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sexta-feira, 11 de março de 2016

A BATALHA AUTOFÁGICA DA ESQUERDA BRASILEIRA



Por Prof. Marlon Adami

O país não observou o estrago que a esquerda politica promoveu ao longo dos últimos 30 anos. Primeiro, o povo  ficou inebriado com o porre de liberdade que recebeu quando o ultimo presidente eleito do contragolpe de 64, João Figueiredo promoveu a abertura politica e todos os guerrilheiros fugitivos e ativistas da esquerda retornaram com mais força aplicando o discurso de liberdade, diretas já, abaixo a ditadura...que não houve.
Nesse momento começa o processo revisionista, a revanche intelectual da esquerda sobre aqueles que defenderam o país da segunda tentativa de tomada do poder para instalar a república socialista do Brasil.
Segundo, a esquerda na ansiedade de promover o seu projeto de poder, desmanchou a estrutura vigente e iniciou uma reformatação do Estado para assim poder implementar sua maneira de governar, inchando a maquina estatal, aparelhando o Estado e principalmente dois fatores primordiais, o afastamento dos militares dos assuntos políticos e a própria sociedade que ficou a partir do primeiro governo da Nova república de José Sarney, expert em assuntos econômicos.
Mas e os assuntos políticos? Exclusividade da classe politica esquerdista que estava só, dividida em varias corrente através de inúmeros partidos políticos brigando entre si para chegar ao poder.
O país passou por varias crises no inicio da Nova Republica tanto de âmbito politico quanto econômico, foram oito anos de total estagnação do país e a esquerda já mostrando à que tinha retornado, pois nesse momento a historia brasileira se depara com a primeira possibilidade de impeachment de um presidente eleito e por corrupção, onde não teve andamento pois o presidente da época, Fernando Collor de Melo renunciou antes da abertura do processo.
A esquerda era puxada pela locomotiva do PMDB, maior partido e continuidade do partido de oposição durante o bipartidarismo, o MDB, mas após a eleição de 85, foi instalado o pluripartidarismo... PDT de Brizola, PT de Lula, PSB de Miguel Arraes, PCB de Roberto Freire são alguns dos principais partidos dessa primeira fase da nova republica tomada pela esquerda.
Eis que nessa fragmentação da esquerda, surge uma dissidência do PMDB que se aproxima fortemente do poder, na ocasião, o presidente Itamar Franco com seu ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, do jovem partido PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira.
Através do plano real a sociedade brasileira deixa de pensar e consumir a liberdade romântica propagada no inicio da Nova República e passa a cuidar e se preocupar com economia, inflação, moeda e a politica cada vez mais distante das conversas.
As crises perduraram durante o final do mandato de Itamar Franco e nos dois mandatos de FHC, sempre muito bem justificadas e paralelamente a sociedade brasileira recebia de forma sutil as transformações comandadas pela social democracia.
Mudanças no ensino, agendas internacionais que mexeram fortemente com a moral e a ética da sociedade e uma jovem constituição sem regulamentações sendo atropelada por estatutos, tratados internacionais entre outros artifícios.
Com o PT e Lula a tomada de poder foi agressiva, institucionalizando a corrupção, aparelhando e formatando a sociedade pautada na ligação com sindicatos ou movimentos sociais. Governo para todos? Não, apenas para militantes e quem compactua com o projeto de poder.
O pacto da bipolaridade da esquerda pura com a social democracia é quebrado quando no término do segundo mandato de Lula não ocorre o retorno da social democracia ao poder
Pois bem, a partir de 2011, já se vão 5 anos onde a maquina corruptiva que antes era sutil e discreta se escancarou para a opinião pública e onde a ganancia, a pressa de dominar e instalar o socialismo do século XXI no Brasil foi interceptado por um destemido e vocacionado magistrado que através da legalidade judiciaria vem desmanchando a imagem e a estrutura criminosa do partidão que tem como referencia um semideus honesto demais e uma mãezona que nada sabe e quem nem se expressar com coerência consegue.
O partidão não criou novos líderes em seus quadros e na mal fadada experiência de utilizar algumas promessas da militância (Haddad, Padilha, Pepe Vargas, por exemplo) em postos chave se viu limitado aos velhos caciques que se revezam de cadeiras por falta de opção em seus quadros.
Os descontentes, os não contaminados na sua totalidade pelas agendas subversivas implementadas pela esquerda a partir do Socialista Fabiano FHC, tenta de todas as formas  desenvolver medidas populares de combate ao socialismo, mas infelizmente, pensam, praticam e não tem nem trejeitos de um cidadão autônomo na sua opinião e postura cidadã no cenário politico.
A promoção de passeatas circenses pré-agendadas e convocadas como se fossem um evento social sem fundamento e com um público ciente e preparado, já se esgotou e não deu resultados efetivos, a não ser criar pseudo lideranças oportunistas que desinformam e se utilizam da ignorância popular frente ao quadro que vivenciamos.
Nos últimos dois anos nada que possa ter atingido o poder socialista foi provocado pela ação popular, mas felizmente por ações pontuais e isoladas de poucos servidores públicos idsentos e com a seriedade e a ética intactas.
As inúmeras bandeiras e ações praticadas ao longo dos últimos dois anos pelo povo deixou explicito sua ignorância e desconhecimento de enfrentamento e de como lidar contra um inimigo que atua e desenvolve seu projeto dentro do país há 80 anos.
Pessimismo? Não, realismo. Continuaremos assistindo o espetáculo teatral de destruição do petismo que já deu sua contribuição para a revolução e dessa autofagia promovida entra a classe politica esquerdista surgirá o novo substituto também esquerdista para assumir o comando da revolução talvez iludindo o povo com medidas diferentes das costumeiras até o momento, mas que objetiva o socialismo assim como todos os demais sejam apoiadores ou opositores.