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    quarta-feira, 15 de maio de 2019

    O harém de Filip Müller

    “Repentinamente algumas moças nuas me cercaram, todas na flor da idade. Elas pararam algum tempo diante de mim, sem pronunciar uma só palavra, e me admiravam…”
    S. E. Castan – Acredite se puder III
    Dentro da considerada mais importante obra sobre o holocausto judeu, de Raul Hilberg, voltamos aos depoimentos daquele que ele considera sua testemunha favorita, FILIP MÜLLER, já citado em outros artigos sobre o assunto.
    Baseado no próprio livro de Filip, “Sonderbehandlung” (Tratamento Especial), à p. 207 e 217, Hilberg divulgou o seguinte depoimento, referindo-se ao verão de 1944, quando teriam chegado em Birkenau vários transportes ferroviários húngaros, dando muito trabalho ao seu grupo de trabalho especial…:
    “As duas valas que haviam sido cavadas, tinham o comprimento de 40 a 50 metros, uma largura em torno de 8 m e uma profundidade de 2 m. A grande obra de extermínio (sic) porém ainda estava longe de ficar pronta… Após completada, as atenções voltaram-se para os detalhes, que estavam a cargo do Hauptscharführer Otto Moll, cujo cérebro possuía um grande poder inventivo, uma autêntica fantasia de extermínio…
    Junto com seu auxiliar Eckart (Filip nunca esquece os nomes), o engenheiro da morte desceu numa das valas, para marcar uma faixa de 25 a 30 cm de largura, que percorria a parte central da mesma em todo o comprimento, e que deveria ser escavada e nivelada para receber a gordura dos cadáveres por ocasião de suas incinerações… Essas escavações deviam ser feitas de tal forma que a gordura escorresse do centro da vala para as duas extremidades, onde a mesma facilmente pudesse ser retirada com recipientes especiais…
    Em virtude do monte de cadáveres, à medida que queimavam, se compactar cada vez mais, chegava o momento de não mais receber ar de fora da vala, obrigando-nos, na função de foguistas, para manter a vala permanentemente ativa, a usar óleo, metanol e gordura dos cadáveres que escorria para os estreitos canais escavados e que se acumulavam em abundância, por declive, nas duas extremidades da vala. Com longas barras de ferro redondo, com pequena dobra do tipo de bengala nas pontas, a gordura, ainda fervendo (sic), era retirada em baldes, que pegávamos com luvas”.
    Esse depoimento consta a p.1046, da obra de Hilberg. Observem que a gordura é a primeira coisa que queima numa incineração, e inflamaria com a primeira fagulha. Existe ainda o problema do terreno pantanoso de Auschwitz e de Birkenau, que tem água com um metro de profundidade. Desconsideramos também o citado emprego de óleo combustível e metanol em cremações, artigos que faltavam até para movimentar a máquina de guerra alemã. Fotos aéreas, da mesma época, tomadas pelos aviões aliados e interpretados por especialistas, como John Ball, não mostram uma única vala com fogueira ou fumaça…
    Sobre o Hauptscharführer Moll, o Filip à p.228, ainda faz as seguintes observações:
    “Uma diversão para Moll era proporcionada pelo nado de sapos. Volta e meia, quando estava disposto, nos pequenos lagos junto ao crematório IV ou junto ao Abrigo V, ele empurrava as previamente escolhidas vítimas (sapos) na água e as deixava nadar, sob permanente coaxar, impedindo-as de saír até que perdiam suas forças e completamente extenuadas se afogavam!…” (Müller p.228).
    Sem indicar o motivo, Filip Müller, num determinado dia resolveu suicidar-se (sic), e juntou-se aos prisioneiros destinados à morte, dentro da câmara de gàs… sem citar quem permitiu sua entrada. Escreveu, conforme p.179:
    “Repentinamente algumas moças nuas me cercaram, todas na flôr da idade. Elas pararam algum tempo diante de mim, sem pronunciar uma só palavra, e me admiravam; eu estava mergulhado em pensamentos. Finalmente uma das moças pôs a mão no coração e falou para mim: nós ficamos sabendo que tu queres morrer conosco. Tua determinação talvez seja compreensível, mas é desnecessária, pois não ajuda ninguém … Antes que pudesse responder, as demais moças me dominaram. Pegaram minhas pernas e braços, e apesar da minha resistência, me arrastaram até a porta da câmara. Lá me soltaram e com as mãos e com os pés, com todas as fôrças, me empurraram para fora. Eu parei defronte os homens da SS que lá estavam parados”.
    Sim, esse é Filip Müller, testemunha mais querida de Hilberg, (pois o citou nada menos de 20 vezes), na mais importante obra sobre o holocausto judeu: “The Destruction of the European Jews”.
    Tenho uma opinião muito clara a respeito desse assunto. Sem apresentar em mais de 50 anos, ou reproduzir ao menos uma das armas do crime (câmaras de gás) e mostrar seu funcionamento, continuamos diante da maior mentira e expoliação de todos os tempos.
    Os exploradores de cenas de infelizes cadáveres mortos por epidemias e fome, no final do conflito, procuram e encontram sempre um motivo para exibí-las. Agora, no domingo dia 11/2/2001, o motivo foi a IBM, cujas máquinas Hollerith teriam fornecido, aos incompetentes nazistas, as fichas completas de todos os judeus europeus… É o desespero chegando!
    Quanto aos depoimentos: ACREDITE SE PUDER…

    Desejos não são direitos

    Apenas observe o cenário ao seu redor: há uma lista, em contínua expansão, de coisas a que as pessoas afirmam ter o "direito" de receber "gratuitamente". Vai desde saúde, educação e transporte até estabilidade no emprego, aposentadorias nababescas, lazer, cultura e cirurgias de mudança de sexo.

    No entanto, quando se considera o assunto seriamente, simplesmente não há nenhuma base lógica e racional para tais demandas. Há apenas desejos e vontades, em ampla escala, por bens e serviços — algo que supostamente implica a necessidade de que eles se tornem um direito.

    A partir daí, é apenas um passo para que grupos de interesse façam pressão e lobby sobre o governo, e recorram a tentativas legislativas ou judiciais para criar tais direitos — os quais serão, em seguida, promovidos como melhorias sociais.

    Mas isso apenas leva a novas perguntas.

    Pode um desejo automaticamente virar um direito? Um direito é a mesma coisa que um desejo? Por quê? Por que não?

    Se eu sofri uma falência renal e preciso de um rim, teria eu o direito de pegar o seu? Se preciso urgentemente de um tratamento médico, posso obrigar outra pessoa a custeá-lo? Posso obrigar um médico a me tratar gratuitamente? Qual a diferença entre estes dois cenários?

    Seria um direito algo que pode (ou deve) ser concedido (ou negado) pelo voto da maioria?

    Em sua opinião, a Constituição, uma Medida Provisória ou uma lei do Congresso criam direitos, ou será que tais instrumentos simplesmente reconhecem direitos que as pessoas inerentemente possuem pelo fato de serem humanas?

    Se você fizer estas mesmas perguntas ao cidadão comum, esteja certo de que irá ouvir uma pletora de respostas diferentes e conflitantes.

    Este breve ensaio não irá fornecer respostas detalhadas para todas as perguntas. Tampouco irá fazer todas as perguntas relevantes. Seu propósito é mais limitado que isso. Se ele ao menos levar o leitor a pensar um pouco mais detidamente sobre a questão, o objetivo já terá sido alcançado.

    Uma definição prática

    Para um direito ser genuinamente válido é necessário que todos nós, como seres humanos, tenhamos a capacidade de usufruir esse mesmo direito, ao mesmo tempo e da mesma maneira.

    A obviedade dessa afirmação vem do fato de que, para algo ser realmente um direito, todos os outros seres humanos devem logicamente ter esse mesmo direito. Não pode haver nenhum conflito ou contradição lógica. Um indivíduo não pode, sem cair em contradição, alegar que possui um direito e, ao mesmo tempo, negar esse direito para terceiros. Fazer isso seria o equivalente a admitir que esse direito não é realmente um direito, mas sim um privilégio.

    Por isso, tem de ser possível que todos os indivíduos possam usufruir esse suposto direito simultaneamente, sem nenhuma contradição lógica. Se, quando eu exerço um direito que alego possuir, estou fazendo com que seja impossível outra pessoa exercer esse mesmo direito ao mesmo tempo, então minha ação implica que este suposto direito é exclusividade minha. Minha ação implica que tal direito é apenas meu, e não de outra pessoa. O que é um direito para mim é uma obrigação de terceiros. Ou seja, não é direito, mas sim privilégio.

    Exemplo básico. Se eu alego ter o direito de receber serviços de saúde gratuitos, então, na prática, estou dizendo que outra pessoa tem o dever de me fornecer estes serviços — ou, de modo mais realista, estou dizendo que outra pessoa tem o dever de pagar para que eu receba estes serviços.

    Ou seja, outro indivíduo tem de ter sua renda (propriedade) confiscada para custear meus serviços médicos.

    Obviamente, esta outra pessoa, a partir deste momento, não mais tem o mesmo direito que eu tenho. Meu direito é receber serviços gratuitos; o "direito" dela é me financiar estes serviços. Meu direito criou um dever para essa pessoa: ela agora é obrigada a efetuar uma ação que ela não necessariamente queria efetuar. Embora nós dois sejamos igualmente humanos, a liberdade de escolha desta pessoa foi subordinada à minha liberdade de escolha. Aquele direito que concedi a mim (saúde gratuita) está sendo negado a esta outra pessoa, pois ela, ao ficar com o fardo de pagar pela minha saúde, perdeu seu "direito" à saúde gratuita.

    Para que eu adquirisse um direito, essa pessoa teve de arcar com uma obrigação. Pior ainda: ela teve sua propriedade espoliada, o que seria uma flagrante agressão ao seu direito de propriedade.

    A seguir, apresento duas listas. A primeira relaciona os itens aos quais pessoalmente acredito que você tem o direito. A segunda é uma lista de coisas às quais pessoalmente creio que você não tem o direito (e prontamente concedo a você todo o direito de discordar de mim).

    Coisas a que você tem direito:

    1. não ter a sua vida retirada de você (a menos que você tente retirar a vida de outro sem justificativa ou motivo de legítima defesa);

    2. pensar o que quiser;

    3. falar o que quiser (o que nada mais é do que a expressão verbal ou escrita do item #2) desde que faça isso utilizando seus próprios meios.

    4. manter a propriedade material daquilo que você construiu por conta própria, daquilo que ganhou de presente, e daquilo que adquiriu via transação pacífica e voluntária.

    5. empreender e ganhar a vida fazendo aquilo que quiser, desde que não agrida a vida e a propriedade de terceiros (que é uma consequência do item #4).

    6. criar e educar seus filhos como quiser.

    7. viver em paz e com liberdade, desde que não ameace a paz e a liberdade de terceiros.

    Coisas a que você não tem direito:

    1. internet de banda larga e alta velocidade;

    2. cheeseburgers, vinhos ou um iPhone;

    3. a casa, o carro, o iate, o jatinho, a renda, o salário, a empresa ou a conta bancária de outra pessoa;

    4. viver à custa do trabalho de terceiros com os quais você não fez um acordo voluntário (você não tem o direito de escravizar ninguém ou mesmo de confiscar uma parte dos ganhos de outras pessoas);

    5. obrigar um curandeiro, um renomado cirurgião, ou qualquer profissional entre esses dois extremos a tratar de você;

    6. escolas, faculdades, métodos contraceptivos, colonoscopias ou estádios financiados via impostos (ou seja, com dinheiro coercitivamente confiscado de terceiros);

    7. qualquer bem que não seja seu, por mais que você realmente queira e acredite ter o direito de possuir;

    8. estipular como outras pessoas devem educar seus filhos (principalmente obrigá-las a colocá-los em escolas);

    9. qualquer bem ou serviço gratuito — a menos, é claro, que o proprietário legítimo delas opte por distribuí-las livremente;
    10. qualquer coisa que algum político tenha prometido dizendo que você tem o direito a ela (moradia, transporte, lazer, cultura, felicidade, beleza etc.).

    Sim, há algumas zonas cinzentas. Por exemplo, embora eu creia que você tem o direito de criar e educar seus filhos como quiser, maus tratos, abusos e negligência não são defensáveis. No entanto, vamos manter o foco no nos princípios essenciais.

    Direitos positivos versus direitos negativos

    Veja a lista novamente, com cuidado. Qual é a diferença essencial entre a natureza da primeira lista e a natureza da segunda lista?

    Acertou. Na primeira lista, nada é exigido de terceiros, exceto que eles deixem você em paz. Nada é confiscado, nada é expropriado e nenhuma ação positiva é imposta. A liberdade, a propriedade e a vida das outras pessoas seguem intactas. Nenhum passivo foi criado.

    Já na segunda lista, no entanto, para que você tenha o direito a algo, outras pessoas têm de ser obrigadas a fornecer esse algo para você. A liberdade, a propriedade e até mesmo a vida de terceiros foram negativamente afetadas. Trata-se de uma diferença monumental.

    A primeira lista abrange os "direitos naturais", que também são chamados de "direitos negativos". Eles são naturais porque são inerentes à natureza humana; são direitos que todos nós como seres humanos usufruímos pela simples virtude de sermos humanos. Eles derivam de nossa essencial natureza de sermos indivíduos singulares e sensatos. E são negativos porque não impõem obrigações a terceiros, exceto um compromisso de não agredir. De novo: a única imposição que tais direitos impingem a terceiros é a de não efetuar uma determinada ação.

    Já os itens na segunda lista são chamados de "direitos positivos" porque outras pessoas devem fornecê-los a você ou serem coagidas a fazê-lo caso se neguem. Ou seja, tais direitos necessariamente impõem a terceiros a obrigação de efetuar ações positivas.

    Ao passo que o direito negativo simplesmente impõe a terceiros o dever de não iniciar coerção contra inocentes — seja na forma de violência bruta, seja na forma furtiva obrigá-lo a pagar por bens e serviços que serão ofertados a terceiros —, o direito positivo tem como consequência exatamente a agressão contra terceiros inocentes.

    Adicionalmente, os direitos naturais ou negativos são irrefutáveis: eles não podem ser negados, pois, se isso ocorrer, a pessoa que os nega estará caindo em contradição, pois estará negando sua própria condição de ser humano. 

    Conclusão

    Embora eu acredite que nem você nem eu temos o direito a nenhuma daquelas coisas disparatadas na segunda lista, devo acrescentar que nós certamente temos o direito de criá-las, de buscá-las, de recebê-las como presente de benfeitores voluntários, ou de obtê-las via transações comerciais. Apenas não temos o direito de obrigar terceiros a nos fornecê-las.

    Se qualquer um de nós tivesse esse direito de tomar essas coisas de terceiros, então por que outras pessoas também não teriam o mesmo direito de tomá-las de nós?

    A existência de "direitos negativos" significa simplesmente que ninguém pode escravizar, coagir ou despojar terceiros de sua propriedade. Acima de tudo, significa que cada um de nós pode oferecer resistência a tais condutas quando outros incorrerem nelas.

    No mais, querer ter acesso a bens e serviços sem ter desempenhado nada a ninguém significa simplesmente querer escravizar terceiros. Se não fosse por este corrompido encanto de que é possível ter algo em troca de nada, as pessoas há muito já teriam rejeitado a ideia de que desejos implicam direitos.

    Porém, se a atual tendência desta noção de que desejos são direitos não for revertida, nossa cobiça pela propriedade alheia seguirá nos corrompendo de maneira cada vez mais profunda. As consequências podem ser nefastas. Na mais benevolente das hipóteses, estaremos criando uma sociedade mimada que muito exige e pouco produz.
    Lawrence W. Reed

    sexta-feira, 10 de maio de 2019

    “Bilderberg nunca teve tanto poder em Portugal”

    Há muito que Frederico Duarte Carvalho se interessa pelo Grupo Bilderberg e como este influencia a política e a economia no mundo. Anos de interesse resultaram finalmente no livro “O Governo Bilderberg – Do Estado Novo aos nossos dias”, sobre um grupo a que chama os “senhores do mundo”, alertando que “nunca teve tanto poder em Portugal”. “A maior prova disso tudo é quem está hoje a liderar Portugal, a oposição e a Presidência da República: são tudo pessoas escolhidas por Balsemão”, disse Duarte Carvalho, apontando o dono da Impresa como o homem forte de Bilderberg em Portugal.
    De que forma a história de Portugal se entrelaça com a do Grupo Bilderberg?
    Este pequeno país consegue ser importante para os senhores do mundo. A partir da ii Guerra Mundial, o mais importante para o grupo era a união europeia, a unificação política e económica da Europa, e para isso era necessária a unificação da Alemanha, criarem-se as condições para que não parecesse uma vitória nem de um lado nem do outro [da Guerra Fria], e começou-se de fora para dentro, ou seja, pelos países do sul e à volta da Alemanha para que isso se tornasse uma inevitabilidade política. Portugal e Espanha nunca podiam entrar [no plano] se fossem ditaduras e, portanto, o Grupo Bilderberg procurou desde o início controlar a História. E Portugal, como potência colonial, era muito apetecível e tinha sido membro fundador da NATO, apesar de ser uma ditadura. Bilderberg é o braço político da NATO.
    Quais foram os principais momentos dessas intervenções?
    Durante o período de Salazar, Bilderberg esteve mais ou menos controlado. Não há grandes momentos, é um bocado linear, é um percurso. Mas há momentos decisivos, como quando convidam o ministro [dos Negócios Estrangeiros de Salazar] Franco Nogueira, em 1967, e ele traz um documento de Cambridge sobre o futuro da NATO onde é dito o que se está a passar hoje: com o fim da URSS, atrair os países satélites para o seio da NATO. Quando falo do grupo, não estou a falar de um senhor que controla com um computador o que se passa: há uma conjugação de interesses que ocorrem de forma natural, orgânica e harmoniosa. Depois, quando Vítor Constâncio vai [à reunião], em 1978, é a primeira vez que Bilderberg sai da alçada dos negócios estrangeiros e entra finalmente no campo da economia. E, por fim, quando Balsemão se torna, em 1981, convidado e acaba membro permanente até 2015.
    Qual a importância de Portugal depois da adesão à CEE?
    Entrámos na CEE em 1986 e três anos depois cai o Muro de Berlim. O grande objetivo político é alcançado e é preciso tratar da construção económica com a moeda única. Portugal acaba por ser muito importante – ao darmos o passo para a moeda única, estamos a mostrar que até um pequeno país do sul da Europa pode ter a mesma moeda que a Alemanha; simbolicamente, fomos muito importantes –, mas sobretudo pela criação de políticos que podem ser usados quando a Europa está complicada. Portugal, país pequeno e simpático, é sempre uma pequena reserva. Quando os outros não se entendem, um político português pode sempre funcionar muito bem, como Barroso e António Guterres.
    No livro refere o anticomunismo do grupo e deixa no ar a ideia de o caso Casa Pia ter sido contra Ferro Rodrigues.
    Quem diz isso é Daniel Estulin. Limito--me a constatar um encontro entre Durão Barroso e Ferro Rodrigues em Paris, dias antes de Paulo Pedroso ser detido. Balsemão era primeiro-ministro em 1982, quando o caso Casa Pia começou, e Teresa Costa Macedo tinha os relatórios, isso são factos. Estulin faz a ligação e diz que muitas vezes são usadas acusações de pedofilia para controlar políticos. Para mim, é uma coisa de Bilderberg ou feita por elementos do grupo. As reuniões anuais deles são como de CEO’s a decidirem sobre a sua empresa, neste caso o mundo, nomeadamente os EUA e a Europa. Não vou dizer que a Casa Pia partiu de Bilderberg, mas envolveu pessoas de lá, isso é óbvio.
    Diz que tudo aconteceu por Ferro Rodrigues ponderar uma aliança com o PCP.
    Na altura falou-se nisso e ainda era visto como contranatura, isso sim. Se calhar, Ferro Rodrigues esticou demasiado a corda e pode ter pago desproporcionadamente. Que houve muita proteção a Barroso, houve. Wilfried Martens [então presidente do Partido Popular Europeu] veio cá almoçar e Barroso disse-lhe que, se não encontrassem ninguém, estava disposto a sair a meio do mandato para a Comissão Europeia. Já estava a preparar o caminho e vê-se que estava muito coordenado com Balsemão. Em 2015 tornou-se sucessor em Bilderberg. Os convites de Balsemão foram sempre democráticos na polarização: convidava alguém do PS e outro do PSD, jogando sempre nos dois tabuleiros do xadrez. Se alguém sai da linha, Bilderberg atua.
    Qual a real influência de Balsemão?
    É a comunicação social e é o número 1 no PSD. A televisão dele é quem põe e dispõe as pessoas que devem ser ouvidas e, por muita independência dos jornalistas, tem sempre a última palavra a dizer – é ele quem assina os cheques. Se não é respeitado por quem escolhe para ir a Bilderberg, há toda uma conjugação. A maior prova disso tudo é quem está hoje a liderar Portugal, a oposição e na Presidência da República: são tudo pessoas escolhidas por Balsemão. Ao chegar ao governo com um acordo com PCP e BE, António Costa conseguiu domar a esquerda, o que é extraordinário, e Bilderberg está-lhe agradecido. Bilderberg nunca teve tanto poder em Portugal.
    Até que ponto a ida de uma pessoa a uma reunião faz com que pertença ao grupo?
    Quando se vai a uma reunião de Bilderberg é como ir a uma espécie de entrevista de emprego. Vai por já ter feito coisas e por poder fazer coisas; vai para ser integrada entre amigos. Uma pessoa fica num ambiente de mosteiro com as personalidades mais influentes do mundo, fica-se com uma ótima rede de networking. Sabe que fez um caminho e que, se continuar, vai ser protegido. Volte ou não, terá um número de telefone do representante de cá [Portugal] que, por sua vez, pode ligar a duas ou três personalidades-chave no mundo. Isso é um poder extraordinário. Também se beneficia dos relatórios que todos os anos fazem. Ir a uma reunião não faz uma pessoa ser a mais importante e que fique logo no topo. O Santana Lopes foi a uma reunião e só se tem lixado. Se calhar, por não ter respondido a Bilderberg como gostariam; foi usado na transição entre Barroso e Sócrates. Se se alinhar com os rapazes, ser-se-á protegido pelos rapazes enquanto for útil.
    Quais as consequências das ações de Bilderberg para a democracia portuguesa?
    Estamos subjugados ao poder orçamental de Bruxelas. A democracia é um bem demasiado precioso e temos de cuidar dela todos os dias, mesmo que ameaçada e controlada há muito tempo. Salazar respeitava a democracia, por isso é que a punia e não a queria. Bilderberg não a respeita e por isso não quer saber o que pode decidir.

    CCOMO OS ROCKEFELLERS ELIMINARAM A MEDICINA NATURAL PARA CRIAR A MODERNA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA.

    COMO OS ROCKEFELLERS ELIMINARAM A MEDICINA NATURAL PARA CRIAR A MODERNA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA.
    E O BOLSONARO ESQUECEU DA FOSFOETANOLAMINA????
    O Patriarca do projeto global orador da nova Babilônia (Nova Iorque), John Davidson Rockefeller (1839-1937).
    As pessoas nestes dias te vê como um bicho raro se você falar sobre as propriedades curativas das plantas ou de qualquer outra prática holística.
    Como em tudo o resto, há muita política e dinheiro por trás do sistema médico moderno.
    Ao redor do século XX, quando se descobriu a possibilidade de criar tudo a partir do petróleo, a linhagem Rockefeller apostou na obtenção de drogas farmacêuticas a partir de petroquímicos.
    Mas o plano dos Rockefeller para a indústria médica encontrou-se com um problema: a popularidade da medicina natural nos Estados Unidos. Quase metade dos médicos e escolas de medicina dos EUA.
    Praticavam a medicina holística, utilizando o conhecimento da Europa e os nativos americanos.
    Foi assim que a família Rockefeller encontrou uma maneira de se livrar da sua maior competição usando a clássica fórmula da dialética hegeliana: "
    Solução-problema-reação." ou seja, eles criaram um problema para assustar as pessoas, e depois ofereceram uma solução Previamente planejada.
    Tudo começou com John Davidson Rockefeller (1839-1937), um monopolista Illuminati de origem fariseu, magnata do petróleo, ladrão e primeiro bilionário dos Estados Unidos.
    No início do século XX, rockefeller controlava 90 % de todas as refinarias de petróleo nos EUA.
    Através da sua companhia petrolífera, Standard Oil, que depois se dividiu para se tornar chevron, exxon, Mobil, etc.
    Ao mesmo tempo, por volta de 1900, os cientistas descobriram os "produtos petroquímicos" e a capacidade de criar todos os tipos de produtos químicos a partir do petróleo.
    Por exemplo, o primeiro plástico, chamado baquelite, foi fabricado a partir do petróleo em 1907., os cientistas descobriram várias vitaminas e presumiu que muitas drogas farmacêuticas poderiam ser obtidas do petróleo.
    Rockefeller viu esta como uma maravilhosa oportunidade de monopolizar as indústrias de petróleo, da química e da medicina ao mesmo tempo.
    O melhor dos produtos petroquímicos era que tudo podia ser patenteado e vendido com altos benefícios.
    Mas houve um problema com o plano de rockefeller para a indústria médica: os medicamentos naturais / herbais eram muito populares nos Estados Unidos nesse momento.
    Quase metade dos médicos e escolas de medicina dos EUA. Uu. Praticavam a medicina holística, utilizando o conhecimento da Europa e os nativos americanos.
    Rockefeller teve que encontrar uma maneira de se livrar da sua maior competição.
    Então, ele usou a clássica fórmula da dialéctica hegeliana:
    "Solução-problema-reação". ou seja, criou um problema para assustar as pessoas, e depois ofereceu uma solução previamente planejada.
    Fundação Rockefeller enfrenta demanda de mil milhões de dólares por infectar guatemaltecos com sífilis
    Rockefeller dirigiu-se ao seu amigo Andrew Carnegie, outro plutocrata que ganhou o seu dinheiro ao monopolizar a indústria do aço, que concebeu um plano.
    Desde a prestigiada Fundação Carnegie, enviaram um homem chamado Abraham Flexner para que viajasse por todo o país e informasse sobre o estado de todos os hospitais e as escolas médicas.
    Isto levou à redacção do relatório flexner, que deu origem à medicina moderna, tal como a conhecemos, através do qual se falava da necessidade de modernizar e centralizar as instituições médicas.
    Com base neste relatório, mais de metade de todas as universidades de medicina foram encerradas muito em breve.
    A homeopatia e a medicina natural foram objeto de provocações e foram demonizadas. Muitos médicos que trabalhavam com os seus métodos mesmo foram presos.
    Para ajudar com a transição e mudar as mentes de outros médicos e cientistas, Rockefeller doou mais de us $ 100 milhões para escolas e hospitais e fundou um grupo de líderes filantrópicos chamado "Conselho Geral de educação" (Geb).
    Em muito pouco tempo, todas as faculdades de medicina se modernizaram e homogeneizadas.
    Todos os alunos estavam aprendendo a mesma coisa, e a medicina consistia em usar medicamentos patenteados.
    Os cientistas receberam subvenções enormes para estudar como as plantas curavam as doenças, mas o seu objetivo era identificar primeiro que substâncias químicas na planta eram eficazes e depois recriar uma substância química semelhante, mas não idêntica, no laboratório que pudesse ser patenteada.
    "dê um comprimido ao doente" tornou-se o mantra da medicina moderna.
    Então, agora, 100 anos depois, estamos produzindo médicos que não sabem nada sobre os benefícios da nutrição ou das ervas ou qualquer prática holística.
    Em vez disso, temos toda uma sociedade que está escravizada às corporações e que ainda as associam à ideia de bem-estar.
    Os Estados Unidos gastam 15 % DO SEU PIB em cuidados médicos, mas não se foca na cura, mas nos sintomas, criando assim clientes recorrentes.
    Não existe cura industrial para o câncer, a diabetes, o autismo, a asma ou até mesmo a gripe.
    Afinal de contas, para que os rockefeller gostariam de produzir curas reais, se eles fazem parte de um sistema fundado por oligarcas e plutocratas internacionais, e não por médicos?
    No que diz respeito ao câncer, a sociedade americana do câncer foi fundada por nada menos que rockefeller em 1913.


    Fonte:
    Assuntos Mundiais - Como rockefeller eliminou curas naturais para criar grandes pharma.
    Clailson Kalev