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terça-feira, 26 de junho de 2018

Deathride – Cavalgada da morte: a Alemanha atacou diante da iminente agressão soviética

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Cavalgada da morte: a Alemanha atacou diante da
iminente agressão soviética
A visão dominante atual, Adolf Hitler foi um estrategista miserável e somente devido ao generalato alemão teria conseguido manter por tanto tempo a guerra na frente oriental, não procede. Os arquivos revelam antes de tudo que ao contrário do generalato alemão, Adolf Hitler tinha compreendido a essência da guerra moderna, ou seja, o significado de tomar do inimigo as fontes de matéria-prima necessárias para a condução da guerra.
Cavalgada da morte
O historiador e autor norte-americano John Mosier publicou uma nova obra de 470 páginas sobre as duas personalidades centrais da última guerra mundial, Adolf Hitler e Josef Stalin. O título do livro: Deathride, ou seja, Cavalgada da morte. O livro foi lançado pela editora Simon & Schuster em Nova York e existe por enquanto somente no idioma inglês. Ele se fundamenta sobre uma pesquisa intensa, principalmente dos arquivos alemães e russos sobre a Segunda Guerra Mundial.
Joseph Bishop escreveu uma resenha sobre este livro, publicada na página da internet InconvenientHistory.com (História Inconveniente). Ela pode ser acessada aqui. Em suma, Bishop resume a obra de Mosier na seguinte forma:
1. A visão dominante atual, o ataque da Wehrmacht alemã contra o Exército Vermelho foi um assalto surpresa, não procede. A investida foi mais um golpe preventivo, diante do iminente ataque do Exército Vermelho.
2. A visão dominante atual, Adolf Hitler foi um estrategista miserável e somente devido ao generalato alemão teria conseguido manter por tanto tempo a guerra na frente oriental, não procede. Os arquivos revelam antes de tudo que ao contrário do generalato alemão, Adolf Hitler tinha compreendido a essência da guerra moderna, ou seja, o significado de tomar do inimigo as fontes de matéria-prima necessárias para a condução da guerra. A incapacidade do generalato alemão em compreender esta premissa e sua permanência nos velhos dogmas, principalmente querer tomar cidades, contribuiu notoriamente para o enfraquecimento dos esforços de ataque da Wehrmacht alemã.
3. A visão dominante atual, a genial condução de guerra de Josef Stalin e seus generais contribuíram decisivamente para a vitória do Exército Vermelho sobre a Wehrmacht alemã, não procede. Os arquivos comprovam, ao contrário, o desperdício de material e homens foi inúmeras vezes superior do que o produzido pelo lado alemão para a condução da guerra.
4. A visão dominante atual, a União Soviética teria vencido quase sozinha o Reich alemão e isto por mérito próprio, não procede. Os arquivos e as análises de guerra comprovam que o Reich alemão estava muito perto da vitória contra a União Soviética, porém, o fornecimento maciço de armamentos provenientes dos EUA e da Grã-Bretanha teriam mantido vivos os soviéticos. Além disso, e deve ser avaliado um fator ainda mais decisivo da guerra, Hitler teve que transferir valorosas unidades de combate para outras frentes (França, Bálcãs, Norte da África etc) e com isso diminuiu sobremaneira o poder bélico na frente oriental. A luta em várias frentes contribuiu decisivamente para a derrota do Reich alemão. A vitória da União Soviética não se apóia primariamente em suas próprias forças, mas sim no enfraquecimento forçado da Wehrmacht alemã.
A obra pode ser adquirida nas livrarias que comercializam livros importados. Dados do livro: “Deathride: Hitler vs. Stalin: the Eastern Front, 1941-1945, by John Mosier, Simon&Schuster, New York, 470 pages, 2010”.
As novas gerações de historiadores são obrigadas a se render à verdade dos fatos. Fatos estes já revelados há muito tempo pelos revisionistas. Esta nova geração de pesquisadores está cada vez mais livre da influência nefasta da propaganda de guerra, a qual norteou por décadas a fio os estudos acadêmicos das universidades infestadas pelo veneno marxista. É apenas uma questão de tempo para que a luz da verdade também incida sobre o suposto holocausto judeu. A verdade não pode ser determinada através do código penal. A Nova Ordem Mundial Sionista pode prender os revisionistas, mas não a Verdade: esta triunfará. Sempre – NR.
Sobre os acontecimentos imediatamente anteriores ao início da Segunda Guerra Mundial, vale a pena assistir a palestra do general alemão Gerd Schultze-Rhonhof:
https://youtu.be/ZrdeGpU0qPs
https://youtu.be/pisVc3JhNPI
https://youtu.be/ftKU5HirYnM
https://youtu.be/830yQvhlqYU
https://youtu.be/KmQKpjH6UQE
https://youtu.be/LuWP0LI3fd0
Artigo publicado pela primeira vez em nosso Portal a 30/01/2012.

Periódico português entrevista Antonio Caleari

Um jovem investigador brasileiro escreveu uma tese acadêmica sobre o polêmico tema do revisionismo histórico e as leis que, em diversos países, o condenam. O livro, intitulado Malleus Holoficarum, foi publicado em Portugal pela Chiado Editora. O DIABO entrevistou-o.

“Há todo um processo instituído de caça aos revisionistas. Em Portugal também há controvérsias jurídicas acerca do ‘negacionismo’”

Quem é Antonio Caleari?

Sou recém-formado Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (também conhecida como “Largo de São Francisco”, e que é a mais tradicional do país). Sou ex-militar formado pela Escola Preparatória de Cadetes do Exército. Trabalho como funcionário público na Câmara Municipal de São Paulo. Sou militante revisionista já há alguns anos, colaborando no maior portal em língua portuguesa sobre o tema, o www.inacreditavel.com.br (que é também um veículo de mídia alternativa que aborda outros temas, como o 11/9, a farsa da crise climática, questões econômicas e médicas, entre outros). Tenho ascendência italiana e portuguesa, e nutro um sentimento muito genuíno de conexão com a cultura europeia.


Sabendo das limitações progressivas à discussão revisionista, o que animou esta aposta?

Animou-me especialmente o fato de que a abordagem do Revisionismo, no seu plano essencialmente jurídico, era uma lacuna a ser preenchida. Além do mais, o tema permanece de uma relevância extrema, tendo em vista que no Brasil há um Projeto de Lei que pretende replicar no nosso território as leis europeias de censura a este movimento. As “limitações” à discussão aberta do tema só reforçam o quanto ele deve ser cada vez mais
evidenciado.

Malleus Holoficarum” é aparentemente uma estranha designação. O que a motivou?

A ideia original não é minha, e sim do veículo revisionista National Journal. Trata-se de uma analogia com o Malleus Maleficarum, livro emblemático da época inquisitorial que funcionava como verdadeiro “manual de caça às bruxas”, da mesma forma como, hoje em dia, há todo um processo instituído de “caça aos revisionistas”. Quis fazer uma comparação (heterodoxa) com esse período obscuro, no qual constituía igualmente uma “heresia” questionar “fatos notórios”. Com isso, espero denunciar a hipocrisia das ditas “democracias ocidentais”, que anuem com as caricaturas de Maomé, mas condenam as pesquisas acadêmicas revisionistas.

Como surgiu a ideia, pouco comum, de uma publicação conjunta em Portugal e no Brasil?

A ideia de lançamento em ambos os países tem várias justificações, mas a principal delas reside no fato de que a polêmica sobre o tema tem sua origem na Europa, então nada mais natural que eu quisesse ver a minha obra publicada no “centro” das controvérsias. Além disso, tenho uma conexão familiar e pessoal com a cultura portuguesa, sendo para mim motivo de grande orgulho publicar um livro na terra de origem dos meus antepassados. Quanto mais puder divulgar o meu trabalho, melhor! E já estrear com uma publicação em dois países é algo muito gratificante.

Há reações a esta obra?

A primeira reação veio do professor de História da USP, Sean Purdy, através do artigo “Negacionismo do Holocausto na USP”, colocado no portal “Carta Maior”, que me negou o direito de resposta, demonstrando assim a sua falta de ética jornalística. Esta investida foi amplificada por toda a comunicação social de esquerda que sempre recusou o contraditório e na própria academia (Faculdade de Filosofia e Letras) levou a uma moção condenatória da minha obra, numa movimentação tal que o meu próprio orientador de tese se viu na necessidade de publicar um verdadeiro ato de contrição… Gostaria ainda de referir que na véspera da publicação do meu grau, dois alunos judeus da Faculdade de Direito, onde eu estava prestes a me formar, tentaram recolher um abaixo-assinado para convencer o Diretor da Faculdade a impedir que eu me formasse, tão somente por divulgar um trabalho contrário ao “establishment“. Tal mobilização causou uma inesperada reação contrária entre os alunos, os quais maciçamente se opuseram a tal absurda medida que violava o direito de me tornar Bacharel. O Diretor da Faculdade, então, despachou negando o pedido dos alunos judeus e seus comparsas, por absoluta falta de fundamento legal ao pedido e pela impossibilidade de “barrar” a publicação de grau, uma vez que a tese já havia sido regularmente aprovada (com grau máximo) pelo próprio corpo docente da Faculdade e inclusive indicada para um prêmio.

Uma palavra final aos investigadores portugueses.

Espero sinceramente poder contribuir para a discussão científica sobre este tema tão apaixonante: a Revisão Histórica da Segunda Guerra Mundial e suas consequências (especialmente o suposto “Holocausto Judeu”). Devemos todos nos questionar quando uma dita “verdade oficial” é protegida pela Lei Penal, de uma forma tão violenta e dogmática. Foi este ânimo questionador que me motivou a tomar parte ativa nesta discussão. Tenho certeza que a comunidade acadêmica portuguesa também poderá apreciar o meu trabalho e contextualizá-lo à sua própria realidade, tendo em vista que em vosso país também há controvérsias jurídicas acerca do “negacionismo”. Espero poder estreitar, cada vez mais, meus laços com os investigadores revisionistas em Portugal.


Só esquerdista estupido acredita nessa balela de universalismo!

Tom Kent era o principal burocrata e estrategista político do Canadá quando o Medical Care Act [decreto que estatizou e “universalizou” o acesso ao sistema de saúde canadense] foi aprovado em 1966. Ele descreveu abertamente o objetivo do governo:
O objetivo daquela política pública era clara e simplesmente garantir que as pessoas pudessem receber tratamentos médicos sempre que necessitassem, sem levar em conta quaisquer outras considerações ou empecilhos.
Já o Ministro da Saúde e do Bem-Estar Social, Allan J. MacEachen, foi ainda mais direto:
O governo do Canadá acredita que todos os canadenses têm o direito de obter serviços de saúde de alta qualidade de acordo com sua necessidade e independentemente de sua capacidade de pagar. Acreditamos que a única maneira prática e efetiva de se fazer isso é por meio de um esquema de atendimento universal, pré-pago, e bancado pelo governo.
À época, o governo federal se responsabilizava por bancar 50% dos gastos em saúde das províncias do país.
Já o Canada Health Act (Decreto de Saúde do Canadá), aprovado em 1984, estabeleceu cinco programas decisivos: administração pública, abrangência, universalidade, portabilidade e acessibilidade. Este ato, em efetivo, proibiu os pacientes de serem diretamente cobrados pelos serviços médicos fornecidos, o que levou, na prática, à socialização da medicina no país.
Ou seja, atualmente, no Canadá, o financiamento para a saúde advém dos impostos. Os hospitais são entidades privadas — ou seja, não são instituições públicas —, porém seus profissionais são pagos pelo governo e suas receitas também advêm do governo. Na prática, portanto, funcionam como estatais.
No Canadá, menos de 30% dos serviços de saúde são financiados particularmente. E quais são esses serviços? Odontologia, cirurgias cosméticas, medicações e serviços de optometria.
Após meio século do surgimento desta política, o governo ainda não honrou seu compromisso. Apesar do contínuo aumento dos gastos estatais com saúde, o desempenho dos serviços médicos no país cai a cada ano. O que é pior: o governo tornou ilegal — ou seja, é crime — aos cidadãos pagar a agentes privados para receber serviços de saúde que o governo fracassou em fornecer.
Esperando por um atendimento – até morrer
De acordo com uma pesquisa do canadense Instituto Fraser, o tempo médio de espera para pacientes canadenses que necessitam de tratamentos médicos — desde a consulta a um clínico geral, o qual indica um especialista, até a data efetiva do tratamento — foi de 21,2 semanas em 2017.
Ou seja, quase cinco meses de espera.
Esse tempo de espera observado em 2017 foi 128% maior que o observado em 1993, quando era de “apenas” 9,3 semanas.
Se um canadense sofrer queimaduras de terceiro grau em um acidente automobilístico e precisar de uma cirurgia plástica reconstrutora, o tempo médio de espera pelo tratamento será de 20 semanas. O tempo de espera para uma cirurgia ortopédica no Canadá também é de quase cinco meses. Para uma neurocirurgia é necessário esperar três meses completos. E leva-se mais de um mês para uma cirurgia cardiovascular.
Pense nisso: se o seu médico descobrir que suas artérias estão entupidas, você terá de esperar na fila por mais de um mês, com a possibilidade iminente de uma morte por ataque cardíaco. Não é à toa que tantos canadenses vão para os EUA em busca de tratamento médico.
Quem é da área médica sabe muito bem que o tempo de espera para tratamentos médicos necessários não é apenas uma inconveniência benigna. Tempos de espera podem ter, e têm, severas consequências, dentre elas aumento das dores excruciantes, do sofrimento e da angústia mental. Em alguns casos, podem também gerar resultados médicos piores do que seriam caso o tratamento fosse realizado a tempo — transformando lesões ou doenças potencialmente reversíveis em situações médicas crônicas e irreversíveis, podendo até mesmo causar invalidez permanente.
Ou até mesmo a morte.
Um estudo de 2014 do Fraser Institute declarou:
Ministros da Suprema Corte do Canadá afirmaram que os pacientes do país estão morrendo em decorrência das listas de espera utilizados para os serviços de saúde universalmente acessíveis.
É estimado que entre 25.456 e 63.090 (com um valor médio de 44.273) mulheres canadenses morreram em decorrência do aumento do tempo médio de espera entre 1993 e 2009.
Pegando-se o dado mais conservador, pode-se dizer com certeza que aproximadamente 1.500 mulheres morreram anualmente, entre 1993 e 2009, como resultado do aumento do tempo de espera no Canadá.
O jornal The Toronto Star publicou uma carta endereçada ao Cancer Care Ontario (CCO – Tratamento do Câncer de Ontário), uma agência estatal responsável pelo financiamento. A carta foi assinada por cinco cirurgiões especialistas em transplante, claramente frustrados com a escassez de financiamento estatal (o sublinhado é meu):
Eis o efeito líquido das crescentes listas de espera: pacientes tendo recidivas e morrendo enquanto esperam por um transplante; pacientes fazendo sessões extras de terapia para tentar sobreviver até que se consiga marcar uma data para o transplante; fadiga, exaustão e depressão das equipes médicas, neste que é um problema nacional. […]
Estimativas anteriores do CCO quanto às instalações e às equipes médicas necessárias para transplantes não levaram em consideração todos os fatores operacionais, o que resultou em instalações deficientes, com baixa capacidade e aquém da demanda, o que aparentemente surpreendeu a todos do governo, exceto a nós médicos, que já havíamos antecipado esse problema, pois o vivenciamos nos centros de transplante há vários anos. […]
Os programas de transplante requerem recursos que permitam um aumento da capacidade instalada em pelo menos 35%, sendo o ideal talvez 50%, apenas para reduzir as listas de espera e assim haver tempos de espera mais saudavelmente apropriados para uma pessoa que necessita de um transplante.
Nada de novo
A realidade é que a situação canadense não só é antiga, como também é muito bem documentada. Infelizmente, de uns tempos para cá, com a intensificação do debate sobre o ObamaCare nos EUA, a mídia adotou uma ideologia pró-medicina socializada, o que dificultou a divulgação de informações sobre a falência da medicina estatal canadense.
No entanto, se regredirmos alguns anos, as informações se tornam bem mais abundantes. Um artigo no The New York Times de 16 de janeiro de 2000, intitulado Full Hospitals Make Canadians Wait and Look South [Hospitais Lotados Fazem os Canadenses Esperar e Olhar Para o Sul], fornece alguns bons exemplos de como o controle de preços no Canadá criou sérios problemas de escassez.
Uma senhora de 58 anos esperava por uma cirurgia cardiovascular no saguão de um hospital de Montreal junto a outros 66 pacientes. As portas elétricas abriam e fechavam durante toda a noite, permitindo a entrada de correntes de ar com temperaturas em torno de -18°C. Ela estava em uma lista de espera de cinco anos para sua cirurgia.
Em Toronto, em um único dia, 23 dos 25 hospitais da cidade deixaram suas ambulâncias paradas por causa de uma escassez de médicos.
Em Vancouver, ambulâncias permaneciam abandonadas por horas enquanto vítimas de ataques cardíacos aguardavam dentro delas, à espera de serem adequadamente atendidas.
Pelo menos 1.000 médicos canadenses e dezenas de milhares de enfermeiras canadenses migraram para os EUA em busca de maiores salários e melhores condições de trabalho.
Concluiu o jornalista: “Poucos canadenses recomendariam seu sistema como modelo de exportação”.
E isso em 2000. De lá para cá, tudo piorou.
Per capita, os EUA têm oito vezes mais máquinas de ressonância magnética, sete vezes mais unidades de radioterapia para tratamentos de câncer, seis vezes mais unidades de litotripsia, e três vezes mais unidades de cirurgia cardiovascular.
Existem mais scanners de ressonância magnética no estado de Washington, cuja população é de cinco milhões de pessoas, do que em todo o Canadá, cuja população é de mais de 30 milhões de indivíduos (Veja John Goodman e Gerald Musgrave, Patient Power).
Indiferença política e burocrática
Políticos e burocratas, obviamente, não mostram nenhuma preocupação em relação às dezenas de milhares de vítimas de seu falido sistema universal de saúde. O caso da jovem Laura Hillier, de apenas 18 anos de idade, e que se tornou uma mera estatística para o governo, é um exemplo clássico.
Laura estava sofrendo de leucemia mieloide aguda, e necessitava desesperadoramente de um transplante de células-tronco. Vários doadores compatíveis estavam disponíveis, mas não havia nenhum leito hospitalar disponível. O jornal The Toronto Star noticia:
Em julho de 2015, Frances (mãe de Laura) enviou cartas para Kathleen Wynne [primeira-ministra da província de Ontário] e para Eric Hoskins (Ministro da Saúde da província de Ontário) em nome de Laura e de todos os outros pacientes submetidos às “cruéis, desumanas, e potencialmente letais” listas de espera para transplantes. Nem Wynne nem Hoskins responderam, diz Frances.
Em julho de 2015, a Ministra da Saúde federal Rona Ambrose também se recusou a comentar sobre o assunto quando questionada pela rede CTV News.
O silêncio de Ambrose, Wynne e Hoskins é, de certa forma, compreensível, pois não há como argumentar em prol da eficácia da saúde estatal. Ademais, em alguns casos, uma resposta é pior do que o silêncio. Em uma declaração à CTV News, Shae Greenfield, porta-voz do Ministro Eric Hoskins, disse:
É nossa expectativa que os hospitais priorizem pacientes com urgência médica. No entanto, essas decisões são tomadas por cada hospital, individualmente.
Essa declaração insensível foi, obviamente, uma tentativa de abdicar de suas responsabilidades e transferir a culpa para terceiros. No entanto, a questão não é de “prioridade”, mas sim de falta de recursos. Há vários pacientes que são prioridade porque suas necessidades são urgentes do ponto de vista médico; no entanto, todos estão presos em uma lista de espera.
A culpa das listas de espera e da baixa capacidade operacional não está nos hospitais, mas sim no governo: sendo a medicina estatal e sendo o governo o único financiador, é fato que ele não forneceu aos hospitais o financiamento necessário para, como havia prometido Tom Kent, “garantir que as pessoas pudessem receber tratamentos médicos sempre que necessitassem, sem levar em conta quaisquer outras considerações ou empecilhos.”
Forçada pelo governo a esperar, a situação de Laura se deteriorou e ela morreu seis meses depois, no dia 20 de janeiro de 2016, ainda esperando por um leito.
Cirurgias de transplante de células-tronco, outras cirurgias de câncer, cirurgias de catarata, cirurgias de joelho e quadril, cirurgias bariátricas, cirurgias cardíacas — há uma lista de espera e um atraso de vários meses para todas essas cirurgias. Com isso, a saúde e o bem-estar de vários canadenses vai se deteriorando — e muitos vão morrendo — enquanto o governo os obriga a esperar meses para receber um serviço que o próprio havia prometido entregar rapidamente.
O fracasso estatal era previsível
Os gastos do governo com os serviços de saúde estão subindo continuamente, mas isso não tem como durar:
Após anos aumentando os gastos com saúde a um ritmo insustentável, tudo indica que os governos provinciais começaram a chegar ao seu limite nos últimos 5 anos: a continuação desta política levará ou a uma redução em outros gastos, ou a mais impostos, ou a mais déficits e maior endividamento. Ou uma combinação dos três.
Sobre o sistema de saúde universal no Canadá, sua insustentabilidade foi prevista ainda em 1970 pelos próprios responsáveis por sua implantação. Na página 288 do seu livro, o canadense William Gairdner mostra que:
Em 1970, a Comissão de Saúde de Ontário profeticamente alertou que “a sociedade nunca considerará como suficiente a quantidade de bens e serviços de saúde que poderão ser ofertados pelo estado, mesmo que todos os recursos da sociedade sejam direcionados para a provisão de cuidados médicos”.
Previsão bastante acurada. Não importa quanto seja aumentada a quantidade de dinheiro jogada no sistema de saúde estatal; no final, a administração burocratizada e sem concorrência irá simplesmente desperdiçar este dinheiro.
E este é o grande problema dos sistemas de saúde estatizados: é impossível fazer uma administração racional dos recursos.
De um lado, dado que o dinheiro advém de impostos e não da qualidade dos serviços ofertados, não há um sistema de lucros e prejuízos a ser seguido. Logo, não há racionalidade na administração. Com efeito, nem sequer é possível saber o que deve ser melhorado, o que está escasso e o que está em excesso. Não há como inovar ou se tornar mais eficiente.
De outro, quando algo passa a ser ofertado “gratuitamente”, a quantidade efetivamente demandada sempre será maior que a ofertada. E aí escassez e racionamento tornam-se uma inevitável rotina.
Ou seja, a oferta, além de ser limitada, é ineficiente e irracional, pois não segue um sistema de preços. Já a demanda tende ao “infinito”, pois o custo é zero.
Tem-se, assim, a tempestade perfeita. Como os recursos para a saúde são limitados e gerenciados de maneira burocrática, mas a demanda é crescente e “gratuita”, filas de espera para tratamentos, cirurgias, remédios e até mesmo consultas de rotina viram a norma. No extremo, pacientes são abertamente rejeitados, cirurgias são canceladas e pessoas são deixadas para morrer sem tratamento.
No caso do Canadá, trata-se de um fato inegável que, quanto mais recursos (impostos) foram direcionados para gastos em saúde, mais a provisão de serviços de saúde declinou, como mostram as crescentes listas de espera. Quanto mais o governo (supostamente) tenta ajudar, mais as coisas pioram.
Efeitos econômicos
Os gastos do governo com o sistema universal de saúde no Canadá, em 2016, foram de aproximadamente US$ 4.000 por capita. Mas há os custos não-vistos que recaem desproporcionalmente sobre os mais pobres.
Por exemplo, se considerarmos as horas de uma semana de trabalho normal, estima-se que o custo de ‘espera’ por paciente foi de aproximadamente US$ 1.759 em 2016. Quem sofre mais? É claro que os mais pobres: quando eles estão impossibilitados de trabalhar por estarem presos em uma lista de espera do governo para receber tratamento médico, não auferem renda.
Ou seja, embora o governo canadense tenha decretado a saúde estatal em nome da “ajuda aos mais pobres”, o fato é que ele não só não cumpriu sua promessa, como ainda está tornado os pobres e doentes em doentes ainda mais pobres.
Conclusão
Em um sistema de saúde controlado pelo governo, é o estado quem determina quem pode receber tratamento, como e quando. Assim como em uma economia sob controle de preços, a oferta sempre irá se exaurir perante a demanda.
Os canadenses mais ricos recorrem à medicina americana. Os mais pobres morrem enquanto aguardam seu nome nas crescentes listas de espera.

Lee Friday, canadense.