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sexta-feira, 11 de março de 2011

A CRISE DOS APEDEUTAS

“Não vejo como crise. É parte do processo da cultura. Se você for olhar, o ministério sempre teve crise: a aceitação de um lado, a insatisfação do outro lado.”
A afirmação é da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, ao visitar a Fundação Casa de Rui Barbosa, aquela que estava destinada ao apedeuta acadêmico Emir Sader. Segundo Ana, a crise em seu ministério foi “fabricada”.
É, foi, sim! E o “fabricante” chama-se Emir Sader, o petista que queria tomar o seu lugar. A propósito: “aceitação de um lado e insatisfação de outro” não define bem a questão. Tratava-se de uma briga no mesmo lado; eram correntes do PT se digladiando pelo butim.
A ministra se encontrou com funcionários da fundação e os tranqüilizou. Disse que, com a indicação de Wanderley Guilherme dos Santos para a presidência da instituição, nada muda. Santos, que substitui José Almino de Alencar, é um Sader com um pouco mais de gramática. Seria ocioso indagar por que a troca de comando se é para ficar tudo como está. A pergunta suporia que essa gente toda sabe aonde quer chegar

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