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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

De professores e drogas

Lembram-se daquele professor de matemática de uma escola pública de Santos que aplicou uma avaliação a estudantes de 14 anos com quetões que, na prática, faziam a apologia da criminalidade e do tráfico de drogas?


Ele se explicou à polícia. Disse que estava promovendo uma discussão sobre o tema. Ah, bom! Professor de matemática, agora, é animador de debates! Querem saber de uma coisa? Temo que ele esteja falando a verdade.


Por que escrevo isso? Se ele fosse um agente no narcotráfico na escola, a droga de que seria veículo seria menos perigosa e mais fácil de combater. Bastaria colocá-lo em cana! Mas há uma droga muito mais insidiosa nas escolas, que é a da ideologia.


Não pensem que ele é muito pior do que o sujeito que diz a nossos filhos que:
- a destruição da natureza é conseqüência do capitalismo;
- o agronegócio é um mal porque eleva o preço dos alimentos;
- os países são pobres por culpa do imperialismo americano;
- Lula pôs fim ao neoliberalismo da era FHC;
- as privatizações foram um mal para a economia brasileira.


Tudo isso que vai acima também é droga, até mais viciante dos que as outras porque aparentemente limpa e voltada para o bem da humanidade…


Por Reinaldo Azevedo

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