Seguindo a nova linha de austeridade do governo, o presidente Lula tomou posse para o seu terceiro mandato de maneira discreta.
Nada de grandes celebrações ou convidados internacionais. Nem um centavo gasto com banquetes. A cerimônia foi simples, no formato mais singelo possível.
Dispensando todos os protocolos, Lula tomou posse no grito. Esperou o momento propício, em que seu velho novo ministro da Fazenda anunciava uma medida para o suposto governo Dilma.
Lula entrou em cena, desmentiu o ministro, passou por cima de Dilma e vestiu a faixa presidencial pela terceira vez.
Guido Mantega, o homem forte da economia brasileira que faz jus ao sobrenome, desmanchou-se imediatamente. Avisara que os cortes orçamentários no próximo governo não poupariam as obras do PAC. Lula interveio: não será cortado “nenhum centavo do PAC”.
O ministro Mantega soltou então uma nota em seu estilo direto e inconfundível: custe o que custar, doa a quem doer, o chefe tem razão.
Foi bom Lula antecipar sua posse para o mês de dezembro. Ele estava há mais de seis meses sem trabalhar, passeando de palanque em palanque, e essa pré-temporada vai lhe fazer bem – a exemplo dos jogadores de futebol, curando a ressaca das férias.
E foi oportuno que o terceiro mandato começasse com uma polêmica abstrata. Oportuno e coerente.
Como se sabe, o PAC é uma criação literária de razoável sucesso. Sob seu condão, até dragagem de lodo virou aceleração do crescimento. O PAC é tudo. Conseqüentemente, não é nada. E um centavo de nada também é nada.
Nada mais apropriado do que um ministro abstrato dando uma declaração contundente sobre um programa abstrato, a mando da Mãe do PAC – a abstração em pessoa – e tudo sendo dissolvido em uma frase por Lula, o concreto.
Agora, anunciando que continuará concreto a partir de janeiro.
Lula 12 anos. Se dá certo com uísque, por que ele também não pode envelhecer sem sair da garrafa
Nada de grandes celebrações ou convidados internacionais. Nem um centavo gasto com banquetes. A cerimônia foi simples, no formato mais singelo possível.
Dispensando todos os protocolos, Lula tomou posse no grito. Esperou o momento propício, em que seu velho novo ministro da Fazenda anunciava uma medida para o suposto governo Dilma.
Lula entrou em cena, desmentiu o ministro, passou por cima de Dilma e vestiu a faixa presidencial pela terceira vez.
Guido Mantega, o homem forte da economia brasileira que faz jus ao sobrenome, desmanchou-se imediatamente. Avisara que os cortes orçamentários no próximo governo não poupariam as obras do PAC. Lula interveio: não será cortado “nenhum centavo do PAC”.
O ministro Mantega soltou então uma nota em seu estilo direto e inconfundível: custe o que custar, doa a quem doer, o chefe tem razão.
Foi bom Lula antecipar sua posse para o mês de dezembro. Ele estava há mais de seis meses sem trabalhar, passeando de palanque em palanque, e essa pré-temporada vai lhe fazer bem – a exemplo dos jogadores de futebol, curando a ressaca das férias.
E foi oportuno que o terceiro mandato começasse com uma polêmica abstrata. Oportuno e coerente.
Como se sabe, o PAC é uma criação literária de razoável sucesso. Sob seu condão, até dragagem de lodo virou aceleração do crescimento. O PAC é tudo. Conseqüentemente, não é nada. E um centavo de nada também é nada.
Nada mais apropriado do que um ministro abstrato dando uma declaração contundente sobre um programa abstrato, a mando da Mãe do PAC – a abstração em pessoa – e tudo sendo dissolvido em uma frase por Lula, o concreto.
Agora, anunciando que continuará concreto a partir de janeiro.
Lula 12 anos. Se dá certo com uísque, por que ele também não pode envelhecer sem sair da garrafa
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