Bunker da Cultura Web Rádio

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    sábado, 7 de setembro de 2019

    A ascensão do Ocidente representou a ascensão da liberdade e da opulência

    Ao longo de praticamente todo o período da história humana, privações materiais e insegurança crônica sempre foram a norma. A pobreza, e não a fartura, era o lugar o comum.
    Nem mesmo aquelas pessoas que estavam no topo da pirâmide social e do poder político podiam usufruir todos estes confortos básicos (como alimentação, habitação e vestuário) e prazeres consumistas que os "pobres" do mundo ocidental atual veem como naturais e corriqueiros. 
    Em determinadas épocas, certas populações sobressaíam-se e usufruíam uma qualidade de vida superior — como talvez na Grécia antiga e em Roma, e na China durante a Dinastia Sung (960—1279) —, mas tais casos representavam a exceção.
    No final do século XIV, os chineses provavelmente eram o povo que usufruía o mais alto nível de vida dentre todas as grandes populações do mundo. A admiração com que os europeus receberam os relatos de Marco Polo sobre a China no final do século XIII — ainda que, como o próprio Polo havia declarado em seu leito de morte, ele não descrevera nem metade do que havia visto na China[1] — é uma das provas desta superioridade chinesa.
    Ao fim da Idade Média, os europeus começaram a apresentar um progresso econômico mais acelerado, ao passo que os chineses entraram em um processo de estagnação econômica. Ainda mais notável foi a alteração ocorrida na energia econômica da Europa, que começou a se distanciar dos grandes centros comerciais do norte da Itália e se moveu em direção à periferia da civilização, no noroeste da Europa. Os bárbaros, aparentemente, haviam de alguma forma descoberto o segredo do progresso econômico. 
    Dali em diante, apesar de alguns reveses e contratempos, os europeus ocidentais — e, mais tarde, seus primos coloniais na América do Norte — conseguiram progredir de modo contínuo e se distanciar economicamente do resto da humanidade. No século XVIII eles já estavam muito à frente dos chineses, para não mencionar em relação aos povos mais atrasados do mundo. 
    E, até o presente, essa disparidade de riqueza continua extremamente significativa.
    O que houve?
    Como foi que o Ocidente teve êxito em gerar esse progresso econômico contínuo? 
    Historiadores e cientistas sociais já ofereceram várias hipóteses; porém, até o momento, nenhuma explicação única conseguiu ganhar aceitação geral. Ainda assim, certos elementos de uma determinada resposta conseguiram obter um amplo consentimento. 
    Deirde McCloskey afirma que houve uma mudança radical na mentalidade das pessoas. Houve uma mudança na atitude das pessoas em relação ao empreendedorismo, ao sucesso empresarial e à riqueza em geral. O crescente individualismo da cultura ocidental, arraigado na doutrina cristã, também parece ter contribuído significativamente.[2] 
    Adicionalmente, a fragmentação política dos povos europeus durante a Baixa Idade Média e o início do período moderno — um pluralismo político com centenas de jurisdições distintas — estimulou um processo de experimentação institucional e tecnológica por meio do qual empreendedores puderam descobrir como tornar a mão-de-obra e o capital mais produtivo.
    Fundamental a este dinamismo sustentado foi a importância crescentemente dada aos direitos de propriedade privada. Se as pessoas não confiam que haverá uma razoável chance de colherem os frutos de seus próprios esforços e investimentos, elas terão pouco ou nenhum incentivo para trabalhar duro e acumular capital físico, humano e intelectual. E, sem tal acumulação, é impossível haver um progresso econômico contínuo. 
    No entanto, estes direitos de propriedade, que se tornaram mais seguros e confiáveis, não simplesmente caíram do céu. Na maioria das vezes, os comerciantes adquiriram a proteção de tais direitos por meio de pagamento de propinas aos barões medievais (nobres déspotas que extorquiam tributos) e aos aspirantes a reis que constituíam a fragmentada elite dominante da Europa ocidental.
    No extremo, os comerciantes estabeleceram uma independência política nas cidades-estados onde podiam exercer total controle sobre as instituições legais que davam suporte às suas atividades econômicas. 
    "O fato de que a civilização europeia passou por uma fase em que foram criadas cidades-estados", de acordo com Sir John Hicks, "é essencial para se entender a divergência entre a história da Europa e a História da Ásia".[3] 
    No final da era medieval, Veneza, Genova, Pisa e Florença eram as principais cidades de Europa. Mais tarde, Bruges, Antuérpia, Amsterdã e Londres assumiram a liderança.  Cada cidade tinha sua própria milícia, a qual estava sempre pronta para defendê-la contra ameaças à sua autonomia político-econômica.
    Para facilitar seus negócios, os comerciantes criaram seu próprio sistema jurídico. Com o intuito de fornecer uma rápida, barata e justa resolução para as contendas comerciais, esta Lex mercatoria criou instituições e precedentes que sobrevivem até o presente, e as quais encontram hoje expressão em um vasto sistema de resoluções alternativas (não-estatais) de contendas, como as arbitragens privadas.[4]
    Em alguns países, os comerciantes e industriais utilizavam sua influência política para introduzir suas instituições jurídicas consuetudinárias nas leis estatais. Por causa da fragmentação política da Europa, governos que dificultavam excessivamente a vida dos empreendedores tendiam a perder comerciantes e seus negócios — e, por conseguinte, sua base tributária — para jurisdições concorrentes, de modo que a simples ameaça de tais perdas já fazia com que os governantes fossem mais contidos em sua fúria reguladora e tributária, dando aos empreendedores mais liberdade de manobra.[5]
    O Grande Enriquecimento começou para valer na Holanda do século XVII. No século XVIII, o fenômeno já havia se espalhado para Inglaterra, Escócia e as colônias americanas. Começou com o pára-raios de Franklin e a máquina a vapor de James Watt. Isso foi expandido, nos anos 1820 (século XIX), para uma nova invenção: as ferrovias com locomotivas a vapor. E então vieram as estradas macadamizadas, assim chamadas em homenagem ao engenheiro escocês John Loudon McAdam. Depois surgiram as ceifadeiras, criadas por Cyrus McCormick, e as siderúrgicas, criadas por Andrew Carnegie. Ambos eram escoceses que viviam nos EUA. 
    Tudo se intensificaria ainda mais no restante do século XIX e aceleraria fortemente no início do século XX. 
    Deu-se dignidade e liberdade à classe média pela primeira vez na história da humanidade e esse foi o resultado: o motor a vapor, o tear têxtil automático, a linha de montagem, a orquestra sinfônica, a ferrovia, a empresa, o abolicionismo, a imprensa a vapor, o papel barato, a alfabetização universal, o aço barato, a placa de vidro barata, a universidade moderna, o jornal moderno, a água limpa, o concreto armado, os direitos das mulheres, a luz elétrica, o elevador, o automóvel, o petróleo, as férias, o plástico, meio milhão de novos livros em inglês por ano, o milho híbrido, a penicilina, o avião, o ar urbano limpo, direitos civis, o transplante cardíaco e o computador.
    O resultado foi que, pela primeira vez na história, as pessoas comuns e, especialmente os mais pobres, tiveram sua vida melhorada.
    A retração da China e do mundo islâmico
    Consequentemente, o Ocidente, que durante séculos havia ficado atrás da China e da civilização islâmica, se tornou incrivelmente inovador a partir do século XVIII.
    Já a China, que por séculos havia sido a grande potência do mundo, começou um fragoroso processo de retração.
    Ao contrário dos comerciantes da Europa e, posteriormente, dos Estados Unidos, que conseguiam jogar um governo contra o outro em sua contínua busca por direitos de propriedade mais confiáveis, os empreendedores da China sofreram implacáveis ataques estatais de seu amplo e abrangente governo imperial. 
    "Já em 1500, o governo decretou ser pena capital construir um navio com mais de dois mastros; e, em 1525, o governo ordenou a destruição de todas as embarcações construídas para navegação no oceano." Assim, a China, cujo comércio exterior havia sido vasto e abrangente durante séculos, "impôs a si própria uma trajetória que a levaria à pobreza, à derrota e ao declínio".[6]
    Dentre várias outras ações adversas, o governo mandarim "interrompeu o desenvolvimento de relógios e de máquinas industriais movidas a água por toda a China".[7]
    No mundo islâmico, um governo imperial também esmagou o progresso econômico ao se mostrar incapaz de proteger direitos de propriedade e ao impor regulamentações e impostos arbitrários.[8]
    No século XX, o império soviético igualmente adotou a política de inventar e impor uma grande e péssima ideia — planejamento econômico centralizado —, a qual suprimiu totalmente a liberdade econômica necessária para um progresso econômico contínuo e robusto. Infelizmente, os comunistas chineses, os europeus do leste, e vários governos pós-coloniais do Terceiro Mundo seguiram o caminho aberto pela URSS, e foram à ruína econômica.
    Hoje
    Em pleno século XXI, era de se esperar que, finalmente, as pessoas e os governos já houvessem entendido o elo inquebrantável entre liberdade econômica e crescimento econômico, e apreciassem a importância vital dos direitos de propriedade privada.  Porém, e infelizmente, isso parece ainda não ser a realidade. 
    Em todos os cantos do globo, os governos continuam concedendo privilégios a grupos específicos, atacando empreendedores que genuinamente criam riqueza e impondo restrições que estrangulam a liberdade econômica. 
    Como a história perfeitamente mostra, os direitos de propriedade privada requerem uma contínua e inflexível defesa — caso contrário, as pré-condições para todo e qualquer progresso econômico serão solapadas e destruídas.


    [1] John Hubbard, "Marco Polo's Asia"
    [2] Deepak Lal, Unintended Consequences: The Impact of Factor Endowments, Culture, and Politics on Long-Run Economic Performance (Cambridge, Mass.: MIT Press, 1998), pp. 75–97; Michael Novak, "How Christianity Created Capitalism," Wall Street Journal, December 23, 1999.
    [3] John Hicks, A Theory of Economic History (London: Oxford University Press, 1969), p. 38.
    [4] Ver, por exemplo, a Câmara de Comércio Internacional, "International Court of Arbitration: International Dispute Resolution Services."
    [5] Nathan Rosenberg and L. E. Birdzell, Jr., How the West Grew Rich: The Economic Transformation of the Industrial World (New York: Basic Books, 1986), pp. 114–15, 121–23, 136–39.
    [6] Nicholas D. Kristof, "1492: The Prequel," New York Times Magazine, June 6, 1999, p. 85.
    [7] Jared Diamond, "The Ideal Form of Organization," Wall Street Journal, December 12, 2000.
    [8] Lal, pp. 49–67

    quarta-feira, 4 de setembro de 2019

    Até quando vai durar este ”democrático sistema de perseguição”?


    O engenheiro austríaco Wolfgang Fröhlich foi condenado a quase dez anos de prisão por ter declarado que não teria havido qualquer gaseamento de prisioneiros nas alegadas instalações do complexo de campos de concentração alemães em Auschwitz e Birkenau.


    Wolfgang Fröhlich é um perito juramentado que apresentou seu laudo técnico na ocasião do processo contra o revisionista Jürgen Graf, em 1998. No laudo judicial, o perito deixou claro a impossibilidade do suposto gaseamento de milhões de pessoas. A partir deste momento, o engenheiro tornou-se alvo da “justiça” austríaca, culminando em diversas condenações por duvidar do dogma imposto pela atual “ordem democrática”.


    Wolfgang Fröhlich, mais uma vítima da Holo-inquisição

    Em dezembro de 2014, Fröhlich escreveu a carta abaixo:

    Ao Ministério Público Federal
    Perseguição por delitos econômicos e corrupção
    Dampfschiffstrasse 4
    A-1030 Viena
    Objeto: Há 20 anos vítima do terrorismo político na Áustria devido à expressão de opinião! Entrementes cumprindo o 10º ano na prisão em total desrespeito aos direitos humanos, ratificado pela República da Áustria na Covenant on Civil and Political Rights das Nações Unidas!
    Complementação do processo criminal de 16 de dezembro de 2014. Devido à surpreendente revelação de mais de uma década e meia de repressão política de fatos históricos, solicito o encaminhamento deste
    Requerimento
    à instância competente:
    1. Anulação de todos os veredictos contra pessoas que foram difamadas, aterrorizadas pela justiça e condenadas à prisão na Áustria segundo os parágrafos 3g e 3h da Lei de Proibição (das Verbotsgesetz) em afronta aos direitos humanos!
    2. Libertação imediata de todas as vítimas que se encontram presas!
    3. Retratação pública para todas estas pessoas e suas famílias!
    4. Indenização para todas estas pessoas e suas famílias!
    Justificativa:
    Se estiver bem informado, já no ano 2000, o “Instituto para História Contemporânea” de Munique publicou o documento “Ordens locais e da direção do Campo de Concentração de Auschwitz, 1940-1945”.
    Este documento foi reprimido por mais de uma década e meia pela Política e pela Justiça!
    Os motivos estão claros, pois ele refuta veementemente a suposição superficial baseada nas declarações das testemunhas oculares, de que Auschwitz teria sido um “campo de extermínio”! Com isso desaparece a “notoriedade judicial” desta hipótese, base para inúmeras condenações criminais.
    Juntamente com as falsas câmaras de gás testemunhadas, os juízes do Supremo Tribunal Federal da República da Áustria aceitaram sem qualquer comprovação – em claro abuso do poder – as fantasias das testemunhas oculares e as classificaram como “juridicamente notórias”!
    Provas técnicas fundamentadas – condição imprescindível para uma notoriedade forense – não existe!
    Para absurdos científicos como as testemunhadas câmaras de gás, logicamente não pode existir qualquer prova técnica.
    Imaginemos o desenrolar dos acontecimentos: um renomado instituto histórico do Estado destrói o mito do campo de extermínio de Auschwitz, sustentado por todo o aparato estatal (e com brutal violência), e o termo “Mentira de Auschwitz” se transforma repentinamente no contrário de sua proposta inicial!
    E o cume da perfídia: omite-se da opinião pública este importante acontecimento, evitando-se assim a confrontação com a pesquisa histórica séria, mantendo ao poder estabelecido a prerrogativa de enviar inocentes para atrás das grades por mais várias décadas!
    Resta esclarecer o motivo para este monstruoso crime. Os juízes agiram por si próprio ou foram forçados? E em caso afirmativo, por quem?
    A partir de agora, o que vem a ser “juridicamente notório” para a justiça política austríaca? Seria aquilo afirmado até o presente ou sua antítese? A justiça política levará agora aos tribunais por tentativa de reerguer o Nacional-Socialismo, o Instituto para História Contemporânea de Munique e todos os coautores do documento mencionado – entre eles a Professora universitária Dr. Sibylle Steinbach, entrementes diretora do Instituto para História Contemporânea da Universidade de Viena, e com isso sucessora do falso perito, o professor universitário Dr. Gerhard Jagschitz?
    A famosa historiadora judia, Gitta Sereny, tem razão quando ela escreveu no Times, Londres, 29/8/2001, um artigo intitulado “The German Trauma: Experiences and Reflections”:
    “Auschwitz foi um lugar horrível, mas não foi um campo de extermínio”.
    Diante da consumação de todas as decisões dos tribunais sob escassa apresentação de provas e sob desrespeito daquilo estabelecido no CCPR das Nações Unidas, e ainda por cima sob o fato de que a acusação imputada aos “criminosos” (na realidade são as vítimas) evaporou-se no ar, só pode haver agora a consideração das consequências expostas acima!
    Dr. Wolfgang Fröhlich

    National Journal, 30/01/2015.

    70 anos após a “libertação” do campo de Auschwitz, a Holo-estória está cambaleante. Como no caso da passeata encenada pelos carismáticos e incorruptíveis “chefes de Estado” em Paris, após o ataque à decadente revista Charlie Hebdo, esta inquestionável liderança se reuniu no último dia 27 de janeiro em seus diferentes currais, para prestar homenagem aos supostos milhões de judeus que morreram durante a Segunda Guerra. Pura ação de propaganda, encenação atrás de encenação…

    Com o desaparecimento terreno das testemunhas dos relatos de terceiros, cada vez mais a emoção cede lugar à razão e por isso se faz necessário aumentar a pressão sobre os historiadores: ameaçam, constrangem, difamam e, finalmente, mandam prender os revisionistas, pois em uma discussão honesta sobre o alegado genocídio, este não resiste por mais de 4 horas. Se fazem então necessárias tais ações de marketing da Indústria do Holocausto. Por isso somos torpedeados quase que diariamente por artigos e notinhas nos mais diferentes meios de comunicação.

    A trajetória da verdade não pode ser alterada, talvez refreada, mas um dia ela se revelará ao mundo, límpida e desimpedida. E quando este dia chegar, estará comprovado de uma vez por todas o repugnante caráter dos nômades parasitas. Que justiça seja feita!

    A união da direita da esquerda!!!!

    Todos mostrando a cara.
    O Fórum pela democracia “Direitos Já” foi lançado na noite desta segunda-feira (2), na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Trata-se de um grupo para fazer oposição ao Presidente Jair Bolsonaro. Um Foro de São Paulo light, bem esquerda-caviar.
    Segundo o sociólogo Fernando Guimarães, líder do grupo do PSDB “Esquerda Pra Valer”, o objetivo do “Direitos Já”, fórum criado em maio por ele e pelo advogado Marco Aurélio Carvalho, é reunir políticos e membros da sociedade civil, da esquerda e da direita, “pela defesa do estado democrático de direito”.
    Todo mundo mostrando a cara e saindo do armário: PSDB, PT, PSB, Podemos, Solidariedade e PC do B. Ao todo, 16 partidos.
    Estiveram presentes, entre outros, Ciro Gomes (PDT), Flávio Dino (PC do B), Márcio França (PSB), Luís Felipe D´Ávila (PSDB-SP), Eduardo Suplicy (PT), Paulinho da Força (Solidariedade), Eduardo Jorge (PV) e Marta Suplicy (Sem partido).
    É claro que FHC deu apoio irrestrito. Segundo matéria do site Congresso em Foco, FHC, Antonio Anastasia (PSDB) e Aldo Rebelo (Solidariedade) “não participaram do evento, mas enviaram vídeos para serem transmitidos no local”.
    “Geraldo Alckmin (PSDB) também não pode participar, mas uma mensagem sua foi lida na qual ele deu ‘total apoio ao movimento’.”
    “Um texto de luto pela morte do ex-governador de São Paulo Alberto Goldmann (PSDB) foi lido no lançamento do Direitos Já. O tucano fazia parte do grupo.”
    “O escritor e filósofo dos Estados Unidos Noam Chomsky também participou e fez discurso na reunião dos opositores a Bolsonaro.”
    Fico surpresa de observar a falta de percepção desses políticos. Não conseguem ver o recado que o povo deu nas urnas e estão facilitando o trabalho para que todos saibam em que partidos e em que políticos não podemos votar de jeito nenhum, nunca mais. Claro, se quisermos jogar na lata de lixo a velha política e a corrupção sistêmica.

    segunda-feira, 2 de setembro de 2019

    A Igreja Alvejada Pelo Globalismo

    Foi em uma manhã de onze de fevereiro de 2013, quando o Vaticano anunciou uma coletiva de imprensa inesperada, reunindo jornalistas de toda a Itália, em que o então papa Bento XVI, comunicou que haveria de renunciar à administração da Santa Sé dentro das próximas semanas, chocando o mundo com o ineditismo de um papa que foi o primeiro a abdicar voluntariamente desde Celestino V, em 1294. O conclave posterior, elegeu de forma atípica, o arcebispo argentino, Jorge Bergoglio, como o novo sumo pontífice, desencadeando uma maior abertura da Igreja Católica ao diálogo com grupos políticos eminentemente globalistas e anti-cristãos, outrora rechaçados pela Igreja.
    Ainda dois anos depois de sua posse, o cardeal Bergoglio – o papa Francisco – em uma visita a Bolívia, por duas vezes exaltou o ideal de fundar a chamada “Pátria Grande” na América Latina, aceitou como presente do presidente Evo Morales, uma imagem sacrílega de Cristo crucificado em uma foice e um martelo e cancelou suas viagens ao Brasil após o impeachment de Dilma, bem como suas visitas a Argentina desde a eleição de Maurício Macri. Em maio deste ano, faltando menos de um mês para as eleições do Parlamento Europeu – onde se decidiu o Brexit – ocorreu uma assembléia conclamada pelo Vaticano, para se discutir “a crescente ameaça do nacionalismo”, na Pontifícia Academia das Ciências Sociais, intitulada “Nação, Estado, Estado-Nação”. 
    Em março do ano passado, houve um escândalo midiático quando o arcebispo emérito da diocese de Ferrera, reiterou em uma entrevista para o jornal italiano Rimini 2.0, que “há motivos gravíssimos por detrás da renúncia do Papa Bento XVI”, fazendo retomar a opinião pública, uma conspiração embasada em e-mails vazados pelo site Wikileaks, segundo a qual Barack Hussein Obama, Hillary Clinton e o mega bilionário George Soros, orquestraram um complô em favor da renúncia do então papa. Diante da conjuntura dos fatos, grupos de católicos americanos cobram que seu presidente, Donald Trump, dê início a uma comissão de investigação para averiguar as circunstâncias da eleição do papa Francisco e uma possível interferência do governo americano em questões internas do Vaticano.
    Não restam dúvidas acerca da excelência com que Bento XVI conduziu a Igreja Católica no período em que exerceu seu papado (2005-2013), retomando tradições litúrgicas tradicionais, reiterando os valores da catolicidade, defendendo o exercício intransigente da fé e reafirmando valores sem conciliações com a pós-modernidade e com o secularismo dos estados modernos. Mas a santa consonância do papa com os valores da Igreja, custou-lhe muito caro: segundo os grupos tradicionalistas que cobram providências do presidente Trump, “há fortes razões para acreditar que a ‘mudança de regime’ no Vaticano foi arquitetada pela administração Obama”, como consta em sua divulgada carta aberta, a qual termina cobrando esclarecimentos do governo acerca de diversos tópicos, bem como:
    Com que finalidade a Agência Nacional de Segurança esteve monitorando o conclave que elegeu o papa Francisco?
    Quais outras operações secretas relacionadas a renúncia do papa Bento XVI ou ao conclave que elegeu o papa Francisco foram redigidas por oficiais do governo americano?
    As transações monetárias internacionais [dos Estados Unidos] com o Vaticano foram suspensas nos últimos dias antes da renúncia do papa Bento XVI. Alguma agência governamental dos EUA esteve envolvida nisso?
    Por qual motivo as transações monetárias retornaram dia doze de fevereiro de 2013, um dia depois de Bento XVI ter anunciado sua renúncia? Foi apenas coincidência?
    Qual foi o propósito e a natureza do encontro secreto entre o vice-presidente Joseph Biden e o papa Bento XVI no Vaticano em três de junho de 2011?
    Quais os papéis desempenhados por George Soros e outros financiadores internacionais que podem hoje residir em território americano?
    Fica evidente a capacidade de articulação e mobilização política por parte de figuras empenhadas em falir a autonomia dos Estados nacionais e nulificar a autodeterminação dos povos. Contudo, o interesse de George Soros e seus asseclas em manipular a política do Vaticano, transcende em muito a dimensão geopolítica do papado, trata-se de uma engenharia social e religiosa que visa, no longo prazo, subverter a verdadeira doutrina da Igreja presente no consciente coletivo, em prol de fomentar uma teologia materialista desgarrada do caráter sobrenatural da religião, como a teologia da libertação, denunciada por Bento XVI em sua encíclica “Libertatis Nuntius”. Oremos pela Igreja.
    Notas: 
    [1] livro “O Segredo do Conclave”, de Gerson Camarotti
    [2] encíclica “Libertatis Nuntius”, do papa emérito Bento XVI

    domingo, 1 de setembro de 2019

    A volta da síndrome de comandar legalmente o hábito do outro

    O alcaide tucano Bruno Covas com placa proibindo fumar nas praças e parques de São Paulo


    Por Antonio Fernando Pinheiro Pedro


    Em tempo de globalismos, hipersensibilidades e surtos identitários, é fato que uma parcela minoritária da população está impondo suas vontades aos demais no amparo de um "direito decisório" totalmente autocentrado.

    Globalistas, hipersensíveis dispostos a se ofenderem por qualquer coisa e surtados por síndromes identitárias dissimulam sua atividade antinacional e economicamente concentradora (os primeiros), neurastênica e sublimada (os segundos) e rancorosa e segregadora (os terceiros), no labirinto psicótico do vitimismo e do politicamente correto.

    O que praticam passa longe de qualquer democracia, ainda que utilizem a "novilíngua" orwelliana para dourar seu autoritarismo com ares cosmopolitas.

    O mote da saúde pública, é a senha para se desfazer da democracia. E assim, a ditadura da caneta "politicamente correta"segue  sempre manipulada por gente problemática. 

    Esse risco de desfazimento das garantias da cidadania parece ser maior e mais extenso do que parece.

    O Município de São Paulo parece concentrar várias experiências  desses "Iluminados" que se apoderam da caneta para desgregar, segregar e excluir.  Por  aqui decidiu-se proibir que charutarias e casas especializadas em charutos sediassem as baforadas de seus frequentadores. Já se tentou,   por lei aprovada na Assembleia (e vetada pelo governador), que a bisteca constituiria infração administrativa se fosse consumida ás segundas feiras.  Já se traçou quilômetros de ciclovias... sem que houvesse qualquer sentido nos traçados implementados, gerando grandes extensões de faixas sem tráfego. Patinete tornou-se obsessão de autoridades, que de tudo fizeram para impedir seu  uso razoável pelos cidadãos paulistanos.

    Conflitos jurídico-institucionais desse  tipo  desbordam para o campo da psiquiatria, pois normas "politicamente corretas", higienistas, surgem não em função  do interesse público mas, sim, da inconfessável necessidade que muitos têm... de interferir na vida alheia.

    Essa hegemonia dos medíocres ressentidos ameaça o pluralismo. É o ápice do regime político comandado por "gente com problema".

    O  jovem alcaide que dirige hoje a cidade de São Paulo, apoiado pela mais desacreditada Câmara Municipal do Brasil, acaba de nos dar  mais um exemplo dessa necessidade de atormentar o cidadão: sancionou lei proibindo que fumem cigarros nos parques e praças da cidade (Lei Municipal 17.965 de 30 de agosto de 2019).

    Claro que a medida segue modelos de outros países sem qualquer identidade com o nosso. Claro que a razão da saúde pública de novo é brandida, como elixir para qualquer iniciativa higienista.

    Tabagismo é uma opção individual e cultural, no entanto é atividade lícita. Nesse sentido, se a lei não proíbe o hábito de fumar, não pode segregar o hábito em áreas públicas de uso comum do povo, pois nada de ilegal há nisso. 

    Com efeito, logradouros públicos são de uso comum do povo, e o povo não é composto apenas de antitabagistas. O povo bebe, fuma, transa, conta piadas, enfim... não se parece em nada com os idiotas globalistas que querem pasteurizar culturas e comportamentos. Até mesmo maconheiros, que compõem o eleitorado do próprio prefeito - versão "prafrentex" do avô super fumante, Mário Covas, afirmam sua conduta "libertária" usando cantos de parques para o seu fumacê.

    Fumantes compulsivos recorrem ao seu direito de usar bens de uso comum do povo (como são classificadas legalmente as ruas, praças e parques) para "não incomodar" nos lugares fechados - onde a lei já tratou de segregá-los em nome da saúde pública. 

    Porém, o politicamente correto trata agora de fechar esses espaços  de convivência dos diferentes à prática  lícita do fumo. 

    Vai resolver o "problema do tabagismo" na cidade? Claro que não! Como não se resolveria sequer com Mário Covas (vítima do hábito).  

    O que vai ocorrer é mais um episódio de segregação contra os mais pobres e os mais velhos. Anotem: veremos guardinhas e fiscais operosos multando MENDIGOS, que não têm casa para fumar, idosos desavisados e jovens reunidos em grupos, tudo para gaudio dos militantes da chatice. 

    Aliás, esses chatos foram os mesmos que aplaudiram a proibição de patinetes a menores recentemente... ou apoiaram as ações trogloditas de policiais e fiscais contra jovens que saíram no carnaval com seus próprios instrumentos musicais, e que não sabiam que bumbo e rebolado no último carnaval da cidade só poderiam ocorrer "com alvará" (e com alvará pudemos ver horrores serem cometidos contra o pudor, sem que os mesmos policiais impedissem...).  

    O mundo dos hipócritas... E a grande hipocrisia é que a Administração que perde tempo fazendo esse tipo de demagogia é aquela mesma que não consegue eliminar  o maior fumódromo a céu aberto do Brasil: a cracolândia, e suas filiais que já se espalham por todos os baixos de pontes e viadutos da cidade.

    Falta do que fazer e espírito de ditador constituem elementos perigosos quando se misturam ao rancor e ao politicamente correto - produzem traques irritantes como  esse marco legal ridículo, mais uma molecagem de uma administração moleque, que nos foi presenteada pela infinita vaidade de João Dória - aquele "gestor", que resolveu tornar-se governador - quebrando sua promessa solene de manter-se à frente da prefeitura até o final do mandato. 

    A conhecida simpatia e lanheza de Bruno Covas, o jovem prefeito paulistano, não compensa  a profunda arbitrariedade contida na lei que sancionou. É de se perguntar até quando iremos todos aceitar esse tipo de imposição "bem intencionada" porém tóxica para o Estado de Direito Democrático. 

    Parece que está na hora de se impor o maior dos direitos: o da liberdade de escolha.