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    terça-feira, 28 de dezembro de 2010

    Inflação para o povo, vinho para a elite, AKELA QUE O LULA DETESTEVA E AGORA ORGULHOSAMENTE FAZ PARTE



     



     
    O que baixou o preço dos vinhos importados foi a baixa no preço do dólar, porém os pobres eleitores não compreendem isso.  Portanto... 



    ... a realidade está na mesa: o preço da carne, por exemplo, subiu muito. Enquanto os consumidores  'da maquiavélica' elite têm muito mais vinho importado em seu estoque .

    UM POUCO DE ECONOMIA

    Boa parte dos investidores olha o Ibovespa como indicador da bolsa brasileira. Quem assim o faz, provavelmente está decepcionado com o desempenho do índice este ano. Enquanto o crescimento do PIB deve passar de 7,5% no ano, o Ibovespa está em território levemente negativo até a gora. Há algumas explicações básicas para esse fenômeno.

    Em primeiro lugar, a bolsa e a economia nem sempre andam ‘pari passu’, pois o mercado de ações é um mecanismo antecipatório, ou seja, projeta os resultados futuros das empresas e os traz a valor presente. O mercado já olha para o crescimento esperado em 2011, em patamar bem inferior ao deste ano. Ainda assim, o desempenho do Ibovespa parece insatisfatório, pois os economistas falam em 4,5% de crescimento, o que não é nada mal se comparado ao restante do mundo.

    A segunda explicação para o ano medíocre do Ibovespa está em sua metodologia de cálculo para o peso das ações no índice. A Petrobras representa quase 12% do Ibovespa, enquanto o setor siderúrgico também apresenta peso elevado. Ocorre que tanto Petrobras quanto as siderúrgicas tiveram péssimo desempenho este ano, por motivos distintos. Isso representou quase cinco pontos percentuais a menos no desempenho do índice em 2010.

    As ações da Petrobras caíram cerca de 30% este ano, basicamente por conta do maior risco político após a operação de aumento de capital. A questionável precificação dos ativos de pré-sal demonstrou que o real interesse do governo era expandir sua participação à custa dos acionistas minoritários.

    Como a Petrobras possui um programa gigantesco de investimento para os próximos anos, os investidores temem, com razão, uma destruição maciça de valor da empresa, caso o governo utilize critérios políticos em vez de econômicos nas suas decisões.

    A Petrobras pode ser uma aposta interessante para 2011, até porque o preço do petróleo segue firme acima de US$ 80 por barril; mas isso vai depender de uma mudança na governança da empresa, que precisa rejeitar a tentação populista e focar no retorno financeiro. Se isso não ocorrer, ela vai continuar ignorada pelos investidores.

    Já o setor siderúrgico tem sido vítima da forte apreciação do câmbio e seu concomitante impacto nas importações do setor. Tradicionalmente protegidas da concorrência internacional, as siderúrgicas brasileiras operavam com ótimas margens de lucratividade. Esse cenário não existe mais, e a balança comercial do setor praticamente virou. A Gerdau e a Usiminas perderam mais de 20% de seu valor de mercado em 2010, prejudicando o Ibovespa. As perspectivas não são muito animadoras para 2011.

    A Vale foi a locomotiva do Ibovespa no ano. Suas ações subiram quase 20%, e com seu peso acima de 15% no Ibovespa, ela anulou o efeito negativo da Petrobras. A Vale tem sido o melhor veículo brasileiro do chamado "China play", a aposta em ativos que capturam o acelerado crescimento chinês e sua insaciável fome por recursos básicos. A crescente pressão inflacionária na China coloca em risco essa aposta, pois o aumento da taxa de juros lá poderá afetar seu crescimento e, por tabela, as importações de commodities.

    Os setores de maior destaque foram, sem dúvida, aqueles ligados ao crescimento do varejo e do crédito no país. Várias empresas de consumo, por exemplo, subiram mais de 20% este ano, e algumas chegaram a dobrar de valor. O "valuation" dessas empresas é o ponto fraco: muitas apresentam P/L acima de 20x para 2011, incorporando elevado crescimento nas estimativas de lucro. O risco de decepção não é desprezível.

    O setor de construção civil chegou a ganhar mais de 20% no ano, após ter quase triplicado em 2009; mas com a recente pressão inflacionária e seu efeito na expectativa de juros maiores para 2011, ele devolveu boa parte da alta. Para o ano que vem, seu desempenho dependerá muito do impacto dos juros maiores na economia e no crédito. Se o governo não fizer um ajuste fiscal sério, o setor poderá sofrer bastante.

    Como fica claro, não há barganhas evidentes na bolsa brasileira atualmente. Apesar do forte crescimento econômico, o Ibovespa ficou praticamente estável no ano, com bons motivos. Seu desempenho em 2011, deixando de lado o cenário internacional, vai depender muito das medidas do governo.

    Se este fizer seu dever de casa, cortando gastos e adotando uma gestão mais racional na Petrobras, ainda há espaço para razoável valorização. Caso contrário, a renda fixa poderá ser uma opção mais atraente que a bolsa em termos gerais.

    Rodrigo Constantino é economista e gestor de recursos

    É UMA PIOR QUE A OUTRA!

    O crime organizado de rua está boquiaberto. A nova sede do Tribunal Superior Eleitoral tem mais de 115 mil metros quadrados de área construída, refletindo em arquitetura espelhada o custo de R$ 400 milhões gastos para acolher nada mais nada menos do que sete ministros, num estafante expediente de dois dias -ops! - duas noites por semana. O crime organizado saiu das ruas.

    O projeto do novo palácio monumental do TSE é do interminável Oscar Niemeyer - hoje, uma instituição nacional à moda Walt Disney que, mesmo depois de morto, continua desenhando patos Donalds e Mickeys Mouses.

    Sem qualquer licitação, como é hábito do arquiteto comunista mais rico do mundo, seus rabiscos tiraram desta feita das burras públicas a bagatela de quase R$ 6 milhões. Essa farra já tem mais de um século de risonhas primaveras.

    BRAZIL - Students protesting readjustment of parliamentarians! It is really absurd!



    Estudantes sobem rampa do Planalto em protesto a reajuste de políticos

    Cerca de 80 estudantes subiram a rampa do Palácio do Planalto para protestar contra o aumento salarial de mais de 60% concedido a deputados e senadores e que gerou efeito cascata em todo o país.

    Os manifestantes estavam na frente do Congresso, correram para o Planalto e pegaram os seguranças de surpresa, conseguindo subir a rampa.

    Um estudante tentou abrir a porta de vidro no topo da rampa e que dá acesso ao salão nobre do palácio, mas foi contido por um segurança.

    A Polícia Militar e os seguranças da Presidência fizeram um cordão de isolamento, mas não conseguiram retirar os estudantes da rampa, que gritavam "Não sou otário, tirando do meu bolso para pagar o seu salário" e "Você aí parado também foi roubado" para pessoas que passavam em frente ao prédio.

    O Congresso aprovou no último dia 15 o projeto que aumenta o salário dos deputados, senadores, presidente, vice-presidente da República e dos ministros de Estado para R$ 26,7 mil.

    De acordo com o texto, deputados e senadores terão um reajuste de 61,8%, uma vez que recebem atualmente R$ 16,5 mil, além dos benefícios. No caso do presidente da República e do vice, que recebem atualmente R$ 11,4 mil, o reajuste será de 133,9%. O aumento dos ministros será maior ainda, já que eles recebem R$ 10,7 mil.

    Os parlamentares, o presidente, o vice e os ministros estão sem reajuste desde 2007. A inflação no período, porém, foi inferior a 20%. O PSOL foi o único partido a manifestar posição contrária.

    Qual é a grande manchete que não vai para a capa dos jornais e para as chamadas dos telejornais?

    A manchete de capa do Estadão é um absurdo. Afirma que, agora, Dilma é a candidata do Lula para 2014. O grande tema, no entanto, está acima, nesta notícia publicada na página 8, assinada por um colunista, para que não seja considerada opinião do jornal. Afinal de contas, Lula está chateado com os "cumpanhêros sindicalista" que não estão querendo aceitar o novo mínimo. Também está magoado com os "cumpanhêros jornalista".  E se o Lula está chateado... Esta capa de hoje do Estadão é um exemplo do domínio que Lula exerce sobre a mídia. Um dos maiores jornais do Brasil especula uma suposta mudança de humor do já quase ex-presidente, enquanto um fato concreto, que impacta de imediato a vida de 50 milhões de brasileiros é relegado a um modestíssimo segundo plano. O dever profissional do jornal  seria mostrar onde o governo pode cortar gastos para conceder um aumento pelo menos acima da inflação. Em vez disso, o "colulista" escalado para escrever sobre o tema prefere elogiar Dilma que, garroteando os mais pobres, estaria fazendo um primeiro gesto para conter despesas, agradando os economistas. Sem dúvida alguma, o Estadão, assim como a grande mídia, está cada vez mais distante do seu dever de informar para a maioria, de esclarecer a opinião pública, de gerar debate sobre os grandes temas. É uma pena. Vai demorar um bom tempo para que eles acordem do Lula. É nosso dever ajudar estes pobres diabos fantasiados de jornalistas, colunistas ou editores. Pau neles, sem dó e nem piedade!

    DE CHÃO DE FABRICA A SUPER EMPRESARIO

    Da Folha de São Paulo: Lulinha e Luís Cláudio têm participações em seis empresas, nas áreas de esporte, entretenimento e tecnologia. Único negócio com sede própria e funcionários é a Gamecorp; outros 5 não funcionam nos endereços informados.

    Dois dos filhos do presidente Lula, Fábio Luís e Luís Cláudio, abriram em 16 de agosto deste ano duas holdings -sociedades criadas para administrar grupos de empresas-, a LLCS Participações e a LLF Participações. Ao final de oito anos de mandato do pai, Lulinha e Luís Cláudio figuram como sócios em seis empresas. A Folha constatou, porém, que apenas uma delas, a Gamecorp, tem sede própria e corpo de funcionários. Seu faturamento em 2009 foi de R$ 11,8 milhões, e seu capital registrado é de R$ 5,2 milhões. Ela tem como sócia a empresa de telefonia Oi, que controla 35%. As demais cinco empresas não funcionam nos endereços informados pelos filhos de Lula à Junta Comercial de São Paulo. São, por assim dizer, empreendimentos que ainda não saíram do papel. As seis empresas dos filhos de Lula atuam ou se preparam para atuar nos ramos de entretenimento, tecnologia da informação e promoção de eventos esportivos. São segmentos em alta na economia, que ganharam impulso do governo federal -Lula, por exemplo, foi padrinho das candidaturas vitoriosas do Brasil para organizar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

    Na maioria desses negócios, Lulinha e Luís Cláudio têm como sócios pessoas próximas de Lula. Um dos mais novos empreendimentos da dupla, a holding LLCS, por exemplo, foi registrada no endereço da empresa Bilmaker 600, na qual os dois não têm participação societária. A Bilmaker tem como controlador o engenheiro Glaucos da Costamarques, 70, que é primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do presidente Lula. Os outros sócios da Bilmaker, Otavio Ramos e Fabio Tsukamoto, são sócios de Luís Cláudio, filho do presidente, na ZLT 500, empresa de produção e promoção de eventos esportivos.

    Assim como a holding, a ZLT também só existe no papel. Está registrada num endereço no Morumbi onde há só uma casa abandonada. Criada em julho, a ZLT tem ainda como sócio José Antonio Fragoas Zuffo, empresário da região do ABC. Sócio na Bilmaker e na ZLT, Otávio Ramos disse à Folha que não sabia que os filhos de Lula haviam registrado uma empresa na sede da Bilmaker. "Isso me preocupa. Vou ligar para eles. Não sabia nem da existência dessa holding. Não sei nem do que se trata nem quero saber", disse.Ramos afirmou que a empresa não faz negócios com o governo para não gerar especulações. "Somos amigos deles e já iriam ver maldade." A Bilmaker, disse, é uma empresa de exportação e importação de "qualquer coisa".

    A outra holding criada pelos filhos de Lula neste ano, a LLF, foi registrada no prédio da PlayTV, emissora de jogos on-line. Os programas da PlayTV só são veiculados na Sky, que distribui o canal como cortesia, e pela OiTV. A PlayTV é controlada pela Gamecorp, o maior dos empreendimentos de Lulinha. A Folha acompanhou um dia de programação e não viu anúncios publicitários. Inaugurada em dezembro de 2004, a Gamecorp recebeu injeção de R$ 5 milhões da telefônica Telemar (hoje Oi), num negócio investigado pela Polícia Federal há três anos -sem resultados. Quando se soube em 2006 que a Oi, então Telemar, havia se associado à Gamecorp, o presidente Lula disse à Folha que seu filho era o "Ronaldinho" dos negócios. "Eles fizeram um negócio que deu certo. Deu tão certo que até muita gente ficou com inveja", afirmou. No final de 2009, a empresa tinha capital negativo.

    Meses antes de a Gamecorp ser constituída, Fábio Luís se tornou sócio da G4 Entretenimento e Tecnologia Digital, tendo como parceiros filhos de um velho amigo de Lula, Jacó Bittar, fundador do PT e ex-prefeito de Campinas, hoje no PSB. Foi por meio da G4 que Lulinha virou sócio de outra empresa, a BR4 Participações, criada em 2004, e que, três anos depois, ganhou como sócio Jonas Leite Filho, sobrinho do ex-senador Ney Suassuna (PMDB-PB). Jonas Leite é conhecido pelo projeto que criou a versão da Bíblia lida pelo apresentador Cid Moreira, da TV Globo, um sucesso de vendas. A BR4 é, por sua vez, acionista da Gamecorp.

    MIDIA LULISTA

    Da Folha de São Paulo

    Quando Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse, em janeiro de 2003, apenas 499 veículos de comunicação recebiam verbas de publicidade do governo federal. Agora, o número foi para 8.094. Esses jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e "outros" estão espalhados por 2.733 cidades. Em 2003, eram só 182 municípios. Só neste ano eleitoral de 2010, o dinheiro para publicidade de Lula passou a ser distribuído para 1.047 novos veículos de comunicação. A categoria "outros" inclui portais de internet, blogs, comerciais em cinemas, carros de som, barcos e publicidade estática, como outdoors ou painéis em aeroportos.
    Chama a atenção o aumento do número de "outros". Em 2003, eram apenas 11. Agora, são 2.512. A informação do governo é que a maioria é composta por sites e blogs na internet. Lula e sua equipe de comunicação não escondem a simpatia pelo novo meio digital. O presidente foi o primeiro a conceder uma entrevista exclusiva dentro do Planalto para o que a administração petista chama de "blogs progressistas". Lula da Silva avançou na transparência em relação ao governo do tucano Fernando Henrique Cardoso. Nunca existiu esse tipo de estatística até 2003. Ainda assim, há buracos negros no processo. Não se sabe quais são os veículos que recebem verba de publicidade estatal nem quanto cada um ganha. O valor total gasto nos dois mandatos de Lula, até outubro deste ano, foi R$ 9,325 bilhões. Dá uma média anual de R$ 1,2 bilhão.

    Essa cifra não inclui três itens importantes: custo de produção dos comerciais, publicidade legal (os balanços de empresas estatais) e patrocínio -dinheiro para financiar projetos esportivos e culturais, entre outros. Produção e publicidade legal consomem cerca de R$ 200 milhões por ano. No caso de patrocínio, o governo gastou uma média anual de R$ 910 milhões de 2007 a 2009. Tudo somado, Lula gasta R$ 2,310 bilhões por ano com propaganda. Os valores são semelhantes aos do governo FHC, embora inexistam estatísticas precisas à disposição. A diferença do petista para o tucano foi a dispersão do dinheiro entre os atuais 8.094 jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e sites na web. Um espetáculo de 1.522% de crescimento de veículos atendidos.

    QUE OPOSIÇÃO TEMOS PRA LULINHA DIZER ISSO?

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 27, durante o último programa de rádio Café com o Presidente de seu mandato, que foi 'gostoso demais' governar o Brasil nos últimos oito anos e que não achou 'nada complicado essa tarefa'.

    Lula também pediu ao povo para apoiar a presidente eleita, Dilma Rousseff, que tomará posse em 1º de janeiro. Em tom de despedida, o presidente pediu apoio a sua sucessora, Dilma Rousseff, e agradeceu ao 'carinho imenso' que teve do povo brasileiro.

    'Serão quatro anos de intensivo trabalho, e a Dilma vai precisar de todo o apoio. E é isso que eu queria pedir para vocês. Agradecer o carinho imenso que vocês tiveram comigo nesses oito anos, dizer para vocês que eu quebrei um tabu, porque todo mundo dizia que era muito difícil governar o Brasil, que era difícil, que era complicado.

    Eu não achei nada complicado, achei até gostoso demais. Provar que é possível fazer as coisas, provar que é possível fazer acontecer, provar que é possível permitir que o povo participe', disse.

    Lula também afirmou que trabalhará até o dia 30 e que vai descansar no dia seguinte para a comemoração do Ano-Novo.

    'Trabalhar até o último dia é um compromisso que nós assumimos com o povo brasileiro quando tomamos posse no dia 1º de janeiro de 2003 e, depois, tomamos posse, outra vez, dia 1º de janeiro de 2007', disse.

    'Eu ainda tenho que viajar essa semana para Pernambuco, ainda tenho que viajar para o Ceará, tenho que viajar para a Bahia e tem coisa para fazer aqui em Brasília. 

    Então, até o dia 30 eu trabalho, dia 31 eu paro para descansar, desligo o motor, deixo o motor esfriar para poder entregar o motor para a Dilma, com manutenção feita, tudo direitinho para que ela possa começar, dia 2 de janeiro, a 100 (km/h) por hora', afirmou.

    O presidente agradeceu ainda à equipe que produz o Café com o Presidente e sugeriu que Dilma mantenha o programa semanal de rádio no ar.

    'Eu penso que é justo que a nova presidente da República continue esse programa. Eu acho que ela deve continuar, porque é um programa que tem tido um êxito extraordinário, muitas das coisas que nós falamos aqui repercutem na televisão à noite', disse Lula.

    Por Estadão.com.br, estadao.com.br, 

    LABORATORIO DE HORRENDAS EXPERIENCIAS

    Editado por Adriana Vandoni
    (Giulio Sanmartini) Ao tomarem o Palácio da Alvorada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus mentores e guias intelectuais (José Dirceu, Gilberto Carvalho, Franklin Martins et caterva), montaram um verdadeiro laboratório digno do doutor Frankenstein, onde costurando retalhos de gente, criam os monstros terríveis que governam o país.
    Nesse laboratório, os cientistas do PT fazem também bizarras hibridações. A mais comum e produzida a ritmo de linha de montagem, trata-se do cruzamento de cabra com periscópio, que produz o monte de bodes expiatórios, que necessitam para acobertar todos os seus malfeitos, seja da incompetência, como da corrupção.
    Nos mais de 100 escândalos, com os quais o governo Lula vem “premiando” o povo brasileira, nessa sua longa passagem pela presidência, as piores punições foram as dadas ao então ministro-deputado José Dirceu (PT-SP) e ao deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), que tiveram seus mandatos cassados e a suspensão de seus direitos políticos até 2015, considerados culpados no escândalo do “Mensalão” Todavia Dirceu foi o bode expiatório dessa mixórdia, colocando sua cabeça na guilhotina, caso contrário o decapitado seria, sem dúvidas, Luiz Inácio Lula da Silva.
    O novo escândalo, “Erenicegate”, está acontecendo num momento totalmente inoportuno, isto é, às vésperas das eleições e este, com a potência de vários megatons, faz parecer todos os outros coisa de criança. Envolve mais uma vez a Casa Civil, onde a ministra Erenice Guerra é acusada de tráfico de influência. As denuncias fazem parte de problemas “corriqueiros” na administração pública, além do já citado tráfico de influência acrescente-se, não distinguir entre o público e o privado, nepotismo, financiamento ilegal de campanha e contratação de funcionários fantasmas. A mistura reflete pecados já disseminados e que a cada escândalo parecem mais sem solução. “É mais uma prova de que ainda estamos longe de um nível de maturidade em que a distribuição de cargos é definida a partir de virtudes como equilíbrio, temperança, bom-senso e prudência”, avalia o cientista político Octaciano Nogueira, da Universidade de Brasília.
    Cabeças rolaram em efeito dominó, inclusive a da ministra. Agora depois de oito anos agarrada a candidata Dilma Rousseff, alguns ex-colegas de Erenice resolveram  procurar motivos para tanto prestígio atribuído à ex-ministra da Casa Civil. Descobriram que ela teria sido demitida da Eletronorte e do gabinete de ex-deputada do PT por não ter conseguido, digamos, mostrar competência.
    Erenice Guerra é mais um caso gritante de “bode expiatório” saído da hibridação palaciana. De forma alguma estou querendo defender Erenice Guerra, mas a maior responsabilidade desse escândalo, primeiro foi de Dilma Rousseff, que a escolhe e forçou sua nomeação ministerial. Depois a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que levianamente, aceito a pior entre as ruins.
    O governo brasileiro consegue a façanha de associar a incompetência com a desonestidade

    Marx e seu legado de horrores

     

    Ipojuca Pontes  

    A justificativa encontrada pela elite política e administrativa do país para gastos tão alarmantes quanto inúteis são os imperativos de se obedecer aos dispositivos constitucionais, traçados pela própria elite, e que impõem um simulacro de deveres para com o "social" - fraude lastreada, na atual temporada, pelo ardiloso programa do Bolsa Família. De fato, aos olhos de todos (se não estiverem tapados), na medida em que crescem de forma galopante as escorchantes tributações sobre os bens e ganhos privados, dos trabalhadores e dos empresários, aumenta o número de "excluídos", pois uma coisa decorre exatamente da outra: é o "Estado forte" (com suas "empenhadas" elites partidárias e instituições burocráticas em geral) que se apropria, por força da violência legal (e da inércia ou ignorância da população), da riqueza produzida pela sociedade para usufruto diuturno de privilégios.
    A grande e inominável sacanagem que a elite política (à esquerda e à "direita") comete contra o povo brasileiro consiste em não esclarecer alto e bom som quanto à absoluta incapacidade do Estado em solucionar o problema da pobreza e de não o alertar para o fato de que a existência do Estado se fundamenta, por principio, na exploração e escravização da sociedade (daí, a extrema necessidade de tê-lo sob o controle do indivíduo).
    Pode-se afirmar, como Hegel, um professor universitário imaginoso e bem-remunerado, que o Estado representa a realidade racional do Espírito absoluto, ou tolerá-lo, no dizer de Roberto Campos, como um mal necessário. Mas, de um modo ou de outro, as medidas paliativas que em seu nome se alardeiam, aqui e acolá, bem como as benfeitorias, no campo social, que a toda hora se inventa e proclama - são elas próprias a evidência do malogro.
    E aqui entra, mais uma vez, o pensamento de Marx (e afins). Vociferando contra as forças produtivas da sociedade historicamente sedimentada na propriedade privada, na confiança e na solidariedade que os homens cultivam para sobreviver, o irado profeta da trombeta vermelha, por força de um caráter absolutamente egoísta e deformado, fortaleceu como nenhum outro intelectual moderno o mito do Estado (especialmente ditatorial) como instrumento para se chegar à igualdade e à justiça social. Com sua diabólica vocação para vender ilusões e promover discórdias, expressão de injustificada revolta contra uma realidade espiritual transcendente que jamais chegou a entender, ele de fato ajudou (e continua ajudando com a mística do comunismo) a erguer sociedades perfeitamente escravocratas e desiguais, mantidas ora pela mentira e pelo genocídio, ora pelo medo e pelo terror.
    Ao cabo de tudo devemos nos indagar sobre a verdadeira razão do prestigio do marxismo na América Latina, levando-se em consideração que as revoluções ocorridas nos últimos 100 anos jamais se deram, conforme previsto por Marx, pelo desenvolvimento das "contradições internas do capitalismo" e menos ainda pela força do "determinismo histórico".
    Em parte, a pergunta encontra resposta na já mencionada luta campal que grupos, partidos e corporações travam pelo poder, usando como instrumental as mais fantasiosas teorias para legitimar a exploração do trabalho da maioria - o que significa dizer, em última análise, a exploração da riqueza criada pelo trabalhador e pelo empresário por uma minoria ativa de políticos, corporações e tecnoburocratas que usam o Estado (e seu aparato de violência legal) para impor suas vontades e garantir seus privilégios.
    No que se refere à outra parte da resposta, tenho dúvidas quanto à capacidade da maioria em enxergar o óbvio ululante, pelo menos até que sinta na própria carne - a exemplo do que ocorreu na ex-URSS e ocorre hoje em Cuba, Coréia do Norte, Vietnã e China - a tirania da nomenclatura em nome da Ditadura do Proletariado - o que, bem avaliado, no Brasil de hoje é um projeto que navega firme e a todo vapor.

    J'ACUSE

    Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes, assassinado a facadas por um aluno.
    Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado "dano moral" do estudante foi ter que... estudar!). A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro. O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.
    Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática. No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que "era proibido proibir". Depois, a geração do "não bate, que traumatiza". A coisa continuou: "Não reprove, que atrapalha". Não dê provas difíceis, pois "temos que respeitar o perfil dos nossos alunos". Aliás, "prova não prova nada". Deixe o aluno "construir seu conhecimento." Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, "é o aluno que vai avaliar o professor". Afinal de contas, ele está pagando... E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de "novo paradigma" (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: "o bandido é vítima da sociedade", "temos que mudar 'tudo isso que está aí' "mais importante que ter conhecimento é ser 'crítico'."

    Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno-cliente... Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que "o mundo lhes deve algo". Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.
    Ao assassino, corretamente, deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:
    EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;
    EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a "revolta dos oprimidos" e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;
    EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;
    EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para "adequar a avaliação ao perfil dos alunos";
    EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;
    EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;
    EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã
    EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu "tantos por cento";
    EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno "terá direito" de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;
    EU ACUSO os que agora falam em promover um "novo paradigma", uma " nova cultura de paz", pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da "vergonha na cara", do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;
    EU ACUSO os "cabeças-boas" que acham e ensinam que disciplina é "careta", que respeito às normas é coisa de velho decrépito;
    EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;
    EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.
    EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam "promoters" de seus cursos;
    EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;
    Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos-clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.
    Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de "o outro"...

    A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: "Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão.. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima.. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo."

    Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão.

    É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor "nova cultura de paz" que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.



    Texto atribuído ao Dr.Igor Pantuzza Wildmann, advogado, doutor em Direito Econômico e professor universitário

    segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

    Vejam o que os contribuintes pagaram para o apedeuta!

    Um levantamento da ONG Contas Abertas dibulgado nesta segunda-feira apontou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva gastou aproximadamente R$ 154,8 milhões em festas e homenagens durante os últimos oito anos. No segundo mandato, o valor chegou a R$ 114 milhões, o que corresponde a R$ 63 milhões a mais que o montante desembolsado no último mandato de Fernando Henrique Cardoso, segundo a ONG.
    No primeiro mandato, Lula gastou menos que Fernando Henrique, cerca de R$ 40,8 milhões. O tucano foi responsável pelo pagamento de cerca de R$ 50 milhões para a realização de eventos.
    De acordo com a ONG, os líderes em gastos com festividades e homenagens durante os últimos quatro anos foram os Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores (MRE). A Defesa computou R$ 39,4 milhões, cerca de 40% de toda a despesa no período. Já o MRE desembolsou R$ 17,6 milhões. Os recursos envolveram solenidades nas embaixadas brasileiras no exterior, além de gastos em cerimônias e outros eventos oficiais. Segundo o Itamaraty, as despesas refletem a política externa adotada pelo atual governo, que pretendeu ampliar a presença do Brasil no mundo.
    Somente em 2010, segundo a ONG, a União desembolsou R$ 34,4 milhões para pagar as festividades e as homenagens nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. De acordo com o levantamento, foi a maior marca desde 1999

    QUE FALTA DE VONTADE!

    Primeiro presidente operário da história e chefe de Estado com a maior popularidade da República( que mentira!), Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que os oito anos que passou à frente do cargo mais importante do País foram equivalentes a uma "pós-gradução elevada à quinta potência"(Entrou sem ensino fund., quer dizer que fez pos graduação a 5ª potencia de quase nada). Lula disse que, se tivesse ingressado em uma universidade, gostaria de ter sido economista, mas agora, diante do término do segundo mandato, acredita que não tem mais "idade para estudar"(pura falta de vontade como a maioria dos brasileiros sem vontader e disciplina pra evoluir) e que dificilmente teria muito a aprender.
    "Queria ser mesmo é economista( tá mais pra camelo da 25 de março vendendo jabá). Mas temo que eu tenha pouco a aprender mais do que aprendi na presidência da República porque isso aqui é uma pós-graduação elevada à quinta potência", afirmou.

    3º MANDATO, PQ NÃO ASSUMEM? É MAIS GOSTOSO ENGANAR A POPULAÇÃO

    Em momento algum, LUIS INACIO disse que talvez sua candidata fizesse um bom governo, muito pelo contrário.  Usou e abusou de sua popularidade para exigir que os dependentes criados por seu governo não se atrevessem a votar em outro que não fosse Dilma Rousseff, que garantiria um excelente governo.  Chegou, inclusive, a afirmar que ela faria um governo melhor que o dele.

    Agora, diz para uma das futuras ministras que ela não terá capacidade para ser melhor que o atual ministro da mesma pasta do governo dele;  constrangeu a futura presidente avisar "estou de olho em você, garota.", no meio de muitas pessoas   Quem conhece o caráter de LUIS INACIO  percebe a ameaça embutida neste recado.  E ainda vem Gilberto Carvalho dizer que ela TALVEZ faça um bom governo?

    Pois esta será a maior desmoralização de LUIS INACIO:  criticar Dilma, uma desconhecida do povo e da vida púbica, que se elegeu apenas porque teve seu aval, o seu atestado de garantia. 
    Repito pela milionésima vez, diante do terceiro recado: LUIS INACIO se tornará o maior crítico, a grande oposição ao governo Dilma.  Aguarde, também,  para confirmar as desculpas que serão usadas por ele, diante de um povo que seguiu suas ordens, como se ele fosse seu pai.

    AOS CRÉDULOS FIÉIS A LUIS INACIO, ANOTEM PARA CONFIRMAR NUM FUTURO NÃO MUITO DISTANTE:Aguardem  para confirmar: 
    • - Dilma não está fazendo um bom governo por falta de experiência política;  (recado: eu sou um político muito experiente)
    • Dilma não está fazendo um bom governo porque seus  não têm por ela o mesmo respeito que tinham por mim (recado: sempre fui respeitado por todos).
    • Dilma me decepcionou.  Estou triste com sua atuação na presidência da repúbica.  (Indiquei a pessoa certa; difícil é ser tão boa quanto eu)

    Doutor Tiririca - “Viu só? Já sou doutor Tiririca”.



     

    Doutor Tiririca

    No segundo dia em que circulou pelas dependências da Câmara Federal, o palhaço Tiririca, irreconhecível de terno e gravata, cruzou com um veterano funcionário, prestes a se aposentar e resolver ser cordial: “E aí, firmeza?” E o outro: “Tudo bem, doutor!” O deputado eleito cutucou um correligionário do PR e não agüentou: “Viu só? Já sou doutor Tiririca”. Entre funcionários mais simples do Congresso, é quase norma chamar todo mundo de doutor. Fica mais fácil e ninguém corre o risco de errar no tratamento.

    FOI TARDE QUERCIA!

    | Do UOL Notícias
      Em São Paulo 

     
    O ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, morreu nesta sexta-feira (24). Ele estava internado para tratar um câncer de próstata - recidiva de um tumor que ele já combateu há mais de dez anos. A informação da morte do político foi confirmada pelo hospital Sírio Libanês, onde ele estava internado.


    Comentário que recebi por e-mail e endosso:

    Sempre que tenho a oportunidade de falar sobre o nosso drama, e
    dizer sobre os políticos corruptos que atravessaram nossa trajetória
    não perco tempo.
    Já mandei minha opinião na Pergunta Aberta, no link abaixo:
    Vejam lá o que escrevi:
    ..."Não é porque o cara morreu que ele passa a prestar de uma hora para outra. Como aposentado do Banespa, dilapidado e roubado pela turma do Quércia, que usou o banco para benefício próprio e de sua turma, acho que morreu tarde demais. Se tivesse morrido antes de ser governador de São Paulo teríamos um banco estatal financiando o desenvolvimento, a agropecuária, o comercio, e não teriamos o desprazer de ver aportar por aqui os espanhóis do santander. Os ex-banespianos que dedicaram sua vida ao banco estariam vivendo dias melhores. Ele vai para o inferno e talvez ainda continue fazendo política, para destronar o diabo, fazer acordo com o Covas, o "bunda-mole", e provavelmente privatizem o inferno e passem a cobrar pedágio para entrar lá."...
    Um abraço
    Bosco
      
     Apdobanespa
    O site dos Banespianos
    www.APdoBanespa.com 

    ANARQUISMO PART III

    Durante um breve período que infestou a história do anarquismo, alguns indivíduos isolados praticaram o assassinato de personagens simbólicos, para chamar atenção à injustiça. Durante a década de 1890, foram vítimas um rei da Itália, um presidente da França, um presidente dos Estados Unidos, uma imperatriz da Áustria e um primeiro-ministro espanhol. A maioria dos anarquistas nada tinha a ver com tais atos e consideravam-no com sentimentos variados, até que muitos reagiram horrorizados - como o novelista anarquista francês, Octave Mirabeau - quando Emill Henry jogou uma bomba num café, matando pessoas inocentes. Disse Mirabeau:
    Um inimigo mortal do anarquismo não poderia agir com mais perfeição que Henry quando jogou sua inexplicável bomba no meio de pessoas pacíficas e anônimas. Henry diz, afirma e declara que é um anarquista. É possível. Todo partido tem seus criminosos e seus idiotas, porque todo partido tem seus homens.

    O terrorismo morreu rapidamente como método anarquista, exceto na Espanha e na Rússia, onde todos os métodos políticos têm sido tradicionalmente violentos. Apenas alguns anarquistas o praticaram, e pensar que o anarquista é um homem com uma bomba é o mesmo que considerar um católico como um dinamitador por causa de Guy Fawkes. Os movimentos são manifestados através das ações dos indivíduos, mas devemos distinguir uma pessoa de sua idéia, e a idéia do anarquismo nunca foi invalidada pelo extremismo de fanáticos.

    O anarquismo recuperou-se rapidamente dos danos causados pelos terroristas. No final do século teve sua fase de grande influência no desenvolvimento de um movimento de criação de uniões livres de sindicatos. O movimento se autodenominou anarco-sindicalismo. Sua idéia essencial era que os sindicatos deviam ser considerados não apenas instrumentos para conseguir melhores salários, mas agentes de transformação da sociedade. Os sindicatos estariam em constante luta pela mudança da sociedade através do método clássico da greve geral, tomando e administrando os meios de produção durante a revolução, para formar a infra-estrutura da nova sociedade.
    Foi na Espanha que o anarco-sindicalismo, assim como o anarquismo, atingiu seu apogeu. Atraía os espanhóis por suas qualidades morais e idealistas; tornou-se não apenas um movimento político, mas tinha uma articulação quase religiosa de caráter puritano, que lhes deu uma Constituição Substituta. Teve seu apogeu na década de 30, com a Confederação Nacional dos Trabalhadores (CNT), que tinha mais de 2 milhões de membros. Seu fim foi durante a Guerra Civil Espanhola, nos últimos anos da mesma década. Na Espanha, os anarquistas demonstraram a eficiência de seus métodos de prática; falharam na coordenação do movimento numa escala maior, mas, em Barcelona, a tática anarquista nos conflitos de rua derrotou os generais de Franco. Similarmente, nas áreas rurais, os camponeses estabeleceram comunas livres, que mesmo seus críticos mais ácidos ficaram impressionados pela eficácia natural e pela resistência espartana dos grupos que viviam de acordo com os ensinamentos dos profetas comunistas do século XIX. Toda essa camaradagem e auto-sacrifício, que demonstrava a possibilidade de prática da teoria anarquista por pequenos grupos, estava condenada a desaparecer porque a espontaneidade e a ação voluntária eram estranhas ao espírito de guerra, totalitário por natureza. Os anarquistas não puderam resistir aos fascistas que avançaram sobre as comunas do Sul, destruindo-as; nem aos comunistas que minaram a posição anarquista atrás das linhas republicanas. Dois anos de guerra e intriga política enfraqueceram os anarquistas espanhóis.


    O movimento histórico criado por Bakunin e Proudhon morreu quando os exércitos de Franco marcharam sem oposição sobre Barcelona. Mas isto não ocorreu ao movimento anarquista, que renasceu na última década como a gênese do fogo de sua própria transformação.
    A 2ª Guerra Mundial, que se seguiu à vitória de Franco, completou o colapso do movimento anarquista internacional. Na Rússia, depois da Revolução de Outubro de 1917, os bolcheviques consideravam os anarquistas seus principais rivais e eliminaram-os. O advento do fascismo na Itália e do nazismo na Alemanha significou o fim do movimento anarquista em ambos os países, e os únicos anarquistas livres e ativos estavam na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Suíça e em países latino-americanos mais liberais, dos quais o México era o mais importante. Todos os países onde havia existido um movimento anarquista de massa, como Rússia, França, Itália e Espanha, estavam sob regime totalitário em 1942. Por conta disso, surgiu uma nova situação na história anarquista: Durante a 2ª Guerra, foi nos países de língua inglesa que o anarquismo demonstrou a maior vitalidade, e a tradição foi interpretada de uma forma totalmente nova. O estímulo não veio apenas dos refugiados, mas também de escritores originados do movimento modernista, que conheceram o anarquismo através de Oscar Wilde, William Morris e William Godwin.
    Essa tendência do anarquismo, de alojar-se durante a década de 40 como uma semente nas opiniões dos intelectuais de língua inglesa, levou a interessantes desenvolvimentos teóricos, principalmente no campo da ciência e da educação. Os ensinamentos de Erich Fromm, especialmente em "O medo da liberdade", influenciaram os anarquistas em 1940, assim como a herética doutrina freudiana de Wilhelm Reich, que relacionava a repressão política com a psicologia e buscou na neurose as origens do poder coercitivo. O escritor anarquista mais influenciado pela teoria psicológica moderna foi Herbert Read, que adicionou às teorias de Freud, Adler e especialmente às de Jung outra característica concepção da teoria anarquista de 1940: o reconhecimento da necessidade de um novo tipo de educação que habilitaria o homem a aceitar e preservar a liberdade.
    Herbert Read sustentava que o sistema educacional como existia, com sua ênfase ao estudo meramente acadêmico, preparava os homens à obediência, não para a liberdade. Em seus livros, como Educação através da arte e Educação de homens livres, argumentava que as escolas deviam ser modificadas para educar os sentidos, antes de atingirem a mente. A personalidade harmônica, que resulta da educação através da arte, não só traria vida individual mais equilibrada, mas também atingiria com o menor distúrbio possível a pacífica transformação da sociedade que os anarquistas sempre sonharam; uma transformação em que as pessoas que estivessem em paz consigo mesmas e, portanto, em paz com os outros pudessem fazer com que a igualdade e a fraternidade fossem compatíveis com a liberdade.
    A característica marcante do neo-anarquismo que emergiu na Inglaterra e nos Estados Unidos no pós-guerra, assim como outros movimentos de protesto, foi a de que representou, principalmente, uma tendência entre os jovens e especialmente dos jovens da classe média. Movimentos anarquistas passados compunham-se principalmente de artistas e camponeses, com poucos líderes intelectuais recrutados na inteligentsia da classe média e alta. Mas, em 1962, uma pesquisa do jornal anarquista britânico Freedom revelou que, na Inglaterra, apenas 15% dos anarquistas pertenciam a tradicionais grupos de camponeses e operários; dos restantes 85%, o maior grupo consistia de professores e estudantes, e havia ainda muitos arquitetos, médicos, jornalistas e pessoas trabalhando independentemente como artistas ou artesãos. Proporções bastante similares existem nos movimentos anarquistas na maioria dos países do Ocidente. O novo libertarismo tem sido essencialmente uma revolta, não dos menos privilegiados e certamente não dos trabalhadores habilitados, os quais estão ocupados em defender suas recentes vitórias quanto ao padrão de vida, mas sim dos privilegiados que vêem a futilidade da riqueza como uma meta.
    Sem dúvida, um dos fatores que tem tornado o anarquismo popular entre os jovens é a sua oposição às culturas industriais tecnocráticas e crescentemente centralizadoras da Europa Ocidental, da América do Norte, do Japão e da Rússia. Neste contexto, uma importante figura moderadora, apesar de os anarquistas ortodoxos nunca a terem aceitado, foi Aldous Huxley. O pacifismo de Huxley e sua visão da iminência de uma explosão demográfica, da destruição ecológica e da manipulação psicológica, tudo isto reunido numa visão social que, de várias formas, antecipou a preocupação do neo-anarquismo durante os anos 60 e 70. Já em 1930, em "Admirável mundo novo", Huxley apresentou a primeira advertência sobre o tipo de alienação e de existência materialista produzido numa sociedade dominada pela tecnologia. No prefácio da edição de 1946 de seu livro, Huxley declarou que os perigos implícitos na tendência da vida moderna só poderiam ser rechaçados por meio de uma mudança radical para a descentralização e a simplificação em termos econômicos e formas políticas.
    O movimento no qual as idéias anarquistas talvez salientaram-se mais dramaticamente nos últimos anos foi o de Paris, na insurreição de 1968. De forma espontânea (onde os líderes dos partidos de esquerda e dos sindicatos tinham pouco controle) se realizou algo semelhante ao antigo esquema anarquista por uma revolução libertadora. Os estudantes ocuparam as universidades, hastearam a bandeira negra dos anarquistas no Bourse e incitaram os trabalhadores à greve e se reuniram em frente às fábricas. Por alguns dias o poderio de De Gaulle – e o nacionalismo que representava – ficou pendurado na balança; só mesmo um acordo feito com seus inimigos no exército fez com que seu domínio se mantivesse por tempo suficiente para que as forças conservadoras da sociedade francesa pudessem se reafirmar. Os acontecimentos em Paris demonstraram, assim como os similares em Atenas, Bangkok e outros lugares, que, apesar de suas sofisticadas técnicas de manter o poder, governos modernos são quase tão vulneráveis como seus predecessores, e, de certa forma, ainda mais vulneráveis, já que a sociedade contemporânea tornou-se envolvida numa máquina burocrática com uma estrutura de tal forma encadeada que mesmo uma pequena falha em seu funcionamento terá efeitos enormes.
    Porém, devemos ter em mente que em nenhum lugar, nos últimos anos, uma rebelião espontânea resultou numa mudança da atual estrutura de poder. Os governos podem ter mudado, mas o padrão de autoridade não tem sido fundamentalmente rompido.
    Até agora, de fato, tem havido pouco progresso no uso dos conceitos anarquistas de uma maior organização da sociedade, e é aqui que os críticos sentem que estão em chão mais firme, quando falam da dificuldade de manipular a indústria de massa e as massas populacionais, por métodos anarquistas. Mais ainda, não é impossível que a tecnologia possa oferecer alguns dos meios para este fim. A tecnologia por si só é neutra e, como Lewis Munford demonstrou muito tempo atrás em "Técnicas e civilização", não há nada que afirme que uma sociedade tecnologicamente desenvolvida precise ser tanto centralizada como autoritária ou ecologicamente destrutiva. E é possível, para dar um exemplo, que chegue uma época em que o povo, no controle de sua tecnologia, possa usar as comunicações eletrônicas para informar-se de todos os aspectos de uma questão pública e usar os mesmos meios para tornar conhecidos e eficazes os seus desejos, sem intermediários. Desse modo, a instituição do plebiscito, que por ser hoje tão mal feita é raramente usada, poderia ser aplicada a todas as decisões importantes, e os plebiscitos poderiam ser ajustados às particularidades efetivamente afetadas por uma decisão. A democracia deve então ser direta e ativa novamente, como fora antes, pelo menos para os cidadãos, na antiga Atenas. E, se uma democracia eficaz, participatória e direta não pode ser a sociedade naturalmente ordenada da anarquia, ela poderia ainda representar um passo histórico nessa direção.

    Tradução: Betina Becker

    Este texto é uma seleção de trechos de uma longa introdução escrita por George Woodcock para seu livro "The Anarchist Reader’s", que reúne alguns textos clássicos da doutrina anarquista. Woodcock é considerado o melhor especialista nos Estados Unidos no assunto.

    ANARQUISMO PART II

    O gigantismo e a impersonalidade do Estado moderno são rejeitados pelo anarquismo. Os anarquistas querem criar um companheirismo entre indivíduos e eliminar o distanciamento entre os homens e o início das atividades sociais necessárias. Portanto, longe de pregar o colapso da sociedade com a destruição do Estado, os anarquistas querem reforçar os laços e os valores sociais através do fortalecimento das relações comunitárias nos níveis mais básicos. Sua idéia é reverter a pirâmide do poder, representada pelo Estado. Entendem que a responsabilidade começa entre indivíduos e pequenos grupos, e não da autoridade que desce do céu político pela escada da burocracia. Ninguém pode avaliar melhor essas necessidades do que aqueles que as sentem.
    Aqui deve-se fazer um parênteses e determinar a diferença vital entre anarquistas e marxistas, pelo menos da forma como os marxistas têm atuado. Por causa da teoria de Marx, do domínio do fato econômico na exploração do homem pelo homem, seus seguidores tendem a ignorar as características vitais de outras formas de poder. Como resultado, eles não apenas elaboraram a teoria da ditadura do proletariado, mas também provaram sua invalidade deixando que a ditadura se tornasse um mesquinho governo partidário em todos os países comunistas. Ao ignorar os processos do poder, os revolucionários que se diziam seguidores de Marx destruíram a liberdade com tanta eficácia como qualquer bando de generais sul-americanos.
    Os anarquistas têm a irônica vantagem sobre os marxistas de nunca haverem estabelecido uma sociedade livre de acordo com seus ideais, a não ser por pouco tempo e em áreas restritas e, portanto, não podem ser acusados de falhas na sua evolução.
    As sementes dos grandes movimentos anarquistas estão num trio composto por Pierre-Joseph Proudhon (o primeiro homem a aceitar o rótulo de anarquista com orgulho e desafio), o russo Michael Bakunin, que se ocupava em incitar à insurreição as minorias eslavas no Império Austríaco, e o alemão Karl Marx, notável criador de expressões históricas, que naquela época era a fonte mais irrepreensível da metafísica alemã. A contribuição deste último para aquela união consistia, aparentemente, de longas exposições da filosofia de Hegel para o aperfeiçoamento de seus companheiros. Marx seria o ancestral do atual comunismo autoritário, apesar de ele e de Engels só haverem publicado o Manifesto comunista em 1848. Proudhon e Bakunin se tornariam os fundadores do anarquismo, como um movimento revolucionário social. Com o tempo, as animosidades iriam dividi-los, e mesmo em 1840 suas relações eram cautelosas. Havia um contraste entre o dogmatismo rígido de Marx e a flexibilidade exploratória de Proudhon. Assim falou Bakunin sobre Marx:
    Marx e eu éramos amigos naquela época. Nos víamos com freqüência, pois o respeitava por sua sabedoria e devoção séria e apaixonada, ainda que com uma certa vaidade pessoal, à causa do proletariado, e o procurava por sua conversa sempre inteligente e instrutiva. Mas não havia intimidade entre nós. Nossos temperamentos não se adaptavam. Ele me chamava de idealista sentimental, e estava certo. Eu o chamava de vaidoso, traiçoeiro e ardiloso, e eu também estava certo!
    Por algum tempo Marx e os dois anarquistas foram da mesma opinião de que as grandes revoluções anteriores ao século XIX, como a Revolução Inglesa do século XVII e as revoluções Francesa e Americana do século XVIII, avançaram pouco em direção a uma sociedade justa, porque foram revoluções políticas e não sociais. Elas reajustaram o padrão de autoridade, dando poder a novas classes, mas não modificaram efetivamente a estrutura social e econômica dos países onde ocorreram. O grande slogan da Revolução Francesa, liberdade, igualdade e fraternidade, se tornou uma piada, uma vez que a igualdade política era impossível sem igualdade econômica. A liberdade dependia de que o povo não fosse escravizado pela propriedade, e a fraternidade era impossível através da brecha que no fim do século XVIII ainda dividia ricos e pobres.
    Nem Marx, Bakunin ou Proudhon consideraram a possibilidade de que tais resultados pudessem ser herdados do processo revolucionário, cuja experiência no século XX sugere que sempre se impõe a substituição de uma elite por outra. Mas Proudhon e Bakunin entenderam mais claramente do que Marx que uma revolução que não se desfaz da autoridade criará sempre um poder mais penetrante e mais duradouro do que aquele a que substitui. Eles sustentavam que uma revolução sem autoridade, que destruísse as instituições poderosas e as substituísse por instituições de cooperação voluntária, poderia ocorrer.
    Marx foi mais realista. Reconhecia o papel do poder nas revoluções, mas acreditava que era possível criar uma nova forma de poder, o poder do proletariado, através do partido, que ao fim se dissolveria e produziria uma sociedade anarquista ideal, a que ele acreditava ser o objetivo final do esforço humano. Bakunin estava certo ao acusar Marx de ter um excessivo otimismo ao profetizar que a organização política marxista se tornaria uma rígida oligarquia de funcionários e tecnocratas.
    Somente em 1860 essas aspirações começaram a aglutinar-se num real movimento anarquista. Durante a onda de revoluções que varreu a Europa em 1848, tanto Bakunin como Proudhon se envolveram. Um ano depois Proudhon foi preso, por suas críticas ao presidente recém-eleito, Luís Napoleão Bonaparte (sobrinho do verdadeiro Napoleão), que mais tarde se tornou imperador com o nome de Napoleão III. Proudhon passou o resto de sua vida na prisão ou no exílio. No fim de sua vida, que se deu em 1865, escreveu D"a capacidade política das classes trabalhadoras", no qual ele sustentava que os partidos políticos eram operados por membros de uma elite social e que os trabalhadores só controlariam seus próprios destinos quando criassem e controlassem suas próprias organizações para mudar a sociedade. Muitos trabalhadores franceses foram influenciados por essas idéias, formando um movimento que visava à regeneração da sociedade por meios econômicos. Se autodenominavam mutualistas, mas eram essencialmente anarquistas, que queriam atingir seus resultados pacificamente, através da cooperação entre produtores.
    Das assembléias de 1862 a 1864, entre os discípulos franceses de Proudhon e os sindicatos ingleses, surgiu a Associação Internacional dos Trabalhadores, a Primeira Internacional. Os seguidores de Marx sustentavam que ele havia fundado a Internacional, mas, na verdade, não tomou parte das primeiras negociações. No encontro final em Londres, a 28 de setembro de 1864, onde a Associação foi estabelecida, Marx era apenas "uma figura muda na plataforma", como ele próprio declarou.
    Portanto, a Primeira Internacional nunca foi de maioria marxista. Incluía socialistas, vários tipos de anarquistas e pessoas que não eram de nenhum dos dois. Ninguém sabe quantos membros teve. Tanto seus defensores, como seus inimigos, por várias razões, tendem a exagerar seu número de sócios e sua influência. Não há dúvida que, principalmente nos países de língua latina da Europa Meridional, a Associação estimulou os operários e os camponeses a lutar por seus direitos, como nunca haviam feito antes.
    Mas, através de toda devoção e elevadas aspirações, a Internacional se tornou um campo de batalha de ideologias e de personalidades. Proudhon estava morto quando a Associação se tornou uma organização ativa, em 1865, e as diferenças que começaram a aparecer entre o trio de revolucionários, havia muitos anos em Paris, sobreviveram e se ampliaram na Internacional. O conflito entre Marx e Bakunin não apenas refletiu diferenças de temperamento entre os protagonistas, mas também diferenças fundamentais de idéias, ou seja, de finalidades entre socialistas autoritários e anarquistas libertários. Marx e seus seguidores, que tinham melhor tática, conseguiram firmar-se em posição de poder organizacional. Foi Marx que redigiu as regras da Associação e obteve controle virtual do Conselho Geral, estabelecido em Londres. Sua influência nas sucursais, principalmente nos países latinos, não era tão forte, e os congressos anuais tornaram-se batalhas entre Marx e Bakunin (que liderava os contingentes espanhóis, italianos e franco-suíços). Autoritários contra libertários, ação política contra ação industrial, ditadura do proletariado transitória contra abolição imediata de todos os poderes do Estado: o debate continuou, e os dois pontos de vista eram irreconciliáveis. O debate transformou-se em conflito, e em 1872 os marxistas expulsaram Bakunin e transferiram o Conselho Geral para Nova York, onde ficaria fora do alcance dos anarquistas. Por isso, a organização morreu em 1874. Entretanto, os anarquistas estabeleceram sua Internacional rival, que sobreviveu aos restos marxistas por três anos e terminou em 1877.
    O movimento anarquista sobreviveu como uma ideologia e não como organização em grupos isolados e indivíduos que se mantinham em contato, fazendo conferências que amedrontavam os doutores e raramente os unia. Alguns indivíduos dedicados e talentosos, como Peter Kropotkin e Errico Malatesta, moldaram a ideologia anarquista entre 1880 e 1900. Em um extremo estavam os seguidores de Leon Tolstoi, que pregava a resistência não-violenta, que influenciou Gandhi na sua estratégia do Satyagraha (desobediência civil), que finalmente deu independência à Índia. Outros devotaram-se às escolas livres ou às comunidades onde se tentava viver comunitariamente, sem as restrições impostas pela teoria utópica. Outros, ainda, buscaram a aliança entre o anarquismo e a revolução do movimento artístico que, na mudança do século, iniciou o movimento modernista na Europa e principalmente na França. Pintores como Pissarro, Signac, Valminck e o jovem Picasso se autodenominaram anarquistas, assim como o poeta Mallarmé e o escritor Oscar Wilde.

    ANARQUISMO PART I

    Anarquismo – o inimigo do rei e do Estado ainda vive

    Há uma grande confusão em torno da palavra anarquismo. Muitas vezes a anarquia é considerada como um equivalente do caos e o anarquista é tido na melhor das hipóteses como um niilista, um homem que abandonou todos os princípios e, às vezes, até confundido com um terrorista inconseqüente. Muitos anarquistas foram homens com princípios desenvolvidos; uma restrita minoria realizou atos de violência que, em termos de destruição, nunca chegaram a competir com os líderes militares do passado ou com os cientistas nucleares de hoje.
    A origem da palavra anarquismo envolve uma dupla raiz grega: archon, que significa governante, e o prefixo an, que indica sem. Portanto, anarquia significa estar ou viver sem governo. Por conseqüência, anarquismo é a doutrina que prega que o Estado é a fonte da maior parte de nossos problemas sociais, e que existem formas alternativas viáveis de organização voluntária. E, por definição, o anarquista é o indivíduo que se propõe a criar uma sociedade sem Estado.
    Rejeitando o Estado, o anarquista autêntico não está rejeitando a idéia da existência da sociedade; ao contrário, sua visão da sociedade como uma entidade viva se intensifica quando ele considera a abolição do Estado. Na sua opinião, a estrutura piramidal imposta pelo Estado, com um poder que vem de cima para baixo, só poderá ser substituída se a sociedade tornar-se uma rede de relações voluntárias. Ele acredita que a liberdade só pode ser conservada pelo desejo de cooperar e pela realidade da comunidade.
    As raízes do pensamento anarquista são antigas. Doutrinas libertárias que sustentavam que, como ser normal, o homem pode viver melhor sem ser governado, já existiam entre os filósofos da Grécia e da China Antiga, e entre seitas cristãs heréticas da Idade Média. Já como movimento ativista - buscando mudar a sociedade por métodos coletivos - o anarquismo pertence unicamente aos séculos XIX e XX.
    Talvez a melhor forma de começar uma pesquisa sobre as atividades anarquistas é com o primeiro homem a aceitar o título de anarquista: Joseph Proudhon, um profeta intelectual que declarou:
    Ser governado é ser zelado, inspecionado, doutrinado, aconselhado, controlado, assediado, pesado, censurado e ordenado por homens que não têm direito, nem conhecimento ou valor para tanto. Isto é o Estado, esta é sua justiça, esta é sua moral.

    Em 1840 Proudhon publicou o livro Qu’est-ce que la proprieté? (O que é a propriedade?). A resposta de Proudhon à pergunta feita a respeito do título do seu livro foi: "Propriedade é roubo". E essa expressão, que identifica o capitalismo e o Estado como os dois principais inimigos da liberdade, tornou-se um dos principais slogans do século.
    Talvez o fato mais significativo sobre Proudhon é que, apesar de sua influência e de seus adeptos, ele se recusava a estabelecer uma doutrina dogmática, como a que Marx transmitia a seus seguidores. Quando um admirador lhe cumprimentava pelo seu sistema, ele respondia indignado: "Meu sistema? Eu não tenho sistema!" Ele não acreditava em estruturas teóricas nem em estruturas estatais. As doutrinas, para ele, nunca eram completas. Suas formas e seu significado mudavam conforme a situação, e ele sustentava que a teoria política, como qualquer tipo de idéia, estava num processo de evolução constante.
    Proudhon também negava que houvesse fundado um partido político. Para ele, todos os partidos eram "variedades do absolutismo". No sentido formal isto era verdade, embora ele tenha reunido um grupo de discípulos do qual surgiu o primeiro movimento anarquista. Sua ação, quando foi eleito para a Assembléia Constituinte da França durante a Revolução de 1848, esteve relacionada à sua rejeição à idéia de partido político. Ele estava entre a pequena minoria de representantes que votou contra a Constituição aprovada pela Assembléia. Ao explicar suas razões, enfatizou que não votou contra uma forma específica de constituição: "Votei contra a constituição porque era uma constituição". Assim, ele estava reafirmando sua rejeição às formas fixas de organização política.
    Assim sendo, nunca foi possível falar no anarquismo como sistema político ou filosófico, como o marxismo, que entende que as obras de um homem que morreu em 1883 fornecem respostas infalíveis a todos os problemas. O anarquismo nunca foi representado por um partido político e consideram as constituições como sistemas políticos fixos, que fortalecem o Estado e institucionalizam o exercício do poder.
    Os libertários acreditam que a organização da vida comunitária, a nível político, deve ser substituída por uma organização social e econômica baseada num acordo livre entre os indivíduos. A liberdade não é algo para ser protegido e decretado por leis e Estado. É algo que se faz para si mesmo e que se reparte com os outros. O Estado e a lei são seus inimigos e, de cada ângulo do pensamento anarquista, essa é uma opinião unânime. O Estado é nocivo, e não traz a ordem, mas o conflito. A autoridade impede os impulsos naturais e faz com que os homens sejam estranhos.
    Em 1793, em seu grande livro Justiça política, William Godwin levanta a questão:
    O Estado lança suas mãos contra a elasticidade da sociedade e pára seu movimento. Dá consistência e permanência aos novos erros. Ele reverte as tendências naturais do nosso pensamento e, ao invés de nos permitir olhar para a frente, nos ensina a procurar a perfeição no passado. Ele nos induz a buscar o bem-estar público sem inovação e melhoramento, mas em nítida reverência aos nossos ancestrais, como se fosse da natureza humana sempre degenerar e nunca avançar.

    Os anarquistas sustentam que não podemos usar nossa experiência do presente para planejar o futuro, onde as condições podem ser bem diferentes. Se exigirmos liberdade de escolha, devemos esperar a mesma exigência de nossos sucessores. Podemos apenas tentar eliminar as injustiças que conhecemos.
    O anarquista é, na verdade, um discípulo natural do filósofo grego Heráclito, que postulava que a unidade da existência consiste na sua constante mudança. "Sobre aqueles que entram no mesmo rio", disse Heráclito, "as águas que fluem são constantemente diferentes". Essa é uma boa imagem do anarquismo, já que exprime a idéia de uma teoria cheia de variações, que se move entre as margens dos conceitos comuns. Portanto, mesmo havendo diferentes opiniões anarquistas, existe uma filosofia definida, assim como uma tendência anarquista reconhecida. Essa filosofia envolve três elementos: uma crítica à sociedade como ela é, uma visão de uma sociedade alternativa e um planejamento para pôr em prática esta transformação.
    A sabedoria chinesa tinha sido descoberta recentemente pelos anarquistas. Para eles, o conceito da unidade da lei natural veio da antiguidade clássica, através dos neoplatônicos e da Alexandria helênica. Na Renascença, Deus foi retirado do seu lugar e/ou racionalizado no princípio da harmonia. Provavelmente o indivíduo mais influente na transmissão deste conceito foi o escritor suíço Jean-Jacques Rousseau, autor das famosas "Confissões".
    Rousseau foi acusado de protoliberal, protocomunista e proto-anarquista. Muitos de seus críticos, julgando apenas o seu lado autoritário, consideraram-no o principal responsável pela deificação do Estado que surgiu na Revolução Francesa e em todas as subseqüentes. Sua teoria de um contrato social implícito, pelo qual a autoridade fora estabelecida no passado e comprometera as gerações seguintes, era repugnante para os anarquistas que tinham a idéia de um futuro livre. Apesar das objeções à idéia de um contrato social primitivo, um grande grupo de anarquistas deriva de Rousseau, com sua ênfase romântica na espontaneidade, sua idéia de educação como o desenvolvimento do que é latente na criança de forma que os instintos naturais para o bem e sua percepção das virtudes primitivas são desenvolvidos.
    A despeito de Rousseau não ser o primeiro escritor a esboçar o conceito do nobre selvagem, é evidente que os anarquistas receberam principalmente dele sua predileção pelo homem pré-civilizado. Seus artigos descreviam várias sociedades primitivas capazes de conciliar suas obrigações sociais e até mesmo criar culturas razoavelmente elaboradas sem recorrer, pelo menos abertamente, a um sistema de autoridade. O pensamento anárquico está claramente resumido numa frase de Rousseau: "O homem nasceu livre e está acorrentado em toda parte".
    Essencialmente, os anarquistas acreditam que, se o homem obedecer às leis naturais da sua própria espécie, será capaz de viver em paz com seus semelhantes. Em outras palavras, o homem pode não ser naturalmente bom mas, segundo os anarquistas, é naturalmente social. São as instituições autoritárias que deformam e atrofiam suas tendências cooperativas. Durante o século XIX, essa idéia foi apoiada por várias teorias da evolução, que foram sendo gradualmente aceitas até o final do século com a publicação da marcante "Origem das espécies", de Charles Darwin, em 1859.

    AS SEMELHANÇAS PART II

    Continuando nosso aprendizado com o "professor" Hitler, podemos tirar ainda mais lições do que NÃO se deve fazer pra ter paz e diálogo no mundo. Desta vez gostaria de comentar sobre a ideologia dele. O cara cresceu num ambiente corturbado, com a República cambaleando em toda a Europa. Ditadores surgiam aqui e ali para ocupar o vácuo de poder, como Benito Mussolini (Itália), Francisco Franco (Espanha) e António Salazar (Portugal). Isso pra ficar só no ocidente da Europa, porque no Brasil tínhamos o famoso ditador Getúlio Vargas.
    O comunismo se alastrava velozmente por toda a Europa. Seu ponto principal era a perda da propriedade privada, o que fazia tremer (obviamente) toda a burguesia e agradava sobremaneira a massa cada vez maior de desempregados e trabalhadores em condições degradantes. Vários partidos arregimentavam essa massa febril, e um deles era o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, cujos "trabalhos" consistiam em ir prum bar e jogar conversa fora, falar mal do governo, essas coisas. Resumindo bastante, Hitler chegou, arrebatou todo aquele pessoal e, com um gigantesco senso de oportunidade (e muito cinismo) conseguiu equilibrar em suas fileiras pensadores de esquerda (nacional socialista, lembram?) sustentando idéias de direita, porque ambos os lados (Hitler e os comunistas) tinham ódio da burguesia. Tanto é que a ala esquerdista pediu aliança com os Nazi (acrônimo pra NAtionalsoZIalistische) quando o caldo estava esquentando, e aí entrou o oportunismo desse gênio do mal, que fez uma aliança (em segredo) com os industriais e burgueses, prometendo que, se subisse ao poder, as propriedades privadas não seriam estatizadas. Assim, ele conseguia ter em suas mãos, contribuindo monetariamente para o partido (e, mais importante, dispostos a fazer o que Hitler mandasse) gente de todas as camadas sociais, desde o perigoso (pro Governo) desempregado até o mais alto (e influente) industrial.
    Apesar de ter sido propositadamente dúbio na condução do Partido (e propositadamente vago em seus discursos, afinal, essa era uma de suas técnicas de controle de massa), Hitler sempre deixou claro suas idéias anti-semitas, anti-eslavos (ou seja, todo o povo da URSS), anti-marxistas e um desejo férreo de expandir as terras do povo alemão para o leste (ou seja, em direção à URSS, que ele chamava de Espaço Vital). Uma olhada no Programa de Governo do Partido mostra que "o Partido, como tal, defende o ponto de vista de um Cristianismo construtivo, sem todavia se ligar a uma confissão precisa." Muito longe da idéia Marxista.
    Uma coisa que deve deixar muita gente curiosa (ao menos eu fiquei, na escola) é "Como permitiram que Hitler invadisse tantos países, antes do mundo se juntar contra ele?" Pois é. Só vim descobrir no livro Diplomacia, de Henry Kissinger. Hitler já assumiu o poder pra poder controlar a expansão Comunista. Isso era assunto interno da Alemanha, ok. Só que, pro resto do mundo, ele foi visto como um MURO de proteção contra a "Invasão Vermelha". Hitler aproveita-se dessa condição e começa a tomar territórios, como o Sarre (francês), se rearma (violando o Tratado de Versalhes), anexa a Áustria e a Tchecoslováquia à Alemanha, tudo isso por vias diplomáticas (mas com muita intimidação física) e com vista-grossa das duas grandes potências européias, Grã-Bretanha e França. Tudo porque ELES achavam que Hitler estaria do lado deles contra o comunismo - e não era bom tom desagradar um aliado. Num OUTRO golpe de gênio, Hitler assina com a URSS um tratado de não-agressão e juntos atacam a Polônia, aliada dos capitalistas!! Só aí começa oficialmente a 2ª guerra mundial! Quando pisaram no calo deles!
    Bem, mas isso é só um introdutório histórico pra falar de algo que tem me preocupado recentemente, que é a reedição da batalha direitismo x marxismo. Ora, o frio só existe porque temos o quente. O escuro só existe porque conhecemos o claro. Da mesma forma, um sistema político só se reafirma enquanto ideologia quando existe um nêmesis, um inimigo. E o que tenho visto ultimamente é a perseguição de um certo setor da Igreja Católica a um inimigo invisível, que é o Marxismo Cultural. Você é a favor do aborto? Marxista. Não importam suas razões, é Marxista e vai pro inferno. Reforma Agrária? Inferno! Tanto é que o Papa trouxe de volta a imagem secular e ultrapassada de que o Inferno é algo real: é pra abrigar todos os novos Marxistas que nem sabem que o são!
    Eu já sabia que o Ratzinger (agora Papa Bento XVI), quando ainda era Cardeal, "silenciou" o frei Leonardo Boff por fazer parte da Teologia da Libertação. Porém, o Marxismo nela é utilizado como instrumento, não tendo fim em si mesmo. "Na teologia da libertação o marxismo nunca é tratado em si mesmo, mas sempre a partir, e em função dos pobres", segundo Boff. O sentido último da teologia não é Marx, mas Deus. Nada que vá contra um Papa João Paulo II que, no primeiro contato com a população mais pobre do Brasil, no Morro do Vidigal, tirou seu anel de ouro do dedo e o deu de presente aos moradores da favela. E o Papa João Paulo II estava longe de ser Marxista ou admirador do comunismo. Era apenas HUMANO.
    E agora temos um Papa que foi criado no regime totalitarista de Adolf Hitler. Com a máquina de propaganda nazista funcionando a força total. Imagine-se naquela época, aprendendo na escola sobre a superioridade da raça alemã sobre os judeus e eslavos de forma "científica", ouvindo o endemoniamento do Marxismo nas rádios, participando (obrigatoriamente) da Juventude Hitlerista, sofrendo lavagem cerebral. Não é algo que a pessoa venha a gostar. Não duvido que ele não tenha gostado. Eu não gostaria, mas, se estivesse lá, seria impossível não ser influenciado de alguma forma, especialmente na infância e adolescência.
    E então Habemus Papam, e surge (ou ressurge) um movimento com força total de perseguição ao marxismo dentro do seio da Direita Católica. Coincidência? Eu preferiria que sim, mas a entrevista com o Padre Paulo Ricardo só confirma:
    cancaonova.com: O que o Papa Bento XVI significa em todo esse contexto?
    Padre Paulo Ricardo: O Papa Bento XVI, quando era professor na Alemanha, sofreu bastante com esse tipo de movimentação do marxismo cultural, porque este movimento não está presente apenas na Igreja do Brasil, mas também na Alemanha. E muitos teólogos tentavam adaptar o Evangelho ao marxismo, de modo que foram eles que mais criaram problemas para ele. Quando ele foi eleito cardeal em Roma, logo começou a combater a teologia da libertação marxista, tentando mostrar justamente que se tratava de um desequilíbrio e de uma traição ao Evangelho. Agora que é papa, nós vemos claramente que Deus se manifestou ao escolher este homem para ajudar a Igreja do Brasil e do mundo inteiro a sair desta situação de querer ler o Evangelho através de uma visão sociológica e de uma agenda política que não tem nada a ver com o Cristianismo. Então, podemos dizer que a eleição de Bento XVI é a virada. Ele é, de alguma forma, o homem da providência e nós agradecemos a Deus por ter nos dado esse homem providencial.

    (calafrios)
    cancaonova.com: Como esta ideologia comunista mais afeta nossa vida de Igreja e influencia nosso pensamento?
    Padre Paulo Ricardo: Ela afeta justamente pelo fato de que a teologia da libertação, aqui no Brasil e na América Latina, tem como ideal a implantação de uma sociedade parecida com aquela que os socialistas e comunistas esperavam, ou seja, uma sociedade igualitária, em que as pessoas sejam todas iguais. Por meio dessa teologia, esse tipo de leitura da Bíblia e da realidade bastante socializante e materialista foram entrando aos poucos em nossa maneira de ver o mundo e da visão da Igreja.

    cancaonova.com: Como COMBATÊ-LA e se dar conta de que se trata de uma 'ideologia marxista', mesmo que disfarçada?
    Padre Paulo Ricardo: A primeira coisa é compreendermos que, através da ideologia marxista, se tende a ler tudo a partir da sociologia. Então, quando, por exemplo, encontramos uma pessoa que começa ler a Bíblia e em todas as suas passagens tira alguma aplicação social, esse é um indício, um sinal bastante claro de que, talvez, ela esteja seguindo esse tipo de pensamento marxista. Sabemos que a Sagrada Escritura tem uma lição social, mas nós não podemos extrair dela apenas uma mensagem social.

    (Tenha medo. Tenha muito medo...)
    Então temos que extrair o que da Bíblia? O dízimo? A devoção? A hóstia? Se Jesus vivesse hoje seria acusado de Marxista pela Igreja Católica, tenho absoluta certeza, porque Jesus não seria hipócrita de, vindo hoje, com toda a sua glória, sentar-se num Trono da Basílica de São Pedro e ditar normas desassociadas da VIVÊNCIA DO POVO, sem uma relação SOCIAL especialmente com o MAIS FRACO SOCIALMENTE (notem que Jesus não fez distinção de rico ou pobre no Evangelho, pois foi comer na casa dos Publicanos Levi e Zaqueu, que eram ricos mas eram ODIADOS/DESPREZADOS SOCIALMENTE pelo povo judeu. E o sermão da Montanha? Será um monte de imagens metafísicas ou lições PRÁTICAS de COMPORTAMENTO SOCIAL?
    Se a Igreja Católica, suposta "representante de Deus da Terra", não é pelos pobres, quem será pelos pobres? Por isso que as Igrejas Evangélicas ganham tanto terreno enquanto a Católica perde mais e mais fiéis. João Paulo II quando esteve aqui procurou "combater os excessos do marxismo" e não extirpar qualquer idéia de cunho social. Rejeito completamente o controle do Estado sobre o patrimônio, e a desapropriação indébita, mas o Estado deve atuar no sentido de "repartir o pão"... aliás, de onde vem essa expressão, mesmo???
    Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais aos homens o reino dos céus; pois nem vós entrais, nem aos que entrariam permitis entrar
    (Mateus 23:13)
    E por que COMBATER a Teologia da Libertação? Por que não torná-la mais cristã e menos marxista? Por que secar um rio turbulento, mas que sacia a sede de muitos que sentem sede? Por que não construir um dique? Por que não a conversa, o acordo? Talvez a resposta esteja novamente no livro Hitler vol 1, quando Hitler, antes de ter o poder, teve de lidar com idéias contrárias dentro do seu Partido, especialmente na ala esquerdista:
    Tanto do ponto de vista institucional como do psicológico, o movimento estava definitivamente transformado numa organização totalitária, pois Hitler soubera, a partir deste ataque como de todos os conflitos do passado, reforçar sua posição e ganhar prestígio. Tinha explanado suas idéias de direção absoluta a alguns jornalistas escolhidos dentro do partido, pintando em largas pinceladas uma imagem de hierarquia e da organização reinantes na Igreja Católica. De acordo com esse modelo, afirmara ele, o partido deve erigir sua pirâmide de dirigentes sobre "um largo alicerce de diretores de consciência políticos (...) que ficam entre o povo, os quais transpõem os estágios de Kreisleiter e Gauleitier para chegar ao senado e finalmente ao seu Führer-papa". Como relatou um dos participantes, não recuou diante da comparação entre Gauleitiers e bispos, entre futuros senadores e cardeais, e, em perturbadores paralelos, transpôs, sem qualquer escrúpulo, as noções de autoridade, obediência e fé, do domínio espiritual para o domínio leigo. Sem qualquer ironia, terminou seu discurso observando "que não queria disputar ao Santo Padre de Roma seu direito à infalibilidade espiritual - ou seja, eclesiástica - nas questões de fé. Não entendo muito dessas coisas. Mas, com mais razão ainda, creio que entendo de política. Espero, portanto, que o Santo Padre igualmente não discuta minhas pretensões. Proclamo assim, pra mim e para meus sucessores na direção do Partido dos Trabalhadores Alemães Nacional-Socialista, o direito à infabilidade política. Espero que o mundo se habitue a isso tão rápida e resolutamente como se habituou à instância do Santo Padre.
    E ninguém mais o contestou.
    Por falar em autoritarismo e supressão da liberdade de expressão, que fim levou o Padre Marcelo Rossi?!