estamento burocrático é incorrigível e que o sistema é irreparável. Ele não pode ser reformado. Ele não pode ser “capturado desde dentro”. Ele tem de deixar de ser financiado. O segredo da liberdade não é a revolução; o segredo da liberdade é a deixar de financiar a ordem centralizada existente.
    O segredo da estabilidade monetária e de uma moeda forte não é capturar o Banco Central e colocar lá “um dos nossos”, ou conceder a ela uma suposta independência. O segredo é a soberania monetária. Qualquer um utiliza a moeda que quiser sob uma ordem social de livre mercado. E isso só se consegue via secessão.
    O segredo de uma melhor educação não é capturar e controlar o sistema público de ensino. O segredo de uma educação melhor é utilizar a internet (o que reduz sobremaneira os custos da educação), descentralizar todo o processo, e colocar os pais no controle do programa educacional de suas famílias.
    O problema é que os conservadores e vários libertários são de lento aprendizado. Eles ainda insistem em dizer que o melhor a ser feito é capturar e controlar o sistema progressista, pois acreditam que têm um plano melhor para fazê-lo funcionar. Isso foi o que os bolcheviques fizeram com a burocracia do Czar. Isso foi o que os revolucionários franceses fizeram com a burocracia de Luís XVI. Isso foi o que os revolucionários americanos fizeram com a burocracia de George III. Isso é o que o sul dos EUA teria feito caso tivesse vencido.
    A revolução tecnológica, a revolução “open source”, vai descentralizar o mundo de maneira mais intensa. A descentralização não vai levar a uma revolução.  A descentralização vai levar à secessão. Refiro-me a uma secessão ao estilo de Gandhi. Refiro-me à retirada do apoio.
    Você não tem de pegar em armas contra o estado; você simplesmente tem de se recusar a cooperar com ele. Agindo assim, você faz com que seja mais difícil e mais custoso para o estado tentar tiranizar você.
    A Iugoslávia não existe mais. A União Soviética não existe mais. Essa é a onda do futuro. Os estatistas e os pretensos estatistas irão continuar em busca da Grande Revolução. Assim como Marx, eles veem como iminente a Grande Revolução. Só que ela nunca veio. A revolução comunista ocorreu justamente onde, segundo a própria teoria marxista, não deveria ter ocorrido: a área rural do império russo. O proletariado urbano não fez a revolução; quem a fez foi um bando de intelectuais alienados em conjunto com assaltantes de banco.
    O que iremos testemunhar é o fim do apoio aos regimes centrais. As revoluções no mundo árabe não descentralizaram nada. Elas apenas reorganizaram a centralização nas mãos de um outro grupo de tiranos. É bom ver os antigos tiranos sendo humilhados e derrubados, pelo menos de longe. Mas isso não muda nada. O Egito é exatamente o mesmo que era sob o jugo de Mubarak. É uma ditadura militar. A revolução não trouxe nada de positivo.
    Revolucionários têm de ter um objetivo centralizador. Pode ser explícito ou não, mas sempre há uma agenda centralizadora em todos os movimentos revolucionários. Todo revolucionário sempre acredita que sua revolução será a última. Todo revolucionário acredita que, quando ele finalmente estiver no controle da cadeia hierárquica de comando, as coisas serão diferentes. Sim, será diferente: teremos um grupo diferente de espoliadores pilhando a produtividade das vítimas.
    Enquanto conservadores e alguns libertários continuarem sonhando com a captura e o controle de sistemas hierárquicos de poder, nada vai mudar.
    Nenhum plano centralizador pode surgir de um sistema de comunicação descentralizado. Vivemos nos Bálcãs digitais, e não na Iugoslávia.
    O Facebook está descentralizando o mundo. Ele está “balcanizando” o mundo. E isso vai continuar.
    Gary North

    LIVE FACEBOOK 24.05.17

    CULTURA DO BUNKER 24.05.17

    terça-feira, 16 de maio de 2017

    O que anda fazendo a ex agente da Stasi

    Este é a primeira vez que autoridades alemãs aplicam a lei de desapropriação aprovada em 2018. A nova lei permite que a propriedade particular de alguém seja apreendida e transferida para refugiados.
    “Em Hamburgo, uma propriedade participar pode ser desapropriada”, “Na cidade de Hamburgo o governo decidiu aproveitar imóveis comerciais. Essa medida é para garantir alojamento aos refugiados recém-chegados.”, Steffen Richter, via Zeit Online.

    A Alemanha de Merkel, ex agente da
    ...Stasi, está mostrando uma clara preferência por imigrantes muçulmanos sobre os direitos dos seus próprios cidadãos. E, aparentemente, a maioria dos alemães sentem-se muito intimidados por uma perspectiva (histórica) de serem acusados de “racismo” e “islamofobia”, por conta de seu passado relacionado com o Nacional Socialismo de Hitler, preferem não ir contra as novas medidas do Governo.
    No distrito de Hamburg-Mitte em Hamburgo, agora está fazendo o que disse que faria: pela primeira vez, propriedades particulares vazias tem sido tiradas à força de seus donos e alugados. Os imóveis são até reformados e logo entregue a refugiados.
    O distrito de Mitte tomou seis das oito unidades residenciais, em Ohlendorffstrasse forma tomadas 15 unidades em Hamm. Após as ameaças de desapropriação, o governo prometeu “verbalmente” aos proprietários que eles poderiam a alugar seus apartamentos novamente. Entretanto ainda não foi estabelecido um prazo para isso acontecer.
    Com informações de Jihad Wacth

    A Venezuela esclarecida e o futuro do Brasil?

    A atual catástrofe econômica da Venezuela já está bem documentada. As narrativas convencionais apontam para o regime de Hugo Chávez como sendo o principal arquiteto da tragédia econômica que acomete o país. Embora Chávez e seu sucessor, o motorista de ônibus e sindicalista Nicolás Maduro, mereçam todas as culpas atribuídas a eles pela calamidade, uma análise histórica do país mostra que as atuais características da política econômica da Venezuela têm raízes bem mais antigas.

    O analista tem de olhar para além daquilo que é imediatamente visto e pesquisar a história geral da Venezuela ao longo dos últimos 50 anos para então ter uma compreensão mais completa de como foi possível o país ter chegado à sua atual e lastimável situação.
    Socialismo antes de Chávez
    Alguns analistas gostam de mostrar como era boa e próspera a Venezuela antes do bolivarianismo, como se toda a destruição perpetrada por Chávez e intensificada por Maduro tivesse sido um acidente fortuito e totalmente inesperado. O que esses analistas convenientemente ignoram é que as sementes da destruição da Venezuela foram plantadas exatamente durante aqueles “anos gloriosos”.
    Anos de intervencionismo econômico gradual fizeram com que um país que estava destinado a entrar no seleto grupo de países do Primeiro Mundo fosse firmemente empurrado para a medíocre categoria de países em desenvolvimento e sem grandes perspectivas futuras.
    Esse contínuo declínio acabou por criar um ambiente propício ao surgimento de demagogos como Chávez, que souberam explorar aquela sensação real de estagnação econômica para obter ganhos políticos.
    A outrora próspera Venezuela
    Para compreender o longo declínio da Venezuela, é necessário olhar para o passado para entender o que a fez tão próspera em primeiro lugar.
    Antes da inauguração de seu primeiro campo petrolífero, no dia 15 de abril de 1914, a Venezuela era essencialmente uma República Bananeira marcada por instabilidades políticas. Isso era majoritariamente uma consequência de seu passado colonial, cujas práticas não foram alteradas no período imediatamente subsequente à sua independência da Espanha.
    Embora tenha se tornado independente, a Venezuela manteve várias de suas primitivas práticas políticas e econômicas. Acima de tudo, manteve as mesmas políticas mercantilistas e regulatórias, altamente excludentes, que garantiram a manutenção da grande situação de pobreza do país.
    Entretanto, a descoberta de petróleo no início do século XX alterou completamente a situação. A então poderosa aristocracia agrária viria a ser sobrepujada por uma classe industrial, a qual abriu o mercado petrolífero do país para os investimentos estrangeiros e para exploração das multinacionais.
    Pela primeira vez em sua história, a Venezuela tinha uma economia de mercado relativamente liberal, e iria colher vários benefícios deste arranjo nas décadas vindouras.
    Da década de 1910 até a década de 1930, o tão odiado ditador Juan Vicente Gómez ajudou a consolidar o estado venezuelano, e a modernizar uma até então atrasada província neocolonial, ao permitir que investidores, domésticos e estrangeiros, livremente explorassem as recém-descobertas jazidas de petróleo.
    Em consequência dessa maior liberdade, a Venezuela vivenciou um substantivo crescimento econômico e rapidamente se transformou em um dos países mais prósperos da América Latina já na década de 1950.
    Naquela década, o general Marcos Pérez Jiménez daria continuidade ao legado de Gómez. A Venezuela chegaria ao seu ápice, figurando em quarto lugar no ranking mundial em termos de PIB per capita.
    Mais do que apenas petróleo
    Embora a exploração de petróleo tenha realmente tido um papel considerável na ascensão meteórica da Venezuela da década de 1920 à década de 1970, tal fenômeno é secundário em explicar como a Venezuela se tornou próspera durante aquele período.
    Uma combinação formada por uma economia relativamente livre, por um sistema de imigração que atraiu e assimilou mão-de-obra de Itália, Portugal e Espanha, e por um robusto sistema legal que protegia os direitos de propriedade permitiu à Venezuela vivenciar níveis sem precedentes de desenvolvimento econômico entre as décadas de 1940 e 1970.
    Como já mencionado, a Venezuela chegou ao ápice de sua prosperidade durante o regime militar do ditador Marcos Pérez Jiménez. Assim como o regime de Juan Vicente Gómez, o governo de Pérez Jiménez foi caracterizado por uma violenta repressão política.
    A estrutura capitalista da Venezuela permaneceu majoritariamente intacta durante o regime de Pérez Jiménez, embora com crescentes graus de intromissão estatal na economia. Foi Pérez Jiménez quem introduziu alguns elementos de capitalismo de estado, como obras públicas faraônicas (garantido fartas receitas para as empreiteiras amigas do governo) e um crescente envolvimento do estado em “indústrias estratégicas”, como a siderurgia.
    Ainda assim, o regime de Pérez Jiménez continuou aberto aos investimentos estrangeiros, permitiu que o sistema de preços funcionasse normalmente na maioria dos setores da economia, e não abraçou a ideia de criar um perdulário sistema assistencialista.
    O caminho para a social-democracia
    Apesar da prosperidade gerada pela então pujante economia da década de 1950, o governo de Marcos Pérez Jiménez atraiu a fúria de vários ativistas de esquerda por causa de sua mão pesada e repressora. O ponto de virada ocorreu em 1958, quando esses ativistas de esquerda, em conluio com militares simpáticos à causa, conseguiram derrubar Pérez Jiménez por meio de um golpe de estado. Pérez Jiménez viveria o resto de sua vida no exílio e seria para sempre escarnecido e odiado pelas elites intelectuais e políticas da Venezuela, não obstante o desenvolvimento econômico e social sem precedentes ocorrido sob sua administração.
    Após o golpe de 1958, o oficial da Marinha Wolfgang Larrázabal ocupou a presidência por um breve período, à espera das eleições que ocorreriam ao final daquele ano. O eminente líder político e social-democrata Rómulo Betancourt acabaria se sagrando o grande vencedor daquele pleito, assumindo a presidência de 1959 a 1964.
    A Quarta República da Venezuela — o mais longo período de regime democrático do país — foi estabelecida sob o governo de Betancourt. Em 1961, foi promulgada uma constituição, dividindo o governo em três poderes — executivo, legislativo e judiciário — e estabelecendo uma função ativa para o estado venezuelano nas questões econômicas do país.
    Essa ordem política foi consolidada de maneira ainda mais decisiva pelo estabelecimento do Pacto de Punto Fijo. Tal pacto consistia em um acordo bipartidário firmado pelos dois principais partidos políticos do país — Acción Democratica (Ação Democrática) e COPEI (Democratas-Cristãos) —, o qual estabelecia as bases para uma ordem política explicitamente social-democrata e acordava uma alternância de poderes entre os dois partidos.
    Embora parecesse uma genuína medida em prol da estabilidade democrática, a Quarta República da Venezuela acabou marcando o início de um processo de crescente socialismo, o qual foi gradualmente solapando as fundações econômicas e institucionais da Venezuela.
    As origens socialistas dos ativistas pró-democracia da Venezuela
    O atual colapso da Venezuela não ocorreu da noite para o dia. Foi parte de um contínuo e prolongado processo de decadência econômica e institucional, iniciado décadas antes.
    Quando a Venezuela voltou à democracia, em 1958, tudo indicava que o país estava destinado a aprofundar sua prosperidade econômica e a iniciar uma era de estabilidade políticas sem precedentes.
    Entretanto, o experimento democrático da Venezuela já estava condenado desde o início. E, para perceber isso, uma simples análise do histórico político do próprio fundador deste arranjo, Rómulo Betancourt, já permitiria entender por que todo o sistema político do país estava apoiado em um castelo de cartas.
    Rómulo Betancourt era um ex-comunista que havia renunciado ao método marxista em prol de uma abordagem mais gradualista — ou seja, gramsciana — para a imposição do socialismo. Embora tenha aparentemente se transformado em um social-democrata, Betancourt ainda acreditava em um papel totalmente ativo para o estado nas questões econômicas.
    Betancourt fazia parte de uma geração de intelectuais e estudantes venezuelanos que tinham o objetivo de nacionalizar e estatizar completamente todo o setor petrolífero do país e então utilizar as receitas do petróleo para criar um generoso estado de bem-estar social. Tais pessoas acreditavam firmemente que, para a Venezuela se tornar um país genuinamente independente e se livrar da influência de interesses estrangeiros, o governo deveria ter o total controle do setor petrolífero.
    Sob esta premissa, um setor petrolífero estatizado iria fornecer gasolina barata e garantir saúde e educação “gratuita” para todos, além de uma enorme variedade de serviços públicos.
    Essa retórica encontrou grande e fácil aceitação entre as classes médias e baixas, as quais viriam a ser a fiel base eleitoral partido de Betancourt, o Acción Democrática, pelos anos vindouros.
    No cerne de seu programa, essa visão de organização econômica pressupunha que o governo deveria gerenciar a economia por meio de um planejamento centralizado. O petróleo deveria ser produzido, gerenciado e administrado pelo estado, ao mesmo tempo em que o governo tentaria expulsar completamente o setor privado da área.
    Intervencionismo desde o início
    O governo de Betancourt, embora ainda não tão intervencionista quanto viriam a ser seus sucessores, implantou várias políticas socialistas que serviram de base para os governos seguintes. Dentre elas:
    1. A desvalorização da moeda venezuelana, o bolívar;
    2. Uma reforma agrária que estimulava invasões e ocupações de terra, e que solapava os direitos de propriedade dos donos de terras;
    3. O estabelecimento de uma ordem constitucional baseada em direitos positivistas, impondo um papel ativo para o governo venezuelano nas questões econômicas.
    O governo de Bettancourt também implantou um considerável aumento de impostos, triplicando a alíquota do imposto de renda para 36%. De maneira típica e esperada, este aumento de imposto estimulou um aumento dos gastos do governo. Consequentemente, o governo passou a ter déficits fiscais por causa de seus crescentes e incontroláveis gastos com programas sociais.
    Estes crescentes déficits orçamentários passariam a ser uma constante nas finanças públicas da Venezuela na era pré-Chávez.
    A estatização da indústria petrolífera
    Embora Betancourt não tenha alcançado seu objetivo supremo de estatizar completamente o setor petrolífero venezuelano, seu governo estabeleceu as bases para todas as subsequentes intervenções no setor.
    Graças à explosão dos preços do petróleo na década de 1970, o governo de Carlos Andrés Pérez foi extremamente beneficiado pelo até então inédito influxo de receitas da exportação de petróleo em decorrência da crise energética da década de 1970, durante a qual países produtores de petróleo como a Venezuela se beneficiaram enormemente dos altos preços.
    O ideal de Betancourt foi finalmente implantado em 1975, quando o governo de Carlos Andrés Pérez estatizou todo o setor petrolífero. A estatização da indústria petrolífera da Venezuela foi a medida que alterou fundamentalmente a natureza do estado venezuelano. Com a estatização, a Venezuela se transformou em um petroestado, no qual o conceito de “consentimento do governado” foi completamente invertido.
    Agora, em vez de venezuelanos pagarem impostos para o governo em troca da proteção da propriedade e da manutenção de liberdades, o estado venezuelano assumiu um papel patrimonial de subornar seus cidadãos com todos os tipos de benefícios e assistencialismos para manter seu domínio sobre eles.
    A estatização do petróleo: um cofre sem fundo para os políticos
    Pérez tiraria proveito deste confisco estatal para financiar um pródigo estado assistencialista e toda uma cornucópia de programas sociais que, de início, foram muito bem recebidos pela população. Como resultado, déficits orçamentários gerados por gastos crescentes se tornaram a norma e passaram a ser aceitos por toda a classe política. Nenhum político se atrevia a vocalizar alguma oposição a esta prática.
    Igualmente, crescentes níveis de endividamento interno e externo passariam a ser a norma no cenário fiscal do país. E ninguém se opunha.
    A esta altura, a economia da Venezuela já estava quase que completamente politizada. Períodos de alta no preço do petróleo geravam um enorme influxo de petrodólares, os quais então eram utilizados pelo estado em faraônicas obras públicas e em projetos sociais criados para pacificar a população, que já vinha sentido os efeitos da rápida perda do poder de compra de sua moeda.
    A realidade é que não havia nenhuma criação de riqueza real durante estes períodos de alta do petróleo, uma vez que o estado apenas redistribuía as receitas de acordo com seus caprichos políticos e usurpava as funções tradicionalmente exercidas pela sociedade civil e por investidores privados.
    Quando políticos e burocratas passam a controlar a economia, todas as decisões importantes passam a ocorrer de acordo com interesses políticos e partidários, não de acordo com a eficiência e com as preferências dos consumidores.
    Embora a estatização da indústria do petróleo não tenha resultado em um imediato colapso econômico, ela gerou todos os desarranjos econômicos e institucionais que seriam vivenciados nas décadas de 1980 e 1990.
    E a insatisfação da população com estes desarranjos econômicos e institucionais — como uma inflação de preços de 120% em 1997 — culminou na eleição de Hugo Chávez em 1999.
    O resto é história.
    José Ninõ – analista do Círculo Action, do Chile.

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