Bunker da Cultura Web Rádio

    >

    terça-feira, 27 de março de 2012

    O pêndulo político



    Agora ele contra-ataca
    Este artigo é um artigo que sucede o “A derrocada do exército de Barroso”. Ainda há pouco, nós vimos a absoluta posição extrema deste pêndulo. Agora ele inicia o caminho para a outra extremidade.
    Direita e Esquerda
    Neste pêndulo é mostrada à “esquerda” a atual situação globalizante; à “direita”, ao contrário, uma situação nacionalista. Isso está correto enquanto a atual elite, com seu monstro estatal distribuidor de privilégios, seja de “esquerda”. Mas isso não é suficiente.
    Mais revelador é o compasso político, aqui segue o exemplo da Alemanha (2005):
    “Esquerda” significa aqui igualitarismo, redistribuição, Estado inchado etc, enquanto “direita” está para a preservação da propriedade particular e o Estado reduzido.
    No outra direção temos ainda a diferenciação entre “autoritarismo”, ou seja, quando a liderança do Estado ordena e “libertário”, quando não existe qualquer Estado forte.
    Neste exemplo, os esquerdistas e os Verdes estão à esquerda, mas são poucos autoritários; o CDU é autoritário de direita (hoje está mais para autoritário); já o NPD, ao contrário, apenas autoritário, mas à esquerda do SPD (como seu antecessor, o NSDAP).
    A União Europeia pode ser classificada como fortemente esquerda-autoritária, bem na parte superior à esquerda.
    A posição extrema à esquerda ocorreu no início de 2010
    Aqui temos mais uma vez o pêndulo.
    Enquanto nos anos 1970 o pêndulo estava no meio (depois de uma posição extrema à direita algumas décadas antes), o pêndulo ainda tem hoje uma posição extrema à esquerda, mas já caminhando para o centro. Tal movimento pendular pode durar décadas, mas são inevitáveis, pois a massa quer algo diferente. Principalmente quando um extremo foi alcançado. As respectivas elites tentam evitar isso, como acontece atualmente, mas sem sucesso.
    O extremo à esquerda
    Pode-se caracterizá-lo como (tornou-se uma religião):
    - Globalização da economia com gigantescos conglomerados mundiais
    - Eliminação cada vez mais acentuada da soberania nacional através da grande estrutura representada aqui pela União Europeia
    - Exploração de um número cada vez menor daqueles que sustentam um Estado imenso
    - Redistribuição pelo Estado àquelas classes dependentes, inclusive com compra de votos
    - Destruição da identidade própria através da imigração em massa
    - Political Correctness com proibição da manifestação do pensamento
    - “divinização” de imigrantes e outros “grupos protegidos” em detrimento do contribuinte que os financia
    - decadência e perversidade de toda espécie, que são incentivadas “oficialmente”
    - Desvalorização da própria cultura/nação.
    Esta posição extrema à esquerda foi alcançada no início de 2010, entrementes muitas de suas características são colocadas em xeque nas diferentes frentes e até mesmo combatidas. Isso se mostra na aparição de partidos nacionalistas e populistas nas urnas de votação em toda a Europa. O eleitor está saturado por este complexo formado pela União Europeia e países nanicos.
    Pelo momento devemos ter retornado já uns 5% do caminho de volta em direção ao centro. A elite acredita cada vez mais nos velhos valores e boa parte da população já deu as costas. São os primeiros sinais dos ventos contrários. As elites atuais serão trocadas ao longo do percurso.
    O pêndulo caminha para a direita
    Quanto ainda o pêndulo caminhará para a direita não pode ser afirmado, mas vai se distanciar bem do centro. Isso dura pelo menos alguns anos e será assim:
    - Fim da globalização através de divisas não conversíveis e indisponibilidade de crédito. Os conglomerados se dividirão em sua maioria em partes nacionais ou regionais, Isolação será o novo lema – longe do mundo exterior.
    - Desmoronamento da União Europeia, não se aceitará mais suas imposições, a soberania será ressuscitada a nível nacional e regional (quando os países quebrarem)
    - Fim do Euro, finalmente deverão aparecer novas moedas nacionais e regionais lastreadas no ouro
    - As atuais classes dependentes do Estado serão em grande parte privadas da “entubação estatal” e deverão novamente procurar sustento no livre mercado
    - restabelecimento da identidade própria em larga escala, a xenofobia vai às alturas. Realocação de pelo menos todos os não-integrados a seus países de origem segundo diferenciação étnica, não segundo a nacionalidade. A luta por um emprego leva a isso.
    - Fim do politicamente correto, o que era até então “proibido” deve poder ser dito por toda parte
    - valorizados serão agora os contribuintes, não mais seus chupins. Provavelmente aparecerá um direito de eleitor com restrições, ao contrário do atual sufrágio universal
    - Sim, a homossexualidade e outras barbaridades não serão mais incentivadas, mas deverão ser escondidas como antigamente. O espírito reinante será bem intolerante.
    - Supervalorização da própria nação/cultura, até chegando ao retorno à própria linhagem.
    A lista pode ser estendida. Importante é que o esbanjamento atual custa muito dinheiro, o qual provém do crédito e do contribuinte que ainda permite ser explorado. Justamente as maquinações da classe política na atual fase final, como os infindáveis pacotes de ajuda econômica, reduzirão drasticamente a legitimidade para qualquer elevação de impostos no futuro. Se os bens da população ainda se perderem durante um crash e/ou reforma monetária…
    Comparação com os anos 1930
    Também durante os anos 1930 tomaram o poder por toda parte regimes autoritários nacionalistas/isolacionistas. Após os “livres, decadentes e bons” anos da década de 20.
    Um desenvolvimento semelhante acontecerá, provavelmente sem a perversão nacionalista do regime alemão NS. Este estava dentro do esquema esquerda-direita bem à esquerda, denominando-se também “nacional-socialista”. Em outros lugares como na Polônia, Hungria, Áustria, apareceram regimes autoritários. Os EUA entraram na isolação.
    O desenvolvimento exato não pode ser previsto, mas deve indicar uma direção aproximada. Certamente ela se diferencia bastante dos “valores” de hoje.
    É inevitável
    Indiferente àquilo que a elite atual faça, eles deixaram o pêndulo chegar muito perto do extremo. Agora ele vai retornar na mesma proporção. Ou eles vão se adaptar ou eles vão ser substituídos, sejam quais forem as consequências.
    A tendência é que por toda parte se retorne ao próprio tronco. O tempo para isso chegou:
    Nada é mais forte do que uma ideia, cujo tempo chegou. – Victor Hugo
    e
    As elites são sempre incapazes de imaginar tendências diferentes daquelas de ontem, ou seja, as tendências que as tornaram uma “elite”. – Europe 2020.
    A elite atual deverá renunciar. Se eles tiverem sorte, receberão um novo posto elitista – nas lavouras de batata. Se tiverem azar… a ira dos ludibriados (não apenas dos poupadores) não conhecerá fronteiras. Alguns se voltaram 180º, como no final do comunismo e aparecerão como novos oportunistas.
    Agora nós precisamos apenas esperar pela quebra do Euro e a desvalorização dos patrimônios construídos sobre os títulos públicos. Então o movimento pendular em direção à direita se dará bem mais rápido. O que antigamente necessitava décadas para acontecer, se dará em meses e anos. Preparado?
    Pense no movimento pendular durante a derrocada do comunismo em 1989. Já no verão daquele ano podia-se ver que algo logo iria acontecer. Os “observadores profissionais” do ocidente e os poderosos comunistas do leste não queriam ver. Então tudo aconteceu muito rápido e a velha elite foi varrida para fora dentro de poucas semanas, juntamente com sua ideologia e valores. Logo acontecerá o mesmo, mas desta vez com a gente. Como a queda de sistema se igualam.
    hartgeld.de, (artigo em pdf), 04/07/2011.
    Walter Eichelburg, engenheiro.
    O autor do artigo não é um consultor financeiro, mas sim um investidor em Viena – NR.
    Artigo publicado originalmente a 05/07/2011.

    Nenhum comentário:

    Postar um comentário