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    quarta-feira, 5 de agosto de 2020

    Primeiro e único debate parlamentar de Hitler

    Goebbels: “Nunca se viu alguém atirado ao chão e liquidado como foi feito aqui. O Führer discursou de improviso e em grande forma. A casa se encheu de aplausos, risadas, empolgação e mais aplausos. Foi um sucesso sem paralelo.”

    “Spät kommt ihr, doch ihr kommt!”

    Após o comunista van der Lubbe ter ateado fogo no Reichstag ao final de fevereiro de 1933, Hitler convocou uma sessão do parlamento para o dia 23 de março de 1933, a ser realizada no Krolloper, um edifício nas imediações do Portão de Brandemburgo. Nesta sessão foi apresentada para votação a Lei para Superação das Necessidades do Povo e do Reich ou, em alemão, Gesetz zur Behebung der Not von Volk und Reich também conhecida como das Ermächtigungsgesetz de 1933. De fato, esta lei não foi uma “invenção nazista”, pois desde o final da Primeira Guerra Mundial, a República de Weimar já havia promulgado várias vezes tais medidas extraordinárias.

    Mas quando mais de uma dezena de leis de exceção são promulgadas a favor da plutocracia, tudo é assustadoramente correto e democrático, mas ai se alguém consegue tal poder pelo menos uma vez contra ela… – NR.


    Após comunistas terem incendiado o Reichstag, o parlamento se reunia na Krolloper

    Atualmente não é raro ainda ouvir a alegação de que os próprios Nacional-socialistas teriam incendiado o Reichstag. Até mesmo renomados jornalistas das grandes mídias de massa se prendem fielmente a mais este mito hitlerista, como bem relatamos no artigo A velha tática comunista – NR.


    O gênio da propaganda Josef Goebbels e sua filha Holde

    Bastante significativo nesta sessão parlamentar foi sem dúvida alguma o primeiro e único debate verbal no parlamento entre Hitler e o líder da oposição, o deputado social-democrata Otto Wels. Diante da retórica em grande estilo de Hitler, Goebbels escreveu em seu diário a 24 de março de 1933:

    “Nunca se viu alguém atirado ao chão e liquidado como foi feito aqui. O Führer discursou de improviso e em grande forma. A casa se encheu de aplausos, risadas, empolgação e mais aplausos. Foi um sucesso sem paralelo.”

    Abertura da sessão

    O presidente do parlamento Hermann Göring abriu a sessão com uma homenagem a Dietrich Eckart. A seguir Hitler subiu à tribuna em sua camisa marrom do partido, é saudado por um oceano de braços esticados bradando três vezes Heil e iniciou seu discurso explicando a necessidade da aprovação da lei.

    O discurso de Hitler pode ser lido no artigo Discurso de Adolf Hitler de 23 de março de 1933 – NR.

    O discurso de Oto Wels

    Em contraposição à proposta do governo, o líder social democrata pronunciou seu temor ante uma possível restrição da liberdade dos partidos políticos de oposição. A seguir reproduzimos os principais trechos de seu discurso, segundo o protocolo do Reichstag:


    Otto Wels, líder social-democrata

    Göring: A palavra está com o deputado Wels.

    Wels (SPD), deputado:

    “Senhoras e senhores! A exigência em relação à política externa de tratamento igualitário para os alemães, que o sr. Chanceler destacou, nós social-democratas concordamos textualmente, como já tínhamos defendido desde o princípio.

    Dentro deste contexto eu me permito uma observação pessoal, que eu me contrapus como primeiro alemão diante de um fórum internacional, na conferência de Berna a 3 de fevereiro de 1919, frente à inverdade sobre a culpa da Alemanha pela eclosão da Guerra Mundial.

    Nunca qualquer princípio de nosso partido pode impedir ou impediu, que nós defendêssemos as justas exigências da nação alemã diante dos outros povos do mundo.

    O senhor Chanceler do Reich também pronunciou uma frase anteontem em Potsdam, que nós assinamos embaixo. Ele disse: “Do absurdo da teoria de eternos vencedores e vencidos surgiu a insanidade das reparações e na seqüência, a catástrofe da economia mundial”. Esta frase vale para a política externa; para a política interna tão pouco menos.

    Também aqui, a teoria de eternos vencedores e vencidos, como disse o senhor Chanceler, é um absurdo.

    A palavra do senhor Chanceler nos lembra também outra frase que foi pronunciada a 23 de julho de 1919, na Assembléia Nacional. Foi dito ali: “Nós estamos indefesos, mas indefeso não significa desonrado”.

    […]

    Uma verdadeira comunidade do povo não pode ser fundada nela (paz imposta). Sua primeira condição é direitos iguais. Queira o governo se proteger dos rudes protestos da polêmica, queira ele evitar as provocações violentas com medias enérgicas. Isso pode acontecer quando se aplica a todos tratamentos iguais e imparciais, e não quando se permite tratar os adversários como se fossem marginais.

    Podem nos tomar a liberdade e a vida, mas não a honra.

    Após a perseguição que o partido social-democrata vivenciou nos últimos tempos, ninguém sensato pode exigir ou esperar dele que vote a favor da lei de exceção. As eleições de 5 de março deram a maioria ao governo e com isso a possibilidade de governar fielmente segundo o texto e espírito da Constituição. Onde existe esta possibilidade, existe também a responsabilidade.

    A crítica é salutar e necessária. Nunca desde que existe um Reichstag alemão, o controle das questões públicas por parte dos representantes escolhidos pelo povo foram anulados em tais proporções como acontece agora, e como ainda será ampliado pela lei de exceção. Todo este poder do governo pode ser agravado quando a imprensa tem castrada toda sua liberdade.

    […]

    Os senhores do partido nacional-socialista nomina o movimento iniciado por eles, uma revolução nacional, não uma nacional-socialista. A relação de sua revolução com o socialismo limita-se até o momento na tentativa de exterminar o movimento social-democrata, que há mais de duas gerações é portador da herança socialista, e assim permanecerá. Caso os senhores do partido nacional-socialista necessitassem executar atos socialistas, eles não necessitariam de leis de exceções.

    […]

    Nosso desempenho para a reconstrução do Estado e da economia, para a libertação dos territórios ocupados permanecerá diante da história.

    Nós criamos direitos iguais para todos e um direito trabalhista social. Nós ajudamos a Alemanha a se constituir à medida que abrimos caminho para a liderança do Estado não somente aos príncipes e barões, mas também aos homens da classe trabalhadora.

    […]

    Nenhuma lei de exceção lhes dá o poder de exterminar ideias que são eternas e indestrutíveis. Vocês próprios se reconhecem como socialistas. A lei socialista não exterminou a Social-democracia. A partir de novas perseguições, a social-democracia também pode criar novas forças.

    Nós saudamos os perseguidos e os intimidados. Nós saudamos nossos amigos no Reich, Sua postura e fidelidade merecem admiração. Seu reconhecimento, sua confiança inquebrantável,

    (Risadas dos Nacional-socialistas. “Bravo” dos social-democratas)

    lhes confere um claro futuro.”

    (Novamente aplausos entusiastas dos social-democratas. Risadas dos Nacional-socialistas)


    Hitler discursa no Krolloper a 23 de março de 1933

    A resposta de Adolf Hitler

    Imediatamente após o líder social-democrata deixar a tribuna, o presidente da sessão cede a palavra ao novo Chanceler eleito por decisão soberana do povo alemão.

    Göring: A palavra está com o Chanceler do Reich.

    (Efusivos aplausos dos nacional-socialistas.)

    Diante do temor da oposição, Hitler tem a felicidade de contra-argumentar de forma única, colocando os pingos nos “is” em diversas mentiras repetidas à exaustão pelos defensores do internacionalismo apátrida. Ao caminhar pela segunda vez ao pódio ele aponta o dedo indicador da mão direita aos deputados social-democratas e inicia:

    “Spät kommt ihr, doch ihr kommt!”

    (Intensos aplausos dos Nacional-socialistas.)

    Esta é uma frase da trilogia Wallenstein de autoria de Friedrich Schiller e significa algo como “vocês chegam tarde, mas certamente chegam” – NR.

    “As belas teorias que você, senhor deputado, anunciou aqui, foram divulgadas à história mundial um pouco tarde demais.

    (Concordância plena dos Nacional-socialistas.)

    Talvez, caso estes reconhecimentos tivessem sido usados há alguns anos, eles teriam poupado vossas atuais reclamações.

    Você esclarece que a social-democracia assina embaixo de nosso programa de política exterior, que vocês rejeitam a mentira da culpa pela guerra, que vocês são contra as reparações. Bem, eu levanto apenas uma só questão: Onde estava essa luta no período em que vocês detinham o poder na Alemanha?

    (Verdade! por parte dos Nacional-socialistas.)

    Vocês tinham a possibilidade na época de prescrever a todo povo alemão as leis do comércio interno. Vocês também podiam fazê-las em outras áreas. Também teria sido possível dar à revolução alemã, partindo de vocês, o mesmo impulso e direção que a França deu à sua superação no ano de 1870.

    (Muito bem! por parte dos Nacional-socialistas.)

    Estaria dentro do possível formar a superação alemã imbuída de um espírito realmente nacionalista, e vocês teriam tido o direito, caso a bandeira da nova república não retornasse vitoriosa, poder ainda explicar: nós fizemos o máximo para evitar a catástrofe através do último apelo ao esforço do povo alemão.

    (Efusivos aplausos por parte dos Nacional-socialistas e dos nacionalistas alemães.)

    Na época vocês evitaram o confronto, o qual vocês hoje querem de repente comunicar com palavras ao mundo.

    Você diz que estar indefeso não significa perder a honra. Não, não precisa ser assim. Mesmo também se nós estivéssemos indefesos: eu sei, eu não perderia a honra. Nosso movimento esteve indefeso anos a fio graças à repressão através de vosso partido; sem honra ele nunca esteve.

    (Intensos aplausos por parte dos Nacional-socialistas.)

    Eu estou convencido que nós iremos vacinar o povo alemão com o espírito que certamente, apesar da atual fragilidade, senhor deputado, não o deixará sem honra.

    (Efusivos aplausos por parte dos Nacional-socialistas e dos nacionalistas alemães)

    Também aqui dependia de vocês, vocês possuíram o poder por quase quatorze anos, (gritos dos social-democratas: não!) para providenciar que este povo alemão desse ao mundo o exemplo de honra. Dependia de vocês, já que o mundo exterior nos reprimia, providenciar a forma como o povo alemão iria receber esta repressão, que fosse então com dignidade. Vocês tiveram a oportunidade de combater todo afloramento de humilhação de nosso povo. A traição à Pátria poderia ter sido eliminada por vocês, da mesma como será eliminada por nós.

    (Efusivos aplausos por parte dos Nacional-socialistas e dos nacionalistas alemães)

    Vocês não têm qualquer direito de tomar para si esta reivindicação; pois vocês não poderiam ter se comportado assim, nem mesmo indiretamente, ter estendido a mão, naquele momento, já que toda revolução deve ser vista como alta-traição. E vocês deveriam ter evitado que por vontade e ordem do estrangeiro, se impusesse ao povo alemão uma nova constituição. Pois isto não é honroso, a formação interior ser imposta pelo inimigo.

    (Efusivos aplausos por parte dos Nacional-socialistas e dos partidos da base do governo)

    E vocês deveriam ter se voltados para o tricolor alemão, e não para as cores que nosso inimigo jogava sobre nossas covas,

    (Novamente fortes aplausos da direita)

    porque justamente num período de necessidade e repressão pelo inimigo é que, ai sim, devemos mostrar orgulho e se voltar sem dúvida alguma para o povo e seus símbolos. Vocês tiveram a oportunidade, mesmo se a natureza nos tivesse forçado a abandonar tudo aquilo que nos era caro e sagrado, de mostrar ao mundo a honra nacional nas questões internas. Vocês não viram aqui nenhum motivo para isso!

    (Muito bem! da direita)

    Você diz: direitos iguais! Assim como nós desejamos nas questões externas, também desejamos nas internas. Por estes “direitos iguais”, senhor deputado Wels, nós lutamos por quatorze anos! Estes direitos iguais da Alemanha nacionalista vocês nunca reconheceram! Portanto, não venha hoje falar de direitos iguais!

    (Estrondosos aplausos da direita)

    Você diz que não devemos tratar um vencido como marginal. Bem, senhor deputado, nós fomos tratados como marginais enquanto vocês detiveram o poder.

    (Novamente estrondosos aplauso dos nacionalistas. Oposição dos social-democratas. Presidente Göring intervém: “Severing!”)

    Carl Wilhelm Severing foi um deputado social-democrata que promoveu intensa perseguição aos nacionalistas alemães durante a República de Weimar – NR.

    Vocês falam de perseguição. Eu acredito que são poucos aqueles que entre nós não tenham sido perseguidos por vocês e não foram parar na cadeia. São poucos entre nós que se submeteram às perseguições vindas de vosso lado em milhares de abusos e repressão!

    (Efusivas declarações da direita.)

    E além de nós aqui, eu sei de centenas de milhares que foram submetidos à sua perseguição sistemática, humilhante e infame! Parece que vocês esqueceram que nos arrancaram as camisas anos a fio, porque a cor não lhes agradava.

    (Manifestações acaloradas dos Nacional-socialistas.)

    Permaneçam apenas no terreno da realidade! De vossas perseguições nós crescemos!

    Você diz ainda que a crítica é salutar. Certamente quem ama a Alemanha pode nos criticar; mas quem adora a uma Internacional, este não pode nos criticar!

    (Estrondosos e repetitivos aplausos.)

    Também aqui lhe vem tarde demais o reconhecimento, senhor deputado. O poder de cura da crítica deveria ser reconhecido de vossa parte, quando nós nos encontrávamos na oposição. Naquela época esta máxima não estava aparente, mas sim nossa imprensa foi proibida e proibida e novamente proibida, nossas reuniões proibidas e nossos discursos proibidos e me foi proibido falar em público, anos a fio! E agora você diz: a crítica é salutar!

    (Risadas dos Nacional-socialistas. – Oposição dos social-democratas. – Sino do Presidente.)

    Exemplar modus operandi da hipocrisia democrática. Da mesma forma temos por um lado hoje em dia a perseguição ao revisionismo histórico, mas tolera-se, dentro do “espírito democrático e da liberdade de expressão” o crescimento de comportamentos sociais degenerados ou ataques contra figuras sagradas do islã – NR.

    Göring: Não fiquem contando estória e escutem agora!

    (Bravo entre os Nacional-socialistas.)

    Hitler: Você reclama que o mundo também recebe falsos relatos sobre a situação na Alemanha. Você reclama que se informa ao mundo, que diariamente são fornecidos corpos despedaçados ao cemitério israelita em Berlim. Isso lhe aflige. Vocês são tão comprometidos com a verdade! Oh, senhor deputado, deve ser muito fácil para vosso partido com vossas relações internacionais, determinar a verdade. E não apenas isso, eu li nesses dias nos jornais de vosso próprio partido-irmão da Áustria. Ninguém vos impede de disseminar lá vosso conhecimento da verdade.

    (Protesto dos social-democratas: Isso foi feito!)

    Eu estou curioso para ver aqui quão efetiva é a força de vossas relações internacionais.

    (Aclamação por parte dos Nacional-socialistas. – Protesto dos social-democratas.)


    “Oh, senhor deputado, deve ser muito fácil para vosso partido
    com vossas relações internacionais, determinar a verdade.”

    Queiram me deixar falar por favor, eu também não lhes interrompi! Eu li vosso jornal da região do Sarre, senhor deputado, e este jornal não publica nada mais do que traição à Pátria, senhor deputado Wels,

    (Indignação dos Nacional-socialistas.)

    tenta constantemente difamar a Alemanha junto ao estrangeiro,

    (Efusivos aplausos dos Nacional-socialistas: Pfui! Baixaria!)

    colocar nosso povo numa condição incomoda junto ao mundo, através de mentiras.

    Você fala de uma sofrível segurança jurídica. Meus senhores do partido social-democrata! Eu também vi a revolução do ano de 1918. Eu tenho que dizer realmente: caso nós não tivéssemos o senso de justiça, então nós não estaríamos aqui e vocês não estariam sentados aí!

    (Estrondosos Bravo! dos Nacional-socialistas.)

    Em 1918, vocês foram contra aqueles que nada lhes fizeram.

    (Isso mesmo! pelos Nacional-socialistas.)

    Nós nos controlamos para não nos voltarmos contra vocês, que nos torturaram e humilharam ao longo de quatorze anos.

    (Isso mesmo! pelos Nacional-socialistas.)

    Você diz que a Revolução nacional-socialista nada tem em comum com socialismo, mas sim que “Socialismo” se resume apenas na perseguição do “único porta-voz do Socialismo na Alemanha”, o SPD.

    (Risadas entre os Nacional-socialistas.)

    Vocês são dignos de pena, meus senhores, e não estão mais sintonizados com a época atual, já que falam em perseguição. O que lhes aconteceu? Vocês estão sentados aqui, e pacientemente nós ouvimos vosso porta-voz.

    (Muito bem! e agitação entre os Nacional-Socialistas.)

    Presidente Göring: Muito bem!

    Vocês dizem. Vocês são os únicos porta-bandeiras do Socialismo. Vocês são os porta-bandeiras daquele misterioso Socialismo que o povo alemão nunca viu na realidade.

    (Muito bem! e agitação entre os Nacional-Socialistas.)

    Você falam hoje de vossos feitos e conquistas; vocês contam tudo aquilo que almejam. Pelos frutos deve-se também reconhecê-los!

    (Estrondosos aplausos entre os Nacional-Socialistas.)

    E os frutos atestam contra vocês!

    (Protestos entre os social-democratas. – Risadas entre os Nacional-socialistas.)

    Caso a Alemanha que vocês criaram em quatorze anos seja um reflexo de vossa vontade socialista, então, meus senhores, nos dêem desde já quatro anos para mostrar o reflexo de nossa vontade.

    (Efusivas aclamações entre os Nacional-Socialistas.)

    Vocês dizem: “Eles querem eliminar agora o Reichstag para continuar a revolução.” Meus senhores, então não teria sido necessário realizar esta eleição, ou convocar ainda este Reichstag, ou ainda apresentar aqui este projeto de lei. A coragem de confrontarmos com vocês de outra forma, por Deus nós teríamos tido também!

    (Estrondosos e longos aplausos dos Nacional-Socialistas.)

    Você diz ainda que a social-democracia também não pode ser ignorada por nós, porque vocês foram os primeiros que tornaram este lugar acessível ao povo, aos trabalhadores e não apenas aos barões ou duques. Em tudo, senhor deputado, você chega atrasado! Por que você não informou em boa hora ao seu amigo Grzesinski, por que você não ensinou aos vossos outros amigos Braun e Severing, que me acusaram anos a fio, eu seria apenas um aprendiz de pintor!

    (Estrondosa aclamação e indignação dos Nacional-Socialistas. Pfui! – Protesto entre os social-democratas. – Protesto dos Nacional-socialistas: Claro que vocês disseram isso!)

    Anos a fio vocês afirmaram isso nos cartazes.

    (Novamente protestos entre os social-democratas. Socialistas: Calma! – Sino do Presidente.)

    Presidente Göring: Agora o Chanceler faz um balanço!

    (Concordância entre os Nacional-socialistas.)

    Hitler: E finalmente até me ameaçaram ser expulso da Alemanha através de chibatadas! (Em um discurso do presidente da polícia de Berlim, o SPD Grzesinski, em Leipzig, em fevereiro de 1932.)

    ( Pfui! entre os Nacional-socialistas.)

    Nós, Nacional-socialistas, abriremos caminho agora para aquilo que o trabalhador alemão exigir. Nós, Nacional-socialistas seremos seu porta-voz; vocês, meus senhores (aos social-democratas), não são mais necessários!

    (Muito bem! e longo e efusivo aplauso entre os Nacional-socialistas.)

    Vocês falam ainda que o poder não é o determinante, mas sim o senso de justiça. Este senso de justiça nós tentamos despertar ao longo de quatorze anos junto ao povo, e ele foi desperto por nós. Além disso, eu acredito agora na própria experiência política que fiz com vocês,

    (Muito bem! entre os Nacional-socialistas.)

    que o direito apenas não é suficiente, – nós temos que ter o poder também!

    (Muito bem! entre os Nacional-socialistas.)

    E não me confunda com alguém do mundo burguês! Vocês dizem que vossa estrela poderia subir novamente! Meus senhores, a estrela da Alemanha subirá e a vossa cairá.

    (Estrondosa aclamação dos Nacional-Socialistas: Bravo! e Heil! – Longo aplauso também entre os membros da tribuna.)

    Vocês dizem que vocês não se curvaram na época da legislatura socialista. Isso foi na época onde os trabalhadores alemães viam em vocês outra coisa, diferente daquilo que se tornaram hoje. Por que vocês esqueceram então este reconhecimento para conosco?!

    (Muito bem! entre os Nacional-socialistas.)

    O que vira podre, velho e frágil na vida popular, passa e não volta nunca mais.

    (Aplausos.)


    “Meus senhores, a estrela da Alemanha subirá e a vossa cairá.”

    Sua hora também chegou, e apenas porque nós só enxergamos a Alemanha e sua aflição e as necessidades da vida nacional, nós apelamos neste hora ao Reichstag alemão, para aprovar o que poderíamos tomar sem ele.

    (Muito bem! entre os Nacional-socialistas.)

    Nós fazemos isso em respeito à justiça – não porque superestimamos o poder, mas porque nós queremos facilitar as coisas com aqueles que talvez hoje estejam separados de nós, mas também acreditam na Alemanha.

    (Estrondosos Bravo! dos Nacional-socialistas.)

    Pois eu não quero cometer o erro de provocar o adversário, ao invés ou de eliminar ou de reconciliar.

    (Bravo! e Muito bem! entre os Nacional-socialistas.)

    Eu gostaria de ao final, àqueles que de outra forma também queiram o bem do povo, estender a mão

    (Bravo! do centro.)

    e não quero declarar uma guerra eterna,

    (Novamente – Bravo!)

    não por fraqueza, mas sim por amor ao povo, e poupar a este povo alemão, aquilo que acompanha os tempos de luta.

    (Novamente efusivos Bravo! entre os Nacional-socialistas e nacionalistas alemães.)

    Mas não queiram nunca me interpretar erroneamente. A mão eu estendo àquele que se compromete pela Alemanha.

    (Bravo!)

    Eu não reconheço o mandamento de uma Internacional.

    (Efusivos Bravo! entre os Nacional-socialistas e nacionalistas alemães.)

    Eu acredito que vocês (aos social-democratas) não irão votar a favor deste projeto de lei, porque vossa mentalidade interior não consegue entender as intenções que nos preenche a alma.

    (Muito bem! entre os Nacional-socialistas.)

    Mas eu acredito que vocês não iriam fazê-lo, caso nós fôssemos aquilo que vossa imprensa publica sobre nós no exterior,

    (Muito bem! entre os Nacional-socialistas.)

    e eu só posso dizer uma coisa: eu nem quero que vocês votem a favor! A Alemanha deve ser livre, mas não por vocês!”

    (Longos e estrondosos aplausos e saudações de Heil! entre os Nacional-socialistas e na tribuna. Aplausos entre os nacionalistas alemães. Novamente efusivos aplausos e gritos de Heil! )

    Você pode ver também a este debate entre Hitler e Wels no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=x3rVx0aIXlQ

    Começamos com os lockdowns. E estamos indo para "O Grande Reset"

    O confinamento (lockdown) imposta na esteira da pandemia do novo coronavírus acelerou a implementação de antigos planos para estabelecer a chamada "nova ordem mundial". 

    E isso não é teoria da conspiração. Já se tornou um objetivo abertamente declarado.

    Sob os auspícios do Fórum Econômico Mundial (WEF - World Economic Forum), os formuladores de políticas globais estão abertamente defendendo um plano intitulado "O Grande Reinício" (The Great Reset), com a explícita intenção de criar uma tecnocracia global. 

    Não é por acaso que, em 18 de outubro de 2019, na cidade de Nova York, o WEF participou do "Evento 201", uma "conferência de alto nível", sobre reações à pandemia, organizada pelo John Hopkins Center for Health Security.

    Pelo que se depreende do manifesto, essa vindoura tecnocracia envolverá uma estreita cooperação entre os chefes da indústria digital e os governos. Com programas como "renda mínima garantida" e "assistência médica para todos", o novo tipo de governança combina um estrito controle da sociedade com a promessa de "justiça social abrangente".

    Essa nova ordem mundial organizada por uma tirania digital virá com um abrangente e astuto "sistema de crédito social". A República Popular da China é pioneira neste método de vigilância e controle de indivíduos, corporações e entidades sociopolíticas. Para o indivíduo, sua identidade seria reduzida a um aplicativo ou chip que registra praticamente toda sua atividade pessoal. Para obter alguns direitos individuais, como o de viajar para um determinado local, a pessoa terá de contrabalançar esses privilégios aparentes com sua sujeição a uma rede de regulações que define em detalhes o que vem a ser um "bom comportamento", o qual deve ser considerado benéfico para a humanidade e para o meio ambiente. 

    Por exemplo, durante uma pandemia, esse tipo de controle se estenderia desde a obrigação de usar uma máscara e praticar o distanciamento social até vacinações compulsórias para poder se candidatar a um emprego ou viajar.

    Trata-se, em suma, de um tipo de engenharia social que é o oposto de uma ordem espontânea. É a antítese daquilo que se pode considerar 'desenvolvimento'. Como o engenheiro mecânico com uma máquina, o engenheiro social — ou tecnocrata — trata a sociedade como um objeto. Diferentemente das brutais supressões do totalitarismo de épocas anteriores, o engenheiro social moderno tentará fazer a máquina social funcionar por conta própria, de acordo com o projeto original. 

    Para esse propósito, o engenheiro social deve aplicar as leis da sociedade da mesma maneira que o engenheiro mecânico segue as leis da natureza. A teoria comportamental atingiu um estágio de conhecimento que tornou possível praticamente todos os sonhos da engenharia social. As maquinações da engenharia social operam não pela força bruta, mas sutilmente por meio de "cutucões", como sempre apregoou seu papa, Richard Thaler.

    Sob a ordem imaginada pelo "Grande Reinício", o avanço da tecnologia não visa a aprimorar as condições das pessoas, mas sim a submeter o indivíduo à tirania de um estado tecnocrático. "Nossos especialistas sabem o que é melhor" é a justificativa.

    A Agenda

    O plano para uma revisão e uma reforma geral do mundo é criação de uma elite de megaempresários, políticos e sua comitiva intelectual que costumavam se reunir em Davos, na Suíça, em janeiro de cada ano. Criado em 1971, o Fórum Econômico Mundial (WEF) tornou-se um evento megaglobal desde então. Mais de três mil líderes de todo o mundo participaram da reunião em 2020 .

    Sob a orientação do Fórum, a agenda do "Grande Reinício" afirma que a concretização da atual transformação industrial requer uma renovação completa da economia, da política e da sociedade. Dado que uma transformação tão abrangente requer a alteração do comportamento humano, o "transhumanismo" obviamente faz parte do programa.

    O Grande Reinício será o tema da 51ª reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos, em 2021. A agenda proposta será o compromisso de direcionar a economia mundial para "um futuro mais justo, mais sustentável e mais resiliente". O programa clama por "um novo contrato social" que seja centrado na igualdade racial, na justiça social e na proteção da natureza. 

    Segundo o documento, as "mudanças climáticas" exigem que "descarbonizemos a economia" e que o pensamento e o comportamento humano passem a estar "em harmonia com a natureza". O objetivo é construir "economias mais iguais, inclusivas e sustentáveis". Essa nova ordem mundial deve ser implementada "urgentemente", pois a pandemia "deixou nua a insustentabilidade do nosso sistema", que carece de "coesão social".

    Os defensores do Reinício afirmam que a ONU falhou em estabelecer ordem no mundo e não foi capaz de impor forçosamente sua agenda de desenvolvimento sustentável — conhecida como Agenda 2030 — por causa de sua maneira burocrática, lenta e contraditória de trabalho. 

    Por outro lado, as ações do comitê organizacional do Fórum Econômico Mundial são rápidas e inteligentes. Quando um consenso é formado, ele pode ser rapidamente implantado pela elite global em todo o mundo.

    Engenharia social

    Esse projeto do Grande Reinício é engenharia social na mais pura definição do termo. No entanto, vale ressaltar que a ideologia do Fórum Econômico Mundial não é nem de esquerda nem de direita, nem progressista e nem conservadora; também não é fascista ou comunista. Ela é tecnocrática. Como tal, inclui muitos elementos de ideologias coletivistas anteriores.

    Nas últimas décadas, o consenso que surgiu nas reuniões anuais de Davos é o de que o mundo precisa de uma revolução e que reformas sempre demoram muito tempo. Por isso, seus membros querem uma profunda transformação a curto prazo. O intervalo de tempo deve ser tão breve que a maioria das pessoas dificilmente perceberá que está acontecendo uma revolução. A mudança deve ser tão rápida e dramática que aqueles que reconhecerem que uma revolução está acontecendo não terão tempo para se mobilizar contra ela.

    A idéia básica do "Grande Reinício" é o mesmo princípio que conduziu as transformações radicais das revoluções francesa, russa e chinesa. É a idéia do racionalismo construtivista incorporado ao estado. Só que projetos como o "Grande Reinício" não oferecem resposta para a pergunta: quem governa o estado? O próprio estado não governa. Ele é apenas um instrumento de poder. Não é o estado abstrato que decide, mas sim os líderes de partidos políticos específicos e de certos grupos sociais.

    Os antigos regimes totalitários precisavam de execuções em massa e campos de concentração para manterem seu poder. Hoje, acredita-se que, com a ajuda de novas tecnologias, os dissidentes poderão ser facilmente identificados e marginalizados. Aqueles que não se ajustarem serão silenciados; opiniões que divirjam do "consenso da maioria" serão desqualificadas como moralmente desprezíveis (tipo como já ocorre hoje).

    Os lockdowns de 2020 possivelmente oferecem uma prévia de como esse sistema funciona. O lockdown funcionou tão perfeitamente — no sentido de condicionar a população a adotar uma mentalidade bovina — que parece ter sido orquestrado — e talvez tenha sido. Como se seguissem um único comando, os líderes de grandes e pequenas nações — de diferentes estágios de desenvolvimento econômico — implementaram medidas praticamente idênticas.

    Muitos governos não apenas agiram em uníssono, como também aplicaram essas medidas com sem ter qualquer consideração pelas terríveis consequências de um bloqueio  econômico global.

    Meses de paralisia econômica imposta pelos estados destruíram a base econômica de milhões de famílias. Conjuntamente com o distanciamento social, os lockdowns produziram uma massa de pessoas incapazes de cuidar de si mesmas. Primeiro, os governos destruíram o direito ao próprio sustento; depois, os políticos (os próprios destruidores) se ofereceram como salvadores. A demanda por assistência social não está mais limitada a grupos específicos, mas tornou-se uma necessidade das massas.

    Antigamente, dizia-se que a guerra era o que alimentava e dava forças ao estado. Agora, é o temor de doenças. O que temos pela frente não é o aparente aconchego de um benevolente e abrangente estado de bem-estar social, com uma renda mínima garantida e assistência médica e educação para todos. O lockdown e suas consequências trouxeram um aperitivo do que está por vir: um estado de permanente medo, de controle comportamental rigoroso, de perda maciça de empregos e de crescente dependência da "benevolência" de políticos.

    Para concluir

    Com as medidas tomadas no rastro da pandemia de Covid-19, foi dado um grande passo para "reiniciar" a economia global (nas palavras de seus próprios proponentes). 

    Se não houver resistência popular, o fim da pandemia não significará o fim dos lockdowns, das quarentenas e das medidas de distanciamento social. No momento, porém, os oponentes dessa nova ordem mundial organizada por uma tirania digital ainda têm acesso à mídia e a plataformas para discordar. No entanto, o tempo está se esgotando. Os criadores da nova ordem mundial são espertos. Declarar o coronavírus como uma pandemia foi útil para promover a agenda de seu "Grande Reinício". 

    Somente uma maciça e contínua oposição pode desacelerar e, quem sabe, interromper a ampliação do poder dessa tecnocracia tirânica que está em ascensão.


    Anthony Muller

    segunda-feira, 3 de agosto de 2020

    Covid-19 e a “revolta de Atlas”

    Os últimos meses desvendaram a maior pandemia da história recente. Com origem em circunstâncias obscuras em Wuhan, capital da província da China central, o flagelo foi causado pelo vírus denominado “Covid-19”. Uma vez transmitido e instalado no corpo humano, o vírus se alastra e promove a “asfixia” da capacidade respiratória, de dentro para fora. Desde o final de 2019, o vírus já causou a destruição de milhares de vidas humanas, o colapso dos sistemas de saúde e econômico de algumas nações, além de instabilidade política e social de outros tantos países.

    A partir de então, a realidade mostrou uma crescente e perigosa intervenção estatal na vida, nas liberdades individuais e na propriedade privada, sempre a pretexto da preservação da saúde e da segurança coletiva e com base nas estatísticas.

    Os eventos mundiais estão deixando as aventuras de Forest Gump no chinelo. Confisco de bens privados na França, EUA e Brasil. A China inaugurando oficialmente o maior “Big Brother” do universo (calma, somente os burocratas chineses têm acesso ao pay-per-view). O Poder Executivo argentino proibiu as demissões e, consequentemente, o desemprego (merece prêmio Nobel de economia 2021?)[1]. Os EUA praticando “pirataria moderna” ao desviar cargas privadas destinadas à contenção da pandemia em outros países. Políticos, que nada produzem, tabelando o valor e o preço dos produtos e serviços de quem produz – o indivíduo. A maioria dessas ações estatais foi empregada com a intenção de preservar a “sociedade” e a saúde da “coletividade”.

    Inspirados nos governos americano e argentino, resta apenas aos piratas da Somália reivindicar a legalização global, via OMS, de seu nobre ofício de pirataria em prol da “saúde pública dos irmãos somalis” – ou aos burocratas determinar a extinção do vírus via decreto.

    A propósito, já que estamos tratando da luta de quem pouco ou nada produz (Estado, burocratas) contra quem produz (indivíduo ou o Atlas, vamos explicar logo adiante), a obra A Revolta de Atlas, da filósofa russo-americana Ayn Rand, merece saudações.

    Com uma narrativa com pitadas de ficção, romance e de personagens tolos e outros enigmáticos (Who is John Galt?), tudo meticulosamente arquitetado pela genialidade da autora, o livro explora um mundo infestado por repúblicas socialistas, capitaneadas por economias dirigidas, por filosofias coletivistas em prol do “bem estar social”.

    Nesse mundo sombrio regido por planejadores centrais, os trabalhadores, os pensadores, os inovadores e os criadores sustentavam o mundo em suas costas, assim como Atlas carregava o peso dos céus após o castigo eterno aplicado por Zeus, Deus do Olimpo da mitologia grega. Exceto nos EUA, nas demais nações se tornou social e legalmente “justificado” o Estado “praticar tudo em prol de todos”, com a mitigação total da propriedade privada e dos interesses e direitos individuais.

    Com a intervenção estatal cada vez mais agressiva, os interesses individuais sendo estrangulados, a burocracia e a corrupção reinando e a economia sangrando lentamente, tornou-se cada vez mais nítido um fato: os trabalhadores, os inovadores, os líderes empresariais e industriais, as grandes mentes das artes e das ciências começam a desaparecer, abandonando suas criações, negócios e nações. Resultado final? O colapso da liberdade provocou a extinção do indivíduo, da economia e, por fim, da sociedade.

    A realidade pode ser mais intrigante que a melhor das ficções. Em um mundo pós-pandemia, as nações e as sociedades que trilharem esse caminho poderão colher os mesmos frutos expostos em A Revolta de Atlas, de modo semelhante aos efeitos do Covid-19: a asfixia do indivíduo/Atlas e, consequentemente, do mundo, de dentro para fora.

    [1] Após uma fábrica promover a demissão de 1300 funcionários em 01/04/2020, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, proibiu, via decreto, as demissões “sem justa causa ou por conta de diminuição de trabalho e força maior”, durante os próximos 60 (sessenta) dias. Diante desse fato, “o que se vê”, diria Frédéric Bastiat, talvez seja um ato de bondade do presidente argentino para manutenção dos empregos. “O que não se vê”, por outro lado, é a seguinte lógica: o decreto presidencial revela que um burocrata (Presidente), que nada produz e que não assume os riscos por seus atos, pode utilizar o poder estatal para coagir quem produz e assume riscos (empresários, industriais, lojistas e semelhantes) para gerenciar seus negócios não com base em seus próprios interesses e na lei de mercado da oferta e da demanda, mas com base no “bem da coletividade”, para manter todos devidamente empregados, mesmo que isso não seja economicamente possível. Nada mais conveniente, não? Ao proibir as demissões, o Estado argentino estaria, consequentemente, proibindo o desemprego, solucionando um dos grandes dilemas sociais e econômicos da humanidade, via decreto.

    *Rodrigo Freitas

    sábado, 1 de agosto de 2020

    Pelo direito básico de respirar

    “Como uma pessoa pode ser forçada por qualquer empresa ou entidade governamental a usar uma máscara (que afeta o sistema respiratório) sem fazer um exame físico pedido por um médico licenciado que aprova tal ação?” – Peggy Hall, da The Healthy American

    A ciência diz que pessoas saudáveis ​​não devem usar máscaras

    Máscaras reduzem a entrada de oxigênio, levando à toxicidade do dióxido de carbono

    Os germes ficam presos perto da boca e nariz, aumentando o risco de infecção

    Usar uma máscara faz com que você toque seu rosto com mais frequência

    Não há evidências científicas que dão suporte ao uso de máscaras ​​por pessoas saudáveis

    Máscaras obscurecem suas características faciais e impedem a interação social normal

    Máscaras impedem a leitura labial por pessoas com deficiência auditiva

    MÁSCARAS NÃO IMPEDEM A DISSEMINAÇÃO DE VÍRUS

    Para todos mascarados (especialmente aqueles que acham que usar máscara na rua NÃO é estúpidez). Sei que estou prestes a estourar sua bolha de “doutorado no Google”, mas ai vai o que um agente certificado em segurança e saúde do trabalho tem à dizer:

    Então, sobre as máscaras…

    Eu tenho certificado da saúde trabalhista. Eu sei que alguns de vocês também têm. Eu realmente não sei por que a justiça trabalhista não interveio e parou este absurdo, mas eu quero falar sobre três coisas:

    • Máscaras N95 e máscaras com portas de expiração
    • Máscaras cirúrgicas
    • Máscaras de filtro ou tecido

    Ok, então, após uma inspeção mais aprofundada, a justiça de saúde e segurança do trabalho americana (OSHA) diz que algumas máscaras devem e outras não deve ser usadas em determinadas situações.

    Se você estiver trabalhando com fumos e produtos químicos em aerossol e der a seus funcionários as máscaras erradas e eles ficarem doentes, poderá ser processado.

    • Máscaras N95: são projetadas para ambientes CONTAMINADOS. Isso significa que quando você expira pelo N95, o design é projetado para você estar exalando para contaminação. A expiração das máscaras N95 é exalada para respirar sem filtragem. Elas não filtram o ar na saída. Elas não precisam.

    Conclusão: se você está no supermercado e o cara com Covid tem uma máscara N95, sua respiração com Covid não é filtrada, sendo exalada no supermercado (porque foi projetada para ambientes já contaminados, não está filtrando o ar na saída).

    • Máscara cirúrgica: essas máscaras foram projetadas e aprovadas para ambientes estéreis. A quantidade de partículas e contaminantes nos ambientes externo e interno estão entupindo essas máscaras muito, muito rapidamente. A umidade da respiração combinada com a máscara entupida a tornará “inútil”. Se você entrar em contato com o Covid e sua máscara o retiver, você se tornará um espalhador ambulante de vírus. Toda vez que você coloca sua máscara, está respirando os germes de TODOS OS LUGARES que você foi. Elas devem ser trocadas ou descartadas a cada “20 a 30 minutos em um ambiente não estéril”.
    • Máscaras de pano: eu nem acredito que estou precisando explicar isso, mas aqui vai. Hoje, três pessoas apontaram para suas máscaras enquanto passavam por mim entrando no mercado. Elas disseram “você tem que usar sua máscara, mano”, eu disse muito claramente “essas máscaras não funcionam, mano, na verdade elas te deixam mais doente”, elas desdenharam. Nesta altura do campeonato espero que todos já saibam que as máscaras de pano não filtram nada. Você está falando daquela máscara com a bandeira do Brasil que minha tia fez? Sim. Aquela com girassóis que parece tão fofa? Sim. A bandana, a camiseta cortada, o cachecol, todos eles NÃO oferecem FILTROS. Ao expirar, você está livrando seus pulmões de contaminantes e dióxido de carbono. As máscaras de pano no máximo obstruem a saída desse dióxido de carbono. Na verdade, prejudica sua saúde, em vez de protegê-la. A umidade capturada nessas máscaras pode tornar-se mofo durante a noite. Tosse seca, alergias aumentadas, dor de garganta são todos sintomas de um mofo na sua máscara.

    Resposta final:

    * A N95 sopra o vírus no ar por uma pessoa contaminada.
    * A máscara cirúrgica não foi projetada para o mundo exterior e não filtrará o vírus após a inalação. Sua filtragem funciona na expiração (como uma bolsa a vácuo, funciona apenas de uma maneira), mas provavelmente após 20 minutos, torna-se inútil fora de um AMBIENTE ESTÉRIL (correto, elas não funcionam em um bar, nem um pouco).

    * Máscaras de pano são piores do que nada. É o equivalente a usar uma cerca de arame para parar os mosquitos.

    Os políticos querem que continuemos usando máscaras. As máscaras não funcionam. Elas estão sendo usados ​​para fornecer falsa sensação de segurança e promover uma agenda específica. Pelo amor de Deus, pesquise o uso e o propósito projetados de cada máscara, aposto que você descobrirá que NENHUMA é usada no sentido da “defesa viral”.

    Eu sei, os fatos são chatos. Eles acrescentam uma chave de roda na pílula (aparentemente) perfeitinha que você estava engolindo de bom grado. Os fatos fazem com que você tenha que formar sua própria opinião, em vez de regurgitar a de outra pessoa, e eu sei o quão desconfortável isso faz com que muitos de vocês se sintam.

    Se a sua máscara lhe faz se sentir seguro, use-a. Apenas saiba que é uma falsa sensação de segurança e você não deve constranger ninguém para participar de tal estratagema.
    Se os políticos parassem de obrigar, ninguém continuaria fazendo esse absurdo. Não acredite em ideias nocivas para se sentir bem enquanto prejudica outros.

     

    Máscaras criam níveis perigosamente baixos de oxigênio – que podem levar a perda de consciência, complicações cardíacas e derrames – e aumentar o risco de contrair o vírus

    Máscaras são prejudiciais ao usuário. O COVID-19 mata causando hipóxia grave (baixos níveis de oxigênio no sangue). Ironicamente, o uso de máscaras também causa baixos níveis de oxigênio e hipóxia – porque as pessoas que usam máscaras respiram um pouco do ar expirado, diminuindo a quantidade de oxigênio que estão respirando e colocando-as em maior risco com a doença, caso a contraiam:

    O uso de máscaras traz uma série de ônus fisiológicos e psicológicos. Isso pode interferir no desempenho das tarefas e reduzir a eficiência do trabalho. Esses ônus podem até ser graves o suficiente para causar condições de risco de vida se não forem tratados.[1]

    De fato, quando a máscara N95 foi testada em uso em 2010, os “níveis de oxigênio no espaço-morto e dióxido de carbono não atendiam aos padrões de ambiente de trabalho da Administração de Saúde e Segurança Ocupacional”.

    Em um estudo realizado pelo Hospital Nacional da Universidade de Taiwan há quinze anos atrás – cuja data de conclusão significa que podemos ignorar com segurança a ideia de que o estudo estava tentando influenciar a opinião pública contra o uso de máscaras na crise do COVID 2020, visto que ele terminou uma década e meia antes da situação do COVID – verificou-se que o uso de máscaras N-95 em profissionais de saúde fazia com que apresentassem hipoxemia, baixo nível de oxigênio no sangue e hipercapnia, uma elevação nos níveis de dióxido de carbono no sangue.[2] A máscara não apenas criou níveis perigosamente baixos de oxigênio e um aumento igualmente perigoso do dióxido de carbono no corpo humano, como o estudo constatou:

    A equipe médica está em risco aumentado de contrair ‘síndrome respiratória aguda grave’ (SARS) [se] usar máscaras N95….

    Por fim, os autores do estudo descobriram ainda que “tonturas, dores de cabeça e falta de ar são comumente experimentados pela equipe médica usando máscaras N95” e que a “capacidade de tomar decisões corretas” também é provavelmente prejudicada.[3]

    Estudos mostram que dores de cabeça em profissionais médicos são comumente encontradas como resultado do uso de máscaras, o que é um sinal de hipóxia: pouco menos de 10% dos profissionais de saúde em um estudo experimentaram sintomas tão graves que foram forçados a tirar, em média, dois dias completos de licença médica de seus empregos na área da saúde, enquanto 60% desses profissionais “exigiram o uso de analgésicos abortivos por causa da dor de cabeça”.[4]

    Um estudo mais recente, envolvendo 159 profissionais de saúde com idades entre 21 e 35 anos, descobriu que 81% desenvolveram dores de cabeça por usar uma máscara facial – que é um sinal de níveis perigosamente baixos de oxigenação – e TODOS os profissionais de saúde sentiram que as dores de cabeça afetavam seu desempenho no trabalho.[5] Constatou-se que as mulheres grávidas que usavam máscaras N-95 apresentavam dificuldades respiratórias associadas ao uso da máscara.[6]

    De acordo com um neurocirurgião notável:

    “Sabe-se que a máscara N95, se usada por horas, pode reduzir a oxigenação do sangue em até 20%”, o que, por sua vez, “pode levar a uma perda de consciência, como aconteceu com o infeliz companheiro que dirigia sozinho no carro, usando uma máscara N95, fazendo-o desmaiar, bater o carro e sofrer ferimentos. Tenho certeza que temos vários casos de idosos ou de qualquer pessoa com má função pulmonar desmaiando, batendo a cabeça. Isso, é claro, pode levar até a morte.”[7]

    Embora todos os estudos revisados ​​mostrem que a máscara N95 pode causar hipóxia significativa (muito pouco oxigênio) e hipercapnia (quantidades perigosas de dióxido de carbono), outro estudo – não das máscaras N95 –, mas das máscaras cirúrgicas simples, também encontrou reduções significativas no oxigênio no sangue. Neste estudo, os pesquisadores examinaram os níveis de oxigênio no sangue em 53 cirurgiões. Eles mediram a oxigenação sanguínea antes da cirurgia e no final das cirurgias. Os pesquisadores descobriram que a máscara reduzia significativamente os níveis de oxigênio no sangue. Quanto maior a duração do uso da máscara, maior a queda nos níveis de oxigênio no sangue.[8]

    Pior ainda, a imunidade do usuário da máscara – e sua capacidade subsequente de combater o COVID-19 ou qualquer outra infecção prejudicial – é realmente prejudicada pelo uso de uma máscara. A saber: a queda nos níveis de oxigênio (hipóxia) observada nos inúmeros estudos acima está diretamente associada a uma diminuição da imunidade. Em termos de efeitos biológicos, o que os estudos demonstraram é que a taxa reduzida de oxigênio (hipóxia) inibe a produção do tipo de células imunes primárias que nosso corpo usa para combater infecções virais (conhecidas como linfócitos CD4+ T). Em termos funcionais, o que acontece dentro de nossos corpos é que a diminuição do oxigênio causa um aumento no nível de um composto chamado fator induzível por hipóxia-1 (HIF-1). Uma vez que esse composto aumenta, por sua vez, inibe a produção de linfócitos T de que precisamos para que nosso corpo lute contra invasores e infecções. Pior ainda, a falta de oxigênio estimula um poderoso inibidor do sistema imunológico (uma célula chamada Tregs), que por sua vez deixa o corpo maduro para contrair uma infecção por COVID-19 e experimentar a doença com mais severidade: isso define o cenário para a contração de qualquer infecção, incluindo COVID-19, e tornando as consequências dessa infecção muito mais graves. Em essência, sua máscara pode muito bem colocá-lo em um risco maior de infecções e, em caso afirmativo, com um resultado muito pior.[9]

    Além disso, as pessoas com câncer, especialmente se o câncer se espalhar, correm um risco maior de hipóxia – à medida que as células cancerígenas crescem melhor em um ambiente corporal com pouco oxigênio. O baixo oxigênio também promove a inflamação sistêmica que, por sua vez, promove “o crescimento, invasão e disseminação de cânceres”.[10]

    Episódios repetidos de baixo oxigênio – conhecidos como hipóxia intermitente – também “causam aterosclerose” e, portanto, aumentam “todos os problemas cardiovasculares”, como ataques cardíacos, além de problemas cerebrais adversos como derrame.[11]

    Talvez ainda pior do que tudo o que foi exposto acima é o fato de que descobertas recentes mostram que, em alguns casos, o vírus pode entrar no cérebro.[12] De acordo com aqueles que praticam neurocirurgia, na maioria dos casos em que o vírus entra no cérebro, ele o faz por meio dos nervos olfativos – e consequentemente – usando uma máscara “os vírus exalados não serão capazes de escapar e se concentrarão nas passagens nasais, entrará nos nervos olfativos e viajará para o cérebro”.[13]

    Simplificando: usar uma máscara na verdade aumenta sua suscetibilidade à infecção – particularmente uma infecção que atinge os pulmões – e coloca você na direção de resultados muito piores, caso a re-respiração da carga viral faça o vírus invadir o cérebro pelas vias olfativas.

    O fato de o uso de máscaras apresentar um risco grave de dano ao usuário deve, sozinho, exigir que os cidadãos não as usem, principalmente porque esses cidadãos não estão doentes e não fizeram nada de errado que justificasse uma violação de seus direitos constitucionais e autonomia corporal. Uma conclusão destacada por estudos recentes do CDC e da Organização Mundial de Saúde comprovam que o uso de máscaras é completamente ineficaz no controle da propagação do vírus: A saber, e de maneira bastante surpreendente, o CDC divulgou na semana passada em seu site revisão de todos os estudos – em todo o mundo – que analisaram a eficácia do uso de máscara facial como medida preventiva para controlar a disseminação de doenças respiratórias altamente infecciosas, como o COVID. A metodologia do CDC envolveu a pesquisa em quatro bancos de dados diferentes – Medline, PubMed, EMBASE e CENTRAL – e a revisão de todos os ensaios clínicos randomizados e controlados sobre o uso de máscaras, de todos os países do mundo.