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    quarta-feira, 17 de março de 2021

    "O Grande Reset"

     O confinamento (lockdown) imposto na esteira da pandemia do novo coronavírus acelerou a implementação de antigos planos para estabelecer a chamada "nova ordem mundial". 

    E isso não é teoria da conspiração. Já se tornou um objetivo abertamente declarado.

    Sob os auspícios do Fórum Econômico Mundial (WEF - World Economic Forum), os formuladores de políticas globais estão abertamente defendendo um plano intitulado "O Grande Reinício" (The Great Reset), com a explícita intenção de criar uma tecnocracia global. 

    Não é por acaso que, em 18 de outubro de 2019, na cidade de Nova York, o WEF participou do "Evento 201", uma "conferência de alto nível", sobre reações à pandemia, organizada pelo John Hopkins Center for Health Security.

    Pelo que se depreende do manifesto, essa vindoura tecnocracia envolverá uma estreita cooperação entre os chefes da indústria digital e os governos. Com programas como "renda mínima garantida" e "assistência médica para todos", o novo tipo de governança combina um estrito controle da sociedade com a promessa de "justiça social abrangente".

    Essa nova ordem mundial organizada por uma tirania digital virá com um abrangente e astuto "sistema de crédito social". A República Popular da China é pioneira neste método de vigilância e controle de indivíduos, corporações e entidades sociopolíticas. Para o indivíduo, sua identidade seria reduzida a um aplicativo ou chip que registra praticamente toda sua atividade pessoal. Para obter alguns direitos individuais, como o de viajar para um determinado local, a pessoa terá de contrabalançar esses privilégios aparentes com sua sujeição a uma rede de regulações que define em detalhes o que vem a ser um "bom comportamento", o qual deve ser considerado benéfico para a humanidade e para o meio ambiente. 

    Por exemplo, durante uma pandemia, esse tipo de controle se estenderia desde a obrigação de usar uma máscara e praticar o distanciamento social até vacinações compulsórias para poder se candidatar a um emprego ou viajar.

    Trata-se, em suma, de um tipo de engenharia social que é o oposto de uma ordem espontânea. É a antítese daquilo que se pode considerar 'desenvolvimento'. Como o engenheiro mecânico com uma máquina, o engenheiro social — ou tecnocrata — trata a sociedade como um objeto. Diferentemente das brutais supressões do totalitarismo de épocas anteriores, o engenheiro social moderno tentará fazer a máquina social funcionar por conta própria, de acordo com o projeto original. 

    Para esse propósito, o engenheiro social deve aplicar as leis da sociedade da mesma maneira que o engenheiro mecânico segue as leis da natureza. A teoria comportamental atingiu um estágio de conhecimento que tornou possível praticamente todos os sonhos da engenharia social. As maquinações da engenharia social operam não pela força bruta, mas sutilmente por meio de "cutucões", como sempre apregoou seu papa, Richard Thaler.

    Sob a ordem imaginada pelo "Grande Reinício", o avanço da tecnologia não visa a aprimorar as condições das pessoas, mas sim a submeter o indivíduo à tirania de um estado tecnocrático. "Nossos especialistas sabem o que é melhor" é a justificativa.

    A Agenda

    O plano para uma revisão e uma reforma geral do mundo é criação de uma elite de megaempresários, políticos e sua comitiva intelectual que costumavam se reunir em Davos, na Suíça, em janeiro de cada ano. Criado em 1971, o Fórum Econômico Mundial (WEF) tornou-se um evento megaglobal desde então. Mais de três mil líderes de todo o mundo participaram da reunião em 2020 .

    Sob a orientação do Fórum, a agenda do "Grande Reinício" afirma que a concretização da atual transformação industrial requer uma renovação completa da economia, da política e da sociedade. Dado que uma transformação tão abrangente requer a alteração do comportamento humano, o "transhumanismo" obviamente faz parte do programa.

    O Grande Reinício será o tema da 51ª reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos, em 2021. A agenda proposta será o compromisso de direcionar a economia mundial para "um futuro mais justo, mais sustentável e mais resiliente". O programa clama por "um novo contrato social" que seja centrado na igualdade racial, na justiça social e na proteção da natureza. 

    Segundo o documento, as "mudanças climáticas" exigem que "descarbonizemos a economia" e que o pensamento e o comportamento humano passem a estar "em harmonia com a natureza". O objetivo é construir "economias mais iguais, inclusivas e sustentáveis". Essa nova ordem mundial deve ser implementada "urgentemente", pois a pandemia "deixou nua a insustentabilidade do nosso sistema", que carece de "coesão social".

    Os defensores do Reinício afirmam que a ONU falhou em estabelecer ordem no mundo e não foi capaz de impor forçosamente sua agenda de desenvolvimento sustentável — conhecida como Agenda 2030 — por causa de sua maneira burocrática, lenta e contraditória de trabalho. 

    Por outro lado, as ações do comitê organizacional do Fórum Econômico Mundial são rápidas e inteligentes. Quando um consenso é formado, ele pode ser rapidamente implantado pela elite global em todo o mundo.

    Engenharia social

    Esse projeto do Grande Reinício é engenharia social na mais pura definição do termo. No entanto, vale ressaltar que a ideologia do Fórum Econômico Mundial não é nem de esquerda nem de direita, nem progressista e nem conservadora; também não é fascista ou comunista. Ela é tecnocrática. Como tal, inclui muitos elementos de ideologias coletivistas anteriores.

    Nas últimas décadas, o consenso que surgiu nas reuniões anuais de Davos é o de que o mundo precisa de uma revolução e que reformas sempre demoram muito tempo. Por isso, seus membros querem uma profunda transformação a curto prazo. O intervalo de tempo deve ser tão breve que a maioria das pessoas dificilmente perceberá que está acontecendo uma revolução. A mudança deve ser tão rápida e dramática que aqueles que reconhecerem que uma revolução está acontecendo não terão tempo para se mobilizar contra ela.

    A idéia básica do "Grande Reinício" é o mesmo princípio que conduziu as transformações radicais das revoluções francesa, russa e chinesa. É a idéia do racionalismo construtivista incorporado ao estado. Só que projetos como o "Grande Reinício" não oferecem resposta para a pergunta: quem governa o estado? O próprio estado não governa. Ele é apenas um instrumento de poder. Não é o estado abstrato que decide, mas sim os líderes de partidos políticos específicos e de certos grupos sociais.

    Os antigos regimes totalitários precisavam de execuções em massa e campos de concentração para manterem seu poder. Hoje, acredita-se que, com a ajuda de novas tecnologias, os dissidentes poderão ser facilmente identificados e marginalizados. Aqueles que não se ajustarem serão silenciados; opiniões que divirjam do "consenso da maioria" serão desqualificadas como moralmente desprezíveis (tipo como já ocorre hoje).

    Os lockdowns de 2020 possivelmente oferecem uma prévia de como esse sistema funciona. O lockdown funcionou tão perfeitamente — no sentido de condicionar a população a adotar uma mentalidade bovina — que parece ter sido orquestrado — e talvez tenha sido. Como se seguissem um único comando, os líderes de grandes e pequenas nações — de diferentes estágios de desenvolvimento econômico — implementaram medidas praticamente idênticas.

    Muitos governos não apenas agiram em uníssono, como também aplicaram essas medidas com sem ter qualquer consideração pelas terríveis consequências de um bloqueio  econômico global.

    Meses de paralisia econômica imposta pelos estados destruíram a base econômica de milhões de famílias. Conjuntamente com o distanciamento social, os lockdowns produziram uma massa de pessoas incapazes de cuidar de si mesmas. Primeiro, os governos destruíram o direito ao próprio sustento; depois, os políticos (os próprios destruidores) se ofereceram como salvadores. A demanda por assistência social não está mais limitada a grupos específicos, mas tornou-se uma necessidade das massas.

    Antigamente, dizia-se que a guerra era o que alimentava e dava forças ao estado. Agora, é o temor de doenças. O que temos pela frente não é o aparente aconchego de um benevolente e abrangente estado de bem-estar social, com uma renda mínima garantida e assistência médica e educação para todos. O lockdown e suas consequências trouxeram um aperitivo do que está por vir: um estado de permanente medo, de controle comportamental rigoroso, de perda maciça de empregos e de crescente dependência da "benevolência" de políticos.

    Para concluir

    Com as medidas tomadas no rastro da pandemia de Covid-19, foi dado um grande passo para "reiniciar" a economia global (nas palavras de seus próprios proponentes). 

    Se não houver resistência popular, o fim da pandemia não significará o fim dos lockdowns, das quarentenas e das medidas de distanciamento social. No momento, porém, os oponentes dessa nova ordem mundial organizada por uma tirania digital ainda têm acesso à mídia e a plataformas para discordar. No entanto, o tempo está se esgotando. Os criadores da nova ordem mundial são espertos. Declarar o coronavírus como uma pandemia foi útil para promover a agenda de seu "Grande Reinício". 

    Somente uma maciça e contínua oposição pode desacelerar e, quem sabe, interromper a ampliação do poder dessa tecnocracia tirânica que está em ascensão.

    Antony Muller

    terça-feira, 16 de março de 2021

    PRÍNCIPE HARRY: A EPÍTOME DO HOMEM BRANCO DESARRAIGADO

     O príncipe Harry e Meghan Markle, o duque e a duquesa de Sussex, têm uma grande quantidade de seguidores na mídia como vítimas do racismo da família real. Meghan, que supostamente tem DNA afro-americano, parece tudo menos afro-americana e tem uma cor de pele muito mais clara do que as loiras americanas de olhos azuis bronzeadas que vejo na praia no norte da Flórida. Eles fizeram de Meghan uma duquesa, e isso é racismo.

    Diga-me, esse alguém é afro-americano? A Duquesa de Sussex é uma vítima de racismo ou simplesmente uma vítima de seu mau julgamento?

    A mídia está radiante com o ângulo do racismo expresso por Meghan na Oprah [programa The Oprah Winfrey Show, o talk show com maior audiência da história da televisão norte-americana]. A CNN até tem um departamento de notícias sobre “UK Royals” e faz o que pode para derrubar os Windsor junto com todos os outros brancos, assim como o New York Times faz com seu Projeto 1619.

    Créditos: Tattoo no toco

    Até a RT [Russia Today, rede de televisão internacional fundada na Rússia e financiada pelo Estado russo] teve que atacar a família real “racista” com um artigo vergonhoso de David Matthews, que odeia a hierarquia social, mas apenas se ela for aristocrática. Nirpal Dhaliwal, um escritor britânico cuja ancestralidade é a ex-colônia britânica da Índia, diz que Meghan prova que “a celebridade negra agora eclipsa a realeza britânica. O pacto Meghan-Oprah reflete como, na Nova Ordem Mundial, os negros americanos são agora um bloco mais poderoso do que a aristocracia britânica”.

    De alguma forma, a rainha Elizabeth e o príncipe Phillip, duque de Edimburgo, conseguiram representar a Grã-Bretanha de maneira digna desde seu casamento em 1947. Mas alguns de seus filhos e netos não tiveram disciplina. Assistir à desintegração da família real britânica é como ver o desmoronamento do mundo ocidental. Claro, para usar um termo antiquado, Meghan carece de uma educação de família real. Ela é uma corista de Los Angeles (EUA), no caso dela uma pequena atriz de cinema, que se casou bem. Mas o Príncipe Harry teve uma educação real. Então, qual é a sua desculpa?

    A desculpa de Harry é que ele cresceu em uma cultura que demoniza os brancos como colonialistas/imperialistas/ racistas. Ele cresceu em uma cultura em que os primeiros-ministros britânicos e seus governos davam tratamento preferencial aos invasores imigrantes em relação aos cidadãos étnicos britânicos. Ele cresceu em uma cultura na qual as universidades de Oxford e Cambridge abominam a “brancura” como racista e derrubam estátuas de seus benfeitores.

    A família real britânica é um símbolo, como uma bandeira, não um centro de poder. A rainha não tem capacidade de regular ou controlar a cultura, em grande parte importada dos Estados Unidos. A cultura ocidental foi subvertida e se voltou contra si mesma. O Príncipe Harry simplesmente reflete esse fato.

    A razão pela qual o Ocidente não tem futuro é que apenas as gerações mais velhas foram aculturadas para apreciar a longa luta para alcançar a liberdade civil e um governo responsável. Para muitos das gerações mais jovens, isso nada mais é do que o uso de palavras para encobrir o racismo branco.

    Ao acusar a realeza britânica de racismo, por implicação Meghan está acusando os britânicos de racismo. Isso a torna uma heroína da mídia. A Política de Identidade usará Meghan para desacreditar a família real e a Grã-Bretanha, juntamente com os brancos em geral.

    Como Meghan pode justificar seu título de “brancura” de Duquesa de Sussex? Ela não deveria renunciar, ou está esperando por mais munição contra a família real ao ser privada de seu glorioso título por causa de sua indiscrição?

    A comentarista negra Candice Owens diz sobre Meghan Markle: “Você olha para ela e não consegue perceber, só de olhar para Meghan Markle, que ela é negra”.


    Fonte: freewestmedia.com

    quarta-feira, 10 de março de 2021

    Por que sempre subestimaram os socialistas?

     Trecho extraído do livro Ação Humana, de 1948


    As massas, as legiões de indivíduos comuns, não concebem ideias, sejam elas verdadeiras ou falsas. Elas apenas escolhem entre as ideologias elaboradas pelos líderes intelectuais da humanidade. No entanto, essa escolha é decisiva e determina o curso dos eventos. Se preferirem doutrinas ruins, nada poderá impedir o desastre.

    A filosofia social do Iluminismo não se deu conta dos perigos que poderiam advir da prevalência de ideias falsas. As objeções habitualmente apresentadas contra o racionalismo dos economistas clássicos e dos pensadores utilitaristas eram inconsistentes; no entanto, havia uma deficiência nestas doutrinas: elas ingenuamente pressupunham que tudo quanto fosse lógico e razoável prevaleceria. 

    Não chegaram a imaginar a possibilidade de a opinião pública apoiar ideias espúrias cuja aplicação viesse a ser danosa à prosperidade e ao bem-estar, e que levasse à desintegração da cooperação social.

    Atualmente, é moda desmerecer aqueles pensadores que criticavam a fé que os filósofos liberais depositavam no homem comum. Apesar disso, foram pensadores como Edmund Burke e Karl Haller, Luis de Bonald e Joseph de Maistre que chamaram atenção para o problema essencial que os liberais não haviam percebido. Foram eles que souberam avaliar o comportamento das massas mais realisticamente do que os seus adversários.

    Esses pensadores conservadores, sem dúvida, iludiam-se ao pensar que o sistema tradicional de governo paternalista e a rigidez das instituições econômicas pudessem ser preservadas. Louvavam o Ancient Régime pela prosperidade que havia proporcionado e por haver até mesmo humanizado a guerra. Mas não perceberam que precisamente essas realizações haviam dado lugar a um aumento demográfico e, portanto, a um excedente populacional para o qual não havia mais espaço no antigo sistema de restricionismo econômico. 

    Ignoraram o surgimento de uma classe de pessoas que não poderia ser absorvida, se prevalecesse a ordem social que desejavam perpetuar. Não conseguiram oferecer uma solução para o mais sério problema que a humanidade teria de enfrentar às vésperas da "Revolução Industrial".

    O capitalismo deu ao mundo aquilo de que ele precisava: um melhor padrão de vida para um  população em constante crescimento. Mas os liberais, os pioneiros e os defensores do capitalismo, não chegaram a perceber um ponto essencial: um sistema social, por mais benéfico que seja, não pode funcionar sem o apoio da opinião pública. Não previram o êxito que a propaganda anticapitalista teria.

    Depois de haverem destruído o mito de que reis sagrados estavam a mando de Deus em uma missão divina, os liberais se deixaram seduzir por outras doutrinas não menos ilusórias: o poder irresistível da razão, a infalibilidade da volonté générale, e a divina inspiração das maiorias. 

    A longo prazo, pensavam eles, nada pode impedir a melhoria progressiva das condições sociais. Ao desmascarar antigas superstições, a filosofia do Iluminismo havia, de uma vez por todas, implantado a supremacia da razão.

    Os resultados das políticas pró-liberdade seriam uma demonstração irresistível das vantagens da nova ideologia; nenhum homem inteligente se atreveria a questioná-la. Estava implícita na convicção desses filósofos que a imensa maioria das pessoas é inteligente e capaz de pensar corretamente.

    Não ocorreu aos antigos liberais que a maioria poderia interpretar a experiência histórica com base em outras filosofias. Não imaginaram a popularidade que viriam a ter, nos séculos XIX e XX, ideias que eles considerariam como regressivas, supersticiosas e inconsistentes. Estavam tão convencidos do fato de que todos os homens são dotados da faculdade de raciocinar corretamente, que não souberam interpretar adequadamente os presságios. 

    Consideravam todos esses maus augúrios apenas como recaídas passageiras, episódios acidentais, sem importância para o filósofo que contemplava a história da humanidade sub specie aeternitatis. Os defensores do atraso poderiam dizer o que quisessem, mas havia um fato que não poderiam negar: que o capitalismo propiciou a uma população em rápido crescimento um padrão de vida cada vez melhor.

    Pois foi precisamente este fato que a imensa maioria contestou. 

    O ponto essencial das teses de todos os autores socialistas, e particularmente das de Marx, é a afirmativa de que o capitalismo resulta no progressivo empobrecimento das massas trabalhadoras. Em relação aos países capitalistas, o equívoco desse teorema é explícito e não tem como ser negado. Em relação aos países subdesenvolvidos, que só foram afetados superficialmente pelo capitalismo, o crescimento demográfico sem precedentes não parece confirmar a interpretação de que as massas estão cada vez mais em pior situação. Esses países são pobres em comparação com outros mais avançados. Sua pobreza é fruto do rápido crescimento populacional. Preferem ter mais filhos do que elevar o seu padrão de vida. A decisão é deles. 

    Mas não se pode negar o fato de que tiveram os recursos necessários para prolongar a duração média de vida. Teria sido impossível criar tantas crianças sem que tivesse ocorrido um aumento dos meios de subsistência.

    Apesar disso, não apenas os marxistas, como também muitos autores "burgueses" seguem afirmando, sem grande oposição, que a previsão de Marx quanto à evolução do capitalismo foi, de um modo geral, confirmada pela história dos últimos cem anos.

    Positivismo no Brasil

     O Positivismo no Brasil.

    Sem dúvida alguma que, entre as correntes filosóficas em ascensão nas últimas décadas do século XIX, o Positivismo foi a que mais repercussão teve no seio do pensamento brasileiro. A razão fundamental desse fato radica na pré-existente tradição cientificista que se iniciou com as reformas pombalinas, à luz das quais estruturou-se todo o sistema de ensino superior, em bases que privilegiavam a ciência aplicada e a instrução estritamente profissional. Isso explica a tardia aparição da ideia de universidade (entendida como instância de cultura superior e de pesquisa básica), no contexto cultural brasileiro. Efetivamente, só a partir da década de 1920 ganharia corpo a ideia de universidade, como reação contra o Positivismo reinante.

    O Positivismo teve no Brasil quatro manifestações diferentes: a ortodoxa, a ilustrada, a política e a militar. A corrente ortodoxa teve como principais representantes Miguel Lemos (1854-1917) e Teixeira Mendes (1855-1927), os quais fundaram, em 1881, a Igreja Positivista Brasileira, com o propósito de fomentar o culto da “religião da humanidade”, proposta por Comte (1798-1857), no seu Catecismo positivista.

    A corrente ilustrada teve como principais representantes Luís Pereira Barreto (1840-1923), Alberto Sales (1857-1904), Pedro Lessa (1859-1921), Paulo Egydio (1842-1905) e Ivan Lins Monteiro de Barros (1904-1975). Esta corrente defendia o plano proposto por Comte na primeira parte da sua obra, até 1845, antes de formular a sua “Religião da Humanidade”, e que poderia ser sintetizado assim: o Positivismo constitui a última etapa (científica) da evolução do espírito humano, que já passou pelas etapas teológica e metafísica e que deve ser educado na ciência positiva, a fim de que surja, a partir desse esforço pedagógico, a verdadeira ordem social, que foi alterada pelas revoluções burguesas dos séculos XVII e XVIII.

    A corrente política do positivismo teve como maior expoente Júlio de Castilhos (1860-1903) [cf. Vélez, 1980], que em 1891 redigiu a Constituição do Estado do Rio Grande do Sul, que entrou em vigor nesse mesmo ano. Segundo essa carta, as funções legislativas passavam às mãos do poder executivo, sendo os outros dois poderes públicos (legislativo e judiciário) tributários do executivo hipertrofiado. Para Castilhos, deveria se inverter o dogma comteano de que à educação moralizadora seguiria pacificamente a ordem social e política. O Estado forte deveria impor, coercitivamente, a ordem social e política, para depois educar compulsoriamente o cidadão na nova mentalidade, ilustrada pela ciência positiva. Esta corrente ganhou maior repercussão do que as outras três, devido a que obedeceu à tendência cientificista de que já se tinha impregnado o modelo modernizador do Estado consolidado pelo marquês de Pombal.

    Assim, as reformas autoritárias de tipo modernizador que o Brasil iria experimentar ao longo do século XX deram continuidade à mentalidade castilhista do Estado forte e tecnocrático. Este modelo consolidou-se na obra de um seguidor de Castilhos, Getúlio Vargas (1883-1954), que sofreu também a influência organicista da sociologia saint-simoniana, conhecida por ele através da obra literária de Émile Zola (1840-1902). Aconteceu com o castilhismo algo semelhante ao ocorrido no México com o porfirismo: ambas as doutrinas cooptaram a filosofia positivista como ideologia estatizante e reformista.

    A corrente militar positivista teve como principal representante Benjamin Constant Botelho de Magalhães (1836-1891), professor da Academia Militar e um dos chefes do movimento castrense que derrubou a monarquia em 1889. Esta corrente estruturou-se paralelamente à ilustrada, projetando, ao longo das últimas décadas do século XIX, o ideário cientificista pombalino, conforme destacou Antônio Paim [1980: 259]: “A adesão às doutrinas de Comte por parte dos líderes da Academia Militar deu-se no estreito limite em que contribuiu para desenvolver as premissas do ideário pombalino, quer dizer, a crença na possibilidade da moral e da política científicas. Para comprová-lo, basta comparar as funções que Comte destinava às forças armadas e o papel que Benjamin Constant atribui ao Exército”.

    A filosofia positivista foi vigorosamente criticada pela corrente denominada de “Escola do Recife” [cf. Paim, 1966]. O fundador e mais destacado representante dessa corrente de pensamento foi Tobias Barreto (1839-1889). Outras figuras dignas de menção são Sílvio Romero (1851-1914), Clóvis Beviláqua (1859-1944), Artur Orlando (1858-1916), Martins Júnior (1860-1909), Faelante da Câmara (1862-1904), Fausto Cardoso (1864-1906), Tito Lívio de Castro (1864-1890) e Graça Aranha (1868-1931).

    A denominada “Corrente Culturalista” retomou, hodiernamente, em bases neokantianas e liberais, com Miguel Reale (1910-2006), Antônio Paim (1927-) e outros, a crítica ao Positivismo iniciada pela “Escola do Recife” no final do século XIX, abrangendo a tradição estatizante legada pelo Castilhismo. A principal crítica levantada pelos culturalistas diz relação à fusão, no início do século XX, entre Positivismo e Marxismo, realizada por Leônidas de Rezende (1889-1950), que terminou dando ensejo a uma vulgata pedagógico-doutrinária de positivismo marxista que, com o auxílio de teóricos de inspiração gramsciana como Paulo Freire (1921-1997) e Moacyr Gadotti (1941-), terminou encampando a pedagogia e o sistema educacional ao longo dos últimos trinta anos, com sério comprometimento, para o Brasil, na busca de horizontes abertos a um desenvolvimento capitalista realizado em bases liberais [cf. Freire, 2013; Gadotti, 1983].

    A longa passagem do Partido dos Trabalhadores pelo poder terminou fortalecendo esse viés corporativista e estatizante, agravado pela pesada onda de corrupção que terminou levando o nome genérico de “O Mecanismo” (com generalizada articulação burocrática e corporativista, que tem conduzido o Brasil à perigosa beira da imobilidade e da incompetência, neste início de milênio) .

    segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

    O verdadeiro Socialismo e o Capitalismo

     O verdadeiro Socialismo

    Quais foram as conquistas do Nacional-Socialismo na área de política social, além da eliminação do desemprego?

    Em primeiro lugar ele eliminou a luta de classes, deu ao termo Socialismo um novo conteúdo e substituiu palavras e promessas por ações.

    E por isso mesmo ele é combatido até hoje. Tentam confundir as pessoas em torno da questão racial, desviando as atenções deste evento único na história, onde um grande povo procurou eliminar dois parasitas: a luta de classes e a escravidão dos juros – NR.

    A 2 de maio de 1933, o NSBO (Nationalsozialistische Betriebszellenorganisation = Organização nacional-socialista das câmaras trabalhistas) assume os sindicatos. A 3 de maio de 1933, a Frente de Trabalho Alemã ocupa o lugar dos sindicatos, uma grande frente unida de todas as forças produtivas alemãs, a primeira e maior organização do mundo, onde empregador e empregado foram incorporados numa unidade trabalhista comunitária.“

    Independente do posicionamento político individual, o símbolo da suástica em apologia ao Nacional-Socialismo é proibido/censurado pela legislação brasileira, numa verdadeira afronta à liberdade de expressão (LEI Nº 9.459, DE 13 DE MAIO DE 1997). Aqueles que alegam a suposta morte de milhões pelo governo de Hitler, se silenciam diante do símbolo comunista da foice e do martelo, cujos influenciados governos comprovadamente trouxeram a morte a mais de 100 milhões de seres humanos. A política hipócrita de “dois pesos, duas medidas” tornou-se, infelizmente, o norte de nossos tempos – NR.

    Após meses de intenso trabalho, é aprovado a 20 de janeiro de 1934 a Lei para regulamentação do trabalho nacional, a base para criação de uma política social nacional-socialista, sem contrapartida em qualquer lugar do mundo. Pela primeira vez, os termos “honra social” e “utilidade pública” (soziale Ehre e Gemeinnutz) foram fixadas por meio de lei. Ela se baseava nos três pilares nacional-socialistas: princípio da liderança, uso comunitário e honra.

    A lei tinha sete subdivisões, onde as cinco mais importantes são:

    – Líder do Conselho da fábrica e da confiança mútua
    – Representante trabalhista do Reich
    – Regulamentação trabalhista e tarifária
    – Justiça da honra social
    – Proteção contra demissão

    Com a promulgação destas diretrizes, o trabalhador alemão daquela época conquistou:

    1. Justiça

    Anteriormente, as relações trabalhistas estavam submetidas aos chamados “livres” contratos de trabalho e ao regateio do sindicato e associações do trabalho.

    Com a lei, acima das livres decisões do diretor da fábrica está o poder do Estado, que através do Representante trabalhista do Reich pode fiscalizar se justiça e uso público prevalecem ante despotismo e interesse pessoal.

    2. Eliminação da exploração

    Anteriormente, o abuso de poder por parte do empresário, exploração maldosa da força produtiva e condições insalubres, eram combatidas através do longo caminho da ação judicial particular, que não estava ao alcance da maioria dos trabalhadores alemães.
    Com a lei, os Representantes trabalhistas do Reich agem como procuradores do Estado para dirimir problemas também relacionados quanto à honra social. Um diretor que abusa na empresa de sua posição sobre os empregados ou viola a honra destes, se coloca sob as penas do tribunal social da honra (Ehrengericht). Casos particularmente mais graves podem destituir o diretor de sua função na empresa. Uma vez imposta a lei, culminou em 1935 na absolvição de somente 4 casos dentre os 156 processos de honra social.

    3. fim da pressão sobre o salário

    Obrigações e benefícios não são mais negociados agora no contrato de trabalho entre associações de classe em luta e conformados segundo a relação de força entre as partes, mas sim de forma razoável, onde o Representante trabalhista do Reich promove como órgão estatal a remuneração justa dos trabalhadores. Caso seja exigida a proteção do empregado, ele estipula condições mínimas trabalhistas para regulamentação das condições de trabalho, que não podem ser ignoradas. Peritos juramentados são convocados. Um diretor que não cumpre as condições mínimas fica sujeito às penalidades jurídicas. Os colaboradores podem exigir a qualquer momento o pagamento da diferença entre remuneração paga e o mínimo estipulado. Uma renúncia à remuneração mínima, por princípio, não tem efeito.

    4. Pagamento do salário em caso de incapacidade

    Anteriormente, em casos de doença ou acidente de trabalho, o pagamento ao trabalhador era raramente feito além dos primeiros três dias.
    Com a nova lei, a continuação do pagamento continuava na maioria dos casos. Em cerca de 25% dos casos, já existia em 1937 até o pagamento de auxílio aos dependentes em caso de morte do empregado.

    5. Proteção contra demissões

    Grande esforço para manter o lugar de trabalho através de longos prazos de demissão. Até 1933, os trabalhadores tinham um prazo de 1 dia, em casos especiais, uma semana. Após 1933, em inúmero casos o prazo era de 2,3,4 e 6 semanas, até o fechamento do trimestre e no caso de longas relações trabalhistas, prazo de demissão de três meses.

    6. dentro do possível, supressão da demissão em massa

    O Representante trabalhista do Reich tem poder procurador para alterar o prazo de demissão. Dentro deste prazo, as demissões só poderão ocorrer com a permissão do Representante trabalhista. Com isso o colaborador tem uma ampla proteção diante de fechamentos.

    7. proteções extras para os trabalhadores alemães

    Anteriormente existia a exploração desmedida e o despotismo nas regras para remuneração. Após a lei, fixação da remuneração através do Representante trabalhista do Reich. Mais de 400 classes salariais. Os Representantes especialistas fixam uma justa remuneração do trabalhador nacional.

    8. Regulamentação das férias

    Anteriormente: férias do trabalhador eram totalmente ignoradas. Em contrapartida, desde 1934, em toda relação trabalhista as férias são consideradas. O prazo de direito às férias foi do anterior um ano, ou mais, reduzido em seis meses.

    9. Gratificações de Natal, ajuda de férias e outros

    Antes: comum somente para funcionários mais graduados
    Após a lei: em muitas empresas, introduzido também para todos os colaboradores da empresa.

    Independente do posicionamento político individual, o símbolo da suástica em apologia ao Nacional-Socialismo é proibido/censurado pela legislação brasileira, numa verdadeira afronta à liberdade de expressão (LEI Nº 9.459, DE 13 DE MAIO DE 1997). Aqueles que alegam a suposta morte de milhões pelo governo de Hitler, se silenciam diante do símbolo comunista da foice e do martelo, cujos influenciados governos comprovadamente trouxeram a morte a mais de 100 milhões de seres humanos. A política hipócrita de “dois pesos, duas medidas” tornou-se, infelizmente, o norte de nossos tempos – NR.

    Características da atual crise financeira mundial são encontradas neste ensaio sobre o Capitalismo. Além da data do artigo, chama atenção sua autoria: Joseph Goebbels.

    “Democrática província do dinheiro”

    Capitalismo não é uma coisa, mas sim uma relação para com ela. Não são as minas, fábricas, imóveis e terrenos, instalações ferroviárias, dinheiro e ações, as causas de nossa necessidade social, mas sim o abuso destes bens do povo. O capitalismo não é nada mais que a usurpação do capital do povo e, de fato, esta definição não encontra sua definição na limitação da pura economia. Ela tem sua validade ampla em todas as áreas da vida pública. Ela representa um princípio. Capitalismo é, sobretudo, o uso abusivo dos bens comuns, e a pessoa, que comete este abuso, é um capitalista.

    Aqueles que abusam de centenas de bilhões de dólares, bem comum dos contribuintes, para dá-los aos bancos, aumentando a dívida pública e consequentemente o pagamento dos juros, estes são capitalistas. Seriam também vigaristas? – NR.

    Uma mina existe para fornecer carvão ao povo, para que ele tenha luz e calor. Fábricas, casas, propriedades e terrenos, dinheiro e ações, existem para estar a serviço do povo, e não para tornar escravo um povo. A posse destes bens não proporciona somente direitos, mas deveres. Propriedade significa responsabilidade, e não apenas com seu próprio bolso, mas perante o povo e seu bem-estar. No início, as minas estavam lá para servir à produção, e a produção existe para servir ao povo. Não foi o dinheiro que descobriu as pessoas, mas sim as pessoas que inventaram o dinheiro, e para que ele lhes sirva, e não para que as subjugue.

    Consciente disto, nosso Estado promulgou na Constituição de 1988 o limite máximo de 12% para cobrança de juros bancários. Alguém arrisca adivinhar quanto tempo esta decisão soberana do povo prevaleceu? – NR.

    Se eu abuso dos bens econômicos para torturar e fazer sofrer o meu povo, então eu não sou digno da posse destes bens. Então eu inverto o sentido da vida no seu oposto, eu sou um capitalista da economia. Se eu promovo abuso de bens culturais, por exemplo, eu aproveito da religião para motivos econômicos ou políticos, então eu sou um mau administrador do bem a mim confiado, um capitalista cultural. O capitalismo se transforma num instante nas mais intragáveis formas, onde os motivos pessoais, para quais ele serve, se sobrepõem ao interesse de todo o povo. Parte-se então das coisas e não das pessoas. O dinheiro torna-se então o eixo, em torno do qual tudo gira.

    No Socialismo é o contrário. A cosmovisão socialista começa no povo e então avança sobre as coisas. As coisas se submetem ao povo; o socialista coloca o povo sobre tudo, e as coisas são só meios para se atingir os fins.

    Apliquemos esta premissa na vida econômica, então resulta a seguinte situação:

    Em um sistema capitalista, o povo serve à produção, e esta é dependente por sua vez do poder do dinheiro. O fantasma do dinheiro triunfa sobre a presença viva do povo.

    Em um sistema socialista, o dinheiro serve à produção, e a produção serve ao povo. O fantasma dinheiro se submete à comunidade orgânica de sangue – povo. O Estado pode ter nestas coisas somente um papel regulador. Ele revela os eternos conflitos entre capital e trabalho, seu caráter destrutivo. Ele é o juiz entre ambos, mas que age implacavelmente quando o povo está ameaçado. Existe para ele somente uma clara decisão, seja como for. Se ele se coloca numa disputa econômica ao lado hostil ao povo – pode ser tão nacional como quiser – então ele é capitalista. Ao contrário, caso ele sirva à justiça, e que é análogo à necessidade estatal, então ele é socialista.

    Tão claras e transparentes possam parecer estes fundamentos da teoria, tão difíceis e complicados eles são na prática política. Eles dependem de milhares de questões individuais de caráter técnico ou comercial, de condições macro-econômicas globais e embaraços políticos mundiais. Mas esses problemas são insolúveis para um povo que interiormente não tenha caráter e seja exteriormente um escravo. Este é o caso hoje da Alemanha. Para nós não é colocado o debate, se Socialismo ou Capitalismo. Nós precisamos trabalhar para nossos opressores e não temos tempo para pensar em Socialismo, para não mencionar que mesmo que tivéssemos também a modesta possibilidade, seria difícil colocá-lo em prática.

    Aqui no Brasil também não é colocado em debate se o nacionalismo socialista poderia ser a solução – NR.

    Este foi o erro crucial do proletariado alemão naquele infeliz 18 de novembro de 1918: pode se perder uma guerra, deixar acontecer uma revolução, e apesar disso pode-se derrubar um Estado capitalista e erigir em seu lugar um Estado socialista. Isso só foi possível com as armas. Ninguém conseguiu na história mundial estabelecer uma nova cosmovisão – e o Socialismo é uma – através de uma capitulação, mas somente com resistência e ataque. 1918 apresentou aos socialistas alemães somente uma missão: manter as armas e defender o Socialismo alemão. Isso não foi feito. Conversa-se e realizam-se revoluções, mas o trabalhador alemão não nota que com isso ele apenas segura o cabide para seu pior inimigo, o capital internacional.

    O resultado desta tolice é a anarquia de hoje. No papel uma Democracia social; na prática uma plantação do capital internacional. Ao contrário, nós nos posicionamos para a defesa. Como somos socialistas, queremos que o dinheiro sirva ao povo, por isso nos rebelamos contra esta situação, preparem a vontade para romper com um sistema insuportável, que dos escombros da democrática província do dinheiro, levante o Estado nacional alemão.

    No combate contra as Altas Finanças temos o verdadeiro motivo para que o Nacional-Socialismo seja tão exorcizado pelos gafanhotos apátridas. Caso contrário, ele teria sido mais um dos inúmeros regimes autoritários que existiram ao longo da história – NR.

    15 de julho de 1929.

    Joseph Goebbels, O ataque – Extratos da época de luta, 1935, p. 188-190

    quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

    Revolução e os erros teóricos

     O que Karl Marx e Adam Smith, tidos como pensadores opostos, têm em comum? 

    Smith cometeu um erro extremamente básico e Marx criou toda sua teoria em cima deste erro — um erro que possui monumentais consequências e que mudou o mundo para sempre.

    Em seu famoso tratado sobre a riqueza das nações, Adam Smith afirmou que, em condições primitivas ou em cidades pequenas, aqueles indivíduos que vão ao mercado para vender seus produtos (sejam eles produtos agrícolas, parte do seu rebanho ou mesmo produtos manufaturados) ganham, nesse processo de venda, um salário. 

    Isto é, a renda auferida por esses indivíduos autônomos que vendem bens no mercado é o seu salário.

    Tanto Marx quanto Adam Smith (que veio antes de Marx) presumiram erroneamente que, "no estado rude e primitivo da sociedade" (para utilizar as palavras de Smith), todas as rendas obtidas eram salários. 

    Salário? Grave erro. Aquilo que é obtido por alguém que sai da autossuficiência agrícola para vender seus produtos no mercado não é um salário, mas, sim, um lucro. Ou um prejuízo. 

    Para Smith e Marx, porém, não havia lucro neste modelo. O lucro, segundo eles, só passou a existir com o surgimento do capitalismo.  

    Mais ainda: segundo eles, o lucro ocorre à custa dos salários. Outro erro. E grave. Foi daí que surgiu toda a teoria da exploração e da mais-valia.

    Lucros (ou prejuízos), portanto, são a forma original de receita; são obtidos apenas por empreendedores. Já o salário é uma forma de pagamento que surge apenas quando um capitalista entra em cena. 

    O erro compartilhado por Smith e Marx gerou a ideia de que, para obter lucros — a famosa "mais-valia" exploradora —, os capitalistas tinham de manter para si parte do salário de cada empregado. Mas a realidade é outra: a riqueza é criada por aquele indivíduo que sabe como transmitir suas visões, arriscar recursos e reconhecer oportunidades — tudo isso ao mesmo tempo em que ele cria uma renda regular para terceiros durante esse processo.

    O surgimento do capitalismo, portanto, não foi o responsável nem pela dedução dos salários e nem pelo surgimento do lucro. Ele foi o responsável pela criação dos salários.  

    O lucro do capitalista não ocorre à custa dos salários dos empregados. Ao contrário: os salários dos empregados são deduzidos do lucro do capitalista. 

    Primeiro surgiu o lucro; só depois é que surgiu o salário. É o salário que é deduzido do lucro dos capitalistas, e não o lucro que é deduzido do salário dos trabalhadores.

    No que concerne à relação entre capitalistas e assalariados, a verdade é exatamente o inverso daquilo que é alegado pela teoria da exploração. 

    Os capitalistas não deduzem seus lucros dos salários dos trabalhadores; os capitalistas são os responsáveis pelo surgimento dos salários. Sendo um custo de produção, os salários são deduzidos das receitas, as quais, na ausência de capitalistas, representariam o lucro total.

    Antes dos capitalistas, todos tinham de assumir por completo todo o risco de uma dada atividade. Já hoje, podemos delegar os riscos para aqueles que são mais ambiciosos e mais capacitados para atividades empreendedoras, já sabendo que, no final do mês, receberemos nossos contracheques.  

    Tal arranjo é infinitamente mais produtivo e eficaz. Em última instância, é ele quem elimina a pobreza.

    O que nos leva à pergunta derradeira: quem de fato "explora" quem? Os empreendedores e capitalistas exploram os trabalhadores, ou os trabalhadores basicamente vivem da inteligência, produtividade e prudência dos empreendedores e capitalistas?

    Essa estória de que revoluções liberais precisam do apoio popular é lorota. O povo é autoritário.

    A primeira revolta a favor da liberdade foi promovida por nobres ingleses contra o Rei. Foi a revolta que instituiu a Carta Magna.

    A segunda revolta a favor da liberdade também ocorreu na Inglaterra: foi a Revolução Gloriosa liderada pelo todo poderoso governador holandês William de Orange que invadiu a ilha britânica, destitui o rei, tomou-lhe o lugar casando com a herdeira do trono e propôs ao parlamento o Bill of Rights.

    A terceira revolta a favor da liberdade ocorreu nos Estados Unidos da América e se deu após uma conspiração de aristocratas que convidaram um general para liderá-la.

    As duas revoluções populares dignas de serem mencionadas foram a Francesa e a Socialista. Ambas acabaram em caos, terror e décadas de opressão, não apenas onde foram iniciadas, mas em países que adotaram seus princípios liberticidas por imposição.

    No Brasil, as revoluções de 1889, 1930 e 1964, por serem positivistas, tiveram o mesmo destino das revoluções que ocorreram na Europa Continental, porque quiseram falar em nome do povo, mas o povo sempre foi tratado como mero argumento para que canalhas assumissem e mantivessem o poder.

    A revolução de 1988, onde os social-democratas venceram os positivistas no cansaço, vai ter o mesmo fim. Colapso, caos, terror e recomeço. Pena que no Brasil todo recomeço repete o que foi feito anteriormente, seja por falta de memória, por ignorância ou por incapacidade cognitiva de aprender com a história.

    O que podemos concluir também é que a diferença entre os países que dão certo e os que dão errado é a qualidade intelectual e moral das suas elites.

    sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

    O petróleo abiótico

     

    De onde veio afinal de contas a história que o petróleo teria surgido de fósseis de organismos vivos, sendo, portanto, biótico? O geólogo russo Mikhailo Lomonossov teve esta ideia pela primeira vez em 1757: “petróleo surge de pequenos corpos de animais, enclausurados em sedimentos sob alta pressão e temperatura e se transformam em petróleo após um período inimaginável”. Nós não sabemos quais observações o levaram a isso, só que esta teoria nunca foi comprovada e é aceita sem provas há mais de 200 anos e ensinada nas universidades.

    Porém, nunca foram encontrados fósseis de animais nas reservas de petróleo. Esta falta de provas mostra que a teoria do combustível fóssil é somente uma afirmação e ela não suportaria qualquer comprovação científica. Geólogos que espalham a teoria do combustível fóssil, não puderam apresentar qualquer prova da existência de organismos vivos, dos quais deveria ter surgido o petróleo.

    Um dos elementos mais presentes sobre a Terra em nosso sistema solar é o carbono. Nós, seres humanos, somos formados em grande parte por carbono, assim como todos os outros seres vivos e plantas do planeta. E até em pelo menos 10 planetas e luas de nosso sistema solar foram observadas grandes quantidades de hidrocarboneto, a base para o petróleo.

    A sonda espacial Cassini descobriu sobrevoando a lua de Saturno, Titan, que ela é repleta de hidrocarboneto líquido.

    Mas lá não havia qualquer “ser vivo” que poderia ter produzido hidrocarboneto, ele deve surgir de alguma outra transformação química. Devido à sua particular configuração atômica, o carbono possui capacidade de formar complexas moléculas e apresenta, entre todos os elementos químicos, a maior complexidade de ligações químicas.

    Nós aqui na Terra, e as placas continentais, flutuamos sobre uma inimaginável quantidade de hidrocarbonetos. Nas profundezas do manto terrestre aparece como em uma indústria química, sob determinada temperatura, pressão e adequadas condições, grande quantidade de hidrocarboneto. A anorgânica rocha calcária é transformada em um processo químico. Os hidrocarbonetos, que daí resultam, são mais leves que as camadas de solo e rocha sedimentares, por isso eles sobem pelas fendas da Terra e se acumulam sob camadas impermeáveis da crosta terrestre.

    O magma quente é o fornecedor de energia para este processo e com isso, o petróleo não energia solar acumulada, como sempre é afirmado. O resultado chama-se petróleo abiótico, porque não surgiu a partir da decomposição de formas biológicas de vida, mas sim de um processo químico no interior da Terra. E este processo acontece continuamente e para sempre. O petróleo é produzido incessantemente e nunca pode acabar.

    Os argumentos mais importantes para o petróleo abiótico são:

    • O petróleo é extraído de grandes profundidades, chegando até 13 km. Isso contradiz totalmente a origem dos fósseis, pois os seres vivos do mar nunca conseguiram ir até lá e a temperatura nestas profundidades teria destruído todo material orgânico. Somente um aparecimento abiótico do petróleo pode esclarecer isso.
    • As reservas de petróleo, que desde os anos 70 deveriam estar vazias, se completam novamente por si mesmas. O aparecimento do petróleo fóssil que aconteceu somente uma vez há 500 anos não pode explicar este fenômeno. Já o aparecimento abiótico pode, pois aqui o petróleo é produzido incessantemente.
    • A quantidade de petróleo extraída nos últimos 100 anos supera a quantidade de petróleo que poderia ter sido formado através da biomassa. Tanto material vegetal e animal nunca existiu num único momento, para serem transformados em petróleo. Somente um processo para fabricação de hidrocarbonetos no interior da Terra pode suprir esta gigantesca quantidade.
    • Quando observamos as grandes reservas de petróleo no mundo, então é notório que elas aparecem onde as placas tectônicas estão em contato uma com as outras ou se deslocam. Nestas regiões existem suficientes fendas, um indício, que o petróleo provém do interior da Terra e migra vagarosamente através das aberturas para a superfície.
    • Nos laboratórios foram criadas condições semelhantes àquelas que predominam nas profundezas do planeta. Com isso foi possível produzir metano, etano e propano. Estas experiências provam que os hidrocarbonetos podem se formar dentro da Terra através de simples reações anorgânicas – e não pela decomposição de organismos mortos, como é aceito geralmente.
    • Petróleo não pode ter 500 milhões de anos e permanecer tão “fresco” no solo, até que nós o extraímos à luz do dia. As longas moléculas de carbono teriam se decomposto. O petróleo que nós utilizamos é jovem, caso contrário ele já teria se volatizado há muito tempo. O fato é uma total contradição ao aparecimento fóssil do petróleo, mas que comprova a teoria do petróleo abiótico.

    Os russos descobriram-no

    Em 1970, os russos começaram a perfurar poços profundos, eles alcançaram nisso recordes mundiais além dos 13.000 metros. Desde então, as grandes petrolíferas russas, incluindo a Yukos, perfuraram mais de 310 super poços e extraem de lá o petróleo. No último ano, a Rússia superou o maior produtor mundial, a Arábia Saudita.

    Os russos dominam a complicada técnica de perfuração profunda há 42 anos, eles podem explorar as infinitas reservas de petróleo das profundezas na Terra, enquanto o Ocidente ignora isso totalmente.

    Os russos provaram ser totalmente falsa a explicação dos geólogos ocidentais de que o petróleo seria um material orgânico decomposto que teria se transformado. Nós podemos acreditar facilmente nesta lenda, se não se reflete muito sobre o assunto, ele é um tremendo engodo.

    Nos anos 1940 e 1950, os especialistas russos descobriram, para sua surpresa, que as reservas petrolíferas se enchiam por si só por baixo. Eles chegaram à conclusão que o petróleo é produzido nas profundezas da Terra e emigra para cima, onde então se acumula. Isso era muito bom para ser verdade, mas eles puderam comprovar isso através das perfurações profundas.

    Entrementes, nos anos 1990 a Rússia estava tão à frente do Ocidente na tecnologia de perfuração profunda que Wall Street, e os bancos Rockfeller e Rothschild, deram a missão e o dinheiro a Michail Chodorkowski para comprar a empresa Yukos por 309 milhões de dólares, a fim de roubar o Know-How da perfuração profunda. [1]

    Agora se pode entender, por que o presidente Vladimir Putin reverteu o presente das joias da coroa russa feita pelo bêbado e corrupto antecessor, Boris Iéltsin, e teve que retornar a Yukos e outras petrolíferas novamente para mãos russas. Isso era absolutamente importante para a Rússia, e ele botou para correr ou prendeu a elite global, os gafanhotos do Ocidente e seus serviçais, os oligarcas russos.

    Neste ínterim, os chamados cientistas, os lobistas, as prostitutas da mídia e os políticos querem que acreditemos que o fim do petróleo, senão do mundo, está às portas, porque a produção já atingiu o pico e agora decresce. Naturalmente a intenção é criar aqui um clima que justifique o alto preço do petróleo e com isso apurar lucros gigantescos.

    Nós sabemos agora que o petróleo pode ser explorado praticamente por toda a parte, pressupondo que se esteja disposto a investir nos altos custos de uma perfuração profunda. Todo país pode se tornar independente em matéria de energia. Somente o Ocidente e seus conglomerados não querem isso de forma alguma, eles querem países dependentes, que dançam segundo suas músicas e pagam caro pelo petróleo importado.

    O Vietnã é um bom exemplo, como eles lidam com pequenos países. Depois que eles foram explorados e violentados por mais de 60 anos, primeiro pelos franceses e depois pelos norte-americanos, conglomerados petrolíferos norte-americanos disseram aos pobres vietnamitas que seu país não tem petróleo, que ele seria um deserto dentro desta perspectiva. Eles não teriam qualquer possibilidade para explorar petróleo e, através da receita, se recuperar do desastre da guerra e reverter a catástrofe provocada e abandonada para trás pelos americanos através do bombardeamento e pulverização com agente laranja.

    Foi isso que os americanos fizeram: deixaram o país numa situação onde ele não pudesse mais se levantar.

    Então vieram os russos e disseram aos vietnamitas, os americanos os enganaram. Especialistas em petróleo vieram de Moscou e foi chegado a um consenso, onde os russos disponibilizaram grátis através de uma Join-Venture os maquinários e o Know-How, por uma porcentagem da receita da exploração, se é que eles fossem encontrar algo. O Vietnã nada tinha a perder e deu luz verde.

    Na sequência, os russos perfuraram mais de 5.000 metros através do duro basalto e abriram uma fonte no campo conhecido como “White Tiger”, que hoje extrai algo em torno de 182 mil. barris por dia. Através disso, os russos ajudaram os vietnamitas a ganhar novamente a confiança própria e ao mesmo tempo se tornar independentes das esmolas ocidentais. [2]

    O Vietnã foi aceito de repente no clube dos países produtores de petróleo e visto com outros olhos pela surpresa América do Norte. Os vietnamitas não irão esquecer como foram zombados e trapaceados pela América do Norte.

    Esta boa notícia se espalhou rapidamente e a Rússia é solicitada por toda parte para realizar perfurações profundas. Desta forma os chineses iniciaram algumas perfurações profundas junto com os russos e também na pobre Coréia do Norte.

    Ainda durará algum tempo, mas quando as fontes jorrarem, então estes países e outros do Terceiro Mundo irão se libertar do estrangulamento das petrolíferas do Ocidente e da escravização do Banco Mundial e não serão chantageados por mais um carregamento de arroz.

    Eles podem então dizer para a Nova Ordem Mundial, vão para o inferno!

    A afirmação que existe um máximo na extração de petróleo e de fato um golpe e uma mentira da elite global. Não se trata que o mundo logo não vai ter mais petróleo ou que não se consegue extrair mais para suprir o consumo. A lenda do “Peak-Oil” foi inventada para encobrir o fato de que a América do Norte tem uma terrível sede por petróleo, mas não está mais na condição de pagar pela sua importação de petróleo. Em outras palavras, a América do Norte está falida e tem que encontrar uma desculpa para sair desta situação, onde então constrói uma escassez e encarecimento artificial.

    Sempre menos países aceitam o desvalorizado dólar e querem que o petróleo seja pago com uma moeda estável. A América do Norte está obrigada desde os anos 70 a pagar o petróleo com o dólar impresso por ela mesmo. Como único país do mundo, ela recebe o petróleo praticamente de graça. Cada um dos outros países devem economizar divisas para quitar a conta do petróleo. Mas não os EUA.

    Caso os países produtores de petróleo negociassem com outra moeda, como o euro, então acabaria a festa para a América, então o padrão de vida teria que ser abaixado drasticamente. Finito com o “American way of life”. Por isso é que os EUA têm somente duas opções, ou reduz pela metade seu consumo descomunal ou tem que obrigar os produtores de petróleo, se necessário com violência, a continuar aceitar o dinheiro do Banco Imobiliário, o dólar.

    Um argumento dos defensores do “Peak-Oil” é que os poços de petróleo vão se esgotando e que logo eles devem estar vazios. Isso é um grande engano, pois o motivo para que a pressão e quantidade extraída diminuam, não é porque a reserva acabou, mas sim porque os dutos se entopem com o tempo. Formam-se camadas de sedimentos nos dutos de extração e através desta constrição flui menos petróleo. Mas os especialistas em petróleo sabem disso.

    Ao invés de limparem o antigo duto, que custa muito dinheiro, a reserva de petróleo é fechada. Eles podem também perfurar um novo duto para restabelecer a pressão ou recuperá-la. Mas isso é muito trabalho para os conglomerados petrolíferos, pois isso iria reduzir os lucros. Eles preferem o caminho mais cômodo e trocam a reserva. Na verdade, os campos petrolíferos não se esgotam por completo, mas sim são abandonados pela ganância em busca do maior lucro.

    É claro que não se pode extrair mais petróleo do que naturalmente flui. Após os cálculos dos especialistas, a extração na Arábia Saudita deve ser reduzida em 30% para que o suprimento natural mantenha a quantidade estabilizada. Tal restrição seria perfeitamente tolerável para nossa economia, se todas as possibilidades em economizar e otimizar fossem aproveitadas.

    Resumindo, a afirmação que o petróleo tem origem fóssil e tudo mais sobre o “Peak-Oil” é ignorância e pura propaganda. Como sabem os russos, os chineses e muitos outros, mas também o serviço secreto ocidental, o petróleo abiótico é produzido nas profundezas da Terra e é praticamente inesgotável. O Brasil é um recente exemplo, onde nos últimos anos foi encontrada na costa uma grande reserva petrolífera a uma profundidade de 5000 metros. As perfurações profundas são logicamente muito caras, por isso são conduzidas a contragosto pelos conglomerados petrolíferos ocidentais; perfura-se de preferência perto do solo, de fácil acesso e com isso de reservas mais rentáveis. [3]

    O que nos é dito pela elite global, que existe uma crise energética, não é verdade e outras razões nos são contadas. É somente mais um tema para criar medo, como a morte das florestas, as pandemias virais, o terrorismo e o aquecimento global através do homem. Tudo se resume em negócios, lucro, poder e controle.

    Aliás, o Iraque foi invadido por causa do petróleo, isso está absolutamente claro. Só que não para extrair o petróleo, ao contrário, para evitar que muito petróleo inunde o mercado e os preços caiam com isso. Antes da guerra, o Iraque extraía 6 milhões de barris por dia, agora quase 2,75 milhões. A diferença foi retirada do mercado. Saddam Hussein ameaçou extrair quantidades enormes de petróleo, inundar o mercado e vender o petróleo somente em troca com euros. Com isso ele representava um perigo para a existência econômica dos EUA e os sauditas também estavam aborrecidos com ele.

    Isso foi sua sentença de morte, por isso o Iraque foi atacado, por isso a estreita cooperação entre os EUA e a Arábia Saudita, por isso ele foi retirado do poder e enforcado, por isso os EUA permanecem lá permanentemente. Ninguém tem a permissão para por as mãos nas válvulas dos dutos petrolíferos, num país com a segunda maior reserva de petróleo do mundo, a qual o EUA não pode controlar. Por isso o Irã também é ameaçado, as mentiras e o pânico sobre o cogumelo atômico são repetidos, pois o país é ainda um grande produtor de petróleo que não dança a música de Washington.

    A propaganda funciona perfeitamente. Como escrito no artigo “O alto preço do petróleo é novamente um engodo”, trata-se de uma bolha especulativa, que não representa a situação real do mercado, ou seja, demanda e oferta, mas sim trata-se do maior lucro possível.


    Fonte: Alles Schall und Rauch. Publicado em 6/6/2008.