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    sexta-feira, 29 de maio de 2020

    O Falangismo e José Antonio Primo de Rivera

    Por Victor Emanuel [Vilela Barbuy]

    O Falangismo, movimento político patriótico, nacionalista e espiritualista que combate o separatismo, o capitalismo liberal, a partidocracia e o bolchevismo, surge na Espanha em 1933, com a fundação da Falange Española (FE) por José Antonio Primo de Rivera, insigne advogado de profunda consciência de justiça social, político e filho de Don Miguel Primo de Rivera, ditador de Espanha na década de 1920. Em oposição à II República Espanhola, que, implantada em 1931, só gerara a desordem, com o crescente avanço dos extremistas de “esquerda” e o recrudescimento da violência, do terror vermelho e da ameaça de desagregação do país, os falangistas pregam uma Pátria una, forte, grande e livre, propugnando o estabelecimento de uma nova ordem política, econômica e social dirigida por um Estado organicamente estruturado.
    O distintivo da Falange – o jugo e as cinco flechas enfeixadas que compunham o símbolo dos Reis Católicos – foi proposto pelo célebre escritor Rafael Sánchez Mazas, que também cunhou o grito ritual de “¡Arriba España!”, compôs, em fevereiro de 1934, a famosíssima “Oración por los muertos de la Falange” e que, em dezembro de 1935, escreveu, juntamente com José Antonio Primo de Rivera, Agustín de Foxá, Pedro Mourlane Michelena, Jacinto Miquelarena, Dionisio Ridruejo e José María Alfaro, a letra de “Cara al Sol”, canção que converter-se-ia em hino da Falange. O lema dos falangistas, por seu turno, é “Patria, Justicia y Pán”.
    No ano de 1934, as Juntas de Ofensiva Nacional-Sindicalistas (JONS) de Ramiro de Ledesma e Onésimo Redondo fundiram-se à Falange.
    É bastante comum a afirmação de que a Falange Española constitui um movimento “fascista”. Ora, tal afirmação é, a meu ver, incorreta, na medida em que o Fascismo consiste num fenômeno político tipicamente italiano, não sendo possível, destarte, considerar todos os movimentos caracterizados sobretudo pelo nacionalismo e pelo espiritualismo como “fascistas”, como fizeram, aliás, pensadores do nível de um Gustavo Barroso e de um Miguel Reale, para citar somente alguns.
    Em que pese, com efeito, a existência de determinados pontos de contato entre o Falangismo e outros movimentos políticos patrióticos e nacionalistas do tempo em que surgiu, como, por exemplo, o Fascismo de Mussolini, o sadio ideário político de José Antonio Primo de Rivera e da ampla maioria dos falangistas é fundado em motivação autenticamente espanhola, nele podendo notar-se, inclusive, alguma influência do pensamento filosófico de Ortega y Gasset, além, é claro, de uma profunda influência da Doutrina da Igreja. Ademais, José Antonio Primo de Rivera afirmou por várias vezes que o Fascismo não constituía uma solução válida para a Espanha.
    Mais preocupada com a qualidade de seus adeptos do que com a quantidade, a Falange rapidamente reuniu, ainda assim, centenas de jovens preocupados em salvar a Espanha e reconduzi-la à sua vocação histórica.
    Durante algum tempo, muitos consideraram a Falange como sendo uma ridícula minoria, enquanto outros a julgavam mesmo criminosa. Com o “Alzamiento”, todavia, tudo se esclareceu, como observa Paulo Fleming em seu livro “Franco”: “eles encarnavam a Pátria no instante que antecedeu à revolução; constituíam a verdadeira maioria que não se traduz por números, mas sim, pelo valor moral, pela fé depositada nos destinos da Pátria.”
    Quando, a 18 de julho de 1936, teve início a Revolução Nacional, ou "Alzamiento", ou Cruzada Espanhola, os moços que se reuniam à sombra da bandeira do jugo e das flechas enfeixadas, secundados pelos Requetés, pelos monarquistas e tradicionalistas, foram não somente os voluntários de primeira hora, mas acima de tudo a força decisiva que, agindo no seio das multidões, contagiou o povo espanhol com a coragem, o entusiasmo, a confiança e a inabalável certeza do triunfo inexorável da Pátria de Cervantes sobre seus inimigos, da Civilização contra a barbárie bolchevista, de Cristo Rei sobre Marx, Lênin e Stálin.
    Aparentemente dissolvida pelo despótico, tirânico e fraudulento governo de Madri, responsável pela prisão e assassínio de vários de seus membros, a Falange se colocou sob as ordens do Generalíssimo Francisco Franco, combateu os vermelhos com formidável tenacidade e, como já disse, incutiu no povo a certeza da vitória.
    Por meio do decreto de unificação de 19 de abril de 1937, o Generalíssimo Francisco Franco, Caudilho de Espanha e da Cruzada, determinou que a Falange Española e a Comunión Tradicionalista dos carlistas constituíssem um único organismo, a Falange Española Tradicionalista y de las JONS, a que aderiram ainda membros da Renovación Española e da Acción Popular. Esta organização, também conhecida, a partir de 1945, como Movimiento Nacional, durou até a morte de Franco, em 1975.
    José Antonio Primo de Rivera, preso pelo governo republicano em março de 1936, foi fuzilado pelos vermelhos no pátio da prisão de Alicante a 20 de novembro daquele ano, aos trinta e três de idade, junto a quatro jovens do povoado alicantino de Novelda, apesar das interposições de alguns líderes vermelhos como Manuel Azaña.
    Três dias antes, fora o Chefe Nacional da Falange julgado por rebelião militar, assumindo ele próprio a sua defesa, a de seu irmão Miguel e de sua cunhada Margarita Larios.
    Sua atuação fora brilhante, de modo que um jornal “esquerdista” alicantino escrevera no dia imediato que “Gesto, voz y palabra se funden en una obra maestra de la oratoria forense, que el público escucha con recogimiento, atención y evidentes signos de interés.”
    Explicando ao tribunal que o julgava aquilo que realmente constituía a Falange, revivendo os familiares textos de sua doutrina, observara ele que muitíssimas faces inicialmente hostis se iluminavam, primeiro assombradas e depois com simpatia. Em seus olhos, como lembra o fundador e líder máximo da Falange, em seu magnífico Testamento, datado de 18 de novembro daquele conturbado ano de 1936, parecia estar escrita a seguinte frase: “¡Si hubiésemos sabido que era esto, no estaríamos aquí!” E prossegue José Antonio: “Y, ciertamente, ni hubiéramos estado allí, ni yo ante un Tribunal popular, ni otros matándose por los campos de España. No era ya, sin embargo, la hora de evitar esto, y yo me limité a retribuir la lealtad y la valentía de mis entrañables camaradas, ganando para ellos la atención respetuosa de sus enemigos.”
    A despeito de toda a eloqüência de José Antonio, haviam sido os três acusados condenados à morte, sendo que, em razão do apelo do futuro mártir de Espanha e da Europa em favor do irmão e da cunhada, fora a pena destes últimos convertida em reclusão.
    Em seu Testamento, deixou ele consubstanciado seu sincero desejo de que fosse o seu o derradeiro sangue espanhol vertido em discórdias civis e de que o povo espanhol, tão rico em qualidades profundas, encontrasse já na paz, a Pátria, o Pão e a Justiça.
    Seu último desejo fora o de que limpassem o pátio do cárcere para que seu irmão não tivesse de caminhar sobre seu sangue.
    Os restos mortais de José Antonio Primo de Rivera hoje jazem no Valle de los Caídos, monumento erigido por Francisco Franco em memória de todos os que tombaram na Cruzada.
    Seu corpo, como observa Paulo Fleming, foi destruído pelos vermelhos, mas seu espírito segue vivo e viverá sempre integrado na História de sua Pátria. É o que diz Giorgio Almirante, o mais conhecido e admirado líder do Movimento Sociale Italiano (MSI) e da chamada “direita” da Itália do final da II Grande Guerra até fins da década de 1980, em sua obra “José Antonio Primo de Rivera”: “José António está vivo conosco e não morrerá conosco; ou seja, a maravilhosa procissão de jovens que durante 400 quilômetros, desde Alicante até ao Escorial, acompanhou os seus restos mortais venerando o seu espírito, continua e continuará: levando às costas - às costas da jovem Espanha, da eterna Espanha, da jovem Europa, da eterna Europa - não o seu corpo e a sua memória, mas sim a sua jovem mensagem, a eterna mensagem de José Antonio.”
    O nome deste mártir da grande Espanha e da grande Europa transformou-se em uma bandeira de luta, contribuindo para apressar o inevitável triunfo das forças nacionais sobre as hordas da antipátria e da antinação, consumada a 1° de abril de 1939.
    José Antonio Primo de Rivera é para a Espanha aquilo que António Sardinha é para Portugal e que Plínio Salgado é para o Brasil. Como o fundador do Integralismo Lusitano e autor de “Ao Princípio Era o Verbo”, de “A Aliança Peninsular” e de “Ao Ritmo da Ampulheta” e o criador do Integralismo Brasileiro e autor de “Psicologia da Revolução”, de “A Quarta Humanidade” e da “Vida de Jesus”, Primo de Rivera foi um grande doutrinador cristão e nacionalista, um genial condutor de gerações de jovens que vêm acreditando em um ideal sublime e que despertaram na marcha de sua nação rumo ao seu destino histórico, um apóstolo de patriotismo, um arauto de uma Pátria Nova redimida e prestigiada. Seu nome, como o de António Sardinha e o de Plínio Salgado, permanecerá vivo, qual um imenso facho, iluminando o futuro de sua Pátria, que, a partir de suas idéias, um dia renascerá.

    AS PARTICULARIDADES REVELADAS ATRAVÉS DO CADÁVER DE DOM PEDRO I


    Pintura de Dom Pedro I, o Imperador do Brasil
    Pintura de Dom Pedro I, o Imperador do Brasil - Wikimedia Commons

    Em 2010, a arqueóloga e historiadora Valdirene do Carmo Ambiel pediu aos descendentes da família imperial brasileira uma solicitação para que ela pudesse exumar os restos mortais das figuras mais emblemáticas do império no Brasil. Consequência de profundos e extensos estudos, a ação foi finalmente possibilitada e realizada dois anos depois, em 2012.
    A Capela Imperial do Ipiranga foi aberta em sigilo, pela madrugada quente de fevereiro. Situada sob o Monumento de Independência do Brasil, em São Paulo, a sepultura guardava o primeiro imperador do Brasil, D. Pedro I, e suas duas mulheres, sua primeira esposa Maria Leopoldina de Áustria e sua segunda esposa Amélia de Leuchtenberg.
    O local é um símbolo do passado monarquista do Brasil e se tornou ainda mais importante ao guardar os corpos desses indivíduos. Em parceria com 11 instituições dos três âmbitos de governo, a exumação liderada por Ambiel revelou informações anteriormente desconhecidas sobre a história da família real e ainda desmentiu mitos que perpassaram séculos.
    Esse tipo de investigação arqueológica nunca antes foi feito no Brasil. Ela foi responsável por documentar detalhes insólitos sobre os personagens históricos e foi revelada ao público somente um ano depois de ser iniciada. No dia 18 de fevereiro de 2013, a arqueóloga responsável pela exumação apresentou a pesquisa como sua dissertação de mestrado no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP.
    O cadáver do imperador

    Exumação no caixão de Dom Pedro I / Crédito: Divulgação

    As informações obtidas por meio de exames de tomografias e ressonâncias magnéticas, que chegaram até mesmo a ter sessões que duraram cinco horas, puderam revelar mais sobre o passado de uma das figuras mais icônicas da história do Brasil, o primeiro imperador D. Pedro I. Por mais que tivesse sido exumado com suas duas esposas, ele foi a atração principal dessa peça.
    Ele foi levado da cova imperial no Parque da Independência para a Faculdade de Medicina da USP, onde, pela primeira vez, pessoas muito antigas foram transformadas em pacientes. De maneira quase literal: eles tinham fichas cadastradas, equipe médica individual e foram transformados em ilustrações.
    No entanto, logo no começo das três madrugadas em que os pesquisadores retiravam os corpos da cripta, já foi possível perceber que seria uma investigação repleta de surpresas. A primeira delas foi em relação a D. Pedro: apesar de ser conhecido como o maior “libertador” do Brasil, não carregava nenhum símbolo sequer que fizesse referência ao país tropical que foi responsável por governar e onde viveu grande parte da vida.
    Ele portava somente homenagens dadas aos generais de Portugal, como medalhas (todas em referência ao país europeu), vestimenta oficial, com direito a botas de cavalaria, e galões em forma de coroa de Portugal. Apenas uma referência ao período em que o português governou o Brasil foi feita em sua sepultura. Na tampa de um dos três caixões de Pedro I, estava escrito “Primeiro Imperador do Brasil”, ao lado de “Rei de Portugal e Algarves”.

    Ilustração de Dom Pedro I / Crédito: Wikimedia Commons

    Além disso, as fraturas encontradas em seu corpo também foram analisadas e comparadas com os acontecimentos conhecidos de sua vida. Por exemplo, marcas de fratura em seus ossos confirmavam os relatos de acidentes de cavalo que sofridos, ambos no Rio de Janeiro, tanto em 1823 quanto em 1829, ao cair de uma ladeira e quando conduzia uma carruagem, respectivamente.
    Sua altura também foi medida: o Imperador tinha entre 1,66 e 1,73 metros e, ao contrário do que dizia uma placa no Monumento de Independência, seu corpo não tinha sido cremado após sua morte em 1834.
    "Unimos as ciências humanas, exatas e biomédicas com o objetivo de enriquecer a História do Brasil. Uma cripta imperial foi transformada em laboratório de especialidades, com profissionais usando os equipamentos mais modernos em prol da pesquisa histórica. O material coletado será útil para que pesquisas continuem em diversas áreas ao longo dos próximos anos”, disse a arqueóloga e historiadora responsável pela pesquisa.

    ISABELA BARREIROS




    quinta-feira, 28 de maio de 2020

    Deputada supremacista sionista quer remoção de lápides de heróis de guerra alemães nos EUA

    Uma deputada supremacista judia dos Estados Unidos pediu ao Departamento de Assuntos dos Veteranos dos EUA que substituísse três lápides em cemitérios militares com suásticas e menções à Hitler.
    “É profundamente preocupante e terrivelmente ofensivo que lápides adornadas com suástica que incluam mensagens em homenagem a Hitler continuem presentes nos Cemitérios Nacionais da Administração de Veteranos deste país”, disse a deputada Debbie Wasserman Schultz, D-Fla., Em um comunicado ridículo.
    “A decisão da VA de deixar as suásticas no lugar, bem como as mensagens em homenagem a Hitler, enquanto ignora as chamadas para derrubar as lápides, é insensível, irresponsável e inaceitável – e chega em um momento em que incidentes antissemitas documentados nos Estados Unidos chegaram a um nova alta.”
    Wasserman Schultz está entre os democratas judeus mais importantes do Congresso e, durante vários anos, presidiu o Comitê Nacional Democrata.
    No início desta semana, a Military Freedom Foundation pediu aos Assuntos dos Veteranos que substituíssem as lápides dos túmulos dos prisioneiros de guerra alemães que morreram nos campos de concentração dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial. Dois estão em um cemitério de San Antonio e outro em Salt Lake City.
    Em 2017, Imran Awan, funcionário da Câmara no centro de uma investigação criminal que potencialmente afeta dezenas de legisladores democratas, foi preso sob acusação de fraude bancária e é impedido de deixar o país enquanto a acusação estiver pendente. Ele era e na época, ainda estava empregado pela deputada Debbie Wasserman Schultz (foto). | Foto: Joe Raedle / Getty Images
    Além das suásticas, as lápides incluem a frase “Ele morreu longe de sua casa pelo Führer, pelo povo e pela pátria”.
    Em resposta, um porta-voz da VA citou uma política da agência para proteger recursos históricos, incluindo aqueles que reconhecem figuras ou eventos históricos divisivos.
    “Peço ao VA que elimine essa política antiquada e substitua imediatamente essas lápides inapropriadas e insensíveis”, disse Wasserman Schultz.
    As organizações supremacistas judaicas que apoiam o chamado da Military Freedom Foundation incluem a B’nai B’rith International, o Comitê Judaico Americano e o Centro de Direito da Pobreza do Sul.
    Kevin Alfred Strom, diretor de mídia da National Alliance, declarou: “Wasserman-Schultz e seus aliados são insensíveis, irresponsáveis ​​e inaceitáveis. É irônico que uma roupagem denominada “Fundação da Liberdade Religiosa Militar” deseje profanar os túmulos dos mortos e remover a mensagem e o símbolo espiritual que há três quartos de século. Mas o MRFF é uma organização fundada e administrada por supremacistas judeus, apesar do nome, portanto sua agenda não é surpreendente. É impressionante a posição do VA, para honrar os desejos e crenças moribundas de um oponente honrado em batalha. Esperamos que eles permaneçam firmes diante da pressão.”

    quarta-feira, 27 de maio de 2020

    MÚMIA DE TARIM: A INSTIGANTE MULHER CAUCASIANA DE 3 MIL ANOS





    Múmia de Tarim, a mulher caucasiana
    Múmia de Tarim, a mulher caucasiana - Divulgação

    Em 1980, no deserto de Taklamakan, localizado em Xinjiang, uma região autônoma da República Popular da China, foram encontradas diversas múmias da civilização tocariana, um povo indo-europeia que viveu na Ásia Central, por volta do ano 1.000 a.C.. Entre os esqueletos descobertos, estava o de uma mulher, extremamente bem preservado, que intrigou pesquisadores.
    Acredita-se que a mulher tinha cerca de 40 anos quando morreu, devido à causa desconhecidas. Os traços da múmia levou o sinologista americano, Victor H. Mair, a definir que ela pertence à raça caucasiana, assim como os outros restos mortais que foram retirados do mesmo local.



    Como possivelmente seria a mulher caucasiana / Crédito: Divulgação

    O esqueleto mostra que a pessoa era alta, loira, com um nariz alongado. Seus cabelos estão presos em duas tranças, quase que, perfeitamente conservadas. O tecido de suas vestes se assemelha ao usado pelos celtas.
    Conhecida como uma das múmias de Tarim, pois seu cadáver estava próximo ao rio de mesmo nome, uma autópsia revelou que o corpo permaneceu preservado por conta da aridez e salinidade do deserto. As temperaturas congelantes também auxiliaram no processo de mumificação natural.
    Juntamente ao seu corpo, foi encontrada a múmia de uma criança, no entanto, os arqueólogos não puderam responder se havia alguma relação entre eles. Apesar dos esqueletos terem sido encontrados em território chinês, eles eram descendentes de europeus.
    ALANA SOUSA 

    CENSURA GLOBAL SIONISTA

    A Argentina anunciou a impressão de uma nova nota de 5.000 pesos com o rosto do médico Ramon Carrillo, que médico neurocirurgião nacionalista e peronista que foi Ministro da Saúde da Argentina, causando o repúdio e histeria da comunidade judaica local e instigações de reprovação e ódio por parte de agentes e entidades internacionais ligadas ao lobismo sionista internacional.
    A informação veio do site de notícias israelense Ynet. O embaixador de Israel na Argentina twittou na segunda-feira: “Quando dizemos ‘nunca mais’, em referência ao Holocausto, não faz sentido comemorar alguém que, pelo menos, simpatiza com essa ideologia”.
    Acompanhando isso, o embaixador britânico na Argentina, Mark Kent, fez o mesmo: “O nazismo foi o maior mal do século 20, levou ao Holocausto. A morte de milhões de inocentes. Não devemos comemorar quem participou desse terrível episódio.”
    O Simon Wiesenthal Center criticou o governo argentino afirmando que o mesmo estava prestando homenagem para um “admirador de Adolf Hitler. Shimon Samuels e Ariel Gelblung, diretores de relações internacionais e para a América Latina do Wiesenthal Center afirmaram “rejeitamos enfaticamente a escolha de um personagem que manchará a Argentina com sua imagem em sua nota de mais alta denominação”
    O neto de Carrillo, Ramon Carrillo, tentando apaziguar o tema, compartilhando uma foto no Twitter de um presente dado a seu avô em 1954, quando ele atuava como ministro da Saúde na época, pelo então ministro da Saúde de Israel, Yosef Serlin.
    Mas qual o motivo de tanto alarde da comunidade judaica internacional? Você sabe quem foi Ramon Carillo e qual foi o seu legado e importância, não só para o povo argentino nem para a América do Sul, mas para toda a humanidade hoje? Se não sabe, imagine a importância do argentino para a medicina e saúde pública atual em épocas de pandemia como esta.

    Quem foi Ramon Carillo?

    Nascido em Santiago del Estero, Argentina, em 7 de março de 1906, depois de concluir os estudos, em sua cidade natal, partiu para Buenos Aires, para iniciar uma carreira em Medicina. Tornando-se o melhor de sua turma, se inclinou para a neurologia e neurocirurgia, obtendo uma bolsa para estudos na Europa.
    Na área médica, Carrillo foi um dos principais integrantes da tradição científica da Escola Neurobiológica argentino-alemã. Ele produziu – entre 1930 e 1945 – pesquisas até então inéditas e valiosas sobre células cerebrais que não são neurônios, chamadas neuroglia, assim como os métodos para colorá-las e observá-las sob um microscópio, bem como sobre sua origem evolutiva (filogenia) e sobre a anatomia comparativa dos cérebros dos vários classes de vertebrados.
    Nesse período, ele contribuiu com novas técnicas de diagnóstico neurológico. Também durante esses quinze anos, ele alcançou resultados valiosos investigando as hérnias de cisterna do cérebro e as síndromes pós-concussão. Levou seu nome a papilite epidêmica aguda (ou ‘doença de Carrillo’) onde descreveu detalhadamente a esclerose cerebral durante a investigação, na qual realizou numerosos transplantes cerebrais vivos entre coelhos, e tumores cerebrais reclassificados histologicamente e inflamações do envelope mais íntimo do cérebro (aracnoides), inflamações chamadas aracnoidites.
    Ele também propôs uma “Classificação de Doenças Mentais” que foi amplamente usada antes do DSM.

    Carreira política

    Retornando para Buenos Aires, viu-se no meio da “Década Infame”, onde viu saques e destruição sistemáticos sofridos por sua terra natal, em um período caracterizado pelo profundo declínio moral da liderança, onde a corrupção, os negociados, a alienação do patrimônio nacional e o empobrecimento de uma grande maioria da população. Ele então adere ao pensamento nacionalista que estava crescendo naquela época, rejeitando explicitamente as propostas culturais anglo-americanas e nacional socialistas-fascistas e o stalinismo.
    A partir de 1937, Carrillo, junto de seu amigo médico Salomon Chichilnisky, começa a construir muitos hospitais gratuitos. Dedicando-se à pesquisa e ensino, em 1939 assumiu o Serviço de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Militar Central em Buenos Aires, ondo lhe foi permitido aprender mais sobre a realidade da saúde do país, verificando a prevalência de doenças relacionadas à pobreza, realizando estudos estatísticos que determinaram que o país possuía apenas 45% dos leitos, também desigualmente distribuídos.
    Em 1943, o regime do presidente Castillo foi derrubado e outro governo militar assumiu. Nesse contexto, Carrillo conheceu o coronel Juan Domingo Perón, um paciente com quem ele compartilhou longas conversas no Hospital Militar. Foi Perón que convenceu Carrillo a colaborar no planejamento da política de saúde desse governo. E logo no início de 1946, Perón assumia a presidência, confirmando o Dr. Carrillo como chefe da Secretaria de Saúde Pública, que mais tarde se tornaria o Ministério da Saúde Pública e Assistência Social da Nação. A esposa de Perón, “Evita”, coordenou suas ações com Carrillo e contribuiu para consolidar seu trabalho técnico.

    Legado

    É difícil listar o trabalho do Dr. Carrillo na frente deste portfólio. Ele realizou ações sem paralelo até hoje. Aumentou o número de leitos no país, de 66.300 em 1946 para 132.000 em 1954. Em apenas dois anos, erradicou doenças endêmicas como a malária, com campanhas extremamente agressivas. Praticamente eliminou a sífilis e doenças venéreas. Ele criou 234 hospitais ou policlínicos gratuitos. A taxa de mortalidade por tuberculose diminuiu de 130 por 100.000 para 36 por 100.000. Terminou com epidemias como tifo e brucelose. Reduziu drasticamente a taxa de mortalidade infantil de 90 por mil para 56 por mil.
    Tudo isso, priorizando o desenvolvimento da medicina preventiva, a organização hospitalar, conceitos como “centralização normativa e descentralização executiva” . Isso não tem nada a ver com a descentralização, que apenas responde a fins meramente econômicos impostos pelos mercados. Escrevendo com Norbert Wiener, o chamado “criador da cibernética”, Carrillo aplicou-a à arte de governar sob o nome de cibernologia, criando um Instituto de Cibernologia ou Planejamento Estratégico em 1951.
    Muitos autores concordam que o legado mais importante que o Dr. Carrillo deixou para trás foram as idéias, princípios e fundações que acompanharam essa ação.
    Duas de suas frases descrevem muito bem um homem capaz de abandonar sua admirável carreira científica, reconhecida internacionalmente, para se dedicar plenamente às necessidades específicas de seu povo:
    “Os problemas da medicina como um ramo do Estado não podem ser resolvidos se a política de saúde não for apoiada por uma política social. Da mesma forma que não pode haver uma política social sem uma economia organizada para o benefício da maioria”.
    “As conquistas científicas em saúde são úteis apenas se forem acessíveis às pessoas”.
    Ordóñez, seu biografo diz:
    “Ele morreu aos cinquenta anos, pobre, doente e exilado em Belém do Pará, cidade no norte do Brasil, em 20 de dezembro de 1956. Talvez pensando, como fez o grande libertador Simón Bolívar, que havia arado o mar. Talvez uma de suas frases mais famosas indique que seu trabalho ainda está inacabado: ‘Diante das doenças geradas pela miséria, diante da tristeza, da angústia e do infortúnio social dos povos, micróbios, como causas da doença, são causas pobres.”

    terça-feira, 26 de maio de 2020

    Eslováquia: Partido nacionalista é agora o quarto mais forte do Parlamento

    O nacionalista “Partido do Povo – Nossa Eslováquia” [Ľudová strana – Naše Slovensko], conhecido por suas iniciais LSNS, é agora o quarto partido mais forte do parlamento eslovaco.
    Em 29 de fevereiro, o LSNS conquistou 17 cadeiras no parlamento (acima de 14 em 2016) e aumentou seu voto popular para 229.581 (acima de 209.779 em 2016). Mas sua parte geral dos votos permaneceu constante em cerca de 8%.
    A Eslováquia possui um sistema multipartidário composto por cerca de uma dúzia de partidos sérios e inúmeros pequenos grupos marginais.
    Mas, existem algumas perguntas sobre o resultado: pesquisas realizadas imediatamente antes da eleição mostraram o LSNS com grande apoio popular. Especialistas previram que se tornaria o segundo partido mais forte, com 24 ou mais membros do parlamento.
    A eleição viu o partido até então no poder cair dando lugar aos partidos da oposição que vieram com bandeiras anticorrupção, no sentido de assegurar uma administração transparente, ao invés daquela levada a cabo pelo SMER [Direção] – Social Democracia – e igualdade de todos perante a lei. Assim, o OLaNO (Movimento das Pessoas Comuns e Independentes), de centro-direita, elegeu o novo Primeiro ministro da Eslováquia, Igor Matovič.

    A corrupção dos social-democratas e o assassinato de um jornalista

    A corrupção governamental, coisa comum na Eslováquia. O SMER governou durante 12 dos últimos 14 anos.
    Manifestação do Ľudová strana – Naše Slovensko em frente ao STF da Eslováquia. Foto: Reprodução
    Durante o início do período eleitoral, em 2018, um repórter, Jan Kuciak, que investiga corrupção e suborno foi assassinado. Esse foi o período mais conturbado da administração do executivo liderado pelos sociais democratas. Muitos suspeitam que a sua morte esteja relacionada com a investigação que conduziu no sentido de denunciar casos de fraude entre figuras de negócios, próximas daqueles que ocupavam o poder.
    A morte destas duas figuras provocou uma onda de protestos de grandes dimensão, minando  completamente o Executivo eslovaco, levando à queda do domínio da centro esquerda no país.

    Histórico do país tende ao nacionalismo

    A Eslováquia tem uma população de cerca de 5,5 milhões, com apenas 2.600 judeus. É um pouco diferente de algumas outras nações europeias. Foi concedida sua independência pela primeira vez em 1939 por Adolf Hitler. O país lutou como parte do Eixo durante a Segunda Guerra Mundial, até ser finalmente dominado pelo Exército Vermelho em 1945. Exceto entre os “antifascistas”, o termo “nazista” não tem a mesma conotação negativa que possui em outras partes da Europa.
    Na foto, Marian Kotleba em um evento intitulado Contra o “Terror Cigano na Eslováquia Oriental”, em 2013, em Geč, no distrito de Košice-okolie. Foto: TASR – František Iván
    O LSNS continua o legado do regime pró-Hitler, que os estudiosos descrevem como “clerico-fascista”. Nos últimos anos, no entanto, ele procurou se distanciar do passado. Hoje sua política interna está focada em sentimentos anti-globalização, reforma econômica e justiça social. Sua política externa é pan-eslava e fortemente anti-OTAN e anti-UE. (A Eslováquia é um membro da UE.)
    O líder do LSNS é Marian Kotleba. O lema do partido é “Com coragem contra o sistema!” e tem entre seus membros o uso da saudação ibérica.

    Referências do artigo:

    Site oficial do Ľudová strana – Naše Slovensko. Disponível em http://www.naseslovensko.net/
    Bradford Hanson. Slovakia: Ethnic Nationalist Party Now 4th Strongest in Parliament. National Vanguard, Essays, 3 mar. 2020. Disponível em https://nationalvanguard.org/2020/03/slovakia-ethnic-nationalist-party-now-4th-strongest-in-parliament/
    Filipe Pereira. Eslováquia: Vitário de Matocič marca início de nova fase na política do país. JUP, Política. Revisão de Miguel Marques Ribeiro, 22 mai. 2020. Disponível em https://www.juponline.pt/politica/artigo/35753/eslovaquia-vitoria-matovic-marca-inicio-nova-fase-na-vida-politica-do-pais.aspx