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sábado, 3 de agosto de 2019

O Mundialismo - Maurizio Lattanzio

“O mundo se divide em três categorias de pessoas: um minúsculo número que produz os eventos; um grupo um pouco mais numeroso que observa sua execução e segue seu cumprimento, e, finalmente, uma imensa maioria que nunca sabe o que se produz na realidade”. - Nicholas Murray Butler
O termo mundialismo se refere a uma concepção político-cultural de que se fazem portadores e difusores poderosos grupos tecnocrático-plutocráticos ocultos ou, no mínimo, discretos, não expostos às luzes dos refletores – ou seja, da mídia de massa sabiamente manobrada – que iluminam o grande palco político internacional. Estes operam através de instituições igualmente ocultas ou, se preferirmos, semipúblicas (Comissão Trilateral, Grupo Bilderberg, Conselho de Relações Exteriores, Sociedade dos Peregrinos, sistema bancário internacional, etc.), com o objetivo de alcançar a realização de um projeto que prevê a instauração de um único Governo Mundial, depositário do poder econômico, político, cultural e religioso. As articulações estruturais de um projeto do tipo – já em via de atuação, se pensarmos apenas na União Europeia – estão baseadas na integração dos grandes blocos (EUA – em posição preeminente – Europa Ocidental, Japão, Rússia e seus satélites, China Popular, Terceiro Mundo), que serão sujeitos ao domínio dos funcionários tecnocratas do aparato de poder plutocrático instalado nos conselhos administrativos da banca e das multinacionais. São as estruturas operacionais do comando oligárquico a partir das quais a Alta Finança internacional planeja e concretiza a servidão dos povos mediante os mecanismos diabólicos da Grande Usura. [1]


A manifesta aspiração a fazer da ordem de valores de que são portadores o centro de gravidade de um processo de unificação mundial, foi sempre característica constante de toda forma tradicional, de toda religião e, mais amplamente, de todo movimento de Ideia inspirado nos valores da tradição. É a ordinato ad unum, a universalidade – isto é, o projeto de integração dos povos no quadro de uma ordem hierárquica de conteúdo ético-espiritual, modelado conforme os valores do Ser e culminante na dimensão metafísica ou Unidade Principal (quem “sabe” me entende...). Isso se dá no interior de formas tradicionais orgânicas e diferenciadas em conformidade com as vocações espirituais e com as conformações éticas das diversas comunidades humanas.
O mundialismo, por outro lado, é o macaco da universalidade; é a contrafacção antitradicional dos ideais universais que permearam homogeneamente as construções políticas e inspiraram os acontecimentos históricos das Civilizações tradicionais. A universalidade é um sistema de hierarquias ontológicas que configuram uma ordem piramidal ascendente ao longo de um eixo cósmico vertical, enquanto o mundialismo, ao contrário, é a materialização e a decomposição internacionalista em sentido horizontal da ideia-forma universalista. É a reductio ad unum, um processo dissolvente descendente, cuja característica distintiva é o reducionismo, ou seja, a degradação da humanidade a um mingau indiferenciado, segundo os ritmos perversos marcados por dinâmicas massificadoras condicionantes e alienantes. O ponto de chegada é a série dos indivíduos-robôs que repetem demencialmente um mesmo tipo das características bestiais dos acumuladores, traficantes e consumidores de coisas materiais. Este objetivo tático é perseguido pela oligarquia mundialista em função de uma estratégia de domínio planetário. Religião e política, nação e raça, cultura e costume, se tornaram meros nomes carentes de qualquer conteúdo; representações multicoloridas a serem inseridas nos circuitos mercantis e cosmopolitas da sociedade mundial do espetáculo; alucinações coletivas que substituem a realidade, extraindo de toda relação orgânica de interação com o mundo interior do homem, o qual, de resto, deverá ser e é substituído por uma caixa vazia preenchida, ou melhor, empanturrada de falsas necessidades – há também os idiotas que as chamam de aspirações – induzidas pela alienação consumista para os fins de conservação e potencialização do sistema capitalista internacional. Reduzido o valor a lucro, o indivíduo se torna escravo da riqueza e, consequentemente, daqueles que a criam, a controlam e se servem dela com diabólica perícia.
A instituição mundialista é oculta, ou, se preferir, seguindo Bordiot, “discreta”. É, portanto, necessário o uso de uma metodologia interpretativa histórico-política e sociológico-jurídica que vise à individuação de dois objetos ou, melhor dizendo, de duas áreas de investigação situadas em dimensões diversas: a da institucionalidade pública e a da institucionalidade oculta. Estas duas noções são meros relevos descritivos; no que concerne o aspecto substancial, é mais apropriado falar, respectivamente, em sociedade “instrumentalizada” e em sociedade “instrumentalizante”. 
O complexo institucional público é o quadro de referência jurídico-constitucional em cujo âmbito se desdobra a vida política oficial das nações (governos e parlamentos, partidos e sindicatos, declarações políticas e tomadas de posição diplomática, etc.).
A institucionalidade pública apresenta perfis e dinâmicas externas, aparentes, óbvias, às vezes verdadeiramente ostentosas, que se articulam em uma série de atos e de fatos, os quais, retomados, relançados e, sobretudo, inflados pela mídia de massa, servem para a fabricação das opiniões que serão então apresentadas como matéria de debate, no livre confronto democrático, às multidões de imbecis que infestam a era contemporânea.
A institucionalidade oculta ou, para usar um eufemismo, informal, é o complexo dos organismos privados (consórcios judaico-maçônicos, a banca, as multinacionais, o CFR) privados de qualquer relevo jurídico-constitucional, mediante os quais a oligarquia amadurece as escolhas funcionais para a realização do objetivo estratégico último: a conquista do poder mundial.
O tribunal de trapos que oculta a existência e a operatividade da dimensão institucional oculta, é representada pela institucionalidade pública. Essa provê a execução de decisões e projetos adotados pela oligarquia mundialista em ambientes exclusivos, restritos, subtraídos a qualquer forma de controle popular e em regime de absoluta irresponsabilidade. O complexo institucional oculto decide furtivamente e longe dos olhos indiscretos; o complexo institucional público executa entre grandes clamores e cintilantes coreografias preparados pelos esquálidos palhaços de informação do Sistema.
A dimensão oculta é o lugar político, o âmbito de recepção e o espaço de agregação dos resultados do processo de destilação e condensação das tendências éticas e das conotações psicológicas que caracterizam em sentido mercantil e materialista a burguesia e o proletariado. Estamos diante de categorias econômicas que, no curso do exercício de sua práxis do poder, não podem deixar de sofrer um processo de decantação que projeta rumo ao vértice de suas sociedades – respectivamente, no oeste como no leste – a oligarquia tecnoplutocrática e a oligarquia tecnoburocrática. 
Elas – dada a identidade do material humano de que são formadas, das premissas ideológicas iluministas a partir das quais se movem e da ação de conexão homogeneizante desenvolvida pelos componentes tecnocráticos, comuns aos dois sistemas – estão, portanto, destinadas à fatal convergência mundialista.
Daí não se dever subestimar os impulsos para a interação – a institucionalidade pública a define como “pacífica cooperação internacional” – induzida nos dois “sistemas máximos” contemporâneos da tecnocracia operando em seu interior, a fim de alcançar uma gestão unitária, em escala mundial, dos mecanismos de produção, acima das distinções políticas e fora dos vínculos de soberania dos Estados nacionais. 
Mas quais são as origens histórico-culturais do mundialismo? A quais referentes culturais de fundo se reconduz este fenômeno subversivo operacional há séculos?
Universo religioso-cultural do hebraísmo e da maçonaria – cujos eventos históricos se entrelaçam inextricavelmente aos do hebraísmo, o qual, no fim, fará dela um instrumento precioso seu – são o contexto teórico no qual enquadrar o fenômeno mundialista.
Em origem, a maçonaria é uma organização iniciático-espiritual, expressão, relativa ao plano das formas históricas, que procede da dimensão informal em que se situa a Tradição Primordial.
Em relação a ela, a maçonaria representa uma Via de participação baseada na analogia simbólica existente entre os graus ontológicos da realização espiritual e a arte da construção dos edifícios, ou seja, da “alvenaria”. Trata-se da “maçonaria operativa”, formada por adeptos: os maçons, os quais desenvolvem uma atividade material inerente à construção dos edifícios e, talvez, dos templos e catedrais cujas linhas arquitetônicas expressam uma simbologia metafísico-tradicional. Daí a íntima conexão entre maçonaria operativa e corporações medievais.
“A construção material – escreve Julius Evola [2] – se torna assim uma simples alegoria para uma obra criativa interna e secreta; o templo exterior foi símbolo para o interior; a pedra áspera a lapidar era a individualidade humana comum, a ser retificada a fim de que fosse qualificada para a opus transformationis, ou seja para uma superação da fragilidade humana e para a aquisição de um saber e de uma liberdade superiores, os graus de tal realização correspondendo aos originários da verdadeira hierarquia da maçonaria operativa e ainda não especulativa”.
No entanto, entre os séculos XVII e XVIII, a maçonaria sofrerá os efeitos de um processo degenerativo que a reduzirá a organização profana, inspirada em princípios laicos e humanitários, que a farão protagonista do século do iluminismo e promotora das revoluções burguesas dos séculos sucessivos. “Efetivamente, no quadro do processo contra-iniciático que via organizações regulares e tradicionais, ou seus resíduos, caírem presa de influências de signo oposto, também muitas lojas maçônicas sofreram uma inversão de polaridade e traduziram em termos individualistas, laicos e democráticos aspectos do direito iniciático, como, por exemplo, os conceitos de liberdade, igualdade, fraternidade” [3].
No âmbito deste evento que, antes de ser histórico, é meta-histórico, se insere o nascimento da “maçonaria especulativa”, ou seja, da maçonaria moderna do Rito Escocês Antigo e Aceito, importante expressão e suporte histórico da Subversão. Essa nasce em Londres, em 24 de junho de 1717, dia da festa de São João Batista, patrono dos construtores da cidade. Naquele dia, de fato, quatro lojas: “Crown Alehouse”, “Apple the Taverne”, “Rummer and Grape” e “Goose and Gridirion Alehouse”, decidiram se unificar na “Grande Loja” de Londres, a partir da qual se irradiará um vasto e rápido movimento de expansão que, em 10-15 anos, verá a Europa salpicada de lojas maçônicas.
A maçonaria especulativa de abordagem iluminista e aconfessional, se tornará o ponto de agregação de filões do pensamento e orientação humanitário e cosmopolita disperso na Europa; fará disso o coeficiente de organização, segundo os módulos de um habilidoso sincretismo, de uma ideologia laico-democrática e igualitária, cujo internacionalismo de fundo, negador da especificidade étnico-cultural dos povos e das civilizações, será a sólida plataforma sobre a qual apoiar a “República Universal” inspirada nos valores do deísmo racionalista e cortejada – entre outros – também pelo maçom Giuseppe Mazzini. 
No curso da história, o hebraísmo se infiltrará maciçamente nas lojas maçônicas, ao ponto de fazer dela substancialmente um instrumento seu – ademais, compatível – do qual se servir para a execução da aspiração hebraica de hegemonia mundial.
Em 1773 [4], em Frankfurt, o hebreu Mayer Amschel Rothschild – fundador da casa bancária homônima, reúne em sua casa de negócios 12 outros expoentes do mundo bancário, financeiro e industrial para apresentar a eles o esquema geral de um plano de domínio mundial. Rothschild confiará ao consanguíneo Adam Weishaupt a tarefa de fornecer uma contribuição decisiva para a realização deste objetivo.
Em 1776 [5] nasce a Ordem dos Iluminados da Bavária ou “Gesellschaft der Perfectibilisten”, associação de orientação gnóstico-racionalista para cuja fundação – além de Weishaupt – concorreram os hebreus Wessely, Moses Mendelssohn, junto aos três banqueiros, parcialmente judeus, Itzig, Friedlander e Mayer. O programa [6] dos Illuminati contém referências teóricas que constituiriam os pontos centrais do pensamento democrático-radical sucessivo, especialmente marxista, e da ideologia que alimentará “Os Protocolos dos Sábios de Sião” e o “Pacto Sinárquico”. Neste programa se afirma a necessidade da abolição da propriedade privada e do direito hereditário, da inversão da ordem política social, da luta contra as religiões, da revolução permanente internacional. Ademais, no ponto 20 se descrevem as orientações de um Único Governo Mundial, cuja direção política, no ponto 23, é reservada a uma classe dirigente tecnocrática (financistas, industriais, cientistas, economistas).
Em 1782 [7], no congresso maçônico de Wilhelmsbad, a Ordem dos Iluminados confluirá na maçonaria que, daí a poucos anos, desempenhará um papel central no tumulto subversivo de 1789, enquanto nos séculos seguintes levará a termo o ataque decisivo contra a ordem aristocrática europeia. De fato, o assalto coordenado contra a Europa aristocrática planejado no Congresso Maçônico Internacional de Estrasburgo ocorrido em 1847.
O ano seguinte – o 1848 das barricadas tão caras à oleografia risorgimentista – a Europa vacilará sob os golpes da subversão judaico-maçônica: de Paris a Viena, de Milão a Berlim, de Veneza a Madri, de Roma a Nápoles, as pretensiosas palavras de ordem (independência nacional, constituição liberal, etc.) e os métodos insurrecionais – cujos sincronismos espaciais e temporais permitirão claramente intuir uma única direção – não permitirão mascarar o verdadeiro alvo do ataque: o Estado aristocrático-hierárquico e o universo político-ideal que o sustenta.
O Talmud representou o tecido unificador e o elemento de coesão que garantiu ao hebraísmo da Diáspora a conservação da sua profunda identidade religiosa, espiritual e ético-cultural, apesar de sua dispersão no mundo. Nele e na cultura do hebraísmo da Diáspora é possível encontrar as mais sólidas referências históricas e religioso-culturais do fenômeno mundialista. 
Originariamente, a forma tradicional hebraica está ligada à tradição primordial, cuja origem metafísica e não-humana operará uma indiscutível ação disciplinadora e retificadora contra as tendências perversas e dissolventes presentes no corpo racial hebreu. O hebraísmo, no entanto, não se subtrairá a um processo de decadência – comum a outras formas tradicionais e referível a um período compreendido entre os séculos VIII e VI a.C. – que tem suas raízes no plano da meta-história, e que propiciará no hebraísmo uma assunção profana e materializada dos princípios da antiga tradição, especialmente o tema da eleição divina do povo hebreu. “Este tema que no hebraísmo antigo estava contido, para o bem ou para o mal, dentro do quadro orgânico de uma tradição, sofreu, com a degeneração da tradição em um tradicionalismo residual, um processo de materialização, dando lugar a um racismo intransigente e a um ressentimento desmesurado em relação aos não-hebreus. (...) o fim político dos hebreus, a sua dispersão, a sua condenação enquanto povo deicida desencadearam, como uma ideia de vingança e uma esperança de revanche, a teoria de Israel enquanto povo destinado ao comando universal. A vontade de domínio mundano, produzida e justificada pela laicização do tema bíblico da escolha de Israel como ‘povo de Deus’, se ligou a um desejo desenfreado por riqueza material e uma pronunciada propensão para o mercado; e isto, em parte, está indubitavelmente relacionado à materialização de um outro tema tradicional: o do Reino”. [8]
O Talmud é a coletânea jurisprudencial constituída pela exegese e pelo comentário rabínico do Velho Testamento; a codificação dos rabinos se tornará assim a depositária da identidade cultural-racial do hebraísmo. Segundo o judeu Graetz, historiador do judaísmo, “o Talmud era o símbolo que unia os judeus dispersos nos vários países, custodiando a unidade do Judaísmo”. Um outro hebreu, I. Epstein, escreve: “...e é o Talmud que formou as doutrinas religiosas e morais do judaísmo moderno”. Certamente interessante é a consideração de algumas passagens do Talmud: “O Messias dará aos hebreus o domínio do mundo, ao qual servirão e serão subjugados todos os povos” [9]. Ou: “O Santíssimo falou assim aos israelitas: Vocês me reconheceram como único dominador do mundo, e por isso eu os tornarei os únicos dominadores do mundo”. [10] E, novamente: “Todos os povos virão ao monte do Senhor e ao Deus de Jacó e serão subjugados pelos israelitas”. [11]
A ética talmúdica, no curso dos séculos, se sedimentará na alma racial do povo hebreu, tornando-se o principal suporte antropológico das forças da Anti-Tradição e o mais eficaz propagador histórico dos processos subversivos que se expressam a partir dela. A ideia-forma mercantil, concebida como condição da alma, conotação psicológica e status interior, encontrará no judeu o reflexo histórico mais homogêneo e conformador. Logo, porém, ela expressará uma ampla tendência expansiva que a conduzirá a cruzar as fronteiras delimitadas pela unidade étnica – a raça hebreia – posta em origem como sua condição de manifestação.
Do ponto de vista histórico e cultural, esta inundação ética se tornará evidente através daquela “...mercantilização da existência que encontrou, pelo menos em sete séculos de história europeia (efetivamente, dada a europeização do mundo, hoje se pode dizer, infelizmente, da história mundial), na alma hebraica a sua matriz mais frenética e virulenta, e no hebreu o seu típico, mais incisivo e poderoso, veículo de infecção”. [12]
A afirmação e a difusão da mentalidade judaico-mercantil – através das ideologias individualistas e materialistas – mesmo entre os não-hebreus, representará uma decisiva vitória judaica. O hebraísmo fornecerá uma contribuição primária para a propagação da ideologia cosmopolita, mas, ao mesmo tempo, guardará zelosamente a própria identidade racial, cultural e nacional, consciente do fato de que isto lhe asseguraria uma fundamental posição de preeminência e de vantagem diante dos povos desenraizados e das civilizações dissolvidas na massificação mundialista.
“Observemos que nós hebreus somos uma nação singular, da qual todo hebreu é súdito incondicionalmente, qualquer seja sua residência, sua profissão e a sua fé”. (Luigi Brandeis da Suprema Corte dos Estados Unidos). Joseph Morris, rabino londrino, autor da obra “Israel uma Nação”, sustenta que “...Israel constitui uma grande nação (...) Nenhuma seita, nem comunidade religiosa teria o direito de portar tal nome (...) Negar a nacionalidade hebraica equivaleria a negar a existência dos hebreus”. Ou, novamente, Moses Hess na obra “Roma e Jerusalém”: “Todo hebreu pertence à própria raça e, consequentemente, ao judaísmo e não tem qualquer importância que ele mesmo e seus antepassados hajam renegado a própria fé religiosa”. 
O internacionalismo financeiro, acompanhado e coberto pelos álibis ideológicos e pelas palavras de ordem pacifistas e humanitárias, será um corrosivo fermento cosmopolita que abrirá continuamente portões para a marcha, aparentemente imparável, do projeto relativo ao “One World”, isto é, a nivelação e unificação mundialista dos homens e dos povos reduzidos a serragem sem identidade, sem hierarquia, sem raça, em uma palavra: sem sentido. 
“Não existe – escreve Jean Izoulet [13], professor de filosofia no Collége de France – senão um único problema na terra, e é o problema de Israel. Problema de duas faces, onde a face interior é o laicismo (relação entre ciência e fé) e a face exterior, o internacionalismo (relação entre pátria e humanidade). Laicismo e internacionalismo são as duas faces do judaísmo”.
O dinheiro se tornará instrumento de atualização e elemento de mediação da relação escravagista que liga os indivíduos – agora desenraizados – à oligarquia judaico-plutocrática; o indivíduo escravo do dinheiro é automaticamente escravo dos usurários que deterão o monopólio da emissão da moeda e da distribuição do crédito. “A partir do estado caótico da economia o gênio hebreu desenvolveu o sistema do capitalismo organizado, graças ao instrumento mais eficaz: o sistema bancário...”. [14]
A hegemonia hebreia na banca e nas instituições financeiras configurará os coeficientes de organização de uma estrutura mercantil internacional; o planeta será concebido como um imenso mercado que sirva de premissa para a realização de um projeto de unificação mundial que, partindo do plano econômico, investirá gradativamente no plano social, político, cultural, religioso.
“Para esta oligarquia o Templo será um só, para todo o mundo cósmico habitado pelo homem. E será edificado, no sigilo dos conciliábulos bancários, no Banco Mundial, centro de emissão onde a cabala dos iniciados transformará o papel em ouro. Lá celebrarão o rito da inversão de todos os valores. O produto que se torna nada; e o nada de um pedaço de papel que se torna valor, ouro. Para que o trabalho produza miséria e a miséria intelectual dos parasitas se transforme no controle de todas as riquezas do mundo”. 
Estas considerações almejam ser uma introdução e uma contribuição para a delineação do esquema cultural de fundo no qual se enquadra e do qual procede a fenomenologia mundialista, que nas instituições e nas estruturas do capitalismo internacional encontra suas mais importantes articulações organizativas. A compreensão da cultura do mundialismo é a premissa indispensável para conferir profundidade à ação concreta consequente de desmascaramento baseado na denúncia pontual de nomes, atos e fatos que, caso contrário, se não forem reconduzidos à lógica profunda que os subjaz, perderiam sua eficácia demonstrativa.
A batalha cultural da fraternidade-comunidade na qual enraizamos a nossa identidade supra-individual, pode ser compartilhada ou rejeitada, mas, o que é certo e o que conta, a não se pode negar uma qualificação cultural inoponível e um indubitável rigor científico.
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1] Giacinto Auriti, “L’ordinamento internazionale del sistema monetario”, Marino Solfanelli editore, Chieti 1987;
2] Julius Evola, “Ricognizioni”, Ed. Mediterranee, Roma 1974;
3] Claudio Mutti, “Stalin, Trotzsky e l’Alta Finanza”, Quaderni del Veltro, Ferrara 1974;
4] Nesta H. Webster, “World revolution, the plot against Civilisation”, Britson P. Co. Devon 1971, 6ª ed., p. 32;
5] Olivia Maria O’Grady, “The beasts of the Apocalypse”, O’Grady Publications, Benicia USA 1959, p. 118;
6] Williams Guy Carr, “Pawn in the game”, St. George Press, Glendale USA 1970, 7ª ed., pp. 26-31;
7] Nesta H. Webster, “Secret Societies and subeversive Mouvements”, Britons Publishing Company, 8ª ed., Londra 1964, pp. 233-234;
8] Claudio Mutti, “Ebraicità ed ebraismo – I Protocolli dei Savi Anziani di Sion”, Ed. di Ar, Padova 1976;
9] Tal. Bab. Trat. Schalb., fol.120, c.l. e Shanedrin, fol. 88 c.2; fol. 99 c.l.;
10] Chenga, fol. 3, 3;
11] Comentário a Isaías, fol.4 c.2;
12] F. G. Freda, “I Protocolli”, op. cit.;
13] Cit. in Yann Moncomble, “La Trilaterale et les secrets du mondialisme”, Ed. Faits et documents, Parigi 1980;
14] “L’ebreo americano”, 10 settembre 1920;
15] “La rivolta del Popolo”, citato in Carlo A. Roncioni, “Il potere occulto”, Ed. Sentinella d’Italia, Monfalcone 1974.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Reforma de Quartel General de Hitler na Polônia

A decisão de um órgão público da Polônia de reformar um antigo quartel general de Hitler e dos oficiais nazistas está causando polêmica no país.
O Wolfsschanze (Toca do Lobo) é um enorme complexo de bunkers. Nele constam aproximadamente 200 instalações, incluindo duas pistas de pouso e uma estação de trem, além de ter sido outrora apinhado com campos minados e armas antiaéreas. É fortificado de tal maneira que nem os próprios nazistas conseguiram destruí-lo, em 1945, já à sombra do avanço soviético.
As ruínas, hoje parcialmente reclamadas pela floresta e com muito musgo sobre suas pedras, são a principal fonte de renda do distrito dos lagos de Masurian, ao norte da Polônia. Segundo o Distrito Florestal de Srokowo, o órgão responsável pela administração, cerca de 300 mil turistas passam por ali todo ano para visitar o local onde o Führer passou grande parte da guerra. 
Foi lá, inclusive, que ocorreu a tentativa de assassinato dele por uma bomba na maleta do coronel Claus Schrenk Graf von Stauffenberg no dia 20 de julho de 1944, como parte da Operação Valquíria, quando oficiais alemães, desgostosos com a liderança do ditador, principalmente após as pesadas baixas sofridas em Stalingrado, tentaram matá-lo. Ele sobreviveu com ferimentos leves e o tiro saiu pela culatra: os conspiradores foram logo descobertos e mortos — inclusive von Stauffenberg.
Segundo o porta-voz da instituição de Srokowo, Sebastian Trapik, a prioridade é, justamente, reconstruir a sala de conferências onde a explosão ocorreu, usando figuras simbólicas em tamanho natural para representar os oficiais nazistas.
Esquema do atentado à bomba contra Hitler. Ele só se salvou graças à gigantesca mesa de carvalho onde a maleta foi colocada. Créditos: BBC

A decisão é controversa. Hitler passou 850 dias no Wolfsschanze, de 1941 a 1944, e nele tomou decisões sobre a invasão da URSS — a operação Barbarossa
Ainda assim, os planos do Distrito de Srokowo envolvem a construção de um hotel e de um restaurante, além da infraestrutura já presente: estacionamento, painéis informativos e até um prédio de recepção. O porta-voz assegura, ainda, o compromisso com a seriedade e o respeito pela verdade histórica.

Continua a farsa do 11 de setembro

Os comandantes do Corpo de Bombeiros de Nova York exigiram uma nova investigação sobre os eventos de 11 de setembro de 2001, alegando “provas avassaladoras” de “explosivos plantados … causando a destruição dos três prédios do World Trade Center“. Este é um desenrolar sensacional na busca da verdade sobre o 11 de setembro.
O Corpo de Bombeiros do distrito de Franklin Square e Munson, no Queens, Nova York, rejeita a declaração oficial do governo dos EUA de que apenas os aviões e o subsequente incêndio dos materiais de escritórios teriam derrubado os arranha-céus, tornando-se o primeiro órgão legislativo do país a apoiar uma nova investigação sobre os eventos do 11 de setembro.
A decisão, que foi lida e adotada numa reunião em 24 de julho de 2019 e solicita o inquérito, foi elaborada pelo Comissário Christopher Gioia e adotada por unanimidade pelos cinco comissários.
Comissário Christopher Gioia: “Fazemos parte de uma comunhão íntima e nunca esquecemos nossos irmãos e irmãs caídos, e você deve acreditar que quando todo o Departamento de Bombeiros do Estado de Nova York estiver a bordo, seremos uma força incontrolável. Fomos os primeiros bombeiros a aprovar esta resolução e não seremos os últimos.”
Aqui está o texto completo da declaração:
Os ataques de 11 de setembro de 2001 são inseparáveis ​​e estarão sempre ligados aos bombeiros de Franklin Square e Munson;
Quando operava no World Trade Center em Nova York, a 11 de setembro de 2001, Thomas J. Hetzel, de insígnia #290 da Hook and Ladder Company #1, do Corpo de Bombeiro de Franklin Square e Munson, de Nova York, foi morto no cumprimento do dever, juntamente com 2.976 outros colaboradores da defesa civil e civis;
Os membros da brigada de incêndio de Franklin Square e Munson foram solicitados a ajudar nas operações de resgate e salvamento subsequentes, bem como na limpeza do local do World Trade Center, muitos dos quais foram afetados por doenças fatais causadas pela inalação de toxinas mortais ali presentes;
Considerando que os Comissários do Board of Fire do Corpo de Bombeiro do distrito de Franklin Square e Munson reconhecem a importância e a natureza legítima da petição ao Procurador dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York, que relata sobre crimes federais impunes durante o 11 de setembro de 2001, no World Trade Center, e que pediu ao Procurador dos EUA para peticionar um júri especial segundo a Constituição dos Estados Unidos e 18 U.S.C. SS 3332(A);
As incontestáveis evidências apresentadas na petição mostram, sem dúvida alguma, que explosivos plantados e/ou dispositivos incendiários – não apenas os aviões e os incêndios resultantes – causaram a destruição dos três edifícios do World Trade Center e mataram a esmagadora maioria das vítimas daquele dia;
As vítimas do 11 de setembro, suas famílias, o povo de Nova York e nossa nação merecem que todos os crimes relacionados aos ataques de 11 de setembro de 2001 sejam investigados minuciosamente, e que cada um dos responsáveis sejam processados;
PORTANTO AGORA, os Comissários do Conselho de Bombeiros de Franklin Square and Munson Fire District resolveram apoiar totalmente uma abrangente investigação federal e o julgamento de todos os crimes relacionados aos ataques de 11 de setembro de 2001, bem como todo e qualquer esforço por outras entidades governamentais para investigar e descobrir a verdade completa em torno dos acontecimentos daquele dia horrível.
Eu só posso dizer o seguinte: “FINALMENTE ACONTECE ALGUMA COISA”!!
Os bombeiros, que foram chamados para o World Trade Center e entraram nos edifícios para extinguir o fogo, não só pagaram com sua saúde e suas vidas, mas há muitos depoimentos de testemunhas que vivenciaram inúmeras explosões ANTES do colapso dos arranha-céus.
Quer dizer agora, o Corpo de Bombeiros sabe que os edifícios foram implodidos, mas o governo dos EUA, a comissão de investigação do 11/9, a grande mídia e toda a historiografia IGNORAM E REPRIMEM COMPLETAMENTE!!!
Infelizmente durou 18 anos para superarem a acusação de que seria um teórico da conspiração aquele que duvidasse da versão oficial, um traidor da América e envergonharia a memória das quase 3.000 vítimas, e que substituísse as emoções pela lógica e pelos fatos.
É um grande passo na direção certa para descobrir o que realmente aconteceu, quando agora todo o Corpo de Bombeiro de Nova York exige da promotoria uma nova investigação e afirma que foram explosivos, que destruíram os três edifícios e os transformaram em pó.
Eu duvidei da versão oficial logo após o 11 de setembro, Osama Bin Laden teria sido o cabeça juntamente com “seus” 19 sequestradores no ataque contra os Estado Unidos, e os três arranha-céus colapsaram completamente apenas devido ao fogo e à gravidade.
Por quê? Porque eu conhecia muito bem o World Trade Center, trabalhei lá muito tempo e tinha um cliente no 26º andar da torre norte. Ele me disse 5 semanas depois que teria sentido uma forte explosão pela manhã, com origem no subsolo do edifício, ANTES que o primeiro avião colidisse com a torre norte.
Eu repito, aconteceu um forte abalo no edifício ANTES do impacto do primeiro avião. Isso significa que algum explosivo foi detonado no subsolo, fora instalado ANTES e que leva à seguinte conclusão: quem tinha permissão de entrar no edifício semanas e meses antes do ataque e controlava a segurança, é o autor dos atentados!!
Eu entrava e saia do WTC e, ao contrário dos aeroportos, não se entrava naquels edifícios sem controle de segurança. Todas as entregas de mercadorias também eram controladas.
Portanto, quem instalou durante semanas os explosivos, contou com a complacência da segurança para os preparativos. Isso já exclui categoricamente Osama Bin Laden e os terroristas árabes.
Qualquer um que tenha olhos na cabeça pode ver nos vídeos uma série estrondosa de explosões, as quais levaram as torres à completa destruição.
Os edifícios foram, desta forma, preparados para uma implosão e os aviões serviram como distração, um show para desviar a atenção de sua causa principal e dos verdadeiros autores.
O “smoking gun” para uma demolição controlada foi o colapso do WTC7, o qual não teve qualquer impacto de avião. Fato é que ele não mereceu uma única menção sequer no relatório oficial do 11/9.
É óbvio o porquê. Porque a lorota de que um avião e muito querosene levam um prédio desses a ruir, não se aplicava aqui. Por isso ele fora omitido do relatório.
Desde o início não foi importante para mim COMO as torres foram implodidas, mas muito mais importante e hoje ainda mais, é saber QUEM demoliu as torres? Para descobrir basta apenas indagar: QUEM se aproveitou da tragédia!
Não o COMO, mas sim QUEM é o que importa, … QUEM são os autores? Eles devem ser descobertos e punidos com rigor exemplar.
NÃO foi Osama Bin Laden e “sua” Al-Qaeda, pois a justiça norte-americana nunca procurou ou processou Bin Laden por causa do 11/9… NUNCA!!!
Por que não? Porque a justiça foi obrigada a admitir que não existe nenhuma prova para tal suposição. E se não existe provas, então foi outra pessoa!
Quem se ocupa do COMO e dissemina diversas teorias, este está apenas tirando o foco dos verdadeiros criminosos. Muitas dessas teorias absurdas foram divulgadas de propósito para desviar a atenção.
Está claro que o ataque contra as 3 torres do WTC serviram a diversos propósitos.
Serviu ao golpe do seguro de Larry Silverstein, à destruição das provas do caso ENRON por causa de trapaças financeiras, ao roubo de dinheiro e ouro dos porões, foi uma “barata” demolição e retirada dos entulhos contaminados com asbesto, foi trading de insiders com opções PUT, e foi o pretexto para introduzir o Estado policial, o total monitoramento e a justificativa para as consequentes guerras na Ásia Central e Oriente Médio.
Eu sou um dos poucos que ouso a nominar os prováveis criminosos. Foi um grupo formado por militares, especialistas em explosivos e pessoal do serviço secreto da Arábia Saudita, EUA e Israel!!!
São os mesmo três que querem atacar o Irã e são os responsáveis por todas as guerras. A tal “Guerra contra o Terror” é, na realidade, sua guerra com e para o terror, contra todo o mundo!!!
Se os norte-americanos e a comunidade internacional reconhecessem finalmente QUEM está trás do 11/9, então tudo mudaria, TUDO, e teríamos um colapso de todo esse sistema exploratório escravagista e todas suas mentiras.
3.000 arquitetos e calculistas da AE911-Truth e os bombeiros de Nova York não acreditam na explicação oficial sobre o 11/9 do governo norte-americano. E vocês sabem quem mais? As companhias de seguro contra incêndio!!!
Sim, todas elas, que seguraram contra incêndio todos os arranha-céus do mundo, NÃO acreditam no conto oficial. Caso acreditassem que um simples fogo de escritório leve arranha-céus ao colapso, então elas teriam tirado suas consequências desta tragédia.
Mas não foi isso que elas fizeram. As seguradoras não intervieram e exigiram que todos os arranha-céus devessem renovar/rever sua proteção contra incêndio, cuja respectiva ação, por motivos de segurança, exigiria a evacuação de todos os prédios.
Por que elas NÃO tiraram a lição desta “causa” oficial? Pois é, porque elas não acreditam e sabem que é mentira o relato oficial sobre o 11/9!

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

“Bolsonaro e o irracionalismo político.”

Hoje, o fator de maior instabilidade política no Brasil está localizado no Palácio do Planalto. É o Presidente Jair Bolsonaro. É inacreditável o potencial negativo. A cada dia abre uma crise. Isto quando o cenário político está relativamente calmo, em pleno recesso do Legislativo e do Judiciário. Poderia aproveitar o vazio e ocupar o espaço do noticiário com notícias positivas. Não, faz justamente o contrário. Agride os opositores sem nenhuma razão. Tem uma obsessão pelo confronto. O ódio é o seu combustível. Necessita agredir. Age de forma irracional, como um animal incontrolável. É uma marca da sua personalidade.
No livro “O cadete e o capitão” de Luiz Maklouf Carvalho, há uma passagem referente ao processo que Bolsonaro respondeu por ter planejado atentados terroristas, em 1987. O coronel Pellegrino, que foi seu superior hierárquico, descreveu assim sua personalidade: “tinha permanentemente a intenção de liderar os oficiais subalternos, no que foi sempre repelido, tanto em razão do tratamento agressivo dispensado a seus camaradas, como pela lógica, racionalidade e equilíbrio na apresentação de seus argumentos.” Lembrou que “nas rotinas de trabalho cotidiano, no exercício permanente das funções de instrutor, formador de soldados, e de comandante, faltavam-lhe a iniciativa e a criatividade.” Acerca da aventura fracassada como garimpeiro, em 1983, o coronel disse que o seu comportamento era “reflexo de sua imaturidade e a exteriorização de ambições pessoais, baseadas em irrealidades, aspirações distanciadas do alcance daqueles que pretendem progredir na carreira pelo trabalho e dedicação.” (p.104)
O retrato psicológico tem mais de 30 anos, porém é absolutamente fiel ao Bolsonaro de 2019: falta de equilíbrio, agressivo, irracional, sem criatividade, imaturo e vivendo em um mundo imaginário. A diferença é que o tenente virou Presidente da República Federativa do Brasil – justamente no momento que o país vive a crise econômica mais grave do período republicano.
A sucessão de declarações desencontradas vai levar à desmoralização da autoridade presidencial. Bolsonaro não tem noção do que significa a Presidência da República. Acha que ainda está em seu gabinete na Câmara dos Deputados. Lá permaneceu 28 anos na obscuridade, sem relatar sequer um simples projeto. Poderia ter aproveitado o tempo para estudar. Contudo optou pelo panfletarismo barato.
Afinal, saiu do Exército como um fracassado, com péssimas notas e depois de uma prisão disciplinar humilhante de 15 dias. Sabia que nunca chegaria a um posto de destaque. Teria de estudar, se dedicar diuturnamente à profissão. Queria enriquecer rapidamente. Servir à Pátria era um estorvo. Voltando ao coronel Pellegrino: “Deu mostras de imaturidade ao ser atraído por empreendimento de ‘garimpo de ouro.’ Necessita ser colocado em funções que exijam esforço e dedicação, a fim de reorientar sua carreira. Deu demonstrações de excessiva ambição em realizar-se financeira e economicamente.” (p. 51) Isto pode explicar muita coisa, inclusive as negociações nebulosas do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro e o seu chefe de gabinete Fabrício Queiroz. Sem esquecer as relações perigosas com a milícia de Rio das Pedras.
O deslumbramento com o poder, a submissão aos interesses norteamericanos, a incompreensão do que significa interesse público, a irresponsabilidade no trato do dia-a-dia do governo, a defesa da tortura e de soluções autoritárias, a sujeição aos Estados Unidos, são as marcas da narrativa bolsonarista. Mantendo a coerência entreguista, o alvo agora é o nosso subsolo, especialmente o das reservas indígenas. Ignorando o que determina a Constituição (art. 231, § 3º), Bolsonaro quer autorizar a mineração nas reservas indígenas (deseja também reduzí-las) e entregar a exploração aos Estados Unidos. Declarou que esta será uma das tarefas do seu filho (que, no momento, está surfando na Indonésia) como embaixador em Washington.
Usou o helicóptero privado da Presidência da República para transportar familiares ao casamento do seu filho no Rio de Janeiro. Pior, achou natural o contribuinte pagar a imoralidade, violando o caput do artigo 37 da Constituição. Foi a São Paulo, no último sábado, somente para assistir in loco o jogo do seu time de coração, o Palmeiras. Os gastos também correram por conta do contribuinte.
No dia anterior, demonstrando desprezo pelo posto de Presidente da República, resolveu “enforcar” a sexta-feira. Dedicou o dia para almoçar com o cantor Amado Batista em Goiás. Inacreditável! Isto quando o país tem ¼ da população desempregada, vive uma crise de segurança pública (basta citar a morte, ontem, de mais de 50 presos em presídio do Pará) e a estagnação econômica permanece. Fica a pergunta: até quando o Brasil vai conviver com as diatribes de Jair Bolsonaro? Ele precisa fazer mais o que?
M.A.Vila