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sábado, 21 de maio de 2016

ACAMPAMENTO IDEAL

Em todo acampamento que se preze, até o detalhe mais insignificante para a pessoa corrente é de grande importância para aquele que acampa. Um acampamento deve ser realizado ao ar livre e preferencialmente no monte. Deve-se passar necessariamente uma noite no mínimo, em tendas ou barracas, com ordem rigorosa.
Durante a história da Europa, podemos nomear duas organizações completamente distantes do Nacional Socialismo, que estiveram em torno da vida de acampamento, podendo ser tomadas como de melhor organização e resultados no que diz respeito aos seus objetivos particulares.
O primeiro, cronologicamente falando, seriam os acampamentos dos romanos. Estas fortificações tanto em tempo de paz como de guerra e em qualquer estação do ano, eram, na sua época, um impressionante avanço tecnológico e certamente militar. A disciplina do exército, a preparação e o adestramento de suas legiões eram surpreendentes. A energia inesgotável destes soldados se demonstrava na construção de acampamentos eventuais, que depois de longas marchas de mais de 30 quilômetros, levantavam-se somente para passar a noite e logo os destruíam.
O segundo que poderíamos nomear é o movimento “Boy Scouts”. Alguns poderão rir ao ler isto, mas eu gostaria de fazer compreender a que grau de importância ele se elevou para alguns jovens. Em 1857, nasce o criador do “escotismo”, Baden Powell. Este londrinense havia combatido em várias campanhas na África e deixou-a com a fama de coordenador e herói militar, regressando à Inglaterra, onde seu livro “Aids to Scouting” (Ajudas para o escotismo) estava tendo um grande sucesso – chegando, inclusive, a ser usado nas escolas. Pensou que todos seus conhecimentos em matéria de campo e de sobrevivência deveriam ser difundidos e se aplicou em uma publicação quinzenal chamada “Escotismo para jovens” (1908), onde expôs as bases do perfeito aventureiro. Os ideais que difundia “O Grande chefe” eram aqueles que os jovens de hoje já perderam: natureza, ecologismo, esportes, iniciativa, cavalheirismo, perdão, religiosidade, limpeza, sobrevivência e algo mais importante, que trouxe a alguns círculos o título de “fascista”: patriotismo. Este último item dizia que devia ser nossa razão de ser; deveria nos motivar a levantarmo-nos pelas manhãs e ajudar nossos semelhantes pela melhora da pátria. Tudo o que apontou Baden Powell foi realizado por ele nos acampamentos juvenis.
No III Reich, destacar-se-iam os acampamentos da Hitlerjugend, chegando a agrupar quase 9 milhões de jovens. Não se pode duvidar que estes foram os que impulsionaram a Nova Alemanha. Dentro das Hitlerjugend, a formação tinha como base uma instrução de concepção sócio-econômica e o exercício físico diário, sendo o acampamento um ponto muito importante para estes agrupamentos. Os benefícios que se obtiveram referente à influência nestes jovens – moços e moças – a favor do bem comum, fizeram com que a “delinquência juvenil” praticamente inexistisse, convertendo-se em boas relações que existiam entre as famílias dos membros. Nem as escolas, nem as empresas, nas quais os adolescentes ingressavam, livraram-se de um maior rendimento e resultados positivos. Quando em 1945 se estava perdendo a guerra e Berlim sofria o ataque inimigo, os jovens da Hitlerjugend se mantiveram firmes na defesa da capital. Relembrando assim o lema de honradez, sendo capazes de se defender; o que foi, na verdade, uma visão firme em todo o momento destas formações. Inclusive quando tudo estava perdido e o exército se havia rendido, eles seguiam fielmente em primeira linha.
Também o Serviço do Trabalho Alemão organizava acampamentos – constituídos de outro modo – mas com a finalidade de contribuir com a Nova Ordem Social, como eles sabiam bem, fazendo-o com esforço incansável e uma fé inquebrantável de suas almas ardentes. Cito alguns fragmentos do livro “Um americano vê a Nova Alemanha”, aproveitando a neutralidade do escritor, para ver, por exemplo, o puro socialismo que se respirava entre aqueles moços que cediam seus postos de trabalho remunerados a pessoas necessitadas: “Eles haviam deixado seu posto de trabalho em impressoras a homens casados ou desempregados. Faziam este sacrifício voluntariamente, pelo interesse do bem comum”. De modo semelhante, é importante ressaltar a satisfação que sentiam pelo trabalho bem realizado em favor de sua pátria e o júbilo com ele, que se tomava nas jornadas: “O espírito de satisfação e contentamento acerca do trabalho realizado e o cumprimento dos deveres do serviço de trabalho é sim um sentido de alegria e felicidade geral, expresso em si mesmo nestes cantos”. Podemos dizer claramente que o Serviço de Trabalho foi triunfante e um adianto para a Alemanha e para a formação espiritual de seus membros.
Sabemos as carências da juventude atual, sem valores nem metas, preocupada em sair às discotecas aos fins de semana e possuir um calçado de marca. Por isso, acreditamos que devemos recuperar a importância do camping e dos acampamentos. O objetivo principal tem de estar próximo da natureza, distante da “civilização”, da comodidade que não nos é necessária, para divertir-se em um ambiente completamente puro. Quando estou propondo este distanciamento, não me refiro a outra coisa senão abandonar esses cemitérios que formigam, que são as cidades, com telhados ruidosos e cheios de fumaça. Frente a esta máquina mutiladora de espíritos livres, a montanha majestosa ou a tranquila planície.
Desfrutar de semanas de acampamentos é gozar das maiores belezas que Deus pôde nos ter dado. Algo que não se pode obter entre muros e partições. É dura e rigorosa a estância em um acampamento, mas todo adolescente necessita de cuidados e direção para conduzir a bem perto seu desenvolvimento individual e assim criar jovens ativos que serão os homens do amanhã. O conjunto também é um ponto a destacar, o grupo perante qualquer dificuldade emula a uma cadeia inquebrantável, unida por correntes perfeitamente firmes e forjadas na maior camaradagem que sobrevive e supera a qualquer inconveniente.
Poucas pessoas são capazes de aprender isto tudo, no conforto da civilização. E quando tratam de se deslocar a espaços naturais, veem-se incapacitados. Tudo isto é preocupante. Mas o mais preocupante é não saber quando chegará o momento e a necessidade de que nosso povo tenha de recorrer a sua juventude. Esta resposta é afirmativa, que entra em ação poderosa, sacrificando suas vidas se é necessário em uma luta brutal, tal qual aqueles valentes de 1945.
M. Beramedi